A CHAMADA RITUAL
É assim denominado o ato de bater à porta do templo; cada grau possui distintos para identificação. Aqui chamamos a atenção de que apenas o Mestre de Cerimônia tem essa prerrogativa de bater á porta do tempo. No caso de um retardatário ( que a rigor não há), ele dará as batidas convencionais, mas a porta não lhe será aberta; é necessário que o Mestre de Cerimônias, devidamente autorizado, saia do templo, para depois retornar às batidas, pois ninguém pode adentrar um vez iniciados os trabalhos, para que a harmonia dos mesmos não venha a ser quebrada.
Essa prática vem do Cristianismo, pois o Mestre dos mestres dissera: "batei e abrir-se-vos-á", porém no sentido de que só ele, o Cristo, poderá fazê-lo. Como disse mais tarde o apóstolo São Paulo: "Cristo é quem bate em mim", ou seja, é o espírito santo em cada um que poderá bater às portas do reino dos céus.
Essa prática é profundamente esotérica, e a Maçonaria prima na observância desses preceitos.
Para que o maçom possa "bater" à porta de seu templo interno, deve invocar a presença crística, pois só cristo o poderá fazer.
O assunto é profundo, mas sempre aceito para a meditação de quão amplo é o sentido cristão em cada ser.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 92.
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