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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 15 de agosto de 2015

A ROMÃ

A ROMÃ E A SUA PRESENÇA SIMBÓLICA NO UNIVERSO DA MAÇONARIA E DO JUDAÍSMO
José Ronaldo Viega Alves
ronaldoviega@hotmail.com
Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” - Oriente de S. do Livramento – RS.
“Até os mais simplórios dentre os homens do teu povo estão transbordando com os Mandamentos Divinos, como uma romãzeira carregada. Ao dizermos „... quando as romãzeiras florescem‟, referimo-nos aos meninos pequenos estudando a Torá, sentados enfileirados diante de seus mestres, como as sementes de uma romã acomodadas na polpa da fruta.” (Literatura Rabínica -Rabi Shimon Ben Lakish – Shir HaShirim Cântico dos Cânticos – Tratado Rabá 6,17)
Introdução
Quando se resolve encetar um estudo sobre determinado símbolo, sobre as suas origens e os significados adquiridos ao longo do tempo, é impossível não depararmo-nos com surpresas. Dentro do cabedal de informações disponíveis relativos à romã, lendas e mitos que lhe são inerentes, foram surgindo a todo instante informações que, misturando-se ao folclore, às religiões da Antiguidade e à cultura popular no que tange as suas propaladas virtudes medicinais, compuseram todo um universo próprio. De outro ângulo, outro tanto de informações. Agora, no que se referem ao seu simbolismo dentro da Maçonaria, também iam
ganhando volume, e ao final, muitas delas indiferentes ao lado em que se encontravam, estavam conversando entre si.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

FUNDAMENTOS DO SALMO 133 (132)

FUNDAMENTOS DO SALMO 133 (132)
Anestor Porfírio da Silva
e-mail: anestorporfirio@gmail.com

O salmo 133 (132) faz parte dos registros do Antigo Testamento e acha-se inserido nos Cinco Livros do Pentateuco, em Êxodos, mais precisamente.

Foi escrito pelo profeta Davi e nele o autor cita: a) a união fraternal; b) o óleo purificador (que era usado nas cerimônias de unções e consagrações religiosas); c) um personagem bíblico de nome Arão e; d) os montes Hermon e Sião.

Com certeza, este é um dos salmos de mais expressiva valia para os maçons porque, ao lê-lo, nos sentimos induzidos a um estado de paz, de união, de amor fraterno, de concórdia, de bondade e de sinceridade. Entretanto, para melhor entendê-lo, necessário se torna conhecer a origem e os fundamentos considerados por Davi na sua elaboração.

Mas, quem foi DAVI?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O QUE É RITO E O QUE É O RITUAL

O QUE É RITO E O QUE É O RITUAL
Ir.´. Kennyo Ismail

Rito e Ritual: costuma-se fazer grande confusão entre esses dois termos, principalmente na Maçonaria. Alguns acreditam serem sinônimos, outros que se trata de coletivo e unidade. Há ainda algumas explicações filosóficas complexas ou mesmo reflexões etimológicas sobre os termos, que, muitas vezes, mais complicam do que explicam.

Ao pesquisar sobre os termos na literatura maçônica, você pode se deparar com afirmações de que Rito é a teoria e Ritual é a prática. Ou que Rito é conteúdo e Ritual é forma. Ou que o Rito é um conjunto de graus, sendo que cada grau é um Ritual.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A PEDRA BRUTA

A PEDRA BRUTA: MATÉRIA-PRIMA DO MAÇOM NA ARTE DE PROMOVER A REFORMA DE SI MESMO
José Ronaldo Viega Alves
Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS
Contato: . ronaldoviega@hotmail.com

“Em cada bloco de mármore vejo uma estátua, vejo-a tão claramente como se estivesse na minha frente, moldada e perfeita na pose e no efeito. Tenho apenas de desbastar as paredes brutas que aprisionam a adorável aparição para revelá-la a outros olhos como os meus já a vêem.” (Michelangelo)

INTRODUÇÃO
Nas palavras expressadas por Michelangelo, podemos ver que o escultor deixa transparecer sua determinação e vontade férreas para, com as quais, logo de imediato dará início ao projeto que tem em mente. Já não enxerga a sua frente somente um bloco de pedra no seu estado bruto, mas a obra de arte, ou o produto final. Lendo essa sua confissão, ou projeção, não pude deixar de, metaforicamente, transportar a imagem e a idéia para relacioná-las com a nossa Pedra Bruta, aquele símbolo marcante com o qual, tivemos um contato primeiro por ocasião da nossa Iniciação, e onde depois de sermos conduzidos até a sua presença, fomos convidados a desferirmos três golpes em sua superfície. Início de todo um trabalho.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

COMO AVALIAR SE SOU REALMENTE MAÇOM?

