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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

QUE CAMINHOS A MAÇONARIA PODE TOMAR?

QUE CAMINHOS A MAÇONARIA PODE TOMAR?
Marco Piva M∴I∴

Estamos no limiar de 2020, um ano atípico, mas que vai ficando, a cada dia, normal, ou seja, típico, ao contrário do que se poderia imaginar há um ano apenas.

Nesse período nos refugiamos nas “lives” que se tornaram uma tremenda escola de Maçonaria para alguns que nunca tinham recebido uma carga de informações e conhecimentos tão grande em tão pouco tempo. Anos de Loja sem aprender absolutamente nada, porque não tinha quem desse uma boa palestra e tivesse algo de bom para ensinar. Por outro lado, muitos já estão saturados de tanta “live” por aí. Por preguiça mesmo, ou excesso de oportunidades.

É fato que elas ajudam muito, mas precisamos observar bem os temas e palestrantes para ver se são adequadas, principalmente a Aprendizes e Companheiros, Essa é uma tarefa dos Vigilantes e do Venerável, verificar se será um tema útil aos mais novos de Loja, por exemplo, podendo mais confundir do que explicar. Quando Mestre, ok, tem o direito e dever de conhecer de tudo, mas aí, estará mais expert para decidir.

Na verdade, esses palestrantes, mestres preparados geralmente, estavam lá o tempo todo, nas colunas das Lojas, mas ninguém sabia extrair o seu conhecimento para o bem comum porque as Lojas teimam em fazer só o ritual, algum ameaço de prece, alguns discursos vazios e correm para o ágape (copo d’água tradicional em algumas regiões).

Assim matam duas coelhas com uma cajadada, substituem a missa da semana porque já viram a Bíblia no meio do templo e recebem o alvará da cunhada para tomar aquela geladinha com os “manos”. E esses são os que ficam, porque muitos saem depois de algum tempo de muito, praticamente nada. Há muitos bons irmãos nas Lojas calados, por força de uma rotina insensata de não se fazer nada além de cumprir o ritual e perde-se qualidade a cada dia de silêncio no Período de Estudos.

Temos alertado sobre essa dinâmica vazia, a falta de uma boa pauta das Lojas nos últimos anos, agora até se explica, em parte, por causa da pandemia, mas o problema é antigo. Volta-se a insistir nesse tema, sobre a Maçonaria do Século XXI, que temos abordado em algumas palestras dadas também, porque, necessariamente, as Lojas maçônicas de todo o mundo, creio, mais precisamente no Brasil, precisam encontrar seu rumo, um Norte, ou um Oriente, se preferirem, e tomar esse caminho de imediato, ou, estaremos empurrando a Instituição para o buraco da decadência, de uma vez. Fim de linha em pouco tempo.

Porque não adianta ter um nome de “Maçonaria” e ser apenas uma sociedade de velhos chatos ou dorminhocos que não fazem ela cumprir sua missão, que é de reformar os homens, dando-lhes, à luz da Razão, o simbolismo das virtudes e do combate incessante aos vícios morais, depois disso, como exemplares cidadãos, participarmos ativamente das questões sociais que a circulam, com seus membros atuando positivamente, dando exemplos daquelas virtudes, através de ações beneficentes, sociais, políticas, em sentido amplo, enfim, tudo aquilo que será herdado pelos nossos familiares e pela nossa comunidade.

Difícil enxergar isso como a missão precípua da Maçonaria? Não há que se falar em entidade filantrópica como se fosse uma fabrica de esmolas, porque nesse sentido, perdemos feio de qualquer igreja. Não há que se falar, embora seja primordial, em sociedade filosófica, porque ninguém quase estuda filosofia ou outras ciências sociais.

Mas deveríamos, e muito. Porque é com a filosofia e outras ciências sociais que aprendemos a conhecer e lidar com o ser humano que nos circunda, como vivermos, que linha de pensamento termos, nossas ansiedades e necessidades. Se somos construtores da sociedade, temos que conhecer a nossa matéria prima, o ser humano.

Como tomar novos rumos e atingir esses objetivos? Claro que cada Loja deve encontrar seu caminho, mas algumas sugestões, podem ser lançadas na mesa. De que adianta criticar, sem apresentar soluções ou propostas de soluções?

A ideia é formar, em cada Loja, um centro de união de pessoas bem intencionadas, que queiram, primeiramente, estudar o simbolismo maçônico, sem se preocupar tanto com a ritualística, porque essa se aprende rapidamente, basta ler e cumprir fielmente seu ritual, e como somos inteligentes, não precisamos mais que três sessões para decorar os movimentos.

Outra coisa, não se preocupar tanto com a crença religiosa do candidato, isso é besteira, qualquer um pode mentir sobre crenças e ninguém pode contestar, mas se preocupar muito com a “folha corrida” do candidato. Moral é fundamental e precisamos saber com quem estamos lidando. Um sujeito com moral elevada, será sempre um bom irmão.

Outras condições são fundamentais para o sucesso do maçom, como a situação intelectual, porque o maçom não pode ser ignorante, tem que ter um excelente nível de compreensão do simbolismo, tem que ler e entender o texto de rituais e livros. A condição econômica também é importante, ou seja, para se manter na ordem sem dar prejuízos a ninguém e ainda poder contribuir em eventuais auxílios a irmãos e profanos.

As Lojas precisam se transformar também em salas de aula, literalmente, usando sua Ordem do Dia de forma inteligente e útil, com 80% dela para palestras e debates, além da apresentação de trabalhos dos irmãos da Loja. Com esses debates que se aprende muito e troca-se conhecimento. O Período de Estudos não pode se resumir a 15 minutos, mas deve ter, pelo menos, uma hora. É o mínimo. Em todas as sessões um Mestre deve propor um tema, apresentar uma peça e dela gerar perguntas e respostas, ou um debate organizado, onde opiniões e experiências devam ser expostos.

Assim, a sessão começa a ficar mais interessante, embora muitos irão reclamar do tempo. Mas esses são os que, geralmente, nada produzem e ainda querem atrapalhar os outros, querem comer, beber ou ir para casa mais cedo. São pesos mortos na Loja. Devem ser marcados e afastados se não querem participar do empreendimento.

Por outro lado, cada Loja deve assumir um trabalho social organizado, se possível com participação de cunhadas e sobrinhos, não só para eles fazerem e a Loja patrocinar, mas sim, todos se envolverem, como um orfanato, asilo, escola profissional ou de artes (música, dança, etc.). Com esse trabalho social e a utilidade da sessão trazendo mais conhecimento, haverá um expurgo dos preguiçosos em pouco tempo, mas outros que clamam por atividades, se aproximarão, acordarão do marasmo em que vivem e serão obreiros proativos. É certo que essa Loja, mantendo esse caminho, vai fazer sucesso porque seus irmãos estarão congregados em objetivos comuns, não se sentirão inúteis, ao contrário, como participes de uma sociedade em constante evolução.

É preciso que passemos por transformações internas, todos nós, abrindo mão de opiniões e posições inflexíveis, mudarmos em sentido positivo, avançarmos nas nossas ideais, sermos evolucionistas, de fato. Acabar com preconceitos de toda a espécie, sem deixarmos de ser nós mesmos, sem abrir mão de nossa personalidade, mas tudo pode ser debatido e acordado sem radicalismo, aproximando cada vez mais as ideias de uns e outros.

Tolerância é o remédio, no sentido de aceitar a possibilidade do próximo poder pensar diferente, das pessoas terem conhecimento relativo de algum tema e podermos nos abastecer desse conhecimento uns com os outros até chegarmos a um ponto comum. Impossível isso? Impossível uma convivência pacífica havendo discordância de pontos de vista dentro de uma ordem calcada no amor fraternal, tendo como divisa Liberdade, Igualdade e Fraternidade?

Não pode ser, como tem sido, um antro de discórdias e radicalismos, brigas políticas, tal qual o mundo profano a quem pretendemos dar exemplo. Temos que receber a todos, homens de qualquer espécie, gênero ou raça, cor, crença, etc., até que se abram as portas para as mulheres, e esse dia vai chegar, sabemos, com aval de ingleses inclusive. Basta que seja um ser de boa vontade e se preocupe com a evolução e progresso humano. Queremos pessoas boas, de princípios e objetivos.

Nós não precisamos de rótulos e marcas, de estereótipos, precisamos de inteligências para podermos fazer algo de grande pela humanidade. Pouco importa quem seja a pessoa que esteja na coluna, o que importa é que ela some pensamentos e esforços físicos para essa construção social da qual tanto falamos.

