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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

SUBSTITUIÇÃO EM SESSÃO DO 2º VIGILANTE.

Em 25/05/2020 o Respeitável Irmão Adriano Silveira, Loja Joaquim Rodrigues D'Abreu, sem mencionar o nome do Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte

SUBSTITUIÇÃO EM SESSÃO DO 2º VIGILANTE.

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar a sua contribuição para os assuntos Maçônicos. Obrigado, por muitas vezes, ter dirimido as minhas dúvidas e de todos os Irmãos que acompanham os seus meios (canais) de comunicação. Meu nome é Adriano Também me orgulha muito em ter o nosso atual 1º Vigilante Flavio Radamarker (meu Irmão Gêmeo). Atualmente represento a minha Loja e o nosso Estado junto a SAFL, no cargo de Deputado Federal. Não querendo incomodar o valoroso Irmão que aqui vos escrevo, gostaria
se possível saber da sua opinião sobre a seguinte questão: Na falta temporária do Irmão 2º Vigilante em uma sessão. Por tradição, quem deve assumir o cargo como Ad-Hoc? Desde já meus cumprimentos e admiração.

CONSIDERAÇÕES:

Em se tratando do REAA, numa eventual ausência do Segundo Vigilante, quem o substitui precariamente é o Segundo Experto. Este, por ocupar lugar na Coluna do Sul e próximo ao meridiano do Meio-Dia tem sido o substituto ocasional. 

Destaco que esta não é obrigatoriedade de ofício do Primeiro Experto como muitos acham, alegando uma questão de hierarquia em relação ao Segundo Experto. Nada disso tem a ver.

Há que se mencionar que o titular da segunda vigilância pode estar ausente por duas possibilidades: uma devido a sua própria falta à sessão e outra se estiver preenchendo o cargo do Primeiro Vigilante no caso da sua ausência. 

Assim, o imediato substituto do Segundo Vigilante é, como dito, o Segundo Experto.

Isso é consuetudinário e é parte dos usos e costumes do REAA. Vem desde quando foi inserido a figura dos Expertos nos primórdios dos seus rituais.

Cabe mencionar que os Expertos são cargos naturais da Maçonaria Francesa (latina). 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com

INGRESSO NO TRONO E ESPADA FLAMEJANTE

INGRESSO NO TRONO E ESPADA FLAMEJANTE
(republicação)

Em 17/05/2016 o Respeitável Irmão Cícero Luiz Calazans de Lima, sem declinar o nome da Loja, REAA, GOB-AL, Oriente de Maceió, Estado de Alagoas, apresenta as questões seguintes: calaslima@yahoo.com.br

Tenho as seguintes dúvidas:

1 - A ida do Venerável Mestre ao oriente para tomar assento no seu lugar é pelo lado norte ou sul? E por quê?

2 - Qualquer mestre maçom pode ser o porta espada nas sessões magnas? Ou só poderá ser o Porta-Espada um M∴I∴ 

CONSIDERAÇÕES:

1 – Não é uma questão de circulação, até porque no Oriente ela não existe, todavia a praxe tem sido que, chegando ao Altar, nele se ingresse pelo lado Norte e dele se saia pelo lado Sul. A situação é apenas pela praticidade do procedimento, já que quem ingressa no Oriente, o faz obrigatoriamente vindo da Coluna no Norte (ingressa-se no Oriente pelo nordeste). Assim a distância percorrida até o Altar fica a mais curta possível. O mesmo acontece com a saída, já que do Oriente obrigatoriamente se sai ingressando na Coluna do Sul (sai pelo sudeste). A ordem é só pelo exercício utilitário, não existindo nesse procedimento nenhum motivo esotérico ou outro qualquer que racionalmente possa ser imaginado.

2 – Conforme a alegoria e o simbolismo da Espada Flamejante, ela só pode ser empunhada (tocada) por um Venerável Mestre ou um Ex-Venerável, ou seja, somente por aquele que possuir o título distintivo de Mestre Instalado (que não é grau).

Assim, tem sido costume no REAA que a Espada Flamejante descanse (fique colocada) sobre uma almofada ou dentro de um escrínio (estojo). Essa maneira faz com que o Irmão Porta-Espada, mesmo não sendo um Mestre Instalado, possa conduzir a Espada sem nela tocar, apenas oferecendo-a ao titular. Por assim ser, o Irmão Porta-Espada não precisa necessariamente ser um Mestre Instalado (só precisa ser Mestre), já que ele, na oportunidade da sua condução, devido ao artifício apresentado, nela não encosta.

É oportuno salientar que cargos em Loja são privativos de Mestres Maçons.

T.F.A.
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.283– Caxias do Sul – RS, sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FRASES ILUSTRADAS


 

NOSSOS IRMÃOS EM LOJA

NOSSOS IRMÃOS EM LOJA 
Ir∴Roberto Rocha Verdini A∴R∴L∴S∴ Cavaleiros da Luz nº 18
Ser Mestre é não se considerar juiz dos defeitos e erros dos outros, mas saber compreender e perdoar.
Meus Respeitáveis Irmãos:

Não é difícil, para todos nós que semanalmente adentramos aos nossos Templos, nos esquecermos, muitas vezes, de privar por um conceito acima de tudo ético e espiritual, naquilo que estamos buscando para nossas vidas. Como Maçons, devemos estar preparados para as nossas Oficinas, de forma a não se deixar levar por pensamentos, ou ainda melhor, na liberação de energias que não justifiquem a nossa presença naquele lugar, uma vez que o nosso foco inicial se acha desvirtuado da razão principal que nos leva àquele ambiente, ou seja, conduzir nossos trabalhos de forma a produzirmos um mundo melhor e mais harmônico aos nossos irmãos e ao mundo profano.

