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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 20 de março de 2021

ALTAR DOS JURAMENTOS

ALTAR DOS JURAMENTOS
(republicação)

O Respeitável Irmão Denilson Sauer Belão, Mestre Maçom da Loja Estrela de Morretes, 3.159, GOB-PR, Oriente de Morretes, Estado do Paraná, apresenta a questão que segue:

Gostaria de saber qual a razão de que em algumas Lojas existe no Altar dos Juramentos uma decoração com chifres nos seus cantos. Também tenho lido artigos maçônicos publicados que abordam o tema, porém sem uma explicação satisfatória de como isso está ligado com a Maçonaria.

Pergunto: O Altar dos Juramentos da Loja é símbolo ligado ao Altar dos Sacrifícios da religião hebraica? Nas Lojas que visitei e encontrei esse símbolo, perguntei o seu significado e não obtive resposta alguma. Você poderia me ajudar a esclarecer essa dúvida?

CONSIDERAÇÕES:

PAINÉIS E TAPETES

 

A ESCADA DE JACÓ

A ESCADA DE JACÓ
Jurandyr José Teixeira das Neves
M∴M∴,  ARLS Renascença - Santo André - SP - Brasil

Encontramos no Painel da Loja de Aprendizes uma escada, denominada Escada de Jacó que simbolicamente representa a ligação entre a Terra e os Céus. A origem da introdução do simbolismo da Escada de Jacó na Maçonaria Especulativa deve-se à visão de Jacó, registrada no Velho Testamento, Gênesis 28 vers.10,11,12, 17 e 18.

Gênesis 28 - 10: "E Jacó seguiu o caminho desde Bersba e dirigiu-se a Harã". Gênesis 11: "Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para ali pernoitar , visto que o Sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio para a sua cabeça e deitou-se naquele lugar ". Gênesis 12: "E começou a sonhar, e eis que havia uma escada posta da terra e seu topo tocava nos céus; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela". Gênesis 17: "Jacó acordou do sono e disse "Verdadeiramente, Jeová está neste lugar e eu mesmo não o sabia" ". Gênesis 18: "E ficou temeroso e acrescentou; "Quão aterrorizante é este lugar" Não é senão a casa de Deus e este é seu portão de entrada" ".

Simbolismo da Escada de Jacó
Erguendo-se a partir do Altar dos Juramentos, sustentada pelo L∴L∴ vai em direção à abóbada celeste representada no teto da Loja. Na base da escada, centro e topo encontramos três símbolos: a cruz - que representa a FÈ, a ancora que representa a ESPERANÇA e um braço estendido em direção a um cálice que representa a CARIDADE e no seu ápice uma estrela de sete pontas.

No dicionário encontramos um dos significados de estrela = destino, sorte, fado, fadário. A estrela de Davi, símbolo judaico tem 6 pontas, formada pela interposição, entrelaçamento ou superposição de dois triângulos eqüiláteros. No painel do aprendiz, ao lado da estrela de 7 pontas encontramos à direita a Lua rodeada de 7 estrelas e à esquerda o Sol. O número 7, na simbologia mística nos esclarece do porque uma estrela incomum de 7 pontas no ápice da escada de Jacó

Simbologia do número 7
Principio neutro dominando os elementos da natureza, aliança da idéia e da forma; a unidade em equilíbrio; paciência desenvolvendo a inteligência. Vitória: ligada à natureza e ao amor, simboliza o triunfo do iniciado ao fim da sua busca ( entendimento, compreensão e conhecimento)

Poder espiritual vivificante, o aconselhamento fornecido ao iniciado por Deus. Poder final do espírito sobre a matéria. Reintegração da matéria no espírito e do tempo na eternidade. Número de poder mágico com sua força plena, onde estão compreendidos os estados de evolução física e espiritual que se completam; poder adquirido pelo iniciante nos dois mundos (material e espiritual). Misterioso. Profundo. Estranho e indefinível aos olhos do profano.

Número que representa a energia mais perfeita que Deus concedeu para utilização dos iniciados nos rituais. O sete, diz os seguidores de Pitágoras, era assim chamado em função do verbo grego "sebo", - venerar e deriva do hebraico Shbo, set, ou satisfeito, abundância, sendo Septos, em grego "santo, divino, de mãe virgem".

Assim como a Escada de Jacó está envolvida nos mistérios e instituições que a tradição nos dá conhecer, temos a árvore da vida, no jardim do Éden nos mostrando caminhos entre um estágio inferior para um estágio superior. O verso da carta do tarô - o arcanjo maior - O julgamento - aonde vemos uma escada de sete degraus um arcanjo com sua trombeta , tendo à sua volta uma serpente que engole seu rabo com uma árvore ao seu redor. Além de figuras humanas na base da escada.

Esta carta mostra a ressurreição sob influência do Verbo. A Arvore da Vida carrega a seiva para Ourobus, a serpente que morde sua própria cauda, que é o símbolo da eternidade. A misteriosa escada dourada (escada de Jacó) que é o veículo para o homem ascender a um plano superior, atendendo ao chamado do arcanjo. A compreensão desta linguagem simbólica implica o conhecimento de questões que estão diretamente ligadas ao estudo e análise do nosso subconsciente, dos arquétipos e do nosso inconsciente coletivo descrito por Carl Gustav Jung.

È a Escada de Jacó um símbolo religioso nos mostrando que só chegaremos à morada de Deus se galgarmos degrau por degrau a escada da vida. È o símbolo do caminho para a perfeição. Sua colocação no painel do aprendiz indica que o neófito colocou o pé no primeiro degrau da escada, iniciando sua busca para o aperfeiçoamento moral. Outra visão - a esotérica - da escada de Jacó, onde anjos subiam e desciam por ela, nos mostra, simbolicamente os ciclos evolutivos e involutivos da vida num perpétuo fluxo e refluxo através dos sucessivos nascimentos e mortes.

A citação bíblica "a casa de meu pai tem muitas moradas" também nos reporta ao seu sentido esotérico, dizendo-nos que há muitos níveis para as criaturas dentro do seu grau de evolução e progresso. Que possamos, na nossa ignorância, atinar para a grande inteligência do Plano de Evolução da Vida, que nos é sugerido no painel da Loja de Aprendiz, pois após a estrela de sete pontas, que simboliza a verdadeira sabedoria e a perfeição moral, ainda poderemos transcender rumo às nuvens, Lua, Sol e demais estrelas do firmamento, incorporando-nos no grande e glorioso Céu, contido na abóbada celeste, para verdadeiramente nos reencontramos com o G.`.A.`.D.´.U.´.

Fonte: http://espacodomacom.blogspot.com

sexta-feira, 19 de março de 2021

MAÇONARIA E RITUALÍSTICA - REAA

MAÇONARIA E RITUALÍSTICA - REAA
(republicação)

Em 06/03/2017 o Respeitável Irmão Eduardo Adolfo Squef Manevy, Mestre Maçom Instalado, sem mencionar o nome da Loja, REAA, Oriente (Vale) de Encarnacion, Paraguay, solicita as informações seguintes através do meu blog http://pedro-juk.webnode.com/

MAÇONARIA E RITUALÍSTICA – REAA.

Mi Querido y Respetado Hermano, soy iniciado en los misterios Masonicos en el año 1998, soy MM.'., tambien soy Maestro Instalado. Pertenezco al Valle de Encarnacion, Oriente de Paraguay. Me gustaria recibir de vuestro bastisimo conocimiento sobre Masoneria, informaciones sobre nuestra noble Institucion, principalmente sobre Ritualismo, principalmente del REAA. Tus aclaraciones sobre Ritualistica ayudan mucho a mi entendimiento profundo de nuestra filosofia.

CONSIDERAÇÕES.

Prezado Irmão, escrever a respeito da Maçonaria, sua história e sua filosofia, mesmo que só de um dos seus ritos, como e o caso do REAA.'., eu temo que tenha de escrever alguns espessos volumes a respeito. Assim, penso que seria melhor se o nobre Irmão pudesse elencar questões a respeito enviando-as em seguida para minha pessoa para análise e possíveis respostas.

Como eu sou adepto da autenticidade, enxergo a nossa Ordem sob a égide da razão. Entendo-a historicamente como uma Instituição herdeira do ofício perpetrado pelos canteiros medievas, cuja história tem aproximadamente oitocentos anos de existência – obviamente em se despindo das falsas interpretações que alguns temerariamente querem dar sobre as lendas e alegorias que promovem o arcabouço doutrinário da Moderna Maçonaria.

