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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

AS COLUNAS DO TEMPLO NOS DÃO LIÇÕES DE VIDA

Adalvo Ribeiro de Araújo - A∴M∴
A∴R∴L∴S∴ Suprema Razão Nº25 
Porto Velho, Rondônia - Brasil.

Queremos nesta reflexão, trazer a tona, a experiência e o exemplo de vida de dois homens que viveram no período de aproximadamente (c. 1000 a.C.), ou no século que se seguiu o exílio babilônico (c. 450 a C.). O primeiro, foi um rico dono de terras na cidade de Belém; homem de fé, sábio, justo, piedoso, valente e poderoso. Estamos falando de Booz.

O livro Ruth Capítulo 2:1 “Tinha Noemi um parente do seu marido, senhor de muitos bens... homem valente e poderoso... O qual se chamava Booz”.

A história da sua vida esta no L∴ L∴ Registrada no livro Ruth. O livro é histórico, composto em prosa narrativa, que descreve a situação do povo pobre que estava vivendo sob o jugo do império Persa. No seu primeiro capítulo, o livro começa dizendo que “nos tempos em que julgava os Juizes...” (Rt 1:1) ouve um período de muita fome, e nesse contexto, conta a história de uma família da qual fazia parte o nosso personagem.

Foi escrito no pós-exílio babilônico e retrata a situação do pobre que era marginalizado, excluído, sofredor... Neste sentido, quando se reporta à época dos Juízes, quer-se principalmente, fazer memória do projeto igualitário, onde todos tinham acesso à terra, ao pão, e à vivência da fraternidade que permitia às pessoas de serem felizes com suas famílias (Josué 24:13 e Dt 6:10 -13).

Belém, cidade de Booz, significa “casa de pão”, Mas a realidade era o oposto do nome. Se não havia pão, deveria ter algum motivo para isso. Aí se refletem as causas que geram a fome do povo, ou seja, a estrutura injusta da época que não permitia que o povo tivesse o necessário para sobreviver. Algo muito parecido aos dias em que vivemos.

Booz fazia cumprir fielmente a lei dos Juizes de Israel, onde havia uma provisão legal dando aos pobres o direito de ir aos campos no momento da colheita e recolherem o necessário para passarem o dia. Essa provisão, obviamente, obrigava aos donos de lavouras a deixarem no campo, alguma coisa de resto, que eles chamavam de “rebusco” para que os pobres pudessem ali, colher o suficiente sustento diário das suas famílias.

Era costume de Booz, como homem bom, justo e solidário, instruir aos seus empregados a deixarem no campo, bem mais que a provisão da lei “para os pobres”.

Em. Ruth, Capítulo 4:13 e 17: “Assim tomou Booz a Ruth, e ela passou a ser sua mulher; coabitou com ela, e o Senhor lhe concedeu que concebesse, e teve um filho. 17... e lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jaquim, pai de Davi”.

O segundo nome em destaque foi um homem de vida simples, agricultor e pastor de ovelhas. Foi também um homem bom, solidário e piedoso, pai de família exemplar. Homem Ungido por Deus (através do profeta Samuel) em razão do seu extraordinário caráter. Sua história esta registrada no L∴L∴ Em (I Sm. 16:3 - 5). Estamos falando de Jaquim, o belemita, pai de Davi e avô de Salomão.

Em I Crônicas 2:12 e 15 ‘c’ diz: “E Booz gerou a Obede, e Obede gerou a Jaquim... e jaquim gerou... Davi, o sétimo”.

Pois bem, quero salientar que nos chama atenção na vida desses dois homens, as suas ações em favor dos seus semelhantes, em favor dos mais humildes e menos favorecidos; a disponibilidade, a prontidão, a voluntariedade, à vontade de fazer e de ver acontecer. No primeiro caso, Booz, já fazia a diferença ao cumprimentar os seus serviçais. No L∴L∴, em Ruth 2:4 diz: “Eis que Booz veio de Belém e disse aos seus segadores: O Senhor seja convosco! Responderam eles: O Senhor te abençoe!”

Percebem o tratamento? É fantástico! Um homem rico, senhor de muitos bens, poderoso, e que trata com justa igualdade, com humanidade fraterna refinada respeito e carinho aos seus serviçais. “O termo Senhor de muitos bens” em hebraico, designa, normalmente, um guerreiro notável, (como Davi o foi), mas aqui significa uma pessoa poderosa (que detém a força e o poder), e muito bem conceituado na sociedade de sua época, Booz era reconhecido também como o ” resgatador “aquele que regata, que traz de volta”. Era um homem que estava sempre pronto a servir, contribuir e agir em favor dos mais fracos.

No segundo caso, Jaquim, diferente de seu avô Booz, foi um homem de poucas posses, porém, sempre preocupado com o bem estar de sua família, do seu país, dos seus amigos e dos menos favorecidos. O L∴L∴ Em I Samuel, 17:17-18 fundamenta bem o que estamos dizendo.

Jaquim, mesmo já tendo todos os seus valentes filhos nas frentes de batalha, em guerra contra os filisteus, não encontrou nenhum empecilho para enviar seu filho mais moço (Davi) ao rei Saul, quando este o solicitou. Ficou sem o seu valente Pastor de ovelhas, para enviar e consolar a tristeza do rei, o melhor músico (tocador de harpa), que se tinha notícia. O L∴L∴ em I Samuel 16:17-21, fundamenta bem isso. Davi Certamente seguia o bom exemplo do seu avô Booz. Logo, Podemos deduzir que não foi sem razão e motivos, que o Sábio Salomão, ao construir o templo, não titubeou em homenagear ao seu avô e tataravô nas duas colunas que mandou erguer para ornamentar e embelezar a entrada do templo.

No L∴L∴ em I Reis 7:15 e 21 diz: 15 – “E formou duas colunas de cobre... 21 – Depois, levantou as colunas no pórtico do templo; tendo levantado a coluna direita, pôs-lhe o nome de Jaquim; e, tendo levantado a coluna esquerda, pôs-lhe o nome de Booz. Em II Crônicas 3:15, também esta registrada a homenagem”.