COMO AVALIAR SE SOU REALMENTE MAÇOM?
Nenhum de nós, em plena faculdade moral, pode se dizer Maçom, simplesmente por ter sido iniciado na Sublime Ordem, estar frequentando uma Loja e estar quite com suas obrigações pecuniárias. 

Embora seja o mais comum entre nós, é necessário esclarecer que a relação do Obreiro para com sua Loja é apenas 10% de tudo o que ele abraça na Maçonaria. Os outros 90% dizem respeito ao Maçom para consigo mesmo e junto à sociedade. 

Não são propósitos precípuos da Maçonaria o conhecimento de nossas leis, nem a leitura de nossas instruções e nem a prática automatizada de nossos rituais. Somos chamados a cumprir as leis, praticar as instruções e compreender como marchar, tocar e sinalizar na vida profana nossa condição de Maçons. 

Mas como saber se somos realmente Maçons? Avalie-se dentro desses 12 itens e responda para si mesmo: 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O TRABALHO DO APRENDIZ

O TRABALHO DO APRENDIZ
Ir.´. Rui Bandeira 
Loja Mestre Affonso Domingues- nr. 4 Cascais - Portugal

O Aprendiz, após a sua Iniciação, não tem apenas de se integrar na Loja. Essa integração, se bem que necessária, é apenas instrumental da sua actividade maçónica.

O Aprendiz, logo na sua Iniciação e imediatamente após a mesma, é confrontado com uma panóplia de símbolos variada, complexa e de grande quantidade. Uma das vertentes importantes do método maçónico é o estudo e conhecimento dos símbolos, o esforço da compreensão e apreensão do seu significado.

Aprender a lidar com a linguagem simbólica, a determinar os significados representados pelos inúmeros símbolos com que a Maçonaria trabalha é, sem dúvida, uma vertente importante dos esforços que são pedidos ao Aprendiz. 

É uma vertente tão mais importante quanto ninguém deve "ensinar" o significado de qualquer símbolo ao Aprendiz. Quando muito, cada um pode informá-lo do significado que ele dá a um determinado símbolo. Mas nunca poderá legitimamente dizer ao Aprendiz que esse é o significado correcto, que esse é o significado que o Aprendiz deve adoptar. 

O Aprendiz pode adoptar o significado que o seu interlocutor lhe transmitiu ser a sua interpretação, mas apenas se concordar com ele. Se atribuir acriticamente a um símbolo um significado apenas porque alguém lhe disse entendê-lo assim, está a agir preguiçosamente, não está a trilhar bem o seu caminho.

Não quer isto dizer que o Aprendiz não deva, não possa, atribuir a determinado símbolo o mesmo específico significado que outro ou outros lhe atribuem. Aliás, diversos símbolos são generalizadamente vistos da mesma maneira pela generalidade dos maçons. Mas cada um deve meditar sobre o símbolo, procurar entender o que significa, por ele próprio. 

Pode - não há mal nenhum nisso! - ouvir a opinião de outros, aperceber-se que significado ou significados outros lhe dão. Ao fazê-lo, está a beneficiar do trabalho anteriormente realizado por seus Irmãos e é também para isso que serve a Maçonaria, é também essa a riqueza do método maçónico. 

Mas deve, é imperioso que o faça, analisar, reflectir sobre o que lhe é dito, verificar se concorda ou discorda, em quê, em que medida e porquê. e então extrair ele próprio a sua conclusão e adoptá-la como a que entende correcta. 

Pode ser igual à dos seus Irmãos; pode ser semelhante, mas levemente diferente; ou pode ser muito ou completamente diferente. Não importa! Ninguém lhe dirá, ninguém lhe pode legitimamente dizer, que está errado. É a sua interpretação, a que resultou do seu trabalho, da sua análise, é a interpretação correcta para ele. E tanto basta! E se porventura mais tarde, com nova análise, com os mesmos ou outros ou mais elementos, vier a modificar a sua interpretação, tudo bem também! Isso corresponde a evolução do seu pensamento, que ninguém tem o direito ou legitimidade para contestar!

