O ápice de sua carreira institucional veio entre 1920 e 1925, período em que ocupou interinamente e depois efetivamente o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. Foi também nesse período que sua visão de reforma começou a tomar corpo. Ao representar o Brasil no Congresso Maçônico de Lausanne, em 1921, Behring teve contato direto com os critérios adotados pela Maçonaria regular internacional e compreendeu que a estrutura vigente no Brasil, onde os graus simbólicos e os filosóficos eram administrados pela mesma entidade, estava em desacordo com os princípios universais da Ordem.
Determinado a promover uma mudança estrutural, buscou separar juridicamente o Supremo Conselho do Grande Oriente do Brasil, o que lhe garantiu reconhecimento internacional. No entanto, enfrentou forte oposição interna. Após a renúncia do Grão-Mestre Fonseca Hermes, o novo líder do GOB, Octavio Kelly, reassumiu práticas consideradas irregulares ao acumular os cargos de Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador, em contrariedade à legislação maçônica internacional e aos esforços de Behring.
Diante desse cenário, em 20 de junho de 1927, Mário Behring rompe definitivamente com o GOB e lidera a fundação de uma nova estrutura: as Grandes Lojas Estaduais do Brasil, iniciando pela Grande Loja da Bahia.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria (Por Luciano J. A. Urpia)
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