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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 5 de novembro de 2023

APRENDIZES E COMPANHEIROS NO ORIENTE

 Ir∴Arthur Aveline - MI
ARLS Acácia Porto-Alegrense 3612
GOB-RS
Or∴ de Porto Alegre - RS

O fato de nossos Rituais e Regulamentos não vedarem, expressamente, o acesso de Aprendizes e Companheiros ao Oriente, leva-nos ao inevitável questionamento do porquê desta proibição.

Podemos encontrar resposta a esse questionamento em princípios jurídicos profanos. A lei, no mundo profano e na Maçonaria, não é a única fonte de direito. A questão das fontes do direito positivo constitui o problema crucial de toda reflexão jurídica. É o ponto central da Filosofia do Direito. Lembro-me ainda do meu professor de Filosofia do Direito dizendo que procurar a fonte de uma regra jurídica significa investigar o ponto em que ela saiu das profundezas da vida social para aparecer na superfície do direito. Como sabemos, as fontes formais do direito são, tradicionalmente, a legislação, o costume (usos e costumes), a jurisprudência e a doutrina. O costume, em sentido jurídico, seria uma repetição constante de determinados comportamentos na vida de uma comunidade, acompanhada da convicção de sua necessidade, a ponto de poderem os interessados exigir o respeito a esse comportamento, em caso de transgressão. Esses conceitos, sem dúvida alguma, podem ser perfeitamente adaptados à nossa Instituição, sempre acompanhados da necessária advertência a respeito da aplicação indiscriminada dos chamados “usos e costumes” como forma de explicar ou justificar práticas não-maçônicas, importadas de Ordens Místicas e utilizadas em nossos Templos e Cerimônias.

Mostra-se necessário, antes de tudo, diferenciar "acesso ao Oriente" de "assento ao Oriente". Somente têm assento no Oriente o Venerável Mestre, os Irmãos Mestres com cargo e os Ex-Veneráveis. Já o acesso ao Oriente é viabilizado somente aos Iir.·. Mestre de Cerimônias e Mestre Hospitaleiro, no exercício de suas funções e aos Iir.·. Mestres, acompanhados do Irmão Mestre de Cerimônias, para receber diretamente do VM algum cartão, comenda ou homenagem. Se a homenagem for dirigida a um Irmão Aprendiz ou Companheiro, quem deve fazer a entrega é o respectivo Vigilante.

Com base em nossos antigos usos e costumes, Aprendizes e Companheiros só podem circular em Loja guiados e levados pelo  Mestre de Cerimônias, ou seja, sempre que se movimentarem dentro de Loja, devem seguir os passos do Irmão Mestre de Cerimônias. Os Mestres, por possuírem a chamada plenitude maçônica (ao atingir o terceiro grau o maçom torna-se Mestre, e passa a possuir a iniciação integral) e por já poderem, esotericamente falando, caminhar por suas próprias pernas, se deslocam à frente do Mestre de Cerimônias.

O Aprendiz, simbolicamente, não sabe ler nem escrever. Em alguns ritos, Aprendizes e Companheiros sequer tem livre uso da palavra em Loja, a não ser para pequenas comunicações à Loja e pedidos de aumento de salário. No rito Adhoniramita, por exemplo, o anúncio da palavra a bem da Ordem em geral e do Quadro em particular pelo Ven.·. Mestre se dá da seguinte forma:

-O- DDignis∴1° e 2° VVig∴, anuncio diretamente aos OObr.'. que ornam as vossas respectivas CCol∴,assim como faço no Or∴, que a pal∴ a bem da Ord∴ em Geral∴ e do quadr∴ em Partic∴ é franca aos MMestr∴ MMaç∴ que dela queiram fazer uso.