Ainda que beneficiando da sinergia do grupo, da ajuda do grupo, das contribuições do grupo, o trabalho do maçon é sempre individual e solitário! E também, inegavelmente, difícil. É todo um novo alfabeto que, mais do que aprender, o Aprendiz maçon está a criar e a aprender a criar!

Fonte: JB News – Informativo nr. 1.729

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O PAVIMENTO MOSAICO

O PAVIMENTO MOSAICO E ALGUMAS QUESTÕES ENVOLVENDO A ETERNA DUALIDADE: O BEM E O MAL 
Ir.·. José Ronaldo Viega Alves Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS. - Contato: ronaldoviega@hotmail.com 

“Mas eu continuava sob a maldição da minha dualidade de propósitos e logo que se desfez o primeiro impulso e penitência, a minha parte inferior começou a grunhir, exigindo sua satisfação.” („O Médico e o Monstro: o estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde‟ - Robert Louis Stevenson) 

INTRODUÇÃO 
Assis Carvalho disse certa vez que há símbolos que marcam a sua presença entre os demais com uma força tal, que não há como descrevê-los em poucas linhas. O Pavimento Mosaico, ou Quadriculado, no REAA, é um desses símbolos, que vem suscitando ao longo do tempo inúmeras discussões. 

Algumas giram em torno da sua nomenclatura correta, outras se referem as suas origens, e outras, ainda, sobre o seu posicionamento e disposição na Loja: em diagonal ou tabuleiro de xadrez. No entanto, eu acho que a grande discussão mesmo, envolve as ligações todas que esse símbolo consegue sugerir, principalmente sobre a questão dos opostos, e dizendo isso, correndo riscos, ao levar em conta, as sábias considerações do saudoso Irmão Theobaldo Varoli quando assim se referiu aos símbolos maçônicos: 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

PARA QUE NOS REUNIMOS AQUI?

CONSIDERAÇÕES SOBRE O RITUAL PARA QUE NOS REUNIMOS AQUI? – (CRISE DE IDENTIDADE) 

“Para que nos reunimos aqui? Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça. Para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à Virtude e cavando masmorras ao vício”. 

Antes de entrarmos no assunto que queremos expor, vale a pena voltarmos no tempo. Levando em conta que a solidez, a beleza, a harmonia e a retidão das edificações são reflexos da qualidade de seus alicerces, voltaremos a visitar, ainda que rapidamente, alguns episódios de nossas fundações. 

Vemos uma câmara interior iluminada por velas e archotes. Sentimos no ar a emanação de incensos e nos ouvidos o timbalar de sinos. Aos pés dos altares e entre as colunas dos antigos Templos da Suméria, da Babilônia, da Caldéia, do Egito e da Grécia entre tantas civilizações de outrora, sacerdotes iniciados em Mistérios ancestrais preparavam um grupo de noviços para entrarem nos primeiros portais de suas novas vidas. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

SOIS MAÇOM?

SOIS MAÇOM ?

Como se sabe, existem na maçonaria algumas formas de identificação e de reconhecimento que às vezes, apenas servem para tais finalidades, quando, no seu sentido abrangente, poderiam representar muito mais.

Quando um maçom quer saber se outro indivíduo também o é, ao invés do sinal ou do toque convencionais, usa a seguinte pergunta na segunda pessoa do plural: S.´.M.`.?

Como aquele que é assim interpelado já tenha passado pelas provas de uma iniciação maçônica e, tenha realmente visto a luz, sua resposta invariavelmente será: M.`.I.`.C.`.T.`.M.`.R..´.

Aqui é que surge a nossa grande dúvida, porque estamos querendo saber não somente se os irmãos o.reconhecem.´. e sim, se ele é realmente um verdadeiro maçom. Uma coisa é o irmão reconhecê-lo como maçom de direito; outra coisa é reconhecê-lo de fato e de direito.`.

terça-feira, 7 de julho de 2015

SINDICÂNCIA: INSTRUÇÃO E APTIDÃO

SINDICÂNCIA: INSTRUÇÃO E APTIDÃO 
Ir.´. José Maurício Guimarães 

Nos meu momentos de folga, estive pesquisando sobre os requisitos obrigatórios para alguém pretender ser iniciado na Maçonaria. No Regulamento Geral da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, entre outros dispositivos da Constituição, deve ter o candidato "instrução suficiente para a compreensão e a prática dos ensinamentos maçônicos". 

