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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 5 de junho de 2021

REAA - FERRAMENTAS DO APRENDIZ

REAA - FERRAMENTAS DO APRENDIZ
(republicação)

Em 03/04/2017 o Respeitável Irmão José Luiz Horner Silveira, Loja Renovação, 3.387, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, solicita o seguinte esclarecimento.

Mais uma vez recorro à sapiência do nobre Irmão.
Eis minha dúvida:
É correto dizer que as ferramentas do Grau de Aprendiz maçom no GOB são a régua de 24 pol, o maço e o cinzel? Ou apenas o maço e o cinzel, já que a régua não está representada em nosso painel.

CONSIDERAÇÕES:

Esse tem sido um equívoco adquirido pela não observação das particularidades dos Ritos e Trabalhos das duas principais vertentes maçônicas.

Não é uma questão de “Aprendiz maçom do GOB”, mas deveria ser genuinamente a do Aprendiz Maçom do REAA. Infelizmente no Brasil muitos rituais enxertados com costumes de outros ritos foram editados e aprovados o que acabou por nos trazer dúvidas como a aqui tratada.

Verdadeiramente no escocesismo simbólico o Primeiro Grau detém como ferramentas de trabalho apenas o Maço e o Cinzel, enquanto que a Régua de 24 Polegadas é um dos instrumentos do Companheiro Maçom. Isso pode ser facilmente observado nas alegorias originais francesas do Aprendiz e do Companheiro usadas no REAA, onde sinteticamente se vê o Aprendiz desbastando a Pedra Bruta e nela aplicando no ofício o Maço e o Cinzel, enquanto que na alegoria do Segundo Grau é perfeitamente visível a Régua como uma das ferramentas trazidas pelo Companheiro para aplicar na Pedra Cúbica. Isso não acontece por acaso, pois as alegorias representam as etapas (idades) de aperfeiçoamento e os métodos aplicados (pelas ferramentas) para se chegar ao resultado apropriado de acordo com a doutrina do Rito.

Do mesmo modo, há que se observar o conteúdo dos respectivos Painéis do Grau do Rito, a despeito de que eles não estejam ainda deturpados. Visualizando cada Painel, no do Aprendiz não aparece a Régua, já no de Companheiro, ela se faz presente. Isso acontece porque o conjunto dos símbolos contidos nos Painéis significa a Loja aberta de acordo com o Grau, portanto o conjunto alegórico é disposto de tal modo que lembrem as práticas ritualísticas executadas nos trabalhos litúrgicos, principalmente naqueles que acontecem durante as cerimônias de Iniciação e de Elevação.

Dadas essas explicações e para melhor esclarecimento da dúvida apresentada na questão que envolve o uso da Régua no Primeiro Grau em alguns rituais escoceses, primeiro cabe lembrar que o Rito Escocês Antigo e Aceito, apesar do vocábulo titular “escocês”, é um rito originário da França.

Dito isso, o uso da Régua Graduada é comum no Grau de Aprendiz, mas na vertente inglesa de Maçonaria, ou seja, no Craft inglês e não no escocesismo simbólico que é de vertente francesa. Além do que, não há como esquecer que os costumes litúrgicos maçônicos, embora com o mesmo objetivo, muitas vezes se diferem entre os seus ritos e rituais, sobretudo quando observadas às suas origens e as suas estruturas doutrinárias.

Desafortunadamente, sobretudo na Maçonaria brasileira, essa mania desenfreada das Obediências em editar exponencialmente rituais, muitas práticas e costumes próprios de alguns ritos acabaram sendo enxertados em outros, sobretudo por obra da desatenção e pelo próprio desconhecimento de causa dos seus artífices.

Provavelmente no Brasil, o equívoco específico relativo à Régua no Primeiro Grau do REAA ocorreu - bem como outras não menos importantes - no início do segundo quartel do século passado por razões históricas que envolveram uma Obediência e o seu reconhecimento, mas esse é fato que não merece aqui ser comentado. Naquela oportunidade muitas práticas do Craft norte-americano, que por sua vez é originário do inglês, acabariam por aqui aportando incorretamente no escocesismo.

Concluindo, independente de ritual dessa ou daquela Obediência, em se tratando do escocesismo original, a Régua de 24 Polegadas não é instrumento do Aprendiz, senão do Companheiro. Ritual do escocesismo que porventura exarar ao contrário estará nocivamente o misturando com práticas de outros ritos, o que pode tornar contraditório ou dúbio o sentido da sua interpretação.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES

 

ENTENDENDO OS TERMOS: MAÇONS ANTIGOS, LIVRES E ACEITOS

ENTENDENDO OS TERMOS: MAÇONS ANTIGOS, LIVRES E ACEITOS
Autor: Kennyo Ismail

O termo “Maçons Antigos, Livres & Aceitos” que, utilizando a abreviação maçônica do REAA, fica “MM.AA.LL&AA” talvez seja, depois de “GADU”, o termo mais usado na Maçonaria. Apesar disso, parece que poucos são os maçons que sabem seu verdadeiro significado e o que se vê são muitos maçons experientes inventando significados mirabolantes e profundamente filosóficos para um termo que teve caráter político na história da Maçonaria.

O termo geralmente é utilizado após o nome da Obediência ou, muitas vezes, faz oficialmente parte do nome. Em inglês a sigla é AF&AM (Ancient, Free and Accepted Masons), cujo significado é o mesmo do termo em português: Maçons Antigos, Livres & Aceitos. Porém, os Irmãos também podem em muitas Obediências se depararem com termo diferente, sem o uso do “Antigo”, apenas: “Maçons Livres & Aceitos” ou “F&AM – Free and Accepted Masons”.

Afinal de contas, o que significa esse termo e qual o motivo da variação?

Em primeiro lugar, ao contrário do que muitos possam pensar, o termo nada tem com o Rito Escocês. Pelo contrário, foram os fundadores do Supremo Conselho do Rito Escocês em Charleston que, influenciados pelo termo, resolveram pegar emprestado o “Antigo” e o “Aceito”.

Na verdade, o termo e sua variável surgiram do nome oficial das duas Grandes Lojas inglesas rivais, historicamente conhecidas por “Antigos” e “Modernos”. O nome da 1ª Grande Loja (1717) era “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra”. Já sua rival (1751) foi fundada com o nome de “Grande Loja dos Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra de acordo com as Antigas Constituições” e por isso costumava ser chamada de “Antiga Grande Loja da Inglaterra”. Dessa forma, a mais nova se proclamava “Antiga” e chamava a primeira, que era mais velha, de “Moderna”. A partir daí, nos 60 anos de rivalidade entre essas duas Grandes Lojas, os maçons da Grande Loja dos “Modernos” ou daquelas fundadas por essa usavam o termo “Maçons Livres e Aceitos”, enquanto que os da Grande Loja dos “Antigos” ou daquelas fundadas por essa eram tidos como “Maçons Antigos, Livres e Aceitos”. Nesse período, a Grande Loja da Irlanda (1725) e a Grande Loja da Escócia (1736) se aproximaram dos “Antigos” e de certa forma aderiram ao termo. As duas Grandes Lojas inglesas resolveram se unir em 1813, porém, os termos permaneceram nas Grandes Lojas constituídas por essas, que consequentemente passaram àquelas que constituíram depois.

O maior reflexo dessa “rivalidade” e o uso dos termos que a representam ocorreu nos EUA, que tiveram Grandes Lojas fundadas pelos Modernos, pelos Antigos, e pelas Grandes Lojas da Irlanda e da Escócia. Com isso, 26 Grandes Lojas Estaduais usam o termo COM “Antigos” e outras 25 Grandes Lojas usam SEM “Antigos”:

F&AM (Maçons Livres & Aceitos) = 25 GLs: Alabama, Alaska, Arizona, Arkansas, Califórnia, DC, Flórida, Geórgia, Havaí, Indiana, Kentucky, Louisiana, Michigan, Mississipi, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New York, Ohio, Rhode Island, Tennesse, Utah, Vermont, Washington, Wisconsin.

AF&AM (Maçons Antigos, Livres & Aceitos) = 26 GLs: Colorado, Connecticut, Delaware, Idaho, Illinois, Iowa, Kansas, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Missouri, Montana, Nebraska, Novo México, Carolina do Norte, Dakota do Norte, Oklahoma, Oregon, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas, Virgínia, West Virgínia, Wyoming, Pensilvânia.

Apesar de a rivalidade ter acabado no início do século XIX, os termos permaneceram e podem ser vistos em várias outras partes do mundo. Alguns exemplos:

COM “Antigos”: Bolívia, Chile, Cuba, Costa Rica, Equador, Grécia, Guatemala, Honduras, Israel, Nicarágua, Panamá, Peru, África do Sul, Espanha, Venezuela.

SEM “Antigos”: Argentina, China, Finlândia, Japão, Filipinas, Porto Rico, Turquia.

Com o “Antigos” já desvendado, cabe aqui compreender a expressão “Livres & Aceitos”:

“Livres” se refere aos maçons que tinham direito de se retirarem de suas Guildas e viajarem para realizar trabalhos em outras localidades, enquanto que os “Aceitos” seriam os primeiros maçons especulativos que, apesar de não praticarem o Ofício, ingressaram na Fraternidade.

