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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 8 de janeiro de 2022

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE GONÇALVES LEDO

JOAQUIM GONÇALVES LEDO (Rio de Janeiro, 1781 — Cachoeiras de Macacu, RJ, 1847). Político e jornalista brasileiro. Foi um dos promotores do "Dia do Fico" e um dos fundadores do Grande Oriente do Brasil. Na Maçonaria, foi Iniciado no Rito Adonhiramita e adotou o Nome Histórico de “Diderot”. Foi ferrenho adversário de José Bonifácio de Andrada e Silva, tanto na Maçonaria quanto na política.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: Não identidficada.

Loja: Comércio e Artes, Rio de Janeiro, Brasil.

Idade: Não identidficada.

Oriente Eterno: Faleceu aos 65 anos de idade, vítima de infarto do miocárdio.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

O MUNDO, MAIS DO QUE NUNCA, PRECISA DE NÓS!

O MUNDO, MAIS DO QUE NUNCA, PRECISA DE NÓS!
Francisco Feitosa

Todos nós, iniciados nos sublimes mistérios, sabemos quanto é precioso reservarmos alguns minutos do nosso dia para nos conectarmos com nosso Pai Celestial. Não necessariamente para pedir algo, até porque, sabemos que o que temos é o que fizemos por merecer, mas, às vezes, apostando na Misericórdia Divina, elevamos nossos pensamentos ao Eterno e tentamos canalizar suas benções, a maioria das vezes, em socorro de um necessitado e não para nós próprios.

Todo esse enunciado, é para solicitar aos Irmãos que no momento em que estiverem se conectando com o GADU, lembrem-se sempre de solicitar Sua ajuda para esse mundo tão carente de Amor e Paz. Independente de religião ou credo mentalizemos o nosso planeta envolvido por um imenso globo azul anil, envolvendo a tudo e a todos nós. Mentalizemos, em especial, os que têm fome, envolvidos por essa Luz azul e a eles chegando o alimento do corpo, da alma e do espírito. Mentalizemos os políticos e governantes do Brasil e do mundo, irradiando para eles os raios da justiça, da honestidade, do respeito e da dignidade. Mentalizemos também, aos povos em guerra, um raio de Luz azul e a Divina Pomba da Paz. Mentalizemos tudo isso em substituição às reclamações que fazemos diariamente, lamentando que o mundo não tem mais jeito ou coisa do gênero.

Sim, meus Irmãos podemos sim modificar o mundo. Podemos e devemos, pois, é aqui que estamos vivendo e até porque não conheço outro local que possamos viver. Será esse o mundo que gostaríamos de deixar para os nossos filhos e netos? Claro que não!

Comecemos, então, desde já, nos modificando, com boas ações em prol da coletividade, pensamentos positivos e palavras de conforto e entusiasmo para vida. Ao acordar, recitemos uma prece, um salmo, um mantra ou apenas mentalizemos que “este dia será melhor ainda!” Nossa postura deve ser alegre, positiva, altruísta. Respiremos os bons ares, os ares de um novo tempo.

“O artista antes de pintar o seu quadro, plasma mentalmente a imagem que irá desenhar e depois passa para tela!

Plasmemos e pintemos um mundo mais digno de se viver!”.

O Planeta, em colapso, pede auxílio! O mundo está numa grande UTI e precisa das vibrações positivas de todos!

Terremotos, tsunames, furacões, enchentes, secas. Se não temos o poder nas mãos para modificar certas situações, lancemos mão da preciosa ferramenta que temos, o nosso mental.

O horário? O qual puder durante o dia, se for possível, às 18h, e façamos uma grande corrente de mentalização positiva em prol de nosso planeta!

Bem, se achar que tudo isso não funciona, tudo bem!

A situação atual divide-se em duas partes: problema e solução. Seja parte da solução para não ser parte do problema!

Pense nisso!

Fonte: Boletim Informativo Arte Real nº 1 - 24/02/2007

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

EXPEDIENTE MAÇÔNICO

Em 14.07.2021 o Respeitável Irmão Felipe José Leão Correa, Loja Cavaleiros Templários de Contagem, REAA, GOB-MG, Oriente de Contagem, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

EXPEDIENTE

Gostaria de saber quais os temas e assuntos que devem ou podem ser tratados ou apresentados durante o período do EXPEDIENTE, numa Sessão Maçônica do REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Em resumo, o expediente maçônico exprime o serviço de rotina diária da Secretaria da Loja e envolve as correspondências (recebidas e emitidas), requerimentos, ofícios, etc.

Obviamente que o conteúdo do expediente é próprio da Loja, por conseguinte, envolve assuntos maçônicos, mormente aqueles que digam respeito à administração e à Obediência. 

Em linhas gerais trata do expediente maçônico relacionado ao simbolismo.

Como menciona a sua própria questão, é o expediente de uma sessão maçônica, portanto, relacionado à Loja em particular e à Maçonaria em geral.

Cabe ao Secretário organizar o expediente, dando destino e conhecimento à Loja conforme o previsto no ritual. 

É do seu ofício, também filtrar as correspondências recebidas no sentido de que elas tenham de fato a ver com a Maçonaria, rejeitando aquilo que não for apropriado para o período.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

QUE MISTÉRIOS TEM A MAÇONARIA?

QUE MISTÉRIOS TEM A MAÇONARIA?
Autor: Eduardo Neves

O título deste artigo encerra em si uma dualidade proposital. Por um lado, pode ser tomado como irônico, pois faz uma alusão à forma sensacionalista como a Maçonaria repetidamente é tratada por grande parte dos meios de comunicação de massa – como ‘misteriosa’, cheia de segredos e símbolos estranhos. Entretanto, a Maçonaria de fato encerra em sua filosofia antigos mistérios, revelados apenas aos seus membros.

Por incrível que pareça, em pleno ano de 2020 muita gente ainda não faz ideia do que é a Maçonaria, a despeito das toneladas de informação sobre essa instituição que circulam nas livrarias e, em maior volume ainda, na internet. Muitos acham que ela é uma sociedade secreta, embora funcione em prédios nas principais avenidas das cidades e tenha personalidade jurídica constituída normalmente, como qualquer outra organização. Outros acreditam em toda aquela bobagem de satanismo, gerada por uma combinação perigosa de falta de informação e intolerância. A Maçonaria segue então com seu estereótipo misterioso para a maioria da população, atmosfera reforçada notadamente pelo caráter privativo de suas reuniões, que acontecem literalmente à portas fechadas.

Mas que mistérios serão esses que a Maçonaria supostamente esconde das massas? Para entendermos melhor, faz-se mister uma compreensão mais profunda da palavra ‘mistérios’. O dicionário Michaelis lista vários significados para este vocábulo. A maioria é relacionada com ‘segredo’ ou ‘algo de difícil compreensão’. Outras conotações surgem dentro do escopo religioso, especialmente o cristão. Mas a mera significação não é suficiente para entender a magnitude do conceito maçônico deste termo. Para isto, vamos pedir ajuda à Filosofia, em particular, à filosofia do mundo antigo, que é a origem de muitos dos conceitos usados e estudados na Maçonaria até hoje.

No antigo Egito e Grécia, sábios criavam centros de instrução onde candidatos que quisessem participar deveriam provar seu merecimento antes de serem admitidos. Este processo para o acesso chamava-se iniciação, e os centros chamavam-se escolas de mistérios. O faraó Akhenaton, que iniciou seu reinado no Egito por volta do ano 1.364 a.C., e Pitágoras, filósofo e matemático grego nascido em 570 a.C., foram exemplos de pensadores que fundaram tais escolas. Os ensinamentos eram repassados em um ambiente privativo, longe dos olhos e ouvidos das massas, e versavam sobre ciências (matemática, astronomia, etc), artes, música e ainda religião e espiritualidade. O próprio Cristo mantinha um círculo interno de discípulos – os doze apóstolos – a quem ensinava sua doutrina com maior profundidade. Quando falava para as massas, Jesus usava uma linguagem mais simples, em forma de parábolas, para facilitar o entendimento. Disse Ele: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas” (Mateus 7:6), em uma clara referência de que nem tudo é para todos.