Nas demais Potências e Obediências regulares são igualmente requisitos: "estar o candidato apto a apreender conhecimentos litúrgicos e filosóficos" ou "ter inteligência e capacidade de discernimento suficientes para o entendimento e aplicação dos princípios maçônicos". 

Comecei a pensar se não é nesse ponto que se demonstram ineficientes grande parte das sindicâncias. 

Um candidato pode ter meios de subsistência para cumprir os encargos financeiros da Ordem; pode ter profissão e meio de vida lícitos e reputação ilibada e, apesar disso, não estar apto para a compreensão dos ensinamentos maçônicos, nem ter capacidade de discernimento para a prática deles. 

Mesmo nos requisitos de foro íntimo, um candidato pode declarar que "crê num Ser Superior e na imortalidade da alma", enquanto essas declarações escritas não encontram ressonância em seu interior.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS!

BOAS FESTAS!
Quis o calendário que, este ano, o dia da semana em que habitualmente publico os meus escritos aqui no A Partir Pedra corresponda, esta semana, ao dia 25 de dezembro, o dia em que os cristãos celebram o Natal. 

Desde a mais remota Antiguidade que a Humanidade celebra uma festa por volta do solstício de inverno (no hemisfério norte), celebrando o renascer da esperança, a vitória da Luz sobre a Sombra que assola a paisagem, após a ocorrência do dia mais curto - e consequentemente da noite mais longa - do ano.

Esta celebração, pelas condições de vida impostas pela estação do ano, tem a ver com recolhimento e solidariedade familiar, com a reunião à volta do fogo, que aquece e ilumina. E relembra-nos que, suceda o que suceder, quaisquer que sejam as dificuldades, há um núcleo que nos rodeia, protege, aconchega, acarinha, um grupo no seio do qual aprendemos a ser gente e gente responsável - a família.

25 de dezembro é, para os cristãos, o dia de Natal, a celebração - em data que sabemos historicamente errada, mas sem que isso tenha importância alguma, pois o que releva é o simbolismo que lhe é atribuído - do nascimento  de Jesus, filho de Maria, infante representado em milhões de presépios por esse mundo fora, que viria a ser considerado o Cristo, do grego Khristós, que significa "Ungido", por sua vez uma tradução do hebraico Māšîaḥ (Messias) - fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo. 

É também, ou adquiriu, ao longo do tempo, por esse mundo fora, essa caraterística, a celebração da Família, a festa em que cada um de nós se reúne com os seus e revive e celebra o aconchego que recorda da infância e, adulto, procura reconstituir esse ambiente para as crianças do seu núcleo familiar.

Hoje é um dia de festa! Festejemos, pois!

Boas Festas para todos!

Rui Bandeira

Fonte: A Partir a Pedra

domingo, 6 de julho de 2014

sábado, 24 de março de 2012

DECORAIS E ABRILHANTAIS

DECORAIS E ABRILHANTAIS
Ir∴ Pedro Juk

“Irmãos que decorais a Coluna do Norte e Irmãos que abrilhantais a Coluna do Sul”.

Qual o verdadeiro SIGNIFICADO de decorais, e abrilhantais?

CONSIDERAÇÕES

No caso do Primeiro Vigilante e a locução “(...) decorais a Coluna do Norte” existem dois aspectos para serem considerados: Primeiro, DECORAR, como verbo transitivo direto que menciona o ato de guarnecer com adorno, ornamentar, realçar, avivar, etc. Nesse sentido o significado está diretamente ligado à Meia-Noite que em linhas gerais representa de forma figurada a maturidade e a aproximação do fim da vida.

A Obra, nessa definição, é o elemento construído ao longo da vida que, se bem aplicada e bem produzida decora a passagem do Homem pela efêmera vida terrena. Em síntese é a moldura do quadro da vida.

No segundo aspecto e de caráter exteriorizado seria do verbo “decorar” com transitivo direto e indireto que exprime dentre outros o caráter de “honrar, enobrecer”. Assim o significado está diretamente ligado àqueles que se posicionam na Coluna do Norte, cujo intuito é também o de honrar e enobrecer aquele espaço de trabalho, ou seja: os que honram e enobrecem Setentrião.

No caso do Segundo Vigilante e a locução “(...) abrilhantais a Coluna do Sul”, 

sábado, 24 de dezembro de 2011

GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Grande Arquiteto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica.