A lição de vida que podemos aprender com os nossos personagens e Irmãos do passado é, exatamente através do que eles tinham em comum. Não obstante um ser muito rico e poderoso, e o outro ser de classe média, visto ser apenas um pequeno agropecuarista criador de ovelhas, o que faziam deles iguais eram o caráter, a dignidade, a solidariedade, a voluntariedade, a prontidão, à vontade e o querer, levado à ação de ver acontecer, de fazer a diferença no mundo de sua época, tão injusto e carente. Qualidades necessárias e imprescindíveis na vida de um Maçom.

O Sábio Salomão com a justa homenagem prestada a seus digníssimos parentes nas colunas do templo nos dá a dica necessária de aprendizado, quando conseguimos discernir e entender que através dos homenageados, as colunas simbolizam entre outras coisas, a quebra da barreira social, cultural e racial, objetivando o agrupamento de indivíduos das diferentes classes, raças e culturas da sociedade local e global; na busca do entendimento, da razão de viver, da amizade, da paz, da liberdade, fraternidade e solidariedade entre os povos.

Assim, meus IIr∴ O sábio rei Salomão através dessas colunas, esta nos dizendo que, Ao adentrarmos em nossos templos (neste augusto templo), devemos pensar como Jaquim e Booz. Ou seja, ao passarmos por entre colunas, deve ficar para traz as nossas diferenças sociais e culturais, os nossos títulos e as nossas vaidades, nos tornando a partir delas, todos iguais, verdadeiros irmãos, cuidadosos e zelosos uns pelos outros; como que, um por todos e todos por um.

Quero pensar que entre outras simbologias que as nossas colunas possam ter, esse ensinamento é verdadeiro, e deve ser uma realidade constante nas nossas vidas.

O sábio rei nos indica ainda, que é no templo, entre colunas o lugar apropriado para desbastar e polir a nossa pedra bruta, onde aprendemos a filosofia de vida dos nossos antepassados, e os ensinamentos dos mestres do nosso tempo, onde inteiramos uns com os outros, na busca do pleno conhecimento filosófico da nossa ordem, visualizando como Jacó, o topo da escada estendida a cada um de nós, rumo à plenitude final da nossa caminhada.

E por fim, o sábio Salomão nos indica pelo exemplo de vida e cidadania deixadas pelos seus parentes homenageados, que é lá fora, no mundo profano, entre os poderes constituídos, na política, nas organizações, nos negócios, em nosso lar, na criação e no tratamento dos nossos filhos e nossas esposas, e, principalmente entre os mais humildes, os pobres e miseráveis, os excluídos e desassistidos, que nós precisamos mostrar quem somos, porque somos e a quem servimos. É lá, que precisamos ser o “sal da terra e a luz do mundo” é lá que os bons exemplos deixados por Jaquim e Booz, e outros bons maçons que já foram e os que ainda vivem, precisam ser seguidos. Sem nenhuma pretensão de sermos diferentes, mas com objetivos bem definidos, traduzidos em ação o nosso aprendizado e convivência, para fazermos a diferença, neste mundo tão injusto, tão desigual e que precisa muito de cada um de nós.

Fonte: https://focoartereal.blogspot.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

EM PÉ E À ORDEM

Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Felipe Oliveira Pimentel, Loja Segredo e Harmonia Petrolinense, 1958, REAA, GOB-PE, Oriente de Petrolina, Estado de Pernambuco, apresenta as seguintes questões:

EM PÉ E À ORDEM

Ontem em nossa reunião surgiram algumas dúvidas:

1) O Irmão ao pedir a palavra deve estar à Ordem se ele estiver portando um microfone? Já que não estaria na postura correta "a ordem" como manda o ritual?

2) Microfone ou outros instrumentos não previstos no ritual podem ser considerados instrumentos de trabalho se o maçom o estiver portando no momento de fala? como: livro, folhas, tablet, celular?

3) Em que momentos não é necessário estar à Ordem conforme ritual?

Desde já agradeço a valiosa atenção e faço o convite ao irmão para conhecer nossa oficina.

CONSIDERAÇÕES:

1. Se o obreiro estiver segurando um microfone, por exemplo, obviamente que não poderá compor o Sinal de Ord∴, já ele estará com a(s) mão(s) ocupada(s). Neste caso, deve se manter em pé, pés em esq∴, corpo ereto tendo o microfone na mão. Vale observar, que para se usar da palavra, antes é preciso ter se colocado à Ordem e se dirigido protocolarmente à Loja. Nessa ocasião, se for o caso, não deve ter nenhum objeto nas mãos.

Assim, só depois dele ter se dirigido protocolarmente à Loja é que deverá apanhar o microfone. Deve antes, na forma de costume, ter se dirigido às Luzes da Loja e, em seguida, de modo genérico, às demais autoridades e demais Irmãos. Sendo o microfone de lapela (tendo as mãos livres) procede-se naturalmente na forma prevista.

2. Não há como peremptoriamente se determinar que um microfone seja um objeto de trabalho maçônico, mas se o seu uso for necessário, não sendo ele de lapela, o usuário o terá empunhado, razão pela qual o sinal deve ser desfeito.

3. Eu diria que o mais fácil seria antes lembrar que em Loja aberta, no REAA, quem estiver em pé e parado obrigatoriamente deve ficar à Ordem. Nas situações em que um Ir∴ estiver empunhando um objeto por necessidade de ofício, ele não deve ficar com o sinal de Ord∴. Há ocasiões excepcionais em que o Ven∴ Mestre pode autorizar um Ir∴ desfazer o sinal, porém nunca sem antes ter se dirigido à Loja na forma de costume.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DA ESCURIDÃO À LUZ


Raríssima pintura de temática maçônica com muita riqueza de detalhes sobre a Ordem. Pouco descobrimos sobre a obra, mas sabemos que foi feita originalmente feita em 1884 e foi intitulada de "From Darkness to Light" (Da escuridão à luz). é possível encontrar réplicas à venda em sites norte-americanos.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A HORA DA VERDADE: SELECIONAR PARA NÃO ERRAR

Ir∴ Denílson Forato - M∴M∴

O fato aqui narrado ocorre todos os dias no mundo maçônico, talvez nesse exato momento esteja ocorrendo em algum lugar do nosso Amado Brasil.