Hoje em dia, muitos dos conhecimentos destes antigos grupos continuam sendo ensinados, mas os locais não são mais ocultos. A antiga sabedoria dos iniciados deu origem a muitas das disciplinas comumente ministradas nos colégios e universidades. Graças às escolas de mistérios, a ciência se desenvolveu, mesmo nos períodos mais negros da história, e chegou em um nível de complexidade que, certamente, para os antigos seria visto como, no mínimo, surpreendente – talvez até inimaginável.

Portanto, concluímos que os mistérios mencionados no simbolismo maçônico são um corpo de ensinamentos, repassados aos seus membros de forma tradicionalmente inspirada nos antigos métodos das escolas de mistérios. É certo que há uma corrente dentro da Maçonaria que defende que essas escolas eram, na verdade, a própria maçonaria em sua forma primitiva; entretanto, estas suposições carecem de comprovações históricas e a maioria dos autores modernos tende a concordar que a Maçonaria, na verdade, herdou o método antigo, tornando-se depositária de sua sabedoria.

Mas se a explicação da origem desses mistérios é simples assim, por que a Maçonaria não permite então que qualquer pessoa adentre seus templos e compartilhe desse conhecimento? Qual o sentido das portas fechadas, dos rituais e dos símbolos desenhados nas fachadas de seus prédios e vestes de seus membros? A resposta é, novamente, a tradição. Os maçons formam um grupo muito antigo, cuja origem histórica deu-se em uma época tumultuada e confusa da humanidade – a Idade Média. Nessa época, as monarquias, geralmente aliadas ao clero, não estavam dispostas a dividir seu poder de influência com mais ninguém. Assim, a perseguição a grupos considerados subversivos tornou-se uma obsessão, resultando no assassinato de centenas de milhares de pessoas. A chamada ‘caça às bruxas’ era um mecanismo de controle pelo medo, e a religião, através da manipulação dos conceitos das Sagradas Escrituras, exercia um domínio da sociedade extremamente eficaz. Some-se isso ao fato de a maioria do povo não saber ler nem escrever, e pronto: estava formado o panorama perfeito para a instalação de uma tirania. Os maçons e outros grupos de pensadores, como os rosacruzes, tiveram que ocultar seus conhecimentos e manter suas opiniões em segredo – nessa época, as ordens iniciáticas eram mesmo sociedades secretas, cuja sobrevivência dependia do grau de invisibilidade que eram capazes de manter na sociedade dominada pelo poder virtualmente ilimitado dos déspotas políticos e religiosos.

Hoje a Maçonaria não tem mais a necessidade de ocultar suas atividades. Aliás, na grande maioria dos países que substituíram os regimes absolutistas pela democracia, os maçons estavam entre as fileiras dos responsáveis por tais mudanças. Acontece que, sendo a ordem maçônica uma instituição que preza muito por sua própria história, mantém ainda sua tradição herdada das escolas de mistérios, onde o candidato a tornar-se maçom e ser recebido em uma loja deve provar ser merecedor de tal aceitação. Mas iniciação hoje adquiriu um caráter simbólico, e já não repete os penosos sacrifícios da antiguidade. Para se ter uma ideia, na já mencionada Escola Pitagórica, o recém-admitido não poderia proferir uma só palavra por cinco anos. Cinco anos no mais absoluto silêncio! Práticas como essa ficaram para trás, e a ordem nunca esteve tão aberta como atualmente. Praticamente toda loja maçônica conta com uma página na internet, onde divulga textos e fotos de suas atividades. Muitos maçons fazem questão de salientar sua condição, ostentando anéis, pingentes ou broches com emblemas. E aquele que demonstrar interesse em entrar, tem toda a liberdade de conversar com um maçom conhecido e declarar seu propósito de fazer parte da ordem. É válido ressaltar que, apesar de práticas mais radicais terem sido deixadas de lado, o processo de admissão ainda é bastante rigoroso, pelo simples fato de que, para a Maçonaria, o importante não é a quantidade de membros e sim a qualidade destes. Depois de uma conversa explicativa inicial, sindicâncias e entrevistas são conduzidas por maçons experientes, no intuito de avaliar o grau de interesse verdadeiro, bem como as qualidades de um ‘homem livre e de bons costumes’, além da crença em um Ser Supremo – prerrogativa obrigatória para a concretização da afiliação.

Tendo desenvolvido uma filosofia e método próprios de instrução ao longo dos anos, a Maçonaria tem mantido seu caráter simbólico e iniciático através dos séculos. A beleza de ensinar e aprender através de alegorias é algo que, atualmente, só pode ser vivenciado no interior de uma loja maçônica. A história da ordem e sua sabedoria está encerrada em seus rituais e suas lendas, que são passadas de maçom para maçom, da maneira antiga – por via oral. No interior de templos ornados com símbolos arcanos, homens que se tratam uns aos outros como irmãos buscam lapidar seus espíritos. Os pedreiros de hoje erguem edifícios simbólicos, cujos tijolos são as virtudes humanas, solidificadas em nossas atitudes diárias com a argamassa do estudo diligente e da perseverança no trabalho.

Muita coisa já foi desvelada, em livros e revistas abertos ao público, até mesmo propositalmente, para permitir que o preconceito dê lugar à compreensão nas mentes das pessoas. Mesmo o interior dos templos pode ser visitado com certa frequência por não-membros nas sessões públicas. Mas ainda há verdades ocultas para serem vislumbradas. Porém, ao contrário do que o senso comum imagina, elas não estão escondidas por códigos, escritas em livros ou desenhadas em símbolos; a descoberta do verdadeiro segredo da Maçonaria acontece mesmo é no silêncio do coração de cada maçom, de acordo com sua própria evolução mental e espiritual, com desdobramentos que influenciam sua vida e as vidas das pessoas que o cercam – e isso é, verdadeiramente, o grande mistério da ordem.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

POSIÇÃO DO ESQUADRO E O COMPASSO UNIDOS - TRATADO INTERNACIONAL?

Em 14.07.2021 o Respeitável Irmão Valdir Malacarne, Loja Estrela do Oriente, 03, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

TRATADO INTERNACIONAL

Gostaria de receber vossa ajuda em uma dúvida que eu tenho; existe um tratado internacional, de que o esquadro e o compasso, quando exposto publicamente (não no interno da Loja) deve ser no Grau de Companheiro. Este tratado foi publicado pela revista A Trolha. Não tenho a revista e não consegui a informação com a revista.

CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito a um tratado internacional (sic) de exposição pública envolvendo o Esquadro e o Compasso é para mim algo que soa bastante estranho e me é completamente desconhecido.

Se houve alguma publicação a respeito, o assinante da matéria deveria apresentar elementos que comprovem esse acordo que, reitero, nunca vi e só estou ouvindo falar agora.

O conjunto Esquadro e Compasso unidos constituem um emblema maçônico reconhecido universalmente entre os maçons. Desconheço algo que institua uma posição específica entre os dois objetos para o emblema ser apresentado ao público!

Ora, a disposição desses instrumentos tem caráter iniciático, reservado apenas aos maçons e determinam o grau de trabalho da Loja ao se apresentarem unidos junto ao Livro da Lei, o que lhes dá o título de Grandes Luzes, ou as Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria.

De resto, no sentido de uma pretensa exposição pública, nada faz sentido, pois esses instrumentos unidos revelam algo que que só interessa aos maçons e não ao mundo profano.

Nesse sentido, tratados internacionais sobre o fato (primeiro é preciso saber entre quem) não me parecem cercados de bom senso, até porque, em termos de Maçonaria, suas tradições, usos e costumes possuem características imemoriais e universalmente aceitas, interessando apenas à Sublime Instituição.

Quanto ao mais, salvo melhor juízo, pelo menos para mim, é algo que não passa de mera especulação.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILIUSTRADAS

 

SÍNTESE

SÍNTESE
Ademar Rodrigues de Paula. Caratinga-MG

É fundamental que o maçom aceite e proclame a existência de um princípio criador, o Grande Arquiteto do Universo; reconheça a instituição como filosófica; proclame a liberdade de consciência como sacratíssimo direito humano; trabalhe incansavelmente na investigação da verdade; honre o trabalho em suas formas honestas; condene qualquer discussão sectária de natureza política ou religiosa, dentro de seus templos ou fora deles; imponha culto à Pátria; exija respeito absoluto à família; e não admita a menor ofensa e uma e nem a outra.

