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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 18 de setembro de 2016

O MAÇOM, A VIDA E A MORTE

O MAÇOM, A VIDA E A MORTE

Só pode ser admitido maçom regular quem seja crente num Criador, qualquer que seja a sua conceção Dele, e creia na vida para além desta vida. Só assim faz sentido o processo iniciático maçónico, só assim é profícuo o labor de análise, interpretação e aprofundamento da simbologia maçónica, alguma dela diretamente baseada em elementos extraídos de textos de natureza religiosa.

No seu processo de construção de si mesmo segundo o método maçónico, o estudo, a meditação, a associação livre, a descoberta de significados dos significantes que são, afinal, os símbolos, o maçom, se bem fizer o seu trabalho, inevitavelmente que nalgum momento se confrontará com a busca do significado da Vida, do seu lugar no Mundo e na Vida, com a Vida ela mesma e com a morte do seu corpo físico.

Se bem faz o seu trabalho, o confronto com a morte física, à luz da sua crença na vida para além da vida e dos elementos colhidos nos seus estudos simbólicos, algo de muito positivo lhe traz: a perda do medo da morte! Pausada, calma e profundamente analisada a questão, quase que intuitiva é a conclusão de que a morte é simplesmente parte da vida, do percurso que efetua a centelha primordial que nos anima e que é o melhor de nós, que é, afinal o essencial de nós, a Vida em nós, que permanece para além da deterioração, desativação e destruição do invólucro meramente físico a que chamamos corpo. Porventura adquirirá mesmo a noção de que essa morte física é indispensável ao processo vital, à essência da vida, que é feita de energia e transformação e mudança.

A perda do medo da morte é uma imensa benesse conferida àquele que dela beneficia, por isso que o liberta para apreciar plenamente a Vida, vivê-la em pleno, colocando nos seus justos limites tudo o que de bom e tudo o que de mau se lhe depara.

A perda do medo da morte propicia enfim a Sabedoria para apreciar a Vida da melhor forma que se tem para tal: vivendo-a, sem constrangimentos, sem medos, sem dúvidas, sem interrogações sobre quanto durará o bem de que se desfruta, quanto se terá de suportar até superar o mal que se atravessa. É a perda do medo da morte que nos ilumina para o essencial significado da Vida: ela existe para ser vivida, para ser utilizada e modificada (na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, disse-o, há muito, Lavoisier...), força perene essencial que existe e prossegue existindo através da sua contínua transformação.

A perda do medo da morte assegura-nos a Força para continuamente persistirmos na nossa melhoria, na nossa purificação, não porque interesse ao nosso corpo físico, mas porque disso beneficia a nossa centelha vital, que melhor evoluirá quanto mais beneficiar do que aprendemos, do que acrescentarmos eticamente a nós próprios e portanto a ela. A nossa melhoria, o nosso aperfeiçoamento ético liberta a nossa consciência para alturas que as grilhetas do egoísmo, da materialidade, dos vícios e paixões impedem que atinja. É a nossa Força nesse combate que constitui o cais de partida da nossa identidade para a viagem possibilitada pela purificação da nossa essência, que terá lugar após a libertação do peso do nosso corpo físico (será isto o Paraíso, a Salvação?). Pelo contrário, a insuficiente libertação da nossa essência do peso do vício e das paixões, do Mal enfim, inibirá essa nossa essência de subir tão alto e ir tão longe como poderia ir se liberta, quiçá limitando o valor futuro da nossa vida que permanece, quiçá impondo a continuação de esforços de purificação e transformação (será isso o Inferno, a Perdição?)

A perda do medo da Morte permite-nos enfim desfrutar plenamente da Beleza da Vida - sem constrangimentos, sem temores, sem interrogações. Como diz a canção, o amor poderá não ser eterno, mas que seja imenso enquanto dure. Apreciar a Beleza da Vida sem temer ou lamentar a mudança, que algum dia inevitavelmente ocorrerá, permite a suprema satisfação de sentir realmente toda a beleza que existe na Beleza, toda a vida que há na Vida. Verdadeiramente. Um segundo que seja que se consiga ter deste clímax vale por toda uma vida...

