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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 23 de maio de 2021

FOGO VOTIVO?

FOGO VOTIVO?
(republicação)

Em 28/03/2017 o Respeitável Irmão Onivaldo Mioto, Loja Universitária de Cascavel, REAA, GOB-PR, Oriente de Cascavel, Estado do Paraná, formula através do meu blog http://pedro-juk.blogspot.com.br a seguinte questão:

Faço o questionamento a respeito do fogo e votivo, que horas apagar no encerramento da sessão. Pode ser na sequência do apagar da luz do altar do Venerável?

CONSIDERAÇÕES:

Em hipótese alguma existe esse tal de “fogo votivo” no REAA.'. Não existe nele nada relacionado ao adjetivo que mencione algo ofertado em cumprimento de voto ou promessa quando as Luzes litúrgicas são acesas ou apagadas.

Penso que o Irmão está se confundindo devido a uma luz auxiliar que pode estar acesa no caso das Luzes litúrgicas ainda serem velas em lugar de lâmpadas elétricas. Assim, ela, sem significado algum, serve apenas para auxiliar no acendimento das Luzes litúrgicas e a sua presença é opcional.

Vale a pena salientar que as Luzes litúrgicas são apenas aquelas que ficam dispostas e acesas conforme o Grau de trabalho da Loja sobre o Altar ocupado pelo Venerável Mestre e mesas dos Vigilantes.

Essa vela dita “votiva”, que alguns ainda insistem em mencionar, como foi dito, é apenas uma vela auxiliar que serve de suporte para acender as Luzes litúrgicas, se for o caso – vide a página 23 dos Procedimentos Ritualísticos REAA, edição 2016 – Aprendiz Maçom do GOB/PR, pois eu tive o cuidado de nele explicar muito bem o que é e para que serve essa vela auxiliar.

Além disso, em hipótese alguma é prevista a “chama ou fogo votivo” nos rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre do REAA em vigência do Grande Oriente do Brasil.

Assim, como explicado nos Procedimentos Ritualísticos, essa vela acesa só seve para acender outras, evitando assim que o oficial responsável, a bem da boa geometria litúrgica, não precise ficar naquele momento procurando isqueiro sou fósforos para cumprir sua missão. Cumprida essa função, o Mestre de Cerimônias simplesmente apaga a chama auxiliar, pois ela não serve para mais nada - digo isso citando como exemplo as Lojas que adotam lâmpadas elétricas para as Luzes litúrgicas, pois nesse caso, por razões óbvias, nem mesmo se faz uso de nenhuma vela auxiliar. Se alguma Loja proceder ao contrário estará cometendo ilícito contra o ritual.

Infelizmente alguns Irmãos, talvez pela permanência de um Altar dos Perfumes que não serve para nada no simbolismo do REAA, ainda tentam reviver costumes anacrônicos de rituais ultrapassados que costumeiramente enxertavam práticas de outros ritos no escocesismo.

Devo ratificar que no REAA não existe cerimônia específica para o acendimento de Luzes. O que acontece no ritual é que elas são simplesmente acesas e apagadas sem nenhuma reverência, ofertas, e pronunciamentos. Por aí se vê que esse tal de “fogo votivo” nem mesmo existe no Rito em questão.

Só para ilustrar essas barbaridades ritualísticas que aconteciam no passado, houve tempos em que algumas Lojas adotavam sobre a porta de entrada dos seus Templos, na sua parte interna, uma lanterna vermelha acesa definindo-a como uma luz divina, fato que mais se parecia mesmo era com a porta de algumas zonas do baixo meretrício. Tudo isso em nome do achismo e da invenção como se os nossos Templos servissem para esse tipo de manifestação prosélita. Felizmente isso não acontece mais, embora vez por outra alguns Irmãos ainda insistam em ressuscitar certas carcaças de dinossauros.

Dando por concluído, no que diz respeito a sua questão, ratifico que se a sua Loja ainda adotar velas para as Luzes litúrgicas, assim que o Mestre de Cerimônias terminar de acender as Luzes, ele apaga a vela auxiliar (que não é fogo votivo nenhum) sem qualquer cerimônia.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE EDGAR MITCHELL

EDGAR DEAN MITCHELL (Hereford, Texas, 1930 – Flórida, 2016). Astronauta, engenheiro e piloto norte-americano, o sexto homem a pisar na Lua, como piloto do módulo lunar Antares na missão Apollo 14, em 9 de fevereiro de 1971. Doutor em Ciências pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts,[2] Mitchell foi oficial da Marinha dos Estados Unidos, entre 1953 e 1972, e entrou para a NASA em 1966. Sua viagem para a Lua, junto com Alan Shepard e Stuart Roosa na Apollo 14, foi seu único vôo espacial. No satélite, ele e Shepard exploraram por nove horas a região de Fra Mauro, cumprindo o objetivo da missão anterior, a Apollo 13, que não pôde pousar na Lua por causa de um acidente com a nave no espaço. Em sua juventude, Mitchell foi escoteiro e membro da Ordem DeMolay. Seu nome consta no Hall da Fama DeMolay.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: Não identificada.