O Maçom, entende que cada Loja é um templo sagrado sob cuja abobadado, os homens livres e de bons costumes, devem reunir-se fraternalmente, procurando conseguir o bem da humanidade; entende também que todo pensamento maçônico deve ser criador. Essa atitude mental engrandece o espírito e fortifica o coração. Cada Maçom, parte viva dos irmãos, concorrerá para assimilar o ideal da ordem e desenvolvê-lo na capacidade de sua inteligência.

Admite que a Maçonaria é acessível aos homens de todas as classes sociais, crenças religiosas e convicções políticas; com exceção daqueles que o privem de sua consciência e exijam sua submissão incondicional.

Entende, também, que nos Templos Maçônicos aprende-se a amar a respeitar tudo que a virtude e a sabedoria consagram; e exige estudo meditado de seus rituais e a prática da solidariedade humana; acredita, por conseqüência, que a Maçonaria é uma instituição criada para combater tudo que atente contra a razão e contra o espírito de fraternidade universal.

Assim sendo, os ensinamentos maçônicos realizados através de símbolos de alegorias universais, induzem seus adeptos a dedicarem-se à felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e a justiça lhe imponham esse dever, mas porque o sentimento de solidariedade é qualidade inata, que os faz filhos do universo e amigos de todos os homens.

O Maçom acredita doutrinariamente que a Maçonaria é parte integrante das Histórias Pátria e Universal, pois os maçons sempre estiveram presentes nos grandes eventos, defendendo a trilogia sagrada; LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE.

Assim, os maçons que nos antecederam, lutaram e venceram; assim lutamos hoje e assim lutarão amanhã os nossos sucessores, empunhando esta mesma bandeira, trabalhando pela felicidade do gênero humano, os maçons se consideram recompensados e realizados, pois servindo ao próximo, estão observando os ensinamentos da Sublime Instituição.

Os que satisfizerem estes requisitos e desejarem cerrar fileiras com os Apóstolos da Liberdade e Sacerdotes do Direito, deverão se comprometer a trabalhar pelo bem da Pátria e da Humanidade; aquele que for convidado e aceito, será mais um Irmão, passando a fazer parte da Grande Família Maçônica Universal.

Ser maçom é ser amante da virtude, da sabedoria, da justiça e da humanidade.

Ser maçom é ser amigo dos pobres e desgraçados, dos que sofrem, dos que choram, dos que têm fome e sede de justiça. É propor como única norma de conduta o bem de todos, para seu progresso e engrandecimento.

Ser maçom é querer harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano.

Ser maçom é derramar por todas as partes os esplendores divinos da instrução, a educar a inteligência para o bem, conceber os mais belos ideais do direito, da moralidade e do amor, e praticá-los.

Ser maçom é levar à prática aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e de todos os séculos, que diz com infinita ternura aos seres humanos indistintamente, do alto de uma cruz e com os braços abertos ao mundo: “Amai-vos uns aos outros, formai uma única família, sede todos irmãos”.

Ser maçom é olvidar as ofensas que nos fazem, ser bom até mesmo para com nossos adversários e inimigos, não odiar ninguém, praticar a virtude constantemente e pagar o mal com o bem.

Ser maçom é amar a luz e aborrecer as trevas, ser amigo da ciência e combater a ignorância, render culto à razão e à sabedoria.

Ser maçom é praticar a tolerância, exercer a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões, e lutar contra a hipocrisia e o fanatismo.

Ser maçom é realizar, enfim, o sonho áureo da fraternidade universal entre os homens.

A nossa Ordem deseja ardentemente que todos os homens de bem se unam numa cruzada universal de recuperação dos valores morais da humanidade.

Deus, a quem denominamos Grande Arquiteto do Universo, conhece muito bem nossas intenções e penetra no recôndito de nossas almas, razão porque devemos ser sinceros em nossas atitudes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

POSIÇÃO DO COBRIDOR COM A ESPADA - REAA

Em 13/07/2021 o Respeitável Irmão Alexissandro Marques Moreira, Loja Caratinga Livre, 0922, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

POSIÇÃO DO COBRIDOR COM A ESPADA

Gostaria que esclarecesse uma dúvida sobre o Cobridor Interno e sua posição da espada no momento da entrada dos irmãos em loja, ele fica com ela a punho ombro (em sinal de alerta) ou ela encostada no peito (em sinal de cordialidade com irmãos), existe alguma orientação sobre essa situação específica, e porque não vem explicando o jeito certo no ritual.

CONSIDERAÇÕES:

A princípio devo lembrar aos Irmãos do GOB que as orientações que não constam no ritual em vigência estão na plataforma do GOB RITUALÍSTICA em SOR - Sistema de Orientação Ritualística.

Essas orientações oficiais e colocadas no site do GOB foram instituídas pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral, publicado no Boletim Oficial de outubro de 2019.

Ressalto que todas as orientações e correções contidas no SOR são para aplicação imediata sobre o ritual em vigência.

Para acessar a plataforma é necessário ter em mãos o CIM, o PIN do GOB CARD que será solicitado, e a Palavra Semestral.

Consta no Sistema de Orientação Ritualística, item 33, Ingresso do Préstito, a orientação de que o Cobridor Interno durante a entrada do préstito fica com a Espada à Ordem (ombro arma).

Explica-se: Espada à Ordem é tê-la empunhada pela mão direita, lâmina da vertical apontada para cima, punho junto ao quadril direito tendo o respectivo braço e antebraço direito afastados corpo. O corpo estará ereto, braço esquerdo caído ao longo do corpo e os pés em esquadria.

O que de fato não existe, me perdoe, são esses sinais que o Irmão mencionou como "espada a punho", "sinal de alerta" e "sinal de cordialidade". Reitero, desconhecem-se esses termos no REAA.

Em se tratando da utilização da espada pelos Cobridores, ou ela fica embainhada (acondicionada no dispositivo da faixa do Mestre), ou presa no aparelho geralmente fixado atrás do espaldar da cadeira.

Espada à Ordem é quando o titular está em pé e parado. Em ombro-arma quando o titular estiver andando. Tanto à Ordem como em ombro-arma a espada estará sempre com a lâmina na vertical apontada para cima e o respectivo punho junto ao quadril direito. Em qualquer uma das situações, no REAA a espada será sempre empunhada pela mão direita.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB
jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

CADEIA DE FLORES

1º - Chamam-se assim as guirlandas de flores com que os Maçons ornam os seus templos, em dias festivos, e que simbolizam alegria.

2º - A cadeia de flores circunda o interior do Templo e é feita por ocasião das solenidades que seguem.

3º - Do centenário da fundação da Loja. Do qüinquagésimo aniversário maçônico de um irmão.

4º - Reconhecimento Conjugal ou confirmação de enlace matrimonial.

5º - De uma adoção de Lowtons, ou de qualquer outro fato importante da Loja ou da Ordem.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO

A LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO
Ir∴ Antônio Rocha Fadista

Platão chamado a ensinar a arte de conhecer os homens, assim se
expressou: “os homens e os vasos de terracota se conhecem do mesmo modo: os vasos, quando tocados, têm sons diferentes; os homens se distinguem pelo seu modo de falar”.

O pensamento do filósofo Iniciado nos oferece uma excelente oportunidade para uma profunda reflexão, principalmente, para todos os que integram a Ordem Maçônica.

Nem sempre nos damos conta de como nos tornamos prisioneiros das palavras que proferimos. As palavras são a expressão das nossas ideias, dos nossos sentimentos e de nossas emoções, e transmitem aos ouvintes a carga de energia, positiva ou negativa, que acumulamos em nossa mente.

A sociedade humana está cheia de palavras que magoam e que ofendem o próximo. Infelizmente, existem palavras em excesso, tanto no mundo profano quanto nos Templos Maçônicos.

Orientado que é para refletir sobre a realidade e sobre o significado oculto das palavras, o Maçom sabe que, em última análise, a palavra é o reflexo da essência interna do ser humano.

Não por acaso, a Doutrina Maçônica recomenda o silêncio a todos os Maçons durante o período de aprendizado, de acordo, aliás, com a Escola Pitagórica, da qual a Maçonaria extraiu alguns dos Princípios que compõem o seu acervo filosófico.

A Escola, fundada pelo Filósofo de Samos na cidade de Crotona, preconizava o aperfeiçoamento do ser humano pelo estudo e pela prática da meditação e tinha um sistema de três graus: Preparação, Purificação e Perfeição.