Outro dia nos perguntaram, o que eu preciso fazer para entrar na maçonaria?

Então lhe devolvemos a pergunta, porque você quer entrar na maçonaria?

O nosso interlocutor gaguejou, se coçou, buscando as palavras que talvez proporcionasse-lhe esconder as verdadeiras razões, e nos respondeu;

- É que eu acho muito bonito ser maçom, acho interessante Continuamos então a perguntar. Porque ?

Porque vocês se tratam por irmão e parece que vocês levam isso muito a sério

Continuamos a perguntar, e por acaso você é filho único? Pelo que sei você tem vários irmãos, não é mesmo?

Sim, realmente tenho vários irmãos, só que no caso de vocês é diferente, vocês chamam de irmão alguém que não tem laço algum de parentesco, e é isto que agrada-me

Perguntei-lhe então, será que é só isso mesmo? Creio que isto é muito pouco para você resolver querer entrar em uma sociedade, você não acha?

- É, só que eu já andei lendo bastante sobre a maçonaria; seus princípios, sua filosofia, finalidades, objetivos , etc., e creio que é o tipo de sociedade que irá preencher o vazio que creio ter. Além do que vocês tem como princípio a fraternidade e a ajuda mútua, acho isto muito interessante

Sendo assim, te pergunto, podes hoje dispor de um mínimo de R$150,00 por mês para ajudar a custear uma sociedade filantrópica e os nossos custos de manutenção, sem que este valor prejudique de alguma forma o teu orçamento?

Olha, eu acho que sim, mas, tenho que gastar tudo isto por mês

Sim, isto e mais um pouco, achas realmente que estás preparado para entrar nessa sociedade como membro atuante, ou vamos abrir o jogo, você de alguma forma acha que a maçonaria poderá te ajudar muito mais do que hoje tu a poderás ajudar?

Sim, também, mas vocês não se ajudam mutuamente, ou seja, sendo maçom as coisas não são facilitadas de alguma forma

Creia, este é o grande motivo das debandadas dos que na nossa sagrada ordem entram, nosso principal objetivo não é o de ser ajudado, ou Ter a nossa vida material de alguma forma facilitada, e sim, ajudar, lutar para a construcão de um mundo melhor para todos os que fazem dele a sua morada.

Portanto, para ingressar na maçonaria, primeiramente devemos reunir condições de nos auto ajudar e de ajudar os nossos semelhantes, sejam ou não maçons.

Creia, a maçonaria brasileira ainda não decolou, porque estes princípios fundamentais foram desvirtuados, realmente, você tem razão, aqui no Brasil, ela se compara a uma grande sociedade de ajuda mútua desvirtuada.

Como uma esmagadora maioria entrou sem as condições mínimas necessárias, o número dos que tem condições de ajudar é infinitamente menor do que a esmagadora maioria dos que entraram pensando em serem ajudados. Isto posto, NÃO HÁ O BENEFICIADOR, NEM O BENEFICIADO.

O que se vê hoje na maçonaria brasileira é um grande contingente dos que nem ao menos conseguem pagar as taxas mínimas de manutenção. É também verdade que as frustrações são em razão de uma expectativa não satisfeita dos que entraram com um único objetivo, se beneficiar, ou dos que hoje entram e se deparam come este estado de coisas e correm, por não agüentar tanta heresia, hipocrisia e pedidos em suas portas como se fossem tábuas de salvação.

Os que possuem as reais condições de se tornarem grandes maçons, hoje, lamentavelmente, correm dela. Perdem eles. Perde a maçonaria, e perde ainda mais a humanidade como um todo que deixa de ver formado um grande líder, capaz de enfrentar e resolver os problemas e conflitos que a atingem.

Assim como Os Templários nasceram para proteger os cristãos na rota que os conduzia a Jerusalém, a maçonaria nasceu para em nome de DEUS e por DEUS, ajudar a humanidade a cumprir os seus desígnios, tornando nosso mundo terra mais justo e perfeito.

Portanto, a maçonaria possui duas faces distintas, numa ela modela o caráter do indivíduo para se tornar um homem de bem, noutra ela exige que o indivíduo tenha posses e condições de amplia-las, aí sim, com a ajuda dos membros da ordem, com um único objetivo, auxiliar a humanidade, combatendo, a fome, a miséria material, espiritual e intelectual.

Vamos tomar por exemplo os procedimentos de uma guerra, onde temos que formar um exército para combater e vencer o inimigo: (O INIMIGO - a fome, a miséria material e espiritual da humanidade).

Primeiramente vamos escolher os bons comandantes (OS SÁBIOS - maçons que já alcançaram um elevado grau de iniciação, seres elevadamente espiritualizados e possuidores da estabilidade econômica e financeira necessária.

A seguir vamos escolher os jovens soldados, cheios de saúde, sem os defeitos que os impossibilitem lutar, portadores das condições necessárias para que se tornem futuros comandantes ( O FUTURO INICIADO - tem que ter um bom começo de estabilidade econômica e financeira, conduta ilibada, bem como tendências fortes de espiritualização, para que guiado e ajudado pelos SÁBIOS, possa se tornar um deles.

Se houver uma rigorosa seleção de bons soldados, teremos a formação de bons comandantes, a união de ambos, fortalecerá o regimento, para enfrentar e sair vitorioso na guerra proposta.

Aí reside a grande diferença entre a maçonaria dos Estados Unidos da América e a dos países Latinos Americanos, especialmente a do Brasil.

Tudo na verdade é uma questão de história e filosofia, a maçonaria brasileira está preocupada com a proliferação de lojas e contingentes de associados, quanto maior o número, maior será o valor arrecadado, e com este valor pode-se ?