Conceito cristão

O conceito de Deus como o Grande Arquiteto do Universo tem sido empregado muitas vezes no cristianismo. Ilustrações de Deus como o arquiteto do universo podem ser encontradas em Bíblias desde a Idade Média e regularmente empregadas pelos apologistas e professores cristãos.

Teólogos cristãos como Tomás de Aquino sustentam que existe um Grande Arquiteto do Universo, a Primeira Causa, e que este é Deus. Os comentadores de Aquino, como Stephen Richards [2] têm apontado que a afirmação de que o Grande Arquiteto do Universo é o Deus cristão não é evidente, com base na "teologia natural" somente, mas requer adicionalmente de um "salto de fé" baseado na revelação da "Bíblia".

João Calvino, em seu Instituto da Religião Cristã(publicado em 1536), chama repetidamente o Deus cristão de "O Arquiteto do Universo", também se referindo aos seus trabalhos como "Arquitetura de Universo", e em seu comentário sobre Salmo 19 refere-se à Deus como o "Grande Arquiteto" ou "Arquiteto do Universo".

Conceito maçônico

O conceito do 'Grande Arquiteto do Universo' está além de qualquer credo religioso, respeitando toda a sua pluraridade. A crença num ser supremo é ponto indiscutível, para que se possa ser iniciado na maçonaria, uma realidade filosófica mas não um ponto doutrinal.Como é uma escola de filosofia, moral e bons costumes, e não sendo uma religião, a maçonaria não pretende concorrer com outras religiões. Permite aos seus iniciados a crença em qualquer uma das religiões existentes, exigindo apenas a crença num ser superior, criador de tudo e de todos, que o candidato já acreditasse antes mesmo de considerar a possibilidade de vir a ser um maçom.

Assim, 'Grande Arquiteto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é uma designação maçônica para uma força superior, criadora de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que maçons muçulmanos, católicos, budistas, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.

Para um maçom de origem muçulmana se referiria a Alah, para outro de católica, seria Jave, de qualquer forma significaria Deus. Assim as reuniões em loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou questionar seus conteúdos. A atividade da Maçonaria em relação ao Grande Arquiteto do Universo - G.·.A.·.D.·.U.·., envolve estudos filosóficos e não proselitismo.

Conceito hermético

O Grande Arquiteto também pode ser uma metáfora aludindo à potencialidade divina de cada indivíduo. "(Deus) ... Esse poder invisível que todos sabemos existir, mas entendida por muitos nomes diferentes, tais como Deus, o Espírito, o Ser Supremo, a Inteligência, Mente, Energia, Natureza e assim por diante." Na Tradição Hermética, cada pessoa tem o potencial de tornar-se Deus, esta idéia ou conceito de Deus é percebido como interno e não externo. O Grande Arquiteto é também uma alusão ao universo criado observador. Nós criamos nossa própria realidade, por isso nós é o arquiteto. Outra forma seria a de dizer que a mente é o construtor.

Conceito do ponto de vista da gnosis

O conceito de Grande Arquiteto do Universo ocorre no gnosticismo. O Demiurgo é o Grande Arquiteto do Universo, o Deus do Antigo Testamento, em oposição a Cristo e Sophia mensageiros da Gnose do Verdadeiro Deus. Ebionits como

Notzrim, por exemplo, o Rabba Pira, é a fonte de origem, e, recipiente de todas as coisas, que é preenchido pelo Rabba Mana, o Grande Espírito, do qual emana a primeira vida. A primeira vida reza para a companhia e filhos, após o que a segunda vida, o Ultra Mkayyema ou mundo que constitui Æon, o Arquiteto do Universo, vem a ser. A partir desse Arquiteto vem uma série de æons, que erguem o universo sob a comando da gnosis, o conhecimento personificado de vida

Bibliografia
  • Max Heindel Maçonaria e Catolicismo
  • Jules Boucher A Simbólica Maçónica
  • Oswald Wirth O simbolismo hermético na sua relação com a Franco-Maçonaria
  • Rizzardo da Camino Rito Escocês Antigo e Aceito Loja de Perfeição (Graus 1.º ao 33.º), Madras Editora Ltda, 1999, 2.ª Edição - ISBN 85-85505-65-6
Fonte: JBNews - Informativo nº 271 - 26.05.2011

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

OS TRÊS TOQUES

Ir∴Valdemar Sansão M∴M∴
São Paulo - SP

Batei e Vos abrirá

Batendo às portas do Temp∴ do saber elas vos serão abertas; pois, todas as portas se abrem ao chamado imperativo da vontade e do desejo de aprender, que são as chaves mestras que abrirão todas as portas cerradas ao vosso passo.

