Páginas

PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 25 de junho de 2022

CADEIA DE UNIÃO

Paulo de Tarso Palombo Luiz de Souza, MM
Loja Simbólica Estrela do Araguaia II, 1912, Or∴ Conceição do Araguaia-PA,

Devemos considerar "Cadeia de União" na Maçonaria, como sendo uma "corrente" de anéis que "une" as partes teóricas e práticas.

O símbolo formado por múltiplos anéis interligados entre si, sem principio nem fim, evidencia a união perfeita, igual e imutável, daqueles que aceitam unir-se por laços fraternos.

Esta "corrente" vem sendo formada pelos seres humanos, dentro dos templos, entrelaçando-se os braços, unindo-se os corpos e as mentes, em uma demonstração e confirmação de bons propósitos.

A "Cadeia de União", formada dentro de um Templo, não simboliza a união fraterna; ela em si demonstra ser a própria fraternidade.

Se nos reportarmos ao passado, concluiremos que a origem da "Cadeia de União" estava presente na vida do homem primitivo, que sentado em forma de círculo para melhor aproveitarem o calor torno da fogueira, e organizados socialmente próximos uns dos outros, especialmente á noite, onde descansando, iniciavam suas comunicações sobre suas conquistas e aventuras, obtendo dos mais velhos, conselhos necessários e dos que detinham autoridade, as ordens do que deveriam cumprir. Considerando os aspectos místicos que recém-despertados, como o próprio culto ao fogo, aspirando o "perfume" da madeira queimando, envoltos na fumaça, como se fosse um incenso rudimentar, "sentiam" o "som" do crepitar das chamas, aquele habito, de satisfação nas reuniões e o bem estar da situação, faziam com que a amizade fosse sincera e cultivada, eram quem sabe, os primeiros elos ao culto da fraternidade.

Mais tarde, observamos que tudo no Universo transcorre em círculos e cadeias. O Sistema Solar, a rotação dos astros e a própria Terra obedecem as leis simples, claras e harmônicas, movimentando-se em círculos; até o próprio viajante perdido no deserto caminha em círculos.

Sendo assim, cada Maçom, constitui-se em um "elo" da "Cadeia de União" e fora de sua formação, faz parte dos "elos em expectativa", para reunidos atuarem em conjunto, dessa forma, nenhum "elo" permanecerá isolado e fora do todo após ter participado de uma "Cadeia de União", porém, e isso esta impregnado de esoterismo, o que faz a formação mental é a "Palavra Semestral", que tem o dom mágico, assimcomo um sopro divino, de unir os "elos" esparsos, por isso, se faz necessária a aproximação entre os "elos" periodicamente, e não como um aspecto meramente administrativo, onde a "Cadeia de União" é formada exclusivamente para a transmissão da "Palavra Sagrada", não podendo ser esquecida a contribuição esotérica desse momento de união, e tornando escassa a atividade espiritual, restringindo o direito que todos adquiram usufruir da "força", representada pela "União em Cadeia", que nos traz o beneficio da meditação, do fortalecimento intimo por meio da dádiva da paz, e sabedoria.

Muitos confundem a "Corda de 81 Nós", com a "Cadeia de União", confundindo dessa maneira "elos" com Nós", vale lembrar que "elo" é um elemento que une dois outros "elos", mantendo-os isolados e livres, já os "Nós", são formados por uma só "corda", que se entrelaça e prossegue, portanto o nó não une.

A "Cadeia de União" é formada por tantos "elos" quantos o número de maçons presentes. Os elos nunca são os mesmos, porém por terem os maçons amor fraterno e universal, estão acorrentados aos seus irmãos de Loja, na solidariedade do bem comum e do crescimento espiritual, podendo ser descrita como uma prisão mística e sendo o mais belo símbolo dentro de uma Loja, isto é a "cadeia" em direção a "união", por isso o Salmo 133, "Oh! Quão bom e agradável viverem unidos os irmãos", que nos revela que a união entre os irmãos os faz uma só pessoa, não podendo ser mais bem demonstrada pelo símbolo da "Cadeia de União".

O objetivo primário da Maçonaria é unir os irmãos de tal forma que devam e possam parecer um só corpo, uma só vontade, um só espírito. Demonstração disso é a abertura do Livro da Lei, que é um ato de cerimônia que conduz o pensamento dos obreiros á Divindade.

Cada participante da "Cadeia de União" no início é um elo, mas logo passa a ser "corrente" plena, e dentro de cada um de seus participantes, no seu centro, se encontrará nos centros dos demais, e sem perceber, formará um centro único, o centro da vida verdadeira.

Concluo, afirmando, que a Maçonaria não é o "abrir e fechar" de um Ritual, mas vivenciá-lo.

Fonte: JBNews - informativo N 0176 - 19/02/2011

sexta-feira, 24 de junho de 2022

RITOS DIFERENTES - PARAMENTOS DIFERENTES

Em 18.11.2021 o Respeitável Irmão Nestor Rodrigues da Silva, Loja Aurora Guaçuana, 3.551, GOB, Rito de York, Oriente de Mogi Guaçu, Estado de São Paulo, solicita esclarecimento:

RITOS DIFERENTES – USO DOS PARAMENTOS

Sou Mestre Instalado no Rito de York, GOB. Estou ajudando na fundação de uma Loja do REAA. Já estou filiado a essa Loja.

Uma dúvida: Nas reuniões devo ir com o avental de MI do Rito de York ou tenho que comprar um avental de MI do REAA?

CONSIDERAÇÕES:

Um Irmão pertencente ao quadro de uma Loja do Rito de York, nela ele trabalha usando os paramentos correspondentes ao Rito de York. Se ele também pertencer ao quadro de outra Loja, mas essa do REAA, ele como membro do quadro (filiado, por exemplo), usa os paramentos correspondentes ao escocesismo.

Se por ventura esse Irmão filiado em duas Lojas, como é o caso acima, e ele estiver em visita a outra Loja, mas que essa trabalhe também no Rito de York, ou no REAA, é recomendável que ele utilize os paramentos do rito de York se a Loja trabalhar no York, ou do REAA se a Loja trabalhar no REAA.

Outra situação: no caso de a Loja visitada não ser nem do Rito de York, e nem do REAA (Lojas a que ele primitivamente pertence), então ele pode fazer a opção pelo uso de um desses paramentos (ou York ou REAA) para se apresentar em visita. Vale lembrar que nesse caso a Loja visitada não é de York e nem do REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

SÃO JOÃO

SÃO JOÃO (uma pequena história) 
Ary Lima Marques
Loja Aquidaban nº 54
Ponta Porã - MS

É comum ouvirmos a pergunta: Qual é o padroeiro da Maçonaria, São João Batista, São João Evangelista ou São João da Escócia?

Os regulamentos maçônicos determinam comemorações festivas nas datas de 24 de junho (São João Batista), para as Lojas Simbólicas, e, dia 27 de dezembro (São João Evangelista), para os corpos superiores ou filosóficos.

As Lojas dos primeiros graus da Maçonaria são chamadas de “Loja de São João”, e deriva do título usado durante a Idade Média, pelas corporações de construtores, que formavam a Confraria de São João.