Loja: Artesia nº 29, Novo México, EUA.

Idade: Não identificada.

Oriente Eterno: Faleceu aos 85 anos de idade.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

A INICIAÇÃO MAÇÔNICA

A INICIAÇÃO MAÇÔNICA
Ir∴ Rizzardo da Camino

Uma Iniciação sempre traduz uma expectativa porque é um princípio, e todo começo importa em fato novo.

Em Maçonaria a Iniciação é a chave, o ponto de partida, precedida, tão somente, pelos atos preparatórios...

O vocábulo Iniciação não se apresenta isolado; deva-se entender a palavra sob o aspecto filosófico, portanto ela é compreendida como sendo entrar em iniciação ou seja, ingressar num início.

Uma iniciação não é um ato comum e tampouco exclusivo da Maçonaria ou de outra Instituição paralela. A criança é iniciada na escola quando ingressa no complexo (para ela) mundo das letras e dos números, da escrita e da oralidade. A puberdade envolve uma iniciação ao sexo; a maioridade, a iniciação à vista.

sábado, 22 de maio de 2021

AS BOBAGENS DA INTERNET - S.S.S. OU SFU

SFU OU SSS - QUAL RITO?
(republicação)

Em 27/03/2017 o Respeitável Irmão Francisco Pimpão, Loja União em 33, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

Um Irmão de minha Loja trouxe um artigo dizendo que o usual SFU Saúde, Força e União deve, no REAA, ser substituído por SSS Salus, Sapientia, Stabilitas. O que você pode dizer sobre isso.

CONSIDERAÇÕES:

Vou reeditar uma resposta que já dei a esse respeito.

Infelizmente essas afirmações falsas ainda transitam livremente nos nossos meios, sobretudo facilitado pelo advento da Internet que, indubitavelmente é uma ferramenta extraordinária, porém se mal usada, indiscutivelmente é também um verdadeiro repositório de lixo.

Chamo atenção ainda para aqueles que por desconhecerem o verdadeiro sentido do que é ser um “livre pensador”, entendem o termo como alguém que pode livremente exprimir inverdades fazendo apologia da perfídia no seio da cultura maçônica.

A seguir a pergunta e a resposta por mim enviada em outubro de 2.016 que trata do mesmo assunto - omiti a fonte que me foi enviada pelo consulente na época no intuito de não contribuir com falsas afirmações.

A pergunta:

Prezado Mano Pedro Juk, bom dia. Acabo de ler uma matéria sobre as colunas Sapientia, Salus e Stabilitas, no endereço (...). Causou-me estranheza o comentário de que "estas palavras são pronunciadas com vigor ao encerrar a Cadeia de União e apostas no início de documentos maçônicos. Ao contrário de muitos Maçons que por desconhecerem os ritos existentes e suas origens, usam de forma errônea as palavras S.'.F.'.U.'. que significam Saúde, Força e União. Estas palavras nunca pertenceram e não pertencem ao R.'.E.'.A.'.A.'., e sim ao Rito de Emulação (York), portanto jamais devem ser usadas e pronunciadas no Rito Escocês Antigo e Aceito".

Isso procede?

A resposta:

Pois é Mano, são essas carcaças de dinossauro que não contribuem em nada com a cultura na nossa Sublime Instituição. Infelizmente cada um escreve o que quer, não importando o tamanho da bobagem que será escrita.

Esse absurdo começa pelo despautério de se chamar o Trabalho de Emulação de Rito. Nosso autor me parece não estar nem um pouco familiarizado com a Maçonaria Inglesa, pois na Inglaterra não se reconhecem “ritos”, senão “trabalhos”.

Para engrossar ainda mais o caldo, afirma o articulista que “S.'.F.'.U.'. não pertence ao REAA.'., mas sim do Rito (sic) de Emulação!!!!!!”

Ora, essa é uma afirmativa precipitadamente falaciosa, pois esse costume (de escrever e pronunciar tríades) não é tão comum na vertente inglesa da Moderna Maçonaria. Saúde, Força e União é expressão habitualmente usada na Maçonaria Latina, não na anglo-saxônica.

Além do mais, “palavras pronunciadas com vigor na Cadeia de União”, conforme afirma o autor, não pode ser generalizada, pois no REAA.'. (que é um rito de origem francesa) tradicionalmente a Cadeia é formada apenas e tão somente para a transmissão da Palavra Semestral e nela não existem aclamações, preces e orações.

Assim, o texto mencionado traz afirmativas que não passam de verdadeiros sofismas.

Tanto S.'. F.'. U.'. quanto S.'. S.'. S.'. são comumente enunciadas e escritas na Maçonaria latina, não existindo essa pobre justificativa de que uma é do Rito (sic) de Emulação e outra é do REAA.'.

Afirmar uma temeridade dessas é abusar da inteligência dos outros.