Observo a Ordem Maçônica, atualmente, como herdeira de duas vertentes universais – uma de feição teísta, a anglo-saxônica, e a outra de feição deísta, a de vertente francesa. Entretanto, ainda nesse particular, existem características que devem ser levadas em consideração. É o caso, por exemplo, do REAA.'. que é um rito originário da França, mas que por motivos conjunturais de separação do franco-maçônico básico dos altos graus, acabou sofrendo também fortes influências anglo-saxônicas (teístas).

Além dessas conjunturas maçônicas, a Maçonaria e os seus ritos, particularmente o REAA.'., ao longo da sua existência sofreu - e ainda vem sofrendo - inúmeras intervenções falaciosas transformando-o, conforme as circunstâncias, numa verdadeira “colcha de retalhos” (figuradamente, é uma mistura de elementos estranhos à sua doutrina).

Nesse caso então, é necessária primeira a separação do joio do trigo, pois palpiteiros, ufanistas e mal intencionados, como ervas-daninhas se espalham sobre o solo da literatura e da prática maçônica universal.

Ainda sobre o REEA.'., para citar só ele dentro da constelação de ritos maçônicos, o mesmo é um sistema à parte e precisa ser muito bem compreendido quanto as suas origens e os seus documentos básicos, destacando-se inclusive o seu nome como “escocês”, cuja história, filosofia e ritualística não têm nenhuma raiz com a Escócia (país situado ao norte da Bretanha), senão um longínquo elo de razão revolucionária adquirida na revolução puritana de Cromwell em 1.649 com a deposição dos Stuarts (reis católicos naturais da Escócia) do reino inglês. Na verdade o termo “escocês”, segundo alguns autores, como nome associado a um rito é oriundo de uma distinção existencial (alcunha) entre grupos maçônicos exilados em solo francês no século XVIII. Tanto que isso pode ser verificado ainda hoje, já que na Europa é comum o rito ser conhecido apenas como Rito Antigo e Aceito.

Ainda no que diz respeito do escocesismo, outra consideração importante é a de que desde a criação da sua estrutura original com o Rito de Héredon e os seus 25 graus até a criação do Supremo Conselho em 1.801 com 33 graus já sobre solo norte-americano, o Rito não conviveu com graus simbólicos próprios (originais). Historicamente se sabe que desde os primeiros tempos do Supremo Conselho Mãe do Mundo do REAA.'., para praticar os três primeiros graus, o Rito se valeu das Lojas Azuis, ou do Craft norte-americano que, por sua vez, é filho espiritual da Maçonaria inglesa.

Na verdade, como REAA.'., originalmente ele foi criado do grau 4 até o 33, cuja prática do franco maçônico básico (simbolismo) se fazia (e ainda hoje se faz na maioria das Lojas nos E.U.A.) através do Craft norte-americano, muito conhecido como Rito de York (americano).

O simbolismo original do Rito Escocês Antigo e Aceito só viria aparecer em 1.804 com o advento do primeiro ritual simbólico em solo francês. Isso aconteceria sob a égide do Segundo Supremo Conselho (o da França) e do Grande Oriente da França.

Assim esse primeiro ritual, mesmo em solo francês e por razões circunstanciais, acabaria influenciado pela vertente antiga de Maçonaria praticada pelas Lojas Azuis norte-americanas, isso porque o ritual teria sido estruturado por maçons franceses de retorno à França oriundos dos Estados Unidos da América do Norte. Essa é a razão da influência anglo-saxônica sobre o escocesismo simbólico.

Sob esse particular, destaque-se o panorama da prática maçônica que ocorria na França da época. Naquela oportunidade o sistema “antigo” praticado pela Grande Loja dos Antigos de 1.751 que se opunha a Grande Loja dos Modernos de 1.717 na Inglaterra, era completamente desconhecido dos franceses, já que a Maçonaria francesa vivia naquela oportunidade sob a influência inglesa da Grande Loja dos Modernos. Já os “antigos”, por razões históricas, influenciavam a Maçonaria norte-americana e as suas Lojas Azuis.

Em síntese esse é um capítulo que tem de ser observado à parte para melhor se compreender a existência dos termos “antigos e modernos” oriundos das escaramuças entre as duas Grandes Lojas rivais que, em 1.813, culminaria com a união e fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra. Na verdade, todo esse teatro histórico influenciaria também a Maçonaria francesa e, por conseguinte os seus filhos espirituais como é o caso do REAA.'.

Com a intenção de alertar para a complexidade do assunto é que produzi esse breve relato que vai acomodado na carruagem da história. Os fatos verídicos obrigatoriamente dependem de uma observação isenta dos acontecimentos. Assim, para não se fugir da regra, produzir algo que envolva a história e o simbolismo de um rito maçônico requer prudência e bom senso no tratamento dos fatos e na classificação acadêmica das evidências primárias.

Desse modo, eu sugiro que o Irmão planeje primeiro uma pauta indicando paulatinamente as suas dúvidas para que possamos juntos, na medida do possível, tentar esclarecer as dúvidas.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

O APRENDIZ IMPERFEITO

Aprender a partir do percebimento
das imperfeições,
não dos outros, mas de si,
 este é o único e verdadeiro aprender. 
O APRENDIZ IMPERFEITO
Ir∴ Anderson Vasconcelos
ARLS Adolfo Barbosa Leite nº 3341
Rio Branco - GOB/GOB-AC

Aprendiz no sentido de estar apto a aprender, a compreender aquilo que se vivencia, para então assimilar como experiência definitiva, que será incorporada a si mesmo. Imagine um paraíso repleto de coisas perfeitas, onde tudo seria regido pela mais perfeita harmonia, sem falhas, sem nada para ser corrigido, ampliado, ajustado, que papel então teria seus inquilinos?

Estes não estariam mais sujeitos a aprender coisa alguma, uma vez que não mais existiriam objetivos a serem conquistados, nem falhas a serem reparadas. Quando se observa o crescimento de qualquer coisa, logo se percebem os vários estágios, cada qual com seus aspectos peculiares, que delimitam claramente fases de transição, onde a transformação cíclica é a única certeza. Entre uma fase e outra, há a transferência de um estágio imperfeito para outro mais adequado, mas, jamais perfeito.

quinta-feira, 18 de março de 2021

PEÇA DE ARQUITETURA

PEÇA DE ARQUITETURA
(republicação)

Em 06/03/2017 o Respeitável Irmão Petrônio Cardoso, sem mencionar o nome da Loja nem o Rito, GOB-MG, Oriente de Campo Belo, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento:

PEÇA DE ARQUITETURA

O termo “Peça de Arquitetura" significa que no "Edifício Social", colocou-se mais uma "melhoria"... "aprimorou-se”? É isso?

CONSIDERAÇÕES:

O termo “arquitetura” está simbolicamente relacionado à Maçonaria devido a Arte de Construir e o desenvolvimento do projeto da construção serem escopos da Ordem.

Essa relação esteve ligada literalmente à Maçonaria de Ofício (Operativa) na época dos construtores medievais e simbolicamente à Moderna Maçonaria que é especulativa por excelência. Essa afinidade pode, inclusive, ser observado pela adoção de instrumentos maçônicos de alto valor simbólico, como o Esquadro, o Nível, o Prumo, o Lápis, a Régua, etc. Graças a isso é que na totalidade dos ritos maçônicos, “Deus”, tem o título de o “Grande Arquiteto do Universo”, ou “Àquele” que arquitetou, planejou a Criação.

Sob esse ponto de vista simbólico, a prática da Moderna Maçonaria adotaria para o seu vocabulário palavras, títulos e convenções relacionadas à arquitetura, dentre as quais a da “peça de arquitetura” que é como se denominam os escritos produzidos pelos seus membros como trabalhos na Ordem.

Quanto ao que menciona sua questão, eu não diria que ela significa tão diretamente à melhoria ou aprimoramento do edifício social, mas sim daquele que o constrói, ou seja, mostra que o que produziu tem aptidão para construir o edifício. Talvez sob o ponto de vista indireto de aprimoramento do edifício, haja até possibilidade de se fazer alguma analogia nesse sentido.

Destaque-se que somente uma peça de arquitetura de boa qualidade pode contribuir, enquanto a de má qualidade é componente impróprio para a boa construção, daí não há como generalizar simplesmente o título ao ponto de ser ele um elemento de melhoria e aprimoramento do edifício, pois dele depende o conteúdo.