Hoje somos pedreiros com uma imensa obra em atraso e prazo se esgotando para entregarmos. Não podemos abrir mão dos bons artífices, temos que dispensar os maus obreiros e contratar novos com bom históricos e formá-los grandes profissionais. Assim a obra chegará ao seu final com a beleza esperada e no prazo determinado.

Mãos à obra!

Fonte: https://bibliot3ca.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

LIVRO DA LEI E QUESTÕES DE APRENDIZ

Em 23.08.2021 o Respeitável Irmão Arimar Marçal, Loja Santo Graal, 4.690, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

LIVRO DA LEI E QUESTÕES DE APRENDIZ

Somos nascidos no Rito Brasileiro e precisamos de sua orientação em alguns procedimentos e para dirimir dúvidas quanto à Ritualística e principalmente não confundir práticas que aprendemos no Rito anterior.

Durante a Sessão, existe alguma situação em que o Livro da Lei deve ser fechado pelo Orador e posteriormente aberto para continuar a sequência do Ritual?

Quais são as 50 perguntas do questionário de Aprendiz? Pesquisei na internet e confesso ter ficado confuso, em alguns sites achei as 50 perguntas e são iguais ou muito parecidas com as do Rito Brasileiro.

Nosso objetivo é seguir à risca todas as Orientações Ritualísticas e neste sentido, peço sua ajuda.

CONSIDERAÇÕES:

No REAA não existe a prática de se fechar e abrir o Livro da Lei temporariamente durante a sessão, pois nesse rito não existe suspensão de trabalhos ou “loja em família” como dizem alguns.

No REAA o Livro da Lei é aberto ritualisticamente, conforme o ritual, na abertura dos trabalhos e é definitivamente fechado quando do encerramento dos trabalhos. Reitero, não é prevista nenhuma suspensão dos trabalhos com fechamento e reabertura do Livro da Lei em qualquer dos três graus do simbolismo no REAA – vide o ritual do GOB e o SOR – Sistema de Orientação Ritualística hospedado na plataforma do GOB-RITUALÍSTICA (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral).

Quanto às questões relativas à instrução para o Aprendiz, elas devem ser condizentes com o rito praticado pela Loja.

Além das instruções contidas no ritual há também aquelas pertinentes à história e filosofia da Ordem em geral e do Rito em particular.

Do mesmo modo, também devem existir instruções sobre elementos básicos da legislação maçônica e de administração da Obediência.

Nesse contexto não existe especificamente um número exato de perguntas e respostas inseridas em questionários instrutivos para o Aprendiz.

O campo é vasto, sendo praticamente impossível se determinar um número exato de questões. A partir das instruções básicas contidas do Ritual vão se acrescentando conhecimentos hauridos dos estudos e pesquisas.

Alerto, contudo, que o Aprendiz deve receber instruções de liturgia e ritualística do seu rito e que é praticado na sua Obediência.

Concluindo, alerto que muitas instruções são encontradas no mercado livreiro maçônico, mas é preciso que haja cautela sobre esse material, pois não raras vezes eles podem estar repletos de enxertos e invencionices, quando não anacrônicos (ultrapassados). Recomendo ainda uma triagem do material, de tal modo a se certificar que o conteúdo seja matéria adotada na Obediência.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

O LUGAR DO APRENDIZ

O LUGAR DO APRENDIZ
Rui Bandeira

O local onde uma Loja maçônica se reúne é pelos maçons designado de Templo. Dentro do Templo, e no decorrer de uma reunião de Loja, tudo existe segundo uma ordem determinada e todos têm assento em locais definidos.

O sentido de ordem, a segurança que psicologicamente é transmitida a quem se encontra num local ordenado, onde tudo e todos estão no seu lugar, ajudam à criação de uma atmosfera de confiança, descontração e concentração que é preciosa, quer para o bom desenrolar da sessão, quer para o conforto de todos, quer para a predisposição para atender aos assuntos do espírito, deixando-se efetivamente os metais à porta do Templo.

Como todos os outros obreiros, o Aprendiz tem o seu lugar determinado. Ou, melhor dizendo, uma zona da sala destinada a que ele ali se coloque e assista a tudo o que se passa. Esse lugar, essa zona, situa-se nas cadeiras traseiras do lado Norte da sala.

O lado Norte aqui em causa é, como quase tudo em Maçonaria, simbólico. Pode, portanto, corresponder ou não ao Norte geográfico. Normalmente, as salas onde decorrem as reuniões de Lojas têm a forma retangular, com a entrada colocada num dos lados mais pequenos. E quando não tem essa forma, utilizam-se os adereços necessários para que o local onde decorre a reunião tenha essa disposição.

O lado onde se situa a entrada é, por convenção, designado de Ocidente. Logo, o lado oposto, onde se coloca a Cadeira de Salomão, é o Oriente. A generalidade dos obreiros toma assento nos lados direito e esquerdo da entrada. Convencionado que está que a entrada se situa no Ocidente, o lado direito de quem entra é, portanto, o Sul e o lado esquerdo de quem entra é o Norte.

Portanto, o Aprendiz toma assento na segunda fila do lado esquerdo de quem entra. Como sempre, esta disposição tem um significado simbólico. Para ser entendido, há que ter presente que a Maçonaria nasceu no hemisfério Norte. Neste hemisfério, o que está situado a Norte é menos ensolarado, menos iluminado. Em termos de Maçonaria, o Aprendiz ainda está na fase de transição da vida profana para a vivência maçónica.

Está em processo de aprendizagem dos símbolos, dos princípios, da vivência, da Maçonaria. Está no início do percurso que todos os maçons procuram fazer, do seu aperfeiçoamento, da busca do Conhecimento do significado da Vida e da Morte, da Criação, do Universo, do Material e do Imaterial. Está, como os maçons dizem, no início do caminho para a Luz. O Sol nasce a Oriente. Simbolicamente a Luz que o Maçom busca encontra-se a Oriente.

Daí que seja no lado que simboliza o Oriente que se encontra a Cadeira de Salomão, onde toma assento o Venerável Mestre, que conduz a Loja e os seus Obreiros na busca, individual e coletiva, do aperfeiçoamento e do Conhecimento, na busca da Luz. O Conhecimento, para quem não está preparado, pode ser nefasto, pode ser incompreendido ou mal compreendido e, logo, recusado, afastado, distorcido. Portanto, o acesso à Luz deve ser gradual, em função da capacidade, da preparação, do Caminhante. Consequentemente, aquele que está ainda menos preparado, aquele que está ainda na fase inicial da sua Jornada, deve ser protegido do excesso de Luz, para que nele se não torne nefasto o que deve ser benfazejo. Assim, deve tomar assento na zona mais protegida da Luz, ou seja, no Norte.

Quanto ao facto de tomar assento nas cadeiras traseiras, e não na primeira fila, tal deve-se, quer ao facto de, quanto mais ao Norte estiver, mais protegido estar da Luz em excesso, quer, muito mais prosaicamente, ao facto de o Aprendiz ainda ter uma reduzida intervenção nos trabalhos e ser conveniente deixar a primeira fila ser ocupada por quem pode intervir ou necessita de circular pela sala…

Esta regra só tem uma exceção: no dia da Iniciação, finda a respectiva Cerimônia, o novo Aprendiz toma assento, até ao final da sessão (e só nessa sessão), na primeira fila do Norte. Também por uma razão muito prática: não faz sentido ser colocado mais atrás, porventura obrigando outros obreiros a desviarem-se para lhe dar passagem, para o que resta da sessão.

Dá muito mais jeito manter reservado um lugar na primeira fila que, a seu tempo, será então ocupado pelo recém-iniciado. Afinal, depois do turbilhão de emoções que constitui a Iniciação, sabe bem sentar-se pertinho, pertinho, no primeiro lugar disponível e facilmente acessível…

A partir da sessão seguinte, e durante todo o tempo em que for Aprendiz, tomará, então assento na zona que lhe está destinada, os assentos traseiros do lado Norte. Protegido na sua zona, subtraído a movimentações, o Aprendiz está sossegado, em plenas condições de se concentrar, de tudo observar, de tudo apreender. Em Maçonaria, o Aprendiz é um Homem do Norte…

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

APRENDIZES E COMPANHEIROS NÃO OCUPAM CARGOS E NEM INGRESSAM NO ORIENTE

Em 20.08.2021 o Respeitável Irmão Roberto Loiola, Loja Barão De Cayru, 1305, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, formula a seguinte questão:

OCUPAÇÃO DE CARGOS E INGRESSO NO ORIENTE

Meu irmão, teria algum material falando sobre os cargos que o Aprendiz pode ocupar em Loja?