É oportuno esclarecer que o significado das palavras S.'. S.'. S.'. em conjunto sequencial corresponde a uma dentre tantas tríades de saudação usadas pela Maçonaria, principalmente na latina e foi herdada da fase especulativa da nossa Ordem. Nesse sentido, “Sabedoria, Saúde e Estabilidade”, é uma saudação que está abreviada em latim – “Sapientia, Salute (Salus), Stabilitate (Stabilitas)”, porém não é propriedade característica da Sublime Instituição.

No mais, eu diria que certos escritos suportados por ilações, além de nada contribuírem, senão disseminarem falsidades culturais, ainda são exemplos de verdadeiras carcaças de dinossauro que assolam a Sublime Instituição, pois como parece ter afirmado um dia o filósofo e Irmão Goethe: “matar o dinossauro até não parece ser tarefa das mais difíceis, entretanto a maior dificuldade está em consumir as suas carcaças”.

P.S. Conferi o conteúdo do escrito no endereço eletrônico mencionado na questão. (a) Pedro Juk – outubro/2016.

Assim meu Irmão, eu penso que essa resposta pode lhe dar suporte para uma eventual avaliação entre o que é autêntico e o que é erva daninha da falsidade.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES

 

LOJA QUATUOR CORONATI

LOJA QUATUOR CORONATI
Publicado por Luiz Marcelo Viegas

Esta Loja, registrada sob o nº 2076 na Grande Loja Unida da Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de assuntos sobre Maçonaria.Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os “Arts Quatuor Coronatorum” são totalmente aceitos como os mais competentes no assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo. A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de publicações de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old Charges, etc.

Os “quatuor coronati” (os quatro mártires coroados, apesar de que na verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.

A breve estória sobre eles é a seguinte:

O Imperador Dioclesiano visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais altamente qualificados na “Arte de Esquadrejar Pedras”. Eles eram Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.

Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados em caixões de chumbo e jogados no rio.

Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por açoitamento até a morte.

Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos “Quatro Mártires Coroados” (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o total de nove mártires.

A referência de estarem sendo “coroados” se presume estar ligado com o dito popular “a coroação do mártir” dando a entender as ricas gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.

Nota do Blog:
Para saber mais sobre a Quatuor Coronati, 2076, você pode acessar o site da loja clicando AQUI

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

sexta-feira, 21 de maio de 2021

DESOBEDIÊNCIA RITUALÍSTICA

DESOBEDIÊNCIA RITUALÍSTICA
(republicação)

Em 27/03/2017 o Respeitável Irmão Dionísio Santos, Loja Alma Farrapa, 3.028, REAA, GOB-RS, sem mencionar o nome da Cidade (Oriente), Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão.

Gostaria de fazer um questionamento, apesar de saber a resposta dentro da Legislação:

Uma Loja que não cumpre o Decreto do Ritual reformado em 2009, qual deverá ser a atitude do Grande Secretario de orientação Ritualística diante de uma Loja que não cumpre o que foi determinado? Qual o processamento? O que irá implicar para a Loja desobediente

CONSIDERAÇÃO:

Ritual em vigência, qualquer que seja a sua avaliação, deve ser irrestritamente cumprido.

No que diz respeito a sua questão, vejo que antes de qualquer providência por parte da autoridade maçônica, existem o Venerável Mestre e o Orador da Loja. Esse último por sinal é o Guarda da Lei e, como fiscal da legalidade, tem a obrigação de fazer com que se cumpra o que está previsto. Em não sendo atendido, deve ele então fazer denúncia ao Ministério Público Maçônico relatando o ilícito.

No caso de interpelação do Secretário de Orientação Ritualística, não sendo atendido por parte da Loja a sua súplica dirigida ao cumprimento ritualístico, ele procurará por meios legais junto ao Ministério Público providências cabíveis para o cumprimento do ritual, inclusive oferecendo denúncia, se for o caso, contra aqueles que por dever de ofício deveriam ter evitado o delito.

Obviamente que existem critérios e ações eivadas de bom senso antes que seja tomada qualquer medida avaliada como extrema, sobretudo por parte da autoridade que deve estar preparada para não investir em seara alheia, ou por meios que não sejam os legais. Trocando em miúdos, qualquer atitude nesse sentido deve seguir aos trâmites da Lei.

Quando se fala em bom senso, estabeleça-se que a postura da autoridade deve ser primeiro a de orientar e esgotar todas as possibilidades para que o ritual seja cumprido, inclusive explicando, se for o caso, a razão da prática litúrgica que porventura esteja sendo ferida. Antes da demanda um bom diálogo geralmente resolve à questão

Por outro lado os obreiros do quadro da Loja também devem estar cientes das suas obrigações que, dentre as quais, é a de cumprir o ritual em vigência, já que vivemos sob a tutela do costume latino com seus carimbos e convenções o que nos obriga a cumprir o maldito “está escrito aqui”, não importando se o escrito faz sentido ou não. O fato é que qualquer maçom quando presta a sua obrigação (juramento) se compromete a cumprir as Leis emanadas pela sua Obediência, assim não existe nos termos da Maçonaria brasileira a ideia de que cada Loja possui características ritualísticas próprias. Conforme o rito adotado, o ritual é que determina a uniformidade de procedimentos, embora eles (os rituais) nem sempre sejam portadores de clareza e de explicações convincentes (frutos de enxertos e achismos implantados por pseudos ritualistas).