No Grau de Preparação, os neófitos eram só ouvintes e cumpriam um  período de observação, durante o qual o objetivo era, pela prática do silêncio, desenvolver a capacidade de análise e de interpretação sobre tudo que se passava ao seu redor. Para atingir o Mestrado, no Grau de Perfeição, era necessário praticar o silêncio durante cinco anos.

Sem dúvida, constitui grande prova de disciplina para todos nós, quando, no Primeiro Grau, ouvimos os Companheiros e os Mestres sem expressar as nossas próprias opiniões sobre os assuntos tratados em Loja.

Chilon, um dos sete sábios da Grécia Antiga, quando perguntado sobre qual a virtude mais difícil de praticar, respondia laconicamente: calar. 

No Zend Avesta, que contém toda a sabedoria da antiga Pérsia, encontramos normas e regras sobre o uso e o controle da palavra, cuja universalidade desafia os séculos.

Ao entrarmos em nossa Sublime Instituição, encontramos, na ritualística, referências à sacralidade da palavra, que, como meio de expressão dos pensamentos e dos sentimentos, deve ser sempre dosada, moderada, e espelhar o equilíbrio interno do orador.

Como dizia o Irmão Dante Alighieri na Divina Comédia, exortando o seu personagem Metelo: “usa a tua palavra como um ornamento”.

Na realidade, o silêncio, a meditação e a análise, são a única via que leva à libertação das paixões e dos maus pensamentos. Não é por acaso que a maioria dos Ritos Maçônicos reserva aos Irmãos o silêncio durante o período de aprendizado. O Rito Adoniramita, mais radical nesse sentido, estabelece que só os Mestres podem usar livremente a palavra.

Inúmeras são as Peças de Arquitetura, escritas por Irmãos em muitos países do Mundo, sobre o uso da palavra em Loja e sobre a Lei Iniciática do Silêncio.

À primeira vista, o silêncio poderia parecer aos Irmãos Aprendizes um condicionamento e uma restrição à liberdade de expressão; ao exercitarem a autodisciplina, em seu silêncio, apreendem, com muito maior intensidade, tudo o que ouvem e tudo o que veem. Na realidade, dialogam consigo mesmos; nesse diálogo, analisam, criticam e tiram suas próprias conclusões. Em suma, pelo silêncio, a Maçonaria estimula os Irmãos do Primeiro Grau a desenvolver a arte de pensar, a verdadeira e nobre Arte Real.

Isso não significa que os Irmãos Aprendizes estejam proibidos de usar a palavra em Loja. Existem mesmo ocasiões em que não só podem, como devem se manifestar, principalmente, para tratar de assunto relevante, como por exemplo, a apreciação das informações sobre os candidatos à Iniciação.

Ao cruzarem as portas de uma Loja Maçônica, trazendo consigo os conceitos de liberdade total, os Irmãos, paulatinamente, aprendem a controlar os seus impulsos, aprimorando seus caracteres e preparando-se para serem líderes na construção da sociedade do futuro, na qual prevalecerão a Liberdade responsável, a Igualdade de oportunidades e a Fraternidade solidária. Por isso mesmo, a prática do silêncio deve ser entendida como um exercício de auto-aperfeiçoamento e, jamais, como uma proibição ritualística.

Tudo se resume na prática da Lei do Amor. O amor se oferece; não se pede e não se exige. Certamente, o Grande Arquiteto do Universo ilumina e abençoa a todos os que pensam mais e falam menos, pois estes espiritualizam a sua matéria, e são os Seus filhos mais diletos?

Fonte: JBNews - Informativo nº 155 - 29/01/2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

PAVILHÃO NACIONAL HASTEADO À DIREITA DO VENERÁRVEL, POR QUÊ?

Em 11.07.2021 o Respeitável Irmão Rafael B. Casella Jr., Loja Luz do Universo, 249, REAA, Grande Oriente Paulista (COMAB), Oriente de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

PAVILHÃO NACIONAL À DIREITA

Gostaria de saber por que o Pavilhão Nacional fica no Oriente, à direita do Altar do Venerável.

CONSIDERAÇÕES:

A despeito de que as Obediências Maçônicas possuam seus próprios regulamentos que ordenam o cerimonial para a Bandeira Nacional, estes seguem basicamente a Lei Federal 5.700 de 01/09/1971 que dispõe sobre a forma e apresentação dos Símbolos Nacionais.

Quanto a posição da Bandeira Nacional à direita, a situação está prevista no Art. 19: “A Bandeira Nacional em todo o Território Nacional, ocupa lugar de honra (o grifo e meu), compreendida com uma posição: (...) III – à direita (o grifo é meu) de tribunas, púlpitos, mesas de reunião (o grifo e meu), ou de trabalho”. Ainda no § único do Art. mencionado: “Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a direita de uma pessoa colocada junto a ele e voltada para a rua, para a plateia ou, de modo geral, para o público que observa o dispositivo”.

É essa a provável razão pela qual nos Templos Maçônicos a Bandeira Nacional fique à direita do titular dirigente ocupando a sua mesa (altar). No caso das reuniões maçônicas à direita (ombro direito) do Venerável Mestre que olha do Oriente para o Ocidente.

Quanto ao Pavilhão ficar no Oriente é porque o Art. 19 mencionado prevê para ele ocupação de um lugar de honra. Assim, no caso da Maçonaria, onde a Bandeira Nacional é maior autoridade presente, ela ocupa o Leste da Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
http://pedro-juk.blogspot.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O PELICANO

O PELICANO
Carlos Alberto Molinari

Examinando as páginas do Grande Dicionário Enciclopédico da Maçonaria de Nicola Aslan, vamos encontrar a seguinte descrição sobre o Pelicano: "símbolo maçônico representado pelo pelicano derramando sangue pelos seus filhotes a que foi adotado pela maçonaria, na antiga arte cristã, o Pelicano era considerado emblema do salvador".

Este simbolismo tem por base uma antiga superstição, cuja falsidade foi demonstrada, mas, enquanto se acreditava nela, o Pelicano foi adotado como símbolo do Cristo, derramando o seu sangue pela Igreja e pela Humanidade.

A esta interpretação teológica, os místicos aplicaram, porém, outro significado, considerando o Pelicano como símbolo do próprio sacrifício, indicando que na medida em que damos , nossas posses, as nossas aquisições intelectuais, as nossas habilidades, alimentamos a nossa vida, desenvolvemos o nosso caráter e a nossa personalidade, sendo que, à medida que os anos passam, o nosso sacrifício se reflete em boas ações que perduram além da nossa vida, como que lembrando os sacrifícios que fizemos.

Entre os alquimistas, o Pelicano foi um utensílio que utilizaram para suas operações, e um símbolo.

Tratava-se de um alambique de vidro circular, de uma só peça, com o bojo encimado por um capitel tubulado, do qual partiam dois tubos opostos e encurvados, formando asa.

Estes tubos voltavam a entrar lateralmente no bojo, de modo que o líquido destilado recaía constantemente dentro dele. Não se sabe bem se o nome de Pelicano foi aplicado pelos alquimista ao aparelho por causa de sua forma que se parecia com esta ave, ou pela função do aparelho, destinado a alimentar constantemente e manter a vida, com o produto de suas entranhas, o "franguinho" do alquimista, ou seja, a "obra" que ele procurava realizar.

Nas várias fases por que passava a grande "obra", a matéria tomava diferentes cores, tornando-se sucessivamente preta, branca, verde, amarela, arco-íris, etc., simples transições entre as cores principais. Estas tinham os seus símbolos: o preto simbolizava um cadáver, um esqueleto, um corvo, etc.: o branco geralmente por um cisne; o vermelho, a rubificação, como o chamavam, por um fênix, um Pelicano ou um jovem rei coroado encerrado no Ovo Filosófico.

O Pelicano é sempre representado no momento em que se abre as suas entranhas para alimentar seus filhotes, sempre em números considerados sagrados: 3-5-7. A Maçonaria vê no Pelicano o DEUS alimentando o seu Cosmos com a própria substância.

Por isso na Jóia dos Cavaleiros "Rosa-Cruzes" o Pelicano é visto embaixo da rosa-cruz e do compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto círculo que sustenta o seu ninho.

No simbolismo maçônico, o Pelicano é o emblema mais característico da caridade.