Quanto maior o número de associados despreparados, maior será a facilidade para rifar-se cargos sem serem molestados.

Tudo é feito num faz de conta e numa grande ilusão, Deputado Estadual Maçônico, Deputado Federal Macônico, Juizes Maçônicos, Grandes Secretários, Grande Isto, Grande Aquilo, Supremo Isto, Supremo Aquilo, nomes pomposos para todos os gostos. Até que tudo seja verdade, um dia será.

Diante de tais circunstâncias, os antigos maçons, nossos antepassados, que foram para o oriente eterno, choram todos os dias em suas orações, por verem a Sagrada Ordem dos Tempos e dos Templos profanada pelos que são da maçonaria só e somente só (MEROS ASSOCIADOS).

A maçonaria brasileira possui muitos SÁBIOS (autênticos), porém, estes ainda não são escutados, são preteridos e combatidos, pelos que se satisfazem com as facilidades advindas da prática do associativismo, usando o nome maçonaria, porém, jamais, seguindo os seus perfeitos conceitos.

A maçonaria é sublime, seus conceitos perfeitos, a Ordem em si é perfeita, tão perfeita que apesar de tudo sobrevive aos desmandos e vícios dos homens.

Nesse milênio, o joio será separado do trigo, por uma seleção natural, que será conseguida graças as dificuldades que o mundo terra está experimentando.

Ha uma esperança generalizada por parte de todos os estudiosos da Nobre Arte, que esta possa ser um dia a herdeira da verdadeira iniciação, no entanto, o homem tem a colocado cada vez mais distante desse caminho, por vaidade, egoísmo, improbidade administrativa e ausência espiritual de alguns poucos que chegam ao mais alto comando desta. Transformando- a em feudos de um poder imaginário, onde se sentem verdadeiros imperadores, fazendo e usando de todos os meios possíveis para não perderem os seus cetros.

Chega-se ao absurdo de travarem-se verdadeiras batalhas para disputar a presidência de uma loja, a origem da proliferação de lojas e dissidentes, também se dá em virtude desses embates, sabem porque? Porque os imperadores ao seu tempo criaram a figura de que certos cargos na maçonaria só pode ser exercido por quem tenha presidido uma loja.

Aonde está a filosofia, aonde está o verdadeiro sentido da iniciação, se uma grande maioria dos que chegaram ao comando de uma loja, ali chegaram por caminhos tortuosos, tanto isto é verdade, que os maiores problemas dentro das lojas tem sua origem naqueles que já a comandaram, pois muitos destes, se consideram, seres superiores, revestidos de uma falsa santidade e sapiência, que faria qualquer profano ou leigo sentir vergonha só de saber que isto existe.

Nasci, não sei quando.

Em meu nome ergueram templos de pedra e os encheram com os que não me compreendiam.

Em meu nome, se fantasiaram e se engalanaram. Em meu nome, fizeram-se falsos homens de bem. Em meu nome, buscaram o poder pelo poder.

Em meu nome, delegaram-se sapientes e iniciados. Em meu nome, fizeram-se donos da verdade.

Em meu nome, perseguiram mais do que ajudaram. Em meu nome, ludibriaram e enganaram.

Em meu nome, me dividiram, como se eu não fosse uma só.

Em meu nome, retiraram dos meus rituais a essência dos ensinamentos do meu criador.

Em meu nome, criaram graus e degraus, como forma de serem importantes por estas conquistas e não pelo trabalho interior e exterior de cada um.

Em meu nome, criaram e criam vários ritos, tudo no grito.

Em meu nome, ganham a vida criando estórias e arregimentando seguidores para estas, para mais tarde se desmentirem.

Em meu nome, fazem leis e normas para os favorecer, ou para tentar calar o meu grito através dos que tentam me defender.

Em meu nome, usam a sociedade para benefício próprio e de seus apadrinhados ou cúmplices.

Em meu nome, criam até rituais onde o iniciado não necessita crer em DEUS, coitados, não sabem nem ao menos o que é uma iniciação .

Em meu nome, iniciam sem jamais iniciar.

Em meu nome, se colocam como maçom sem jamais se preocuparem em um deles verdadeiramente um dia se tornar.

Em meu nome, relegam a um segundo plano o verdadeiro sentido da iniciação.

Em meu nome, fazem sessões rápidas, maquinalmente, sem propósito algum, para sobrar mais tempo para a sessão gastronômica.

Em meu nome, sim, em meu nome, fazem tanta coisa errada que até fico constrangida em aqui apresentar.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar o homem a se aproximar do nosso Criador que é DEUS.

Eu sou justa, sou perfeita, dei os símbolos como meio didático para o homem melhor me compreender e praticar.

Eu sou justa, sou perfeita, criei o ritual para poderem com os símbolos melhor me compreender e entender.

Eu sou justa, sou perfeita, pensei que o homem poderia através dos símbolos e dos rituais interagir melhor com as forças energéticas positivas do universo.

Eu sou justa, sou perfeita, chamei o homem de pedra bruta para que ele sentisse e compreendesse a necessidade de se lapidar.

Eu sou justa, sou perfeita, mostrei ao homem que o templo físico deveria ser uma representacão do universo, só que alguns não entenderam, que tudo ali é sagrado, é uma das muitas moradas do meu Pai. Ali não há lugar para a inveja, o ciúme, a disputa, a vaidade, a intemperança, a raiva, a injúria e o juízo de valor.

Eu sou justa, sou perfeita, até deixo o homem dizer que eu tenho segredo, estes, se existem, são administrativos, como qualquer sociedade que um dia foi ou é perseguida tem, como forma de proteger os seu membros.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar todos os homens, independentemente do sexo, raça, cor, religiosidade ou posição social a se transformar em um iniciado, ou seja, num homem e consequentemente um espírito de LUZ. Que será aonde toda a humanidade terá forçosamente que chegar. Assim está escrito e assim se cumprirá.

