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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ESTÁ TUDO JUSTO E PERFEITO?

ESTÁ TUDO JUSTO E PERFEITO?
Ir∴ José Robson Gouveia Freire (D. Federal)

“A ponte entre o humano e o divino: – o justo e perfeito.” “... há um encontro entre o divino e o humano. Assim como em A criação de Adão, os dedos dos homens tocam os dedos de Deus...”

Em referencia “que a expressão tem origem nas associações de artesãos construtores, hoje englobadas sob o título de Maçonaria de Ofício, ou Maçonaria Operativa, para distingui-la da Maçonaria dos Aceitos, associação maçônica, sem laços profissionais de união”.

“Desde remotos tempos, os construtores sempre verificaram a exatidão das construções com o prumo, ou Perpendicular, e com o Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão, que “tudo está justo e perfeito”.

domingo, 17 de janeiro de 2021

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Foi Jean-Stephen quem nos enviou esta foto:

Estou enviando a você uma fotografia tirada em uma viagem à Escócia há alguns anos, o Templo de Lairg.

Lairg é uma vila com menos de mil habitantes no extremo norte da Escócia, no condado de Sutherland, no extremo sudeste de Loch Shin.

Se você também estiver perto de sua casa ou em viagem e observar um prédio, objeto ou decoração maçônica ou alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ
(republicação)

Em 15/10/2016 o Respeitável Irmão Carlos Alberto C. Silva, Loja Lautaro, 2.642, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo, Capital, mencionando uma resposta enviada, deixa um apontamento que merece consideração:

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ

Quero agradecer sua resposta. Como sempre, direto ao ponto e com alguns esclarecimentos adicionais que os servem como ensinamentos. Sua explicação sobre a aclamação Huzzé foi novíssima para mim e claro, já está devidamente incorporada. Confesso que não a tinha visto posta sob essa perspectiva antes. Sempre li que esta aclamação era algo relativo à alegria. Vi inclusive, análises etimológicas do termo e suas origens. Daí minha premissa para a ausência dela do Ritual de Grau 3.

CONSIDERAÇÕES:

Principalmente o maçom latino é dado a essas especulações e cogitações tão próprias de autores fantasistas e mesmo aqueles que querem impor a sua crença pessoal nos nossos mistérios.

Essa "estória" de associar Huzzé à chacras, epigástrio e outras ilações do gênero não fazem parte de uma Instituição como a pura Maçonaria que visa aperfeiçoar o homem e lutar pelo progresso da humanidade.

Infelizmente muitos escritores nada pesquisam e ficam difamando a nossa história publicando certos pasquins que não tem nenhum compromisso com a verdade - bem dizem que imaginar é fácil, difícil e pesquisar na procura da veridicidade.

Todo o arcabouço doutrinário da Moderna Maçonaria, fora as lendas bíblicas que nos servem como alicerce alegórico para o aperfeiçoamento moral, está embasado nas Leis da Natureza, seja ela pela feição deísta ou pela teísta. Precisamos aprender que a Maçonaria não é religião e nem é palco para proselitismos religiosos ou de crenças pessoais.

Não existe nada de novo embaixo do Sol. A Grande Obra está na arte da convivência entre os homens, seja qual for a sua crença, desde que ela, a crença, não seja contrária aos sãos costumes.

Para tudo existe uma explicação. Ideias ocultistas e práticas pessoais de credo não cabem na nossa Sublime Instituição. Para a Maçonaria em relação à religião, é suficiente que o homem a pratique e acredite em Deus que, de modo conciliatório, ela, Maçonaria prefere "O" definir como Aquele que É, que Foi e que Será, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, o que geometrizou a ordem e o equilíbrio.

Como Obra de Luz, a Maçonaria também destaca a saudação à volta da Luz e um novo ciclo que se inicia. Afinal essa é a essência iniciática, e não conceitos próprios de crenças suposições. Assim, Huzzé é a saudação simbólica pelo retorno da Luz no solstício de inverno no Hemisfério Norte - é a volta da Luz, é o renascimento do Mestre tido como a Luz do Mundo. Como se pode ver não precisamos de conceitos anacrônicos do ocultismo medieval para explicar o óbvio, pois afinal buscamos as Luzes do esclarecimento e não concepções hauridas das trevas da ignorância.

