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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

A MAÇONARIA POR TRÁS DE UMA TELA

A MAÇONARIA POR TRÁS DE UMA TELA
Autor: Márcio dos Santos Gomes(*)

No momento, parece que as reuniões presenciais neste ano de 2020, na maçonaria, estão seriamente ameaçadas. Os obreiros mais pessimistas já apostam que um dos legados da pandemia do Coronavírus será a adoção das videoconferências como solução perene para o impasse entre as restrições impostas pelas autoridades de saúde quanto às aglomerações que envolvam pessoas pertencentes aos grupos de risco.

Por que o impacto na maçonaria seria diferente quando comparada às demais atividades? Afinal, estamos em guerra contra um inimigo invisível que não escolhe vítimas. Gostemos ou não, a dura realidade está determinando uma nova forma de viver, que definitivamente não será mais a mesma.

O que parecia ser especulação para um futuro distante, a pandemia já encurtou os caminhos. Várias áreas já sentem os efeitos e novos hábitos estão sendo rapidamente incorporados. O sistema de ensino, que já dava passos largos no ensino a distância (EAD), estuda meios híbridos com incorporação de tecnologia envolvendo instrumentos de conteúdo presencial e digital, vistos como complementares ao processo de aprendizagem. O maior obstáculo a ser vencido envolve as condições de acesso à internet e as desigualdades sociais.

No mundo empresarial, o trabalho remoto já é uma realidade e começa a ser incentivado por uma série de razões. Os escritórios até então considerados caros e improdutivos ganham conceito de ineficientes, que apenas contribuem para satisfazer vaidades corporativas, com ambientes muitas vezes superlotados, barulhentos e com distrações que desvirtuam o foco do essencial para a produtividade nos trabalhos e motivo para as maçantes reuniões sem resultados efetivos, além de infraestruturas que geram despesas desnecessárias. As vantagens do horário flexível, da economia de tempo gasto em deslocamentos no trânsito e com o vestuário já compensam essa opção, que terá seu foco na entrega de resultados por tarefa.

Todos os ramos de atividades já trabalham com novos cenários. Da consolidação do comércio eletrônico à telemedicina, até os tradicionais cartórios que já realizam casamentos por videoconferências e registros eletrônicos de venda de imóveis. Algumas Igrejas oferecem assistência espiritual online, inclusive com batismos virtuais. Isso para não falar em festas de aniversários, encontros familiares, formaturas e outros eventos que ocupam espaço e já lotam agendas. O porvir será vivido por trás de uma tela, é o que parece, pelo menos no que podemos especular por ora.

Frente a tragédias e acontecimentos desagradáveis, negar os fatos costuma ser uma primeira reação de defesa, assim como a primeira opinião que elaboramos sobre determinado assunto torna-se difícil de ser revista, mesmo frente a argumentos e dados incontestáveis. A Covid-19 é uma realidade e a ciência ainda não tem uma resposta definitiva. Segundo um princípio do estoicismo, “palavras são opiniões, não fatos. Ação é a única verdade”.

No momento não há razões de fato para a flexibilização das nossas sessões presenciais sob o argumento de que a maçonaria somente se pratica em Loja. Qual o motivo da pressa? Isso não quer dizer que nossa força e vigor estarão comprometidas. Na realidade, as reuniões em Loja têm como objetivo estimular a meditação e revigorar o ânimo, além da salutar troca experiências e informações necessários à consolidação de um arcabouço moral e intelectual, que no momento está sendo suprido de uma nova forma. O verdadeiro trabalho maçônico é fora da Loja e se dá na interação com o mundo que nos cerca. É nele que devemos aplicar os talentos que recebemos em forma de dons, habilidades e oportunidades. Os valores que cultuamos precisam ser praticados e não apenas estampar rituais reluzentes.

Entretanto, precisamos refletir sobre a realidade de alguns irmãos que resistem a participar das reuniões em videoconferência, que normalmente são aqueles mesmos que não são assíduos em Loja ou desaparecem ou se isolam sem declarar os motivos, deixando os demais inquietados, pois esses ausentes estão perdendo uma grande oportunidade de aprendizado e ensino, vez que essas apresentações estão expandindo e multiplicando os Templos, fazendo acontecer uma revolução em centenas de Lojas virtuais a integração de maçons de todas as Potências, de uma forma até então impensável, envolvendo Oficinas de todos os rincões do Brasil, inclusive do exterior.

Nesse contexto, mesmo que todos já o saibam à exaustão, permitimo-nos relembrar que no simbolismo da Maçonaria, ganha realce logo nas primeiras instruções aos Aprendizes a fábula do grego Esopo (séc. VI a.C), denominada “O Feixe de Varas”, com o objetivo de demonstrar em seus ensinamentos o entendimento de que a união faz a força.

Diz a alegoria que um homem tinha muitos filhos que viviam brigando uns com os outros. Não logrando êxito nas suas tentativas de pacificação, um dia ele pegou um feixe de gravetos e pediu que cada um tentasse partir o feixe com toda a força mesmo com o joelho. Todos tentaram e não conseguiram. Então o pai desamarrou o feixe e deu os gravetos um por um pedindo que os quebrassem. Ninguém teve dificuldades. Então lhes disse: se vocês se mantiverem unidos não haverá inimigo que os possa vencer. Brigando e separados, só podem perder.