O título “peça de arquitetura”, prudentemente ficaria mais bem compreendido como sendo uma relação figurada do esmero da sua produção e da qualidade da sua substância.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

LA CADENA DE UNION

LA CADENA DE UNION
Ir∴ Benjamin Soza Miranda (Assunção – Paraguai)

En el final de cada tenida los masones quitan sus guantes blancos y forman una Cadena de Unión que simboliza el enlace del conjunto de los iniciados sobre toda la superficie de la tierra y la comunión de los espíritus que participan en la misma obra. Ese rito era conocido en el Egipto, celebrado por los dioses que se toman las manos integrando en esa "cadena" el rey del doble país, El del Faraón..

Definiéndose la Masonería como el "Arte real", tomar un lugar en la "cadena de unión" significa dar un nuevo paso en la vía iniciatica.

Para los babilonios era una cadena o soga que une todas las cosas atravesando los mundos conocidos y desconocidos. Dios es el "lazo" de la creación, un lazo que cada hombre trae consigo, pero del cual no es consciente encuanto no cruza las puertas de la iniciación.

quarta-feira, 17 de março de 2021

LUVAS BRANCAS

LUVAS BRANCAS
(republicação)

O Respeitável Irmão Aristides Prado, Loja Dario Veloso, GOB-PR, Oriente de Curitiba Estado o Paraná, apresenta a seguinte questão:

Gostaria de saber se existe a tal de “cerimônia de entrega de luvas” para as cunhadas após a Iniciação. Fiquei sabendo que algumas Lojas no Brasil assim que termina a Sessão de Iniciação têm o costume de reunir cunhadas, sobrinhos e sobrinhas e também convidados para que o novo Irmão faça a entrega das luvas para a sua esposa. Isso está correto? Não se estaria quebrando o costume da liberdade? E se estiverem presentes algumas cunhadas que não receberam as luvas. Como fica a situação?

APONTAMENTOS:

A entrega das luvas para o iniciado e um segundo para a pessoa que lhe causar melhor estima está simplesmente presente no ato da Iniciação. Outra cerimônia posterior para entrega pessoal das luvas femininas à cunhada é desconhecida e não está prevista no Ritual em vigência.

Quem entrega o primeiro par de luvas conforme explicitado na página 137 do ritual em questão é o Mestre de Cerimônias. Logo em seguida, ainda o Mestre de Cerimônias, este entrega um par de luvas de mulher, dizendo que as mesmas são destinadas àquela que mais direito tiver à estima e o afeto do iniciado.

Como se pode ver, o ritual é claro e transparente. O iniciado apenas recebe das mãos do Mestre de Cerimônias às luvas e nada mais.Não existe qualquer outro procedimento de entrega de luvas, senão o previsto exarado.

Os Irmãos precisam compreender que o que realmente existe nesse simples ato é uma grande lição de liberdade por parte da Maçonaria, quando dá ao novo Irmão a opção de entregar o par de luvas femininas, por exemplo, à sua mãe, sua madrinha, avó, irmã, ou a esposa.

É de péssima geometria a Loja se intrometer na liberdade íntima do Irmão. A moral está em que ele deva fazer o que a sua consciência mandar e não o que os outros mandem.

Antes que alguns propaguem equivocadamente que a Maçonaria possa dar a liberdade para que um Irmão entregue às luvas a uma amante, por exemplo, isso não procede, pois já que a Loja sindicou, procedeu de acordo com os conformes das leis e costumes, o novo iniciado somente sofreu o processo iniciático após terem sido cumpridas todas as praxes do modo legal e, obviamente, acredita-se que nenhuma Loja iria iniciar um elemento que não estivesse de conformidade com os nossos preceitos morais. Daí essa alegação cai inteiramente por terra e não há como se confundir liberdade com libertinagem.

Ademais, o Ritual também preceitua na página 12, segundo parágrafo “Nos trabalhos litúrgicos, em qualquer Sessão, (em grifo) é proibida a inclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou estejam previstos, assim como é vedada a exclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou esteja previstos, sendo que a transgressão destas advertências, configura ilícito maçônico severo e como tal será tratado”.

Finalizando, ratificamos a completa inexistência dessa tal de “cerimônia de entrega de luvas”. Durante a Iniciação e, nela em dado momento, o recém-iniciado recebe do Mestre de Cerimônias os dois pares de luvas, ouvido as explicações devidas, necessárias e suficientes.

T. F.A.
PEDRO JUK – jukrm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 401 Florianópolis (SC) 06 de outubro de 2011.

MINUTO MAÇÔNICO

A FÉ

1º - A Fé de um homem pertence-lhe tanto quanto a sua Razão... A sua Liberdade consiste tanto em sua fé livre como em sua vontade liberta de todo controle.

2º - Nenhum homem nem nenhuma reunião de homens pode ser infalível, e não é autorizada a decidir o que os outros homens deverão crer no que diz respeito a um artigo de fé qualquer.

3º - De uma maneira geral, pode-se definir a fé como uma convicção fundada não sobre a evidência ou sobre o raciocínio, mas sobre o testemunho. Assim entendida, a fé é, mesmo na ordem natural, a fonte do maior número dos nossos conhecimentos.

4º - E Ragon diz que, segundo os teólogos: "... a fé seria a virtude de crer firmemente em coisa que nem sempre estão de acordo com a Natureza nem com a razão".

5º - E razão assiste a Jung, quando diz que compreender os símbolos é "o único caminho praticável para todos aqueles a quem não foi concedido o carisma da fé".

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS DETRATORES DA MAÇONARIA

OS DETRATORES DA MAÇONARIA
Márcio dos Santos Gomes*

À época do recebimento do convite de um dileto amigo para avaliar a possibilidade de entrar para a Ordem Maçônica, creio ter experimentado o mesmo comportamento de inúmeros candidatos que se socorrem, num primeiro momento, da fonte secundária de pesquisas representada pela rede eletrônica mundial de informações à procura de subsídios para fundamentar a decisão que se esboçava ainda com certo grau de insegurança.

Quanto à lisura, honestidade e reputação irrepreensível do portador do convite não me restavam dúvidas. Ademais, a sua condição de Maçom já era do meu conhecimento e suas atitudes já me haviam evidenciado a nobreza do caráter constatado em nossas atividades comuns à frente de um importante Clube de Serviço do qual participamos.

A confirmar as minhas percepções, reforçava ainda este diagnóstico as atitudes de vários outros associados desse mesmo Clube, que também eram Maçons, e vez por outra os surpreendia fazendo um ou outro comentário a respeito de algum assunto “estratégico”, que logo desconversavam ao amparo da metáfora de que havia “goteira” no recinto.

Portanto, a dúvida que me assaltava decorria mais de algum preconceito recôndito, fruto de desinformação ou mesmo de ausência de provocação para instruir-me a respeito do assunto, à míngua de um convite mais retumbante, como o ocorrido em uma segunda e terceira investida desse amigo de sempre.

Pressenti, naquela oportunidade, que a situação exigia uma posição mais assertiva de minha parte e acelerei minhas “pesquisas” sobre a temática, recorrendo a algumas obras de referência. De tudo li um pouco. Contra e a favor. Das mais sublimes loas às mais exaltadas detrações.

Refleti sobre as várias correntes e concluí que era uma busca insólita o conhecimento cabal do mister. Não seria possível entender toda a ritualística, simbolismo e riqueza de conteúdo sem mergulhar no clima e na vivência das dinâmicas que evoluem das sutilezas da literatura e dos estudos filosóficos envolvidos.

Por outro lado, não me pairavam incertezas quanto ao mérito e qualidades exponenciais daqueles companheiros de trabalho voluntários, sempre unidos e vibrantes, quando enalteciam os valores e propósitos da Ordem, no sentido de tornar melhores as pessoas. Concluí, assim, que era uma honra ser o destinatário de tal convite e, apoiado pela esposa, dei o sinal para que os proclamas corressem.

Decisão tomada. Documentação organizada. Diligência realizada. Data agendada. Preparativos tomados. Iniciação concluída. Missão assumida.

Na senda dos estudos e trabalhos encetados veio aquela conclusão que já é comum a quase todos que se aventuram nessa experiência transformadora: por que não comecei um pouco antes? Mas a sabedoria dos Irmãos sempre serve de consolo: “tudo tem a sua hora, o seu momento. Siga o seu caminho, procure a Verdade”!