T.F.A.
PEDRO JUK jukirm@hotmail.com  
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br 

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ESCULTURA DE MOISÉS, FLORENÇA(*)

Em Florença existe uma escultura de “Moisés”, feita por Michelangelo Buonarotti, o maior escultor em mármore até hoje conhecido.

Buonarotti era um gênio nas artes e essa escultura nos deixa curioso, pois a figura de Moisés ali representada mostra duas saliências na parte superior/posterior da cabeça, como se fossem dois chifres ou cornos.

Impossível Buonarotti ter errado!

Muitas explicações foram dadas para tal fato, mas a mais plausível é dada abaixo.

Quando São Jerônimo, a pedido do Papa Damaso, fez a tradução da Bíblia para o Latim (Vulgata), na passagem de um trecho do “Exôdo”, o mesmo cometeu um erro na tradução de uma palavra. O correto seria: “a face irradiada de Luz” foi traduzida como “a face tinha dois chifres (cornos)”.

Tudo indica que uma das palavras em hebraico tinha dois significados. Aparentemente, São Jerônimo pegou o significado errado para tal tradução.

Como na época, ninguém estava a “altura” para questionar São Jerônimo, ou seja, questionar a própria igreja Católica, o Moisés ganhou, nessa escultura, feita de acordo com a Sagrada Escritura, um par de chifres na cabeça.

M∴I∴ Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017 

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

(*) A escultura está na basílica de San Pietro in Vincoli, Roma. Clique aqui para mais informações

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – UMA VISÃO MAÇÔNICA

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – UMA VISÃO MAÇÔNICA

Ir∴ Marcio Ailto Barbieri Homem
A∴R∴L∴S∴ Jose Carlos Bergman no 175 (GLMERGS)

A maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas modalidades; é uma escola mútua que impõe este programa: (...) trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano...

Reza o ritual do Aprendiz Maçom do REAA adotado pela Grande Loja do Estado Do Rio Grande Do Sul, que a "maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas modalidades; é uma escola mútua que impõe este programa: (...) trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano (...)".

sábado, 16 de janeiro de 2021

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO
(republicação)

Em 12/12/2016 o Respeitável Irmão José Aparecido, Loja Justiça, nº 12, REAA, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Maringá, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o seguinte:

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO

O considero um grande pai da matéria da Maçonaria e se puder analisar o meu solicitado abaixo e nos dar um retorno, ficarei muito agradecido.

Tiver alguma matéria a respeito da dispensa do uso do sinal nas sessões por Irmãos que estão em idade avançada ficarei muito grato. Preciso também de alguma matéria ou princípios que fale a respeito da conduta do maçom em relação ao adultério, cometido por sem antes tomar a iniciativa de divorciar-se.

CONSIDERAÇÕES:

Matéria específica a respeito eu não tenho em nenhum dos casos, todavia existe o costume e a ponderação pela situação que vou tentar lhe passar como minha opinião.

No primeiro caso existe uma regra universal para alguns ritos maçônicos, como é o caso do REAA que, em Loja aberta, o Obreiro em pé e parado fica à Ordem. Obviamente que isso é claro e cristalino pelo costume consuetudinário - sem que isso precise propriamente estar escrito ao gosto dos carimbos e convenções peripatéticas da Maçonaria francesa.

A questão é a situação e o momento aplicado pela prática de se estar à Ordem levando-se em consideração o esforço necessário dispendido pelo gesto quando se tratar de um Irmão com idade avançada. Sabe-se perfeitamente que as posturas assumidas pelo Sinal, dependendo do tempo em que nela se permaneça, são realmente incômodas, acentuando-se esse desconforto no caso de obreiros sexagenários.