Hoje, usar ou não o “Antigos” não faz mais tanta diferença. O importante é que não esqueçamos que o “Livres & Aceitos” é um elo, um registro histórico da transição entre a Maçonaria Operativa e a Especulativa. Qualquer interpretação diferente é tentar jogar nossa história fora.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

sexta-feira, 4 de junho de 2021

PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ

PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ
(republicação)

O Respeitável Irmão Ismael Ramos Gomes, Loja Templários da Nova Era, 91, REAA, GLSC, Oriente de Florianópolis Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:
ismaelrg@brturbo.com.br

Gostaria de saber qual o correto. O Painel da Loja de Aprendiz é colocado na minha Loja, no Ocidente, próximo ao Altar dos Juramentos. Mas sou sabedor que mesmo no REAA algumas oficinas da Grande Loja em alguns Estados, esse painel é colocado no Oriente. Está certo isso?

Resposta:

No tocante à tradição e não levando em conta os inúmeros rituais publicados no universo maçônico, existem dois aspectos a ser considerados. Primeiro: genuinamente no Rito Escocês Antigo e Aceito o Altar dos Juramentos fica no Oriente. Segundo: tradicionalmente o Painel da Loja fica colocado sobre o eixo longitudinal da Loja no centro do Ocidente. 

O Painel da Loja, a despeito da existência do Retábulo do Oriente que é o espaço onde ficam fixados o Delta, o Sol e a Lua, imediatamente atrás do lugar do Venerável Mestre, tem sua origem nos tapetes simbólicos que eram colocados no centro da sala da Loja na oportunidade passada quando as primeiras Lojas especulativas se reuniam nas Tabernas. 

Com a evolução e aparecimento dos Templos Maçônicos como local específico para os Trabalhos, artistas como os Irmãos Willian Digth e John Harris, transcreveram os símbolos para os painéis. 

Primitivamente na Maçonaria Especulativa esses símbolos eram, em linhas gerais, riscados no chão da sala com giz, ou carvão que eram apagados no final dos trabalhos. Assim nessa trajetória os símbolos passariam a fazer parte de um tapete que era levado embora após estar a Loja fechada (costume que alguns ritos ainda mantém) e posteriormente para o Painel, porém já em solo dos nossos conhecidos Templos Maçônicos.

Infelizmente, muitos autores e ritualistas por não conhecerem essa história, além de não identificarem a particularidade de cada Rito quanto à sua vertente (inglesa ou francesa) misturaram os painéis de origem inglesa com os de ilharga francesa aplicando-os indistintamente em um rito específico como é o caso do Escocês Antigo e Aceito que é de origem francesa. 

Nessa miscelânea, acabaram por criar o tal do Painel Alegórico (inexistente no escocesismo) e o resultado desse equívoco é que em alguns rituais aparecem dois painéis na Loja, quando na verdade existe apenas um – o do centro do Ocidente e que deve estar de acordo com a origem do rito. Nesse sentido, se faz cogente primeiro à identificação do painel correto e por fim o seu tradicional local na Loja. 

A título de esclarecimento, o Painel da Loja no Rito Escocês Antigo e Aceito é aquele que aparecem as duas Colunas (B e J), as três janelas, etc. O outro que chamam de alegórico é do “Craft” inglês e nada tem a ver com o simbolismo do rito Escocês.

Com relação a sua pergunta no tocante ao “correto” essas são as minhas considerações, todavia entendo que muitos rituais em vigor apontam verdadeiras contradições. Infelizmente, enquanto esses estiverem legalmente aprovados e em vigor, mesmo contraditórios devem ser rigorosamente cumpridos, cabendo aos autores dos ditos explicarem o porquê dos contraditos. 

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 463 Florianópolis (SC) 04 de dezembro de 2011.

O DEVER DE UM PADRINHO MAÇOM

O DEVER DE UM PADRINHO MAÇOM
Ir∴ José Roberto Gouveia Freire

Não é bem assim. Não é qualquer amigo que deve ser convidado para engrossar as colunas da Ordem.

Em verdade, a Maçonaria não tem interesse apenas na quantidade de membros, mas, principalmente na qualidade dos componentes de seu quadro, porque somente com qualidade é que perpetuar-se-ão seus propósitos e ensinamentos, que não devem ser conhecidos por não iniciados.

Outrossim, o Padrinho não deve esquecer de que seu afilhado no futuro pode vir a ser um Venerável Mestre e até Grão-Mestre. Por isso, tem que ser exigente na escolha e não convidar qualquer pessoa que conheceu e achou que tem perfil para ser maçom, ou porque a pessoa lhe prestou algum favor ou ainda, porque faz parte de uma casta social de médio a alto nível.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O USO DA SAUDAÇÃO PELO SINAL - REAA

Em 12.09.2020 o Respeitável Irmão Davi Hackbart Covaleski, Loja Estrela do Sul, 84, REAA, GOB-RS, Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte colocação e pede comentário:

USO DA SAUDAÇÃO EM LOJA

Sei que o Ritual e o material disponibilizado no Sistema de Orientação Ritualística do GOB (pelo qual oportunamente aproveito para parabenizar e enaltecer a importância do trabalho realizado pelo Ir∴ frente à Secretaria Geral de Orientação Ritualística), são bastante claros no ponto que irei abordar mas, na intenção de dirimir qualquer dúvida e com o propósito de conseguir ir adequando e corrigindo os costumes ritualísticos em Loja (e que às vezes são herdados de práticas anteriores, que acabam se consolidando incorretamente), é que envio
este e-mail.

Sobre a saudação: O ritual de Aprendiz (pág. 42), diz que esta é feita somente ao Ven∴ Mestre quando da entrada e saída do Oriente e ao Ven∴ Mestre e VVig∴quando da entrada (após abertos os trabalhos), e saída (quando definitiva), do Templo; Excetua-se a esta regra, por óbvio (e também por orientação ritualística), as situações em que o Obreiro estiver portando um "objeto de trabalho".

Sobre este ponto há que levar-se em consideração a orientação disponibilizada pelo SOR em que, nas observações sobre a transmissão da Pal∴ Sagrada é reiterado o fato de que o simples fato de "desfazer o sinal" não se considera uma saudação propriamente dita:

“III – Embora no texto do explicativo no ritual apareça o termo “saudação”, nesse caso o Sinal é apenas uma norma ritualística e não uma saudação propriamente dita. Destaque-se que o próprio ritual menciona que saudações em Loja ocorrem somente ao Ven∴ Mestre durante o ingresso e saída do Or∴, e às LLuz∴da Loja por ocasião do ingresso formal ou retirada definitiva do Templo;”. Afirmação esta que é ratificada nas Orientações relativas ao Sin∴ Gu∴ onde consta que:

"III – Embora toda Saud∴ Maç∴ obrigatoriamente seja feita pelo Sin∴ Pen∴, nem sempre o Sin∴ Pen∴ é necessariamente uma Saud∴ Maç∴";

e nas orientações relativas ao Fechamento do L∴ da L∴ onde consta que:

"II – Assim que o L∴ da L∴ é fechado todos desfazem o Sin∴ de Ord∴ pelo Sin∴Gut∴. ATENÇÃO - Esse gesto não é saudação".

Finalizada esta introdução, em que pude trazer o que observei através da consulta ao Ritual e ao Sistema de Orientação Ritualística disponibilizado pelo GOB, lhe descrevo sucintamente a situação que tenho observado nas Lojas que já frequentei e que, apesar de uma maneira menos "exagerada", também ocorre em minha Oficina.

Do observado em visitações:

- Já presenciei, em outras Lojas, a realização de Saud∴ Maç∴ quando, no Ocidente, um obreiro cruza a linha (simbólica/imaginária), que divide o Sul e o Norte;

- Já presenciei, em outras Lojas, a realização de Saud∴ Maç∴ quando, eventualmente (por ocasião de Transformação de Grau, ou em Sessões/Situações que demandam esta retirada), um Obreiro necessita deixar temporariamente o Templo;

- Já presenciei, em outras Lojas, a realização de Saud∴ Maç∴, inclusive, quando do momento que o Obreiro vai tomar seu lugar e, antes de sentar-se, realiza o referido gesto.

Do observado em minha Loja:

- É costume, quando da assinatura do Livro de Presenças (no caso de entrada com atraso ou em momento oportuno do Cerimonial de Iniciação), tanto o Chanceler quanto aquele que irá assinar o Livro realizarem, reciprocamente, a Saud∴ Maç∴;

- É costume a realização de Saud∴ Maç∴, quando da Circulação do Saco de PProp∴ e IInf∴ ou do Tr∴ de Benef∴ e o Oficial em questão entrega a Bolsa/Saco ao Guarda do Templo para a sua participação no referido momento do Ritual - ambos, reciprocamente, realizam a Saud∴ Maç∴;

- É costume a realização de Saud∴ Maç∴ em outros momentos como quando o Mestre de Cerimônias recolhe o Balaústre junto ao Secr∴, ou quando o Hosp∴entrega o Tr∴ de Benef∴ ao Tes∴ por exemplo.

Após o estudo descrito mais acima me parece que todos estes usos são equívocos que acabaram se perpetuando de uma maneira "hereditária": a reprodução pela reprodução. Me parece ainda que algo destes equívocos residem no fato de haver uma confusão de quando é necessário realizar a Saud∴Maç∴ ou quando há um simples "desfazer" do Sin∴ de Ord∴. Não me parece ser de todo errado, por exemplo, o Chanceler aguardar em Pé e a Ordem aquele Obreiro que irá proceder a Assinatura do Livro de Presenças e, quando da chegada deste, simplesmente "desfazer o sinal"; ou quando o Orador está aguardando em Pé e a Ordem em seu local e é conduzido pelo Mestre de Cerimônias em determinado momento do Ritual para o Fechamento do L∴ da L∴(assim como naqueles momentos da Transmissão da Pal∴ Sagr∴ já mencionados acima).