Sim, porque, muitas vezes somos tomados por pensamentos impuros e atitudes espiritualmente pobres que não nos levam senão, às trevas.

Necessitamos sim, de estarmos sempre evoluindo em nossa missão aqui nesta vida. A nossa prestação de contas só acontece quando passamos para o lado de lá, na eternidade. Ali o nosso juízo será apresentado e para que tenhamos condições de nos entregarmos bem melhores ao Criador, necessário se faz levarmos desta nossa passagem aqui na terra, uma vida desprovida de ódios, imperfeições, intolerâncias e outras escuridões que poderíamos estar substituindo pelo amor ao próximo ou simplesmente na mais sublime palavra que é o amor.

A expressão mais pura deste amor é sem dúvida o G∴A∴D∴U∴ e ele nos fez “à sua imagem e semelhança”, PARA AMARMOS UNS AOS OUTROS.

Porque não refletirmos a sua inspiração, a sua luz, aos nossos irmãos com quem dividimos as nossas reuniões e com o mundo profano.

Sabemos que na atual conjuntura que vivemos, nos faz cada dia mais focos desses sentimentos inadequados, porém antes de aceitarmos aquilo que nos é apresentado, devemos estar conscientes da verdadeira missão do Homem: Amar o seu semelhante.

Reparem que, muitas vezes rejeitamos e pré julgamos alguns IIr∴ pela sua aparência de fortuna e exaltamos outros mais, pela mesma aparência.

Pois bem, alguns desses IIr∴, pouco abonados, muitas vezes têm muito a nos ensinar pela sua humildade, pela sua tolerância e principalmente pelo amor que reside em seu coração.

Viver em completa harmonia é um exercício que todo Maçom deve preservar, principalmente em nossos Templos, onde ali estamos em completa sintonia com a energia do bem amar.

Reparem, realmente, como são perfeitas as nossas Lojas e a Maçonaria!

Procurem se imbuir neste espírito e verão que tudo se tornará mais fácil, harmônico e repleto de energias saudáveis que serão transmitidas ao Austral e lá nossos débitos estarão sendo quitados.

Uma vez um sábio homem me disse: procure quando olhar nos olhos de seus irmãos, ao cumprimentá-lo, pensar em voz baixa. _ “Eu amo você” e tudo se tornará mais alegre, mais claro, mais simples e você e ele estarão sorrindo mais, daquele momento em diante.

A nossa postura indevida, o nosso desejo obscuro, a nossa falta de amor, as nossas imperfeições, devem ser combatidas e esquecidas do lado de fora de nossas reuniões e dos nossos corações, pois só assim estaremos em sintonia com o G∴A∴D∴U∴ e prontos para estreitarmos os laços que nos unem como verdadeiros IIr∴

Fonte: JBNews - Informativo nº 0066 - 05/11/2010

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

INTERVENÇÃO INCONVENIENTE

INTERVENÇÃO INCONVENIENTE
(republicação)

Em 17/05/2016 o um Respeitável Irmão que pede para não ser identificado apresenta o fato abaixo mencionado e solicita comentários.

Nesta semana no final da sessão o V∴ M∴ deu a palavra ao Orador para as considerações finais, e no meio da fala do Orador que fez um comentário sobre um assunto ventilado pelo V∴M∴ (sem palavras ofensivas) quando foi interrompido pelo V∴ M∴ com palavras grosseiras e começou a discutir, e o Orador ficou calado e encerrou seu comentário, pois era uma Sessão de A∴ M∴ e qualquer discussão seria ruim para os A∴ M∴

Mas ficou a dúvida, pode o V∴ M∴ interromper e passar a discutir com o Orador, pelo que sei não pode voltar à palavra, com exceção nos casos previstos no R.G.F. que não foi o caso.

O V∴ M∴ poderia ter tomado esta atitude? Se for verdade que ele pode, está resolvido, porém se o V∴ M∴ cometeu ato ilegal, qual a base legal? Não encontrei material para que eu ficasse esclarecido. Sou seu fã, porque fala com convicção e leio sempre os seus comentários, sempre esclarecedores.

CONSIDEERAÇÕES:

Conforme o vosso relato, essa atitude do Venerável Mestre, é ilegal e eivada da mais pura falta de educação. Venerável ditador não deveria ter lugar na Sublime Instituição.

Sem muitos comentários, esse tipo de atitude desqualifica completamente o cargo de quem com serenidade deveria dirigir os trabalhos da Loja.

Mesmo em desacordo com o Orador, não é desse modo que um Mestre deve expor a sua opinião. Penso que o Orador, conforme vosso relato agiu dentro dos ditames dos bons princípios e deveria oferecer denúncia ao Ministério Público Maçônico visando coibir futuras atitudes ditatoriais desse quilate.

Oriento que na dúvida quanto como proceder, antes seja feita consulta à Justiça Maçônica Estadual da Obediência (Procuradoria), salvo se a situação puder antes ser resolvida nos ditames do bom-senso pela própria Loja, evitando-se uma demanda desnecessária.