A partir de então, passamos a nos ver no plural e os estudos sempre despertam novos temas e pesquisas, a princípio orientados pelos Irmãos mais experientes, mas em dado momento nos coloca na vanguarda dos próprios interesses dado o universo que se abre de novas perspectivas, vez que cada Maçom escolhe e desenvolve o seu caminho evolutivo, de forma individual, sem nenhuma interferência da Ordem, não se evidenciando uma busca dirigida da Verdade, por ferir princípio da liberdade de pensamento e do livre arbítrio. O Maçom, como livre pensador, tem compromisso com a livre investigação da Verdade e, nesse contexto, reflete sobre assuntos de vital importância para a compreensão da história.

Quando se abraça uma causa ou ideia parece-nos que se canalizam energias ou despertamos a sensibilidade para vislumbrar as minudências de um determinado ângulo de observação sobre um tema ou objeto de reflexão até então desprezado ou mesmo desconhecido, mas não inédito. E provocações, questionamentos e inquietações em todos os sentidos se apresentam.

Frente a essa escolha, deparei-me com algumas posturas mais combativas de pessoas amigas e mesmo familiares que passaram a questionar-me os motivos de minha adesão à Ordem e que tipo de vantagem tal situação me proporcionaria, considerando-se que não há unanimidade de opiniões favoráveis e sobram comentários às vezes depreciativos ou mesmo curiosidades sobre mistérios acalentados ou cobertos por compromisso de sigilo. Vicejam, ainda, questionamentos ridículos, eivados de má-fé, muitos ao nível de sabotagem, porém, sempre lastreados na ignorância e na incapacidade de entender com clareza conceitos como liberdade de pensamento, busca de conhecimento e livre-arbítrio.

Nesta toada, vale abrir espaço para reportamo-nos aos recorrentes comentários sobre antigos conflitos com a Igreja, à época impeditiva da aproximação das duas instituições, e que somente os mais desinformados não realizaram que tais questiúnculas já foram superadas. As fronteiras estão bem mais claras e as informações bastante democratizadas: a Maçonaria trabalha pelo aperfeiçoamento do homem, com foco na moral e na ética social, e a religião prega a salvação do espírito. A Maçonaria está aberta a qualquer religião, mas exige de seus seguidores a crença em Deus e a condição de justos e de bons costumes. Ademais, os tempos são outros, tanto no aspecto social quanto no legal, não havendo guarida para infantilidades e outro disparates.

No mesmo embalo, sobressai a particularidade de a Maçonaria se constituir em um grupo fechado e eminentemente masculino. O argumento não subsiste ao efeito comparativo de uma empresa, que tem faculdade de selecionar e recrutar seus servidores, e não apenas receber aqueles que se apresentam voluntariamente exigindo uma colocação. Neste caso, é preciso haver um convite e avaliação dos demais membros de uma Loja, que funciona como uma empresa, com todas as obrigações legais decorrentes. No que se refere à característica masculina, trata-se de uma condicionante histórica e se funda nos princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito. Existem diversos outros Ritos, que amparam Lojas Femininas e Mistas, mas que não são amplamente divulgadas, pelo número ainda reduzido e também pela forma discreta de abordagem. E os Ritos são apenas caminhos. A derradeira comparação com o futebol é clássica, pois existem times masculinos e femininos, nos quais a atuação daqueles ainda é mais destacada.

Nessa hora, é decisivo ancorarmo-nos no histórico de vida e da coragem moral sustentada pelos valores e exemplos de realizações que nos precedem e que despertam o respeito e consideração de interlocutores mais afoitos. Nada como honra ilibada, probidade inconteste e o reconhecimento para fazer valer um bom argumento sobre uma boa causa. Aliás, é bom ressaltar que esses se constituem nos condicionantes para o recebimento do convite supramencionado, pois a força da Maçonaria reside na seleção rigorosa de seus integrantes.

Os ensinamentos maçônicos norteiam os estudos e os argumentos necessários a um sólido processo de convencimento, pois proporciona o aprimoramento da tolerância, a compreensão do verdadeiro amor ao próximo e à Pátria, despertando o interesse e exaltando a necessidade de trabalho pela felicidade do gênero humano e à consagração da solidariedade como a primeira das virtudes. O que para uma pessoa não iniciada na Ordem possa ser uma qualidade rara, no Maçom é o cumprimento elementar de um dever.

Nessa seara não se pode olvidar todo o contraditório que acompanha a saga da Maçonaria desde sua organização como entidade operativa nos primórdios da Idade Média e reformulação como especulativa nos anos vinte do Século XVIII. Também não se pode desmerecer a contribuição de destacados Maçons aos grandes e decisivos movimentos da história, combatendo a ignorância, o despotismo, na luta incessante pela liberdade, igualdade e fraternidade, indispensáveis à felicidade e à emancipação progressiva e pacífica da humanidade.

Eventuais argumentos que possam desviar para a existência de segredos ou teorias conspiratórias se revelam mais de cunho preventivo ou de base para reforço de preconceitos, em face de divagações deletérias não combatidas pelos Maçons menos preparados ou mesmo para servir de vantagem comparativa para obreiros ainda imaturos em relação àqueles não iniciados, que somente contribui para reforço argumentativo dos detratores da Ordem.

Esses tão propalados mistérios são fruto de imaginação e se evidenciam com maior ardor por se tratar de dificuldade de se expressar, com palavras, sentimentos inefáveis que emanam das fases de aprimoramento do culto à virtude e combate aos vícios inerentes ao ser humano, que é o escopo a ser perseguido diuturnamente.

Nesse particular, se vislumbra extremamente doloroso falar sobre os próprios defeitos ou fazer o “mea-culpa”, em especial quando se é exigido um comportamento exemplar e este se constitui no esteio do Movimento. Tal dificuldade é enfrentada por diversas instituições, que muita vezes procura acobertar as mazelas de seus representantes mais vistosos, por dificuldade de encontrar os argumentos cabíveis ou mesmo pela proteção decorrente do “espírito de corpo”.

Mas, como se diz no popular “colocar o dedo na ferida” ou apertar “onde dói o calo” é condição sine qua non para reverter esses antagonismos. Reconhecer que aqueles vícios tão combatidos, como a vaidade, o orgulho arrogante, a prepotência, a soberba, a negligência, dentre outros menores, são comuns entre vários apologistas e seguidores da Ordem, é o passo inicial para seguimento dos princípios de uma severa moral. Cavar masmorras bem profundas para enterrá-los definitivamente exige o exercício daquela dose de sacrifício necessária ao cumprimento dos deveres que elevam o homem aos próprios olhos e o torna digno de sua missão sobre a Terra.

E é sempre pelo ideal, e só por ele, que os Maçons se sacrificam sob pena de se tornarem traidores dos compromissos assumidos de devotamento e de obediência aos princípios de uma severa moral. Para isso se apoiam no lema:

“A sabedoria não está em castigar os erros, mas em procurar-lhes as causas e afastá-las.”

É forçoso reconhecer que em várias situações “o inimigo mora ao lado” e não precisamos procurar ao longe para identificar as causas de muitos dos problemas enfrentados no cotidiano das Lojas. Como ocorre em várias empresas, a falha, na maioria das vezes, se situa no recrutamento e seleção dos candidatos. Daí a importância da observação e cautela nas diligências encetadas para aquilatar o grau de qualificação e valores demonstrados pelos possíveis interessados. Qualquer procedimento mais sumário de escolha, com vistas a manter ou repor os quadros de uma Loja, pode redundar em danos irreversíveis, decorrentes do comprometimento dos valores tão caros à Ordem, facultando a entrada de pessoas despreparadas ou em busca de vantagens pessoais.

Tal cenário tende a se consumar em face de comprometimento da continuidade das Lojas, pela falta de reposição planejada dos obreiros, da canibalização entre as Lojas, de ausência de medidas de retenção daqueles que se iniciam ou no descuido com o clima de permanente busca do crescimento, redundando na perda de interesse ou mesmo de deturpação dos mesmos, ou da famigerada acomodação à ritualística, pela falta de aprofundamento nos estudos assinalados.