Assim como os chamados pagãos festejam seus deuses, os cristãos seus santos, a Maçonaria tem suas datas consagradas a São João Batista e São João Evangelista.

A festa de São João no dia 24 de Junho é marcada por “fogos e fogueiras” que, ainda são queimadas em muitas regiões, e o folclore é rico em tradições relacionadas com esta festa, principalmente no Brasil.

São também muitos graus consagrados a São João de 24 de junho e o de 27 de dezembro. 

Possuem razões históricas, com fundamento esotérico, Isto é, “oculto”, segundo dizem os livros maçônicos, considerados na época como hereges.

Na jurisdição de algumas potências, de vários outros países foi introduzido, em alguns rituais, o São João da Escócia. Isto veio a alterar o primordial sentido de São João na Maçonaria. 

Este fato deve-se, talvez, à influência do nome dado a uma Loja de Marselha em 1751, pouco antes da revolução que passou a ser considerada Loja Mater de Marselha, após a canonização de um príncipe escocês, cavaleiro das cruzadas de Jerusalém, como São João Esmoler, conhecido como São João da Escócia.

A Maçonaria já existia mesmo antes da constituição de 1717. São João da Escócia data de 1751. O Grande Oriente da França inspirou-se na Loja Mater de Marselha, provavelmente ao inserir nos seus rituais o São João da Escócia, como seu padroeiro.

Há vários nomes de São João dado às Lojas do mundo. Citarei aqui algumas: 

- São João da Palestina, título dado a uma Loja, fundada em Paris no ano de 1780 pela Loja Mater da Escócia; 

- São João de Boston, denominação dada à 1ª Grande Loja americana, no ano de 1733. 

- São João de Edimburg, nome dado em 1736 à Grande Loja da Escócia, berço da Maçonaria moderna naquele país.

São João Batista, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, prima da Virgem Maria, foi chamado de “precursor” porque preparou os caminhos de Jesus. 

Ele foi chamado de Batista, porque batizava no Jordão.

João, o precursor, pregava a renúncia e o arrependimento. A Ordem Maçônica desempenha, ela também, num sentido, o papel de precursora e pode fazer-nos lembrar o combate espiritual que João Batista travou contra os publicanos e a multidão. 

João, o precursor, era considerado um personagem perigoso, para a época, por suas idéias de fraternidade e de justiça. 

Herodes Antipa, irritado com suas advertências por causa de sua união com Herodíades, sua sobrinha, e a mulher de seu irmão, lançou-o na prisão de Maqueronte para, mais tarde, manda-lo decapitar. 

Reverencia-se sua degolação no dia 29 de agosto.

João Evangelista era filho do pescador Zebedeu e de Salomé, parente da mãe de Jesus, irmão mais novo de Tiago Maior. 

Natural de Betsaida sobre o Lago de Generasé. Exercia, na mocidade, a profissão de pescador. Foi discípulo de São João Batista e juntou-se ao Divino Mestre, juntamente com André. 

Depois da ascenção do Senhor, João permaneceu em Jerusalém até a morte de Maria, pregando o cristianismo na Judéia e na Samaria; mais tarde, depois da morte de São Paulo, vivia em Éfeso, onde formou seus discípulos, entre eles os bispos de Pápias, Inácio de Antioquia e Policarpo de Smirna. 

Sob o império de Domiciano, foi desterrado para a Ilha de Patmos, de onde regressou para Éfeso durante o governo de Nerva, vindo a falecer no tempo de Trajano, com a idade de 100 anos aproximadamente.

Diz-se ainda, que os Templários celebravam suas festas mais importantes no dia de São João, e que a Maçonaria nada mais fez do que perpetuar um costume da ordem dos Templários. 

Na realidade, nada permite supor qualquer filiação entre a ordem dos Templários e a Maçonaria.

A alma da Maçonaria é a dedicação que os irmãos oferecem uns aos outros. 

O amor fraterno é a luz que ilumina a Loja, e por isto, São João passou a ser considerado o Patrono da Maçonaria. 

Evidentemente, sem o cunho vulgar que se imprimem aos santos, em busca de proteção vinda dos céus.

A Maçonaria foi bem inspirada ao dar esse nome às suas Lojas, em razão dos múltiplos sentidos que lhe podem ser atribuídos.

De onde vindes?

De uma Loja de São João J∴ e P∴

quinta-feira, 23 de junho de 2022

O CORDEL - BIBLIOGRAFIA E PESQUISA

Em 18.11.2021 o Respeitável Irmão Rafael Oliveira Vlnieska, Loja Giuseppe Garibaldi, 145, não menciona o nome do Rito, GLP (CMSB), Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

CORDEL - PESQUISA

Li seu artigo sobre o Cordel, gostei muito de sua explicação. Fiquei interessado também em aprender mais sobre as indagações do outro Irmão no chat.

Gostaria também se possível saber qual a bibliografia que o orientou nessa dissertação.

CONSIDERAÇÕES:

Caro Irmão, nesse contexto existem considerações e conclusões que estão dispersas pelos documentos antigos da Ordem e não estão prontos e colocados de maneira organizada em num livro.

Para maiores detalhes, nos meus trinta anos de pesquisa fui buscar deduções, no caso que envolvem a prática profissional e os seus objetos, estudando a Maçonaria de Ofício e as Constituições Góticas, as Antigas Obrigações, os Manuscritos dos Canteiros Medievais, todos elementos componentes da nossa ancestralidade.

Todo esse material de estudo tem que ser garimpado, principalmente nos
berços das corporações operativas anglo-saxônicas (Maçonaria Escocesa, Irlandesa e Inglesa), isso porque sob o ponto de vista histórico das velhas construções, eles são base.
Outras fontes importantes para esse estudo são as Associações Monásticas, as Confrarias Leigas (século X), as Guildas do século, XI XII e a Franco-Maçonaria. Do mesmo modo vale pesquisar “revelações” (obras espúrias) do século XVIII.

No tocante a autores, recomendo, dentre outros, consultar os autênticos Bernard E. Jones, Isac Fort Newton, Harry Carr, Knoop & Jones, José Castellani, Francisco de Assis Carvalho, Alex Horne, Paul Naudon, Alec Mellor, dentre outros.

Nesse sentido, destaco um livro de autoria do Irmão Ricardo R. Nascimento denominado Manuscrito Régius. Essa obra traz uma formidável bibliografia e comentários sobre nossos ancestrais construtores. É bom perscrutar os Registro da Casa de Edimburgo, Escócia, 1598/1600.

Assim, reitero que o Irmão não irá encontrar nada pronto. É preciso construir uma grade de pesquisa para se chegar às deduções satisfatórias. Outro aspecto é observar cuidadosamente os costumes regionais das guildas de ofício da Idade Média, sua cultura e a sua religiosidade.

Dos velhos objetos de trabalho, a exemplo do cordel (não confundir com Corda de 81 Nós), o mesmo tem sido de há muito um utensílio natural e unânime na arte das construções. Na verdade, não o cordel em si, mas a sua aplicação na 47ª Proposição de Euclides e os esquadrejamento dos cantos, fato que levou as propriedades do triângulo retângulo, de modo especulativo, chegar até Moderna Maçonaria, a despeito de que a Geometria seja uma ciência universal e não um apanágio da Sublime Instituição.