Dando por concluído, insisto que qualquer orientador de ritualística, sobretudo um Grande Secretário, deve ser um profundo conhecedor das práticas da liturgia maçônica e para tanto, deve antes de impor a sua autoridade, ser cortês e com didática altamente qualificada ensinar aqueles que carecem de ensinamento. A melhor regra para tudo isso é que a autoridade não fique só no mero campo de fazer cumprir o regulamento, mas sim seja também um personagem que convence pela sua sabedoria.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA "UMA ESTRELA QUE BRILHA NO SILÊNCIO"

MAÇONARIA "UMA ESTRELA QUE BRILHA NO SILÊNCIO"

Sem sombra de dúvida, nenhuma organização é tão fascinante e ímpar quanto a gloriosa Maçonaria. Com a missão de tornar homens bons, melhores, ela conseguiu a proeza de permanecer intacta às intempéries da vida, mantendo-se firme como os preceitos que a impulsionam. A trilogia Igualdade, Fraternidade e Liberdade é digna de atenção, pois apresenta conceitos modernos e indispensáveis para um convívio melhor na sociedade. Há séculos, esses são conceitos conhecidos, praticados e divulgados por seus integrantes.

Hoje, fala-se muito em ecumenismo como forma de resposta aos conflitos religiosos. Contudo, a Maçonaria foi a primeira entidade em que a fé individual foi utilizada como instrumento de integração, e não como combustível para sangrentas guerras – provando que todos somos filhos do mesmo Criador, ou seja, irmãos, e podemos viver realmente como tal, independente da religião a qual pertençamos.

Atualmente, percebemos que o racismo é uma patologia temível, que coloca em risco a humanidade, então, notamos o valor do exemplo da fraternidade maçônica, pois esta abomina todas as formas de racismo.

A filantropia, um de seus estandartes, tem uma característica própria que deixa esse gesto mais nobre: o silêncio, em que, na grande maioria das vezes, nem o próprio beneficiado tem conhecimento de seu benfeitor. Esse condimento não só deixa caracterizada a verdadeira caridade, como nos ensina que não devemos fazer as coisas boas, se podemos faze-las perfeitas.

Num universo tão eclético, seus congregados aprendem a honrar três grandiosos pontos, que são sagrados em todos os lugares: Deus, Pátria e Família. Independente da cultura, esses tópicos são unanimidade – os mais valiosos que um povo pode possuir. Percebemos que, quando tais ícones são desonrados, as conseqüências são enormes.

Porém, investida de tais predicados, foi sempre alvo constante de perseguições, injúrias e preconceitos, pois jamais se alienou perante as mudanças globais, mostrando-se como obstáculo para caprichos de déspotas; prova disso é que há, até os nossos dias, histórias “fantásticas” pulverizadas nas mentes férteis das massas, associando Maçonaria a elementos malignos: idéias como “os maçons praticam magia negra” estão presentes e geram relatos tão absurdos quanto a maldade de quem os criou.

Certamente, a razão fundamental para que a Maçonaria não se tornasse apenas uma mera coadjuvante na história da humanidade foi a dedicação e a disciplina de seus integrantes, pois apesar das lutas, não se inclinou para os problemas, ao contrário, a cada obstáculo se fortaleceu.

Privilegiando os excluídos, defendendo a ética, res-peitando as autoridades, incentivando a paz, lutando contra vícios e cultivando a moral, ela segue firme em sua jornada que é a disseminação desses valores, que são tão grandiosos e estão além do nosso plano material, pois a certeza da imortalidade da alma e a crença da existência de um Ser Supremo são os geradores de tanta energia positiva, e com toda certeza, são companheiras dos maçons em qualquer trajeto, seja no cotidiano ou na esperança de uma vida posterior.

FONTE:
Cristyano Ayres Machado, M.·. M.·.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

PARAMENTOS DOS VIGILANTES

PARAMENTOS DOS VIGILANTES
(republicação)

Em 26/03/2016 o Respeitável Irmão Gilberto Martins Rocha, Loja Fraternidade Carmelitana, REAA, GOB-MG, Oriente de Carmo do Rio Claro, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento:

Gostaria de saber se as orientações constantes das páginas 26, 27, 28 e 29 do Ritual de Mestre - Edição 2009 ainda estão vigentes da forma como lá se encontram, ou se houve alguma alteração. A pergunta se fundamenta no fato de que na minha loja, desde que entrei em 2008, os Vigilantes sempre usaram e usam os mesmos aventais dos demais Mestres e também não usam os punhos.

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito ao ritual, ao que me consta, nada foi alterado.