Gostaria então que o Ir∴, pudesse explanar sobre este assunto de maneira a, como já dito no início deste e-mail, poder dirimir quaisquer dúvidas que, ao menos para mim, ainda possam restar sobre o assunto e por isso, humildemente, lhe peço auxílio.

CONSIDERAÇÕES:

Atendendo ao que dispões o SOR (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral) e o Ritual de Aprendiz do REAA em vigência do GOB, página 42, seguem os comentários.
Praticas observadas nas suas visitas:

a) Ao atravessar de uma para outra Coluna - Não está previsto porque não existe nenhuma saudação, seja ao Venerável ou ao Delta, quando alguém em trânsito, à circular pelo Ocidente e cruzar o equador do templo (eixo), tanto pela frente ou por trás do Painel. Do mesmo modo também não existe, sob nenhuma hipótese, parada formal ou inclinação do corpo acompanhado de meneios com a cabeça nessa ocasião.

b) Na retirada do Templo - Nesse caso a saudação somente será feita às Luzes da Loja se a saída for definitiva. Se o Templo for coberto a alguém por tempo determinado e posterior retorno, então não existe nenhuma saudação.

c) Antes de tomar assento - Também não existe saudação nessa ocasião. Se o protagonista estiver em pé usando a palavra, ele fica à Ordem. Encerrando a sua fala, antes de sentar, obviamente ele desfaz o Sin∴ de Ord∴ pelo Sin∴ Pen∴, contudo isso não é saudação, mas o simples ato de se “desfazer” o Sin∴, que deve ser sempre pelo gesto de aplicação simbólica da pen∴. O ato de se desfazer o Sin∴ antes de se tomar assento é porque ninguém faz, ou compõe, o Sin∴ sentado. Lembro que o Sin∴ de Ord∴ do grau se divide em duas partes distintas e que se completam no seu significado. A primeira parte é a “estática” e se trata da simples composição do Sinal; a segunda parte é a “dinâmica” e se trata do ato de desfazer o Sin∴ pela aplicação da pen∴ simbólica (Sin∴ Pen∴). Em qualquer circunstância, tanto para desfazer o Sin∴ ou prestar saudação pelo Sin∴, o Sin∴ será sempre desfeito pelo Sin∴ Pen∴. Procedimentos embora iguais, não podem ser generalizados nos seus significados.
Práticas observadas na sua Loja:

a) Retardatário e o Chanceler - Quem ingressar após o início dos trabalhos, ao ser conduzido à mesa do Chanceler para apor o seu ne varietur não saúda o Chanceler. Do mesmo modo o titular da chancelaria da Loja também não faz nenhuma saudação, isto é, ele permanece sentado. O que tem ocorrido é que o retardatário, ao abordar o Chanceler geralmente se coloca à Ordem enquanto aguarda as providências do titular para lhe oferecer o livro de presenças. Por óbvio que isso não é saudação, porém é a efetivação de uma regra ritualística consuetudinária que preconiza ficar à Ordem quando se estiver em pé e parado em loja aberta. Desse modo, o Chanceler, sem levantar ou prestar qualquer saudação, apresenta o livro ao retardatário. Antes de assinar, obviamente que o retardatário primeiro desfaz o Sin∴, o que não é um ato de saudação. Concluída a sua obrigação, sem saudar o Chanceler, logo a seguir o retardatário acompanha o seu guia até o lugar devido. Lá chegando senta-se imediatamente sem saudar ninguém pelo Sin∴.

b) Cobridor em auxílio com a bolsa - Também não existe nenhuma saudação. Nessa ocasião o Cobridor Interno à chegada do titular da coleta simplesmente fica em pé. Em seguida e sem nenhuma saudação, de imediato recebe a bolsa do titular para auxiliá-lo. Do mesmo modo o titular entrega a bolsa e, sem saudação, instantaneamente cumpre a sua obrigação. Concluído o ato, o titular de imediato recebe a bolsa e se dirige para entre ccol∴ enquanto o Cobridor toma assento sem fazer nenhuma saudação.

c) Permanecem sentados - Em nenhum desses casos existe qualquer saudação. A regra é a mesma. Os titulares que ocupam mesas permanecem sentados nessas ocasiões. Se o oficial circulante precisar aguardar providências, enquanto aguarda em pé e parado, fora do seu lugar, fica à Ordem. Reitera-se: não existe saudação entre esses protagonistas nos momentos de abordagem e retirada. Ratifica-se: o ato de se desfazer o Sin∴, dependendo da circunstância não é saudação maçônica, porém um protocolo ritualístico.

Comentários finais:

Não se recomenda, por exemplo, o Chanceler receber o retardatário à Ordem. Não existe o porquê desse excesso de preciosismo. É preferível que dentro da simplicidade maçônica ele permaneça sentado no exercício desse ofício. O mesmo se aplica às situações análogas.

No caso do Orador se dirigir ao Altar para o fechamento do Livro da Lei a sua questão me parece prejudicada, até porque nesse momento a Loja inteira estará à Ordem por comando do Venerável Mestre. Assim, quando o Mestre de Cerimônias se apresentar para a condução do Orador, este simplesmente desfaz o Sinal e segue o seu guia – isso não é saudação.

Creio que na liturgia da transmissão da palavra entre as Luzes e os Diáconos para a abertura e encerramento dos trabalhos, os procedimentos estão bem claros no SOR do GOB-RITUALÍSTICA. O que não se deve confundir é o ato de desfazer o Sin∴ - que a ocasião pode exigir - com saudação maçônica.

T.F.A.
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS


 

A MAÇONARIA NO SÉCULO XXI

A MAÇONARIA NO SÉCULO XXI

A história da maçonaria pode se dividida em dois períodos distintos: o primeiro, operativo, quando a instituição desempenhava, basicamente, atividades ligadas à arte da construção no período medieval; o segundo, especulativo, quando a arte de construir já não era mais um critério para participar da instituição e foram admitidos indivíduos originários de outros espaços sociais. Esse momento especulativo é consolidado no início do século XVIII, na Inglaterra, com a publicação de regulamentos que constituirão o que vem sendo chamado de “movimento maçônico regular”.

A chegada da Maçonaria ao Brasil, no final do século XVIII, pode ser entendida como um dos sinais do processo de modernização do país, pois a instituição foi o mais importante espaço de divulgação do ideário moderno (mesmo que mesclado com um ideário tradicional) e conseguiu atrair uma parcela significativa da elite para dialogar, à sua maneira, com esse ideário iluminista emergente no período.

A atividade maçônica formou, a partir do início do século XIX, uma rede de Lojas por todo o território brasileiro e organizou o que, provavelmente, foi a primeira atuação política articulada (nacional e internacionalmente) de uma instituição civil de que temos notícia no nosso país, funcionando como uma espécie de arena para discussões voltadas ao processo de modernização, tais como: a independência, o abolicionismo, a abdicação de Dom Pedro I, a questão religiosa, a separação da Igreja do Estado, o movimento republicano e outros menos comentados.

O ambiente maçônico é um lugar que privilegia discussões filosóficas, atividades filantrópicas, debates sobre a realidade sócio-econômica e cultural. Ao mesmo tempo, a Maçonaria é uma instituição secreta e iniciática, conseqüentemente, aristocrática, na qual só participam homens (pelo menos no “movimento maçônico regular”), alfabetizados, sem defeitos físicos, maiores de idade e com nível de renda suficiente para assumirem os custos da filiação à instituição; instituição na qual a hierarquia está presente em todos os seus procedimentos, desde a estratificação em graus iniciáticos, até os vários níveis de luto quando da morte de seus integrantes.

Ao longo do século XX o adensamento da sociedade civil e a conseqüentemente emergência de novos atores no espaço público fez com que a Maçonaria perdesse aquele protagonismo identificado no século XIX. Embora não possamos desenvolver esse tema neste momento, é importante frisar que existem alguns indícios importantes que apontam para uma participação efetiva da instituição nesse século que se inicia, pois a organização está presente em todos os Estados da Federação, em todas as capitais e principais cidades do país. Além disso, estima-se que somente o Grande Oriente do Brasil (uma das federações maçônicas brasileiras) abrigue em torno de 100 mil maçons.

A Maçonaria não tem feito um percurso linear ao longo da história. Nos três séculos de sua existência, viveu muitos momentos de glória, bem como situações extremamente difíceis, como aconteceu nas perseguições de nazistas e comunistas. Em todos esses momentos, os “filhos da viúva” mostraram grande poder de reinventar suas próprias tradições para continuar seu caminho.

Resta saber se essa força e capacidade continuaram a caracterizar a instituição neste século que se inicia.

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

quarta-feira, 2 de junho de 2021

LOJA DE SÃO JOÃO - ORIGENS

Em 12/09/2020 o Respeitável Irmão Werner Victor Arendt, Loja José Abelardo Lunardelli, 107, sem mencionar o Rito, GOSC (COMAB), Oriente de São José, Estado da Santa Catarina, apresenta a questão abaixo:

LOJA DE SÃO JOÃO

A Origem da expressão "Loja de São João". Foi porque São João era o Gnóstico e seu patrono e Maçonaria o adotou, ou por que a Igreja trocou o nome de Jano por João e para homenagear a Igreja, a Maçonaria os fez através do Batista e Evangelista?