E sobre o mesmo poder "visitar" o Oriente.

CONSIDERAÇÕES:

Conforme previsto na legislação do Grande Oriente do Brasil, Aprendizes e Companheiros não podem ocupar cargo.

Nesse sentido, segue o que exara o Artigo 229 do Regulamento Geral da Federação:

Art. 229 - Para o exercício de qualquer cargo (o grifo é meu) ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade.

§ 1º – Os cargos são privativos (o grifo é meu) de Mestre Maçom.

Quanto a Aprendizes e Companheiros no Oriente, estes não ingressam nesse quadrante no REAA, salvo em momento específico previsto nas cerimônias de Iniciação, Elevação.

Fora isso, sob nenhuma hipótese eles ingressam no Oriente em Loja aberta, pois o Oriente é o final da jornada iniciática, o que ocorre apenas com a Exaltação ao sublime grau de Mestre Maçom.

Numa breve explanação a respeito, a jornada iniciática no simbolismo maçônico s e inicia com o grau de Aprendiz representando especulativamente a infância e a adolescência, pelo que na doutrina do REAA ele ocupa na Loja o topo da Coluna do Norte (parede setentrional onde se colocam as seis primeiras Colunas Zodiacais). A próxima etapa dessa jornada só é alcançada pelo grau de Companheiro, oportunidade em que ele representa a juventude no topo da Coluna do Sul (parede meridional onde se colocam as outras seis Colunas Zodiacais – mais particularmente em Libra).

Concluindo a jornada de aprimoramento vem a maturidade do Mestre que é simulada ainda no topo do Sul quando o iniciado alcança o ciclo do inverno.

Vale mencionar que o final dessa senda ocorre sobre o eixo do Templo, ao centro, onde se dá a representação iniciática da Exaltação (a Grande Iniciação), oportunidade em que o homem iniciado que sucumbiu no inverno é revivido tal como o Sol que retorna para o hemisfério na primavera. A cena de H∴ revivido é a chave que abre a porta para o Oriente e só assim ele, o Mestre, poderá afirmar: A A∴ M∴ É C∴.

Em síntese, essa representação teatral, pertinente ao hemisfério Norte da Terra (onde nasceu a Maçonaria), é uma teatralização dos ciclos da vida humana tal como a Natureza que nasce na primavera, cresce, frutifica e morre nas trevas do inverno para novamente renascer na Luz da primavera. É o fogo (a volta do Sol) que renova toda a Natureza.

Graças a todo esse teatro iniciático, proposto e indicado na decoração e na topografia de um templo do REAA é que só pode ocupar o Oriente da Loja aquele que completou a sua jornada – depois da primavera vem o verão, depois o outono e depois o inverno. E assim se sucedem os ciclos da Natureza. Da mesma forma ocorrem os ciclos da vida humana. Não dá para subverter essa ordem.

Eis aí a razão pela qual em muitos ritos maçônicos o Aprendiz e o Companheiro simbolicamente não podem ainda ingressar no Oriente de uma Loja aberta.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

BABEL

1º - Palavra síria que, segundo uns, significa confusão e, segundo outros, templo de Bel.

2º - É o nome de uma torre célebre que os filhos de Noé levantaram no vale de Senaar, 140 anos antes do dilúvio (2.907 a.C.), e que, segundo a Bíblia, foi destruída por ordem de Deus.

3º - Segundo a narração do Gênesis (Cap. II), teria sido daí que começou a diversidade das línguas.

4º - Parece, entretanto, que torres assim elevadas serviam de observatório aos caldeus. A Torre de Babel é mencionada pelos antigos manuscritos da Maçonaria operativa, desde o Poema Regius.

5º - Os Maçons noaquitas datam a origem de sua Ordem da destruição da referida torre, cujo nome é usado em vários graus e sistemas maçônicos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS FRACOS NÃO TÊM VEZ NA MAÇONARIA

OS FRACOS NÃO TÊM VEZ NA MAÇONARIA
Autor: Márcio dos Santos Gomes

Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito. (Martin Luther King)

Preliminarmente, que fique claro que a presente reflexão não tem nada a ver com a trama de “Onde os fracos não têm vez”, um misto de “western” e “film noir”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2008, e enseja uma mensagem no sentido de que, para sobreviver naquela loucura, fraqueza é algo que realmente não poderia ser demonstrada.

No cenário pós-pandemia do novo coronavírus, certamente a rotina de distanciamento social deverá ser atenuada, com restrições, permitindo o retorno aos nossos trabalhos e encontros sociais, com mudanças comportamentais que certamente impactarão hábitos já consagrados. Possivelmente, não teremos de volta a vida de antes. Difícil mesmo vai ser superar o vício das videoconferências e lives que parecem ter vindo para ficar (N.B: clique AQUI para ler o artigo “TFA e Pós-Pandemia”).

É certo que alguns ajustes relativos à higiene e interação pessoal se farão necessários até que a tão aguardada vacina contra a Covid-19 esteja disponível para todos. Muitas medidas hoje adotadas em nome do controle sanitário e novas formas de vigilância poderão surgir de acordo com cada faixa etária. Mesmo o Brasil terá que se submeter a um processo de reconstrução do tipo pós-guerra. Não podemos nos esquecer da nossa responsabilidade pelos riscos que podemos representar para as outras pessoas com o nosso comportamento.

Essa vontade quase incontrolável de retornar ao “normal” não pode se basear na irresponsável certeza de que nunca seremos atingidos pelos males que afetam os outros, ignorando as lições desastrosas que são evidenciadas diuturnamente nas publicações jornalísticas.

Em recentes discussões já se especulava sobre o futuro distante da maçonaria à luz dos avanços da inteligência artificial, com “iniciações” cibernéticas, em cenário abrangendo lojas virtuais (algumas já são realidade), com hologramas dos obreiros projetados nos respectivos cargos e posições ritualísticas, e outras tecnologias ainda a se tornarem realidade e muito mais (N.B: clique AQUI para ler o artigo “Especulações a respeito das iniciações no futuro”). Ocorre que esse tempo foi acelerado pela pandemia do coronavírus que motivou a realização de reuniões com os recursos de videoconferência, que vêm suprindo o impedimento de reuniões presenciais frente às restrições impostas pelas autoridades de saúde.

Quanto à continuidade dessa prática já exsurgem resistências, em especial de um grupo pouco afeito à tecnologia e agarrados a tradições que entendem não podem ser submetidas a novas leituras, em face da força avassaladora da modernidade. Não se pode descontinuar o uso de reuniões virtuais. Não temos como voltar atrás. Ainda mais inconcebível descartar as reuniões presenciais, pois a proximidade física, a fraternidade entre os irmãos, é imprescindível por se constituir na verdadeira razão de ser da Ordem. É certo que obstáculos sempre existirão, mas não são intransponíveis, dependendo da forma e da motivação com a qual os encaramos. O importante é que seja mantido o equilíbrio entre as tradições e o uso das atuais ferramentas tecnológicas.

Outro cenário que se vislumbra em nossas Oficinas envolve o agravamento da evasão de obreiros, em especial dentre aqueles com mais de 60 anos, enquadrados no grupo de risco da pandemia. Argumenta-se que muitos hoje sofrem pressões de familiares para redobrar os cuidados, considerando-se que já se fala que o novo coronavírus veio para ficar, constituindo-se em perigo permanente, mesmo na iminência do desenvolvimento de um antídoto. A comunicação nessa área ainda não está clara. Tiroteios de palpites vêm de todos os lados.

Tal perspectiva leva em conta o argumento de que as condições ambientais de nossas Lojas, na sua maioria, podem se enquadrar como insalubres, dado que o espaço é reduzido, com proximidade física entre jovens e idosos, e sem ventilação natural, com sistemas de ar condicionado capengas e sem manutenção periódica. Não se discute que essas condições podem ser revistas e um controle mais rígido de manutenção possa ser planejado e executado com responsabilidade pelos gestores.

Por outro lado, especula-se que esse pode ser um argumento para aqueles de diferentes idades maçônicas que já vislumbravam a possibilidade de abandonar a Ordem e que essa seria uma boa oportunidade de afastamento, dispensando-se maiores justificativas. Se tal avaliação procede, pode-se concluir que esses possíveis desertores não foram objeto de uma sindicância mais aprofundada ou que decepções podem ter comprometido as expectativas criadas anteriormente.

Quando a saída não é atribuída a algum conflito de compromissos ou dificuldades financeiras, a frustração pode ser consequência de interesses pessoais não atendidos, pois a aceitação do convite para integrar a Ordem tinha como objetivo tirar algum proveito pessoal, servir de meio para atingir interesses na área profissional ou o candidato imaginava participar de um clube social ou, apenas e tão-somente, conquistar novas amizades, desfrutar do seu status ou conquistar algum cargo de relevo com os contatos que se abrem no mundo profano.