É como tirar de suas entranhas o alimento de seus filhotes. Muitos vêem no Pelicano o mais lindo símbolo do amor materno.

Entre os antigos Egípcios, o Pelicano era tido como ave sagrada, era um emissário do Espírito Santo, porque apresentava certas qualidades que faziam com que os nativos de então se surpreendessem pelos esplendores da ave.

O Espírito Santo bafejava sobre o povo, assim como a pomba nos evangelhos representa o Espírito Santo, tal como naquela passagem quando Cristo foi batizado nas águas do Rio Jordão. Saindo das águas, o céu se abriu e desceu o Espírito Santo na forma de uma pomba.

Seria Lenda?
Superstição?
Seria Verdade?

Não podemos questionar.

E isso porque o pássaro era o símbolo da maternidade mais augusta, da maternidade elevada ao seu grau máximo.

Então, o Pelicano possui uma espécie de bolsa, logo depois do bico, descendo para o papo. E, na forma de regurgitação, deposita ali os alimentos para os filhos. Quando necessitando desse trabalho, enfiava o bico pela bolsa e retirava o alimento que ali estava, servindo assim seus próprios filhos.

A ave procedia dessa forma para a manutenção dos filhotes, mas acreditavam piamente, os daquela época, que o Pelicano arrancava parte do próprio corpo para alimentar a prole, ou extraísse o próprio sangue que alimentava os rebentos.

O Pelicano não serve de sua carne, não serve de seu sangue para alimentar os filhotes, pelo processo que era vedado aos primitivos notarem, devido à distância em que ficavam. E a semelhança ficou, o símbolo permaneceu. E o Pelicano é para nós, realmente o emblema mais extraordinário de nossa própria Ordem, quando a mãe comum realiza todos os sacrifícios para amparar os filhos, para alimentar seus rebentos para propagar a própria espécie.

Não estranha, pois, que a Maçonaria dos Altos Graus, tenha adotado este símbolo do Pelicano para o Grau de Cavaleiro Rosa Cruz, 18, grau alquímico por excelência e eminentemente Cristão, fazendo-o, outrossim, o símbolo do amor paterno e materno.

Fonte: http://masonic.com.br

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

PELO SINAL, PELA BATERIA - RITUALÍSTICA

PELO SINAL, PELA BATERIA - RITUALÍSTICA
(republicação)

Em 18/06/2017 o Respeitável Irmão Irauê Caldas da Silveira Bello, Loja Deus, Pátria e Família, 2.790, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Iacanga, Estado de São Paulo, solicita os seguintes esclarecimentos:

PELO SIN⸫, PELA⸫ BAT⸫

Tenho dúvidas sobre a execução da bateria, tenho visto Irmãos executar de forma diferente em algumas Oficinas. Na verdade, três formas diferentes. A primeira faz a saudação, volta à Ordem, faz novamente a saudação e executa a bateria. A segunda faz a saudação, volta à Ordem e depois desce direto à bateria. A terceira faz a saudação, executa a bateria e volta a Ordem. Qual seria a forma correta?

CONSIDERAÇÕES:

Há excessos de preciosismo nos dois primeiros exemplos. 

No primeiro caso não existe razão para que alguém componha duas vezes o mesmo Sinal na sequência. Isso nada mais é do que algo contra producente. 

No segundo exemplo mencionado não existe motivo para se saudar pelo Sinal e depois voltar ao Sinal de Ordem nessa ocasião, já que depois de composto um Sinal somente se desfaz o mesmo pela respectiva pena simbólica. Não se faz Bat⸫, ou outro procedimento, com a mão partindo diretamente de um Sinal, seja ele do Gut⸫, do Cord⸫ ou do Ventr⸫. 

Na verdade os dois primeiros exemplos são meros penduricalhos que só servem para empanar o brilho da ritualística – leva o nada a lugar nenhum.

Assim, o modo correto e autêntico é o terceiro exemplo colocado na questão, ou seja: estando com o Sin⸫ de Ordem, desfaz-se o mesmo pela pena simbólica e imediatamente se estende a mão esquerda à frente com a respectiva palma voltada para cima e, atendendo ao comando do Venerável nela se dá a Bat⸫ com a mão direita espalmada. A mão esquerda fica parada. Concluída a Bat⸫, então se volta ao Sin⸫ de Ordem.

A ritualística do Sin⸫ seguido da Bat⸫ se dá apenas na abertura da sessão, já que no encerramento ninguém mais estará com o Sinal composto (a Loja estará fechada).

O termo “volta-se à Ordem” que comumente aparece nas instruções dos Cobridores dos respectivos rituais é que tem sido a causa de todo esse “frenesi”. Infelizmente muitos Irmãos ainda não compreenderam que essa referência é uma maneira pontual de alertar o protagonista de que quando ele estiver em pé e parado em Loja aberta, deve ficar à Ordem. 

Assim, depois que ele aprende na instrução a fazer o Sinal, “volta à Ordem”, mas isso não é regra para toda e qualquer situação.

Note que isso não é o que acontece numa sequência sem intervalo de práticas ritualísticas como é o caso do Sin⸫ seguido da Bat⸫. Quando menciono “sequência sem intervalo” é porque sequencialmente o Venerável Mestre comanda: “Pelo Sin⸫ (faz-se); pela Bat⸫ (executa-se); pela Aclam⸫ (pronuncia-se)”. Perceba que não há espaço entre cada uma das práticas ritualísticas e nem o ritual menciona outra providência. Outro exemplo de prática sequencial de ritualística existe quando alguém ingressa no Oriente e saúda o Venerável. Nessa oportunidade ele faz a saudação pelo Sinal e imediatamente prossegue no seu trajeto e não “volta à Ordem”, obviamente.

E assim se dão as minúcias ritualísticas. Cada uma delas se adapta a cada situação na liturgia maçônica. É temerário se imaginar que tudo seja a mesma coisa em Maçonaria.

Essa resposta se coaduna como os rituais do REAA⸫ do GOB⸫

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

SERÁ A MAÇONARIA PARA RICOS?

"SERÁ A MAÇONARIA PARA RICOS?!

Esta questão que usei como título deste post reflete uma questão e afirmação que ouço amíude em alguns círculos profanos. Uns questionam na sua ignorância se a Maçonaria é para "ricos", outros afirmam de forma contudente que ela é feita para "ricos".

Posso afirmar que nem é uma coisa nem a outra!

Primeiro porque a Maçonaria é uma Ordem universal. Logo encontrando-se ela em qualquer parte do globo terrestre, seja nos países ditos de "primeira linha" como nos países classificados (injustamente!) como "terceiro-mundistas", a Maçonaria é o espelho da sociedade onde se encontra implantada. O que levará a que nos seus quadros de obreiros se encontrem gente de múltiplas origens, profissões ou de níveis académicos díspares. O que será sintomático da sua heterogeneidade e universalidade.

Mas apesar disso, é costume se afirmar que a Maçonaria é feita de uma elite de pessoas, mas "elite" essa que nada tem a haver com economia e finanças, mas apenas uma elite moral e social de pessoas que procuram evoluir e crescer espiritualmente através de uma via iniciática e que também procuram promover o progresso da sociedade, e apenas isso.

Nas Lojas Maçónicas encontramos gente de todas as idades (maiores de idade), logo pessoas que ainda estudam ou já trabalham ou ambas as situações, e dada a diferença e multitude de profissões que se podem encontrar numa Loja, será natural que se encontre gente mais "abonada" que outras, mas nada que não exista também no mundo profano, o que é natural!

Mas como é possível encontrar este "tipo" de gente, naturalmente se poderia confundir a Maçonaria com um clube de cavalheiros ou apenas como uma associação benfeitora e nada mais, o que é totalmente errado e que subverte os princípios que consagram a Ordem Maçónica. Evidentemente que a Filantropia, a Caridade e a Solidariedade Social existem, mas são apenas uma consequência da elevada moral que os maçons possam ter e nada mais. Para exercer essas qualidades em exclusivo existem outro tipo de associações com essas preocupações prementes, sejam os Rotários, os Lions ou outras similares.

Todavia e como este texto versa sobre "metais" (vulgo, dinheiro), posso reafirmar que apesar da Maçonaria não ser exclusiva de gente rica, ela não é uma Ordem barata, ou seja, existem sempre custos associados para quem faça parte dela.