Lamentavelmente, esses tipos atitudes às vezes acabam tendo lugar justamente numa Instituição que visa aprimorar o Homem – afinal os homens são perfectíveis.

Assim, se o acontecido ocorreu segundo o vosso relato, esse indubitavelmente é mais um péssimo exemplo de intolerância e despreparo que certas “autoridades maçônicas” ainda expõem diante de uma assembleia de homens que procuram unir na vida à justeza e à perfeição. É mesmo lamentável quando alguns só “fazem de conta”, já que a verdadeira lição nos ensina que ali é colocado o Venerável Mestre para dirigir e esclarecer a Loja com as luzes da Sabedoria... Ora, ora, ora, que sabedoria é essa?

Dando por concluído, afirmo que esses comentários prendem-se ao relato dos fatos como os relatados na consulta acima apresentada.

T.F.A.
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.281– Bento Gonçalves – RS, quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

PUNHAL

1º - É atributo do 1º Experto que dirige os profanos durante a iniciação e que trolha os visitantes.

2º - Esta arma, segundo Frau Abrines, é o emblema do castigo que merecem os perjuros, e do remorso que deve despedaçar-lhes o coração.

3º - Para Octaviano Bastos, o punhal é uma arma ofensiva e serve, entre os Maçons, de símbolo do combate que devem travar para, com a palavra e com a pena, defender a liberdade de consciência.

4º - O punhal acompanhado de um anel de ouro, foi na antigüidade o símbolo da soberania, substituído posteriormente pela espada.

5º - Mais que arma típica de vingança, como se costuma considerá-lo no mundo profano, o punhal que o Mestre Eleito (Altos Graus) tem como jóia simbólica é um emblema da Luz e Discernimento.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

VIRTUDE O QUE ENTENDEMOS

VIRTUDE O QUE ENTENDEMOS
Ir∴ Jonas Silvino

Meus irmãos não há no mundo ensinamentos para aperfeiçoamento do homem mais justo e perfeitamente esclarecedor do que os Maçônicos. A Maçonaria através de símbolos, alegorias, sinais, lendas, e parábolas; e seus rituais, compêndios, estatutos e regulamentos, não deixando faltar aos seus iniciados as instruções de forma a ditar o caminho que tem a seguir com os estudos que lhes serão ministrados pelos mais antigos e experientes maçons das Lojas justas e perfeitas, com o propósito imperativo de tornar os iniciados na arte real em homens virtuosos. 

Já na iniciação, o profano ainda vendado na escuridão do seu eu o oficiante faz a seguinte pergunta: “Senhor o que entendeis por virtude?”. 

Além da resposta do Profano, o oficiante completa: E é também uma disposição da alma que nos induz à pratica do bem. 

E mais, é dito ao Profano: Aqui, trabalhamos para adaptar nosso espirito às grandes afeições e só concebermos idéias solidas de virtudes, porque, somente regulando nossos costumes pelos eternos princípios da moral, é que poderemos dar à nossa alma esse equilíbrio de força e sensibilidade que constitui a ciência da vida. 

“Esse trabalho é muito penoso, e por isso, deveis refletir bem, antes de vos fazerdes Maçom, pois se fordes admitido entre nós, a ele tereis de vos sujeitar com satisfação”. 

E segue: “Preferis seguir o caminho da virtude ou do vício da Maçonaria ou do Mundo Profano.” 

Na situação em que o Profano encontra-se vendado, ele faz a opção que deve ter validade por toda a sua vida Maçônica, ele diz, seguir o caminho da virtude e da Maçonaria. 

Agora podemos afirmar que virtude é: disposição habitual para o bem, para o que é justo, excelência moral, probidade, retidão. Virtude é a disposição de um indivíduo de praticar o bem; e não apenas uma característica, trata-se de uma verdadeira inclinação. 

Há virtudes intelectuais, ligadas à inteligência e as virtudes morais, relacionadas com o bem, com o justo, com a humanidade e etc. 

A virtude intelectual consiste na capacidade do iniciado aprender com o diálogo e a reflexão das instruções ministradas em busca do verdadeiro conhecimento. Já a virtude moral é o comportamento moral do iniciado é o habito que é considerado bom de acordo com a ética, sendo assim, o homem é produto do meio e da família, com raras exceções. 

Virtude foi um tema bastante abordado pelo filósofo Aristóteles, que fez a diferenciação entre virtudes intelectuais e virtudes éticas ou morais, sendo que o estado ideal é a moderação, o que se encontra no meio do defeito e do excesso. Virtude intelectual é aquela que nasce e progride graças aos resultados da aprendizagem e da educação, e a virtude moral não é gerada em nós por natureza, é o resultado do hábito que nos torna capazes de praticar atos justos, exemplos: dos pais, da família e do meio. 

Para Aristóteles, não existem virtudes inatas, todas se adquirem pela repetição dos atos que gera o costume, e esses atos, para gerarem as virtudes, não devem desviarse nem por falta, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos. 

No âmbito da religião cristã, as virtudes são catálogadas como virtudes teológicas ou sobrenaturais, a exemplo da fé, da esperança e da caridade e as virtudes, da prudência, da temperança, da fortaleza e justiça. 

De acordo com a doutrina cristã, Deus dá ao homem o livre arbítrio e algumas virtudes para agir como seu filho, JESUS, para viver uma vida abundante, de bênçãos e proveitosa para com o próximo. 