O sucesso e o fortalecimento das colunas de sustentação de uma Loja demandam de seus dirigentes ações no sentido de identificar, preparar e manter reserva de obreiros prontos a assumir os cargos em qualquer situação imprevista. Para tal fim, torna-se de bom alvitre aproveitar as eventuais ausências dos oficiais para fazer rodízio de treinamento dentre aqueles são ocupantes de cargos, mesmo que visitantes, uma vez que a condição de Maçom vinculado a uma Loja é apenas para fins de organização burocrática, considerando-se que a condição de pertencer à Ordem é pré-requisito para atuar em qualquer célula, quando regularmente atuante.

Não é de todo descabido afirmar que a falta de quadros para suprir cargos, notadamente em sessões de iniciação, elevação e exaltação pode ser considerado um ponto fraco a ser combatido com urgência, vislumbrando-se horizontes de comprometimento de continuidade dos trabalhos e possibilidade e tombamento das colunas de sustentação da Loja.

Obreiros motivados, que têm oportunidade de contribuir na ritualística em Loja, que se esmeram em apresentar trabalhos no “Quarto-de-Hora de Estudos” são o sustentáculo da Ordem, pois são estes que, na maioria das vezes, apresentam candidatos movidos pelos mesmos sentimentos de crescimento e diferenciação na vida pessoal demonstrado pelos Maçons ativos e cidadãos exemplares no seu convívio social e profissional. Importa destacar que, à medida que o obreiro se aperfeiçoa, ganham seus familiares, colegas de trabalho e amigos.

Despiciendo citar-se teóricos da administração moderna para concluir-se que dos Veneráveis Mestres se demanda a mesma habilidade necessária a um coach (treinador) do mundo esportivo, no sentido de incentivar e ajudar os obreiros a desenvolver atitudes e habilidades de gestão para aumentar a eficiência e efetividade dos trabalhos sob sua tutela.

Nessas condições, com a devida vênia, podemos deduzir que os detratores não estão todos lá fora, podendo estar sorrateiramente ancorados entre as colunas de uma Loja, disputando cargos e criando “panelinhas”, conspirando contra aqueles atuantes e bem intencionados. Isso, sem aprofundarmos na desmoralização causada por aqueles que não se portam como exemplos de cidadania, chefes de família, ou mesmo que destacam por um ou outro vício repreensível, que mancha a honra própria e respinga nos outros Irmãos. Nesse ponto a Maçonaria sabe cortar na carne. Mas é tema para outro trabalho.

Finalmente, é pacífico o entendimento de que temos parcela de culpa fundada em posturas de acomodação ou desinteresse de muitos dirigentes que não pensam a longo prazo e se mostram omissos à frente dos ideais e desafios lançados pelos nossos geniais antecessores, que se sacrificaram por visões e forjaram as bases desse magnífico movimento de construção permanente do Templo Moral das Virtudes representado pela Maçonaria Especulativa.

*Márcio dos Santos Gomes

Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras e, para nossa alegria, também um colaborador do blog.

Fonte: opontodentrodocirculo

terça-feira, 16 de março de 2021

PORTA DE EMERGÊNCIA

PORTA DE EMERGÊNCIA
(republicação)

Em 05/03/2017 o Respeitável Irmão Arilton Barreiros de Souza, Loja Cidade Azul, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Cataria, pelo meu blog, formula a seguinte questão: http://pedro-juk.webnode.com/

PORTA DE EMERGÊNCIA

Minha questão; Recentemente o Corpo de Bombeiros para nos ceder o Alvará esteve vistoriando nosso templo. Foi nos exigida à abertura de outra porta que seria de emergência. Pergunto: nosso ritual diz que o templo tem apenas uma porta. O que fazer então? Agradeço e espero em breve tê-lo em nossa cidade para um encontro com os irmãos. Já conversei com você a respeito.

CONSIDERAÇÕES:

Isso realmente tem acontecido e tem causado um choque entre o uso do espaço de trabalho maçônico e a legislação que envolve a prevenção de incêndios e vias de abandono previsto pelo Código do Corpo de Bombeiros.

Entendo que nada impede que seja feita adaptação desde que essa saída de emergência se mantenha sempre fechada durante os trabalhos, sendo só utilizada se porventura ocorrer algum sinistro. De modo prático isso não fere o ritual, mas atende uma exigência legal exarada das leis do município onde se situa a Loja. Ademais não há simbolismo que ultrapasse o valor da segurança de uma vida humana, lembrando ainda que é nossa obrigação cumprir as leis constituídas e observar o progresso da ciência e das artes.

Tudo é uma questão de bom senso. No caso dessa passagem ela deve ser adaptada conforme regra aprovada pelas autoridades competentes (largura, sentido de abertura, etc.). Obviamente que no estudo para adaptação dessa saída emergencial há que se considerar a previsão dessa passagem emergencial sem ferir a decoração do Templo – isso é possível desde que o projeto seja elaborado por profissional da área sem a interferência dos palpiteiros.

É oportuno mencionar sobre as Lojas que estejam elaborando projeto arquitetônico para a construção de um Templo, atentem para esse detalhe. Isso previne adaptações e reformas futuras.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PITÁGORAS

PITÁGORAS
Ir∴ Daniel Louzada, A∴M∴

Vida e Legados de Pitágoras de Samos (569 – 497/6 A.C.)

A Maçonaria incorpora em seus ensinamentos um verdadeiro compêndio de outras sociedades, ordens, religiões e escolas iniciáticas. Neste trabalho abordaremos um dos personagens mais importantes na fundamentação da filosofia, simbologia geométrica, arquitetura e rituais da maçonaria. A vida e legados de Pitágoras.

Conhecido no mundo profano pelas suas contribuições na área da aritmética – Neste aspecto temos o teorema que leva o seu próprio nome - Pitágoras foi um dos maiores filósofos que o mundo já conheceu. Muito injustiçado e caçado pela história, Pitágoras foi o fundador da mais influente escola iniciática da Grécia antiga. Tal escola fundamentou a filosofia grega que, por conseguinte, foi a base da ATUAL filosofia ocidental. A própria palavra filosofia teve sua origem em Pitágoras (amor à sabedoria).

Os estudos sobre sua vida são muito questionáveis quanto à veracidade dos fatos que foram desvirtuados nos diversos períodos da história da humanidade. Como causas, podemos destacar:

Perseguições em vida: Seus seguidores foram perseguidos por questões políticas e filosóficas. Sua escola foi destruída e queimada por uma revolta popular provocada por um desertor da própria escola. Como era uma organização fechada e com votos de silêncio, muitos estudos foram perdidos nesta revolta.

Mistificação: Após a sua morte, existiu um período de verdadeira adoração e exaltação à figura de Pitágoras. Por conta disso, os relatos sobre a sua vida descritos neste período não são confiáveis;

Catolicismo: No apogeu da igreja católica, se destruía qualquer imagem que pudesse competir com Jesus Cristo. Devido a sua crença, relevância e irreverência, Pitágoras foi muito atacado neste período;

Academicismo: Pitágoras foi uma figura desconfortável devido aos extremos de seus ensinamentos - associação entre erudição, razão, esoterismo, lógica, ciência, religião, multidimensionalidade, multiexistencialidade, física, matemática, parapsiquismo e etc... Poucos conseguem realmente alcançar estes extremos.

SUA VIDA

Pitágoras nasceu na ilha de Samos na Grécia, no leste do mar Egeu (povoado jônico). Seu pai era um rico mercante e a sua mãe uma sacerdotisa seguidora da doutrina do Templo de Delfos. Ela foi a grande incentivadora de seus estudos.

Pitágoras estudou até os 18 anos em SAMOS, depois iniciou uma série de viagens pelo mundo estudando as culturas, filosofias, engenharia e etc... Na Itália, foi influenciado por Tales de Mileto (conhecido como o primeiro filósofo da história) - onde aprendeu física e lógica; Foi para o Egito - por recomendação do próprio tirano de Samos que era íntimo do Faraó – Durante um período de aproximadamente 20 anos, Pitágoras estudou profundamente a cultura milenar egípcia. – Considerado o primeiro grego a dominar a escrita hieroglífica egípcia e aprofundou seus estudos em geometria.

Foi levado para Babilônia como prisioneiro de guerra após a invasão do império Persa ao Egito. Época onde a Babilônia era o centro da cultura mundial. Pitágoras teve acesso a outras diversas culturas, dentre elas a hindu e a chinesa. Aprofundou seus estudos em numerologia e aritmética, foi iniciado em magia persa pelos magos Zoroastros, teve sua base da teoria musical, aprendeu sobre utilização de drogas e etc... Após 8 anos, regressou para Grécia autorizado pelo imperador Persa.