O Ritual do Rito de Emulação (York) da GLMERGS a respeito dos Levantamentos (a palavra), determina que a circulação da palavra em uma Sessão Maçônica destina-se à realização pelos Oobr∴ de pequenas comunicações à Loja e ao VM e para apresentação de trabalhos ou assuntos a bem da Ordem em geral e do Quadro em Particular. Segundo o Ritual, o VM se levanta três vezes para saber se há algo a ser proposto para o bem da Franco-Maçonaria em geral ou do quadro em particular. Na primeira vez, de acordo com o ritual, fazem uso da palavra os IIr∴ MM∴MM∴, inclusive os PP∴ MM∴ que estejam fora do Oriente, com exceção dos VVig∴; no segundo Levantamento fazem uso da palavra os IIr∴ VVig∴, que falam sentados. No terceiro e último levantamento os PP∴ MM∴ com assento no Oriente e posteriormente o VM, que é o último a usar da palavra antes do encerramento dos trabalhos. De acordo com o ritual, AApr∴ e CComp∴ não têm direito ao uso da palavra.

Se o uso da palavra pelos Aprendizes e Companheiros é permitido em alguns ritos e vedado em outros, o acesso ao Oriente, independentemente de rito é proibido aos graus 1 e 2, isso porque em todos os ritos, sem exceção, há a divisão do Templo nos pontos cardeais, apesar de, em alguns ritos não haver uma barreira física dividindo o Ocidente do Oriente.

Importante referir que, a princípio, Aprendizes e Companheiros não devem exercer cargos, pois estão no início de sua carreira iniciática, onde os esforços devem ser dirigidos ao aprendizado, a fim de que, no futuro, venham a se tornar Mestres capazes de cumprir com eficiência a fundamental tarefa da instrução. Evidente que exceções podem ser feitas no caso de faltarem Mestres para compor todos os cargos e essas ocasiões devem ser aproveitadas como uma oportunidade única de aprendizado, sempre observando que os cargos com assento no Oriente, os Vigilantes, o Mestre de Cerimônias e Hospitaleiro, assim como o Guarda do Templo, devem ser exercidos por Mestres Maçons. É forçoso que o cobridor (seja ele externo ou interno) seja obrigatoriamente um Mestre, pois como poderia identificar os visitantes, ou mesmo portar uma espada que, não pode ser entregue a um Aprendiz, já que há um momento adequado em que isto ocorre pela primeira vez. No REAA, o cargo de 1o Diácono deve, preferencialmente, ser exercido por um Mestre Maçom, uma vez que a função ritualística deste Oficial é transmitir as ordens do Venerável Mestre ao Irmão 1o Vigilante e aos dignitários e oficiais. Se por imperiosa necessidade esse cargo forcexercido por um irmão Aprendiz ou Companheiro, o Venerável Mestre,cna abertura e encerramento da Loja, deve se deslocar ao Ocidente paractransmitir a Palavra Sagrada, em face do impedimento de acesso aocOriente por Aprendizes e Companheiros.

O argumento de que o neófito tem acesso ao Oriente quando da Iniciação não é significativo, uma vez que está vendado e é guiado pelo Irmão Experto, sem saber sequer onde está, assim como não conhece, naquele momento, o significado de sua presença no Oriente.

O Irmão José Castellani esclarece o porquê do impedimento de acesso ao Oriente pelos Aapr∴ e Ccomp∴, à luz do Simbolismo maçônico:

“Os Aprendizes e Companheiros não podem ter acesso ao Oriente, pois ali é o fim da caminhada iniciática. O caminho de um iniciado na Ordem Maçônica vai das trevas do Ocidente à Luz do Oriente, onde nasce e brilha o Sol; nesse caminho ele passa pelo Norte, a parte menos iluminada (depois do Ocidente), como Aprendiz, e pelo Sul, mais iluminado, como Companheiro (isso vale para o Hemisfério Norte, todavia, para efeito de padronização e para não implicar inversão das Colunas do Norte e do Sul, é conservado para o Hemisfério Sul, embora errado, geograficamente).

Somente ao atingir o Grau de Mestre é que o maçom cumpriu sua trajetória, podendo beneficiar-se da plenitude da Luz no Oriente. Assim, o Aprendiz não pode abandonar a sua Coluna, nem ir para a Coluna dos Companheiros, devendo, quando apresentar os seus trabalhos, exigidos para aumento de salário, fazê-lo do seu lugar, e nunca do Oriente, como mandam alguns Veneráveis”.