Tem artigo do Ir que contempla grande parte de minhas colocações.

O que para mim ainda é um mistério, é a citação que os antigos Maçons eram Gnósticos e São João era dito Chefe do Gnosticismo e por correlação patrono dos construtores medievais. Por isto foi adotado pela nossa Ordem. Esta colocação foi feita por Jorge Adum no livro Grau de Aprendiz e Seus Mistérios, página 26.

Não achei mais nada sobre esta colocação.

CONSIDERAÇÕES:

As acomodações feitas pela Igreja católica no ano de 313 d. C. quando o Imperador Constantino autorizou os cultos cristãos marcariam a expansão do Cristianismo em Roma fazendo com que ele se tornasse a religião oficial do Império Romano, sacramentado por ato instituído por Teodósio em 390 d. C.

Esses arranjos entre santos cristãos e divindades pagãs, por exemplo, foi a forma de transformar o modus vivendi religioso numa só unidade de crença.

Naturalmente que muitos desses conceitos divinos e religiosos sempre tiveram afinidade com os cultos solares da antiguidade, manifestações religiosas onde o Sol atua como um elemento divino, criador e transformador da Natureza.

Graças a essa concepção religiosa é que o Sol foi tido por muitas civilizações como um “Ente-Criador” ou “Obra de Deus”.

Divindades relacionadas ao cristianismo, assim como muitas outras pagãs, sempre tiveram íntima relação com a alegoria do movimento aparente do Sol na sua eclíptica e a produção dos ciclos da Natureza reportados aos bens produzidos pelas estações.

Cabe destacar que essa sempre foi base estrutural para a maioria das religiões que conhecemos. Expõe o pregador que para tudo existe tempo certo – há tempo para o plantio e há tempo para a colheita; há tempo para o trabalho e há tempo para o descanso...

Todas esses empregos filosófico-religiosos parecem ter íntima relação com a mecânica celeste. Conforme o período e os alinhamentos dos astros visíveis pela viagem que a Terra faz em torno do Sol, surgem as estações do ano, opostas em cada um dos hemisférios terrestres. Graças a esses períodos, produzidos entre solstícios e equinócios, é que a vida se desenvolve na Terra. É como o relógio e o seu Relojoeiro. A obra e o Criador.

Diante desse teatro de astronomia é que muitas doutrinas religiosas e seus personagens foram construídos. É o caso, por exemplo, dos personagens cristãos identificados por João, o Batista e João, o Evangelista.

A bem da verdade esses ícones do cristianismo foram instituídos pela igreja que associou os seus nascimentos aos momentos solsticiais do setentrião do planeta Terra. No setentrião porque foi nestas latitudes que o cristianismo nasceu.

Instituído pela igreja católica romana, João, o Batista, é o personagem religioso que anunciou a vinda da Luz. Sob essa óptica a data comemorativa ao seu nascimento se fixaria a 24 de junho, isto é, no auge do verão, ou o ápice da Luz na meia-esfera Norte (acima da linha do Equador).

Vale mencionar que a 21 de junho, o Sol atinge sua máxima declinação boreal ao projetar os seus raios perpendicularmente ao trópico de Câncer, o que resulta no solstício de verão ao Norte. Essa revolução solar mostra uma flagrante relação entre a estação mais iluminada e a fixação religiosa da data comemorativa e relativa àquele que veio para anunciar a Luz.

O mesmo ocorre com o outro personagem, João, o Evangelista, contudo a 27 de dezembro, muito próximo ao solstício de inverno no hemisfério norte que ocorre no dia 21 de dezembro. A data de 27 de dezembro fixada para o “pregador” da Luz, ou “aquele que difundiu a Luz”, indisfarçavelmente tem relação com o período em que as sombras prevalecem no Norte, o que produz dias mais curtos e noites longas.

Não é à toa que o nascimento de Jesus, tomado pelo Cristianismo como a “Luz do Mundo”, seria assim fixado pela Igreja em 25 de dezembro, data próxima ao ápice solsticial de inverno que ocorre em 21 de dezembro no setentrião, oportunidade em que o Sol atinge o ponto máximo da sua declinação austral projetando os seus raios perpendicularmente ao trópico de Capricórnio.

Sob o ponto de vista da região norte, nesse momento o Sol parece ter se afastado o máximo em direção ao Sul deixando o setentrião precário da Luz. Ao atingir o seu ponto solsticial ele aparentemente inicia o seu retorno do Sul para o Norte. No misticismo das antigas civilizações os solstícios eram também conhecidos por “portas solsticiais”. Era comum em muitas civilizações que nessas oportunidades de inverno (na noite mais longa do ano) os homens saudassem a volta do Sol acendendo fogueiras ou, como os árabes, agitando ramos floridos de acácia. Esse é o fundamento da aclamação Huzzé proferida no REAA num determinado momento ritualístico.

É interessante notar que a relação Luz e Sol se estabelece como o ponto capital para que a Igreja viesse definir o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Seria natural que pela ausência de luz no inverno, Jesus, a Luz do Mundo, emblematicamente viesse ao mundo para trazer a Luz.

O nascimento de Jesus e a volta da Luz está associada à alegoria da volta do Sol. Ocorre no período solsticial de inverno quando aparentemente o Sol inicia o seu paulatino retorno para o Norte.

Com base nessas alegorias solares é que a Igreja acabou fixando as datas solsticiais de 24 de junho e 27 de dezembro, respectivamente verão e inverno no Norte, para as comemorações relativas a João, o Batista e João, o Evangelista.

Toda essa alegoria religiosa solar foi embasada na revolução anual do Sol, de tal modo que o “anunciador da Luz” veio ao mundo em pleno verão, enquanto que o “pregador da Luz” veio ao mundo em pleno inverno, momento em que as sombras prevaleciam. Nesse contexto, a “Luz do Mundo” (Jesus) nasce para trazer a Luz e renovar toda a Natureza. Se bem observado esse particular, nota-se aí uma flagrante relação com mitraísmo persa quando afirma que o fogo renova toda a Natureza – Igne Natura Renovatur Integra. Do mesmo modo acontece em relação ao mitraísmo romano e o nascimento do Sol vitorioso - Natalis Invicti Solis. Em resumo, é mais uma associação com os cultos solares da antiguidade, base mística para muitas religiões que conhecemos na atualidade.

No que diz respeito a relação desse teatro e a Maçonaria, ela tem origem no seu período primitivo, notadamente quando era exclusivamente operativa, ou de ofício.

Com seus aproximados 800 anos de história, a Maçonaria teve como seus ancestrais os canteiros medievais das associações de construtores profissionais que edificavam catedrais, igrejas, abadias, castelos, obras públicas, etc., principalmente para a Igreja a partir do século XI.

Em especial a expansão da Igreja Estado iria se acentuar desde o ano 1.000, sobretudo porque, segundo a crença religiosa cristã, o mundo não havia acabado. Dado a isso a Igreja então expandia ainda mais os seus domínios, o que a fazia necessitar cada vez mais de profissionais construtores de catedrais.

Em linhas gerais, as associações de construtores da Idade Média eram organizadas pelo clero, o que fez com que o ofício adquirisse forte influência religiosa haurida da sua protetora, a Igreja.

A partir do século XII essas guildas de construtores seriam organizadas em Lojas Operativas que não raramente tinham um clérigo auxiliando no gerenciamento, principalmente nas finanças. Destaque-se que era uma época em que a imensa maioria dos “rudes pedreiros” não sabia ler e nem escrever. Geralmente o secretário de uma loja operativa era um clérigo.

Ressalte-se que nos tempos primitivos da Maçonaria não existiam ainda maçons especulativos (aceitos), templos maçônicos e nem graus iniciáticos como conhecemos atualmente na Moderna Maçonaria.

Naqueles tempos o corpo da Loja era composto essencialmente por artesãos que trabalhavam na pedra calcária, cujos quais se dividiam em dois grupos profissionais – o dos Aprendizes Admitidos e o dos Companheiros do Ofício.

Geralmente o dirigente do canteiro, assessorado por dois wardens (vigias, zeladores, diretores), era conhecido como Mestre da Obra e era escolhido entre os Companheiros do ofício mais experientes. O Mestre era uma categoria profissional e não um grau iniciácio.

Vale registrar que nesse período as lojas operativas eram verdadeiros canteiros de obras e o serviço era rude e pesado, não progredindo quando se encontrava diante das agruras do tempo, sobretudo no inverno que ocorre nas latitudes setentrionais (norte da Europa e Grã-Bretanha).

Geralmente no inverno não havia serviço e os pedreiros eram pagos e dispensados para só retomarem ao trabalho na próxima primavera. De modo prático isso pode ser entendido levando-se em conta os empecilhos de uma estação hibernal no norte da Europa e em plena Idade Média.

Com essas particularidades do ofício, os períodos (datas) solsticiais atinentes às estações de inverno e de verão, notoriamente ficariam marcados nas corporações de ofício da Idade Média (ancestrais da Maçonaria).