Assim, entendo que o Venerável deve ter desenvoltura suficiente para observar cada caso, situação e momento, podendo, nesse sentido, até dispensar o Sinal, desde que o mínimo necessário para a sua composição e cumprimento ritualístico seja cumprido - não é o caso de se dispensar pura e simplesmente alguém de compor e fazer o Sinal, entretanto se, a sua composição requerer muito tempo, então o Venerável toma a providência cabível.

Disso tudo, em se tratando de Irmãos de idade avançada, não se dispensa simplesmente a composição do Sinal, aliás, ninguém é dispensado, apenas o tempo da sua composição é que merece atenção em certos casos. Obviamente que isso não poderia estar escrito tal a complexidade de situações e nem mesmo poderia ser previsto um limite de idade para um Obreiro ficar à Ordem.

É oportuno salientar que alguns Veneráveis abusam dessa condição e ficam dispensando aleatoriamente qualquer obreiro de fazer o Sinal - isso é completamente irregular.

O segundo caso é uma questão de moral e costumes de acordo com o que se prevê principalmente na sociedade humana ocidental.

Em um caso desses há que se consultar o Código Penal Maçônico da Obediência, já que uma situação dessas se caracteriza em adultério e, em uma escola de aperfeiçoamento moral é um ato simplesmente inadmissível e abominável que deve ser denunciado na forma das nossas Leis.

Creio que matérias a respeito são mencionadas nos Códigos Penais em cujos artigos e parágrafos devem estar previstas as penalidades.

Sinceramente, é uma situação que não deve sequer seja admitida, pois isso afetaria toda a Instituição tal a sua gravidade. Um caso desses cabe denúncia à Loja ou diretamente ao Ministério Público Maçônico por parte de qualquer Mestre Maçom, se porventura quem de direito pense em acobertar uma barbaridade dessas.

Em síntese os códigos e promotores de justiça da Obediência devem possuir diploma legal para estancar e punir o envolvido na situação mencionada.

A propósito, as Antigas Obrigações das Associações de Ofício do passado já tratavam da questão da moralidade e da família. Vários desses manuscritos, a exemplo do Poema Régius (1.390) mencionavam essas regras conforme a sua época existencial.

Uma análise bem apurada nas primeiras sessões realizadas no Grande Oriente Brasílico no século XIX já indicavam a rejeição de candidatos por ordem moral - embora o Irmão Guatimozim tivesse deixado muito a desejar nesse sentido.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES

 

O BALANDRAU

O BALANDRAU

O balandrau tem uma história ligada às organizações de ofício --- que nós chamamos de Maçonaria Operativa --- pois já era usado pelos collegiati, membros dos Collegia Fabrorum romanos, quando se deslocavam pela Europa e norte da África, acompanhando as conquistadoras legiões romanas, para reconstruir o que fosse sendo destruído pela atividade bélica. Também os membros dos Ofícios Francos, dos séculos XIV e XV, costumavam usar um balandrau negro, em seus deslocamentos pela Europa ocidental. Não é, portanto, estranhável a sua presença nos trabalhos maçônicos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

INGRESSO DE RETARDATÁRIO
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Otávio Foss Neto, Mestre Maçom da Loja Estrela de Morretes, 3.159, Rito Escocês Antigo e Aceito – GOB/PR, Oriente de Morretes, Estado do Paraná.

1 – Qual procedimento adotado por um Irmão atrasado para entrar em Loja?

CONSIDERAÇÕES:

Antes das questões propriamente ditas eu diria que o primeiro procedimento é não chegar atrasado para os Trabalhos. Agora, como a boca entorta conforme o hábito do cachimbo, vamos lá:

Estando a Loja aberta no Rito em questão e não sendo visitante que aguarda o momento propício para entrada conforme exara o Ritual este, se chegar atrasado e tiver acesso ao Átrio e ainda, não estiver presente o Guarda Externo, então ele dá na porta da Sala da Loja (Templo) a bateria maçônica universal que é a de Aprendiz.

Se no momento ele não puder ser atendido por um processo em andamento, por exemplo, o Cobridor Interno, sem qualquer anúncio (para também não atrapalhar o procedimento em andamento) responde pelo lado de dentro com bateria universal maçônica.