Existem os custos com a adesão na Ordem, as quotas mensais, as "subidas de grau", os materiais e demais parafernália maçónica, isto é, os aventais, luvas, colares, livros e outros acessórios e adereços que um maçom necessite para o seu dia-a-dia na Loja da qual que fará parte integrante. E aqui sim, é que se pode dizer profanamente "que a porca torce o rabo", porque regra geral, não são baratos tais materiais.

Mas também não serão mais caros do que outros relacionados com outras Ordens similares, ou associações civis ou clubes desportivos. - Nada na vida é borla! -

E aqui retorno à questão original, " Será a Maçonaria para ricos?!", claramente que não o é!

Mas não deixa de dar jeito ter algum dinheiro no bolso, nem que seja para auxiliar quem dele necessitar...

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

domingo, 2 de janeiro de 2022

TRANSMISSÃO DA PALAVRA NA ABERTURA E ENCERRAMENTO

Em 30.12.2021 o Respeitável Irmão Carlos Alexandre Almeida, Loja Aristides Lobo, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

TRANSMISSÃO DA PALAVRA NA ABERTURA E ENCERRAMENTO

Tenho uma dúvida na transmissão da palavra na abertura e encerramento dos trabalhos em grau de aprendiz.

Em uma explicação sua em seu blog somente um fala as palavras, já na orientação ritualística do GOB cada um fala uma letra.

Qual seria o correto?

Um TFA pro senhor que nos ensina muito e espero que em breve possamos receber uma visita sua em nossa Loja centenária que a pouco foi reformada para que abrilhantes nossa seção.

CONSIDERAÇÕES:

Caro Irmão, isso foi corrigido no Sistema de Orientação Ritualística do GOB RITUALÍSTICA, amparado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral que aplica o SOR sobre os rituais até nova edição.

Corrigiu-se porque a transmissão entre os Diáconos e as Luzes da Loja não é telhamento, isto é, não é procedimento para verificação da qualidade de um Irmão. Essa transmissão é feita entre Mestres Maçons, assim não há troca de letras ou sílabas entre os interlocutores.

Essa transmissão que ocorre no REAA é uma reminiscência dos velhos costumes operativos quando eram feitas as aprumadas e nivelamentos dos cantos da obra para o início dos trabalhos (etapa da construção) e para o encerramento, tudo como uma verificação de qualidade dos trabalhos executados.

Assim, se tudo estivesse conforme as exigências da “Arte”, o Mestre da Obra era informado que tudo estava “justo e perfeito”. Nessa condição, ele mandava iniciar os trabalhos no canteiro e, ao final da jornada, ordenava ao seu 1º Vigilante que também os encerrasse, despedindo os obreiros contentes e satisfeitos.

Como atualmente, praticamos uma Maçonaria Especulativa, as literais aprumadas e nivelamentos acabaram sendo substituídas pela transmissão da uma palavra que, estando ela correta, simboliza que tudo está “justo e perfeito”. Assim, na Moderna Maçonaria, no REAA as aprumadas e nivelamentos outrora operativos, hoje simbólicos, ocorrem pela transmissão da palavra sagrada entre o Venerável Mestre, os Vigilantes.

Vale mencionar que no período do ofício, as construções de grandes catedrais, por exemplo, demandavam de um grande canteiro de obras e nele as comunicações entre o Mestre da Obra (atual Venerável) eram feitas por mensageiros, ou oficiais de chão (hoje os Diáconos), que levavam ordens aos Wardens (atuais Vigilantes). Não à toa que permanece até o presente o Nível e o Prumo como joias dos Vigilantes.

Desse modo, por essa breve descrição, nota-se que essa passagem ritualística que ocorre na liturgia do REAA, nada tem a ver com o exame da qualidade de um Irmão (telhamento). Contudo é uma alegoria que lembra nossos ancestrais, os canteiros de ofício da Idade Média.

Essa foi a razão da correção e orientação atualizada, até porque o GOB tem se preocupado em justificar as práticas ritualísticas e não mais simplesmente “empurrá-las” só porque estão escritas. É bom que se diga que numa Instituição que investiga a Verdade, não cabem determinações desencontradas da razão.

Lembro que o SOR - Sistema de Orientação Ritualística colocado na plataforma do GOB RITUALÍSTICA desde 2019 está acima de qualquer manual ou outro semelhante, podendo, inclusive, ser consultado na página oficial do GOB através do CIM, Palavra Semestral e o GOB CARD. Como dito, esse Sistema é amparado por um Decreto do Grão-Mestre Geral que é o único guardião dos nossos rituais no GOB. O Decreto 1784/2019 foi publicado oficialmente no Boletim do GOB em outubro de 2019 para aplicação imediata, podendo ser consultado no GOB LEX. Desde 2019 esse sistema tem o desiderato de orientar, corrigir e explicar as práticas ritualísticas hauridas dos rituais em vigência no GOB

Dando por concluído, vale então a explicação que menciona a não utilização de troca de letras e nem sílabas entre os interlocutores na transmissão da palavra durante a abertura e o encerramento dos trabalhos no REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística – GOB
jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SIMBOLISMO MAÇÔNICO NO VODU HAITIANO

SIMBOLISMO MAÇÔNICO NO VODU HAITIANO
Tony Kail**
Tradução J. Filardo

As práticas da religião tradicional africana se manifestaram como diversas culturas espirituais em todo o Caribe. À medida que os africanos eram tomados como escravos de suas terras natais, as tradições indígenas de cura e espirituais da religião africana entraram no solo da ilha de Hispaniola. As práticas espirituais sobreviventes da África podem ser vistas no Haiti e na República Dominicana de diferentes formas. No Haiti, a religião formou o que conhecemos como ‘Vodu’, um termo do povo Fon da região de Daomé, na África Ocidental, que significa ‘espírito’. A religião de Vodu concentra-se na adoração de espíritos conhecidos como ‘Loa’, que governam a natureza e a humanidade. O culto envolve vários rituais mágico-religiosos, a criação de santuários sagrados e a interação com deidades.

Ao olharmos para a religião do vodu de base haitiana, podemos ver uma estética maçônica familiar. O esquadro e o compasso, o uso da letra ‘G’ e várias ferramentas maçônicas podem ser vistos entre os diferentes rituais e santuários do Vodu. Ao olharmos mais profundamente para a cultura, também podemos ver várias práticas e símbolos encontrados na Maçonaria.

História
O domínio francês da ilha de Hispaniola estabeleceu a colônia de São Domingos de 1659 a 1804 na área do que hoje conhecemos como Haiti. A Maçonaria foi oficialmente estabelecida na colônia quando duas lojas lá foram estabelecidas em 1749. Em 1778, uma Grande Loja Provincial também foi estabelecida sob a direção do Grande Oriente da França.

Os escravos eram inicialmente proibidos nas lojas porque eles eram obrigados a serem ‘nascidos livres’; no entanto, algumas pessoas livres de cor foram admitidas em lojas onde muitos alcançaram sabedoria maçônica. Alguns viajaram para a França e se tornaram membros de lojas. Escravos libertados de Saint Domingue eram registrados como membros da loja em Bordéus, França. Ao voltarem à ilha, alguns membros estabeleceriam lojas com base em sua familiaridade e associação com a maçonaria.

A historiadora Sally McKee observou que “a Maçonaria de Rito Escocês ligava a colônia de São Domingos e Bordéus. As lojas maçônicas estabelecidas no Caribe francês faziam parte de uma rede transatlântica, cuja loja mãe ficava em Bordéus. ” Stephen Morin, considerado por alguns como o fundador do Rito Escocês, estabeleceu várias Lojas Escocesas em Saint Domingue, assim como o fez Martinés de Pasqually, o fundador da ordem esotérica conhecida como ‘Eleitos de Cohën’. A ordem de Pasqually combinava operações angélicas, magia cerimonial e Maçonaria de Rito Escocês como um caminho para devolver o homem ao seu estado antes da queda Adâmica. Morin era membro da loja de Bordéus e em Saint Domingue iniciou uma loja ‘Escocesa’ ou ‘Scots Masters’ na cidade de Le Cap Francais.