Eu sou justa, sou perfeita, a todos e a tudo levo o meu perdão, mas, por favor, Sejam Dígnos de Mim, Não me maltratem e Me Socorram.

O meu nome, sim, o meu nome é MAÇONARIA.

Fonte: JBNews - Informativo nº 293 - 17.06.2011

domingo, 4 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO - REAA

Em 18/07/2025 o Respeitável Irmão Enio Sampaio, Loja Acácia de Balneário, 3798, REAA, GOB-SC, Oriente de Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, pede esclarecimentos para o que segue:

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO E CADEIA DE UNIÃO

Primeiramente, em nome da minha Augusta Loja, agradeço todos os ensinamentos que o Irmão divide conosco. Não preciso dizer que o Irmão é uma das grandes referências que temos.

Gostaria de tirar duas dúvidas a respeito de ritualística que trazem grandes desconfortos nas sessões e que não encontramos citação em nenhum ponto. Precisamos, pelo menos em minha loja, pacificar o entendimento e, para tanto, consulto o nobre irmão.

Primeira dúvida:

Durante o Tempo de Estudos, quando o Irmão é colocado entre colunas para a leitura/apresentação da peça, como deve ser o cumprimento/saudação às Luzes? Há quem diga que o Irmão deve ficar à Ordem e cumprimentar as Luzes verbalmente, sem descarregar o Sinal. Há também quem aprendeu que tal cumprimento se dá saudando em silêncio e descarregando o sinal de ordem individualmente. Qual seria o entendimento do irmão quanto a esta etapa da apresentação? Existe algum material que expresse o correto procedimento?

Segunda dúvida:

De acordo com o novo Ritual REAA, página 85, a Cadeia de União é feita exclusivamente para a transmissão da palavra semestral. O ritual é claro quanto a isso e conhecendo a origem e o porquê da transmissão da palavra semestral ser passada dessa forma é fácil assimilar. Mas se observarmos o Ritual de Banquete (Jantar Ritualístico/Loja de mesa), na Quinta Saúde é feita uma Cadeia de União cujo fim é propor "saúde" a todos os maçons. A dúvida que surgiu é se é prudente afirmar categoricamente, com base nos dois usos encontrados para a cadeia, que a sua função é única e exclusivamente de transmissão da palavra?

Meu irmão, de antemão agradeço pelo auxílio que nos será dado e me coloco a disposição caso as minhas dúvidas necessitem de alguma complementação para compreensão.

CONSIDERAÇÕES:

Primeira questão:

Inicialmente, vale relatar que não há obrigatoriedade alguma de se apresentar trabalho entre Colunas. Embora não proibido, o recomendável é que a apresentação ocorra do mesmo do lugar do apresentante.

Dito isto, do lugar ou entre colunas, o apresentante deve por primeiro se colocar à Ordem e, sem desfazer o sinal a cada vez, se dirige protocolarmente à Loja, se primeiramente às Luzes da Loja, Autoridades, Mestres e demais Irmãos. Não há necessidade de se nominar autoridades uma a uma; faz-se de modo genérico.

Esse procedimento não é saudação, à vista de que saudações em Loja são feitas apenas quando o ritual determinar (página 43 do ritual de Aprendiz do REAA, vigente).

Cabe ao Venerável Mestre, na sequência, dispensar o apresentante desfazer o sinal para melhor conforto durante a apresentação. Nesse caso, a(s) lauda(s) sevem ser seguras pelas as duas mãos.

Segunda questão:

O ritual é bem claro quando menciona que a Cadeia de União somente deve ser formada para a transmissão da Palavra Semestral.

No que diz respeito à Cadeia de União formada em Loja de Mesa, a mesma nada tem a ver com a prevista em sessão ordinária de Aprendiz. Inclusive é discutível o uso de Cadeia de União em Loja de Mesa no REAA, não obstante ela possa caber a outros ritos, mas não propriamente no REAA.

A Cadeia de União em Loja de Mesa é feita em Loja aberta, portanto não é a mesma que se encontra no Ritual de Aprendiz, a qual se dá em Loja fechada, logo após o encerramento dos trabalhos, sendo que dela só participam irmãos regulares do Quadro, para receberem a Palavra Semestral.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O COMPASSO

A Régua de 24 polegadas, o Prumo, o Nível, o esquadro e o compasso são os instrumentos simbólicos que o maçom deve aprender a manejar com maestria.

Filosoficamente, o homem constrói a si mesmo, e, para que resulte em um templo apropriado para glorificar o Grande Arquiteto do Universo, torna-se indispensável saber usar cada um dos principais instrumentos da construção.

Dos alicerces ao teto, todos eles são indispensáveis, e quando surgir em nosso caminho algo com aparência de incontornável, lancemos mãos da alavanca. Removido o obstáculo, teremos uma edificação gloriosa que nos honrará.

O compasso mede os mínimos valores até completar a circunferência e o círculo. Sejamos o centro desse círculo, onde fixamos uma das hastes do compasso e, girando sobre nós mesmos, executaremos com facilidade o projeto perfeito.

O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da Maçonaria. Nossa vida é uma prancheta onde grafamos os projetos que, estudados e calculados os seus valores, resultarão no caminho completo para a construção de nosso ideal.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 96.

MAÇONARIA E RELIGIOSIDADE ESCOCISTA

Nas origens da Maçonaria Escocista, a religiosidade não era uma contradição, mas uma alquimia espiritual. Longe de ser uma instituição estritamente laica, as primeiras logias escocesas teciam um sincretismo fascinante entre símbolos cristãos, referências judaicas e ecos gnósticos. O iniciado não apenas aprendeu a usar o esquadrão e o compasso, mas mergulhou em um universo onde o Templo de Salomão, o sacrifício do Mestre e a luz interior se entrelaçavam com passagens bíblicas, visões místicas e fórmulas alquímicas. Esta mistura não era caprichosa: respondia a uma necessidade profunda de unir o humano ao divino, o racional ao transcendente.