Encarar a morte à luz da Vida e, portanto, deixar de a temer, liberta o nosso Ser para além dos constrangimentos da materialidade, reduz o Ter à sua real insignificância, dá-nos finalmente condições para, se tivermos atenção no momento preciso e irrepetível que antecipadamente desconhecemos quando surgirá, podermos entrever a Luz - a Luz da compreensão do significado da Vida e da Criação, da sua existência e da direção e objetivo do seu Caminho. Poucos, muito poucos, ainda que tendo trabalhado bem, ainda que persistentemente tendo polido sua Pedra, têm a atenção focada na direção certa quando esse inefável e intemporal momento passa. Esses são os afortunados que de tudo se despojaram e afinal tudo ganham ainda neste plano da existência. Esses passam verdadeiramente pelo buraco da agulha, porque o peso das suas paixões é inferior ao de uma pena e nada os distraiu. Esses aproveitam a Vida tão plenamente que o comum de nós nem sequer suspeita da possibilidade de existência desse aproveitamento. Esses, sim, são templos vivos onde se acolhe o mais essencial do essencial: tão só e simplesmente, a essência da Vida (será isto afinal o elo ao divino?).

O maçom que faz bem o seu trabalho perde o medo da morte e pode viver plenamente a Vida. Mais não lhe é exigível. O resto que porventura venha, se vier, vem por acréscimo...        

Rui Bandeira


Fonte: apaertirapedra.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A ORIGEM DA PALAVRA LOJA

A ORIGEM DA PALAVRA LOJA
Irmão Julio Caetano Tomazoni 
Pato Branco-PR

A LOJA - Ao se fazer o resgate histórico verifica-se que o termo Loja Maçônica tem origem comum com o termo Loja Comercial.

Para Castellani, entre muitos Maçons influenciados por obras pouco fidedignas, a palavra Loja para designar uma corporação maçônica, seria originária da palavra sânscrita “LOKA. Mas a palavra “LOKA” significa espaço, lugar, tempo, como o “LOCUS” do latim, portanto, seu significado não corresponde exatamente ao significado do termo Loja Maçônica.

A origem correta da palavra loja está nas “Guildas Medievais”. Entre as corporações de artesãos medievais (hoje denominada Maçonaria Operativa), destacam-se as Guildas, características dos germânicos e anglo-saxões e que começaram a florescer no século XII. Antes dessa data, elas eramn entidades simplesmente religiosas e não formavam corpos profissionais.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A BALAUSTRADA

A BALAUSTRADA
Por Kennyio Ismail

Muitos irmãos já divagaram sobre a origem e o simbolismo da balaustrada, também chamada em alguns rituais de “grade da razão”. A imaginação chega a tanto que há quem defenda que a balaustrada é uma espécie de portal pelo qual o maçom, ao atravessar, sai do mundo do si mesmo e conquista o terreno dos sonhos, do inconsciente, da espiritualidade, dos mistérios e da magia. Deve ser por isso que de vez em quando nos deparamos com irmãos dormindo no Oriente! Mas voltemos à vida real.

A balaustrada é formada por uma sequência de balaústres que suspendem um corrimão. Suas primeiras aparições foram encontradas no que se sabe sobre os templos assírios. Balaustradas não estão presentes nas construções gregas e romanas, mas reapareceram a partir do Século XV, inicialmente em palácios de Veneza e Verona, provavelmente influência da cultura árabe, por conta da dominação muçulmana na península ibérica. Seu uso mais amplo na Europa teve início no século seguinte, sendo adotado por artistas como Michelangelo. No século XVI, balaustradas foram largamente utilizadas na construção de basílicas e catedrais e, a partir daí, ganhou espaço na ornamentação de igrejas, servindo como delimitador entre a nave (ocidente) e o presbitério (oriente), num nível mais elevado. É junto da balaustrada que os fiéis recebem a comunhão.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DOUTRINAS NÃO ESCRITAS

DOUTRINAS NÃO ESCRITAS
Charles Evaldo Boller

Platão perdeu o entusiasmo pela política quando parentes seus, Cármides e Crítias, usaram de violência para manterem o poder na Grécia. Mas, o que o levou mesmo a desistir de carreira política promissora foi quando seus parentes condenaram seu mestre Sócrates à morte. Com receio da perseguição, por ser discípulo de Sócrates, viajou para a Itália, tentando lá ajudar reis a mudarem suas maneiras de governar sem usar de prepotência. Nestas suas tentativas foi preso e quase morto. Mas sempre acabou salvo porque existiam pessoas, como ele, portadoras de melhores princípios.

Existem evidências que Platão lecionava na Academia um curso denominado, "sobre o bem", tido como "doutrinas não escritas". Em sua carta VII lemos: "O conhecimento destas coisas não é de forma alguma transmissível como os outros conhecimentos, mas apenas após muitas discussões sobre tais coisas e após um período de vida em comum, quando, de modo imprevisto, como luz que se acende de uma simples fagulha, esse conhecimento nasce da alma e de si mesmo se alimenta".

domingo, 11 de setembro de 2016

A BUSCA DA VERDADEIRA INICIAÇÃO

A BUSCA DA VERDADEIRA INICIAÇÃO
(Desconheço o autor)

Em que momento se dá a Verdadeira Iniciação do Maçom? 