Fonte: JBNews - Informativo nº 222 - 07.04.2011

sábado, 4 de novembro de 2023

O SINAL E O OBJETO DE TRABALHO

Em 02.05.2023 o Respeitável Irmão Luciano Marques Bersot, Loja Confraternidade Macabuense, 0920, REAA, GOB-RJ, Oriente de Conceição de Macabu, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

SINAL PORTANDO UM OBJETO

No objetivo de implementar as orientações, surgiu uma dúvida, se possível gostaria que o amado irmão esclarecesse a orientação 90 - Ingresso do Apr. candidato, especificamente quanto a posição à ord. entre CCol.

A dúvida é se o candidato se coloca à ord∴ portando ferramentas. Pois ele ingressa portando a régua. Bem como ao final de cada viagem.

CONSIDERAÇÕES:

Nessa ocasião, quando do ingresso do Aprendiz candidato à elevação, o mesmo compõe normalmente o Sin∴ de Ord∴. 

Isso ocorre porque o Sinal no 1º Grau é feito em se utilizando apenas a m∴ dir∴, enquanto que o objeto de trabalho nessa oportunidade é conduzido pela m∴ esq∴ do candidato.

A questão é a de que não se faz o sin∴ "com" (preposição) o objeto de trabalho, ou seja, usar um objeto de trabalho para com ele fazer o Sinal.

Assim, como no caso o Sin∴ de Apr∴ é feito naturalmente com a mão direita, nada impede que candidato, estando com a mão esquerda ocupada e a dir∴livre, faça o Sin∴ com a m∴ dir∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


GIOVANNI PASCOLI (Reino da Sardenha (hoje San Mauro Pascoli), Itália, 1855 - Bolonha, Itália, 1912). Poeta clássico italiano. Os seus poemas latinos ganharam prêmios de poesia e exibiram uma habilidade fluente; Gabriele D'Annunzio o considerava o melhor poeta latino desde a Era de Augusto. Durante seus últimos anos, Pascoli escreveu várias obras poéticas nacionalistas e históricas. Um prêmio literário italiano, o Prêmio Pascoli, foi criado em 1962 para comemorar o 50º aniversário de sua morte, e seu local de nascimento foi nomeado San Mauro Pascoli. Considerado um erudito, clássico e lírico, perfeito na forma rítmica e inovadora.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 22 de setembro de 1882.

Loja: Rizzoli di Bologna, em Bolonha, Itália.

Idade que foi Iniciado: 26 anos.

Faleceu aos 57 anos de idade, assassinado em sua casa por um anarquista chamado Luigi Lucheni, que também havia assassinado a imperatriz Elisabeth da Áustria alguns anos antes.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O PARADOXO DA TOLERÂNCIA: DEVEMOS DIALOGAR COM TODOS?

Sabrina Santos Peres
Recentemente, debates sobre a liberdade de expressão e o paradoxo da tolerância têm sido frequentes. Nas mídias sociais, vemos a ascensão de grupos extremistas, além de muitas falas e posts disseminando o ódio e incitando a violência. Em anos eleitorais, esse cenário se amplifica. Vivemos um contexto de grande polarização e são comuns os ataques à dignidade de grupos ou pessoas com base apenas no posicionamento político.

Diante desse cenário de diversidade de ideias, fala-se muito sobre a tolerância e a habilidade de dialogar com todos esses grupos. Mas será que devemos mesmo dialogar com todos? Até mesmo com aqueles que pregam ideias intolerantes? É aqui que esbarramos no famoso paradoxo da tolerância.

Quer entender melhor esse conceito e como ele pode ajudar na construção de um debate público mais saudável? 

O que é tolerância, afinal?

O dicionário Michaelis define a tolerância como o “ato ou efeito de tolerar, admitir ou aquiescer”. Nesse sentido, quando se trata do convívio social, usamos o termo para se referir à capacidade de reconhecer o direito de outros indivíduos de manifestarem suas opiniões, mesmo que elas sejam completamente opostas às nossas.

Ao mesmo tempo que a tolerância garante a liberdade de expressão, ela também depende dela. Para que possa haver respeito e diversidade de ideias, é preciso que os indivíduos possam expressar suas opiniões livremente. E para que as pessoas se sintam à vontade para expressar suas ideias, não devem ter medo de perseguição ou censura.

Assim, em uma sociedade democrática, a tolerância se torna um valor essencial para a convivência e para a coexistência dos grupos.

Mas e quando as opiniões desses grupos são, elas mesmas, intolerantes?