O impacto da Maçonaria sobre a cultura Vodu pôde ser visto na vida de uma das figuras históricas mais reconhecidas do Vodu no Haiti. François-Dominique Toussaint Louverture, o líder da Revolução Haitiana, era um ex-escravo e, segundo alguns historiadores, era maçom. No entanto, muitos baseiam sua afiliação à Maçonaria com base no uso de uma possível assinatura maçônica que ele usava ao assinar documentos. Um dos outros líderes da revolução haitiana, Jean-Jacques Dessalines, que mais tarde se tornou o governante do Haiti sob a constituição de 1805, era um maçom conhecido e tinha grande influência na cultura haitiana local. O conhecimento maçônico também seria disseminado nas práticas de algumas das sociedades secretas da África que também operavam em segredo na ilha.

Reflexos da Maçonaria
Alguns dos reflexos sutis da Maçonaria no Vodu estão refletidas no uso de termos culturais como “Grão-Mestre”, um termo usado para descrever Deus ou “Grand Met Bondye”, o “bom Deus”. Práticas maçônicas, incluindo o uso de senhas, gestos e apertos de mão, podem ser vistos em rituais e várias iniciações na religião Vodu. Um exemplo disso pode ser visto como o sacerdote conhecido como ‘Houngan’ cumprimenta os sacerdotes com um aperto de mão sagrado. Isso acontece quando sacerdotes concorrentes se reúnem. Donald J. Cosentino, professor de inglês e artes e culturas mundiais da UCLA, observou que ‘quando os oungans concorrentes se encontram no início das cerimônias, eles se cumprimentam com apertos de mão maçônicos elaborados”.

O panteão de deuses e deusas da religião Vodu é composto por vários espíritos conhecidos como ‘Loa’. Os ensinamentos que cercam o Loa falam de muitos espíritos como sendo maçons. O guerreiro Loa de ferro conhecido como Ogou e o Loa da encruzilhada conhecido como Legba são frequentemente chamados de maçons. Ogou é representado e simbolizado pela espada, um símbolo militar e uma ferramenta encontrada também na cultura maçônica. O simbolismo maçônico é abundante nas imagens do maçônico Loa Baron Samedi. Barão Samedi, Barão Kriminel e Barão La Kwa são espíritos associadas ao cemitério. O Barão usa uma cartola familiar, muito parecida com os paramentos de loja, e muitas vezes é retratado com símbolos maçônicos familiares de caixões, esqueletos e várias ferramentas maçônicas. Algumas imagens dos Barões são retratadas usando aventais maçônicos. O Loa Agassu, Linglenso e Agau também são vistos como Loa Maçônicos.

Vévé são símbolos tradicionalmente usados para invocar o Loa. Sacerdotes (Houngans) e sacerdotisas (Mambos) criam diagramas sagrados de fubá e vários pós para invocar as energias de divindades específicas. O esquadro e o compasso são refletidos no Vévé do Loa Ayizan e no Véve dos espíritos dos mortos, conhecidos como ‘Ghede’. No Vodu, o esquadro e o compasso também assumem o significado de simbolizar o masculino e o feminino unidos. Um escritor apontou que o Vévé do Loa Ayizan Velekete não só parece muito semelhante ao esquadro e compasso com sua sobreposição das letras ‘a’ e v ‘, mas também possui um componente filosófico que fala também de conceitos maçônicos. Ayizan Velekete é o protetor do templo e da pureza ritual e atua como defensor da moralidade. Na prática maçônica, o esquadro e o compasso falam dos ideais de corrigir nossas ações à medida que buscamos pureza e moralidade (Robinson 2013).

O santo padroeiro maçônico de João Batista também assume um papel importante no Vodu haitiano. O lendário sacerdote e estudioso de Vodu, Max Beavior, afirmava que João Batista ensinou a Jesus os segredos de Vodu. Sua importância também se reflete em uma música tradicional de Vodu. Como o dia de São João é um feriado comemorado na cultura maçônica, ele também é comemorado no Vodu haitiano.

Sigilo mágico em Botanica haitiana
Legrace Benson no trabalho Nou La, Nós Aqui: Lembrança e Poder nas Artes do Vodu Haitiano fala de como o maçônico ‘Olho que tudo vê’ ma;cônico pode ser visto em algumas das elaboradas bandeiras de lantejoulas (Drapos) usadas no Vodu haitiano. Benson afirma que a imagem veio de jesuítas e maçons que vieram para o Haiti. (Uma sacerdotisa de Vodu em particular com quem falei afirma que a Maçonaria introduziu a Cabala e o uso de segredo no Vodu.) Existem alguns relatos históricos que falam de exemplos de imagens esotéricas, como o tetragrammaton e o olho que tudo vê encontrado na decoração ritual de templos de Vodu no Haiti.

Acredita-se que a tradição maçônica tenha afetado a maneira pela qual algumas cerimônias de Vodu são realizadas. Milo Rigaud, em seu livro Secrets of Voodoo, afirma: “O houngan mais velho solicita a assistência de dois outros houngans – o mais antigo que ele puder encontrar – em virtude da prescrição esotérica que sustenta que três maçons juntos formam uma loja regular”.

Sociedades Secretas
Há sociedades secretas que existem na cultura haitiana de Vodu, como as sociedades Bizango e Sanpwèl. Referências maçônicas abundam nessas culturas, com a participação em ambas as sociedades observando 33 graus como na Maçonaria do Rito Escocês.

Os membros dessas sociedades utilizam várias formas de reconhecimento codificado. O antropólogo Wade Davis observa que muitas das sociedades, tais como a sociedade Bizango, utilizam uma série de signos e sinais ao entrar e sair de espaços rituais e cumprimentar uns aos outros. Existe um uso interessante da “inversão” simbólica em dar e receber tais sinais. O etnólogo Andrew Aptar conclui que “muitas trocas de sinais são reproduzidas em símbolos maçônicos e até mesmo apertos de mão, sugerindo uma apropriação de sinais europeus ou crioulos de poder e valor por meio de codificação secundária”.

Templos
O templo tradicional de Vodu é conhecido como Houmfort. A principal área ritual em que ocorre a maioria das cerimônias é conhecida como Peristilo e, muito parecido com as lojas maçônicas, possui peças de arquitetura específicas que simbolizam vários princípios espirituais.

Legrace Benson fala de uma cerimônia de Bizango onde o Olho Que Tudo Vê da Providência é pintado no poste central (Poto Mitan) no templo. Ela também documentou o líder de uma sociedade Sanpwèl que adornava seu templo com fotografias de si mesmo em paramentos maçônicos, além de vários símbolos de loja. Ela também observou o líder usando um avental maçônico branco enquanto criava um banho espiritual. Benson também observou caixões de madeira usados por muitas das sociedades secretas que são colocados ao lado de altares sagrados. O caixão é um símbolo da Maçonaria usado para representar a morte e a ressurreição.

Como maçom e estudante de estudos africanos, sou fascinado pelo encontro desses dois mundos. Lembro-me de que ambas as tradições contêm elementos que são mantidos em segredo para preservar sua sabedoria. Lembro-me de que ambas as tradições sobreviveram a anos de perseguição e demonização daqueles que vivem com medo e ignorância. Por fim, lembro-me que ambas as tradições mantiveram uma linhagem sagrada que fornecia comunidade, orientação e satisfação a milhares de iniciados.

Fontes
  • Vingadores do Novo Mundo, Laurent Dubois, Belknap Press, 2004
  • Cavaleiros Divinos: Os deuses vivos do Haiti Maya Deren, McPherson, 1983
  • Face dos deuses: Arte e altares da África e das Américas africanas, Robert F. Thompson, Museu de Arte Africana, 1993
  • Maçonaria e Vodu, Revista do Vodu, 2013
  • Hegel, Haiti e História Universal, Susan Buck Morss, Imprensa da Universidade de Pittsburgh, 2009
  • Instituto da Maison Impériale ď Haiti, http://www.imperialhaiti.fr/the-haitian-empire/freemasonry/
  • Placa do Livro de Morin Josef Wäges, The Plumbline: O Boletim Trimestral da Sociedade de Pesquisa do Rito Escocês, primavera de 2017, volume 24, №1
  • Sobre origem africana: Creolização e Conhecimento em Vodu haitiano Andrew Aptar, Etnólogo americano, Vol. 29, №2 (May, 2002), pp. 233–260
  • Artes Sagradas do Vodu haitiano, Donald J. Cosentino, Museu da Universidade da Califórnia, 1995
  • Segredos do vodu, Milo Rigaud, Editores das Luzes da Cidade, 2001
  • A Canção do Exílio: Edmond Dédé e as revoluções inacabadas do mundo atlântico, Sally McKee, Imprensa da Universidade de Yale, 2017
  • A máquina de plantação: Capitalismo atlântico em Saint Domingue francês e Jamaica britânica (Américas modernas) Trevor Burnard, University of Pennsylvania Press, 2018
  • Vodu no Haiti, Alfred Métraux, Pantheon, 1989
**Tony Kail é escritor, Etnógrafo e Folclorista

Fonte: https://bibliot3ca.com

sábado, 1 de janeiro de 2022

PAVILHÃO NACIONAL - DECRETO 1476/2016 GOB

Em 29.12.2021 o Irmão Companheiro Maçom da Loja Mestre Hiram, 1.427, sem mencionar o nome do Rito, GOB-RJ, Oriente de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, formula as seguintes questões.