Quanto ao uso de paramentos diferenciados para Vigilantes nada mais é do que mera invenção, pois não tem sustentação litúrgica alguma.

Infelizmente, vivemos em uma Maçonaria latina e por isso ela é dada a essas invenções. No caso do GOB, além de azular os aventais escoceses, ainda prevê esses paramentos diferenciados. Assim se eles são previstos, mesmo que equivocados, devem ser usados, embora uma grande quantidade de Lojas ainda não os tenha adotado como é o caso da vossa Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS


 

MAÇONS QUE MUDARAM A MAÇONARIA

MAÇONS QUE MUDARAM A MAÇONARIA: ALBERT MACKEY

Albert Gallatin Mackey (12 de Março de 1807 – 20 de Junho de 1881), foi um médico americano, e é mais conhecido por ter sido autor de vários livros e artigos sobre a Maçonaria, sobretudo, nas Landmarks da Maçonaria. Ele serviu como Grande Secretário da Grande Loja de Carolina do Sul; e Secretário-geral do Conselho Supremo do Antigo e Aceito Rito da Jurisdição Sul dos Estados Unidos.

Nascido na cidade de Charleston, no estado americano da Carolina do Sul, Albert Mackey graduou-se com honras na faculdade de medicina daquela cidade em 1834. Praticou sua profissão por vinte anos, após isso se dedicou quase que completamente sua vida à obra maçônica.

Participou como membro ativo de muitas lojas, inclusive a legendária “Solomon’s Lodge”, fundada em 1734, que é, ainda hoje, a mais famosa e mais antiga Loja operando continuamente na América do Norte.

As Potências Maçônicas em todo o continente americano, via de regra, adotam a classificação de 25 Landmarks compilada por Albert Gallatin Mackey. Deve-se a isto a frequência com que o Mackey é mencionado também entre nós.

Albert Gallatin Mackey passou ao oriente eterno em Fortress Monroe, Virgínia, em 20 de junho de 1881, aos 74 anos. Foi enterrado em Washington em 26 de junho, tendo recebido as mais altas honras por parte de diversos Ritos e Ordens.

Fonte: https://www.deldebbio.com.br

quarta-feira, 19 de maio de 2021

ABONAR FALTA

ABONAR FALTA
(republicação)

Em 26/03/2017 o Respeitável Irmão Paulo Roberto de Paula Gomes, Loja Acácia de Guarapari, 2.066, REAA, GOB-ES, Oriente de Guarapari (provavelmente), Estado do Espírito Santo, formula a seguinte questão através do Blog do Pedro Juk – http://pedro-juk.blogspot.com.br

Mais uma vez valho-me do conhecimento do Irmão para dirimir dúvida surgida em Loja. Temos um Irmão que trabalha em plataforma Desta forma, fica 15 dias em terra e os outros no mar. Como lhe resta apenas os 15 dias em que não trabalha para frequentar a Loja, qualquer falta o impedirá de votar, nos termos do Código Eleitoral que prevê o máxima de 50% de faltas para exercer tal direito. A pergunta: Existiria alguma forma legal de abonar eventual falta do Irmão para que ele pudesse votar?

CONSIDERAÇÕES:

Meu ofício não é o de interpretar Leis, todavia eu não me furtaria a dizer o que penso a respeito. Se a Lei é clara nesse sentido, ela é feita para todos, daí abonar falta é caminho ilegal.

Aliás, com todo o respeito que eu devo aos meus Irmãos, nós precisamos extirpar essa ideia de “jeitinho”.

Entendo as circunstâncias, mas não posso concordar com qualquer tipo de abono nesse sentido, todavia, essa é apenas a minha opinião, daí eu sugiro ao Irmão que através do Orador da sua Loja faça uma consulta a respeito junto ao Tribunal Eleitoral para obtenção de uma resposta oficial.

T.F.A.
PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

Coração

1º - Este órgão sempre foi considerado o "centro vital do organismo; "amar com o coração" é a expressão poética.

2º - Emblema das emoções e dos sentimentos necessários para moderar a vida e para levá-la fora da senda sensual.

3º - É também um símbolo de vários graus maçônicos, principalmente quando representa o coração de Hiram, conservado por ordem de Salomão.

4º - Coração chamejante, símbolo do amor espiritual que culmina nos dons cósmicos de sabedoria, compreensão, prudência, fortaleza, conhecimento, piedade e fervor.

5º - Coração encimado por uma cruz, símbolo indicando que os interesses espirituais devem manter as emoções do homem dentro de seus limites.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A LENDA DO PELICANO

A LENDA DO PELICANO

O simbolismo do pelicano assenta-se sobre uma comovente lenda com origem na idade média, que afirma que o pelicano, quando não encontra alimento para sustentar sua prole, rasga seu próprio ventre para alimentá-la com seu sangue.