Na mesma linha de raciocínio, outro exemplo sempre lembrado para valorizar trabalhos em equipe e a necessidade de participação, conhecido como “A lição do fogo”, adaptado do livro “As mais belas parábolas de todos os tempos”, de autoria de Alexandre Rangel (Vol. II. Belo Horizonte: Leitura, 2004), vira e mexe é recontado e ambientado em nosso meio maçônico, com variações para o visitante ora na figura do Hospitaleiro ora do Venerável Mestre ou de um Mestre Instalado.

Diz o conto que um obreiro se afastou sem justificativas do convívio em Loja e das atividades de companheirismo. Tempos depois o tal sumido recebeu a visita de um irmão que o encontrou em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Pelo cenário pode se deduzir que se tratava de irmão do sul do Brasil ou do hemisfério norte. Se bem que temos irmãos proprietários de imóveis rurais que adoram um fogão a lenha. De repente pode ser um mineiro mesmo durante um inverno daqueles.

Desconfiado do motivo da visita e antevendo um puxão de orelha, o irmão recebeu o visitante com um fraterno abraço e o convidou a sentar-se em uma cadeira próximo à lareira e ficou quieto, só espiando e esperando o sermão. O irmão visitante sentiu o clima e ficou na dele, como se estivesse hipnotizado pelo movimento cintilante das chamas e o crepitar do braseiro.

Passado um tempinho, o visitante aproximou-se do fogo e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo. Logo, logo, a brasa começou a apagar e foi assim devolvida ao fogo, voltando a arder novamente.

Aproveitando que já estava de pé, o visitante se dirigiu à saída e despediu-se do irmão, que a essa altura já estava perplexo e constrangido. Então o sumidão disse: meu irmão, obrigado pela visita e pela mensagem simbólica. Conte comigo na próxima sessão! Que o GADU o acompanhe!

Desnecessário tecer maiores reflexões já recorrentes sobre a importância de participar, marcar presença, ou daquela expressão de quem não é visto não é lembrado, mesmo em reuniões virtuais. Cabe apenas aos dirigentes de nossas Lojas zelarem por manter acesa a chama e não deixar ao relento a ovelha desgarrada ou que, no caso vertente, ainda não tenha sido seduzida pela malha tecnológica, carecendo apenas de uma ajuda dos universitários.

Na mensagem bíblica, um pastor é alegoria para um Mestre. Onde estão os Mestres? (ver artigo Onde estão os Mestres? – clique AQUI para ler o texto). Segundo uma sábia expressão hermética, “quando tudo parece perdido é quando tudo será salvo”, portanto, não era o que nós queríamos, é o que temos para o momento! Ou no popular mesmo, façamos do limão uma limonada, preservando as nossas tradições, nossa união e de olho no futuro.

(*)Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras, e para nossa alegria, também um colaborador do blog.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O TOPO DAS COLUNAS NORTE E SUL

O TOPO DAS COLUNAS NORTE E SUL
(republicação)

O Respeitável Irmão Ismael Ramos Gomes, Mestre Maçom da Loja Templários da Nova Era, 91 – Rito Escocês Antigo e Aceito, sem declinar o nome da Obediência, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão: 
ismaelrg@brturbo.com.br 

“Aproveitando o assunto comentado pelo Irmão e reforçado pelo Irmão Domingos, gostaria de saber a opinião do nosso Ilustre Irmão Pedro Juk o seguinte: O Venerável Mestre numa Sessão de Iniciação diz para o Mestre de Cerimônias encaminhar os neófitos para o Topo da Coluna do Norte. Afinal, onde é o topo da Coluna do Norte? Fica próximo ao Primeiro Vigilante ou ao Tesoureiro?”

CONSIDERAÇÕES:

Antes de fazer uma rápida descrição da topografia de um Templo Maçônico (Sala da Loja), se faz necessário compreender que existem diferenças que definem o arcabouço doutrinário da Sublime Instituição – sistemas, Inglês e Francês.

Sob essa ótica, as considerações que seguem abordam a regra doutrinária francesa e, por assim ser, do Rito Escocês Antigo e Aceito em particular (o Rito Escocês é de origem francesa – apesar do nome). 

A topografia de uma Loja Simbólica do Rito em questão segue algumas particularidades em consonância com as Leis Imutáveis da Natureza e representa em primeira análise um canteiro de obras definido topograficamente como uma seção do globo terrestre sobre Equador (linha imaginária que divide a Terra em duas meias-esferas), cuja orientação longitudinal do espaço é o movimento aparente do Sol, de Leste para o Oeste, ou Oriente ao Ocidente. 

Conforme esses quadrantes geográficos, para a sua orientação, o elemento Homem posicionado sobre o Equador do Templo (eixo) e de frente para o Oriente, terá a sua direita o Sul (meridião) e à sua esquerda o Norte (setentrião).

Dadas essas aparências o Templo fica então dividido de acordo com essa orientação geográfica em Oriente, Ocidente, Norte e Sul, ou Meio-Dia. 

Antes de dar sequência ao breve arrazoado segue a definição de “topo” no idioma vernáculo:
“Topo – substantivo masculino, designa a parte mais elevada; sumidade, cimo, tope. Fim, extremidade, ponta. O mais alto grau, ou degrau concebível, ou que se possa alcançar” – dentre outros, in Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 
Tomadas essas considerações que exaram a definição do vocábulo “topo”, se faz mister o entendimento de onde estão situadas as Colunas do Norte e do Sul na Loja do simbolismo escocês. 