O que estiver pedindo ingresso então aguarda o momento propício sem repetir bateria, ou pior, proceder à bateria de outro Grau.

Em sendo possível dar o andamento para o processo de entrada do Obreiro que aguarda, o Cobridor, na forma de costume anuncia ao 1° Vigilante que por sua vez comunica o Venerável.

Este então fala diretamente para o Cobridor fazer a verificação de quem bate, salientando que se for um Irmão do Quadro que lhe seja dada a entrada na forma de costume.

Obviamente o que pede entrada já estará devidamente paramentado e sendo conhecido o próprio Cobridor observa se ele tem qualidade suficiente para participar dos Trabalhos caso a Loja esteja trabalhando em outro Grau.

Se ele por ventura não possuir a qualidade necessária, o Cobridor comunica ao Venerável que toma providência para que seja informado àquele que pede ingresso.

Normalmente quem vai ao Átrio para fazer tal comunicação é o Segundo Experto, já que o Cobridor deve sempre permanecer no seu lugar (guardando a porta).

No caso de ser um Irmão desconhecido, o ato carece do telhamento na forma de costume (Sinal, Toque e Palavra). Esse procedimento é realizado no Átrio, normalmente pelo Segundo Experto que inclusive após o reconhecimento da qualidade maçônica, solicita se necessário documentos para análise que serão direcionados ao Orador para verificar a autenticidade e os exames de praxe.

Estando tudo nos conformes, o Venerável autoriza o ingresso do visitante que executará a Marcha do Grau de acordo com os trabalhos abertos e ainda se submete ao telhamento a que se referem às questões emanadas do Venerável (De onde vindes? Etc.).

O que não é permitido é que quando o visitante ouve a resposta do Cobridor pela bateria universal para aguardar, imediatamente retruca com a bateria do Grau subsequente. Isso é um procedimento equivocado de interpretação, pois a resposta do Cobridor é para que o solicitante aguarde e não informando que a Oficina está trabalhando em Grau acima do de Aprendiz.

An passant, isso normalmente não está formalizado nos rituais para que se evite e não se institucionalize o atraso.

Enfim, pedido de ingresso em Loja aberta, não importando o Grau que ela esteja trabalhando, só se faz pela bateria universal – a de Aprendiz. Da mesma forma, responde o Cobridor.

Além dessa bateria, para esse momento, não existem quaisquer outras. As baterias dos outros dois Graus somente serão executadas na porta de entrada do Templo quando o ritual assim determinar.

E ainda, a única bateria profana dada na porta é aquela que está presente na cerimônia de Iniciação quando o Candidato (profano) pede ingresso nos augustos mistérios da Maçonaria.

T.F.A.
Ir.´. Pedro Juk - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 399 Florianópolis (SC) 04 de outubro de 2011

LISBOA: PERCURSO INICIÁTICO

LISBOA: PERCURSO INICIÁTICO 

O que têm Roma, Jerusalém e Lisboa em comum? Para além das sete colinas, partilham outra característica: o facto de serem consideradas cidades “sagradas”. E não apenas pelo lado religioso, mas sobretudo pelo seu lado esotérico e simbólico. Maçónico. Nas três podemos encontrar símbolos a cada esquina, “escondidos bem à vista de todos”. Em Lisboa, há quem garanta que a orientação e as proporções da reconstrução da Baixa Pombalina têm uma simbologia própria, ou seja, não são assim por “acaso”. Há locais considerados templos maçónicos e edifícios com detalhes decorativos que retratam objetos da maçonaria. Quer saber quais são? Venha daí. Clique aqui

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO - ESTRELA DE SEIS PONTAS

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO - ESTRELA DE SEIS PONTAS
(republicação)

Em 09/12/2016 o Respeitável Irmão Paulo Fernandes, Loja Sebastião Vasconcelos dos Santos, 3.759, REAA, GOB-RN, Oriente de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, formula a questão seguinte:

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO.
Há discussões no que diz respeito à circulação em Loja promovida tanto pelo Irmão Mestre de Cerimônias como pelo Irmão Hospitaleiro no sentido de que, respectivas circulações formam uma figura entrelaçada de dois triângulos equiláteros, representando uma estrela de 6 (seis) pontas, tendo um de seus vértices voltado para cima, e o outro voltado para baixo. Achei, com sinceridade, uma comparação, no mínimo, imperfeita, vez que, no momento em que os Irmãos deixam o Quadrante Oriental em busca do Primeiro Vigilante, no Ocidente, na volta, em direção ao Segundo Vigilante, os Irmãos descrevem um movimento circular, em meia lua, o que descaracteriza, de imediato, a comparação acima, isto é a figura de um triângulo equilátero.

Assim é que estimaria, com todo respeito, que referida dúvida nos fosse esclarecida. Agradecemos.

CONSIDERAÇÕES:

Sem dúvida meu Irmão a sua observação está corretíssima. Essa "estória" de estrela de seis pontas e ainda por cima mencionar que o trajeto dos oficias se dá por triângulos equiláteros é realmente coisa da pura imaginação. Na verdade uma bobagem, principalmente em se tratando de Rito Escocês Antigo e Aceito que, como filho espiritual da França, portanto deísta por excelência, nem possui no seu arcabouço simbólico a Estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, Blazing Star na vertente inglesa de Maçonaria.

Em se tratando de estrela, o REAA detém apenas a hominal. De origem pitagórica, a estrela de cinco pontas, conhecida na Maçonaria como Estrela Flamejante ou Flamígera, é objeto de estudo do Segundo Grau no simbolismo escocês.

Na verdade, a circulação dos oficiais por ocasião da Bolsa de Propostas e do Tronco simplesmente obedece à hierarquia entre as cinco Dignidades da Loja somada ao importantíssimo cargo de Cobridor.

Cabe então mencionar que as Dignidades verdadeiras da Loja no escocesismo são apenas cinco (não sete como equivocadamente prevê o GOB) - as Luzes da Loja (o Venerável e os Vigilantes) mais o Orador e o Secretário. Na sequência de abordagem entra também o Cobridor que é o guarda da cobertura interna durante a realização dos trabalhos (o Sigilo é um Landmark maçônico).

É dessa assertiva que o Mestre de Cerimônias e o Hospitaleiro abordam cada um desses respectivos cargos começando pelo Venerável indo até o Cobridor Interno como o primeiro ciclo da circulação.

Infelizmente algum inventor viu nisso uma representação de uma estrela de seis pontas, não obstante ainda no GOB, para entornar ainda mais o caldo, estar prevista a abordagem "dos Cobridores" (veja no ritual).

Na verdade isso é coisa de místicos e ocultistas que, no afã de divulgar as suas crenças enxertaram ideias que nada tem a ver com a racionalidade maçônica.

De fato precisamos extirpar essa bobagem que nada mais é do que uma daquelas carcaças de dinossauro oriundas do passado, mas que embora exaustivamente desmascarada por ritualistas autênticos, ainda encantam uma parcela dos quadros das nossas Lojas.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

REFLEXÕES SOBRE A MORTE

REFLEXÕES SOBRE A MORTE
Ir∴ Ademar Valsechi

“Como a morte é o verdadeiro objetivo da existência, travei durante estespoucos últimos anos, relações tão íntimas com esta melhor e mais fiel das amigas da humanidade, que sua imagem não me parece terrível, mas sim, suave e consoladora." (Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791 - Carta ao seu pai Leopold, no seu leito de morte em 1787.