O forte alcance religioso sobre as corporações, haurido dos seus protetores clericais (Igreja), logo se revelaria nas datas solsticiais mencionadas no começo desse arrazoado. Assim não é de se estranhar que os santos Joões, relativos ao inverno e ao verão pela influência religiosa da Igreja, e também com os períodos próprios e impróprios para o trabalho, logo viessem a fazer parte da cultura mística e histórica da Maçonaria.

Graças a influência da Igreja e a adoção dos padroeiros da Luz é que as lojas das corporações de ofício logo ficariam conhecidas como as Lojas de São João. É bem verdade que além desses patronos, cada corporação individualmente ainda podia, se assim desejasse, eleger mais algum santo, ou santa, como seu protetor. João, o Batista, e João, o Evangelista acabariam se tornando de modo genérico e amplo uma espécie de patronato da Maçonaria, titulando as suas oficinas como “Lojas de São João”.

Sob o aspecto iniciático e os santos padroeiros, a Maçonaria também herdou essa relação solsticial dos períodos operativos. Nos tempos do ofício, quando havia admissão de novos membros, o que oportunamente ocorria nas datas solsticiais, provavelmente para aproveitar as comemorações relacionadas a essas datas (vide história das guildas), os compromissos dos iniciados eram tomados sobre o Evangelho de São João.

Entenda-se que nessa época não existiam ritos, templos e nem um cerimonial primorosamente elaborado e impresso. Geralmente os recintos eram simples e contíguos ao canteiro de obras (depósitos de material e ferramentas) e a cerimônia de admissão era muito simples e se resumida numa oração, numa instrução do ofício, na tomada de obrigação e a entrega do avental de trabalho operativo. Na ocasião em que era tomada de obrigação o recém-admitido pousava sua mão sobre uma folha rústica de papel tendo nela escrita apenas o título de “Evangelho de São João”, ou apenas “São João”.

Isso se dava porque nos velhos tempos antes da invenção da imprensa por Gutemberg, além da Bíblia ser propriedade exclusiva da Igreja, ainda não haviam exemplares facilmente disponíveis. De modo operacional isso se explica porque naquela época uma Bíblia era manuscrita em pergaminhos de alta gramatura, o que lhe dava uma característica altamente volumosa, pesada, cara e difícil de ser transportada. Desse modo, quando das tomadas de obrigação o candidato à admissão prestava o seu compromisso sobre uma folha de pergaminho que simboliza o Livro das Sagradas Escrituras, enquanto que no pergaminho ia o título relativo ao Evangelho de São João, ou apenas São João. Era um modo de fazer referência à data solsticial e ao santo padroeiro correspondente.

Chamo atenção para que o relato pertinente ao período operativo remonta aos séculos XII até o XVI, destacando-se que a imprensa foi criada por Gutemberg somente entre 1439 e 1430. Assim, é preciso se despir da ideia de que nas Guildas de construtores da Idade Média era comum a presença física de ajgum volume da Bíblia Sagrada.

A partir do século XVIII e o aparecimento dos ritos maçônicos, principalmente, o costume da presença da Bíblia se afirmaria quase que como presença obrigatória nas Lojas especulativas. Alguns ritos, inclusive, fazem leitura de trechos do seu conteúdo, destacando aqueles que o fazem no Evangelho de São João.

Nos tempos especulativos, já com volumes impressos, a Bíblia Sagrada, em alguns costumes, era tomada às mãos pelo candidato na hora de prestar o seu compromisso. Essa prática deu origem ao “devido de guarda” (due guard), gesto que faz parte do sinal de ordem em alguns trabalhos.

Além do referencial da Bíblia, existem ainda ritos que trazem na decoração dos seus templos símbolos decalcados nos cultos solares da antiguidade, cite-se, por exemplo, o puro REAA que tem o seu espaço de trabalho orientado dessa forma. Vide nele, por exemplo, o equador do templo, as Colunas Solsticiais, as Colunas Zodiacais, a abóbada decorada, etc.

A propósito, no tocante a alegoria solar e as colunas solsticiais B e J, estas marcam no templo do REAA, que representa um segmento da superfície do globo terrestre sobre o equador, a passagem por ele dos trópicos de Câncer (B) e Capricórnio (J). Entre elas se situa o equador que divide o espaço em Colunas do Norte e do Sul, em cujos seus topos (paredes norte e sul) se apresentam as Colunas Zodiacais que têm o fito de projetar na base da abóbada as constelações do Zodíaco. Essas 12 colunas indicam simbolicamente o trajeto que o iniciado deve percorrer para alcançar a Grande Iniciação, ou o final da sua jornada de aperfeiçoamento. Todo esse teatro se relaciona diretamente com as datas solsticiais, por extensão aos personagens patronais de São João.

De qualquer maneira, o termo “Lojas de São João” acabou se consagrando da Maçonaria em geral (independente do rito praticado), sobretudo porque a Moderna Maçonaria tem muito da sua estrutura especulativa derivada dos usos e costumes dos nossos ancestrais construtores de catedrais da Idade Média.

Vale comentar a presença na Maçonaria de um antigo conjunto simbólico formado por um círculo entre duas paralelas verticais. A exegese desse emblema é a de que nele se encerra toda a característica solsticial pertencente ao ideário iniciático da Ordem. O círculo e a representação do Sol, enquanto que as paralelas verticais aludem aos trópicos de Câncer e Capricórnio respectivamente. Os pontos marcados pela tangência das linhas no círculo correspondem aos solstícios de inverno e de verão. A máxima desse ideograma é a de que o Sol não ultrapassa os trópicos. Nele as duas linhas paralelas simbolizam os patronos consagrados em Câncer e em Capricórnio, ou seja, João, o Batista no verão e João, o Evangelista no inverno. É bom que se diga que a interpretação desse ideograma é relacionada ao hemisfério norte da Terra.

Destaco que qualquer relação astronômica com a Maçonaria Simbólica será sempre relativa ao hemisfério Norte do nosso Planeta. A razão é porque a Maçonaria nasceu nas latitudes situadas acima do equador. Em síntese, o seu simbolismo foi construído sob o ponto de vista do hemisfério Norte.

Essas são, dentro da racionalidade da história da Ordem, as colocações plausíveis para o simbolismo dirigido aos personagens bíblicos João, o Batista e João, o Evangelista na Maçonaria, em que pese ainda tentem alguns tratadistas distorcer a verdade com as suas meras especulações.

No que diz respeito aos antigos maçons serem gnósticos e São João ser o chefe do gnosticismo (sic), eu prefiro não comentar essas colocações que beiram, para a mim, as raias do absurdo, principalmente quando mencionadas pelo autor citado na sua questão.

Essa combinação de misticismo e especulação filosófica de caráter sincrético e religioso à margem do cristianismo, conhecida por gnosticismo, ao que me consta, nunca teve nada a ver com os construtores medievais que foram nossos ancestrais e nem com a Moderna Maçonaria que, nascida nos século das luzes, prima pelo esclarecimento dos homens lutando incansavelmente contra crendices e superstições.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

PROVAS

1º - As provas são uma tradição que remonta aos primeiros dias da civilização. Teve início, quando se pretendeu experimentar as condições de resistência e o valor físico dos adolescentes, na época da puberdade, antes de admiti-los no número dos guerreiros da tribo.

2º - As sociedades de mistérios da antigüidade continuaram esta tradição, submetendo os profanos além de a provas de resistência e coragem a outras em que deviam demonstrar as suas qualidades morais e intelectuais.

3º - Durante o século XVIII, as provas de recepção na Maçonaria eram simples trotes, durante as quais os membros da Loja se divertiam à custa dos candidatos.

4º - Este ritual foi enriquecendo, posteriormente, à medida que o cerimonial maçônico foi evoluindo com o acréscimo das tradições iniciáticas da antigüidade, principalmente egípcia.

5º - Foi assim que se fez passar os candidatos pelas provas da terra, do ar, da água e do fogo, durante as quais lhes são transmitidos os ensinamentos fundamentais da Instituição maçônica.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

ADJUNTO, DELEGADO E DEPUTADO DE GRÃO-MESTRE

ADJUNTO, DELEGADO E DEPUTADO DE GRÃO-MESTRE
Kennyo Ismail

Às vezes costuma-se presenciar algumas discussões maçônicas “em defesa dos antigos costumes”: Irmãos munidos das regras de Anderson e Mackey, apontando possíveis erros e vícios nas Constituições de suas Obediências. Mais do que justo! Afinal de contas, devemos preservar nossas tradições de forma que a Maçonaria não perca sua essência e bagagem histórica.

Uma das questões que geralmente entram em pauta nessas discussões é quanto ao Grão-Mestre Adjunto, o Delegado e o Deputado do Grão-Mestre. Alguns Irmãos defendem que não deve existir Grão-Mestre Adjunto, alegando que fere o princípio maçônico de que apenas três devem governar. Nesse caso, os três deveriam ser: Grão-Mestre, Grande Primeiro Vigilante e Grande Segundo Vigilante. Os defensores dessa opinião alegam ainda que as Antigas Constituições não prevêem esse cargo, contendo apenas o “Deputado do Grão-Mestre”. Há ainda aqueles que concordam com a existência do Grão-Mestre Adjunto, mas reivindicam pela existência do Deputado, em respeito às Antigas Constituições. Outros acreditam que o Delegado do Grão-Mestre, cargo existente em praticamente todas as Obediências, corresponde ao Deputado do Grão-Mestre, sendo apenas uma questão de nomenclatura.