Narrativamente, este sincretismo era vivido como uma travessia espiritual. O aprendiz não só subia em graus, mas atravessava limiares simbólicos que o ligavam a antigas tradições de sabedoria. Em certos rituais escozistas, o Venerável Mestre aparecia como um mediador entre mundos, vestindo vestes que evocavam tanto o sumo sacerdote hebraico como o cavaleiro templário. As colunas do templo não eram apenas arquitetônicas: representavam as forças do universo, a dualidade da alma e o equilíbrio entre justiça e misericórdia. Cada palavra, cada gesto, cada silêncio tinha uma ressonância espiritual que ia além do ritual.

Historicamente, este sincretismo foi uma resposta à fragmentação religiosa da Europa. Em meio a guerras de fé e perseguições, a Maçonaria Escocista oferecia um espaço onde diferentes tradições podiam dialogar sob a linguagem do símbolo. O Grande Arquiteto do Universo não era uma figura dogmática, mas uma metáfora aberta que permitia aos cristãos, judeus, deístas e gnósticos partilharem um caminho comum. Essa abertura espiritual foi fundamental para que a Maçonaria se tornasse um refúgio de pensamento livre, sem abrir mão da profundidade metafísica.

Hoje, esse legado permanece como uma corrente subterrânea. Embora a maçonaria moderna seja definida como não religiosa, os ecos do sincretismo escocista continuam vibrando em seus rituais, símbolos e na busca por uma luz interior que transcende credos. Compreender essa dimensão é reconhecer que a Maçonaria não só constrói templos de pedra, mas também templos do espírito, onde a diversidade se torna harmonia e o símbolo é ponte para o eterno.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

sábado, 3 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CONSTELAÇÕES DO ZODÍACO NA MAÇONARIA

Em 17.07.2025 o Respeitável Irmão Volnei do Lago, Loja Estrela Caldense, 45, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

ZODÍACO

Me reporto a você como grande conhecedor do REAA para perguntar sobre as Colunas Zodiacais. Sabemos que elas apareceram nos templos para marcar a posição dos símbolos zodiacais, os quais referenciam etapas no processo evolutivo do maçom.

A pergunta é: as Colunas Zodiacais são exclusivas do REAA? Há algum outro Rito que as apresenta em seus rituais e na decoração do Templo?

CONSIDERAÇÕES:

Em relação aos ritos maçônicos mais conhecidos, o Zodíaco, representado pelas colunas zodiacais ao Norte e ao Sul do Templo, é uma alegoria encontrada, com estas características, apenas no REAA, não obstante alguns rituais de outros ritos muitas vezes até copiem essa formatação, porém apenas com caráter decorativo, sem sentido iniciático.

Em se tratando das constelações zodiacais, sem estarem representadas por colunas demarcatórias como ocorre no REAA, não resta dúvida que existem ritos que também se utilizam essa alegoria, porém não como colunas zodiacais distribuídas pelo Templo. Na verdade, o Zodíaco é um importante elemento estrutural para a jornada iniciática do maçom.

Nesse sentido, basta que se observe, por exemplo, os símbolos zodiacais que constantemente aparecem em uma faixa que circunda um globo terrestre colocado sobre uma das colunas do pórtico. Em alguns casos, é possível se encontrar também os símbolos zodiacais distribuídos em um arco sustentado por duas colunas.

No que diz respeito às Colunas Zodiacais e o REAA, um rito solar por excelência, vale mencionar que inicialmente essas colunas para demarcar o Zodíaco não existiam. Os símbolos das constelações zodiacais eram representados (desenhados ou pintados) apenas na base da abóbada, logo acima da cimalha. Somente mais tarde é que as colunas zodiacais apareceriam distribuídas para marcar o Zodíaco. No caso do REAA, as colunas do Zodíaco emblematicamente marcam a caminhada terrena do iniciado, de Áries a Peixes, em direção à Luz.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DUQUE DE CAXIAS


LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA, Duque de Caxias (Porto de Estrela, RJ, 1803 – Valença, RJ, 1880). conhecido como "O Pacificador" e "O Marechal de Ferro", foi um importante militar e político brasileiro. Participou da luta pela Independência do Brasil contra Portugal, foi fiel ao imperador Pedro I e instruiu o jovem Pedro II na esgrima e no hipismo. Liderou tropas em conflitos como a Balaiada, Revoltas Liberais, Revolução Farroupilha e Guerra do Prata. Na Guerra do Paraguai, obteve uma vitória decisiva, o que lhe rendeu o título de Duque.

Foi senador e presidente do Conselho de Ministros, contribuindo para o Partido Conservador. Em 1962, foi declarado Patrono do Exército Brasileiro. É considerado o maior oficial militar da história do Brasil.

Chegou ao Grau de Companheiro em 11 de novembro de 1845 e ao Grau de Mestre em 1846. Atingiu o Grau 33º.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O SIMBOLISMO DO SILÊNCIO

O silêncio, na Maçonaria, não é ausência: é presença profunda. É o espaço onde a palavra se prepara, onde o símbolo se revela, onde a alma ouve. Nos rituais, o silêncio não se impõe como castigo, mas como privilégio: é o limiar que separa o profano do sagrado. O iniciado aprende que antes de falar deve compreender, e que a sabedoria nem sempre é transmitida por sons, mas por gestos, olhares e pausas carregadas de sentido. Neste contexto, o silêncio se torna uma ferramenta de construção interior, tão poderosa quanto o esquadrão ou o compasso.

Narrativamente, o silêncio aparece como um companheiro fiel do Mestre. Quando Hiram Abif é interrogado pelos seus assassinos, responde com silêncio. Não por medo, mas por fidelidade a um conhecimento que não pode ser entregue sem mérito. Esse ato transforma o silêncio em resistência, em dignidade, em testemunho. O iniciado que fica calado não se esconde: protege. Não evite: honra. Neste sentido, o silêncio também é uma forma de linguagem, uma que só os corações preparados podem decifrar.