Maçons de raiz entendem que os insatisfeitos devem mesmo pedir para sair, pois a Maçonaria é para cidadãos conscientes, livres pensadores, otimistas em relação à vida, sonhadores, abnegados e comprometidos com os estudos, onde os fracos nesses quesitos não têm vez, principalmente em tempos difíceis. Esses sinais de fraqueza podem ser observados dentre aqueles obreiros que demonstram intolerância constante, com uma arrogância e um nervosismo desproporcional, manifestada durante os trabalhos ou especialmente nos grupos de WhatsApp das Lojas, quando saem por qualquer discordância, retornam mais tarde e voltam a se desligar novamente, num vaivém interminável.

Como diz um veterano obreiro que se destaca pela autoproclamada sabedoria “pai d’égua”: “eles se acham os bacanas e nós não os reconhecemos como tal”. Ainda segundo ele, muitos dos que se acham os “reis da cocada preta” e consideram-se figurões da Ordem se melindram quando têm seus posicionamentos questionados ou não conseguem emplacar suas ideias. Alguns se ausentam sem justificativas ou desaparecem sem se despedir. Que sejam felizes!

Enfim, os que se orgulham de pertencer à Ordem e comungam com os seus princípios e fundamentos, e se constituem nas colunas da sabedoria, da força e da beleza, garantidoras da continuidade dos trabalhos, não se deixam abalar com as vicissitudes, honrando com vigor os compromissos assumidos. Portanto, com ou apesar das incertezas, sigamos em frente!

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM

 

LEITURA DA ATA E DOCUMENTOS DE PROCESSO DE ADMISSÃO

Em 20/08/2021 o Respeitável Irmão José Ramos Ferreira, Loja Cavaleiros da Inconfidência, 3080, Rito Brasileiro, GOB-MG, Oriente de Barbacena, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão

LEITURA DA ATA E DOCUMENTOS DE PROCESSO DE ADMISSÃO

Eminente Irmão, peço-lhe permissão para consultar-lhe sobre assunto administrativo que infelizmente muitos confundem e acham que é ritualístico. Caso o Eminente Irmão não trate desse tema, pediria a fineza de me orientar quem deve ser consultado sobre o tema. Na oportunidade anterior em que lhe consultei fui plenamente esclarecido e ratifico aqui meu profundo agradecimento. Minha consulta aborda o seguinte: Em um processo de iniciação, concluídas todas as etapas com esmero e absolutamente dentro da legalidade, escrutínio com aprovação unânime, etc., para agilizar o pedido e evitar esperar até a próxima sessão para aprovação da ATA, a mesma foi enviada via WhatsApp a todos os Irmãos que estiveram presentes na respectiva sessão para que conferissem sua exatidão. Para essa decisão foi considerado também o conteúdo do Decreto 1833/2020 do GOB onde normatiza e regulamenta as sessões virtuais. Após isso ocorreu as devidas assinaturas liberando-a para envio junto ao processo, ficando a votação e aprovação pela loja programada para a próxima sessão ordinária. Tudo com o único propósito de ganhar tempo, afinal trata-se de um procedimento administrativo. Tendo em vista questionamento de um irmão do quadro, pergunto se com esse procedimento teríamos cometido alguma ilegalidade. Desde já agradeço imensamente vossa orientação, despeço-me fraternalmente,

CONSIDERAÇÕES:

Meus comentários se prendem às sessões presenciais ritualísticas que não são admitidas em modo virtual, isto é, devem se dar em Loja aberta conforme o ritual do Rito praticado e em um espaço consagrado para os trabalhos maçônicos – no caso, em uma Sala da Loja ou Templo Maçônico.

Em vista disso, a Ata dos trabalhos ritualísticos de uma Loja deve ser lida e aprovada "em Loja", ou seja, numa sessão maçônica, não cabendo sua remessa por meios eletrônicos ou outros para leitura ou aprovação antecipada.

Como geralmente mencionam os rituais do GOB, a Ata da sessão deve ser lida e aprovada na próxima sessão do grau de trabalho, isto é, a sessão se dá em Loja aberta.

Nesse contexto, os procedimentos para admissão de um Candidato seguem o que exara o Regulamento Geral da Federação. Assim, todo o processo, até o escrutínio secreto, é preparado, desvendado e dado conhecimento “em Loja” e não para apreciação virtual. Em termos de um processo iniciático, isso não faz sentido se não for dado conhecimento em Loja aberta.

Entenda-se que sessões virtuais que ocorrem atualmente devido às circunstâncias, além de não substituir às sessões em Loja, elas também nada tem a ver com sessões presenciais. Mesmo que em sessões administrativas os resultados devem ser apresentados em Loja, inclusive alguns como objeto de votação no período adequado de uma sessão em Loja aberta.

Uma Loja não pode ser aberta ritualisticamente de modo on-line. Isso é ponto pacífico. Lembro que a liturgia dos trabalhos maçônicos em ambiente consagrado (templo sagrado) é iniciática, não cabendo seu conteúdo aparecer em reuniões virtuais, nem mesmo sob a alegação de se ganhar tempo. Aliás, nada é tão salutar na Maçonaria como os Irmãos reunidos em Loja. Sem isso a Maçonaria perde o seu cerne. Algo contrário a isso é desvirtuar os propósitos da Ordem.

Em que pese as reuniões on-line estejam de fato presentes entre nós, elas são instrumentos de valioso auxílio, contudo não podem jamais se confundirem com sessões abertas ritualisticamente dentro da Sala da Loja.

Por fim, ao concluir vale a pena mencionar que os procedimentos maçônicos de uma sessão em Loja seguem os períodos ritualísticos determinados pelo ritual. Nada nesse sentido pode ser trabalhado fora dele ou das orientações oficiais, mesmo que sob a justificativa de se ganhar tempo. A pressa é inimiga da perfeição. É salutar que os nossos procedimentos sigam sempre a regra do bom senso para nunca ferir a liturgia dos trabalhos maçônicos.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB
jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

NOSSA MISSÃO

NOSSA MISSÃO 
Ir∴  Anatoli Oliynik

Aquilo que queremos ser deve ter validade para além da morte

Um dia desses, estava eu no centro da cidade e observava aquele corre-corre frenético dos transeuntes que passavam ao meu lado indo a todas as direções.

Aquelas pessoas praticamente colidiam umas com as outras; algumas andavam em desabalada carreira, outras com passos acelerados, enfim, um verdadeiro formigueiro humano. Observando aquele frenesi, inúmeras perguntas emergiram de meu cérebro e então perguntei aos meus botões:

Para que tudo isso? Para onde tudo isso nos levará?

Qual o sentido desse corre-corre frenético?

Chegará o dia em que a velha máquina, já alquebrada pelos anos, paralisará e o frenesi cessará. O que sobrará de tudo isso? 

Postas estas questões, vale à pena se debruçar sobre elas no sentido de encontrar, senão as melhores respostas, pelo menos as mais próximas da realidade de cada um face aos seus objetivos pessoais e projetos de vida, se é que eles existem.

Pessoalmente acredito que cada um de nós tem uma missão a cumprir neste mundo real e manifestado onde vivemos por um período muito curto.

Qual seria essa missão?

Alguns entendem que a missão do ser humano seria estudar, arranjar um bom emprego, preferencialmente no serviço público, ou abrir um negócio, de preferência trabalhar pouco, ganhar muito dinheiro, casar, constituir uma família, viver confortavelmente com “qualidade de vida”, e deixar uma boa herança para seus herdeiros.

Será que Deus criou o homem, dotou-o de inteligência, deu-lhe o dom da fala, que o distingue de todos os outros animais, somente para buscar uma vida confortável? Difícil imaginar que tenhamos sido criados por um desígnio de pura bondade Divina, dotados de uma singularidade que nos distingue de todos os outros animais, somente para algo tão efêmero. Não que isso possa ser ruim em si, mas não pode ser o sentido de vida do ser humano.

Outros entendem que a missão do homem é encontrar a felicidade. Mas o que é felicidade? Terá ela um conceito unívoco? Para alguns é constituir família, arranjar um bom emprego; para outros é ter um carrão, uma casa confortável, uma família de sucesso, qualidade de vida, e por aí afora.

Portanto, o conceito de felicidade sob o plano físico e material está distante de qualquer univocidade.