Ao encerrar recomento cautela com roteiros bibliográficos que muitas vezes não passam de meros frutos da pura imaginação de autores fantasiosos e descomprometidos com a verdade.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

OS INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO COMPANHEIRO

OS INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO COMPANHEIRO
Djalmir de Jesus Farias - Comp∴M∴

O trabalho é sobre as principais ferramentas de trabalho do grau de Comp∴M∴, que constitui-se inicialmente da Régua de 24 polegadas, Malho e Cinzel, Esquadro e Compasso, e Alavanca, ferramentas indispensáveis no burilar da Pedra Cúbica.

INTRODUÇÃO

A Maçonaria, a partir do Séc. XVIII torna-se oficialmente Especulativa, (modo de trabalho dos Pedreiros Livres de forma alegórica e simbólica), porém, para que chegasse a tal patamar, precisou de todo o empirismo, cientificismo e esoterismo (I), dos conhecimentos adquiridos na Antiguidade e Idade Média. Na antiguidade, temos o exemplo Clássico das grandes construções em pedra do Egito, da Grécia, Roma, e podemos ir muito mais além com os zigurates e a torre de Babel da Bíblia. Na primeira Idade Média, os construtores medievais, Free Masons, (Pedreiros Livres), trabalhavam diretamente com a madeira, já na alta Idade Média, a Pedra Bruta substituía definitivamente a madeira, que, certamente levou os modos de construção a modernizarem suas ferramentas de trabalho e aperfeiçoamento nas construções; é a chegada da arquitetura Gótica. O trabalho antes realizado nas guildas medievais, denominamos de Maçonaria Operativa.

AS FERRAMENTAS DO COMPANHEIRO:

Uma construção sem as suas devidas ferramentas não chegará a lugar algum, e, ferramentas sem manuseios corretos, não fará progresso nenhum. Os princípios básicos do Comp∴M∴ é o polimento da pedra Cúbica, o seu refinamento, sua lapidação.

Hoje a pedra bruta é o ser humano cheio de imperfeições, vícios impurezas e etc... Ao entrar na Maçonaria, o Neófito, recebe alegoricamente, duas ferramentas de trabalho para desbastar a sua Pedra Bruta: o Malho e o Cinzel, o Comp∴M∴ para poli-la, recebe: Régua de 24 polegadas, Malho e Cinzel, Esquadro e Compasso, e Alavanca. Percebe-se que a o Malho e o Cinzel continua nas ferramentas do Comp∴M∴, isso quer dizer que sempre teremos que desbastar a nossa Pedra Bruta, temos que está atento a qualquer aresta que apareça. Para um bom manuseio das ferramentas, é preciso conhecê-las e saber qual a finalidade de cada:
  • Régua de 24 Polegadas: A régua é um instrumento que serve para aferir pequenas medidas e para auxiliar no desenho de segmentos de reta. Na maçonaria simboliza as unidades de medidas e o aperfeiçoamento, simbolizando, cada polegada, uma hora do dia. A régua é o símbolo da Lei, da Ordem e da Inteligência, a determinar a direção e a regular a aplicação de vossos estudos.
  • Malho: martelo, normalmente composto com cabo de madeira e sua cabeça de madeira ou de aço, usado para golpear.
Segundo Lavagnini (2008, p. 97) “Precisamos querer antes de poder fazer, e também para fazer e poder fazer, sendo a Vontade a força primária da qual podem considerar-se derivadas todas as demais forças e, portanto, aquela que a todas pode dominar, atrair e dirigir.”
  • Cinzel: ferramenta de corte manual. 
De acordo com Lavgnini (2008, p. 97-98)

O propósito inteligente que deve dirigir a ação da vontade é o que representa precisamente o cinzel, como instrumento complementar do malho na Obra maçônica. Essa faculdade que determina a linha de ação de nosso potencial volitivo não é menos importante que isto, dado que de sua justa aplicação, iluminada pela Sabedoria que se manifesta como discernimento e visão ideal, dependem inteiramente a qualidade e bondade intrínsecas do resultado: uma formosa obra de arte sobre a qual se estabelecerá a admiração dos séculos, ou a obra tosca e mau formada que revela uma imaginação doente e um discernimento ainda rudimentar.”

Obs.: o cinzel tem algumas variações:

Buril: Trabalhos finos em metal, muito usado para abrir sulcos em matrizes tipográficas.

Formão: Trabalhos e entalhes em madeira Ponteiro:

Perfurar rocha, cimento ou concreto.

Punção: Furar ou marcar um ponto ou alguma inscrição em metal

Sovela: Perfurar couro, madeira ou tecidos animais.

Talhadeira: Cortar, esculpir ou gravar em rocha, cimento ou concreto.

Fonte: Wikipédia. Disponível em:
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinzel> acessado em: 19/03/2019 às 17:38h.
  • Esquadro: O Esquadro é um instrumento de desenho utilizado em obras civis e que também pode ser usado para fazer linhas retas verticais com precisão para 90°. Resulta da união da linha vertical com a linha horizontal. Simbolicamente demonstra retidão e também a ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que a conduta deve ser guiada pela linha reta. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter. Simboliza a moralidade, retidão e as coisas concretas. O Esquadro é a joia do Venerável Mestre.
Fonte: Wikipédia. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_ma %C3%A7%C3%B4nicos> acessado em: 19/03/2019 às 18:38h.
  • Compasso: O Compasso é um instrumento de desenho que faz arcos de circunferência e também para tomar e transferir medidas. Sob o ponto de vista intelectual, o Compasso simboliza o pensamento nos diversos círculos que percorre. O maior ou menor afastamento de suas pernas nos mostra as diversas modalidade do raciocínio, que, conforme as circunstâncias podem ser abundantes, precisas ou estreitas, sempre, porém, claras e positivas.

  • Alavanca: Na física, a alavanca é um objeto rígido que é usado com um ponto fixo apropriado (fulcro) para multiplicar a força mecânica que pode ser aplicada a um outro objeto (resistência). Isto é denominado também vantagem mecânica, e é um exemplo do princípio dos momentos. O princípio da força de alavanca pode também ser analisado usando as leis de Newton. Simbolicamente, a Alavanca, símbolo da força, serve para levantar os mais pesados fardos. Em moral, ela representa a firmeza da alma, a coragem inquebrantável do homem independente, bem como o poder invencível que desenvolve o amor da liberdade nos homens inteligentes. Sob ponto de vista intelectual, a Alavanca exprime a força do raciocínio, a segurança da lógica; é a imagem da Filosofia, cujos princípios invariáveis não permitem fantasia nem superstição.
"Dê-me uma alavanca que moverei o mundo".
(Arquimedes de Siracusa. 287 a.C. – 212 a.C.).