Meus irmãos, quando iniciamos temos muitas apreensões e dúvidas devido o grande número de informações e símbolos que visualizamos no interior do Templo, aos poucos com as instruções vamos adquirindo força e estabilidade para nos tornarmos homens virtuosos, livre de paixões e fanatismo exacerbado, para o bem da família, da pátria e da humanidade. 

O verdadeiro Maçom é livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade. 

Entendemos que no século em que vivemos onde a competição feroz do mundo globalizado muitas vezes é cambiada pela corrupção, desprezando-se a meritocracia. 

Meus irmãos é muito difícil discutirmos virtudes, porém, como dito em parágrafos anteriores, devemos nos confortar no mediano, conforme nos ensina o filósofo Aristóteles para termos paz de espírito e alegria de viver dos justos e virtuosos, repito, para o bem da família, da pátria e da humanidade. 

Aniquilando o vício e trabalhando a constante evolução das nossas virtudes. 

REFERÊNCIAS: 
- Manual de Aprendiz Maçom; 
- Internet; 
- Livro Minuto Maçônico. 

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

terça-feira, 3 de novembro de 2020

SAUDAÇÃO E COBRIDOR INTERNO

SAUDAÇÃO E COBRIDOR INTERNO 
(republicação)

Em 16/05/2016 o Respeitável Irmão Joaquim Iran de Souza Nunes, Loja Bento Gonçalves, REAA, GOB, sem declinar o nome do Oriente, Estado do Rio Grande do Sul, solicita a seguinte informação: jisnunes@hotmail.com 

Mais uma vez volto à presença do Irmão para sanar uma dúvida. O Venerável de minha Loja apresentou uma instrução referente à Circulação em Loja. A meu ver modificando tudo o que havia ultimamente aprendido. Eis: No ocidente faz-se saudação ao Delta toda vez que cruzar o eixo. O Guarda Interno senta no eixo (frente a frente com o Venerável); Questionado por mim, o mesmo mostrou-me essa modificação que teria sido oriunda de um seminário. Esse seminário é legal?

CONSIDERAÇÕES:

Nem esse seminário, nem essa aberração ritualística podem ser considerados legais. 

1 - A circulação em Loja no REAA∴ é feita somente no Ocidente e no sentido horário, sempre que um Irmão em deslocamento passa da Coluna do Norte para a do Sul, ou vice-versa. 

Na mesma Coluna, não existe circulação. O limite entre uma e outra Coluna é o eixo longitudinal imaginário (equador do Templo) e Ocidente é todo o espaço do recinto da Loja que se limita na sua largura pelas paredes Norte e Sul e no seu comprimento pela parede oriental até o desnível (degrau e balaustrada) do Oriente. No Oriente não existe circulação, apenas existe a regra de que nele se ingressa vindo da Coluna do Norte e dele se retira para a Coluna do Sul. 

A saudação é feita pelo Sinal do Grau e apenas ao Venerável Mestre quando se entra e sai do Oriente em Loja aberta ou quando da entrada formal em Loja depois do início dos trabalhos logo após a Marcha do Grau – nesse caso saúdam-se as Luzes da Loja (o Venerável, o Primeiro e o Segundo Vigilante). 

Um Obreiro ao entrar ou sair do Oriente, estando com a(s) mão(s) ocupada(s), faz apenas uma parada rápida e formal, sem inclinação com o corpo ou maneio com a cabeça. Não há nenhuma saudação ao Delta, nem no Ocidente e nem no Oriente. Ratifica-se: saudação é feita apenas e tão somente ao Venerável Mestre ou às Luzes da Loja conforme as passagens anteriormente mencionadas. 

2 - O Cobridor Interno toma assento no interior do Templo na Coluna do Sul, junto à porta. Estando presente também o Guarda Externo no interior, ele senta em posição análoga ao do Cobridor Interno, porém na Coluna do Norte. Nem o Cobridor Interno e nem o Guarda Externo ocupam lugar sobre o eixo do Templo. 

Concluindo, alerto que esse nosso Venerável Mestre (e o Orador também) precisa urgentemente consultar o Ritual em vigência (edição 2009) do GOB∴, ao contrário de ficar “inventando” procedimentos hauridos de seminários que possam tenham determinado essas barbaridades ritualísticas. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.279– Gramado (RS) – segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

MORAL E DOGMA

MORAL E DOGMA

A Maçonaria possui em sua filosofia um ensinamento que pode ser expresso num simples ditame: "Proteja os oprimidos dos opressores; e dedique-se à honra e aos interesses de seu País".

Maçonaria não é especulativa nem teórica, mas experimental; não sentimental, mas prática. Ela requer renúncia e autocontrole.

Ela apresenta uma face severa aos vícios do homem e interfere em muitos de nossos objetivos e prazeres. Penetra além da região do pensamento vago; além das regiões em que moralizadores e filósofos teceram suas belas teorias e elaboraram suas esplendidas máximas, alcançando as profundezas do coração, repreendendo-nos por nossa mesquinhez, acusando-nos de nossos preconceitos e paixões e guerreando contra nossos vícios.

É uma luta contra paixões que brotam do seio dos mais puros sentimentos, um mundo onde preconceitos admiráveis contrastam com práticas viciosas, de bons ditados e más ações; onde paixões abjetas não são apenas refreadas pelos costumes e pelos cerimoniais, mas se escondem por trás de um véu de bonitos sentimentos. Este solecismo tem existido por todas as épocas.