A primeira, na sua largura, abrange todo o espaço limitado pela parede ocidental (ocaso) e a balaustrada do Oriente (nascente, ou levante), enquanto que e sua profundidade compreende o espaço limitado pelo eixo (equador) e a parede boreal (norte). 

A segunda (Coluna do Sul) possui largura também definida pelo sítio compreendido da balaustrada do Oriente até parede ocidental e a sua profundidade delimitada a partir do Equador até a parede austral (sul, ou meio-dia).  Ao bem da verdade essa é a divisão igualitária do espaço ocidental da Sala da Loja.

Tomando-se como base linha imaginária que divide a Loja no sentido longitudinal, a esquerda de quem entra estará a Coluna do Norte e à sua direita a do Sul. Ainda, como elementos distintivos e não menos importantes, as Colunas Vestibulares, ou Solsticiais (B e J), marcam a passagem dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul. 

Esse conjunto composto pelas Colunas Vestibulares e o Equador definem os Solstícios de verão e inverno (João, o Batista e o Evangelista) assim como os Equinócios, ou meias estações (primavera e outono). 

Esses elementos são cruciais para o bom entendimento da Lenda de Hiram e a Marcha do Mestre que, em primeira análise, reproduzem o movimento aparente do Sol (solstícios e equinócios) e dá origem na definição figurada de Meio-Dia para o quadrante Sul. 

Voltando a resenha sobre a localização do topo das Colunas do Norte e do Sul, essa extremidade é aquela que ao Norte está situada do ponto de vista do observador posicionado sobre o eixo do Templo e de frente para o quadrante boreal (norte) visualiza como limite final toda a parede entre o Ocidente e a balaustrada do Oriente, local onde se encontram o banco dos Aprendizes e as seis primeiras Colunas Zodiacais atinentes às constelações de Aries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. 

Da mesma forma, porém agora, o observante sobre o eixo e de frente para o Sul, visualizará como limite final de observação a parede entre a balaustrada do Oriente e o Ocidente, lugar onde tomam assento os Companheiros e se localizam as outras seis Colunas Zodiacais concernentes às constelações de Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Por esse feitio denominam-se como “topo” das Colunas do Norte e do Sul ambas as paredes laterais do Templo, cada qual correspondente ao seu quadrante, entre o limite frontal do Oriente e a parede ocidental.  Ainda ilustrando no tocante ao topo do Norte, este não é apenas o espaço próximo ao lado esquerdo do Primeiro Vigilante ou aquele imediatamente atrás do Tesoureiro, porém toda a parede que vai deste até aquele ou vice-versa. Assim também no Sul é toda a parede que vai de trás do Chanceler até a direita do Mestre de Harmonia, ou vice-versa, por exemplo. 

Outra regra para as Colunas do Norte e do Sul é que as suas bases imaginárias correspondem ao eixo do Templo, ou Equador e a sua extremidade final (topo) são às bases das paredes laterais correspondentes. 

É desse corolário alegórico que em Maçonaria se define o termo “entre Colunas” o que significa aquele que está entre as Colunas do Norte e do Sul, isto é, em qualquer lugar no Ocidente em que se estiver posicionado sobre o eixo longitudinal do Templo, e não apenas entre as Colunas Solsticiais (B e J) como muitos equivocadamente assim definem a posição, até porque em se tratando das Colunas B e J elas são “vestibulares” e ocupam corretamente no Rito Escocês lugar no vestíbulo que é o Átrio da Loja, junto à porta de entrada, isto é, pelo lado de fora. 

Finalizado, é no Topo da Coluna do Norte que sentam os Aprendizes e destes, o recém-iniciado deve tomar assento próximo ao primeiro Vigilante, não pelo “topo” que é como visto toda a parede Norte, entretanto é no Topo dessa Coluna que estão situadas as Colunas Zodiacais, cujas três primeiras representam a estação da Primavera, ou o renascimento para a Luz, daí o recém-iniciado é ali colocado para simbolizar essa primeira estação da vida (início da jornada).

Afinal, primeiro vem à flor para que depois possa aparecer o fruto. 

Movimentos contrários à Lei Natural implicam em retrocesso e nos parece não ser essa a proposta da Moderna Maçonaria. A alegoria da Marcha da Luz é essencialmente produzida pelo movimento dextrogiro. 

Agora partir do topo da Coluna, porém do ponto próximo à balaustrada é equívoco dos mais sérios, já que isso produziria um efeito contrário e sinistrocêntrico, ou colocaria o fruto na frente da flor, já que o Aprendiz que procura a Luz, inadvertidamente estaria se deslocando em sentido contrário – da Luz para as trevas. 

É sempre bom lembrar que cada Coluna Zodiacal colocada no topo das Colunas Norte e Sul representa, em grupo de três em três um ciclo para ser percorrido na alegoria da transformação. 

Enfim, depois da primavera vem o verão e após este o outono e por fim o inverno.

O oposto desse teatro natural perfeito é inexistente, já que o verão nunca vem antes da primavera e, de frente para a Luz os ponteiros do relógio marcam inexoravelmente a passagem da vida – do Meio-Dia à Meia-Noite. 

O Ancião brilha pela sabedoria adquirida ao longo dos tempos, enquanto que o jovem perseverante busca um dia alcança-la, porém também um dia dirá: “essa idade não me agrada...”