Diz-se que um ser é racional, quando a sua inteligência é desenvolvida a tal ponto, que permite conceber a idéia de existência, com um início e fim, isto é, raciocinar que existe morte. Todos os seres vivos convivem naturalmente com o seu ciclo vital: Nascimento, Reprodução e Morte, mas apenas os seres humanos, pelo enorme número de neurônios que possuem (aproximadamente 10 bilhões), apresentam a capacidade cognitiva de finitude, que um dia vai morrer. E com isso convive com o medo da morte.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

AUTORIZAÇÃO PARA O USO DA PALAVRA

AUTORIZAÇÃO PARA O USO DA PALAVRA
(republicação)

Em 08/12/2016 o Respeitável Irmão Tristão Antônio Borborema de Carvalho, Orador da Loja Obreiros de Abatiá, REAA, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Abatiá, Estado do Paraná, formula a seguinte questão:

AUTORIZAÇÃO PARA O USO DA PALAVRA.
Minha dúvida é a seguinte: quando um obreiro solicita a palavra, no Ocidente, nas Colunas, aos Vigilantes, estes já podem conceder ao irmão solicitante ou, ritualisticamente, têm que submeter à consulta/decisão do Venerável Mestre, seguindo a hierarquia? Ao conceder a palavra, há necessidade de dar golpe com malhete?

CONSIDERAÇÕES:

Basta que o Vigilante autorize, visto que a Palavra já está na respectiva Coluna, pois antes o Venerável já houvera anunciado que a mesma seria concedida.

No mais, sempre que a palavra é anunciada nas Colunas, o Vigilante complementa: "a palavra está na Coluna do...".

Do mesmo modo, assim o Venerável autoriza o seu uso no Oriente.

Enfim, trocando em miúdos, o costumeiro é que os Vigilantes concedam a palavra sem pedir ao Venerável, desde que ele já tenha antes proferido aos Vigilantes que ele concede a palavra.

Outra prática costumeira e que se distingue do que foi mencionado é quando o Vigilante pede a palavra. Nesse caso, qualquer um dos Vigilantes pede a palavra diretamente ao Venerável Mestre, geralmente por um golpe de malhete.

No que diz respeito ao Vigilante dar um golpe de malhete quando conceder a palavra para um Irmão da sua Coluna, isso não procede. Basta que ele simplesmente autorize verbalmente o uso da palavra àquele que dela queira fazer uso. Não existe golpe de malhete para dar essa autorização.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

MARCHA

1º - Chama-se marcha, em Maçonaria, a disposição dos passos que devem ser dados para dar ingresso no templo.

2º - Técnica maçônica adotada nos três graus simbólicos, para o candidato à perfeição avançar do Ocidente para o Oriente, isto é, das trevas para a Luz.

3º - Depois que teve início os trabalhos, os obreiros que chegarem atrasados deverão entrar na Loja ritualisticamente. (REAA)

4º - A marcha do Aprendiz simboliza os dotes que devem distingui-lo: Sabedoria, Força e Beleza, sendo emblema das três grandes fases da sua iniciação na Maçonaria: Nascimento, Vida e Morte.

5º - Simbolizam também as três qualidades morais que têm de caracterizar a conduta do aprendiz: retidão, decisão e discernimento, e cujo desenvolvimento lhe aumenta gradativamente as capacidades.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

O COBRIDOR INTERNO DE CADA UM

O COBRIDOR INTERNO DE CADA UM
Ir∴ Fausto Rodrigues do Valle
Loja Maçônica Francis Bacon 2610 Goiânia - GO

(Reflexões sobre a Consciência)

Todos os códigos e preceitos morais, estabelecidos em todas as épocas, têm um denominador comum: a separação entre o que é bom e o que é mau. Fazer o que é bom é moralmente correto. O que modifica é o conceito de BEM, variável segundo a cultura e evolução de um povo, em cada época. Variável também sob influências religiosas. Até mesmo a situação geográfica poderá influir no conceito do bem e do mal.

O homem primitivo, o Pithecantropus erectus, provavelmente era dotado de uma consciência rudimentar, não vivendo muito diferente dos outros animais. Mas, através dos milênios, o homem foi adquirindo autoconsciência, tomando conhecimento de si mesmo e do mundo à sua volta. Através da autoconsciência, o homem cria possibilidades de níveis mais altos de integração. Nesse estágio, o homem sabe que sabe e tem a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados, distanciando-se, deste modo, de outras espécies animais.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

COLUNA DA HARMONIA

COLUNA DA HARMONIA
(republicação)

Em 07/12/2016 o Respeitável Irmão Leonardo Pavani, Loja Perseverança e Fidelidade, 2.968, REAA, GOB-SC, Oriente de Araranguá, Estado de Santa Catarina, formula a questão abaixo.