O sentimentalismo católico tem muitas vezes acobertado a infidelidade e o vício.

A retidão dos protestantes apregoa, freqüentemente, a espiritualidade e a fé, mas negligencia a verdade simples, a candura e a generosidade; e a sofisticação do racionalismo ultraliberal em muitas ocasiões conduz ao céu em seus sonhos, mas chafurda na lama de suas ações.

Por mais que exista um mundo de sentimentos maçônicos, ainda assim ele pode ser um mundo onde ela esta ausente. Ainda que haja um sentimento vago de caridade maçônica, generosidade e desprendimento, falta a prática ativa da virtude, da bondade, do altruísmo e da liberalidade. A Maçonaria assemelha-se aí a luzes frias, embora brilhantes.

Há clarões ocasionais de sentimentos generosos e viris, um esplendor fugaz de pensamentos nobres e elevados que iluminam a imaginação de alguns. Mas não há o calor vital em seus corações.

Boa parte dos homens tem sentimentos, mas não princípios.

Os sentimentos são sensações temporárias, enquanto os princípios são como virtudes permanentemente impressas na alma para seu controle. Os sentimentos são vagos e involuntários; não ascendem ao nível da virtude. Todos os têm. Mas os princípios são regras de conduta que moldam e controlam nossas ações. Pois é justamente neles que a Maçonaria insiste. Nós aprovamos o que é certo, mas geralmente fazemos o que é errado; esta é a velha história das deficiências humanas.

Ninguém encoraja e aplaude injustiça, fraude, opressão, ambição, vingança, inveja ou calúnia; ainda assim, quantos dos que condenam essas coisas são culpados delas, eles mesmos. Já nos foi dito: "Homem, quem quer que sejas, se julgas, para ti não há desculpa, porque te condenas a ti mesmo, uma vez que fazes exatamente as mesmas coisas."

É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. A boca exprime o que o coração deveria ter em abundância, mas quase sempre é o reverso do que o homem pratica. Os homens podem realmente, de certo modo, interessar-se pela Maçonaria, mesmo que muitos deficientes em virtudes. Um homem pode ser bom em geral e muito mau em particular: bom na Loja e ruim no mundo profano, bom em público e mau para com a família.

Muitos desejam sinceramente ser bons Maçons. Mas é preciso que resistam a certos estímulos, que sacrifiquem certos caprichos. Como é ingrato aquele que morre medíocre, sem nada fazer que o glorifique para os Céus. Sua vida é como árvore estéril, que vive, cresce, exaure o solo e ainda assim não deixa uma semente, nenhum bom trabalho que possa aproveitar a outro depois dele! Nem todos podem deixar alguma coisa notável para a posteridade, mas todos podem deixar alguma coisa, de acordo com suas possibilidades e condições.

Quem pretender alçar-se aos Céus, sozinho dificilmente encontrará o caminho. A operosidade jamais é infrutífera. Se não trouxer alegria com o lucro, ao menos, por mantê-lo ocupado, evitará outros males. Têm-se liberdade para fazer qualquer coisa; devemos encará-la como uma dádiva dos Céus; têm-se a predisposição de usar bem esta liberdade, então é uma dádiva da Divindade.

Maçonaria é ação, não inércia. Ela exige de seus iniciados que trabalhem, ativa e zelosamente, para o benefício de seus Irmãos, de seu país e da Humanidade. É a defensora dos oprimidos, do mesmo modo que consola e conforta os desafortunados.

Frente a ela é muito mais honroso ser o instrumento do progresso e da reforma do que se deliciar nos títulos pomposos e nos autos cargos que ela confere. A maçonaria advoga pelo homem comum no que envolve os melhores interesses da Humanidade.

Ela odeia o poder insolente e a usurpação desavergonhada. Apieda-se do pobre, dos que sofrem, dos aflitos; e trabalha para elevar o ignorante, os que caíram e os desafortunados. A fidelidade à sua missão será medida pela extensão de seus esforços e pelos meios que empregar para melhorar as condições dos povos.

Um povo inteligente, informado de seus direitos, logo saberá do poder que tem e não será oprimido. Uma nação nunca estará segura se descansar no colo da ignorância. Melhorar a massa do povo é a grande garantia da liberdade popular. Se isto for negligenciado, todo o refinamento, a cortesia e o conhecimento acumulado nas classes superiores perecerão mais dia menos dia, tal como capim seco no fogo da fúria popular. Não é a missão da Maçonaria engajar-se em tramas e conspirações contra o governo civil.

Ela não faz propaganda fanática de qualquer credo ou teoria; nem se proclama inimiga de governos.

Ela é o apóstolo da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Não faz pactos com seitas de teóricos, utopistas ou filósofos. Não reconhece como seus iniciados aqueles que afrontam a ordem civil e a autoridade legal, nem aqueles que se propõem a negar aos moribundos o consolo da religião.

Ela se coloca à parte de todas as seitas e credos, em sua dignidade calma e simples, sempre a mesma sob qualquer governo. A maçonaria reconhece como verdade que a necessidade, assim como o direito abstrato e a justiça ideal, devem ter sua participação na elaboração das leis, na administração dos afazeres públicos e na regulamentação das relações da sociedade. Sabe o quanto a necessidade tem por prioridade nas lides humanas. A maçonaria espera e anseia pelo dia em que todos os povos, mesmo os mais retrógrados, se elevem e se qualifiquem para a liberdade política, quando, como todos os males que afligem a terra, a pobreza, a servidão e a dependência abjeta não mais existirão.