Batendo aos corações de vossos Ir∴, com o toque sincero de vossa bondade eles vos abrirão o peito para compartilharem das vossas dores e alegrias, vossos problemas aflitivos e vossas esperanças.

Batendo com o chamado mágico do saber, na porta da vida, esta vos será aberta. Jamais vos esquecendo dos juramentos prestados nas câmaras em que estivestes, nossos corações vos darão a prova de fraternidade universal, peculiar em nós, verdadeiros maçons.

Pedi e Vos dará

Pedi a resposta ao enigma que vos atormenta e o significado do símbolo que vos confunde, pois, a afã de compreendê-los conduzir-vos-á adiante, um passo mais em cada dia.

Pedi – ao mestre a chave do segredo que guarda secretamente, pois, se o discípulo está pronto para recebê-los, o M∴ também o está para orientá-lo e fazê-lo participar dos seus conhecimentos à medida que se façam dignos deles.

Pedi – sempre a tarefa mais penosa, o trabalho mais árduo, o labor mais perigoo, e desenvolvereis uma vontade mais poderosa e uma fortaleza ainda maior, conforme ouvistes dos IIr∴ Ven∴ e Ord∴ durante a Inic∴.

Buscai e Encontrareis

Buscando em vossos corações, encontrareis a palavra que afague uma esperança, o gênio doce que alivie vossas penas, e o amor sincero que arranque radicalmente os espinhos cravados em vossos corações.

Buscando em vossa mente encontrareis a solução do problema, a inteligência analítica que desentranha um teorema; a finalidade que dignifica, transformando o animal humano em um ser pensante que raciocina e analisa, que dirige e ama.

Buscando em vossa consciência, encontrareis a norma de vossa conduta, o farol rutilante que ilumina a estrada da vossa vida, a bússola que guia firmemente a vossa direção pelo mar tortuoso de vossas paixões. Em vosso espírito encontrareis o sentido oculto das causas, a verdade escondida do símbolo, e a harmonia rítmica da vida.

Assim, caríssimos Irmãos:

Batei e Vos abrirá – Pedi e Vos dará – Buscando Encontrareis.

Fontes de Consultas:

- Bíblia Sagrada;
- Trabalho do Ir.’. Jayme Janeiro Rodrigues.

Fonte: JBNews - Informativo nº 268 - 23.05.2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

REGRAS RITUALÍSTICAS - 05

REGRAS RITUALÍSTICAS
SIMBOLISMO MAÇÔNICO (2a PARTE)
ir∴ Valdemar Sansão 

Vale lembrar que quaisquer alterações litúrgicas ou ritualísticas devem ser feitas somente através das obediências e não pelas lojas como se percebe comumente.

Regras - as regras falam por si mesmas. Não foram estabelecidas para provar a obediência, mas por serem necessárias ao nosso bem. Não devemos observá-las apenas pelo fato de nos serem impostas, foram-nos ordenadas porque são justas. 

A maçonaria é uma instituição que transmite a sua doutrina através, principalmente, de símbolos, alegorias, emblemas, parábolas e máximas; todo este vasto volume de informações dadas ao iniciado necessita de uma correta interpretação no sentido de explicação, de comentário, para que possa ser bem captado, principalmente em relação aos símbolos, que admitem interpretações diversas conforme o ângulo da análise, se exotérica ou esotérica. 

Importante, também, é a correta interpretação das práticas litúrgicas e ritualísticas, para que não haja a deturpação das mensagens doutrinárias e simbólicas nelas contidas. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU

MISTÉRIOS DO PRIMEIRO GRAU
(Desconheço o autor)

"É com o coração que se vê corretamente; o essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry, O pequeno príncipe).

O trabalho do Aprendiz é lavrar sua pedra bruta, usando o maço e o cinzel, para esquadrá-la e livrá-la das asperezas e elementos supérfluos com o fim de conseguir que se encaixe nas outras pedras, para compor as paredes do edifício da Fraternidade. Este é um trabalho que não envolve somente o aspecto esotérico, envolve principalmente o aspecto prático. 