Nos dias de hoje, as consequências da intolerância são visíveis. Diariamente ouvimos relatos de desrespeito com opiniões e modos de vida diferentes, seja por orientação sexual, raça, religião ou posicionamentos políticos. Em casos extremos, a intolerância levou até mesmo a atrocidades como o Holocausto.

Com a anonimidade promovida pelas redes sociais, ficou ainda mais fácil divulgar conteúdos de teor intolerante sem consequências diretas. Por isso, a busca por maior tolerância e respeito aos direitos humanos tem sido uma luta constante.

Em 2021, o caso do deputado federal Daniel Silveira chamou a atenção da mídia. Silveira foi preso após publicar um vídeo ofendendo e ameaçando ministros do Supremo Tribunal Federal, além de ter feito apologia ao AI-5, ato que marcou o período de maior repressão na Ditadura Militar. Sua fala foi considerada antidemocrática e um atentado contra a honra do Poder Judiciário e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, crime previsto pela Lei de Segurança Nacional.

Porém, a defesa de Daniel Silveira alegou que o deputado estava apenas exercendo seu direito de livre expressão, mas o caso levantou o debate: como lidar com discursos desse tipo, que vão contra a ordem democrática e incitam a violência?

Outro exemplo que podemos citar é o caso do podcaster Bruno Aiub, mais conhecido como Monark. Aiub foi afastado do Flow Podcast após defender a possibilidade da existência de um partido nazista no Brasil durante uma das entrevistas do canal. Além de trazer questões como a responsabilidade que criadores de conteúdo têm diante da sua audiência, o ocorrido teve grande repercussão nas redes sociais e acendeu novamente o debate sobre a liberdade de expressão.

Assim, surge a pergunta: seria correto, então, em nome desse direito, que um partido nazista – que tem como principal objetivo o extermínio de um grupo, os judeus – fosse legalmente reconhecido? Para pensar sobre o assunto, precisamos entender o paradoxo da tolerância.

O paradoxo da tolerância de Karl Popper

Karl Popper foi um filósofo austro-britânico considerado um dos maiores teóricos da ciência do século XX. De origem judaica, Popper foi forçado a emigrar de sua terra natal em 1937 devido à ascensão do Nazismo na Alemanha. É conhecido principalmente por sua defesa da democracia liberal e do que chamou de “sociedade aberta”.

Em seu livro “A Sociedade Aberta e seus Inimigos” (publicado originalmente em 1945), em resposta aos movimentos totalitários da época, cunhou a ideia do “paradoxo da tolerância” para responder a seguinte questão: devemos tolerar os intolerantes?

Para Popper, a resposta é não.

Ele explica que, para ser verdadeiramente tolerante, a sociedade deve ser intolerante à intolerância. Parece confuso, não é? Mas a ideia é simples: se existe a tolerância ilimitada, grupos que pregam ideias intolerantes acabam corrompendo o debate público, podendo até mesmo ameaçar a democracia e a liberdade de expressão de outros grupos. A tolerância ilimitada leva à extinção da própria tolerância.

Por isso, devemos estar preparados para defender a sociedade de tais ideias. Nas palavras de Popper, devemos “reservar o direito de não tolerar os intolerantes”. Portanto, qualquer movimento que pregue a perseguição e a intolerância deve ser ilegal.

Intolerância x Liberdade de Expressão

Isso significa que não há espaço para a existência de opiniões divergentes? Muito pelo contrário. Popper afirma que a primeira via de ação sempre deve ser tentar combater as ideias intolerantes com argumentos racionais e “mantê-las em xeque frente à opinião pública”. Em resumo, é preciso dialogar.

Todavia, caso a opção do diálogo não funcione, o combate mais incisivo a essas ideias não deve ser descartado, especialmente quando grupos intolerantes utilizam da violência como mecanismo de intimidação e convencimento.

Afinal, o ódio e a intolerância não são disseminados apenas por ações. Ainda que não sejam incitações diretas, as palavras e as opiniões podem criar um clima favorável à violência ou a atos mais diretos.