Historicamente, o silêncio foi uma estratégia de sobrevivência. Em tempos de perseguição, quando as logias eram fechadas e os maçons perseguidos, calar era preservar. Palavras podiam ser interceptadas, mas o símbolo silencioso uma mão colocada no peito, um olhar sustentado, um gesto ritual continuava a transmitir a fraternidade. Assim, o silêncio tornou-se um arquivo vivo, memória criptografada, ponte entre gerações. O que não podia ser dito, podia ser sentido. O que não podia ser escrito, podia ser guardado na alma.

Mas o silêncio maçônico não é apenas defensivo: é criativo. Nele se gestam as ideias, afiam-se os princípios, purifica-se a intenção. O silêncio prepara o terreno para a palavra justa, para o gesto nobre, para a ação coerente. Em um mundo saturado de ruído, o silêncio maçônico é uma rebelião elegante: um convite à profundidade, à escuta, ao respeito. É o espaço onde o iniciado se encontra consigo mesmo e com o mistério que o habita.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TRONCO DE BENEFICÊNCIA - SESSÃO PÚBLICA

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão Felipe Bragantino, Loja Hermann Blumenau, 1896, REAA, GOB-SC, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, faz a seguinte pergunta:

TRONCO DE BENEFICÊNCIA

Tenho uma dúvida acerca do Tronco de Beneficência, que reside no seguinte: há circulação do Tronco de Beneficência em Sessão Magna Pública?

CONSIDERAÇÕES:

Partindo-se do entendimento de que profanos (não iniciados) não participam da coleta, nas sessões em que estiverem presentes convidados não maçons não existe circulação do Tronco nem qualquer outra espécie de coleta.

Todos nós sabemos que as bolsas e coletas respectivas, com cada um dos seus titulares, têm uma formalidade ritualística que ocorre sob sigilo, portanto, esta particularidade não pode ser apreciada por convidados não iniciados.


T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE ESTÁ EM TUA LÁPIDE?

"O que está em tua lápide?"
Por um Irmão Aprendiz dos Mistérios

VV∴ MM∴, Digníssimos Vigilantes, Respeitáveis 
Irmãos:

Que a Paz esteja em nossos corações e a Luz se manifeste em nossas consciências.

Hoje, somos convidados a meditar sobre um ensinamento:

"Quando vês alguém sempre exibindo seu posto ou posição [...] não tenhas inveja; essas coisas são compradas à custa da vida."

A Vaidade como Trilha de Engano
Em um mundo que frequentemente confunde brilho com luz e vaidade com virtude, muitos se lançam na escalada do sucesso como se este fosse o único sentido da existência. Assim, vivem, ou melhor, sobrevivem, pelo aplauso, pela glória, pela fama efêmera gravada, no fim, apenas em lápides.

Quantos Irmãos, fora e dentro dos muros da vida profana, sacrificam seus afetos mais preciosos, seus filhos, sua esposa, sua saúde, sua paz, suas noites de sono e até mesmo sua consciência, apenas para alcançar um topo que, quando atingido, revela-se como um trono vazio assentado sobre a solidão?

É advertido que: "alguns morrem nos primeiros degraus da escada do sucesso..." e poucos percebem que a escada sequer leva a um lugar digno da alma.

Trabalho: Virtude ou Refúgio?
É honroso trabalhar. É nobre produzir. Mas é tolo transformar o labor em ídolo.

O trabalho, quando se torna refúgio do ego, desvirtua-se. O político que abandona a família "em nome do bem comum", ou o artista que trata todos com arrogância "em nome de sua genialidade", enganam a si mesmos e aos outros. São como templos belíssimos, porém vazios de Deus.

Recordemos as palavras duras, mas verdadeiras de Solzhenitsyn:

"Trabalho é aquilo de que os cavalos morrem. Todo mundo deveria saber disso."

Ser Humano, não Fazer Humano
Não somos engrenagens. Somos Luz em manifestação. Nossa missão não é apenas "fazer", mas ser.

Ser presença. Ser afeto. Ser silêncio, quando necessário. Ser irmão.

O Maçom verdadeiro não busca escrever seu nome em mármores frios, mas em corações vivos. Ele não deseja ser lembrado pelos cargos que ocupou, mas pela Luz que compartilhou.

Portanto, com humildade pergunto a vocês:

Se hoje tu fosses chamado para além do véu, o que estaria inscrito em tua lápide? Títulos? Cargos? Ou o testemunho silencioso de uma vida coerente com o que pregavas no Templo?

O Livre-Arbítrio: Um Dom Que Nem os Anjos Têm
A maior riqueza que o G∴A∴D∴U∴ nos confiou é o Livre-Arbítrio, dom tão sagrado que nem os anjos, segundo muitos textos, o possuem em sua plenitude.

Esse dom não foi concedido para que escolhêssemos apenas o que brilha, mas sim o que ilumina. Não para que sigamos as multidões, mas para que sejamos o ponto de equilíbrio entre o céu e a terra, entre a razão e o coração.

Portanto, Irmãos, se podemos escolher, que escolhamos viver uma vida que seja mais do que uma lápide polida. Que nossa existência ecoe como exemplo, não como epitáfio.

Conclusão
Ven∴ M∴, Luzes e Respeitáveis Irmãos:

O grau mais elevado que um homem pode alcançar não é o de Mestre, nem de Soberano, nem de Ilustre, é o grau de Ser Humano Pleno.

Que nossa lápide não precise dizer nada.

Que nosso silêncio diga tudo.

E que, no fim, não sejamos lembrados apenas como obreiros competentes, mas como construtores de almas e portadores da Verdade.

Assim seja nossa missão 
Ass.: Andros 

Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PÉS EM ESQUADRIA - REAA

Em 17/07/2025 o Respeitável Irmão Reinaldo Giatti, Loja Nova Luz Paracatuense, REAA, GOB MINAS, Oriente de Paracatu, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte.