Onde quer que um povo se capacite à liberdade e a governar-se a si próprio, aí residem as simpatias da Maçonaria. A Maçonaria jamais será instrumento de tolerância para com a maldade, de enfraquecimento moral ou de depravação e brutalização do espírito humano. O medo da punição jamais fará do maçom um cúmplice para corromper seus compatriotas nem um instrumento de depravação e barbarismo.

Onde quer que seja, como já aconteceu, se um tirano mandar prender um crítico mordaz para que seja julgado e punido, caso um maçom faça parte do júri cabe a ele defendê-lo, ainda que à vista do cadafalso e das baionetas do tirano.

O maçom prefere passar sua vida oculto no recesso da penumbra, alimentando o espírito com visões de boas e nobres ações, do que ser colocado no mais resplandecente dos tronos e ser impedido de realizar o que deve.

Se ele tiver dado o menor impulso que seja a qualquer intento nobre; se ele tiver acalmado ânimos e consciências, aliviado o jugo da pobreza e da dependência ou socorrido homens dignos do grilhão da opressão; se ele tiver ajudado seus compatriotas a obter paz, a mais preciosa das possessões; se ele cooperou para reconciliar partes conflitantes e para ensinar aos cidadãos a buscar a proteção das leis de seu país; se ele fez sua parte junto aos melhores e pautou-se pelas mais nobres ações, ele pode descansar, porque não viveu em vão.

A Maçonaria ensina que todo poder é delegado para o bem e não para o mal do povo. A resistência ao poder usurpado não é meramente um dever que homem deve a si próprio e a seu semelhante, mas uma obrigação que ele deve a Deus para restabelecer e manter a posição que Ele lhe confiou na criação.

O maçom sábio e bem informado dedicar-se-á à Liberdade e à Justiça. Estará sempre pronto a lutar em sua defesa, onde quer que elas existam. Não será nunca indiferente quando a Liberdade, a sua ou a de outro homem de mérito, estiver ameaçada.

O verdadeiro maçom identifica a honra de seu país como a sua própria. Nada conduz mais à glória e à beleza de um país do que ter a justiça administrada a todos de igual modo, a ninguém negada, vendida ou preterida.

Não se esqueça, pois, daquilo a que você se devotou quando entrou na Maçonaria: defenda o fraco contra o truculento, o destituído contra o poderoso, o oprimido contra o agressor! Mantenha-se vigilante quanto aos interesses e à honra de teu país! E possa o Grande Arquiteto do Universo dar-lhe a força e a sabedoria para mantê-lo firme em seus altos propósitos!
Albert Pike
Soberano Grande Comendador do REAA
Escrito em 1871 

Fonte: http://filhosdehiran.blogspot.com

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

COLUNETAS DOS VIGILANTES

COLUNETAS DOS VIGILANTES
(republicação)

Em 16 de maio de 2016 o Respeitável Irmão Renato Machado Filho, Loja União e Esperança, 308, REAA, GLMMG (CMSB), Oriente de Ubá, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão: renatinho1968@gmail.com

Durante a abertura da Loja, após o HUZZÉ, HUZZÉ, HUZZÉ, o 1º Vigilante levanta a coluneta e o 2º Vigilante abaixa a coluneta e vice-versa no fechamento da Loja. 
Qual o significado deste simbolismo?

CONSIDERAÇÕES:

Essa não é prática tradicional do REAA∴. O erguer e abaixar de colunetas pelos Vigilantes é costume da vertente inglesa de Maçonaria, mais precisamente do Ritual (Trabalhos) de Emulação. Entenda-se que o REAA é um Rito que, conquanto até possua influência anglo-saxônica, é filho espiritual da França.

No Trabalho de Emulação (equivocadamente conhecido como Rito de York) o levantamento das colunetas (Dórica do Primeiro Vigilante e Coríntia do Segundo), em linhas gerais, representa a afirmação de que naquele momento a Loja está com os trabalhos em andamento (quando erguida pelo Primeiro e deitada pelo Segundo). Ao contrário, significa que a Loja está em descanso, ou com os trabalhos suspensos, ou mesmo, encerrada definitivamente.

Vale se lembrar de que no Ritual de Emulação, a Loja é obrigatoriamente aberta e encerrada devidamente nos três graus.

É oportuno também aqui salientar que a exclamação da tríade Huzzé, nada tem a ver como o deitar e levantar das colunetas, até porque, não existe essa tríplice exclamação no Ritual de Emulação (York).

Infelizmente, alguns rituais brasileiros, ainda insistem nessa prática (e outras ainda) enxertando-a no REAA. Não vou entrar no mérito da raiz desse enxerto oriundo de rituais da vertente inglesa de Maçonaria e impostos enganosamente ao REAA, mesmo porque já derramei rios de tinta a esse respeito.

Quanto ao seu simbolismo, mesmo que como prática alienígena no escocesismo, destaco que se ela estiver inserida em algum ritual em vigência do REAA∴, ele tem o mesmo significado daquele exarado pelo Ritual de Emulação, lembrando sempre que, mesmo errado, um ritual em vigor, deve ser religiosamente cumprido.

T.F.A.

Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.276 – Florianópolis (SC) – sexta-feira-feira, 23 de dezembro de 2016

ENTENDENDO A ORDEM

ENTENDENDO A ORDEM
Irmão Luis Mario Luchetta (Or∴ de Curitiba, Paraná) 
Publicado na revista A Trolha, no 231, janeiro de 2006

01 – A Ordem Maçônica

A Ordem é, hoje, o que seus membros são hoje!

A crise reside em cada um dos membros.

A Ordem não entra em crise, já é ordenada por natureza.

02 – a Maçonaria não é...

domingo, 1 de novembro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu


Eis um uso muito surpreendente, em um lugar público, do esquadro e do compasso. Esta foto foi enviada por Jeantintin

Em anexo está uma foto com um skate “muito especial”. Não sei por que o autor achou por bem colocar esse conjunto ali.

Esta pintura está em Lyon, no centro comercial Part-Dieu, na entrada do lado do boulevard Eugène Deruelle ...

Se também estiver perto de casa ou em viagem e notar um edifício, um objeto ou decoração maçônica ou uma decoração tipo alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

CHAPÉU

CHAPÉU 
(republicação)

Em 15/05/2016 o Respeitável Irmão Joaquim de Sousa Lima, Loja Castro Alves, nº 13, REAA, Grande Loja Maçônica do Estado de Tocantins, Oriente de Miranorte, Estado do Tocantins, solicita esclarecimento para o que segue: 
joaquimesabina@hotmail.com 

Gostaria de tirar uma dúvida, que tenho sobre o chapéu de Mestre, pois segundo o Ritual significa, IGUALDADE SUPERIORIDADE, em Loja de Aprendiz, e Companheiro somente o Venerável usa, pois ele é o superior naquele momento; em Loja de Mestre todos usam, simbolizando então que todos são iguais, a minha dúvida é a seguinte, se em uma sessão de Mestre, ha alguns irmão que não tenham o chapéu, podem ficar uns com chapéu e outros sem? Ou neste caso todos ficam descobertos? Para que simbolize igualdade? Esta é minha dúvida. 

CONSIDERAÇÕES:

O Ritual está corretíssimo, sobretudo naquilo que diz respeito ao REAA. 

Esse costume, como tradição esotérica, representa a submissão do homem ao Criador. Em síntese é uma prática herdada da cultura religiosa hebraica (Zohar) e menciona que acima da mente falível do homem, está a Onisciência Divina. 

Sob o aspecto figurado (costume introduzido em alguns ritos no século XVIII), o chapéu significa a paridade de conhecimento entre os homens maçônicos de acordo com a senda iniciática do aperfeiçoamento. Assim, tal qual o Soberano (Rei) junto aos seus súditos, o Venerável, nos primeiro e segundo graus, se apresenta coberto; enquanto que junto aos seus pares – terceiro grau- todos se apresentam cobertos. 

Infelizmente, essa tradição não tem sido muito bem compreendida por alguns ritualistas da atualidade que, em determinados rituais, nem mesmo mencionam essa importante prática e em outros, de modo capenga, deixam o uso do chapéu a critério do Venerável como se uma norma litúrgica verdadeira não passasse de um simples pormenor. 

Na verdade, o uso do chapéu, pelo menos no Rito em questão, deveria ser obrigatório, por todos os Mestres em Câmara do Meio (Loja de Mestre) ou apenas pelo Venerável nos dois primeiros graus do simbolismo. 

Quanto as sua questão, penso que se o Ritual determina, cumpre-se o que nele está escrito – em Loja de Aprendiz e Companheiro, somente o Venerável usa o chapéu, já em Loja de Mestre todos o usam. 

Sacrificar a liturgia e a ritualística pelo descaso de alguns que não possuem o chapéu é um evento fora de questão. A Loja, inclusive, deveria ter algumas peças sobressalentes para servir os visitantes que porventura não possuam consigo a cobertura. Agora, não cumprir uma exigência ritualística emanada do Ritual em vigência justificando-a em nome da igualdade, nem pensar. 

Finalizando, devo salientar que o uso do chapéu não deve ser confundido como um símbolo literal de superioridade, levando maços a se “acharem” soberanos e superiores perante outros seres humanos. O uso do chapéu deve ser tomado como uma lição moral, e não como um ato abusivo criado pela falta de compreensão das lições maçônicas – o conhecimento é, antes de tudo, um dos discípulos da humildade. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.274 – Florianópolis (SC) – quarta-feira, 21 de dezembro de 2016 

PÍLULAS MAÇÔNICAS

O TEMPLO DE SALOMÃO

A Maçonaria Especulativa, no seu inicio, adotou, por diversos motivos, algumas lendas e a simbologia do Velho Testamento, como é o caso da “Escada de Jacó”, a “Estrela de Davi” e o “Templo de Salomão” entre outras.

Desse modo, a Maçonaria, apesar de não ter origem hebraica, e sim, ser uma instituição pós-medieval, no decorrer do século XVIII absorveu símbolos, parábolas e relatos bíblicos.

Nós sabemos que o Templo de Jerusalém foi reconstruído por três vezes, sendo que a Maçonaria Simbólica, considera o primeiro, que foi erigido pelo Rei Salomão.

A Igreja Católica, ao fazer seus templos, tomou por base esse último templo citado. Ele foi, sem dúvidas, o arquétipo das igrejas, pela sua divisão e orientação.