Será no dia em que este foi admitido através de um Ritual Simbólico em uma Sociedade Filosófica (Oriental) e Filantrópica denominada de Maçonaria?

A continuidade em Loja de acordo com a forma com que são ministrados os ensinamentos maçônicos, levam o associado a se tornar um iniciado?

E o que é ser um verdadeiro iniciado?

Os Rituais e os Símbolos não são os meios com que o homem se utiliza para alcançar um objetivo?

E quais são os objetivos que a Maçonaria pretendeu e pretende alcançar?

Qual a diferença entre o "clube, maçonaria" e a "Maçonaria, Maçonaria "?

Porque entra-se na Maçonaria?

Existem as verdades e mentiras da Maçonaria?

Na Maçonaria encontramos Maçons?

O que é ser um Maçom?

Porque não temos atualmente grandes feitos na Maçonaria brasileira?

Porque vivemos hoje das lembranças dos grandes feitos do passado?

Porque mudam-se os Rituais?, não é o tempo que forma a tradição?, não são eles um meio do associado se tornar um Maçom?

Em Maçonaria, os fins justificam os meios, ou é através dos meios que poderemos mudar a história dos fins?

terça-feira, 6 de setembro de 2016

DECÁLOGO DO VENERÁVEL MESTRE

DECÁLOGO DO VENERÁVEL MESTRE
(Desconheço a autoria)

Dirigirei minha Loja à voz de minha consciência e guiar- me-ei pelas promessas de minha Instalação;

Dirigirei minha Loja sem temor, favor ou recompensa, salvo o julgamento de minha consciência e o favor do Supremo Arquiteto do Universo;

Procurarei atrair os Irmãos para os trabalhos, ministrando-lhes abundantes ensinamentos maçônicos;

Procurarei sempre e por todos os meios, conhecer os antigos trabalhos e escritos da ordem e não estarei satisfeito se não houver isso conseguido;

Não deixarei nunca que um Irmão, carecendo de amparo, se afaste da Loja, desiludido;

Procurarei ser modelo para meus Irmãos em prudência, veracidade, cortesia e amor fraternal;

O maldoso em minha Loja não terá descanso até que se regenere; mas, se não se regenerar, será excluído do meio;

Meus auxiliares deverão cumprir seu dever rigorosamente, conforme seus compromissos de posse;

Minha Loja será honrada e respeitada entre suas iguais.

Que o Supremo Arquiteto do Universo, nosso Deus de Amor e Bondade, me ilumine e me ajude a cumprir esses compromissos!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O CULTIVO DA TOLERÂNCIA

O CULTIVO DA TOLERÂNCIA
(Desconheço o autor)

A nossa Sublime Ordem exige de seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios.

A Maçonaria proclama em seus princípios gerais "que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um".

A nossa Sublime Ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados.

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, condescendente, transigente ou permissivo, mas acima de tudo significa saber suportar.

domingo, 4 de setembro de 2016

O ENSINO NA MAÇONARIA

O ENSINO NA MAÇONARIA
Ir∴Domingos Alves da Silva
ARLS Orvalho de Hermon nº 51
Dourados - MS

O grande literato francês, o Irmão Émitre Litré escreveu as seguintes palavras:
O principal dever do homem para consigo mesmo é de instruir-se; o principal dever do homem para com os seus semelhantes é instruí-los.
A instrução dos seres humanos é o problema magno da humanidade, que também é o problema e meta da Maçonaria.

Defina-se Maçonaria como sendo uma ciência de moralidade velada por alegorias e ilustrada por símbolos.

Trata-se de uma ciência vasta, difícil e complexa, que abrange todas as ciências, que constituem o fundo comum das religiões, das artes e da filosofia de todos os povos do mundo, desde os tempos mais primitivos.

Para entendermos a Maçonaria precisamos conhecer a história da Humanidade desde os seus primórdios, as forças propulsoras, os motivos naturais, sociais, etc..., que promovem o progresso e a civilização.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

FILHOS DO ARQUITETO

FILHOS DO ARQUITETO

Eu sou a MAÇONARIA – Nasci na antiguidade, quando os homens pela primeira vez pensaram em DEUS. Tenho sido praticada através dos tempos, e encontrei a verdade.  O caminhos do mundo  têm minhas pegadas  e as catedrais de todas as nações levam a arte de minhas mãos.