P.S. – Apenas a título de referência. No sistema inglês de Maçonaria não existe a alegoria das Colunas Zodiacais e nem se dá muito ênfase Colunas do Norte e do Sul. Nesse sistema os Aprendizes sentam no Norte, porém não no chamado “topo”. Eles tomam assento na primeira fileira do Norte e aí sim, próximos ao Oriente (nos trabalhos Ingleses não existe a tal balaustrada nem o Oriente mais alto), já que na alegoria inglesa era no canto nordeste do canteiro que ficava a pedra angular, base inicial para a demarcação da Obra, daí se dar mais destaque à 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), muito comum nas joia distintiva do “Past Master” inglês, equivocadamente usada por ex-Veneráveis do Rito Escocês no Brasil, inclusive adotando de forma também enganosa o próprio título – o de “Past Master”

T.F.A.
PEDRO JUK jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 372 Florianópolis (SC) – quinta-feira, 04 de setembro de 2011.

MINUTO MAÇÔNICO

G (LETRA)

1º - Sétima letra do alfabeto, desempenha papel muito importante no simbolismo maçônico.

2º - Colocada entre os braços de um Compasso, entrelaçados com os de um Esquadro, a letra G constitui o emblema ordinário dos Maçons e servia, antigamente, de sinal de reconhecimento aos Talhadores de Pedra das Lojas de Estrasburgo e outras cidades alemãs, suíças e francesas da Idade Média.

3º - Nos alfabetos orientais e grego era a terceira letra: Gama, em grego, Ghimel, em fenício e em hebraico, Gomal, em siríaco e Gum, em árabe.

4º - A letra G é equivalente ao Gama grego – O Conhecimento (de Gnosis) e encobre com o seu esoterismo toda filosofia fundamental do Fogo, Princípio da Luz.

5º - Na Maçonaria que se dedica ao estudo das ciências ocultas, a Estrela Flamígera designa a quinta essência celeste, pelo que é emblema do fogo central da natureza, simbolizado pela letra G – que significa Geração dos corpos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O CHAPÉU DO VENERÁVEL MESTRE

O CHAPÉU DO VENERÁVEL MESTRE
Ir∴ Gabriel Campos de Oliveira 

Sempre chamou a atenção dos Aprendizes no Rito Escocês Antigo e Aceito, o porque o Venerável Mestre usa chapéu nas sessões e porque em determinados momentos ele tira o chapéu e coloca-o novamente.

O simbolismo maçônico desde o século XVIII, pede do Venerável Mestre usar chapéu, como um símbolo de autoridade e que, aparentemente este uso vem das cortes da época quando o Rei cobria sua cabeça ficando todos os outros cortesãos inclusive nobres de alta patente, descobertos.

Mas no ocultismo, encontramos uma explicação que nos convence mais porque a Maçonaria sempre tem tomado das ciências ocultas ou de muita sabedoria seus usos e costumes, para preservar tudo o que de mais elevado o Homem produziu através da história. Os ocultistas dizem que os pêlos curtos e grossos das sobrancelhas e da barba do homem, são emissores de energia, enquanto que os pêlos finos e longos dos cabelos são catadores de energia.

Por este motivo o Venerável Mestre mantendo-se de cabeça coberta, indica que ele nada mais tem a receber dos demais membros da Loja, uma vez que chegou ao termo final de sua iniciação. O chapéu de aba abaixada, lhe confere o poder e a autoridade que ele está pronto a exercer, perante os irmãos da Loja que ainda não chegaram aos seus conhecimentos plenos. Mais, em certos momentos, o venerável Mestre tira o chapéu quando, na apertura do Livro da Lei que é a verdade revelada de Deus, são lidos versículos da Bíblia e depois são elevadas preces ao Grande Arquiteto do Universo; nesse momento a Loja está invocando a presença de Deus e o Venerável Mestre descobre-se para poder receber também os influxos divinos. Terminado esse momento, cobre-se novamente.

Fonte: JBNews - Informativo nº 079 - 18/11/2010

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

SAUDAÇÃO S.´.S.´.S.´.

SAUDAÇÃO S∴S∴S∴
(Republicado)

Considerações que solicita o Respeitável Irmão Alisson Marcos, Loja Acácia do Sudoeste, GOB-PR, Oriente de Francisco Beltrão, Estado do Paraná.
alissonmarcos82@gmail.com

Meu Irmão Pedro, Não deves se recordar de mim. Encontramo-nos no ERAC de Francisco Beltrão em 2011 e adquiri vosso livro com dedicatória para a Loja Acácia do Sudoeste. Como me sugeriste que diante de dúvidas poderia entrar em contato contigo repasso uma pesquisa rápida que fiz e peço a confirmação, uma vez que ainda não tive acesso ao rito de York. SSS.