PAVILHÃO NACIONAL

Estava fazendo uma pesquisa acerca do Pavilhão Nacional e sua cerimônia. Acessei pelo GOB LEX a legislação pertinente e lá dá-se a entender que o Pavilhão Nacional não fica inicialmente dentro do Templo o que me trouxe uma série de questionamentos, os quais peço que sejam esclarecidos:

1. Se o Pavilhão está fora do Templo, em que momento da Ritualística ele entra e em que momento se retira?

2. É possível que ele apenas entre, fique hasteado e não se retire após o fim dos trabalhos?

3. Caso ele permaneça sempre em Loja hasteada conforme a posição indicada nos Rituais. Pode-se realizar a saudação e etc., sem ter de retirá-la do Templo? Como funciona essa dinâmica, ela deve iniciar fora do Templo nas sessões Magnas e nas Ordinárias e Extraordinárias permanecer em seu local?

4. É dito que após a entrada do Pavilhão Nacional nenhuma autoridade deve ser recebida de acordo com a pompa do protocolo de recepção. Nesse caso então nas sessões onde a Bandeira encontra-se em sua posição a todo o momento, nenhuma autoridade deve ser cortejada com espadas e estrelas ou aplausos pela bateria do grau se dirigindo diretamente a seus lugares?

5. Isso também engloba as autoridades as quais são recepcionadas diretamente pelo Venerável e há passagem de malhete?

Agradeço a atenção e desculpe caso as perguntas tenham ficado confusas.

CONSIDERAÇÕES

1. Conforme menciona o Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional, é obrigatória a sua presença em todas as sessões realizadas por Lojas da Federação. Consta no Art. 2º do mesmo Decreto que não será aplicado o cerimonial à Bandeira nas sessões ordinárias e extraordinárias, contudo, ela será colocada no lugar devido antes da abertura dos trabalhos, e ninguém será recebido com formalidade, nem mesmo o Grão-Mestre Geral.

Menciono que nas sessões ordinárias e extraordinárias não há entrada formal para o Pavilhão, pois o mesmo deverá estar hasteado no Templo antes do início dos trabalhos sem qualquer cerimonial. Para tal, o Mestre Arquiteto, ou outro Oficial designado (conforme o Rito), providenciará a sua simples colocação no lugar devido, isto é antes do ingresso do préstito. O mesmo ocorre quanto à sua retirada, sem nenhuma formalidade se dá depois que todos já tiverem se retirado. Desse modo, o mesmo Oficial providenciará a sua retirada.

2. Algumas Lojas preferem manter o Pavilhão hasteado, mesmo que fora do horário dos trabalhos. Isso é possível. Quanto à entrada e retirada formal da Bandeira, a mesma fica restrita às Sessões Magnas, cujo cerimonial está descrito no Decreto 1476/2016.

3. Em se tratando de sessões ordinárias e extraordinárias, não existe nenhuma saudação à Bandeira Nacional.

Reitera-se, nas sessões magnas procede-se o ingresso formal do Pavilhão, assim como a sua saudação e retirada. Todo esse cerimonial está descrito no Decreto 1476/2016. Obviamente, que nas sessões magnas o Pavilhão aguarda ingresso no Átrio. Quanto à sua retirada, antes das autoridades, ele é recolocado no Átrio.

4. Como menciona o Art. 2º do Decreto 1476, estando presente o Pavilhão Nacional, que é a mais alta autoridade em Loja, ninguém mais, nem mesmo o Grão-Mestre, será recebido com formalidades (não confundir formalidades com ordem de precedência para se ingressar no Templo).

Se nas sessões ordinárias ou extraordinárias a autoridade entrar em família, ela entra depois dos Mestres Instalados. Em sendo o Grão-Mestre, ele entra junto com o Venerável Mestre. Se a autoridade optar por entrar depois da Ordem do Dia, ele ingressa conforme o Ritual dispensando-se a formalidade (abóbada, estrelas, etc.). No caso de existir mais do que uma autoridade, elas ingressam sem as formalidades protocolares, todavia obedecendo a ordem de precedência determinada no RGF.

5. A passagem de malhete não é dispensada e está prevista no RGF, restringindo-se, contudo, ao Grão-Mestre Geral, Estadual na sua Jurisdição, ou do Distrito Federal.

Prevê-se também, não estando presente o titular, a entrega do malhete ao seu respectivo Adjunto. Em qualquer das situações, conforme previsto no RGF, o Grão-Mestre, ou o seu Adjunto de for o caso, devolve o malhete ao Venerável Mestre para que ele dirija os trabalhos.

Todo esse procedimento independe de estar ou não presente o Pavilhão Nacional hasteado no Templo.

Se o Grão-Mestre optar por entrar em comitiva, ele ingressa à frente das demais autoridades. Nesse caso, todas as autoridades ingressam em comitiva junto com o Grão-Mestre. Todos ordenados conforme a ordem de precedência.

Nas sessões magnas onde prevê-se o cerimonial, o Pavilhão Nacional é o último a entrar e o primeiro a sair. Essa ordem de ingresso e retirada faz com que as demais autoridades sejam recebidas conforme o cerimonial previsto no Ritual.

Ao concluir, destaco que muitas dessas orientações serão também encontradas no SOR – Sistema de Orientação Ritualística do GOB RITUALÍSTICA, coberto pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral que institui e determina a aplicação do SOR sobre todos os Rituais em vigência no GOB.

O Decreto 1476/2016 também pode ser encontrado em Rituais Especiais do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística/GOB
jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE PAIXÃO CÔRTES

JOÃO CARLOS D'ÁVILA PAIXÃO CÔRTES (Santana do Livramento, RS, Brasil, 1927 — Porto Alegre, 2018). Folclorista, ator, compositor, dançarino, cantor, radialista e pesquisador gaúcho. Típico homem do campo, que serviu de modelo (em 1954) para eternizar a figura típica do gaúcho e da cultura campeira sul-rio-grandense na estátua de “O Laçador”, de autoria do escultor Antônio Caringi. Pesquisou a fundo a cultura, hábitos, vestimentas, história, culinária, artes e costumes do homem que habitara os campos sulinos e as tradições gaúchas. Fundou em 1948 o primeiro Centro de Tradição Gaúcha - CTG. A Loja que foi iniciado é federada ao Grande Oriente do Rio Grande do Sul - COMAB. Foi agraciado com as comendas maçônicas: Reconhecimento Maçônico (1999); Medalha “Antônio Ribas” (2007); Medalha “Laçador, do Mérito Tradicionalista” (2008).

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 27 de julho de 1998 (Segunda-feira).
Loja: A Virtude n° 307, Porto Alegre, RS, Brasil.
Idade: 71 anos.
Oriente Eterno: Faleceu aos 91 anos de idade.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

O "BULLYING" NA MAÇONARIA

É LEGAL SER UM MAÇOM – CAVALGANDO O BODE
O "BULLYING" NA MAÇONARIA
José Carlos de Paula (*)

A Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying) informa que: Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou​ psicológica, ​ ​intencionais e repetidos​, ​praticados por um indivíduo​ (​bully​ – «tiranete» ou «valentão») ou​ grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (​ ou​ grupo de indivíduos)​ incapaz(es) de se defender. (Grifei).

Como o “bullying”​ ​ ocorre com mais frequência nos ambientes escolares e empresariais, a princípio pode nos parecer absurdo que exista, dentro de uma instituição milenar, tida como “Justa e Perfeita”, esta prática tão degradante e abjeta.

Mas, como existe, faz-se necessário entender por que.