No caso da Maçonaria, sabemos também que as suas reuniões eram feitas em tabernas ou nos adros das igrejas. O primeiro templo Maçônico foi erigido na Inglaterra, no ano de 1776, e tomou por base o que eles conheciam de mais comum, que era o Parlamento Inglês e as próprias igrejas católicas.

Conforme relato do Mestre Castellani, em Consultório Maçônico, Ed. Trolha, temos:

Só posteriormente é que iria surgir o conceito de que o Templo Maçônico teria tido o Templo de Salomão como arquétipo, quando na verdade isso ocorreu indiretamente, por tabela, através das igrejas.

Na esteira desse conceito é que surgiria a lenda de Hiram, essa, sim, maçônica, já que o fundidor de metais Hiram Abif, não foi o construtor do Templo de Jerusalém e nem foi morto como reza a lenda; ele apenas foi responsável pela fundição dos objetos metálicos, tais como colunas, candelabros, mar de bronze, etc.

M.∴I∴ Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

JUSTO E PERFEITO

JUSTO E PERFEITO

A expressão “Justo e Perfeito” é encontrada pela primeira vez no L∴ L∴, mais especificamente no Livro de Gênesis, onde é retratada a história do Dilúvio.

O G∴A∴D∴U∴,  que é Deus, “arrependendo-se de ter criado o homem”, eis que havia se esquecido de praticar o bem trilhando pelos caminhos da iniqüidade corrompendo a humanidade, resolveu destruir a terra com um Dilúvio de proporção imensurável.

No capítulo 6, versus 9, encontramos:

“Esta é a história de Noé. Noé era um homem Justo e Perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus”.

Em Gênesis, capítulo 7, versus 1-3, assim o G∴A∴D∴U∴ se manifesta: 

O Senhor disse a Noé:" Entre na arca, tu e toda a tua casa, porque te reconheci JUSTO diante dos meus olhos, entre os de tua geração.”

Mas onde, quando e como surgiu para a maçonaria?

A expressão: "justo e perfeito", segundo José Castellani, remonta às organizações medievais de canteiros (trabalhadores em cantaria, ou seja, no esquadrejamento da pedra bruta). Como os bons profissionais eram muito requisitados, havia muita rivalidade entre as corporações, valendo, nesse caso, até a sabotagem do trabalho, a qual consistia em penetrar no terreno do concorrente e fazer um leve desbastamento da pedra já cúbica, difícil de constatar pelo olho humano, porém, quando usada na construção, daria diferença, comprometendo aquele núcleo de pedreiros e maculando sua imagem.

Assim, no fim do dia de trabalho, por ordem do Máster (o proprietário, ou um seu preposto), um Warden (zelador, ou vigilante), media a horizontalidade da obra, com o nível, enquanto o outro media a perpendicularidade, com o prumo, e, se tudo estivesse em ordem, comunicavam ao Master: "tudo está justo e perfeito".

Na manhã do dia seguinte, a operação era repetida, da mesma maneira, para prevenir eventuais sabotagens durante a noite, pois da forma cúbica das pedras, dependia a estabilidade das construções.

Se tudo estivesse "Justo e Perfeito" os trabalhos eram iniciados.

A expressão “Está tudo justo e perfeito” também é utilizada como cumprimento e reconhecimento entre os maçons, inclusive de graus dos IIr∴ 

Mas será que está TUDO JUSTO E PERFEITO com a atual Maçonaria? E as queixas de IIr∴ de que nada vai bem na Maçonaria de hoje, que ela anda meio que adormecida.

Está sim Tudo Justo e Perfeito, pois a Maçonaria de hoje ainda permanece como a Maçonaria de ontem. Sua filosofia é eterna assim como seus ensinamentos. O que mudou então?

Como disse nada mudou na Maçonaria, mudou sim a atitude de alguns IIr∴ que não conseguem assimilar seus ensinamentos deixando de incorporá-los no seu templo interior, ou seja, não os praticam, não andam na sina das virtudes, muitas vezes vilipendiando-a, deixando de ser um maçom autêntico.

São os vaidosos, anti éticos e hipócritas que vivem em nosso meio. Esses profanos de avental se esquecem de renunciar ao TER para passar a acreditar e ter atitude, no SER. Essa é a essência do que acontece na Maçonaria de hoje. Não levam consigo para o mundo profano os preceitos e ensinamentos da sublime Arte Real.

Muito pelo contrário, trazem do mundo profano todas as imperfeições possíveis semeando a desequilíbrio nos nossos trabalhos.

Quando passamos pelo ritual da iniciação maçônica, renunciamos ao TER passando a SER útil aos nossos pares, órfãos e viúvas que é o grande objetivo da Maçonaria. Ninguém nos obrigou a assumir esse sério compromisso, mas quando o assumimos juramos sempre buscá-lo a fim de contribuir para o engrandecimento do nosso EU interior e contribuirmos para o bem estar da Humanidade.

Portanto, temos que colocar em prática no mundo profano a doutrina e os ensinamentos maçônicos transformando-os em uma filosofia de vida, como muito trabalho e ação.

O Grande Maçom Albert Pike, nos deixa uma lição. Assim ele discorre:

“É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. A boca exprime o que o coração devia ter em abundância, mas quase sempre é o inverso do que o homem pratica”.

Bilbiografia:
Dicionário de Termos Maçônicos – Ir.’. José Castellani e
Bíblia Sagrada

Fonte: JBNews - Informativo nº 065 - 04/11/2010