Esforço-me em favor da beleza e da simetria. No meu coração estão as escrituras  sagradas e minhas preces são ao DEUS Onipotente.

Meus filhos trabalham e oram juntos, sem rancor ou  discórdia,  no mundo profano ou dentro do templo. Através de sinais e símbolos eu ensino as lições da vida e da morte e o relacionamento entre o homem e DEUS e entre o homem e o homem. Meus braços estão abertos para receber aqueles que me procuram por sua livre vontade.

Os aceito e ensino-lhes a utilizarem minhas ferramentas de trabalho na construção de homens e, depois disso, a encontrarem respostas às suas próprias perguntas, sobre perfeição, tão desejada e tão difícil de alcançar. Sustento os que caem e dou abrigo aos enfermos. Importo-me com o choro dos órfãos, as lágrimas da  viúvas, a dor do velhos e dos necessitados. Não sou religião, partido ou escola, e apesar disso meus filhos têm um carga de responsabilidade para com DEUS, com a PÁTRIA, com os semelhantes  e consigo mesmo.

Eles são homens livres, tenazes e conscientes de suas liberdades e alertas contra perigos. Enfim, empenho-me em que cada um tome sua jornada por caminhos em direção à gloria de uma vida eterna. Observo um grão de areia através da lente e penso como é pequena uma  simples vida perante o universo eterno. Eu sempre pensei em imortalidade e mesmo enquanto levanto os  homes da escuridão para a luz, sou uma forma de vida.

SOU A MAÇONARIA!!!


Criciúma, (SC) 13/dezembro/2.012 –  Cassímiro   de Abreu (Salles)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

É HORA DE ESCREVER...

É HORA DE ESCREVER...

Como escrever algo quando a inspiração a isso pouco ou nada ajuda?

Escolher um tema, daqueles que julgamos saber, estudá-lo um pouco mais, ou na realidade, estudá-lo pela primeira vez, desenvolvê-lo, interpretá-lo e escrever sobre ele?

Escrever sobre tudo e nada, sobre nada em particular, sobre tudo em geral?

“Bater” toda esta mistura de ingredientes e como sempre vontade de a saborear e escrever … e levado ao “forno” sair algo sobre maçonaria.

Seja assim então! É hora de escrever.

O que não falta a um maçon é inspiração para escrever, essa é uma capacidade que nos é reconhecida pelos demais, embora particularmente encontre que muitas das vezes a simpatia e a amizade fazem com que as críticas e os reparos sejam amenos.

Quais os temas, daqueles que julgamos saber e dominar de lés a lés, quando na realidade nada sabemos sobre eles? Não insinuo sobre aqueles que sabemos mais ou menos, muito menos sobre os outros em que sabemos uma ou outra coisa, pronúncio sim aqueles em que temos a profunda noção que nada sabemos, mas insistimos em dizer que sim e, na generalidade dos casos a nós próprios, sendo esse um erro que é, como muito bem sabemos e até reconhecemos, fatal (metaforicamente falando).

Esta parte de estudar, de pesquisar, de ouvir e de aprender é, a partir de determinada altura, na vida de um maçon, uma enorme e valente chatice, podendo até ser considerada como uma afronta e ou uma falta de respeito. A partir de determinada altura, tudo se sabe, tudo se domina, tudo se encara de maneira diferente, tudo tem e emana luz e, na realidade, não passa de uma ilusão individual.

Escrever é tão só, algo que considero individual e ao mesmo tempo coletivo. Quem escreve, fá-lo porque assim o entende, escreve porque tem gosto nisso. E se ao escrever for possível aprender? E evoluir?

Cá vou aprendendo as minhas “coisas”, os temas que considero importantes estudar, desenvolver e interpretar, dando-lhes depois o meu cunho, mas esses não os partilho, pois esses fazem parte do meu caminho, da minha discrição, do meu templo interior. Não tenho necessidade e nem os quero partilhar, não sendo isto defeito, mas sim feitio.

É hora de escrever que há uns tempos que a inspiração me falta, que há (muitos) temas que não domino e que os tento aperfeiçoar um pouco mais a cada nova aurora.

Não sou, nem ambiciono ser nem mais nem menos, sou apenas aquilo que sou e sempre aquilo que quero ser.

E por fim, mas nunca por último, que tem tudo isto a ver com Maçonaria?

É aquela simples parte de escrever sobre tudo e sobre nada. Individual em prol do coletivo, estando à ordem!

Daniel Martins

Fonte: A Partir a Pedra