A significação das três letras acima tem sido deturpada pela maioria dos Irmãos. Alguns a traduzem por "saúde, saúde, saúde" e outros por "salve, salve, salve". Nem uma nem outra cousa. As três letras significam as três colunas do Templo que assim se escreviam em latim: “SAPIENTIA, SALUS, STABILITAS” Em outras palavras: a Sabedoria (Sapientia) que é o Venerável Mestre; a Força (Salus) que é o 1º Vigilante; e a Beleza (Stabilitas, ou "estabilidade moral" ou beleza moral) que é o 2º Vigilante. Em um Templo inteiramente composto se vêm, por isso, as três colunas de Minerva, de Hércules e de Vênus. Isto é, a Sabedoria, a Força e a Beleza, ou Sapientia, Salus, Stabilitas, representadas por SSS. Resta lembrar a todos os Maçons que praticam o REAA que, estas palavras são pronunciadas com vigor ao encerrar a cadeia de União e apostas no início de documentos maçônico. Ao contrário de muitos Maçons que por desconhecerem o ritos existentes e suas origens, usam de forma errônea as palavras “SFU” que significam, “Saúde, Força e União”. Estas palavras nunca pertenceram e não pertencem ao REAA, e sim ao Rito de Emulação (York), portanto jamais devem ser usadas e pronunciadas no Rito Escocês Antigo e Aceito. Os que assim o fazem se expõe ao ridículo perante outros que tem o conhecimento da origem e de que rito que ambas pertencem.

CONSIDERAÇÕES:

SÍNTESE HISTÓRICA (GOB) 1865-2007

SÍNTESE HISTÓRICA (GOB) 1865-2007

Tem-se se discutido muito sobre a forma como o GOB se estrutura - em três poderes harmônicos e distintos - como se fosse algo novo ou inusitado de poucos anos atrás, inclusive com a contestação do direito dos Deputados de representarem as Oficinas na SAFL. Na verdade a representação pura realizada pelos Veneráveis das Lojas nunca existiu dentro da estrutura do GOB.

Na Constituição de 1865, a Soberana Assembléia (então denominada Grande Loja Central) era composta dos Cavaleiros dos quatro últimos graus filosóficos de cada Rito, dos Presidentes e Deputados das Oficinas de cada Rito junto ao Poder Central, dos Representantes e Deputados das Grandes Oficinas Provinciais, e dos Deputados das Loja e Capítulos. Os Representantes e Deputados das Lojas do Poder Central (lojas do RIO DE JANEIRO) eram os seus Veneráveis; as Lojas de fora (do Rio de Janeiro) deviam eleger como Representantes e Deputados Obreiros de uma Loja do Poder Central, que fosse do mesmo Rito da nomeante, sendo assim a representação exclusivamente do Rio de Janeiro, Poder Central.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

COMPORTAMENTO RITUALÍSTICO DOS DIÁCONOS

COMPORTAMENTO RITUALÍSTICO DOS DIÁCONOS
(republicação)

O Respeitável Irmão Renato Pirola, Loja Mensageiros da Luz, 1.783, REAA, GOB-ES, Oriente de São Mateus, Estado do Espírito Santo, apresenta a questão que segue sobre o comportamento ritualístico dos Diáconos. rntpirola@uol.com.br 

Inicialmente gostaria de cumprimentá-lo e agradecê-lo pelo relevante trabalho realizado junto a Revista "A TROLHA" na coluna intitulada Consultório Maçônico José Castellani. Fiquei especialmente contente com a leitura do livro de sua autoria intitulado "Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom". A seguir, solicito a colaboração do Respeitável Irmão no esclarecimento da seguinte questão: Quando do Encerramento Ritualístico de uma Sessão Ordinária, qual o correto comportamento ritualístico dos Irmãos Diáconos quando da transmissão da Palavra Sagrada. Em relação ao Irmão Primeiro Diácono, especialmente nos seguintes momentos: sua passagem do Oriente para o Ocidente, ao se aproximar do Irmão Primeiro Vigilante e ao passar do Ocidente para o Oriente quando do retorno ao seu lugar? Em relação ao Irmão Segundo Diácono, especialmente nos seguintes momentos: ao se aproximar do Irmão Primeiro Vigilante e ao se aproximar do Irmão Segundo Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

O QUE É A MAÇONARIA

O QUE É A MAÇONARIA
Ir∴ Paulo Edgar Melo
Membro da ARLS Cedros de Líbano n° 1688

A Maçonaria é alegria. Ou vocês acham que alguém vai a um mesmo lugar, semana após semana, ano após ano, como fazem os Maçons, só para colher seu quinhão semanal de aborrecimentos? Só se for maluco, idiota ou então masoquista.
Poucos de nós dão conta do mecanismo sutil usado imemorialmente pela Maçonaria para sedimentar em nós o conceito de Tolerância. É tão simples que nos perguntamos como é que não percebemos isso antes.

A cada semana, ano após ano, o mesmo grupo se encontra. Alguns novos chegam e se integram, outros não conseguem e, por um pretexto ou por outro, nos deixam. Mas a maioria de algum modo se identifica pelas mesmas aspirações e continua a reunir-se. Ao longo do tempo, aturando e sendo aturado, convivendo com nossos defeitos e nossas qualidades aparentes, e continuamos a interagir, sempre expostos á doutrina de convivência pacifica e com um código de conduta comum, cuja quebra ofende a todos e serve para expurgar os que não a absorvem.

É uma experiência sociológica incrível, até porque, diferente de outras situações, esse convívio é voluntário. E, se é voluntário e se nele continuamos, é porque alguma coisa recebemos em troca. 

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com

domingo, 13 de dezembro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Foi Henri quem nos enviou esta linda foto:

Sou um irmão de GLDF e moro com Père Lachaise em Paris. 

Conheço muito bem este cemitério e suas várias riquezas. 

Conheço várias tumbas maçônicas e gostaria de lhe oferecer uma das mais belas (Divisão N ° 66). 

