Amados Irmãos
Entre os degraus simbólicos e os filosóficos, há um caminho que nem sempre é percorrido com sabedoria. Muitas vezes, o erro não está nos graus, mas no coração de quem os carrega. Porque um título pode elevar na hierarquia, mas é a conduta que exalta o espírito.
Os graus simbólicos, são a fundação da Ordem. Sem eles, nada se sustenta. São o chão da obra, o esquadro e o compasso em ação. Neles aprendemos a desbastar a pedra bruta, a levantar colunas com retidão, e a medir nossas ações diante da balança da consciência.
Muitos Irmãos, e aqui vale honrá-los, optaram por permanecer no Simbólico não por limitação, mas por sabedoria. Tornaram-se eruditos do essencial, mestres do silêncio e da palavra certa, guardiões do templo interior. Estes, mesmo sem vestes filosóficas, dominam conhecimentos profundos que alguns apenas ouviram nos graus superiores.
Esses obreiros não precisam subir degraus externos, pois mergulharam nos abismos internos. Seu saber é discreto, mas resplandece. Não ostentam títulos, mas sustentam colunas. Não brilham por insígnias, mas pela luz que carregam.
Por outro lado, os graus filosóficos, quando bem compreendidos, são fontes de grande elevação, ampliam perspectivas, conectam a Ordem ao mundo das ideias universais. São preciosos, sim, e devem ser trilhados com reverência. Mas jamais com arrogância. Porque quem esquece os três primeiros degraus, tropeça mesmo no topo.
Que fique claro: não há divisão entre os Irmãos. Somos todos operários da mesma Obra. O que muda é a ferramenta que cada um segura nas mãos.
Não é o grau que santifica o homem. É o homem que dignifica o grau.
O verdadeiro maçom, seja no Simbólico ou no Filosófico, sabe que a única elevação que importa é aquela que aproxima o coração do Grande Arquiteto do Universo.
Que possamos, cada um de nós, ser templos vivos de humildade, sabedoria e serviço. E que nossos passos, simbólicos ou filosóficos, sempre nos levem para dentro, onde está a verdadeira iniciação.
Avante, Irmãos.
E que cada um seja Luz no degrau onde Deus o colocou.
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Não permita que a vaidade os dominem.
Ass.: Andros
Fonte: Facebook_Átrio do Saber
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