HARMONIA
Levando em consideração a exigência do Ritual em não permitir inclusão de atos que nele não estão previstos, eu gostaria de saber como fica a Coluna da Harmonia e a execução de músicas na ritualística da sessão.

CONSIDERAÇÕES:

A TOLERÂNCIA

A TOLERÂNCIA
Ir∴ Alcides Luiz de Siqueira
Loja Maçônica Asilo da Acácia 1248 Goiânia - GO

A nossa Sublime Ordem exige de seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios.

A Maçonaria proclama em seus Princípios Gerais “que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o principio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um”.

A nossa Sublime Ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados.

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, ser condescendente, ser transigente, ser permissivo, mas acima de tudo significa saber suportar.

No mundo atual, praticar a tolerância a cada dia exige muito de nós, pois a conturbação social e a pressão psicológica exercida sobre o homem, torna-o mais que nunca exigente, imprudente, agressivo e até inconseqüente. É nesse contexto, que tolerar assume importância fundamental entre os homens.

Se o profano sente-se desobrigado de praticar a tolerância, para o Maçom o mesmo não acontece: TOLERAR É UM DEVER. Este principio está intrinsecamente ligado a um dos fins supremos da Sublime Ordem: A FRATERNIDADE.

O Salmo 132 da Bíblia Sagrada é elogio da concórdia e união fraterna, quando diz: “Ó quão bom e quão suave é viverem os Irmãos em união! É como o perfume derramado na cabeça, que desce sobre a barba de Aarão, que desce sobre a orla de suas vestes. É como orvalho do Hermon, que desce sobre o Monte Sião, porque o Senhor derramou ali a sua bênção e vida para sempre”.

A cada dia, nós Maçons temos por obrigação exercitar a pratica da tolerância, o que facilita sobremaneira todo o relacionamento entre os Irmãos, ampliando o espírito fraterno que existe no seio de nossa entidade milenar.

A partir da Iniciação o Maçom é uma pessoa diferenciada, porque se lhe abrem as portas da verdadeira amizade. A Fraternidade que passa a viver entre os Irmãos é a exteriorização mais concreta da felicidade de ser Maçom.

A tolerância do Maçom não pode se limitar apenas ao relacionamento com o próximo. Há que ser também paciência no desenvolvimento das etapas, que permite o crescimento e o progresso individual em todos os aspectos.

Não é fácil ser Maçom. Se relacionar exige paciência e tolerância, fazer progresso na Maçonaria exige muito mais.

Ingressar na Maçonaria é um fato, fazer progressos na Ordem é outro. Manter-se motivado é fundamental para o crescimento interior do Obreiro, o que lhe dá um prazer imensurável de ser Maçom.

Não raro, Iniciados deixam a Instituição logo após o seu ingresso. A verdade é que esses Irmãos não buscam a LUZ, assim, não conseguem ver o seu brilho, tampouco descobre a sua direção. Para os que buscam o crescimento, o caminho é longo, contínuo e às vezes áspero, é preciso saber perseverar.

No seio da Sublime Ordem, é necessário querer progredir, tolerar, estudar, buscar a verdade para que haja a transformação do homem que renasceu para o mundo.

O homem profano perde-se nas solicitações mundanas. O consumismo, a falta de interiorização deixa-o esquecido de si mesmo. Sua convivência com os vícios, acaba por fazê-lo infeliz. Nessa alienação passa a buscar a felicidade fora de si mesmo, nas drogas, no fanatismo religioso e tudo o mais que foge a própria pessoa, numa fuga do seu mundo vazio. A Maçonaria é o oposto de tudo isso, daí a dificuldade de se buscar o crescimento no seu seio.

Acostumados que fomos à vida profana, às vezes perdidos na busca de objetivos vãos, encontramos dificuldades para alcançar a plenitude maçônica. É por isso que alguns desistem. Contudo, o estudo contínuo propicia o aperfeiçoamento, pois através dele há uma constante evolução de conhecimentos.