A verdade é que nem sempre algo é o que parece ser, principalmente quando se refere a termos em outra língua. “Deputy” não é simplesmente “Deputado”, como muitos Irmãos podem imaginar. A palavra “Deputado” para nós pode ter um sentido diferente de “Deputado” para outros. Assim sendo, quando da tradução, em vez de buscar a palavra exata, deve-se buscar a palavra que exprime o verdadeiro significado daquela original ou, pelo menos, o mais próximo. “Deputy” significa Adjunto, Substituto, Representante, Vice. A tradução mais correta para “Deputy Grand Master” é, sem dúvida, “Grão-Mestre Adjunto”. Se pensar no inverso, a melhor tradução para a palavra “Adjunto” é, com certeza, “Deputy”, o que corrobora com esse entendimento. Mas isso não significa que o termo “Deputado do Grão-Mestre” esteja errado.

Já o “Delegado Geral do Grão-Mestre”, conforme as atribuições que costumam ser relacionadas ao cargo, seria o correspondente ao “Assistant Grand Master”, cargo existente na Grande Loja Unida da Inglaterra e em algumas outras Grandes Lojas. O “Assistant” tem a função de dar assistência, auxiliar, ajudar o Grão-Mestre em suas atividades, enquanto que o “Deputy” (Adjunto) é o representante e substituto legal. O “Assistant” está abaixo do “Deputy”, assim como o Delegado está abaixo do Adjunto. Nas Obediências que não possuem um “Assistent” (Delegado), geralmente ocorre do “Deputy” (Adjunto) acumular ambas as funções, auxiliando o Grão-Mestre sempre e o representando e substituindo quando de sua ausência.

O que não se deve é haver numa mesma Obediência um Grão-Mestre Adjunto e um Deputado do Grão-Mestre. Isso sim seria uma aberração, uma redundância administrativa, algo realmente não previsto nas Antigas Constituições. Por mais que as atribuições de cada um possam estar claras na Constituição, no fundo é ter dois Oficiais para a responsabilidade que deveria ser de apenas um.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2021

GRAVAÇÃO SONORA DA SESSÃO PELO SECRETÁRIO

Em 11.09.2020 o Respeitável Irmão Ailton Cal de Brito, Loja Deodoro da Fonseca, 1508, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, formula a pergunta seguinte:

SECRETÁRIO GRAVANDO A SESSÃO

O Secretário de uma Loja pode gravar o que os irmãos falam na Sessão, para posteriormente passar para a Ata?

CONSIDERAÇÕES:

Bem... Apesar de não ser esse um assunto pertinente à minha esfera de atuação, pois não trata nomeadamente de liturgia, ritualística, nem de filosofia e nem da história da Ordem, mesmo assim vou deixar as minhas colocações a respeito, contudo, afirmo desde logo que elas não devem ser tomadas como resposta laudatória dada pelo Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB. Assim, trata-se apenas da minha “opinião”.

No que diz respeito a sua questão propriamente dita, eu desconheço até o momento existir algum instrumento legal na Obediência que trate especificamente dessa prática, ou seja, a de gravar ou não sonoramente uma sessão maçônica.

Eu particularmente vejo isso como um excesso, ate porque a praxe sempre foi a de que o Secretário anote antes em rascunho (que depois deve ser extinto) todos os acontecimentos para lhe servirem de subsídio para a confecção da ata (balaústre), cuja qual deverá ser apresentada em Loja aberta na próxima sessão do grau para a sua competente aprovação (vide o ritual em vigência).

Desse modo, a minha opinião é a de que anotações por escrito para esse fim já são mais do que suficientes, dispensando-se, portanto, quaisquer outros artifícios para dar suporte à elaboração da ata.

Assim, a gravação sonora por meio eletrônico me parece ser completamente desnecessária. Destaco mais uma vez que essa é só a minha opinião.

Se pode ou se não pode ser gravada sonoramente a sessão, cabe ao Orador da vossa Loja averiguar se é legal esse procedimento. Eu, como disse, acho isso um exagero, mas...

Sem querer me desviar do assunto, acho oportuno lembrar que o que está bem claro no Ritual é que a ata deve ser lida na mesma sessão em que ela será colocada para aprovação, portanto esse é um ponto pacífico. Definitivamente não é regular a proposta de alguns que querem que a ata seja confeccionada e antes remetida por meio eletrônico aos Irmãos para que eles tomem dela conhecimento fora da sessão antes da aprovação. Querem justificar essa ilegalidade (contrário ao que prevê o ritual) com um “pretenso ganho de tempo”. Ora, ganha-se tempo em se eliminando os intermináveis e rançosos discursos que alguns proferem quando usam a palavra em Loja.

Concluindo, na minha opinião gravar sonoramente uma sessão maçônica privativa para maçons, além de desnecessário, pode também facilitar o descumprimento do Landmark do sigilo. Desse modo, sem ser laudatório é o que eu penso a respeito.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O CÍRCULO, O PONTO E AS PARALELAS TANGENCIAIS

O CÍRCULO, O PONTO E AS PARALELAS TANGENCIAIS
por Pedro Juk

1 – Introdução

Na profusão da edição de rituais e instruções maçônicas no Brasil, muitas questões têm se apresentado que ainda clamam por uma solução ou explicação satisfatória nesse particular, sobretudo pela inserção de instruções que não pertencem a esse ou aquele Rito e sua correspondente doutrina iniciática, levando-se em conta à vertente na qual pertença o costume maçônico.

É o caso, por exemplo, de uma questão que envolve, dentro da simbologia maçônica, o conjunto composto pelo Círculo, pelo Ponto e pelas Paralelas Tangenciais e ainda no contexto acrescido do Livro da Lei e da Escada de Jacó. Indiscriminadamente esse conjunto alegórico, em não raras vezes, tem habitado as instruções para o Aprendiz emanadas em alguns rituais brasileiros do Rito Escocês Antigo e Aceito como o exemplo do que segue:

“Em Loja Maçônica Regular, Justa e perfeita, existe um ponto dentro de um circulo, que o verdadeiro Maçom não pode transpor. Este círculo é limitado, ao Norte e ao Sul, por duas linhas paralelas, uma representando Moisés e outra o rei Salomão. Na parte superior deste círculo, fica o Livro da Lei Sagrada, que suporta a Escada de Jacó, cujo cimo toca o céu. Caminhando dentro deste círculo sem nunca o transpor, nos limitaremos às duas linhas paralelas e ao Livro da Lei Sagrada, e, enquanto assim procedermos, não poderemos errar”.

O conteúdo acima foi motivo de consulta apresentada por um Respeitável Irmão da COMAB, no que assim se manifestava naquela oportunidade: “Este texto tem gerado inúmeras discussões em Loja sem jamais chegarmos a uma interpretação adequada ou mesmo o seu significado filosófico”.
2 – Comentários
2.1 – Vertente inglesa da Maçonaria

Embora o Círculo entre as Paralelas Tangenciais seja um conjunto simbólico eminentemente genérico na Maçonaria universal, a sua composição com o Altar, com a Escada de Jacó e com o Livro da Lei Sagrada, além da menção aos personagens bíblicos de Moisés e de Salomão, é um conjunto alegórico pertencente à Tábua de Delinear[1] inglesa do Primeiro Grau, portanto não são componentes do Painel do Grau de Aprendiz do Rito Escocês Antigo e Aceito, rito esse de vertente francesa, a despeito de que em se tratando do conteúdo simbólico de ambos (da Tábua e do Painel), aparecem significativas diferenças.

Devido à existência dessas distinções litúrgicas e ritualísticas entre os dois principais sistemas doutrinários maçônicos (embora o escopo seja único – o de reconstruir e aprimorar o Homem) – surgem então às anfibologias e as incompreensões sobre esse conteúdo, sobretudo quando pertinente às instruções e catecismos maçônicos se equivocadamente generalizados.

Na concepção inglesa (teísta), por exemplo, esse conjunto no momento em que é composto pelas paralelas tangenciais, pelo círculo e pelo ponto, dentre outros, representa também a Lei (do patriarca Moisés) e a Sabedoria (do rei Salomão).

À bem da verdade, esse conjunto simbólico é fruto haurido da Moderna Maçonaria e sacramentado através das Lições Prestonianas (William Preston [2]), além de outras interpretações relacionadas à mencionada alegoria, efetivamente a partir do primeiro quartel do Século XIX, inclusive quanto à alusão aos personagens bíblicos do Antigo Testamento, Moisés e Salomão, já que os nomes dessas personalidades se dariam em substituição aos tradicionais santos patronais João, o Batista e João, o Evangelista devido à decisão da Grande Loja em transformar a Maçonaria em uma instituição não sectária na Inglaterra, nesse particular sob o ponto de vista religioso[3].

Naquela oportunidade então é que seria recomendado, na medida do possível, que as novas Tábuas de Delinear não contivessem símbolos associados ao Cristianismo. Nesse sentido, por exemplo, é que o título Bíblia seria designado simplesmente como o “Volume das Sagradas Escrituras”. Essa aparente descristianização dos catecismos maçônicos seria um dos motivos principais que levaria às escaramuças entre os Antigos e os Modernos relativos às duas Grandes Lojas rivais à época na Inglaterra.