O pelicano é uma ave de grande porte que vive nas regiões aquáticas em todos os continentes, possui bico avantajado e tem, no bico inferior uma bolsa onde acumula os peixes pescados. As fêmeas alimentam os filhotes despejando as reservas acumuladas na bolsa membranosa. Para esvaziá-la, comprime o peito com o bico, fato este, que deu origem a essa antiga lenda, onde o pelicano abre o próprio peito para dele extrair sua carne a fim de alimentar os filhotes, quando não encontra alimento. Simboliza, portanto, o amor com desprendimento.

O pelicano é também o símbolo alado da dedicação e das obrigações sociais. É a mente provida de asas para que possa pairar sobre o mundo, desprendendo-se da matéria, e contemplar sob o prisma da Verdade, toda a obra da Maçonaria.

Os sete filhotes, que usualmente se encontram junto ao Pelicano, representam justamente, as sete cores do arco-íris ou sete estados de consciência representados por cada cor, ou ainda a hierarquia dos seres, onde os Maçons que exercem a verdadeira filosofia ocupam seu lugar dentre os mais elevados.

No simbolismo católico, o pelicano é Jesus Cristo dando seu sangue para a salvação da humanidade, ou alimentando o homem na eucaristia. Também é o símbolo da Redenção.

O símbolo do pelicano pertence também ao domínio da vida cotidiana, que não é, contudo, menos comovedor, sobretudo para aqueles a quem as circunstâncias e as responsabilidades impõem uma escolha, pondo em jogo os interesses vitais e mesmo a existência.

Escolha muitas vezes difícil, diante da qual o profano recua, mas não o Maçom, que não hesita, sacrificando-se à sua família, ao seu país, à humanidade inteira. Sacrificar o egoísmo, os interesses às vezes legítimos, sua própria vida se preciso for, e a mais forte razão, seu orgulho e suas ambições, a fim de colocar em seu lugar, o altruísmo e a caridade. Tal como o pelicano, o Maçom alimenta simbolicamente os fracos com suas próprias entranhas, perecendo para permitir aos outros viver.

Às vezes é preciso que a célula pereça para que o organismo perdure, é preciso ao indivíduo morrer e renascer para que a humanidade continue.

Essa é a lição simbólica que se aprende na lenda do pelicano, mostrando ao maçom a conduta que deve ter a todo instante.

O pelicano é o emblema mais característico da caridade. É também o símbolo da morte e do renascimento perpétuo da natureza. Num contexto um tanto Druida: é a terra que nutre os seus filhos, é a mãe que cumpre os seus sagrados deveres, é a caridade para com nossos irmãos.

A lenda do pelicano foi uma tradição que se enraizou também dentro da igreja cristã como símbolo, tomando aspectos muitas vezes inusitados e inesperados.

As igrejas medievais a aceitaram em suas decorações, mais de um católico o adotou em suas armas e Henrique VIII chegou a mudar as armas do Arcebispo de Granmer por três pelicanos.

No intuito de ajudar a guerra que os cruzados sustentavam na Terra Santa contra os muçulmanos, o Papa Inocêncio III ordenara que em toda as igrejas fossem colocados cofres, muitos feitos de troncos de árvores cavados, cujo objetivo seria recolher donativos dos fiéis, já que o clero medieval, embora detivessem suas mãos grande parte das riquezas da época, não se mostrava suficientemente generoso.

Dessa forma, os construtores das catedrais medievais, tomaram o costume de colocar troncos ao lado das pias de água benta, para que os fiéis pudessem neles depositar o "dinheiro da vida". E a fim de melhor inspirar o sentimento da caridade, estes artistas deram a esses troncos a forma do pelicano, como ainda pode ser visto em algumas catedrais européias.

Nenhum outro símbolo podia melhor expressar o que se pretendia. Só o símbolo da abnegação da ave que se sacrificava a si mesma para alimentar a sua prole, podia representar aquele que se priva de seus haveres em benefício dos pobres.

O pelicano é o símbolo do próprio sacrifício, que indica que na medida em que damos, desenvolvemos o nosso caráter e a nossa personalidade, e a medida em que os anos passam o próprio sacrifício se reflete em boas ações que perduram além da nossa vida e são reflexo dos sacrifícios que fizemos.

O mestre deve fazer-se amar, e não poderá ter êxito a não ser amando ele mesmo com uma generosidade que o leve até a dedicação absoluta, até o sacrifício de si mesmo. Deste ponto de vista, o pelicano é o emblema dessa caridade, sem a qual, na iniciação, tudo será irremediavelmente vão. Os dons mais brilhantes da inteligência e da vontade não farão outra coisa do adepto que não tenha cultivado as qualidades do coração, a não ser um falso Mago.

A lenda do pelicano, de certa forma comove por sua extrema generosidade, encontra-se no cerne dos princípios da Maçonaria, o total sacrifício do ego em favor do próximo. Os ensinamentos exigem que o maçom que se encaminha na senda da perfeição deve desprender-se de todos os sentimentos negativos do egoísmo, orgulho e ambição negativa, transformando-os, alquimicamente, em sentimentos de altruísmo, humildade e abnegação.