A Iniciação de novos valores fortalece cada vez mais a nossa Instituição, porque vem somar forças para a construção de sua grande obra, o bem da humanidade.

Fonte: JB News -Boletim 0088 - 27/11/2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

APLAUSOS

APLAUSOS
(republicação) 


Pergunta que faz o Respeitável Irmão Ivan Barbosa, Oriente do Espírito Santo.
blackbeltrio@hotmail.com

Caro Irmão Pedro, como sempre este eterno aprendiz volta a lhe recorrer em busca de socorro... Bom, estive hoje em um Seminário de Ritualística e restou a seguinte dúvida de minha parte: no Ritual de Aprendiz, em fls. 140/141 o Venerável pede aos Vigilantes que convidem os obreiros das Colunas para unirem-se a ele a fim de ajudarem a APLAUDIR a aquisição da Loja... Bem, neste momento não deveria mencionar "pela Bateria" ??? Visto que aplauso é uma coisa, bateria de grau é outra... Por cinco vezes é mencionada a palavra APLAUSOS, e muito embora se explique que seguem os APLAUSOS de agradecimentos pela mesma Bateria, não se menciona que deve ser o aplauso feito pela Bateria do Grau. Não deveria conter esta explicação para que não restassem dúvidas? Visto que Bateria se tem um modo ritualístico de se fazer e aplauso não. 

CONSIDERAÇÕES:

Em Maçonaria existem dois tipos de aplausos. Aquele que exorta a bateria do Grau e o de louvor conhecido com “bateria incessante”. Tanto para o primeiro quanto para o segundo caso os movimentos vibratórios são feitos com as mãos, ou mão; pela percussão dos malhetes e, às vezes com o cabo da espada na porta do Templo no ofício do Cobridor.

A bateria feita com o punho cerrado dada na porta do templo é a Bateria Maçônica Universal (igual à de Aprendiz) e as demais dos outros graus subsequentes. Os aplausos, como dito, são normalmente constituídos pela Bateria do Grau. Os que portam malhetes o fazem percutindo o mesmo na forma de costume sobre o Altar e mesas. Os demais executam o ato estendendo o braço esquerdo à frente e próximo ao ventre tendo a respectiva palma da mão aberta e voltada para cima que fica parada. Sobre esta o executor bate com a mão direita espalmada. 

No caso citado pelo Irmão, o Venerável recomenda que o neófito seja aplaudido. Obviamente o aplauso é feito pela bateria como menciona o próprio Venerável. Não existe o formato de aplauso profano na Maçonaria, como, por exemplo, aplaudiríamos um ator no teatro. 

Em Maçonaria os aplausos são, ou pela bateria do Grau, ou o incessante que é executado da mesma forma, porém com ritmo cadenciado e igual no compasso. Ademais, sempre que for solicitado o ato, o Venerável determina a razão, daí saber-se-á se a bateria em forma de aplauso é a do grau ou a incessante. 

Bateria e aplauso em Maçonaria seria uma espécie de sinônimo, diferenciando-se apenas se ela é incessante ou do grau. Essa é uma norma consuetudinária e seria, a meu ver, um excesso de preciosismo identificá-la no Ritual. 

T.F.A.
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 388 Florianópolis (SC) – 23 de setembro de 2011

OS TRÊS PONTOS NA MAÇONARIA

OS TRÊS PONTOS NA MAÇONARIA
Ir∴ Eldelvan Barros 
Loja Maçônica União e Caridade nr. 322 – Prata - MG

Vamos falar um pouco sobre os três pontos. O triângulo, símbolo com várias interpretações, aliás, conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.

Três são os pontos que o maçom deve se orgulhar de apor a seu nome, pois estes três pontos, como o delta luminoso e sagrado são emblemas dos mais respeitáveis e representam todos os ternários conhecidos e, especialmente, as três qualidades indispensáveis ao maçom: amor ou sabedoria, vontade e inteligência.