É sobre Charles Voisin, mas não conheço sua história.

Seu túmulo perto dos túmulos de Jules Vallès e Gustave Measurer.

Se também estiver perto de casa ou em viagem e notar um edifício, um objeto ou decoração maçônica ou uma decoração tipo alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

PERGUNTAS & RESPOSTAS

PERGUNTAS & RESPOSTAS
(republicação)

Em 22/10/2016, o Respeitável Irmão Hugo Schirmer, Loja Honra e Verdade, 439, GORGS (COMAB), Oriente de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, atendendo a solicitação de um Irmão de uma Grande Loja Estadual que questiona uma resposta dada pela minha pessoa para um Irmão do REAA, Grande Oriente do Brasil, ao Oriente de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte em junho do corrente ano sobre a saudação ao Venerável Mestre ao se ingressar e se retirar do Oriente. Na oportunidade, dei a seguinte resposta, cujo conteúdo deu margem a questão seguinte: schirmer.hugo@gmail.com

A pergunta do Irmão de Mossoró – “Ao ingressar e sair do Oriente qual o lugar certo em que se saúda o Venerável Mestre?”.

A resposta publicada no JB NEWS dada pelo Irmão Pedro Juk – “Ao entrar no Oriente (nordeste), assim que se ingresse, isto é, na linha da balaustrada que é o limite com o Ocidente. Ali o obreiro para, fica à Ordem e saúda o Venerável Mestre pelo Sinal. Em seguida prossegue no seu deslocamento. Ao sair do Oriente (sudeste), antes de descer, na linha da balaustrada o obreiro volta-se para o Venerável Mestre, fica à Ordem e o saúda pelo Sinal. Ato seguido volve-se e prossegue no seu deslocamento. Se na oportunidade da entrada ou saída do Oriente o obreiro estiver empunhando (segurando) um objeto de trabalho, ele não fará Sinal, senão apenas uma parada rápida e formal, sem inclinação com o corpo ou qualquer maneio com a cabeça. T.F.A. PEDRO JUK”.

A questão enviada ao Respeitável Irmão Hugo e por ele repassada para minha pessoa sobre a resposta que eu dei:

“Boa noite”. Amado Irmão estou lhe passando a questão acima publicada por mais de uma vez a posição da Loja, de como se a enxerga, ou que a olha ao de quem está lá dentro. Pois uma hora uns dizem A e outros dizem B.

- As GGLL Estaduais procurando fazer seus Templos sempre colocando o Oriente da Loja na posição geográfica de Leste para Oeste faz sentido?

- Agora se o terreno está em outra posição e o sentido tem de ser Norte Sul?

- Então ao adquirirmos por compra um Imóvel teremos de escolher qual o sentido geográfico?

- E se recebermos em doação, seja a que titulo e não interessa quem seja o doador, vamos escolher sentar na janela e dirigir?

Já frequentei e frequento Lojas que geograficamente o imóvel está posicionado em várias direções, e daí?

Assim, pondera ainda o Irmão que faz a questão:

“Em primeiro lugar as posições geográficas da Loja, estão em qual posição?”.

a) Quem olha da frente (entrada) da Loja para os fundos (Oriente) onde está oVenerável;

b) Ou quem olha do fundo, Venerável onde ele está sentado? Olhando do Fundo (Oriente), para frente (Ocidente)?

c) Acho que para dirimir tem que se colocar explicitamente qual a posição, se é de quem olha ou de quem está ali!

d) Se seguirmos o que o Juk diz a Nordeste e a Sudeste é quem está ao fundo e não de quem olha para o interior da Loja;

e) Ao você olhar o mapa do Brasil, você o está olhando e não se colocando dentro dele, onde está o NORDESTE? A direita de quem olha o Sudeste está na mesma posição, no mapa do Rio Grande do Sul eu o olhando vejo que a minha cidade Santa Maria está ao centro, mas se eu me colocar dentro dela ela continuará a ser o centro;

f) Então estamos certos que estamos olhando e vendo as coisas de quem entra ou de quem vê da frente.

g) No giro em Loja, se faz o giro em sentido destrocêntrico, ou seja, deixando o lado direito para o centro do Templo (Painel do Grau).

h) Ao partir do Ocidente, você rompe a marcha indo pelo lado esquerdo do Templo e adentra ao Oriente pelo lado NOROESTE, ou seja, pelo lado em que você se acha e se dirige à esquerda do Venerável (sempre de quem olha), mas chegará ao lado do direito dele ali sentado e então teremos outra visão, ou seja, dupla visão?

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

TRONCO DE SOLIDARIEDADE

Tem também a denominação de Tronco de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc. É o nome que se aplica à bolsa, saco ou sacola que circula na Loja e na qual se recolhe o óbolo dos maçons presentes. É realizado pelo Irmão Hospitaleiro antes do término da sessão.

O termo “Tronco” é um galicismo (palavra importada diretamente do Francês) e essa palavra francesa “TRONC” tem dois significados: tronco, propriamente dito, como tronco do corpo humano, tronco de árvore, tronco ferroviário, tronco familiar, etc. E é, também, a “caixa de esmolas” colocada na entrada das igrejas. Na verdade é uma caixa com uma fenda onde são colocadas as esmolas, e nela, normalmente está escrita a palavra “tronc”.

Obviamente, é com esse significado que essa palavra é usada na Maçonaria.