PÉS EM ESQUADRIA

Perdoe-me a ignorância, mas tem havido questionamento em minha quanto ao grau de abertura da esquadria com os pés durante o sinal de Ordem. Pode me esclarecer, por favor. TFA.

CONSIDERAÇÕES:

Por si só, o termo "esquadria" menciona uma abertura com 90 graus, portanto não existe outra abertura quando é mencionado uma esquadria.

Obviamente que no caso dos pp∴ uu∴ pelos cc∴ a aparência é simbólica (aproximada), ou seja, nessa conjuntura não há precisão e necessidade de se medir a esquadria para que os pp∴ fiquem exatamente abertos em 90 graus.

Em se tratando do REAA, a esquadria formada pelos pp∴ fica aberta para a frente,
tal como fica o Esq∴ sobre o Livro da Lei.

Infelizmente, por muito tempo aprendeu-se a apontar o p∴ esq∴ para a frente, todavia essa é uma postura de outros ritos. No REAA, o Pav∴ Mos∴ é de construção oblíqua e serve também para orientar a posição dos pp∴.

Assim, reitera-se, no REAA a esq∴ fica aberta para a frente, de tal maneira que o maçom, estando à Ordem, não fique com o seu ombro esq∴ voltado para a frente, ou mesmo, não execute a Marcha do Grau e andando de lado. Os passos são dados normalmente (sem arrastar os pés) e os pp∴ formam, a cada passo, uma esq∴ aberta para a frente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

Marius Lepage, discípulo de Oswald Wirth, concebeu um plano audacioso para reformar a Maçonaria francesa após a Segunda Guerra Mundial. Sua proposta, delineada em uma carta a Camille Savoire, consistia na criação de uma sociedade secreta operando dentro das estruturas maçônicas existentes. Esta "super-Maçonaria" funcionaria como uma elite espiritual infiltrada, trabalhando de forma completamente clandestina para redirecionar o curso das obediências regulares.

O projeto de Lepage era marcado por um caráter profundamente hermético e seletivo. Ele acreditava que era necessário "formar uma sociedade 'secreta' que se infiltre na outra e a administre da melhor maneira possível, ou seja, inteiramente clandestinamente". Esta organização seria composta por um número restrito de membros, onde "não há necessidade de serem numerosos, desde que sejam confiáveis", recrutados com base em seu valor e discrição comprovados, sob a liderança de um único dirigente dotado de plenos poderes.

A estratégia de infiltração era central para seu plano. Os membros desta sociedade secreta teriam "a possibilidade, eu diria quase o convite, de se juntarem a uma Obediência exotérmica, mas sob a condição de que entrem apenas com a intenção muito específica de infiltrá-la". O objetivo final era que, "depois de alguns anos, seremos capazes de conduzir as outras Obediências por caminhos diferentes daqueles pelos quais os falsos pastores as levaram". O Rito Retificado foi sugerido por Lepage como a base ritualística ideal para este empreendimento, desde que mantido em segredo absoluto quanto aos seus "objetivos ocultos e membros". Felizmente, este projeto extraordinário nunca foi concretizado.

Na imagem de 1954, Marius Lepage (à Esquerda) acolheu na Loja o Padre Kowalevsky, da Igreja Ortodoxa Russa, que mais tarde seria consagrado bispo (Monsenhor Jean) da Igreja Católica Ortodoxa Francesa (ECOF).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

ORAÇÃO AOS NEÓFITOS

Bem vindos neófitos. (*)

Bem vindos à ordem cujos princípios são o duro combate a nossas fraquezas e vícios e a exaltação de nossas virtudes.

Bem vindos à ordem cujo objetivo é tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância e pelo amor fraternal.

Bem vindos à ordem cujo combate a tirania e a ignorância são um princípio vital.

Bem vindos a um local onde insígnias e diplomas não fazem efeito, onde tratamo-nos como irmãos, onde a busca pela evolução moral e espiritual é maior que a busca pela evolução material.

Bem vindos à ordem que tem o trabalho e a dedicação como uma ferramenta para o crescimento, onde buscamos o conhecimento e a lapidação de uma jóia interna que todos temos.

Bem vindos ao local onde prima o amor pelo próximo, irmão ou não, e incendeiam os corações pela ajuda aos desvalidos.

Bem vindos ao local onde transformamos discursos vazios em obras e espalhamos luz pelos nossos comportamentos no seio da sociedade. Onde pregamos pelo exemplo, pregando aos olhos muito mais que os ouvidos.

Bem vindos ao lugar onde ensinamos e aprendemos, pois somos todos eternos aprendizes.

Bem vindos à instituição que busca a Verdade e a Justiça incessantemente, não dando descanso aos corruptos e àqueles que corrompem nossos jovens e, pelo egoísmo, esquecem que o mundo tem riquezas inenarráveis e suficientes para todos.

Bem vindos a sociedade que não teme dela desligar os incautos, os indisciplinados e aqueles que aviltam seu nome secular.

Bem vindos a uma instituição que cultua a beleza, tanto quanto cultua a força e a sabedoria, pois a beleza é o sentimento que falta hoje à humanidade. Beleza demonstrada pela caridade, pelas artes, pela literatura, pela música. Beleza que é tão importante quanto colocar o homem no espaço.

Bem vindos a essa longa viagem pela depuração de nossos espíritos com o objetivo expresso de nos aproximarmos do Grande Arquiteto do Universo, senhor de tudo que existiu, existe e existirá.

Aproveitem a viagem com dedicação, mas sem esquecer de apreciar a paisagem, pois a felicidade costumeiramente encontra- se no trajeto, nem sempre na linha de chegada.

Quando uma encruzilhada se mostrar no caminho, escolham o caminho mais belo.

(*) Esta oração foi dedicada aos neófitos numa Sessão Magna de Iniciação por um Ir. Primeiro Vigilante e que está sendo repassada pelo Ir. Julis Orácio Felipe, M∴M∴ ARLS Jack Matl n 49 (GLSC) ao oriente de Rio Negrinho SC

Fonte: JBNews - Informativo nº 292 - 16.06.2011