O individuo era iniciado como Aprendiz, ao fim do seu aprendizado tornava-se uma pessoa com um ofício, sendo recebido como Companheiro tinha mais respeito e prestígio, era o Aprendiz direto do Mestre e o seu auxiliar no ensino aos noviços Aprendizes, seu nome é sinônimo das suas competências, o Companheiro de ambos. Em uma longa e árdua jornada podia vim a se tornar um Mestre. Os Pedreiros Medievais, Pedreiros Livres (Free Masons), tinham acesso livre para ir e vir a cada condado ou reino que desejasse, era um passaporte com visto livre para os dias atuais, por isso sua denominação. Chegado o Aprendiz em um nível de domínio das ferramentas, com certo tempo de experiência, subiria de cargo, ao de Companheiro, este, já com uma notável experiência, domina uma maior quantidade de ferramentas, além do malho e o cinzel que o acompanha desde o seu aprendizado, sendo que, seu uso torna-se mais refinado, com seu melhor domínio, seu avental antes com a abeta levantada para se proteger no desbaste da Pedra Bruta, o Companheiro não necessita, pois foi instruído e aprendeu corretamente o domínio da ferramenta, trabalha no refinamento, deixando milimetricamente o retângulo das pedras em perfeição, para ser polida. Notamos que uma ferramenta necessita da outra, cada uma em sua especificidade,

REFERÊNCIAS

CAMINO, Rizzardo da. O Aprendizado Maçônico. São Paulo. Editora: Livraria Maçônica Paulo Fuchs, 2001.

FALCON, Francisco. RODRIGUES, Antônio Edmilson. A formação do mundo moderno: a construção do Ocidente dos séculos XIV ao XVIII. Rio de Janeiro: Editora: Campos, 2006.

LAVGNINI, Aldo. Manual do Companheiro Maçom: A Maçonaria Revelada. Porto Velho–RO, 2007.

LAVGNINI, Aldo. Manual do Aprendiz Maçom: A Maçonaria Revelada. Porto Velho – RO, 2008.

LE GOFF, Jacques. Os Intelectuais na Idade Média. Tradução: Marcos de Castro – 3a edição. Rio de Janeiro. Editora: José Olympio, 2010.

MACEDO, José Rivair. Movimentos Populares na Idade Média. São Paulo. Editora: Moderna, 2003.

PAIS, Marco Antônio de Oliveira. O Despertar da Europa: A Baixa Idade Média. São Paulo. Editora: Atual, 1992.

PAIS, Marco Antônio de Oliveira. A Formação da Europa: A Alta Idade Média. São Paulo. Editora: Atual, 1992.

RICHARDS, Jeffrey. Sexo, Desvio e Danação: As Minorias na Idade Média. Tradução: Marcos Antônio Esteves da Rocha e Renato Aguiar. Rio de Janeiro. Editora: Jorge Zahar, 1993.

SERGIPE, Grande Loja Maçônica do Estado de. Ritual de Companheiro: Rito Escocês Antigo e Aceito. Relevo Gráfica e Editora. Sergipe. 2012.


Wikipédia. Disponível em:
 <https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_ma%C3%A7%C3%B4nicos> acessado em: 19/03/2019 às 18:38h.

Disponível em: <http://www.lojamad.com.br/index.php/eventos/item/232-as-ferramentas-de- companheiro-e-as-cinco-viagens> acessado em: 19/02/2019 às 22:00h.

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

quarta-feira, 22 de junho de 2022

ORIENTAÇÕES MAÇÔNICAS SOBRE A HISTÓRIA DA LOJA DE MESA

(republicação)

Em 13/09/2017 o Respeitável Irmão Juvenal Cordeiro Barbosa, Loja Novo Tempo, 19, REAA, Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (COMAB), Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, pede respostas para as seguintes questões.

ORIENTAÇÕES MAÇÔNICAS SOBRE A HISTÓRIA DAS LOJAS DE MESA

Volto a solicitar do estimado irmão orientações, se possível for, conforme abaixo segue:

1 - A terminologia da Loja de Mesa, sua ritualística e as alegorias dos brindes tem relação direta ou indireta com os Cavaleiros Templários?

2 - O brinde maçônico é um costume antigo, porém, como e quando surgiu?

3 - Quando e como surgiram as primeiras Lojas Militares?

4 - Quem concedia Cartas Constitutivas as Lojas Militares?

CONSIDERAÇÕES:

Antes das considerações propriamente ditas se faz necessário primeiro compreender que a Maçonaria não teve sua origem nos Templários.

Isso tem sido até agora um erro crasso cometido por alguns articulistas que insistem em misturar a história dos Cavaleiros Templários com a Maçonaria.

Infelizmente essa confusão tem feito com que muitos maçons atualmente fiquem se imaginando protagonistas dos contos de “capa e espada”. Não há como confundir os side degree ingleses, ou Ordens de Aperfeiçoamento, que não raras vezes utiliza alegorias templárias, bem como outras, com a história acadêmica da Ordem.

Na realidade essa associação com os Templários quando literalmente existiu, não foi nada mais, nada menos do que uma relação estritamente profissional.

Enquanto os Templários passavam pelo auge da sua existência e poder, não raras vezes eles contratavam maçons operativos para trabalhar em edificações de castelos, fortalezas, abadias, etc., por eles idealizados.

Com o declínio da Ordem Templária, o que se deu pela condenação à morte nas fogueiras da Inquisição do seu Grão-Mestre Jacques De Molay, o que levou praticamente ao quase extermínio dos Templários, muitos dos seus membros, ao se refugiarem no norte da Inglaterra, acabariam se empregando, sobretudo pela experiência adquirida nas suas andanças pelo Oriente Médio, nas associações de ofício de profissionais da pedra calcária (Maçonaria de Ofício) do norte da Inglaterra. 

Assim, foi essa à integração que existiu entre as duas corporações, mas nunca ao ponto de se afirmar que a Maçonaria se originou dos Templários - qualquer afirmativa desse tipo é temerária e não tem nenhum compromisso com a verdade.

A despeito dessa integração é que pode ter existido alguma influência, mas não de origem, porém aquelas adquiridas pela longa convivência entre os dois grupos – uns pedreiros operativos e outros soldados sob o comando do rei. Uma, a Francomaçonaria, que se originou das corporações de ofício da Idade Média, atuava principalmente nas construções com a pedra calcária, a outra, a dos Cavaleiros Templários, composta por cavaleiros que, sob a tutela dos reis e senhores feudais tinham a missão principal de proteger os peregrinos cristãos que transitavam entre a Europa e o Oriente Médio.

Com o advento da Maçonaria Especulativa e, sobretudo o que ocorreu especialmente na Moderna Maçonaria, é que houve o aparecimento e a profusão dos ritos maçônicos, principalmente a partir do Século XVIII. Foi através deles e pelos seus sistemas culturais, doutrinários e litúrgicos que muitos costumes templários “especulativamente” acabariam sendo incorporados à Ordem Maçônica, entretanto Não se admite que esse seja um elemento que possa ser considerado como um embrião da origem da Maçonaria. A Moderna Maçonaria, eclética por natureza não acolhe especulações que possam lhe construir uma falsa origem.

Dados esses comentários, seguem os apontamentos relativos às suas questões.