Obviamente que ao longo desses acontecimentos, longe da unanimidade, muitos símbolos cristãos ainda assim permaneceriam como integrantes desse corolário alegórico particular à Maçonaria Inglesa. É o caso da Cruz que identifica a Fé como virtude teologal, colocada no primeiro lance da Escada de Jacó em direção ao céu, sobejamente conhecida na composição do “Tracing Board” (Tábua de Delinear) do primeiro Grau do Craft inglês nos Trabalhos de Emulação (equivocadamente chamado no Brasil como Rito de York).

Nesse conjugado alegórico o Círculo entre as Paralelas Tangenciais é exposto na Tábua de Delinear aparecendo como uma espécie de base, alicerce ou arrimo que dá apoio ao Volume da Lei Sagrada que, por sua vez, é o sustentáculo da Escada de Jacó.

Dentre outras exegeses pertinentes para esse conjunto alegórico, a mais comum encontrada é a que se destaca a seguir:

O Círculo entre as paralelas expressa os limites impostos pela Sabedoria daquele que cumpre a Lei. Essa é a base (Altar) onde descansa o código de moral e ética (Volume das Sagradas Escrituras), cujo caminho avulta a ascensão do Obreiro ao aperfeiçoamento. É o que sugere a Escada em cujo topo aparece uma Estrela de Sete Pontas (sete – a Fé, Esperança e Caridade somadas à Justiça, Prudência, Temperança e Coragem). O interior do Círculo representa o espaço limitado pelos ditames da obediência à Lei exarada no Volume da Lei Sagrada. Em linhas gerais denota que aquele que segue os ditames da Lei, não pode errar.

Para ilustrar essa interpretação, também fica aqui transcrito um trecho do livro Master Key de autoria de John Browne datado de 1802 com perguntas e respostas pertencentes à Primeira Preleção com base Prestoniana que serve de apoio para justificar de onde fora retirado o conteúdo textual mencionado no ritual da COMAB citado na introdução desse arrazoado e que é o motivo principal desses apontamentos. Esse mesmo texto também pode ser encontrado no livro Simbolismo na Maçonaria, de Colin Dyer, publicado no Brasil pela Madras Editora, São Paulo, 2006.

Resp: O joelho esquerdo despido e dobrado.

Perg: No que incide esse primeiro ponto?

Resp: Na posição ajoelhada me foi ensinado a amar o meu Criador. Sobre o meu joelho esquerdo nu e dobrado eu fui iniciado na Maçonaria.

Perg: Existe algum ponto principal?

Resp: Sim, o de podermos fazer um ao outro feliz e ainda transmitir aquela felicidade para outro.

Perg: Existe algum ponto central?

Resp: Sim, um ponto no interior do círculo, do qual o Mestre e os Irmãos não podem materialmente errar.

Eis aí então a origem dessas citações nas instruções maçônicas, lembrando sempre que elas realmente se adequam aos catecismos da vertente inglesa da Maçonaria.

Ilustrando ainda mais, segue a sequência do texto mencionado nesse catecismo conforme a mesma obra citada:

– Explicai esse ponto no interior do Círculo.

R. Nas Lojas regulares de Francomaçons existe um ponto no interior de um círculo, ao redor do qual o Mestre e os Irmãos não podem materialmente errar. O círculo é limitado ao Norte e ao Sul por duas linhas perpendiculares paralelas: a no Norte representa São João Batista, e a do Sul simboliza São João Evangelista. Nos pontos de cima destas linhas e no perímetro do circulo, está colocada a Bíblia Sagrada, sobre a qual se apoia a Escada de Jacó, que alcança as nuvens do céu. Aí também estão contidos as Ordens e os Preceitos de um Ser que é Infalível, Onipotente e Onisciente, de tal forma que, enquanto estivermos no seu interior e obedientes a Ele, como foram João Batista e João Evangelista, seremos levados a Ele e não nos decepcionaremos nem O frustraremos. Portanto, ao nos mantermos assim circunscritos será impossível a que venhamos errar materialmente”.

Como se pode notar, o texto tem a intenção de explicar a instrução onde o termo “circunscrito” representa o limite imposto pelo Círculo, cujo “ponto central” é a origem donde o Maçom por primeiro dobrou o joelho esquerdo apoiando-o no chão e se sujeitando no ato à “obrigação” (também conhecida na vertente latina como juramento) de cumprir os deveres impostos e à promessa perpetrada – o Livro da Lei é o Código de Moral e Ética; o Círculo é o limite; o Ponto é a origem e a Escada o caminho para o aperfeiçoamento[4]. Assim, isso significa que se bem observada a Arte e ressalvados os limites da Lei, o Maçom não pode errar.

Ainda em relação ao texto acima mencionado, há que se notar também que à época ainda era citado na Inglaterra a Bíblia Sagrada, assim como os nomes dos santos patronais cristãos, muito embora já no primeiro quartel do Século XIX não tardariam esses títulos a serem substituídos – a Bíblia seria denominada como o Volume da Lei Sagrada, e cada santo padroeiro passariam a ser um dos personagens bíblicos do Antigo Testamento – Moisés e Salomão.
2.2 – REAA – Vertente francesa da Maçonaria

Dadas essas considerações, entra finalmente na questão o Rito Escocês Antigo e Aceito que, embora até possua em muitas das suas características influências históricas anglo-saxônicas (o título Antigo, por exemplo), sobretudo porque o seu simbolismo sofrera influência direta das Lojas Azuis norte-americanas que praticam o Craft oriundo da Grande Loja dos Antigos da Inglaterra, vale a pena lembrar que mesmo assim o Rito Escocês é historicamente originário da vertente francesa da Maçonaria.

Sob essa óptica, o arcabouço doutrinário francês de Maçonaria, principalmente aquele relativo ao simbolismo do Rito Escocês Antigo e Aceito, nele envolve o aperfeiçoamento humano que é simbolicamente representado pela alegoria da ressurreição e morte da Natureza, bem como a sua constante renovação (cultos solares da Antiguidade).

Assim, o simbolismo do Rito Escocês aborda e encena a evolução da Natureza. Nesse particular teatro iniciático aparecem representados na sua liturgia e ritualística os solstícios e os equinócios, os ciclos Naturais ou as estações do ano, as Colunas Zodiacais, as Colunas Solsticiais B e J (marcam a passagem dos trópicos de Câncer e Capricórnio), assim como as Colunas do Norte e do Sul que são separadas no Templo pelo eixo imaginário do Equador.

Nesse particular, o REAA por ser um Rito de origem francesa, não usa o título distintivo de Tábua de Delinear, entretanto faz uso no seu lugar do nome de Painel da Loja que fica situado e exposto originalmente em Loja aberta no centro do Ocidente. Entretanto, se faz mister observar que no conteúdo simbólico desse Painel da Loja do REAA não existe a figura da Escada de Jacó e nem aparece o Círculo com o Ponto ao centro entre as Paralelas Tangenciais, daí não combinar qualquer instrução que porventura possa fazer menção a esses símbolos relacionados ao franco maçônico básico do escocesismo – essa conduta doutrinária, se por acaso mencionada, além de equivocada não faria mesmo qualquer sentido.

Devido a não observação correta desses particulares – já que nem tudo o que reluz é ouro – é que, em busca do significado simbólico, ainda existem referimentos como:

“Este texto tem gerado inúmeras discussões em Lojas sem jamais chegarmos a uma interpretação adequada ou mesmo o seu significado filosófico.”

Desse modo, infelizmente, é verdadeiro comentar que alguns autores e ritualistas brasileiros, talvez por mera falta de atenção, ainda insistem inadvertidamente em misturar procedimentos de vertentes maçônicas distintas nas suas instruções.

Assim, se explica que a falta de sentido dessa inferência é que faz com que jamais se chegue a uma interpretação adequada ou mesmo o seu significado filosófico (é a queixa de muitos).

Essas ilações ainda são o sustentáculo para a propagação, através de certos autores imaginosos, de verdadeiras pérolas do faz-de-conta, geralmente suportadas por palavras bonitas que em superficial análise acabam por não fazer sentido algum – palavras mais palavras e palavras… vazias ao vento.

Não obstante a toda essa aleivosia histórica e ritualística, ainda existe outra classe – a daqueles que “acham bonito”, ou que simplesmente “copiam” rituais anacrônicos imaginando-os como fontes primárias e fidedignas. É o caso, por exemplo, do enxerto da Tábua de Delinear, que é da doutrina inglesa, no Rito Escocês que possui sabidamente preceito francês.

Daí, como se o Sol pudesse ser tapado com a peneira e na tentativa de se justificar toda essa aberração se utilizando a lei do menor esforço, identificou-se o intruso objeto como o tal do “Painel Alegórico”, o que só fez aumentar ainda mais a cinca, oferecendo absurdamente para o escocesismo simbólico a existência equivocada de “dois painéis” – um legítimo (o da Loja) e o outro como produto de enxerto oriundo de outra vertente maçônica (o tal justificado como Alegórico).

Ora, isso evidentemente não existe e é produto de mera enxertia imposto por “achistas”, já que o Rito Escocês genuinamente possui apenas o Painel da Loja no centro do Ocidente e não mais outro painel que, ainda por cima, seja denominado de “alegórico” (sic).