É preciso que o verdadeiro maçom, através do sacrifício de seu próprio eu, chegue ao conhecimento do amor. Cumprirá assim sua finalidade de iniciado e atingirá por esse meio a meta almejada: a completa superação de sua personalidade humana para alcançar sua própria Redenção Crística, e se tornará um verdadeiro Mestre!

É justamente dessa forma que o Maçom consegue a transmutação alquímica do que era inferior, do fogo em luz, do humano em Divino. É assim que terá encontrado a Pedra Filosofal e realizado a Grande Obra, a transmutação total do chumbo em ouro, do homem em Deus.

Fonte: www.revistaartereal.com.br

terça-feira, 18 de maio de 2021

LUZES COLORIDAS SOBRE O ALTAR

LUZES COLORIDAS SOBRE O ALTAR
(republicação)

Em 24/03/2017 o Respeitável Irmão Eliberto da Silva Carvalho, Loja Acácia, 0177, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, através do meu blog http://pedro-juk.blogspot.com.br formula a seguinte questão:

Inicialmente parabenizo o ilustre irmão pelas suas sempre claras e objetivas respostas às mais diversas consultas formuladas, sempre dirimindo as dúvidas apresentadas. Solicito seus esclarecimentos sobre o assunto a seguir: Essa Loja completou 149 anos de fundação dia 07/03/2017 e tem na mesa do Venerável Mestre, ao invés do castiçal com três luzes brancas, segundo os Rituais dos Graus Simbólicos, um castiçal com três luzes de cores diferentes que, segundo alguns obreiros mais antigos, é uma homenagem às Lojas Comércio e Artes, União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy, pelo que representam para a Maçonaria. A meu ver, deixando de lado a homenagem enfocada, da qual não discordo, é uma radical inobservância à ritualística, com relação às luzes sobre a mesa do Venerável, o que deve ser corrigido imediatamente. Concluindo, pergunto ao irmão: Seria correto colocarem-se essas três luzes coloridas sobre um pedestal no oriente, com placa indicativa de sua finalidade, em local que não fira a ritualística

CONSIDERAÇÕES:

Obviamente que não é correto. O candelabro de três luzes situado sobre o altar ocupado pelo Venerável Mestre e os outros dois que ficam sobre as mesas dos Vigilantes representam as Luzes da Loja e a evolução do conhecimento humano, posto que de acordo com o grau simbólico de trabalho da Oficina acendem-se mais ou menos luzes. No caso do REAA elas ainda representam a evolução da Natureza comparada à alegoria iniciática do Obreiro. Assim, essas Luzes litúrgicas são neutras, podendo ser lâmpadas elétricas ou mesmo velas, entretanto elas não podem ser usadas como instrumentos para homenagear alguém ou alguma coisa. Isso é o mesmo que desvio de finalidade.

Sinceramente, tem coisas que acontecem nos nossos meios que são difíceis de acreditar e essa, por exemplo, é uma delas. Não que as Lojas mencionadas não mereçam de nós todo o respeito e homenagem, porém não se usando as Luzes litúrgicas para esse fim, e muito menos acompanhadas de placa indicativa. Ora, isso é um verdadeiro atentado à liturgia maçônica.

A propósito, as três Lojas que deram origem ao Grande Oriente Brasílico em 17 de junho de 1822, por desmembramento de uma delas – a Comércio e Artes – em mais duas outras, seriam historicamente distinguidas pelas cores branca, azul e vermelha para que os seus respectivos obreiros fossem identificados durante as votações da assembleia. Isso na verdade sacramentaria as cores oficiais do Grande Oriente do Brasil, já por ocasião das assembleias na época da fundação, os obreiros das três Lojas traziam uma fita com a cor correspondente à sua Loja amarrada no braço direito. Dessa forma eram identificados os Irmãos dos quadros presentes. Dado a isso é que historicamente essas cores (branca, azul e vermelha) individualmente representam até hoje as três Augustas e Respeitáveis Lojas fundadoras.

Mesmo dado à importância devida a elas, nada sugere, entretanto o uso do candelabro de três luzes litúrgicas para prestar essa homenagem. Aliás, como qualquer outro símbolo que compõe a decoração da Loja no REAA não deve também ser usado para essa finalidade.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE OS MAÇONS ACREDITAM?

O QUE OS MAÇONS ACREDITAM?

Como utopia pessoal, cada maçom propõe elevar seu status para ser social, na medida das suas próprias competências, guiado por uma escola iniciática que fundou-a sobre princípios morais.

Acredita na necessidade de tolerar a opinião contrária, respeitando a diversidade de crenças religiosas e diferentes filosofias de vida.

Então, acredita em tolerância como resseguro à liberdade de pensamento, ela age como uma rede de contenção nos debates e teste, tornando-se permanentemente formado, Maçom em um homem com a capacidade de ouvir, compreender e agir.