Respostas:

1. No que diz respeito à Maçonaria, o termo Loja deve-se as associações religiosas do século XII denominadas Guildas. O nome “Guilt”, de origem teutônica, se deriva de um antigo título dado a um ágape religioso na antiga região da Escandinávia. Durante esse ágape desenvolvia-se uma cerimônia especial quando eram despejados três chavelhos (copos de chifre) cheios de cerveja, cujos quais se destinavam, um a homenagear os deuses, outro pelos antigos heróis e o último a homenagear os parentes e os amigos mortos. Ao final da cerimônia, todos se comprometiam a defender uns aos outros, como irmãos e se socorrerem mutuamente nas oportunidades que se fizessem necessárias. 
As Guildas se caracterizavam por três finalidades: atuação nos direitos sociais, auxílio mútuo e reuniões em banquetes.

Na Maçonaria essa pode ser considerada como a certidão de nascimento das suas Lojas de Mesa.

A sua ritualística e os seus costumes foram adquiridos conforme evoluíam as Lojas Operativas e posteriormente as Especulativas.

Sob o ponto de vista da tradição, a liturgia da Loja de Mesa está intimamente ligada aos períodos solsticiais (Lojas de São João) e em alguns casos também nas datas equinociais, já que os ciclos naturais (estações do ano) coordenavam e coadunavam os trabalhos dos canteiros medievais. Assim, o comum é que as Lojas de Mesa sejam apenas realizadas nesses períodos e não aleatoriamente como se faz hoje em dia em algumas Lojas.
Ainda no que diz respeito à sua ritualística, muito dela se desenvolveu nas tabernas dos maçons antigos, sobretudo em um período que ainda não existiam templos e era comum que eles se reunissem nos adros das igrejas e nas tabernas. Há registros desde o século XVI.

Outro aspecto é o relativo à dialética utilizada com as quais se fazem os brindes nas saúdes de obrigação, das quais muitos são substantivos relativos ao ofício militar, isso porque as chamadas Lojas Maçônicas Militares, formadas principalmente a partir da expansão dos domínios da coroa inglesa, sem dúvida também muito influenciaram, principalmente nas práticas relativas aos “fogos maçônicos” realizados nas Lojas de Mesa. Por exemplo: Fogo! Alinhar os canhões! Armas em frente! Alfanje na mão! Pólvora forte, pólvora fraca, etc.

Já em relação à arte de construir e o ágape em Loja de Mesa, as denominações vão relacionadas aos materiais e utensílios de trabalho utilizados no ofício. Exemplo: pá, picareta, telha grande, telhas, bandeja grande, materiais, demolir os materiais, barrica, areia branca, etc.

Como se pode notar nada das terminologias e substantivos proferidos tem a ver com a Ordem dos Cavaleiros Templários.

2. Em síntese, isso já foi respondido, todavia reforçando, os brindes maçônicos em Loja de mesa são feitos principalmente nas datas solsticiais. 

Já como costume antigo veja o que foi mencionado no item 1 em relação às Guildas e os três primeiros brindes. 

O formato atual das saúdes de obrigação se deu por primeiro no XVII na Escócia e na Inglaterra nas Lojas das tabernas dos maçons antigos. Por segundo o formato sofreu grande influência das Lojas Maçônicas Militares, principalmente aquelas que se espalharam pelas colônias inglesas no Século XVIII.

3. No século XVIII, aproximadamente em 1732 devido à expansão do colonialismo inglês surgiam, acompanhando esse desenvolvimento, corporações maçônicas especulativas ligadas às forças armadas britânicas. Essas Lojas itinerantes muitas vezes se reuniam sob a presidência de um Mestre da Loja que era o mesmo comandante do regimento. Essas Lojas, também conhecidas como Lojas de Campo reuniam oficiais das mais elevadas patentes, bem como os seus subalternos. 

Devido ao seu regime militar, essas Lojas Maçônicas ao se reunirem em Loja de Mesa acabariam trazendo consigo costumes hauridos da disciplina militar. É daí que muitas exclamações e ordens de comando passaram também a fazer parte da liturgia maçônica em banquetes ritualísticos.

4. Desde a inauguração do primeiro sistema obediencial criado pela Primeira Grande Loja em Londres no ano de 1717, até a sua união com os Antigos de 1751 no que resultaria na Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813, a Grande Loja era a responsável pela carta constitutiva das Lojas Maçônicas Militares. Entretanto, antes da união entre os Antigos e os Modernos, a concessão das Cartas ficava apenas a cargo da Primeira Grande Loja – aquela ligada à coroa britânica.

A título de ilustração, segundo alguns autores, a primeira Loja Maçônica Militar que existiu nas Forças Armadas Britânicas foi a First Foot em 1732, cuja qual seria mais tarde a Royal Scots Lodge. Em 1734 já havia cinco Lojas como essa e, em 1755 elas já eram em número de 29.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

AUMENTO DE SALÁRIOS

É a promoção de grau concedida aos irmãos, por antiguidade, serviços e talentos. A jurisprudência normalmente observada nesse caso é a seguinte: As promoções do grau de Aprendiz ao de Companheiro e deste ao de Mestre, devem ser justificadas por:
  • Uma conduta irrepreensível, tanto no mundo maçônico como no profano.
  • Instrução completa do grau em que se acha.
  • Idade maçônica necessária.
  • Haver completado o tempo mínimo exigido no seu grau atual.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS ATUAIS INIMIGOS DA MAÇONARIA…

OS ATUAIS INIMIGOS DA MAÇONARIA…

Antes, há muito tempo, todos os Maçons se precaviam e se protegiam contra inimigos externos.

O Clero, governos extremistas e outras forças ameaçavam, constantemente, a sobrevivência da Instituição, perseguindo, prendendo e julgando os maçons como criminosos.

Estes tempos já passaram, o que não quer dizer que não poderão voltar.

A inquisição dorme apenas, daí a necessidade de permanente vigilância.

Se analisarmos, com isenção, o quadro atual, aceitaremos sem reservas que os maiores inimigos da Maçonaria, hoje, são os próprios Maçons.

Mal selecionados, não convictos e não vigilantes, legam perigo constante à nossa Ordem.

A falta de instrução e de estudos maçônicos, portanto, o desconhecimento de nossa Filosofia, dificultam ou até mesmo impedem, a reforma íntima de cada um, prevalecendo “vícios” como vaidade, orgulho, arrogância e tantos outros.

A indisciplina tem causado sérios problemas em Loja.

Alguns Irmãos se dão ao luxo de ignorar Leis e Regimentos Internos.

A omissão, a conivência e a tolerância excessiva têm feito da Moral um código adaptável ao momento, às circunstâncias e às conveniências de cada um.

Há a necessidade de uma conscientização intensa e geral.

Entramos para a Ordem por vontade própria. Não fomos obrigados a nenhum juramento.

Quando o fizemos não foi sem antes nos oferecerem inúmeras oportunidade de recuo.

Ainda há tempo para uma atitude menos indigna: se nos sentirmos decepcionados, desiludidos ou desapontados afastemo-nos da Maçonaria com a mesma espontaneidade com que entramos.

Se, decididos a continuar, lembremo-nos de todas as nossas obrigações, especialmente a de cumprir e fazer cumprir a obrigação jurada.