A matéria na qual o Aprendiz trabalha é, portanto, sua própria matéria, pois assim como o pintor se expressa com o emprego das cores; o músico com os sons; o Aprendiz se expressa por meio de si mesmo.

sábado, 20 de agosto de 2011

FANTASIA CRIATIVA

Ir∴ Luiz Felipe Brito Tavares
Loja Luz do Planalto nr. 76 (GLSC) São Bento do Sul – SC

O que permite que a complexidade de uma única peça substitua a função de inúmeras peças?

A complexidade permite que uma estrutura mantenha um infindo número de elementos, que não obstante mantenham sua essência, passam a permutar energia com todas as outras peças pertencentes ao conjunto. Tal troca ocorre nas bordas preservando o centro de cada elemento, mas criando um elemento complexo, mas integro com um centro próprio que congrega um vetor resultante de todas as forças presentes.

Observemos a evolução da televisão.

No começo um sem número de válvulas em um elemento grande e pesado, com nitidez e resolução limitadas.

Depois o surgimento dos transistores, que em si agregaram a função de muitas válvulas, tornando a TV menor e mais eficiente. Espaços ocupados de forma mais eficiente, dando uma nitidez e resolução maiores. Seguindo em evolução surgiram os chips e os microchips, congregando ainda mais eficiência e complexidade em elementos ainda mais enxutos. A televisão então deu um salto em nitidez e resolução.

Em breve teremos computadores quânticos, baseados em estruturas atômicas. Imaginem a realidade da imagem decorrente!

Afinal não vivemos em um mundo onde a realidade é definida pelas interações quânticas subjacentes?

Perplexidades a parte podemos perceber que as propriedades dos elementos que compõem as complexidades parecem ser transmitidas a um centro comum pertencente ao elemento continente.

Vários movimentos em sincronia e em sinergia criando um movimento denso.

Um único grupo de átomos, constituintes em teoria de um computador quântico, podem se em sincronia e sinergia adequados, substituir uma multidão de moléculas constituintes de uma televisão primitiva.

Existe aí um elemento que transcende a ordem e a complexidade.

Um eixo comum que tem a capacidade de agregar propriedades de tal forma que torne um elemento portador de múltiplas potencialidades.

Vejamos que as propriedades presentes em uma multidão de válvulas enormes e pesadas pode ser substituída por poucos átomos, desde que em interação quântica, gerando um elemento estável e totipotente.

Não se trata apenas de aproximar peças e dizer que a árvore só é totipotente porque possui toas as peças.

É algo a mais.

Diz respeito à sincronia e diz respeito à sinergia.

Diz respeito ao transformas vários eixos em um eixo calibroso de possibilidades.

Podemos dizer que existe um átomo que responde como um elemento e não apenas como um saco de partículas atômicas; que existe uma célula que responde como ser vivente e não como um amontoado de moléculas. E assim em diante até chegarmos ao homem, que tem uma consciência unitária, que é muito mais que a soma possível de todos os infindáveis neurônios que constituem nosso cérebro.

Especulam alguns que nosso cérebro age a nível quântico para formatar o espaço a ser ocupado pela consciência.

Um espaço denso de possibilidades que albergue tal calibre.

Não é a toa que formamos imagens em nossa mente com qualidade ainda inigualável.

Nossa consciência nos faz sentir e pensar como unidade. Não somos apenas uma multidão de partes separadas. Temos um centro, um eixo central que agrega todas as propriedades nos permitindo uma diversidade potencial quase sem fim.

Onde nas quatro dimensões poderia se localizar tal espaço acolhedor de tamanha potencia concentrada?

De certo talvez existam muitas realidades concomitantes em nosso universo.

Um centro físico é compreensível, mas um centro agregador e unificador, preservando propriedades que transcendem a estrutura molecular que lhes originou, se torna uma realidade difícil de ser concebida e passa naturalmente despercebida.

Mediante tal elucubração um homem de ciência faria suas compreensíveis e cabíveis críticas já que trabalha com aquilo que pode testar e predizer.

Suponho em fantasia criatividade que em nosso universo os espaços possuem muitas densidades diferentes, mas concomitantes.

Espaços que podem albergar nossa consciência preservando sua existência não obstante a morte do corpo físico.

Espaços chamados comumente de transcendentes sem o serem de fato. Espaços imanentes que dobrados ou desdobrados se apresentam de formas diversas, e comportando também de formas diversas diferentes calibres de sentido.

Poderia haver um espaço “transcendente” que albergue em ponto inextensível todas as possibilidades existentes?

Seria inextensível, mas absoluto, ou sem fim.

Quanto maior a sinergia e a sincronia, menor a necessidade de extensão.