Uma verdadeira personalidade não pode existir numa vida onde não existe um elemento unificante, onde qualquer sonho acaba sempre por se esfumar por nunca se transformar em projeto. Portanto, identificar a nossa missão é encontrar esse elemento unificante.

Ocorreu-me que, se, por um lado, existem os elementos unificantes, por outro, existem os dispersantes: o Mundo, o Diabo e a Carne. O mundo é a circunstância de Ortega y Gasset. Não existimos num teatro mental concebido por nós, mas num mundo partilhado por todos e que não é feito à nossa medida. O diabo e a carne são elementos que se manifestam internamente, por vezes difíceis de distinguir, que incluem os desejos de prazer, poder e riquezas, mas também, e cada vez mais, a pusilanimidade induzida.

Estes elementos externos e internos, que nos provocam anseios contraditórios, não constituem o que realmente somos, mas são o nosso ponto de partida para o qual devemos ganhar consciência de modo a fazer os arranjos necessários. Fazer com que o fator unificante prevaleça sobre o fator dispersante passa por definir um objetivo que tenha real sentido para nós e buscar a sua consecução sem contar apenas com circunstâncias favoráveis, mas integrando as desfavoráveis. Acabaremos, assim, por realizar a reabsorção da circunstância que Ortega y Gasset dizia ser o destino concreto do homem.

Aqueles que assistiram ao filme “Pequeno Milagre” hão de se lembrar da personagem principal, Simon Birch. Simon sabia que nascera para realizar algo grande.

Ele viveu numa busca constante para descobrir seu destino, ou seja, tentou descobrir a razão de sua presença na Terra, embora tenha se metido em muitas confusões.

Simon dizia que “todos nós somos instrumentos de Deus e Ele tem um plano para cada um de nós”.

Assim como Simon, nós deveríamos descobrir o desígnio divino para o qual fomos criados, e não acreditar que a física quântica pode nos transformar em Deus! A este desígnio chamo de missão.

Para realização da nossa missão o importante é imaginar que realizamos o melhor de nós, algo louvável e que mereça ser contado. Não devemos ter a pretensão de querer cultivar todas as virtudes, algo inacessível ao ser humano, mas apenas algumas e depois estas irradiarão outras.

Vamos conceber um eu ideal sem começar logo a pensar que será impossível alcançá-lo. Temos de imaginar que sim, mas temos de ser sinceros, aquilo tem que corresponder à nossa individualidade e, se não soubermos bem para onde apontar, podemos começar logo por excluir tudo aquilo que não queremos ser.

Coisas podem dificultar a realização da nossa missão, tais como a idolatria do prazer e a pressão que a sociedade coloca sobre nós para desvalorizarmos a realização da pessoa humana.

Fonte: JBNews - Informativo nº 0160 - 03/02/2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

CERIMÔNIA DE INSTALAÇÃO

CERIMÔNIA DE INSTALAÇÃO
(republicação)

Em 02/07/2017 o Respeitável Irmão Fabrício Gentil da Silva, Loja Caridade e Segredo, nº 3, Grande Loja Maçônica da Bahia, REAA, Oriente de Cachoeira, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

Bom dia Amado Irmão. Como falado anteriormente pelo Face book, peço a vossa sabedoria, luzes na seguinte questão:

Quais razões levaram os ritos maçônicos praticados no Brasil a se inspirarem (ou em alguns casos, copiarem) a Cerimônia de Instalação do Rito de York?

Já vi coisas escabrosas, tais como um Grão-Mestre presidir, uma Cerimônia de Instalação de um Venerável de uma Loja no Rito Schröder (Rito em que esta cerimônia não existe!!!!!).

Sem falar na tal "instalação" de obreiros que atingiram tantos anos de Maçonaria como "prêmio" sem nunca terem sido eleitos para dirigir uma Loja!!

Finalmente, essa obsessão por instalação é uma prática brasileira na Maçonaria?

Fico muito grato pelas respostas, sou um admirador do seu trabalho.

CONSIDERAÇÕES:

Eu já comentei muito sobre essa contradição que assola a Maçonaria brasileira. Na verdade a inclusão da cerimônia de instalação em ritos de vertente latina é, além de contraditória, também um atentado contra os costumes e a liturgia, tal como a do Rito Escocês Antigo e Aceito. 

Cerimonial de instalação é original apenas na vertente inglesa de Maçonaria, nunca na francesa.

Aqui no Brasil, por exemplo, o Rito Escocês Antigo e Aceito (rito de origem francesa) sofreu essa inserção indevida já nos meados do século XX dentro de uma Obediência que procurava na época receber reconhecimento da Maçonaria Norte-americana.

Como no Brasil boa parte dos maçons “acha bonito”, mas não sabe para que serve o “bonito”, o hábito enxertado não tardou a contaminar irrestritamente toda a Maçonaria brasileira, o que vem se seguindo indiscriminadamente até a atualidade.

Não é o caso de entrar no mérito ritualístico e litúrgico da Instalação brasileira, até porque ela, além de ser produto de enxertia, ainda adota rituais inadequados oriundos de cópias mal feitas e até mesmo, em alguns casos, com grosseiras invenções que contaminam inclusive o próprio ritual York praticado por aqui.

Instalação no Grande Oriente do Brasil indiscriminadamente para todos os ritos surgiu a partir do ano de 1968 por influência de Irmãos oriundos das Grandes Lojas Estaduais brasileiras que já a praticavam. Na época o GOB adotou um ritual elaborado e adaptado para os seus ritos, cujo qual já trazia no seu contexto inúmeras práticas contraditórias que seriam introduzidas inclusive em ritos que não possuem cerimonial de instalação na sua história, como foi o caso do REAA⸫

Como a boca se entorta conforme o hábito do cachimbo (para não dizer outra coisa), não tardaria para que a Instalação se tornasse uma prática por aqui consuetudinária, ao ponto de alguns nem sequer admitirem o início de uma discussão acadêmica sobre o assunto. Então, o quê fazer? Penso que nada.

Infelizmente, além de produto de enxertia, tem sido difícil esclarecer para boa parcela dos Mestres Instalados brasileiros (já que Instalação acabou sendo real em todos os ritos da Maçonaria Tupiniquim) que esse é apenas um título especial honorífico conforme especifica - no caso do GOB - o Art. 42 do RGF, e não um grau maçônico.

Além disso, equivocadamente tem sido comum muitos acharem que esse “título honorífico” lhes dá o direito de interferir nos trabalhos da sua Loja e, em alguns casos, até de outras Lojas, o que é mesmo lamentável.

Como bem se sabe, não é só no Rito Schröder que Instalação não existe, mas em muitos outros ritos que compõem a Maçonaria. Na verdade essa não é uma prática unânime.

É sabido também que inadequadamente a atual conjuntura faz com que todos os ritos acabem se sujeitando aos regulamentos da Obediência, o que faz com que, especificamente nesse caso, exista uma flagrante interferência sobre a cultura, doutrina e essência dos sistemas ritualísticos que compõem a Maçonaria brasileira. 

Em síntese, a contradição é justificada por aprovações ao gosto daqueles que simplesmente “acham” sem antes avaliar adequadamente cada situação. Esses, porém nunca saberão e nem estarão preocupados em explicar o porquê das coisas.

Além desse angu de caroço, ainda existem os que acreditam que tempo de maçonaria está relacionado com a Instalação. Lamentavelmente esses também não sabem que Instalação é ato diretamente relacionado àquele que foi eleito para dirigir uma Loja ou, em alguns casos, àquele eleito para dirigir a Obediência. Ora, tempo de Maçonaria em hipótese alguma dá o direito à Instalação. Nada justifica um absurdo desses.

Carecemos compreender que no Brasil somos filhos espirituais da Maçonaria francesa e que na França, Instalação significa simplesmente a posse na cadeira principal da Loja daquele que foi legalmente eleito para dirigi-la. Cumprido o seu tempo ele será apenas o ex-Venerável. Na França desconhece-se o título de Mestre Instalado.

É verdade, entretanto que no Brasil também se pratica a vertente inglesa e, nesse caso, indubitavelmente nela, mas apenas nela, é legítima a Instalação.

Assim, a cerimônia de Instalação é prática oficial no Craft (inglês) onde o Mestre Instalado é o Venerável e o ex-Venerável é o “Past Master”, ou aquele que já passou pela Instalação. Por extensão um Past Master é um Mestre Instalado.

Muitos ainda precisam compreender que o Rito Escocês Antigo e Aceito, apesar do título “Escocês”, é um rito de origem francesa, portanto nele não existe originalmente Instalação, ou pelo menos não deveria existir.