Convençamo-nos, somos os atuais inimigos da Maçonaria.

Reformemo-nos, eliminando em nós próprios muitos dos inimigos internos da nossa Instituição e, assim, estaremos combatendo, natural e intensamente, os inimigos externos..

Lembremos e pratiquemos todos os nossos deveres maçônicos.

Afastem-se os derrotistas, os omissos e os acomodados.


LUTEMOS, TODOS, POR UMA MAÇONARIA DE MAÇONS!!!

(Extraído do livro “Maçonaria, uma Esperança”, de Armando Righetto)

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2022

CIRCULAÇÃO POR TRÁS DO TRONO

Em 20.11.2021 o Respeitável Irmão André Corado, Loja Mahata Gandhi, 90, GLMERJ, sem mencionar o Rito e Obediência, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

POR TRÁS DO TRONO

Eu gostaria de saber o significado de alguns Ritos principalmente no Adonhiramita por que passar por trás do trono de Salomão?

Ou se essa pratica foi extinta?

CONSIDERAÇÕES:

São práticas distintas por ritos. No caso do REAA, por exemplo, isso não existe.

No caso do Rito Adonhiramita, existe esse tipo de circulação que, embora não seja original, acabou consagrado no Rito para atender um deslocamento em forma de “8” que é, segundo alguns ocultistas, o símbolo do infinito.

Graças a isso, durante alguns deslocamentos em Loja, existe um espaço para passagem por trás do trono para compor essa figura em forma de “oito” que se expressa nas perambulações do Oriente ao Ocidente, ou vice-versa.

Reitero que essa prática não existe no escocesismo, muito embora alguns rituais deturpados até nele trouxessem essa prática, porém isso, em se tratando do REAA, nunca passou de um enxerto.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SOLSTÍCIO DE INVERNO

SOLSTÍCIO DE INVERNO
Pesquisa realizada pela Biblioteca Mário Behring – GLMMG

Para todos os efeitos, o Solstício de Inverno marca a noite longa do ano. É o apogeu do inverno, o ponto culminante da escuridão e do frio que afasta a vida.

Como todo apogeu, marca também o início da decadência.

Se este é o apogeu da sombra, ela agora entra em decadência, e temos então o retorno da luz.

Gradualmente, a noite começa a encolher, começa a durar menos, até que, no Solstício de Verão, os papéis se invertam na eterna gangorra que determina o equilíbrio da natureza.

Vivendo no Hemisfério Sul, onde as estações do ano são invertidas com relação ao Norte, estamos atravessando agora em junho os últimos momentos do outono – a estação da colheita – que nos leva ao inverno.

Afinal, é um período que marca um ciclo da Terra Viva e de sua relação com o Sol – independente da religião adotada, um Solstício de Inverno é sempre um Solstício de Inverno…

Mas quais são os significados deste momento?

As culturas europeias do neolítico atribuíam grande importância a este período, como atestam as muitas construções megalíticas a ele relacionadas.

Dentre estas, a mais conhecida é Stonehenge – um verdadeiro computador para calculo de solstícios e equinócios. Mas seguramente a mais impressionante é Brú na Bóinne, na Irlanda – também conhecida como Newgrange.

Essa enorme estrutura, erguida pelos habitantes da Irlanda neolítica há mais de 4500 anos, é uma obra prima da engenharia pré-histórica. Trata-se de um monte artificial erguido sobre uma câmara em forma de cruz que penetra mais de 24 metros no interior do monte. Lá dentro, escuridão total e silêncio. A não ser durante três dias por ano: o Solstício de Inverno e os dias imediatamente antes e depois dele.

Atualmente, com o auxílio de computadores e cálculos de precisão, é possível determinar com exatidão o ponto exato no horizonte oriental em que o Sol nasce num determinado dia, mas naquela época, em 2500 a.C., seriam necessários muitos anos de observação e conhecimento da movimentação da Terra e dos astros para definir com precisão esse momento celeste.

Isto por si só já mostra claramente que o Solstício de Inverno é uma data importante para a humanidade desde há muito tempo.

Mas tem mais: nenhum povo dedicaria tanto esforço físico e mental para construir tamanha estrutura se não fosse por um motivo muito forte.

Mas qual seria este motivo?

As pesquisas arqueológicas indicam que, no interior da câmara subterrânea de Newgrange, eram depositados os corpos e as cinzas dos mortos daquela cultura ancestral. Permaneciam, intocados, durante a escuridão que ali reinava durante praticamente todo o ano.

MaS nos três dias próximos ao Solstício de Inverno, um milagre: entram na câmara os primeiros raios do sol nascente, o Novo Sol que voltará a crescer depois do inverno, trazendo consigo a certeza de que, após o frio invernal, sem dúvida virá o brilho e o colorido da Primavera e da vida que renasce.

Pois esse é o tema de Brú na Bóinne.

A entrada dos raios solares somente no Solstício de Inverno – o Novo Sol – ilumina todo o interior da câmara interna, num espetáculo disputado a peso de ouro pelos neo-pagãos da Europa e de todo o mundo.

Só quem já entrou em Brú na Bóinne é capaz de descrever o maravilhamento causado por esse fenômeno. Ao iluminar o interior da câmara, os raios de sol – um verdadeiro falo celeste – penetram no útero da Terra, onde as cinzas dos mortos haviam sido depositadas, fecundando-as novamente, e assim garantindo a continuidade da vida após a morte.

Esse é o tema do Solstício de Inverno: a união do Sol (masculino) com a Terra (feminino) é o milagre do renascimento e a preservação da vida.

É essa união em equilíbrio que traz a certeza de que a Primavera retornará, e com ela a alegria, a fertilidade e o amor da Terra e de suas criaturas.

Desenvolvendo seus mitos através dos tempos, a humanidade sempre fez o Solstício de Inverno o momento de nascimento de deuses e heróis: Arthur, Dionísio, Mithra, Átis, Osíris, entre outros.

Nós que vivemos no Hemisfério Sul, no paraíso de Hi-Brasil, temos o privilégio de viver junto a uma natureza mais amena e menos hostil do que na Europa. Por aqui, é bom que se diga, o deus sol nunca morre, nem mesmo no Solstício de Inverno.Mas com certeza nós sentimos nesse período que algo está mudando – a natureza, em sua imutável (posto que é eterna) transformação, dá prosseguimento à sua ciclicidade.

Podemos sorrir felizes, pois nossos invernos são mais brandos do que os dos outros; e sorrimos ainda mais com a certeza de que, a partir de 13h38 do dia 21 de junho, o retorno do Sol nos trará de volta a alegria da Primavera em setembro.

Essa certeza nos ajuda – como ajudava os povos da Antiguidade – a suportar os rigores do inverno que se anuncia, enchendo-nos de esperança e de energia para aguardar a próxima estação.

É simples assim…E é por ser simples que é belo.

Para a Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, em especial, a celebração desse Solstício marca mais um ciclo na administração, oportunidade em que o novo Grão-Mestre e seus Grandes Vigilantes tomam posse. É o momento em que as Lojas e Irmãos se unem no compromisso institucional de se fazerem presentes, lembrando que a Sublime Ordem é formada por todos nós e que ninguém faz nada sozinho. O trabalho vindouro é árduo, mas exequível, sendo de suma importância nossa participação nos projetos como formadores de opinião e construtores sociais.