Na Grécia, viajou por mais dois anos se atualizando e estudando pelos diversos templos Gregos. Na cidade CROTONA - Itália, fundou e estruturou a sua escola. Considerada por muitos a primeira universidade mundo.

ESCOLA PITAGÓRICA

A escola se diferenciava das outras por não focar na atividade física, lutas e esportes; e sim na atividade intelectual e no incentivo a amizade. Assim, poderia selecionar o futuro iniciado para ensinar a doutrina esotérica juntamente com á educação moral.

O ritual de iniciação era inspirado na iniciação Egípcia, com a prova do fogo e da água (hoje mencionadas na iniciação maçônica). O candidato deveria passar uma noite numa caverna rodeado de imagens fúnebres. Como na Maçonaria, este seria o momento de meditação e reflexão sobre a sua vida e passagem pela terra. Depois o candidato era colocado nu em um quarto pequeno com um quadro que continha um símbolo geométrico, perguntava-se sobre a relação do símbolo com o Universo. Enquanto o candidato passava horas para decifrar, outros iniciados o insultavam e o rebaixavam, esperando um revide, o qual seria decisivo para sua eliminação. Nada se da através da força ou ignorância. O objetivo era simplesmente estudar o comportamento e o temperamento do candidato. Após o ingresso do iniciado na escola, ele teria um longo caminho pela frente dividido em três graus iniciáticos.

Primeiro Grau Iniciático – A PREPARAÇÃO.

O iniciados eram chamados de Acústicos, eram submetidos à regra de total silencio. O real objetivo era conhecer pela observação os pilares da vida visto pelo prisma da doutrina pitagórica (educação, bons costumes, ética, virtudes, disciplina, autocontrole e obediência). Etapa onde era polido o temperamento e o comportamento do iniciado. Desse modo, vencer suas paixões era o seu primeiro dever. Aquele que não fez de seu próprio ser uma harmonia não pode refletir a harmonia Divina.

Segundo Grau Iniciático – PURIFICAÇÃO MAIS PROFUNDA.

Fase onde os estudos pitagóricos se iniciavam. Pitágoras chamava os iniciados de matemáticos, diferentemente do nosso conceito atual, significava aquele que tudo estuda. Para eles, os números não eram considerados meras quantidades abstratas, mas uma virtude intrínseca A Um ser supremo, A Deus, A harmonia. Assim, Pitágoras traduzia o Verbo Sagrado de Deus através de virtudes correlacionadas a números. Mais uma vez, podemos destacar como a A Maç:. absorveu a doutrina pitagórica:

O Número 1 - UNO, O Eterno, O Deus Único e Supremo;

O Número 2 - A dualidade incompreendida pela dúvida, mas que também reflete ao Homem-Mulher (o amor), Espírito- Matéria, Céu-Terra;

O Número 3 – Seria considerado o primeiro número real. Simboliza as 3 dimensões; A tríade a qual é composta qualquer objeto Universal (Corpo- Alma-Espírito; Homem-Mulher-Filho);

O Número 4 – Simbolizava corpos sólidos, A composição da Tríade com o sopro divino da vontade. Estes eram os principais números onde 1 + 2 + 3 + 4 = 10. A Perfeição.

O Terceiro Grau Iniciático – PERFEIÇÃO:

A perfeição Pitagórica trata-se principalmente da evolução material e espiritual. Compreensão do Universo através dos dois pontos extremos, o físico e o espiritual. Assim, nós deveríamos evoluir primeiro do ponto de vista material, conhecendo a si próprio e o Universo ao redor; os elementos básicos, os astros e as leis terrestres. O Importante, é que Pitágoras proporcionava aos mestres a evolução terrestre para que vislumbrem uma evolução espiritual, com ênfase no pós-morte.

CONCLUSÃO

Portanto, seus estudos vão muito além do que o magnífico teorema matemático. Pitágoras usava os números e a razão para explicar o espiritual, o esotérico, a vida, os cosmos e existência do G.A.D.U. Seus estudos são tão diversificados quanto à grandeza de cada uma de suas descobertas. Contudo, para concluir o trabalho, citarei alguns “Pensamentos Pitagóricos” que continuam tão atuais quanto no período em que foram concebidos:

• Educai as crianças e não será preciso punir os homens.
• Não é livre quem não obteve domínio sobre si.
• Pensem o que quiserem de ti; faça aquilo que te parece justo.
• O que fala semeia; o que escuta recolhe.
• Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.
• Todas as coisas são números.
• A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.
• A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.
• A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e sai-se.
• A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la tornando-se filósofos.
• Anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las.

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

segunda-feira, 15 de março de 2021

USO DO MALHETE

USO DO MALHETE
(republicação)

Em 05/03/2017 o Irmão Rubem Carvalho Maia, Loja União Planaltinense, 3854, REAA, GOB-DF, Oriente de Planaltina, Brasília, DF, solicita esclarecimento para a dúvida seguinte através do meu blog: http://pedro-juk.webnode.com/

USO DO MALHETE.

Estou no grau de Aprendiz e pretendo fazer um trabalho sobre o uso do Malhete. Surgiu-me um questionamento:

Tanto do início quanto ao final dos trabalhos o Venerável e os Vigilantes batem o Malhete por 03 vezes totalizando 09 batidas cadenciadas e harmônicas. Qual o sentido dessas batidas harmônicas e o porquê disso? Se tiver algum material de consulta também agradeço irmandade.

CONSIDERAÇÃO:

As pancadas por ocasião da abertura e encerramento correspondem à bateria do Grau, nesse caso a do Aprendiz. Ritualisticamente ela é dada no Oriente, no extremo do Ocidente e ao Meio-Dia por cada uma das Luzes da Loja, ou as Luzes Menores que são os dirigentes do canteiro.

Quanto à totalidade do número das percussões, a questão aqui não é a soma das percussões emitidas pelas Luzes, mas o seu número de pancadas percutidas por cada titular do malhete.

Em Loja de Aprendiz, o grupo de três pancadas significa a unidade ternária (objeto de estudo do primeiro grau) e corresponde a sua idade simbólica - T.'. AA.'.

No que diz respeito ao ritmo e intensidade das percussões, esses nada mais são do que atitude para dar uniformidade (harmonia) a essa prática ritualística.

Desafortunadamente muitos tratadistas tendenciosos ainda insistem em ver nas percussões dos malhetes motivos para manifestações de ocultismo e outras coisas do gênero. Ora, isso é mera bobagem perpetrada por quem ainda não aprendeu que a Maçonaria não é palco para proselitismos e revelações de credos pessoais.

Se despindo dessas especulações, o malhete é um pequeno malho, geralmente de madeira, do qual se sevem os Veneráveis das Lojas para a direção dos trabalhos maçônicos. Utilizados tanto pelo Venerável como pelos Vigilantes, eles servem tanto para chamar a atenção para um comunicado (um golpe de malhete), quanto para dar as baterias simbólicas pertinentes aos Graus de trabalhos da Loja.

Figuradamente, o malhete é o símbolo da autoridade, daí a sua relação com o Venerável e os Vigilantes atendendo a um Landmark imemorial da Ordem – uma Loja será sempre dirigida por três Luzes.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

ESTRELA FLAMÍGERA

ESTRELA FLAMÍGERA
Ir∴ Antonio Jorge dos Santos Ramos

O dicionário Ilustrado de Maçonaria do Autor Sebastião Dodel dos Santos, define a Estrela Flamígera como: “Uma estrela de cinco pontas cuja simbologia está ligada ao culto dos números sagrados, em que era estudada apenas do ponto de vista da geometria. Da escola pitagórica passou à simbologia dos maçons construtores. Sua denominação “ Estrela de cinco Pontas” deve-se aos membros de uma seita gnóstica do século II, em que a serpente simbolizava o Messias. Os participantes da seita denominavam-se Ofitas. Para designar o microcosmo face ao macrocosmo, os gnósticos ainda deram à estrela o nome de “ Pentagrama”, figurada no homem em pé , sendo que a cabeça é a ponta superior, os braços as pontas laterais e os pés as pontas inferiores.