Penso que se todos assim um dia compreendessem; essa “estória” de Mestre Instalado por aqui passaria a ser contada de outra maneira. Mas por enquanto, mesmo que contraditório, sejamos cumpridores dos nossos regulamentos.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

AS ATRIBUIÇÕES DO VENERÁVEL MESTRE

AS ATRIBUIÇÕES DO VENERÁVEL MESTRE*
Ir∴ Almir Sant’Anna Cruz

Todas as Potências Maçônicas relacionam em seus Regulamentos Gerais as atribuições do Venerável Mestre e diferem apenas nos aspectos redacionais e a inclusão ou exclusão de um ou outro item dos 20 que apresentamos a seguir:

(01) presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não influindo nas discussões;

(02) nomear os Oficiais e os membros das Comissões da Loja;

(03) representar a Loja ativa e passivamente em jjuízo e fora dele, podendo, para tanto, nomear procuradores;

(04) convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas;

(05) exercer supervisão, controle e fiscalização sobre todas as atividades da Loja, podendo avocar para si e examinar quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião;

(06) conferir os graus simbólicos, após deliberação da Loja, satisfeita a Tesouraria e liberação pela Administração da Potência;

(07) proceder a apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações;

(08) ler todas as peças recolhidas pelo Saco de Propostas e Informações, dando-lhes o destino devido;

(09) encerrar o Livro de Presenças;

(10) deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até 30 dias, os expedientes recebidos pela Loja, exceto os originários da Potência;

(11) conceder a palavra aos Obreiros ou retirá-la, segundo o Rito adotado;

(12) decidir questões de ordem que forem suscitadas, ouvindo o Orador, quando julgar necessário;

(13) suspender os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando considerar conveniente para a boa ordem da sessão;

(14) distribuir sigilosamente as sindicâncias a Mestres da Loja;

(15) exercer autoridade e disciplina sobre todos os presentes nas sessões;

(16) juntamente com o Tesoureiro, assinar todos os documentos relativos à administração financeira, contábil, econômica e patrimonial;

(17) autorizar despesas de caráter urgente, não consignados no orçamento, “ad referendum” da Loja, até o limite estabelecido em seu Estatuto ou Regimento;

(18) apresentar anualmente até a data estabelecida pela Potência o Quadro de Obreiros, o Relatório de Atividades, o Inventário Patrimonial, bem como recolher as Taxas de Atividades dos Obreiros da Loja;

(19) cumprir e fazer cumprir toda a legislação de sua Potência;

(20) só votar nos Escrutínios Secretos, sendo-lhe reservado o voto de qualidade (Voto de Minerva) nos casos de empate nas votações abertas.

Mas será que o Venerável Mestre que cumpriu com todas as atribuições que lhe foram impostas por sua Potência fez uma boa Administração?

NÃO!

Muito mais precisa ser feito para que uma administração não seja considerada apenas trivial.

Primeiramente ao formar sua chapa deve considerar as competências de cada um para exercer os cargos eletivos. Não por relações de amizade ou de ser mais moderno ou antigo. O homem certo no lugar certo!

Depois, nomear para os demais cargos usando o mesmo critério, com especial atenção ao Mestre de Cerimônias, função importantíssima nos aspectos ritualísticos, litúrgicos e de bom andamento das sessões.
Com o Tesoureiro, elaborar um Orçamento factível, prevendo todas as receitas, despesas e reservas.

De fundamental importância é a elaboração de um Calendário de Atividades, pelo menos para os próximos 6 meses, distribuindo as sessões entre os Graus, prevendo as sessões de instruções para cada Grau, palestras, etc.

De importância fundamental são as sessões de instruções ou palestras.

Ragon (1781-1862) em seu livro Ritual do Aprendiz Maçom já dizia: “Achamos que se as oficinas colocassem em prática e desenvolvessem matérias maçônicas, não haveriam exclusões de irmãos do quadro das Lojas por faltar às sessões. Devem ter-lhe prometido uma instrução de que ele não ouviu mais falar desde que foi recebido. A oficina é, portanto, mais digna de censura do que o Irmão recalcitrante. De que serve à Ordem uma oficina que deixa seus irmãos na ignorância?”

Pois bem, o Tempo de Estudos é uma das mais importantes fases de uma sessão maçônica e cabe ao Venerável Mestre organizar um ciclo de Estudos, Palestras, Seminários e Simpósios do interesse da Ordem e dos Irmãos do Quadro.

É no Tempo de Estudos que um Irmão previamente designado deve conduzir as instruções aos Aprendizes e Companheiros.

É também no Tempo de Estudos que se deve expor, estudar e debater assuntos de doutrina, filosofia, legislação, história, ritualística e simbologia maçônica, assim como assuntos técnicos, científicos, artísticos ou de outra natureza do interesse da Ordem ou da cultura humana.

Deve-se observar a proibição da exposição e debate de qualquer matéria de ordem política partidária e proselitismo religioso, que poderá ferir suscetibilidades de alguns Irmãos.

Por sua vez, o Irmão designado para apresentar o tema deve organizar previamente o trabalho, apresentando-o de pé para ser visto; alto para ser ouvido; e pouco para ser apreciado, não excedendo, por bom-senso, 20 minutos, embora não haja limitação do tempo a ser despendido nessa importantíssima fase da sessão, de forma a que os Irmãos que assim o desejaram possam dela participar.

Algumas Obediência denominam essa fase da sessão como sendo “Quarto de Hora de Estudos”, que consideramos indesejável, pois quarto de hora é o mesmo que 15 minutos, tempo insuficiente para apresentação de um tema com profundidade. É ficar apenas no trivial.

Interessados no livro contatar o Irm∴ Almir no WhatsApp (21) 99568-1350
*Exclusivo para MM.’.II.’.*

Excerto do livro *O que um Mestre Instalado deve saber*

Fonte: Facebook/Simbologia Maçônica Dos Painéis

domingo, 20 de fevereiro de 2022

REGULARIZAÇÃO, FILIAÇÃO - ACLAMAÇÃO DO VENERÁVEL

REGULARIZAÇÃO, FILIAÇÃO - ACLAMAÇÃO DO VENERÁVEL
(republicação)

O Respeitável Irmão Antonio Sérgio Nogueira, Orador da Loja “Dever e Humanidade” 860. GOB, Oriente de Caruaru, Estado de Pernambuco apresenta as seguintes questões:
antoniosergionogueira@yahoo.com.br

1 - Uma filiação pode ser feita por aclamação do Venerável Mestre, ou seja, não teria a necessidade de realizar a Cerimônia de Filiação conforme o ritual (com toda documentação já entregue pelo candidato)? No artigo 51 § 1 diz que: Concedida pela loja, a filiação poderá realizar-se em sessão ordinária. Concedida, não requer a realização da cerimônia? É só o Venerável Mestre aclamar e enviar a documentação necessária?

2 - Em uma mesma cerimônia poderemos realizar uma regularização e uma filiação? Caso positivo, em uma sessão Magna ou Ordinária? Já que o regulamento no artigo 51 fala que a filiação pode ser feita em Sessão Ordinária? No mesmo artigo 51 no § 2º fala que: recebido o compromisso e "tornado" o irmão membro ativo do quadro, será o fato comunicado ao Grande Oriente do Brasil e ao Grande Oriente ou à Delegacia, conforme sua subordinação. Neste caso tira a necessidade da cerimônia conforme o ritual? Para simplificar todo este processo o que é possível fazer para realizarmos a Filiação e Regularização, sem todas as cerimônias conforme o ritual?

CONSIDERAÇÕES:

Questão 01 - Existindo cerimônia prevista no Ritual em vigência, cumpridas as formalidades legais exaradas pelo Regulamento Geral da Federação, procede-se a formalidade prevista no Ritual que pode ser em Sessão Ordinária. Assim não é dado o direito de nenhum Venerável ignorar o ritual e tornar o ato apenas por aclamação. Essa atitude não é legal e sob o ponto de vista da Lei não tem valor algum.

Questão 02 – As cerimônias são distintas e devem ser realizadas em Sessões Ordinárias distintas, desde que antes sejam observados os dispositivos legais. Cumpre-se o Ritual em vigência. Como dito anteriormente não é legal dispensar a cerimônia ritualística prevista. Ritual é para ser inquestionavelmente cumprido.

Finalizando e em resposta a vossa última súplica, não é possível a realização de uma Filiação e Regularização sem que por último sejam cumpridas as cerimônias ritualísticas previstas no Ritual.