Que como o Sol, que a partir de agora se fará mais presente, tenhamos o mesmo vigor em expressarmos o nosso de “De Pé e a Ordem”.

Bom Solstício de Inverno, e que a Roda jamais pare de girar.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 20 de junho de 2022

QUAL O CORRETO - BOAZ OU BOOZ?

Em 17.11.2021 o Respeitável Irmão João Cesar Monteiro dos Santos, Loja Colunas em Progresso, 2.618, REAA, GOB-SP, Oriente de Guaratinguetá, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

BOOZ ou BOAZ

Face a discussão que ora se opera em minha Loja, solicito esclarecimento para o correto uso de BOAZ ou BOOZ.

COMENTÁRIOS:

Já escrevi bastante a respeito. Apontamentos sobre podem ser encontrados no meu blog http://pedro-juk.blogspot.com.br

Em um breve comentário, destaco aqui que a explicação mais aceita é a de que a palavra correta é BOAZ, pois etimologicamente, na língua hebraica BOOZ (com vogais dobradas) não existe. Basicamente parece que este foi um erro haurido da versão bíblica latina (a Vulgata) onde o tradutor, São Jerônimo equivocadamente trocou a grafia BOAZ por BOOZ, o que resultou numa corruptela linguística.

A outra versão bíblica, a Septuaginta, que fora traduzida do hebraico para o grego na intenção de atender aos judeus helenistas, traz a palavra certa, BOAZ.

É muito provável que essa corrupção linguística tenha sido adotada na Maçonaria Brasileira devido a utilização da Vulgata, versão bíblica latina.

Na Vulgata a corruptela linguística BOOZ fora mantida, segundo a Igreja, em respeito ao tradutor São Jerônimo. Como a Maçonaria Brasileira é filha espiritual da França, portanto latina, o equívoco acabou se consagrando devido à utilização da Vulgata, sobretudo naqueles ritos que nasceram em solo francês.

Nos países de língua anglo-saxônica, contudo, a versão bíblica utilizada tem sido geralmente a versão “Dos Setenta”, ou “Septuaginta”. Graças a isso é que a vertente anglo-saxônica de Maçonaria utiliza a palavra original, ou seja, BOAZ, como é o caso do Craft, por exemplo.

Por fim, vale mencionar que em se tratando da Maçonaria Brasileira, muitos rituais trazem apenas a letra inicial B∴, nesse caso a utilização correta da palavra depende ainda dos costumes e das instruções, o que acaba trazendo muitas vezes a duplicidade de aceitação.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O CHAPÉU NA MAÇONARIA

Qual a origem do chapéu na maçonaria, usado pelo Venerável Mestre nas reuniões de Aprendiz e Companheiro e por todos os Mestres nas reuniões de Mestre Maçom?

Uma das obras de José Castellani declara que herdamos o chapéu preto dos judeus ortodoxos, e que o chapéu em Loja é a “coroa maçônica”, influência da realeza européia, usada pelo Venerável como símbolo de sua posição de liderança.

Afinal de contas, herdamos dos judeus ou dos reis europeus? E os judeus ortodoxos, usam o chapéu preto porque se consideram reis? Não há como misturar uma coisa com a outra, chapéu de judeu com coroa de europeu. Mas Castellani e muitos outros irmãos tentaram.

Se herdamos o chapéu dos judeus ortodoxos, será que não deveríamos adotar também a circuncisão? Ou talvez as tranças nas orelhas e a barba longa?

Na verdade, o uso do chapéu na Maçonaria é praticamente inverso ao uso do chapéu pelos judeus! Os judeus utilizam o chapéu obrigatoriamente durante as orações e cerimônias religiosas, em sinal de temor a Deus. Já o maçom utiliza durante toda a reunião e retira o chapéu exatamente nos momentos de orações, em sinal de respeito! Dessa forma, fica claro que o uso do chapéu pelos maçons não tem nenhuma relação com o uso do chapéu pelos judeus ortodoxos, como pensava Castellani. 

Já a teoria do chapéu ser um símbolo da “coroa maçônica”, influenciada pelo símbolo de liderança que distingue o rei dos demais, seria mais plausível, afinal de contas, o Venerável Mestre representa o Rei Salomão, não é mesmo? Porém, porque o Venerável não utilizaria uma verdadeira coroa em Loja? Uma coroa de louros, ou flores, ou de metal? Porque seria um chapéu preto de abas caídas (REAA) ou mesmo uma cartola (Rito de York)? E por que todos os Mestres usariam em reuniões de Mestre, se o representante do rei Salomão é apenas o Venerável?

Na Grécia Antiga o chapéu era símbolo de sabedoria e liberdade. O famoso escritor maçom Oliver comenta sobre o mesmo significado para os romanos, tendo sobrevivido na maçonaria desde as Guildas Romanas. Sua relação com a sabedoria permaneceu na Idade Média, como os chapéus dos magos denunciavam, os quais foram adaptados para cartolas pelos mágicos. O chapéu representa proteção. Se na prática o chapéu protege a cabeça do dono contra o sol, simbolicamente, o chapéu é como um elmo que confirma e protege a sabedoria que se encontra na cabeça do Venerável Mestre. Assim sendo, o chapéu do Venerável Mestre pode realmente ser interpretado como uma coroa representativa de sua autoridade. Porém, uma autoridade com base na Sabedoria, assim como a de Salomão. E é por serem detentores da sabedoria maçônica que todos os Mestres utilizam o chapéu nos ritos originados na França.

O costume do uso de chapéu pelo Venerável Mestre era um costume na maçonaria inglesa até a fusão que originou a Grande Loja Unida da Inglaterra. Após a fusão, os antigos costumes foram “reformulados” para agradar ambas as partes, e a tradição do chapéu simplesmente foi descartada. O único ritual na Inglaterra que mantém o uso do chapéu pelo Venerável Mestre é o Bristol. Mas por uma ironia do destino, essa tradição permaneceu viva nos EUA. E os ritos de origem francesa também mantiveram esse antigo costume, tão presente no Brasil.

Fonte: JBNews - informativo nº 0176 - 19/02/2011

domingo, 19 de junho de 2022

ALFAIAS DO SUBSTITUTO

ALFAIAS DO SUBSTITUTO
(republicação)

Em 13/09/2017 o Respeitável Irmão Afonso Barros Machado, Loja União Fraternal nº 12, REAA, GLMMG, sem mencionar o nome do Oriente, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento.

Recorro à sabedoria do Irmão no intuito de dirimir uma polêmica surgida quando de uma discussão sobre procedimentos ritualísticos do REAA.

O Primeiro Vigilante ao substituir, provisoriamente, o Venerável Mestre, numa determinada reunião da Loja, porta a sua Alfaia ou a do Venerável Mestre?

Partindo do entendimento de que o Avental indica o Grau e a Alfaia o Cargo, como ficaríamos diante dessa situação? Por quê?