A ignorância de uns e a maldade de outros fizeram acreditar que a figura estrelada aqui citada quando colocada em posição inversa, isto é, de cabeça para baixo, significa a desordem, a loucura, o mal, pois assim agiam os adeptos da magia negra. Dando expansão às suas torpezas, os maldosos centravam a figura com a cabeça de bode, transformando – a num emblema grosseiro e significativo de baixas atitudes. Daí falarem em “bode preto”, em “Baphomet” e em outras tolices só concebíveis pela insânia de que estão possuídos tais detratores. A Estrela Flamígera é o emblema que marca o companheirismo, o astro que deve iluminar a Loja do Grau 2 (dois).”

Como se sabe, e nunca é demais repetir, toda a ritualística do Segundo Grau gira em torno da Letra G, da Estrela Flamígera e do Número 5.

Os rituais das diversas obediências ensinam que a Estrela Flamígera é o símbolo do Companheiro por que:

“O Companheiro é chamado a tornar-se um foco ardente, uma fonte de luz e calor. A generosidade de seus sentimentos deve incitá-lo ao devotamento sem reservas, mas com o discernimento de uma inteligência verdadeiramente esclarecida, porque está aberta a todas as compreensões”.

A Estrela Flamígera que ilumina a Loja representa o Sol que clareia o mundo físico, a ciência que resplandece sobre o mundo intelectual e a Filosofia Maçônica que ilumina o mundo moral.

Chegado ao quinto degrau de sua simbólica ascensão, o Iniciado adquire aquela iluminação ou visão espiritual, que faz dele um epopta (Entre os gregos, o iniciado nos mistérios de Elêusis (Ceres)) ou vidente e o capacita para discernir a Estrela Flamígera que brilha diante e por cima de si mesmo, na parte mais íntima de seu ser.

Esta Luz Ideal, proveniente de seu Ser Espiritual o ilumina agora com toda claridade e guia com acerto seus passos no Caminho do Progresso, que o converterá em "mais que homem", em verdadeiro Mestre em toda a extensão da palavra.

A Estrela (emblema do homem perfeito ou do Arquétipo Divino do Homem, do verdadeiro Filho de Deus feito ou emanado diretamente DELE e, por conseguinte, a sua imagem e semelhança) tem cinco pontas, que correspondem aos quatro elementos e à quintessência, ou seja, dos metais ordinários ou faculdades comuns do homem: o chumbo de seus instintos materiais, o estanho de sua compostura vital, o cobre de seus desejos e o ferro de sua têmpera, aos quais se une o mercúrio filosófico da Inteligência Soberana, que a tudo amalgama e domina.

Representa em si aquele místico pentagrama que foi escolhido pelos Magos como símbolo do Poder Soberano do Iniciado, ante o qual toda a natureza se inclina e obedece, reconhecendo aquela Imagem Divina que, refletindo a Verdade e a Nobreza, faz fluir longe de si, com apenas sua presença, todos os demônios dos preconceitos e dos enganos, dos instintos e das paixões.

Quando a maçonaria quer que a pedra bruta se transforme em pedra cúbica, ela está lembrando ao iniciado que ele deve manter uma luta progressiva e sem tréguas pelo domínio de si mesmo, colocando o próprio ego sobre o mais absoluto controle.

Que o Companheiro ao fitar a Estrela Hominal se lembre que quando conseguirmos o controle total sobre nós mesmos tornamo-nos inteiramente livres e responsáveis e estamos realmente preparados para o exercício da arte real. Isto é difícil de ser alcançado, daí a necessidade de que a luta seja diuturna e sem esmorecimentos.

Leibniz, filósofo que viveu no Século XVIII, já dizia: “Só Deus é perfeitamente livre; as criaturas o serão, mais ou menos, na medida em que se coloque acima das paixões”.

O Pentagrama pode comportar, simbolicamente, várias interpretações, todavia, e antes de mais nada, ele representa a luz da inteligência que nos faz enxergar os problemas interiores e os meios para enfrentá-los, e, por vezes corrigi-los ou vencê-los.

Para o Maçom, a Estrela Flamígera constitui o emblema do gênio que eleva a alma para a realização das supremas tarefas, ela também simboliza a “Estrada Luminosa” da Maçonaria, a luz que ilumina os discípulos, o símbolo dos livres pensadores, a eterna vigilância e a proteção objetiva do G∴ A∴ D∴U∴ .

O conteúdo falando sobre a Estrela Flamígera é muito extenso e variado, sendo necessário não um trabalho, mas provavelmente uma monografia ou artigo científico para falar sobre todas as suas vertentes.

Referências:

O que fica de ensinamento deste trabalho é que na escada do aprendizado maçônico, não devemos ter a certeza do significado de algum símbolo, mas sim tirar proveito do que melhor nos enobreça a mente e a alma.

- Ritual de Companheiro – Rito Escocês Antigo e Aceito – GLMSE - Fev-2018. - Manual de Companheiro – ALDO LAVAGNINI (MAGISTER)
- José Castelani e Raimundo Rodrigues – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda.
- https://focoartereal.blogspot.com/2014/10/estrela-flamejante.html
- CAMINO, Rizzardo da. Introdução à Maçonaria.
- Santos, Sebastião Dodel – Dicionário Ilustrado de Maçonaria – Ed. Essinger.

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

domingo, 14 de março de 2021

ASSINATURAS NO LIVRO DE PRESENÇAS

O Poderoso Irmão Derildo Martins da Costa, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-ES, Oriente de Vitória, Estado do Espírito Santo, me apresenta as questões seguintes.

ASSINATURAS NO LIVRO DE PRESENÇAS

Eminente e estimado irmão Pedro Juk, preciso do seu socorro para me ajudar a esclarecer algumas questões que não encontrei na legislação. Por favor, veja o que você pode me ajudar:

1. O Ir∴ Chanceler leva o Livro de Presenças ao Venerável Mestre e ele assina “fechando” a folha de presença do livro. O livro de visitantes é também “fechado” pelo Venerável?

2. Se sim, estando presente o Grão-Mestre, este “fecha” também o livro de visitantes?

3. Sobre cartões de visitantes (certificado de presença): O cartão tem de ser devolvido ao Irmão após os registros pelo chanceler?

Desde já agradeço a atenção que sempre obtive do irmão.

COMENTÁRIOS:

Seguem meus apontamentos, não laudatórios, baseados naquilo que eu penso a respeito. Esse conteúdo é fruto da minha opinião, portanto ela pode ser contestada por quem de direito que milite no campo das questões legais.

De tal modo, meus comentários se baseiam em usos e costumes, não obstante outras particularidades que eventualmente um rito possa possuir.

Vamos aos comentários:

Concernente ao item 01, o que é consagrado é o costume de que o Venerável Mestre encerre o rol do livro de presenças dos Irmãos do quadro da Loja. Quanto ao livro dos visitantes, eu desconheço qualquer regra a respeito. Entendo que não existem duas assinaturas para comprovar a presença de alguém na mesma sessão de uma Loja. Ao Venerável, como dirigente dos trabalhos, cabe assinar por último fechando a lista de presenças da Loja. Depois do Venerável ninguém deve assinar o livro do quadro, até porque essa prática revela um ato de segurança contra qualquer acréscimo ou alteração indevida.

No que diz respeito ao item 02, o Grão-Mestre só encerra o rol de presenças se porventura tenha sido ele o dirigente dos trabalhos. O mais recomendável, no caso de o Grão-Mestre estar presente e não dirigindo os trabalhos, é que ele assine imediatamente antes do Venerável (penúltimo), destacando-lhe essa formalidade porque tradicionalmente ele é o Grão-Mestre de todas as Lojas da sua jurisdição. Se o Grão-Mestre preferir assinar o livro dos visitantes, essa é uma opção dele, desde que assine apenas um dos livros. Nesse caso, desconheço qualquer regra de que necessariamente deva ser ele quem encerra o rol no livro dos visitantes. Entendo que o costume consagrado é o de que quem encerra o livro de presenças do quadro é aquele que na oportunidade estiver detendo o primeiro malhete da oficina (dirigindo os trabalhos).

No tocante aos cartões certificados de presença, depois de decifrado o mais comum é que o mesmo fique arquivado na Loja junto ao dossiê do Irmão. Não existe razão para devolvê-lo.