Mesmo havendo previsão no RGF de que a sessão possa ser ordinária, os procedimentos ritualísticos para o intento continuam existindo, apenas não precisam ser realizados mais em sessão magna, porém ordinária. Penso que isso é apenas e tão somente uma questão de bom senso.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JBNews n. 716, 12/08/2012

POESIA: "ALMA DE APRENDIZ"

POESIA: "ALMA DE APRENDIZ"
Wlidon Lopes da Silva, A:.M:.
A∴R∴L∴S∴ Mounth Moriah 3327, São Paulo - Brasil

Homem em sua plenitude,
Estuda, evolui, aprende, contradiz,
Cava masmorra ao vício.
E levanta templos à virtude.
Alma de um menino valente,
Que voa em seus objetivos.

E caminha Olhei bem,
Prestei atenção,
Vi o sistema solar- O Big-bang!
O universo em expansão.
Viajei pelas órbitas dos cometas,
Questionei o rito dos planetas.

Naveguei pelo espaço-tempo,
Luz, som, mundo desconhecido.
Explorei nosso passado,
A vida e sua relação esotérica.
Ganhei a palavra sagrada,
Sinais, magia, cabala e simbologia.

Todos os mistérios e a ritualística periférica.
Conheci o saber, o verbo, o princípio e a fé.

Viajei pelas águas sagradas,
Senti a pureza da terra, do fogo e do ar.
Realizei as viagens simbólicas,
livre, seminu, sem enxergar.

Segui com coragem a beleza que nos conduz.
E descobri o valor da confiança,
Da descoberta – divina luz.
Olhei bem, Prestei atenção,
Vi a Abóbada Celeste
Em seus detalhes.

Encontrei a harmonia inconteste
Do Grande Arquiteto do Universo
E sua lei universal,
Que revigora, encanta e se espalha
Pelas entranhas e profundezas Da minha alma.

Que esclarece os mistérios.

E a verdade fundamental.
Alma de aprendiz,
Que se revela com graça e discernimento.

Alma intuitiva e calma,
Que sacrifica o espírito
E ilumina a virtude do verdadeiro irmão.

Alma que liberta o profano
E que renasce Com a Iniciação.
Inteligentemente,
Purifica a força e o pensamento
Do aprendiz Maçon.

Sol que aparece no Oriente.
E jorra-se em Luz Ao romper do dia,
Luz que movimenta a gente.
Aprendiz que trabalha ao meio-dia,
Gérmen, feto, princípio da maçonaria.

Elo da corrente,Verso reverso,
Prosa e poesia.
Alma de aprendiz,

Que se revela sempre em frente: Liberdade,Igualdade,Fraternidade!
Objetivo supremo do homem, Caminho, revelação e verdade.

Vida Justa e Perfeita,
Retidão, filosofia,Alimento da alma,
Luz de sabedoria.

Fonte: http://blogoaprendiz.blogspot.com

sábado, 19 de fevereiro de 2022

COBRIDOR INTERNO NO REAA

COBRIDOR INTERNO NO REAA
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Atahualpa (não declinou o nome completo), Mestre Maçom da Loja Obreiro das Lojas Gonçalves Ledo, nº 1785 e Arco-Íris, nº 2007, GOB, sem declinar no nome do Oriente e do Estado da Federação:
sitioga@terra.com.br

Gostaria de uma orientação quanto aos procedimentos adotados pelo Cobridor Interno no REAA⸫ A primeira dúvida é quanto às batidas na porta do Templo ao anunciar ao Primeiro Vigilante que o Templo está coberto; são feitas com os nós da mão ou com o cabo da espada? Tenho observado as duas situações em Lojas que tenho visitado e as opiniões são diversas.

A segunda dúvida é como proceder quando um Irmão, por exemplo, o Mestre de Cerimônias, precisa guardar o Templo por instantes e não houver Cobridor Externo. O Cobridor Interno deverá abrir a porta depois de autorizado e acompanhar o Mestre de Cerimônias até o exterior do Templo, aguardando na porta fora do Templo ou permanecer no interior do Templo aguardando o retorno do Mestre de Cerimônias? 

CONSIDERAÇÕES:

Para a questão primeira podem existir duas situações. No caso de estar presente o Cobridor Externo, o Cobridor Interno na oportunidade não precisa empunhar a espada, bastando para tanto bater pelo lado interno da porta com o punho cerrado da mão direita. Assim também deve provir o Cobridor Externo respondendo com o punho cerrado da mão direita pelo lado de fora da porta. Ato seguido, o Interno faz a comunicação para o Primeiro Vigilante.

Na situação de não estar presente o Cobridor Externo, o Interno, na oportunidade, de espada empunhada faz a verificação abrindo a porta e averigua a situação no átrio.

De retorno ele fecha a porta e dá com o punho (cabo) da espada as batidas antes de comunicar o Primeiro Vigilante. Nessa oportunidade as batidas são dadas com o punho da espada simplesmente porque o Oficial tem a mesma segurada e que deve fazê-lo sempre com a mão direita.

Para a questão segunda, o Mestre de Cerimônias não tem a função de cobrir o Templo. Ele até pode se deslocar até o átrio para conduzir alguém. Não estando presente o Cobridor Externo e houver a necessidade de uma verificação pelo lado externo, o Venerável deve lançar mão de um dos Expertos para a missão, dando sempre preferência pelo Segundo que já está no Sul e se desloca dali diretamente para a saída. É sempre bom lembrar que o instrumento de ofício dos Expertos também é a espada, já a do Mestre de Cerimônias é o bastão. Numa necessidade simbólica de defesa a espada como arma cumpriria melhor o intento.

Em qualquer situação o Cobridor Interno guarda a porta de entrada pelo lado de dentro como bem diz o título do seu ofício. O máximo recomendável, sob o ponto de vista ritualístico, é o Cobridor Interno verificar o átrio retornando em seguida devido a inexistência do Cobridor Externo na oportunidade dos procedimentos para a abertura dos trabalhos.

Assim, em havendo necessidade de verificação externa pela não presença do Cobridor Externo, tomando-se como exemplo de uma averiguação pelo Experto, o Cobridor Interno tem a função de abrir a porta para a sua passagem fechando-a em seguida e aguardando pelo lado de dentro os acontecimentos. Nesse caso é recomendável que a espada seja empunhada.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JBNews n. 715, 11/08/2012

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE CHARLES LINDBERGH

CHARLES AUGUSTUS LINDBERGH (Detroit, 1902 — Havaí, 1974). Pioneiro da aviação estadunidense e ficou famoso por ter feito o primeiro voo solitário transatlântico sem escalas em avião, em 1927, entre EUA e Europa.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 9 de junho de 1926 (Quarta-feira).

Loja: Keystone nº 243, Saint Louis, EUA.

Idade: 24 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 72 anos de idade, vítima de linfoma.

Exaltação: 15 de dezembro de 1926.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

CAMINHOS. . .

CAMINHOS. . .

Os passos são dados em silêncio, sem alarmismos, sem falsos moralismos e sempre sem afrontamentos.

A solidão impera entre 4 paredes, ou porque não dizer, entre o sul e o norte, entre o oriente e o ocidente.

Os caminhos, individuais, são graduados por desvios, curva e contra curva, retas, curva em cotovelo, cruzamentos e entroncamentos e, sempre assim é, e sempre assim será, cada um faz o seu caminho, percorre a distância que lhe apraz percorrer, trilha os lugares por onde passa e, sobretudo, os lugares por onde quer passar e marcar presença. Seja ela de que índole for, ou seja, para ser conciso, seja ela propositada ou não.

As leis existem…sim, as leis, porque no fundo são leis, os regulamentos, as provas, as provações, as provocações, as ilusões, e muitas outras coisas acabadas em “ões” …

Consequentemente, tudo isto seria fácil de explicar à luz de uma dinâmica de grupo, em que a ação gera reação e por fim, em ambos os sentidos, reflexão. Que é como quem diz, “amor com amor se paga”, ou até mesmo numa entoação mais popularucha, “cá se fazem, cá se pagam” …

E a Maçonaria? Que tem a Maçonaria a ver com tudo isto?

Nada.

Tudo.

Aqui não há falsos moralismos, aqui não há falsas promessas, caminhos inversos e passos dados sem concretizações imaginárias. Uma atitude tomada em certa direção é sempre uma atitude tomada nessa direção, e essa atitude fica escrita, fica gravada na pedra de cada um de nós.

O que hoje é verdade, em Maçonaria, daqui a muitos anos também o será, há sempre alguém que ouviu, que viu, que registou, que sentiu. Sempre.

O humilde silêncio inicial prepara e apruma essas capacidades, que outrora esquecidas, sempre que necessárias, são postas ao serviço da nossa ordem e, meu irmão, um de nós irá sempre recordar-te delas, bem como dos teus juramentos e de muitas outras coisas mais se necessário for.