No final somente sinergia e sincronia e tudo presente.

Este espaço é tão denso em sentido que gera um efeito gradiente em todos os outros matizes de espaço potencialmente existentes.

Fazendo mesmo, em nosso universo com seta direcionada a entropia, emergir a ordem e a complexidade. E naturalmente algo a mais. Nossa vontade mantém abertos os espaços de nossa consciência.

Que vontade, no entanto manteria aberto tal espaço pontual e ao mesmo tempo absoluto?

Quatro letras? Pessoalmente creio que sim.

Gostaria de dizer com certeza da ciência que possuímos uma simetria com o espaço absoluto que nos imanta. Simetria com um expandir de possibilidades.

Porém me resta apenas o instrumento intuitivo a me dar tal convicção.

Deixo os irmãos à vontade para questionarem a força da lógica empregada por este seu fantasioso irmão, e que possam chegar às suas próprias conclusões, se isto for possível.

Fonte: JBNews - Informativo nº 331 - 25 de Julho de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PÉ DIREITO OU PÉ ESQUERDO

Ir∴ Sergio Quirino Guimarães

Saudações estimado Irmão, você saberia responder se é com o PÉ DIREITO ou com o PÉ ESQUERDO? A pergunta é clássica, recorrente e sempre mal formulada: Entramos nos Templos com o pé direito ou com o pé esquerdo? A resposta está no 18º Landmark, entramos com os dois pés! E se a pergunta fosse: - Transpomos a soleira da porta do Templo, primeiramente com o pé direito ou com o pé esquerdo?

Pareceria coisa simples e muitos de imediato já responderam mentalmente, mas o interessante está na explicação que muitos dão ao ato. Já ouvi que é com o pé esquerdo, pois é o lado do coração, sendo este poderoso músculo a fonte emanadora de belos sentimentos. Quando ouvi isto pensei em propor que a Coluna do Sul fosse transferida para a esquerda de quem entra no Templo, já que ela é a própria beleza em si mesma. Desisti, pois pela perspectiva do Oriente as posições já estariam certas. 

Também tentaram me ensinar que devido aos Hemisférios Cerebrais que atuam de forma cruzada sobre o corpo, devemos usar o pé direito, pois estaremos ativando o lado esquerdo do cérebro que controla as atividades científicas e de linguagem. Acredito sinceramente nas muitas qualidades dos antigos ritualistas, mas acreditar que eles tinham conhecimento neurolinguístico é demais! Mas afinal qual é a resposta?

Você não vai encontrar nestas linhas a solução da questão, simplesmente porque a resposta está no seu Ritual do Grau de Aprendiz, editado com as instruções DO SEU RITO, dentro das normas e procedimento DE SUA POTÊNCIA e ainda levando em conta os usos e costumes DE SEU ORIENTE. Por que isso? Em alguns Ritos não há menção do ato; algumas Potências criaram regras para que os Irmãos adentrem ao Templo e ainda temos Lojas que iniciam seus trabalhos já com todos os Obreiros dentro da Oficina. Mas se nada constar e mesmo assim você insistir em ter uma atitude consciente dessa “transposição” do profano (fora do Templo) para o sagrado (dentro do Templo) eu SUGIRO que lembra o espírito, os pés posicionados como o símbolo da retidão e avançamos o pé ........... (veja no seu ritual) e nessa posição que os Irmãos se manifestam prontos para servir, aprender e ensinar.

Boa noite a todos, já está tarde e eu devo ir agora a um Baile de Debutantes, adoro dançar Valsa. Este gênero musical (valsa do alemão Walzer) é de compasso binário (eu não gosto do número 2), mas para facilitar a leitura ela é escrita em compasso ternário (eu gosto do número 3) * * *. Na coreografia o homem começa sempre com o pé esquerdo, dá um passo para frente, traz o pé direito junto ao esquerdo, SEM BATÊ-LOS e mais um passo e outro passo no salão sempre a girar (walzer) no sentido horário.

De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.

Dedico este artigo aos queridos Irmãos da Loja Maçônica Nova Esperança - 26, do Oriente de Nova Esperança, jurisdicionada ao Grande Oriente do Paraná, que está comemorando cinquenta anos de fundação. Entre as comemorações teremos no dia 13/04 uma palestra com o competentíssimo Irmão Hercule Spoladore. Na pessoa do Ir∴ Jorge Antonio Salem parabenizo todos os Irmãos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 219 - 04.04.2011