Incitação à violência

Um exemplo desse fenômeno é o incidente das marchas neonazistas em Charlottesville, Virginia, nos EUA, em 2017. Na ocasião, um grupo de supremacistas brancos carregava tochas e cartazes que pregavam ideias contra gays, negros, judeus e outros grupos minoritários, muitas delas violentas. Alguns portavam armas abertamente. Uma pessoa foi morta e mais de 30 pessoas ficaram feridas em meio à confusão.

O acontecimento gerou um debate acalorado a respeito dos limites da liberdade de expressão. A União Americana para as Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), uma das principais organizações progressistas do país, se posicionou de maneira contrária ao discurso. Entretanto, em seu pronunciamento, defendeu o direito dos supremacistas brancos à livre expressão de suas ideias.

O comunicado foi alvo de fortes críticas, como a da presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês), Janette Martin. Em uma entrevista ao Nexo, a ativista alertou que o debate sobre liberdade de expressão que surge a partir desse tipo de evento é, muitas vezes, falso. Na agenda dos supremacistas brancos, é mais relevante causar danos e promover o discurso de ódio do que de fato defender a pauta do direito à livre expressão.

Até que ponto vai a liberdade de expressão?

O alerta de Janette Martin é especialmente pertinente em anos eleitorais, que tradicionalmente despertam debates políticos intensos. Para proteger a democracia, precisamos nos atentar para grupos que reivindicam o direito à liberdade de expressão como pretexto para o espalhamento de discursos de ódio.

Mas como distinguir? Infelizmente, não há uma regra de ouro a ser seguida. Muitas vezes, a linha entre opinião e intolerância pode ser tênue. Daí vem a importância da educação política e do desenvolvimento do senso crítico: por esses meios, é possível identificar a motivação por trás dos discursos que lemos on-line ou ouvimos de candidatos. Assim, podemos pensar em maneiras de proteger a sociedade contra essas ideias nocivas.

Combate a intolerância: mobilizações jurídicas

O direito à liberdade de expressão é garantido pelo inciso IX do artigo 5° da Constituição Federal, mas, como já mencionado, não se trata de uma garantia absoluta. Também entram em jogo outros direitos fundamentais, como o direito à intimidade, à igualdade e à segurança, por exemplo. Considerando que não existe uma legislação específica que proíbe o discurso de ódio, a atuação do Poder Judiciário é fundamental no combate às ideias intolerantes.

O famoso caso Ellwanger, julgado pelo Supremo Tribunal Federal em 2003, ilustra muito bem o conceito do paradoxo da tolerância.

Siegfried Ellwanger foi um industrial e editor gaúcho que utilizava sua editora para publicar várias obras nas quais negava a existência do Holocausto e disseminava outras ideias antissemitas. Em um julgamento polêmico e acirrado, justamente por tratar das questões paradoxais que vimos acima, a Corte decidiu condenar Ellwanger.

A decisão foi a seguinte: a publicação das obras era ilegal e não estava protegida pela liberdade de expressão por causa de seu conteúdo, que caracterizava crime de racismo.

Ou seja, a motivação não era divulgar discussões históricas relevantes, mas sim fazer propaganda antissemita.

Este é apenas um exemplo de como a liberdade de expressão pode ser discutida em espaços jurídicos.

Mobilizações civis

Além da via jurídica, outro mecanismo de combate é a moderação ativa de plataformas on-line como o Twitter e o Facebook. Nessas redes, é comum ver conteúdo hostil que viola as diretrizes da comunidade.

Em resposta à disseminação do discurso de ódio no ambiente virtual e em preparação para as eleições de 2022, várias redes sociais já se pronunciaram sobre mudar suas políticas de moderação. Na Europa, têm sido estudadas algumas leis com a mesma finalidade. O objetivo, que remete ao paradoxo da tolerância de Popper, é remover os posts ofensivos de maneira mais eficaz e tentar minimizar as ideias intolerantes.

Outros exemplos de mobilizações civis incluem: a retirada de patrocínios por empresas, como ocorreu no caso Monark, abaixo-assinados, manifestações, entre outros.

Não há apenas um caminho, e certamente não há solução simples para o problema, mas a célebre frase proferida pelo vencedor do prêmio Nobel de Literatura José Saramago pode ser um bom ponto de partida:

“A tolerância para no limiar do crime. Não se pode ser tolerante com o criminoso. Educa-se ou pune-se.”