Cada um faz o seu caminho, desbasta a sua pedra bruta, vira na direção que pretende, segue o grupo, ou caminha sozinho, mas a todos essa decisão diz respeito. Até porque um caminho individual leva ao engrandecimento do caminho de todos os meus irmãos.

E um templo individual não é mais do que uma pequena partícula do grande templo coletivo que é a Maçonaria Regular em Portugal.

“Daniel Martins”

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

ADOÇÃO DO NOME SIMBÓLICO

Em 19.08.2021 o Respeitável Irmão Antonio Augusto Queiroz Batista, Loja Bernardino Mazzocato, 286, GLMERS (CMSB), REAA, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

NOME SIMBÓLICO

Dileto Irmão. Qual a origem do nome simbólico ou histórico, utilizado pelos mestres Maçons. Tem um sentido esotérico/místico ou era para a segurança dos Irmãos em tempos de perseguição à maçonaria? Agradeço de forma antecipada.

COMENTÁRIOS:

Originalmente o costume de seu utilizar um nome simbólico é prática exclusiva do Rito Adonhiramita, principalmente quando maçons de vertente latina estiveram no passado presentes nas conquistas sociais e libertárias da humanidade (vide essa história, sobretudo na América Latina).

Em linhas gerais era então comum na época o maçom Adonhiramita adotar um nome simbólico para ocultar a sua verdadeira identidade caso os livros de registros da Loja caíssem em mãos inimigas.

Na verdade, era uma prática que protegia o maçom de fatais perseguições absolutistas que eram naturais nas contendas que buscavam libertar o homem das opressões totalitárias.

No século XIX não há como negar a participação incisiva de maçons do Rito Adonhiramita nesses movimentos libertários. Foi nessa época que o Rito obteve grande expansão pela Europa e América Latina.

Devido a origem latina desse Rito, não tardaria que práticas esotéricas e espiritualistas acampassem na sua liturgia associadas à adoção de nomes simbólicos. Enfim, o nome simbólico adotado primeiramente como artifício de proteger uma identidade, passava paulatinamente a ter também um caráter iniciático.

Em muitos países, a exemplo do Brasil, nos primórdios da sua Maçonaria, o costume de adoção de nome simbólico, original do Rito Adonhiramita, acabou sendo enxertado em outros ritos que nunca tiveram essa prática. Por aqui, os dois primeiros ritos praticados foram o Adonhiramita e o Francês ou Moderno, seguidos mais tarde por outros ritos como o Escocês Antigo e Aceito, por exemplo.

Nesse contexto, por um bom tempo a adoção inadequada de nome simbólico acabaria se generalizando aqui no Brasil, envolvendo inclusive ritos que nunca tiveram essa prática.

Felizmente as coisas hoje por aqui se acomodaram, admitindo-se a adoção de nome simbólico apenas para o Rito Adonhiramita.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS BENEFÍCIOS DE SER MAÇOM

OS BENEFÍCIOS DE SER MAÇOM
J. Filardo

Quais são alguns dos benefícios de ser um maçom?

Vai ficar rico por ser maçom? Vai ficar famoso por ser maçom? Talvez um político bem-sucedido?

Seria um grande NÃO, para todos os itens acima.

Embora haja muitos benefícios em ser maçom, eles não são bem os que você deveria esperar se estiver pensando tornar-se um deles.

No entanto, existem muitos outros benefícios (que são mais importantes que riqueza, poder e influência) que você precisa conhecer. São eles:
  • Você terá acesso a uma Fraternidade mundial
  • Você encontrará irmãos em todo o mundo
  • Você fará parte de algo maior
  • Você fará parte de uma sociedade que valoriza a igualdade para todos os homens
  • Você se tornará um homem melhor
  • Você estará ajudando pessoas por meio de várias obras de beneficência.
Esses são apenas alguns dos benefícios que você pode esperar ao fazer uma petição para ingressar em uma Loja.

Se você está pensando em ingressar na Maçonaria (uma Fraternidade que tem Reis e presidentes em suas fileiras), este guia é para você.

Vou explicar todos os pontos mencionados acima em maior detalhe abaixo (destruindo alguns mitos ao longo do caminho) e também compartilharei um pequeno guia que explicará como se tornar um maçom. Vamos começar…

Com a Maçonaria, você ganha uma segunda família


Quando ingressa na Maçonaria, você tem uma rede de aproximadamente 6 milhões de irmãos em todo o mundo (as estimativas variam, mas está na casa dos milhões).

Você tem sorte de ter cerca de uma dúzia desses se reunindo na Loja em que você será iniciado e eles vão tratá-lo como um irmão desde o primeiro dia de sua adesão.

O respeito que recebo de meus irmãos me surpreende toda vez que é necessário.

Seus irmãos podem ser encontrados no mundo inteiro

Esses 6 milhões de irmãos estão espalhados por (quase) TODOS os países desta face do planeta.

Em qualquer lugar do mundo (exceto naqueles países onde a Maçonaria é oficialmente proibida); você pode ter certeza de que tem um irmão em algum lugar por perto.

Você pode visitar qualquer Loja no mundo e assistir às reuniões da Loja com seus irmãos.

É realmente incrível viajar para lojas em todo o mundo e testemunhar como eles trabalham a Maçonaria e seus graus.

Pode ser um pouco diferente do que você está acostumado, mas o amor e o respeito sempre estarão lá.

Faça parte de algo maior do que você

A Maçonaria existe há centenas de anos.

Quando você for iniciado, você fará parte desta “tradição” que tem uma história muito muito longa.

Você fará parte de uma fraternidade que teve Reis e Presidentes em suas fileiras e deve tratá-la de acordo.

A Maçonaria é igual para todos

Uma das coisas mais incríveis é que em cada loja; todo irmão é igual.

Não existe um tratamento especial apenas devido ao seu status social. Na loja, todos os irmãos são tratados igualmente.

Pessoalmente, conheço milionários que fazem o trabalho “não tão glamoroso” na loja e o fazem com orgulho, sabendo que estão servindo a uma Fraternidade que é muito maior (e mais rica) do que eles.

É simplesmente incrível ver homens de todo o mundo, de diferentes raças e religiões, mantendo vivas as tradições maçônicas centenárias.

A Maçonaria Recebe Homens Bons E Os Torna Melhores



Esse é um dos princípios básicos que você aprenderá quando se tornar um maçom.

Você aprenderá como tratar melhor seu próximo e como viver a vida sendo justo e perfeito com o mundo.

Claro que você pode ser uma pessoa melhor sem a Maçonaria, mas ser um maçom é uma maneira de fazer isso!

O Trabalho de Caridade

Depois de fazer parte de uma Loja, você terá que pagar suas taxas anuais.

A maior parte dessas taxas é usada para cobrir as despesas da loja e para despesas de Beneficência.

Maçons doam milhões para construir hospitais infantis, ajudar comunidades carentes, ajuda em desastres, etc. e muito mais.

O que se pensa ser os benefícios de ser um maçom

Há muitas informações erradas por aí sobre os benefícios e vantagens que você obtém como Maçom, então vamos apenas abordar estes mitos:
  • Você ganha dinheiro com a Maçonaria: Falso! A Maçonaria tem custos para se associar e você não será “pago” para ser um Maçom.
  • Você ficará rico: Falso! A Maçonaria não o torna rico
  • Você faz conexões para promover seu negócio: VERDADE! Mas isso pode ser feito em qualquer grupo social e comunidade.
  • Você fará parte de uma sociedade secreta que controla o mundo: Totalmente absurdo!
O que um Maçom faz?

Agora que você conhece os benefícios de ser um maçom e o que poderá obter com isso, vamos conversar sobre o que é exigido para ser um membro.

Haverá muitas coisas para você fazer, e todas elas serão explicadas antes de sua iniciação, para que saiba exatamente o que se espera de você, mas não se preocupe; envolve principalmente ser um homem com uma forte bússola moral.

Claro, não posso revelar muito, mas confie em mim; A Maçonaria vale a viagem.

Como se tornar um maçom

Tornar-se um maçom é um processo bastante simples e fácil. Se você tem mais de 21 anos, tem uma ficha limpa e acredita em um “Ser Supremo”, tem o que é preciso para se tornar um maçom.

Publicamos um Guia do Candidato em E-book que lhe ajudará a entender do que se trata e tomar uma decisão consciente, caso receba ou tenha recebido um convite para ingressar na Maçonaria.

O Guia, caso tenha interesse está à venda aqui: MAÇONARIA PARA LEIGOS ou GUIA DO CANDIDATO

Fonte: https://bibliot3ca.com