É recomendável que o Secretário, ao final, depois de todos já terem assinado, inulize as linhas em branco que sobraram na página.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ABOBADA DE AÇO

Abobada de Aço, também conhecida como “Abobada de Espadas” é, no Rito Escocês Antigo e Aceito, a fileira (cobertura) de honra formada por uma série de espadas erguidas e cruzadas sobre a cabeça de um dignitário, acompanhado de palmas e/ou “malhetes batendo”, quando de sua entrada no Templo Maçônico, para participar de uma Loja. Esse costume não é de origem maçônica. Foi introduzido no século XVIII, imitando cerimonial de certas Ordens nobres militares da Cavalaria

O seu caráter militar inspira-se no costume, quando do casamento de um oficial, de formar uma abobada de espadas acima do casal na saída da igreja (Alec Mellor).

A “Abobada de Aço” tem um simbolismo eloqüente. Por ela, os Maçons indicam que põem a sua força e serviço de quem honram com este cerimonial e o teto formado pelas espadas cruzadas simboliza a proteção oferecida (Nicola Aslan).

Devo lembrar, como complementação, que o Pavilhão Nacional é a maior autoridade dentro de uma Loja Maçônica, mas não devemos, jamais, formar a Abobada de Aço.

A Bandeira Nacional tem presença obrigatória nos Templos Maçônicos em todas as Sessões Magnas. (Art. 1º - Dec. nº 0084 de 19/11/97 - GOB) e, portanto, devemos lhe prestar as honras previstas em nossa legislação.

O Pavilhão Nacional será introduzido no recinto do Templo, após a entrada da mais alta autoridade Maçônica presente à Sessão. Após o ingresso da Bandeira, ninguém mais entrará com formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral.

De acordo com RGF – GOB, a Bandeira será recebida por uma Comissão composta de 13 (treze) IIr.∴M.'.MM∴, armados de Espadas e munidos de Estrelas (vide pílula nº112), e de uma Guarda de Honra, munida de Espadas, de três membros.

Estando tudo devidamente preparado, o M∴CCer∴ faz com que primeiramente entre a Comissão de treze membros, em fila dupla, ficando sete ao Norte e seis ao Sul, parados e voltados para o eixo central do Templo, à Ordem (espada no punho direito, na altura da cintura, ponta para cima), e Estrela na mão esquerda.

Após a execução do Hino Nacional, a Comissão de recepção ao Pavilhão, deverá fazer “Continência com a Espada” para a passagem da Bandeira. Essa continência é feita apontando a espada para baixo, do lado direito do corpo, formando um angulo de 45º em prolongamento com o braço direito, voltando o olhar para a Bandeira.

Após o término do Hino Nacional, o Porta. Bandeira , sempre com a Bandeira na posição vertical, rompe a marcha com sua guarda. A Comissão de treze membros deverá acompanhar com o olhar, a passagem da Bandeira, e quando esta passar pelo último membro, todos ao mesmo tempo, voltam à Ordem com a espada.

M∴I∴Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

A PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA

A PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA
Autor: José Valdeci de Souza Martins[i]

A definição de TOLERÂNCIA no Novo Dicionário Aurélio é em parte como segue "... subst. 1. Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. 2. Diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão."

Neste meu artigo maçônico, não se trata de discutir a tolerância como tal, já que a tolerância é um pequeno desvio do padrão por definição.

Em uma solene sessão ritualística maçônica, nunca me esqueci das sabias palavras do Irmão Jordão Abreu da Silva Junior Grão Mestre da Mui Respeitável Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul – GLEMS - sobre o tema acima nominado: "A Tolerância tem como limite a estupidez". Afinal, nesta Sessão Ritualística, os que participaram, com certeza tiveram uma reflexão do seu quê de enriquecedor.

Sem duvidas alguma a ausência da TOLERÂNCIA, tem sido um dos motivos que tem posto os homens a aderir mais ao brilho dos estopins dos canhões e do deflagrar das munições do que o brilho do olho do próximo. Às vezes, como uma só palavra derrubamos todo um edifício, assim como nos ensina o Livro da Lei em Tiago - a intolerância vem do agir impensável da língua.

Tolerância, estas dez letras está em falta no mundo. Desde pequenos somos ensinados a vê sô uma verdade ninguém nos ensina a ouvir e meditar sobre o que outras pessoas pensam. Se todos fizéssemos nossa "MORAL DA HISTÓRIA", o Mundo seria mais FRATERNO e os Homens mais TOLERANTES.

Tolerância é respeito, aceitação é o apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. Portanto, a tolerância é sinal de que se está aberto às novidades. Boas ou ruins.

Diria até, que as novidades desagradáveis são enriquecedoras se encaradas sem paixão.

Com a tolerância, devemos ter a seguinte diferenciação entre “o remédio e o veneno” e chegarmos à conclusão que a diferença é a dose. Creio que o mesmo se aplica a tolerância, na dose certa é uma boa virtude para se chegar onde se quer inclusive em todos os caminhos que queremos percorrer, onde aliada a atitude produz o equilíbrio. Quanto às mudanças, nada irá reprimi-las, pois a mudança tem força própria e nunca se pode deter. O dinamismo é sempre maravilhoso e com certeza as novas implementações acontecerão e trarão oportunidades e amadurecimento onde quer que estejamos, assim, a resistência inicial será sempre superada.

Infelizmente, ninguém tolera esse tipo de acontecimento por princípio. A maioria foi educada para ignorar o acontecimento momentâneo (quando algo pode ser feito) e depois, quando o mesmo é colocado no imaginário geral, surge à culpa que precisa ser descarregada com seus devidos custos e conseqüências.

Não quero com isso dizer que os desvios (tolerância) não sejam relevantes, mas devemos ter em mente, que só o tempo achará preceitos para se discutir um tema tão relevante.

Talvez, a reedificação da tolerância se dê devido à enorme dificuldade que a maioria de nós tem de vislumbrar o cultural como algo contingente e extremamente moldado historicamente. Ao esquecer esse “pequeno detalhe” passa-se a tolerar certos “eventos” sociais por se crer que não há maneira deles serem diferentes, tolera-se então… os resultados por vezes podem ser positivos ou negativos!

[i] Valdeci Martins-M.’.M.’., Membro da ARLS Ordem e Progresso nº 25 – GLEMS
Bacharel em Adm. de Empresas.
Graduado e Pós-Graduado em Estudos de Política e Estratégia pela UCDB/ADESG, XXI CEPE. E-mail: valdeci3pontocom@gmail.com Site: www.valdecimartins.com.br

Fonte: http://filhosdehiran.blogspot.com

sábado, 13 de março de 2021

ESTRUTURA BÍBLICA E A MAÇONARIA

ESTRUTURA BÍBLICA E A MAÇONARIA
(republicação)

Em 05/03/2017 o Respeitável Irmão Wesley Pereira dos Santos, Loja Virtus et Labor, Trabalho de Emulação, GOB-PR, Oriente de Maringá, Estado do Paraná, formula seguinte questão através do meu blog: http://pedro-juk.webnode.com/

MAÇONARIA E ESTRUTURA BÍBLICA

Iniciei na instituição em 1978, e sempre ouvi dos doutos veneráveis a seguinte afirmação, que o Livro Sagrado da Maçonaria é a Bíblia. E que sempre o juramento do iniciado e ao galgar os graus é feito com a mão direita sobre a bíblia. Até ai tudo certo. Mas afirmam também que o juramento pode ser feito sobre qualquer outro livro respeitando a religião ou a fé do iniciado. Na historia da maçonaria, e muitos de seus graus são baseados na construção do templo de Salomão que é simplesmente uma lenda judaica, A Palavra de Passe do Grau de Companheiro foi retirada das Sagradas Escrituras, mais propriamente do Velho Testamento, Livro dos Juízes – Cap. 12. Outro exemplo cito Jaquim e Boaz origina da narrativa bíblica do Templo do Rei Salomão.....etc. etc.

Alguns graus filosóficos são graus com temas essencialmente cristãos, e cito como exemplo o grau 18, inteiramente cristianizado e a obrigatoriedade de ele ter que ser realizado nas quintas-feiras santas, no horário em que Jesus teria realizado a sua última ceia com seus discípulos. Essa tradição denota a inspiração cristã do grau, no sentido de que essa simbologia evoca um rito de passagem muito caro aos cristãos, que é a Santa Ceia. E não faltam outros exemplos; Escada de Jacó, Assim se toda filosofia maçônica é baseada na construção do templo de Salomão, como pode uma profano adepto do Islamismo vai seguir a filosofia maçônica que é toda judaica por essência. Por ultimo onde esta escrita que o individuo pode fazer o juramento sobre o alcorão ou qualquer outro livro religioso

CONSIDERAÇÕES:

PAINÉIS E TAPETES