Acredita na democracia como uma teia onde as diversas formas de pensamento e de crenças que estão interligadas dentro de que, tendo respeito pelos outros e tolerância de divergência, como propõe uma sociedade fraterna e progressista.

Eu, Mestre Maçom acredito na ciência, como representante do progresso, mas guiada por valores eternos como a igualdade de Justiça; lealdade sobre a igualdade de oportunidades.

Acreditar na liberdade e fraternidade como utopias que homem deveria propor e funciona dentro do templo, através do estudo das normas morais e em favor de uma atitude ética consistente em todas as áreas onde atuam.

O Maçom acredita na razão que permite-lhe descobrir a natureza das coisas, compreendê-los e respeitá-los, mas ao mesmo tempo, ele acredita na importância das doutrinas religiosas e tradições culturais como formadores do homem Sentimental.

Acredita na possibilidade de um novo humanismo capaz de priorizar, acima de pessoal, corporativa e os interesses nacionais, a preservação do habitat de todos os seres.

Acreditar nos meios pacíficos de resolução de conflitos, o Maçom opôs-se ao fanatismo político ou religioso em todos que colocam em risco a vida das pessoas.

Maçom acredita e é guiado por duas trilogias fundamentais que sintetizam seu intelecto: ciência, justiça e trabalho e na liberdade, igualdade e fraternidade.

Por isso Sou Maçom

Pedro Abreu,
M∴ M∴ da RLMAD

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

segunda-feira, 17 de maio de 2021

SUBSTITUIÇÃO DO VENERÁVEL NO RITO DE YORK

SUBSTITUIÇÃO DO VENERÁVEL RITO DE YORK
(republicação)

Em 23/03/2017 o Respeitável Irmão João Vitor Hugo Painco Bahls, sem mencionar o nome da sua Loja, Oriente e Estado da Federação, se referindo a uma resposta minha dada sobre a substituição precária do Venerável (falta) no REAA, indaga via meu blog http://pedro-juk.blogspot.com.br

Olá boa noite meu irmão, e no caso do rito de York (emulação) o Primeiro Vigilante também pode assumir o cargo do Venerável numa situação de emergência ou não?

CONSIDERAÇÕES:

Diferente do costume francês, muito conhecido na Maçonaria brasileira através do Rito Escocês Antigo e Aceito, o costume inglês, no caso o Trabalho de Emulação, ou o conhecido por aqui como Rito de York, quem substitui o Venerável Mestre na sua eventual ausência é o Past Master Imediato (titulo recorrente na Maçonaria inglesa), ou seja, o mais recente ex-Venerável da Loja. Em havendo a ausência dos dois, assume outro Past Master, desde que ele seja da Loja.

Na Moderna Maçonaria Inglesa não é o Primeiro Vigilante o substituto imediato do Venerável, já que costumeiramente o Vigilante não tem no Craft obrigação de saber de cor à dialética do Venerável, pois ele ainda está sendo preparado para esse ofício como futuro eleito na linha sucessória da Loja. Ademais cada Vigilante também tem obrigações a cumprir relativas ao seu cargo. Em síntese, no costume inglês, para se dirigir uma Loja, mesmo que em substituição é preciso ser um Mestre Instalado, daí esse título ser autêntico no Craft da Inglaterra.

Obviamente que isso só pode ser levado em consideração quando se tratar da vertente inglesa de Maçonaria e não como se faz no Brasil onde muitos generalizam essa prática indiscriminadamente sem levar em consideração a vertente cultural do Rito.

Não existe, sobretudo na Maçonaria inglesa, a péssima geometria de se improvisar como é constantemente vista na Maçonaria latina. O Irmão empossado em um cargo não o assume apenas pelo “faz de conta”, mas acima de tudo o faz com responsabilidade para manter equilibradas as ações no “canteiro”.

Algumas outras ponderações. A tradição de o Primeiro Vigilante ser o substituto imediato do Venerável é costume herdado do período operativo e do de transição da Maçonaria de ofício para a especulativa. Mais tarde, com o advento da Moderna Maçonaria a partir de 1717 com a aparição da figura do Grão-Mestre, outras “normas gerais” acabariam ganhando corpo, dentre as quais, a da substituição do Venerável pelo Past-Master Imediato, fato esse que se firmaria na vertente anglo-saxônica, a despeito de que na outra vertente, em muitos casos, ainda continua sendo substituto o Primeiro Vigilante. Na França, por exemplo, não existe a figura do Mestre Instalado, porém a do ex-Venerável já que na vertente francesa de Maçonaria, Instalação significa simplesmente “posse”. Assim, a figura do Mestre Instalado só é genuína quando mencionada nos trabalhos maçônicos oriundos da vertente inglesa, ou pelo menos, deveria ser.

Concluindo, menciono que as minhas ponderações são baseadas nos nossos usos e costumes, observando, porém, que os regulamentos das Obediências em vigência devem ser rigorosamente observados, mesmo que eles contradigam as tradições.

E.T. – contei com auxílio luxuoso do Irmão Joselito Romualdo Hencotte.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br