Fonte: Politize!


Fonte: https://opontodentrocirculo.com

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

TÍTULO DE DISTINÇÃO DA LOJA E CONCLUSÕES DO ORADOR ANTES DAS VOTAÇÕES

Em 01.06.2023 o Respeitável Irmão Vigilantes do Araxá, 2479, REAA, GOB-MINAS, Oriente de Araxá, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

Nossa Loja tem o título de “Benfeitora da Ordem”. O correto é escrever e dizer “ARLS e Benfeitora da Ordem Vigilantes do Araxá, 2479” ou “ARLS Vigilantes do Araxá, 2479 e Benfeitora da Ordem”?

Hoje, a Loja usa a opção ARLS Vigilantes do Araxá, 2479 e Benfeitora da Ordem”, entretanto na minha visão, de maneira equivocada, pois título deve ser antes do nome, e não após.

“Ordem do dia”. Quando o Venerável Mestre deve pedir as conclusões do Orador, após cada assunto apresentado ou após toda ordem do dia?

Hoje, em nossa Loja, a cada tema apresentado, o Venerável Mestre pede as conclusões do Orador e uma após “toda ordem do dia”, ou seja, se tivermos 05 temas, teremos 06 conclusões. E em todas as Lojas que visito, as conclusões ocorrem somente após toda apresentação dos temas, ou seja, “conclusões sobre toda ordem, e não por tema.”

Espero ter conseguido transmitir a informação necessária para que as dúvidas sejam esclarecidas, mesmo sendo detalhes aparentemente simples, precisamos fazer o que é certo, como manda os nossos rituais...

CONSIDERAÇÕES:

Sobre o título de Benfeitora da Ordem, ou outro do gênero recebido, o mesmo segue grafado imediatamente após o número de ordem cadastral da Loja no GOB. No caso, A∴ R∴ L∴ S∴ Vigilantes do Araxá, 2479, Benfeitora da Ordem. Também é dispensável o uso da conjunção "e" antes do título Benfeitora da Ordem.

No tocante à Ordem do Dia, a cada assunto nela apresentado e que depois de devidamente debatido estiver pronto para votação, antes o Venerável Mestre deve solicitar ao Orador para que ele dê o parecer sobre se ele é ou não pela votação.

Assim, a cada assunto debatido na Ordem do Dia, antes da sua votação o Orador deve dar o seu parecer como Guarda da Lei. Não existe nessa ocasião (Ordem do Dia) parecer generalizado. Parecer generalizado somente ocorre conforme o previsto no ritual quando o Orador dá as conclusões finais sobre se os trabalhos realizados ocorreram JJ∴ e PP∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

DA DIFERENTE EVOLUÇÃO DAS LOJAS

Rui Bandeira
Um aspeto que é importante na vivência maçónica é a visitação, isto é, a comparência, assistência e, se o desejar, intervenção de um maçom de uma Loja em sessão de outra Loja. Ao visitar outra Loja, ainda que da mesma Obediência e cidade, embora ambas trabalhando no mesmo rito e utilizando precisamente o mesmo ritual, o maçom apercebe-se de discretas diferenças entre o que a Loja visitada faz e o que a Loja que integra pratica. Se esse maçom continuar a visitar a mesma Loja em várias sessões, aperceber-se-á inevitavelmente que existem diferenças de cultura entre ambas as Lojas, a visitada e a sua. Diferenças porventura ao nível da forma de debater as questões, ou da tomada de decisões, ou ao nível da instrução dos Aprendizes e Companheiros, ou da autonomia dos Oficiais do Quadro, ou ao nível de um sem-fim de aspetos. Reconhece a Loja que visita como uma Loja maçónica similar à sua. Verifica que, na essência, são da mesma natureza e prosseguem a mesma finalidade. Mas a forma como o fazem, como traçam e seguem os respetivos caminhos, são diferentes. Em suma, facilmente verifica em cada uma é diferente em relação à outra naquilo que comummente os maçons designam como o projeto da Loja.

Fazer essa verificação, adquirir essa noção, é intrinsecamente bom para o maçom. Verifica assim diretamente que não há uma única maneira de fazer as coisas, que se pode agir corretamente de variadas formas, aprende que a sua Loja, por ser a sua, não é a detentora do segredo da perfeição na atuação maçónica.