Isso mostra, mais uma vez, que a influencia da Maçonaria francesa no Brasil. Portanto, só existe circulação do Tronco nos Ritos de origem francesa, como é o caso do REAA, o Moderno e o Adonhiramita.

Os Ritos de origem inglesa não possuem a circulação do Tronco de Beneficência.

M∴I∴ Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

OS LEGÍTIMOS SUBSTITUTOS

OS LEGÍTIMOS SUBSTITUTOS
Ir⸫ Valdemar Sansão 

O Venerável Mestre é o reflexo da Loja ou a Loja é o reflexo do Venerável Mestre? 

a) Os Vigilantes

VIGILANTES – Denominação dos dois primeiros Oficiais de uma Loja Maçônica, que independente ou não de serem Mestres Instalados, são os eventuais, legais e legítimos substitutos do Venerável Mestre.

O Primeiro Vigilante, governa durante as horas de labor. Preside os trabalhos na ausência do Venerável, indicando um Irmão, e não o segundo Vigilante, para ocupar o seu lugar no Ocidente. Se a ausência for definitiva, o Vig⸫ convocará a Loja para nova eleição. Se tiver que realizar trabalhos: colações de Graus, Iniciações, Elevações e Exaltações, pelo fato de não ter sido eleito Ven⸫ M⸫, não por não ter sido instalado, passará a direção ao Ven⸫ M⸫ mais moderno. Mas ainda assim, até a nova eleição, quem convoca e reúne a Loja é o Vig⸫, conforme a Constituição de Anderson. A sua jóia é um Nível, símbolo da igualdade que deve existir entre os Irmãos enquanto estiverem trabalhando na Loja. Senta-se no Ocidente, representando a Coluna da Força.

sábado, 12 de dezembro de 2020

PERGUNTAS & RESPOSTAS

PERGUNTAS & RESPOSTAS
(republicação)

1 – Dúvidas Ritualísticas:
Em 28/09/2016 o Respeitável Irmão Evandro Ubiratã Garcez Domingues, Loja Acácia Vitoriense, REAA, GORGS (COMAB) e da Loja de Perfeição José Almeida dos Santos, SCRS, Oriente de Santa Vitória do Palmar, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos para as dúvidas seguintes: evandrosvp@terra.com.br

Recorro aos vossos conhecimentos maçônicos, por não haver encontrado literatura que me esclarecesse, e minha consulta ao Supremo Conselho do RS, ainda não teve resposta (!?). Assim, formulo três questões ao distinto irmão:

1 - No simbolismo, a bateria no 1º e 2º graus é realizada de maneira sonora (palmas), já no 3º grau, executa-se a bateria de forma surda (bate-se no antebraço, devido ao luto pela morte de Hiram). E nos Altos Graus, como deve ser a bateria? Por quê?

2 - Na formação da Cadeia de União, os pés devem ser unidos pelos calcanhares, unindo-se as pontas dos pés aos outros irmãos, as mãos são unidas, cruzando-se os braços (o direito por sobre o esquerdo). Mas já vi cadeias de união sendo realizadas com os irmãos dando-se as mãos, com os braços esticados para baixo, ao longo do corpo. Qual é o mais correto? Por quê? 3 - Nos Altos Graus, os irmãos devem usar os paramentos do grau em que se realiza a sessão, ou cada irmão deve usar os paramentos do grau em que está colado? Por quê?

CONSIDERAÇÕES:

PAINÉIS E TAPETES

 

AS VELAS NA MAÇONARIA

AS VELAS NA MAÇONARIA

A vela aparece, na Loja especulativa, na época das Corporações ou Guildas e provêm das ofertas votivas, relíquias dos séculos anteriores.

Nas Lojas Maçônicas, há algum tempo passado, o cerimonial de acendimento das Luzes se revestia de uma beleza incomparável, principalmente no que tange ao respeito e aos votos que as envolviam.

Esta cerimônia era, sem dúvida, uma das primeiras orações que se erguiam na Loja pedindo a proteção do G∴A∴D∴U∴ para os trabalhos. Por isso mesmo, a atitude mental dos presentes era de suma importância, eis que eles deviam acompanhar a cerimônia com o pensamento elevado e com a mais humilde contrição.

As velas eram acesas durante a sessão em Loja, mesmo se ela fosse realizada em pleno dia, visto que tais velas não objetivavam dispensar a escuridão material, mas sim, deviam cumprir a magia que lhes cabe nos trabalhos. No Templo maçônico, as velas são a manifestação do Fogo Sagrado e não um mero detalhe do Ritual.

A quantidade de velas, sua distribuição pelo Templo e seu simbolismo em cada grau (em especial nos graus ditos filosóficos), são determinados minuciosamente nos rituais maçônicos.

A vela, simbolicamente, é a transmissão ou transmutação, ou melhor, a passagem de um estado da natureza para outro. Do sólido (corpo da vela) para o líquido (cera derretida) e para o gasoso (fumo), pelo grande mediador que é o fogo. A vela, além disso, pela sua luz bruxulenta e sempre em movimento, é um catalisador ideal para quem se dedica à profunda meditação, fixando sua chama.

As velas representam um simbolismo ternário que os escritores religiosos não deixam de destacar. Para eles é a imagem da trindade: Pai, Filho e Espírito Santo; sendo a cera o Pai; o pavio o Filho e a chama o Espírito Santo. Pode também representar o ternário: Corpo, Alma e Espírito. A vela é, ainda, a imagem da sublimação espiritual. Na Loja Maçônica representam o ternário: Sabedoria, Força e Beleza.

