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PERGUNTAS & RESPOSTAS

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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

A FLOR DE MIOSÓTIS

Luciano J.A.Urpia

Muitos Irmãos ainda acreditam que a Flor de Miosótis (ou "Não-me-esqueças") era usada por maçons nos campos de concentração como um símbolo secreto de identificação entre eles durante a perseguição nazista. Essa história, embora poética e carregada de significado emocional, porém, não encontra respaldo documental. O uso da flor pela Maçonaria remonta a 1926, treze anos antes da guerra, em uma convenção em Bremen, na Alemanha. Na ocasião, foram produzidos em larga escala pins (broches) com o formato da flor, distribuídos aos participantes como parte de uma campanha de assistência social voltada aos desempregados, em meio à grave crise econômica da República de Weimar.

Durante o período nazista, não há qualquer evidência em arquivos de campos de concentração, registros de prisões ou relatos históricos confiáveis que comprove o uso desses pins como código de reconhecimento entre maçons. Em 1938, os próprios nazistas produziram pins semelhantes (com a mesma flor) para fins próprios (incentivar a população a fazer doações para o exército alemão), o que inviabiliza a tese de que se tratava de um símbolo exclusivo de resistência maçônica. A repressão nazista à Maçonaria concentrou-se na dissolução de Lojas, confiscos de patrimônio e prisões sistemáticas.

Após a guerra, os maçons resgataram os pins fabricados em 1926 (milhões deles) e passaram a utilizá-los como símbolo de renascimento da Ordem. Na Inglaterra, atualmente, eles são presenteados a Mestres-Maçons. Em suma, a flor era usada antes do conflito como emblema de uma campanha filantrópica, mas não há comprovação de que tenha funcionado como símbolo clandestino de identificação durante a ocupação nazista. Trata-se de um mito que se popularizou entre os maçons.

Para saber mais, adquira o livro MITOS E FATOS MAÇÔNICOS (link na Bio).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

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