Para que não pairem dúvidas, evidentemente o estudante de Maçonaria deve conhecer o Painel da Loja (sistema Francês) e a Tábua de Delinear (sistema Inglês). Em linhas gerais, no grau de Aprendiz, o primeiro é aquele que, dentre outros símbolos, destaca-se por apresentar um pórtico ladeado pelas Colunas B e J (vide ritual do GOB, edição 2009, por exemplo). Enquanto que a segunda (a Tábua) é aquela que destaca dentre outros símbolos, três Colunas, tendo ao centro uma Escada em direção ao firmamento em cujo topo se apresenta uma Estrela Heptagonal (vide ritual de Emulação).

Nesse sentido, quando misturados os conteúdos simbólicos, a mixórdia acaba por trazer consigo instruções inglesas para dentro da doutrina francesa de Maçonaria. Aliás, esse é um fator deveras importante que todo o estudante da Ordem precisa saber distinguir: existem duas vertentes principais de Maçonaria – uma inglesa e outra francesa. Embora o objetivo da Sublime Instituição seja um só, os métodos doutrinários se diferem conforme a respectiva vertente – tanto pela visão social, quanto pela visão cultural.

Retomando essa questão, embora nos três Graus simbólicos do Rito Escocês cada respectivo Painel da Loja não apresente literalmente o símbolo do Círculo entre as Paralelas Tangenciais, a doutrina por si só ao mencionar a alegoria da evolução da Natureza, de modo abstrato acaba, sem mostrar os símbolos, por se referir ao Sol (Círculo) e aos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul (limites solsticiais).

Explica-se: como as datas solsticiais de 24 de junho e 27 de dezembro aludem respectivamente aos solstícios de inverno e de verão no hemisfério Norte (origem do Rito) ainda, por extensão, coincidem por influência da Igreja com as datas comemorativas a João, o Batista (verão no Norte) e com João, o Evangelista (inverno no Norte).

Assim, essa alegoria maçônica no Rito envolve toda a evolução da Natureza associando-a as etapas da vida humana – Primavera, Verão, Outono e Inverno, ou o nascimento, a infância, a juventude, e a maturidade, tudo distribuído de modo iniciático nos Graus de Aprendiz (puerícia), Companheiro (puberdade) e Mestre (maturação).

Por assim ser, mesmo de modo oculto, o Círculo entre as Paralelas Tangenciais pode representar também o Sol entre os Trópicos indicando que, conforme os solstícios, o Astro Rei, sob o ponto de vista da Terra, estando mais ao Norte ou mais ao Sul nunca ultrapassará na sua eclíptica anual o limite indicado pelos os trópicos.

Sob essa óptica, não significa de maneira alguma que esses símbolos careçam estar literalmente expostos no Painel relativo ao arcabouço doutrinário francês.

Simbolicamente, no Templo o Sol também é o centro (onde existe a circulação) que fica entre as Colunas do Norte e do Sul, cujo limite deste deslocamento, seja ele austral ou boreal, está representado pela marcação da passagem abstrata (sem base material) dos trópicos de Câncer e Capricórnio. Daí as Colunas B e J, também conhecidas como “solsticiais”, serem os marcos toponímicos que marcam a passagem dos aludidos Trópicos no Templo – sob o ponto de vista da porta de entrada para o Oriente, ao centro está a linha imaginária do Equador, à esquerda, marcada pela Coluna B, está a linha imaginária correspondente ao Trópico de Câncer e à direita, balizada pela Coluna J, a correspondente ao Trópico de Capricórnio.

O Sol, ao tangenciar o limite de Câncer (solstício de verão no Norte), corresponde à data comemorativa ao santo padroeiro João – o Batista, enquanto que ao tangenciar o limite de Capricórnio (solstício de Inverno no Norte), corresponde à data comemorativa ao Santo padroeiro João, o Evangelista.

Essa alegoria sugere no Rito em questão que a consciência do Homem, limitando-se tal qual às Leis da Natureza, é inviolável, já que ele, o Homem, é também parte integrante dessa Ordem Natural perpetrada pela Criação (um conceito deísta).

No escocesismo, a Loja simbolicamente representa um segmento do globo terrestre situado sobre o Equador, cuja largura vai do Norte ao Sul ou vice-versa e o seu comprimento de Leste para o Oeste ou vice-versa. A sua altura vai da Terra (Pavimento Mosaico) ao Céu (Abóbada).

É sobre esse espaço (Oficina) que a Terra simbolicamente fica viúva do Sol uma vez por ano (inverno). À bem da verdade, é o processo da evolução da Natureza a partir do seu renascimento na Primavera até a sua morte no Inverno para novamente renascer na Primavera (Lenda de Hiram). Assim, comparativamente e de modo iniciático, tal como a Natureza que morre para renascer como a fênix revivida, também o Homem profano fenece para renascer iniciado na Luz – da câmara de Reflexão à Exaltação do Mestre (a senda iniciática).

3 – Considerações finais

Em linhas gerais essas são as interpretações que envolvem a alegoria composta pelo Círculo entre as Paralelas Tangenciais nos dois sistemas de Maçonaria abordados. Todavia, somente ficam passíveis de uma explicação racional se devidamente separadas conforme as suas tradições, usos e costumes nos diversos rincões terrenos onde se apresenta a Sublime Instituição – cada coisa no seu devido lugar ou haverá o caos no Canteiro.

É oportuno aqui mencionar uma contradição que não raras vezes aparece no escocesismo quando muitos Irmãos, de modo anacrônico, ainda insistem em comparar a evolução dos Graus com os “degraus da Escada de Jacó” que, diga-se de passagem, nem mesmo aparece como elemento simbólico na doutrina do Rito Escocês.

Pior ainda é querer definir o número de degraus que formam essa Escada quando nem mesmo na Bíblia, essência da doutrina moral como Livro da Lei, essa quantidade é mencionada.

É o caso, por exemplo, quando alguém congratulação menciona o ultrapassado jargão: “parabéns por teres conseguido alcançar mais um degrau da Escada de Jacó”.

Ora, sem apelar para o preciosismo, não existe nada mais contraditório do que comparar a ascensão aos Graus com os degraus de uma escada que nem mesmo é parte integrante da doutrina simbólica do escocesismo.

Diferente do Círculo e das Paralelas que, mesmo de modo abstrato, chegam a fazer sentido no corolário doutrinário do Rito Escocês, a Escada, nem mesmo em caráter contemplativo, é mencionada na alegoria dos Painéis do verdadeiro escocesismo.


Notas

[1] – O Painel na Inglaterra denomina-se Tabual de Delinear ou de Traçar (Tracing Board). Já na França é denominado como Painel do Grau. O conteúdo simbólico entre ambos aparecem sensíveis diferenças. Alguns autores acreditam que o nome “Tábua de Delinear” se derive como uma corruptela do antigo “cavalete” (tressel) ou Prancha de Traçar (Tracel ou Tracing Board) geralmente usada nas Lojas no final do século XVIII que objetivava apresentar os hieróglifos maçônicos, cuja Prancha ou Tábua muitas vezes nas Lojas ficava disposta sobre um cavalete no centro.

[2] – Willian Preston (1.742 – 1.818) – Nascido em Edimburgo na Escócia, foi iniciado em Londres no ano de 1.763. De carreira maçônica fecunda e brilhante assumiu o veneralato da Loja Antiquity nº 1 (atualmente nº 2) considerada à época como “Loja dos Tempos Imemoriais”. À Preston e dado o título simbólico de ter sido ele o primeiro professor de Maçonaria, permanecendo ainda ligado aos seus Ilustrations of Freemansonry (Esclarecimentos sobre a Franco-Maçonaria), cuja primeira edição data de 1.772. Essa importante obra teve dezessete edições, das quais doze durante a vida do autor. Falecido em 1.818 foi sepultado na Catedral de São Paulo em Londres. Os Ilustrations of Freemansonry se constituem de uma coletânea de conferências eruditas e de alto valor literário para uso das Lojas. É devida ainda a William Preston a autoria das famosas Prestonian Lectures (Lições Prestonianas) que permanecem atuais e são base para conferência de notáveis sobre assuntos instrutivos de interesse maçônico. A coletânea das Lições Prestonianas é publicada pela Quatuor Coronati Lodge, 2.076 de Londres. As dissertações sobre o conteúdo das Tábuas de Delinear inglesas se baseiam nas mensagens Prestonianas. O termo “Prestoniano” deriva-se em homenagem a Preston.

[3] – Além da disposição contrária ao sectarismo religioso, a Grande Loja se posicionava também contrária ao sectarismo político. Essa é a origem da proibição de discussões que envolvam política e a religião nos Templos e em nome da Maçonaria presente até os dias atuais na imensa maioria das Constituições das Obediências Maçônicas.

[4] – A ascensão ou subida dos degraus dá a ideia de evolução e aperfeiçoamento.

Referências

DYER, Colin – Simbolismo na Maçonaria, Editora Madras, São Paulo.

CARVALHO, Francisco de Assis – Símbolos Maçônicos e Suas Origens, Volumes I e II, Editora Maçônica A Trolha, Londrina – Pr.

LOMAS, Robert – O Poder Secreto dos Símbolos Maçônicos, Editora Madras, São Paulo.

MELLOR, Alec – Dicionário da Franco Maçonaria e dos Franco Maçons, Editora Marins Fontes, São Paulo.

JUK, Pedro – Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom – Tomo I, Editora Maçônica A Trolha, Londrina, Paraná.

JUK, Pedro – Topografia e Simbolismo do Templo REAA, Ensaios, Diário JB NEWS, Florianópolis, Santa Catarina.

Fonte: https://bibliot3ca.com