A vela apresenta um simbolismo vital, isto é, fálico. Esse mesmo simbolismo também é encontrado na flor.

A Luz física é o emblema da Luz espiritual. A vela incandescente dos altares medievais e das antigas corporações tem a idéia de consagração e também de promover a guarda (dos votos de gratidão – por graça recebida).

Acrescentamos que todas as artes corporativas mantinham, nas vizinhanças de uma Igreja, um altar cheio de velas ofertadas ou obtidas através de tributos (ou multas) impostos aos membros. O uso de velas em Lojas é um costume muito antigo, mas não exclusivamente religioso. Durante o século XVIII, tanto nas Lojas dos “Modernos” como dos “Antigos” os Maçons ingleses acendiam velas, liturgicamente, sobre altos candelabros

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

PERGUNTAS & RESPOSTAS

PERGUNTAS & RESPOSTAS
(republicação)

1 – Questão do Orador: 
O Respeitável Irmão Ney Carlos Rocha, Loja Pier Capadello, 4.319, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo, Capital, solicita as seguintes informações: 
neycarlos@ccs.com.br 

Gostaria de saber a opinião do sábio irmão em relação ao seguinte: 

Tenho orientado os Irmãos que me consultam em relação às falas do Orador da seguinte forma: 

1. O Orador quando vai falar como Irmão do Quadro, por exemplo, na Palavra a Bem da Ordem, deve, como todos, levantar-se, ficar à Ordem e saudar as Luzes. 

2. Quando fala como representante do Ministério Público (encerramento ritualístico, intervenção necessária, etc.), pode falar sentado, sempre saudando as Luzes. 

O Irmão concorda com esta colocação? 

Se sim ou não, qual seria o embasamento para sua opinião. 

CONSIDERAÇÕES:

O MAÇOM É J∴ E P∴ QUANDO:

O MAÇOM É J∴ E P∴ QUANDO:
Pesquisa: Ser∴ Ir∴ JOSÉ ROBSON GOUVEIA FREIRE, Gr∴ Sec∴ da Magna Reitoria - Supremo Conclave do Brasil para o Rito Brasileiro (Brasília)

1. Sobe a Escada de Jacó pelas Iniciações da Vida sem ferir os Irmãos neste percurso;

2. Realiza o sonho de desbastar pelo pensamento e pelas ações as arestas dos vícios e da insensatez;

3. Socorre o Irmão nas dificuldades, chora com ele as suas angústias e sabe comemorar a seu lado as suas vitórias;

4. Reconhece nas viúvas e nos órfãos a continuidade do Irmão que partiu para o Oriente Eterno;

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

PERGUNTAS & RESPOSTAS

PERGUNTAS & RESPOSTAS
(republicação)

1 – Mestre de Cerimônias e o uso da Palavra: 
Em 10/08/2016 o Respeitável Irmão Rodrigo T. Taborda, Loja Universitária de Cascavel, 3.289, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte: rttaborda@uol.com.br 

Gostaria de novamente vir à presença sua a fim de dirimir uma dúvida que de tempos em tempos acorrem em nossa Oficina. 

A dúvida é se existe previsão legal, ou se uso e costume, ou liturgia de que o Mestre de Cerimônias tem o direito à prerrogativa de poder falar em qualquer Coluna e até mesmo no Oriente, mesmo depois que a Palavra circulou nas colunas. 

Pois já ocorreu algumas vezes em Loja, de que o Mestre de Cerimônias passada a palavra na sua coluna, vem ao Oriente (alegando que tem essa prerrogativa de poder falar novamente) e se utiliza disso para rebater alguma fala de outro Irmão, que fora feito posterior a passagem da palavra em sua Coluna. 

Entendo eu, que não se é permitido esse tipo de prerrogativa, a não ser se no momento em que a palavra passou na coluna o Mestre de Cerimônias estivesse por algum motivo fazendo outro trabalho fora de sua coluna e, portanto, teria o direito de falar em outra coluna ou no Oriente. Mas não, da forma como vem sendo feito, de que se o mesmo quiser, esse poderia falar tanto na Coluna do Sul, voltar a falar na Coluna do Norte, e ainda caso lhe seja conveniente subir ao Oriente e falar de novo. 

Se caso for possível, dirimir nossa duvida, certamente estará contribuído em muito para o ensinamento de todos. 

CONSIDERAÇÕES:

FRASES ILUSTRADAS

 

PORQUE SE VAI À LOJA

PORQUE SE VAI À LOJA 
Rui Bandeira 

A pergunta sobre as razões porque os maçons vão à Loja, gastando tempo que, não fora essa utilização, dedicariam à sua família, ao lazer ou a outras actividades a que se dediquem, tem tantas respostas quantos os maçons. Em boa verdade, cada um tem as suas razões para ir à Loja. 

Uns vão em busca do conhecimento, dos ensinamentos que a Maçonaria proporciona. 

Outros buscam o convívio, rever os seus Irmãos, com eles estar e partilhar um ágape, em amena cavaqueira. 

Outros ainda procuram na Loja a estrutura que corresponde aos seus anseios de serem úteis à Sociedade e aos seus semelhantes, utilizando a Loja como meio de enquadramento da sua vontade de devolver à Sociedade um pouco do que esta lhes proporciona.