CONSIDERAÇÕES:

Porque a substituição não é definitiva, mas precária. Assim num caso da ausência do titular, assume para dirigir os trabalhos naquela oportunidade o Primeiro Vigilante que usará apenas a joia correspondente ao cargo de Venerável. Não se muda o avental.

Na realidade o avental do Venerável Mestre não indica nenhum grau, mas sim uma distinção pelo cargo. Um Venerável Mestre é sempre um Mestre Maçom que foi instalado para dirigir os trabalhos. Em síntese, Mestre Instalado não é grau, mas um título honorífico.

Substituições precárias cumprem apenas o preenchimento extraordinário de um cargo, bastando para tal identifica-lo pela respectiva joia distintiva. O Primeiro Vigilante como substituto imediato usa o seu próprio avental.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA

PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA
Autor: José Valdeci de Souza Martins[i]

A definição de TOLERÂNCIA no Novo Dicionário Aurélio é em parte como segue "... subst. 1. Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. 2. Diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão."

Neste meu artigo maçônico, não se trata de discutir a tolerância como tal, já que a tolerância é um pequeno desvio do padrão por definição.

Em uma solene sessão ritualística maçônica, nunca me esqueci das sabias palavras do Irmão Jordão Abreu da Silva Junior Grão Mestre da Mui Respeitável Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul – GLEMS - sobre o tema acima nominado: "A Tolerância tem como limite a estupidez". Afinal, nesta Sessão Ritualística, os que participaram, com certeza tiveram uma reflexão do seu quê de enriquecedor.

Sem duvidas alguma a ausência da TOLERANCIA, tem sido um dos motivos que tem posto os homens a aderir mais ao brilho dos estopins dos canhões e do deflagrar das munições do que o brilho do olho do próximo. Às vezes, como uma só palavra derrubamos todo um edifício, assim como nos ensina o Livro da Lei em Tiago - a intolerância vem do agir impensável da língua.

Tolerância, estas dez letras está em falta no mundo. Desde pequenos somos ensinados a vê sô uma verdade ninguém nos ensina a ouvir e meditar sobre o que outras pessoas pensam. Se todos fizéssemos nossa "MORAL DA HISTÓRIA", o Mundo seria mais FRATERNO e os Homens mais TOLERANTES.

Tolerância é respeito, aceitação é o apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. Portanto, a tolerância é sinal de que se está aberto às novidades. Boas ou ruins.

Diria até, que as novidades desagradáveis são enriquecedoras se encaradas sem paixão.

Com a tolerância, devemos ter a seguinte diferenciação entre “o remédio e o veneno” e chegarmos à conclusão que a diferença é a dose. Creio que o mesmo se aplica a tolerância, na dose certa é uma boa virtude para se chegar onde se quer inclusive em todos os caminhos que queremos percorrer, onde aliada a atitude produz o equilíbrio. Quanto às mudanças, nada irá reprimi-las, pois a mudança tem força própria e nunca se pode deter. O dinamismo é sempre maravilhoso e com certeza as novas implementações acontecerão e trarão oportunidades e amadurecimento onde quer que estejamos, assim, a resistência inicial será sempre superada.

Infelizmente, ninguém tolera esse tipo de acontecimento por princípio. A maioria foi educada para ignorar o acontecimento momentâneo (quando algo pode ser feito) e depois, quando o mesmo é colocado no imaginário geral, surge à culpa que precisa ser descarregada com seus devidos custos e conseqüências.

Não quero com isso dizer que os desvios (tolerância) não sejam relevantes, mas devemos ter em mente, que só o tempo achará preceitos para se discutir um tema tão relevante.

Talvez, a reedificação da tolerância se dê devido à enorme dificuldade que a maioria de nós tem de vislumbrar o cultural como algo contingente e extremamente moldado historicamente. Ao esquecer esse “pequeno detalhe” passa-se a tolerar certos “eventos” sociais por se crer que não há maneira deles serem diferentes, tolera-se então… os resultados por vezes podem ser positivos ou negativos!

[i] Valdeci Martins-M∴ M∴, Membro da ARLS Ordem e Progresso nº 25 – GLEMS

Fonte: http://filhosdehiran.blogspot.com

sábado, 18 de junho de 2022

TÍBIAS OU FÊMURES - EMBLEMA DA CÂMARA DO MEIO

TÍBIA OU FÊMUR
(republicação)

Em 12/09/2017 o Respeitável Irmão Rodrigo Torres, Loja Reinaldo Alioti, 4.463, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

Entrei em contato para tirar uma dúvida com você pelo Facebook e você pediu para mandar a dúvida pelo e-mail. Então vamos lá:

Cheguei a encontrar, em trabalhos diferentes, Irmãos afirmando que, no conjunto crânio e ossos cruzados, os ossos são fêmures e não tíbias.

COMENTÁRIOS:

O mais comum como símbolo maçônico são duas tíbias cruzadas tendo logo acima delas um crânio cujos quais formam um dos emblemas da mortalidade – “do pó vieste e ao pó voltarás”. É o alerta para o destino final de todos os homens. 

Em Maçonaria, embora ele até se apresente na Câmara de Reflexão dos ritos que a possuem, o mesmo é emblema mais comumente usado na Câmara do Meio (Loja de Mestre), já que ela, mormente dentre outros significados, também representa o luto pela última fase da transição humana – a Meia-Noite, ou o final da vida terrena. 

Como aspecto iniciático esse emblema esotericamente lembra também o Inverno e a morte do Sol, época em que a Terra dele fica viúva (a morte de H⸫).

Símbolo da consternação, sua composição mais comum é ter duas “tíbias”, entretanto, nesse sentido não existe nenhuma diferença se em lugar delas aparecerem dois “fêmures”. Em qualquer caso, ambos simbolizam a morte.

Na realidade, iniciaticamente o que o envolve a liturgia do Terceiro Grau é a sua mensagem como símbolo e, nesse caso, um ou outro ensejam o mesmo significado. Em síntese, sem a necessidade de dourar a pílula, tanto faz. Podem ser tíbias, ou fêmures.

Os que defendem o contrário, que então apresentem suas justificativas plausíveis.

Outros comentários a respeito, prudentemente ficam velados, pois é conhecida a presença dos “puristas de plantão”. Estes, na realidade e com raríssimas exceções pouco ou quase nada entendem do assunto, entretanto mesmo assim eles não pouparão críticas em nome de um segredo que nem mesmo eles sabem onde encontra-lo. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE WINSTON CHURCHILL

WINSTON LEONARD SPENCER CHURCHILL (Woodstock, 30 de novembro de 1874 — Londres, 24 de janeiro de 1965). político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. Ele é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Depois de 1912 desligou-se da Maçonaria devido a sua atividade política que lhe tomava todo o tempo.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 24 de maio de 1901 (Sexta-feira)

Loja: United Studholm Alliance nº 1591, Londres, Inglaterra.

Idade: 27 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 90 anos de idade, vitima de trombose cerebral.

Elevação: 19 de junho de 1901, na Loja Rosemary nº 2851, Londres.

Exaltação: 23 de maio de 1902, na Loja Rosemary nº 2851, Londres.

Fonte: famososmacons.blogspot.com