Mas afinal como se processa o mecanismo que faz com que grupos de pessoas partilhando os mesmos objetivos, prosseguindo os mesmos propósitos, utilizando o mesmo método, acabem por acumular diferenças, umas mais subtis, outras mais evidentes, ao ponto de ser possível detetar verdadeiras diferenças na cultura de cada Loja?

A resposta é simples: a causa está em nós, em cada um de nós e em todos os integrantes de cada Loja. Cada um de nós é diferente, dentro da nossa essencial igualdade. O conjunto de maçons de cada Loja necessariamente que é diferente do de outra Loja. Essas diferenças vão-se traduzir em posturas, escolhas, hábitos, relações com leves ou mais acentuadas diferenças. O conjunto de caraterísticas dos elementos de uma Loja, das respetivas interações, práticas e hábitos individuais e coletivos, formas de trabalhar, de preparar, de organizar, de executar, vai estabelecer o quadro de cultura de cada Loja.

Um hipotético exemplo: duas Lojas, da mesma Obediência, trabalhando o mesmo rito, reunindo na mesma cidade, estabeleceram duas práticas diferentes em relação a um aspeto rotineiro da Loja. Uma apenas admite a inquéritos para Iniciação e, se aprovados, a provas de Iniciação, elementos que sejam conhecidos e das relações dos obreiros da Loja; a outra admite iniciar candidatos que tenham manifestado o propósito de serem iniciados maçons em contacto com a Loja, ainda que não sendo pessoas das relações de nenhum dos obreiros dela, embota tenha estabelecido um mais completo e cauteloso processo de análise, de forma a proteger-se de mal-intencionados, arrivistas e oportunistas.

A primeira Loja ganhará em coesão o que perde em diversidade. Tendencialmente, cresce e evolui em segurança, sem grandes surpresas nem clamorosos erros de casting, mantendo um conjunto de obreiros com caraterísticas, posturas, origens e estatutos sociais semelhantes e semelhantes formas de ver a vida. Mantém-se um grupo de amigos que se alarga. Tem tendência a fechar-se na sua zona de conforto. O que fizerem fazem bem, em conjunto, mas terão pouca apetência para inovar e arriscar.

A outra, porque aceita e integra estranhos aos seus elementos, arrisca muito mais. Ganha em diversidade, mas tem que construir mais laboriosamente a coesão que conseguir criar. Está sujeita a mais erros de casting, mas aprende a lidar com eles e a superá-los sem dificuldades de maior. Progressivamente vai alargando as origens sociais e profissionais dos seus elementos. Tem uma maior diversidade de pensamentos e de posturas em relação à vida e a todos os seus aspetos, opções políticas e religiosas incluídas. Tem tendência a arriscar, a atirar-se para fora de pé. Por vezes terá agradáveis sucessos. Outras suportará falhanços. Facilmente terá dois, três ou quatro projetos em preparação ou execução, divididos por vários grupos de obreiros da Loja. Convive muito bem com a diferença. Aprende a tirar partido dela. Terá períodos muito gratificantes e períodos de desorientação, pois o seu potencial criativo está no mesmo plano que o seu potencial de desorganização. Será tudo menos aborrecida, mas pagará o preço de ser por vezes inconsequente.

Vejamos outro exemplo: uma Loja definiu uma linha de sucessão para a sua liderança e segue-a, não tendo lutas eleitorais. Outra, pelo contrário, pratica a democracia pura e dura, periodicamente se confrontando candidaturas e efetuando escolhas.

A primeira tem a vantagem de poder programar a prazo mais dilatado. Não gasta tempo nem energias a sanar diferenças nem diferendos com origem em pugnas eleitorais. Mantém uma certa continuidade no estilo da sua liderança. A transição geracional é mais suave, mas muito mais prolongada. Quem chega tem de esperar pela sua vez. A evolução da Loja tem tendência a ser lenta, reproduzindo esta os hábitos consolidados. Ganha em estabilidade o que perde em capacidade de adaptação rápida às mudanças.

A outra está mais sujeita a conflitos, a cisões, a perdas de tempo com a gestão e ultrapassagem das sequelas dos confrontos eleitorais. Tem tendência a súbitas mudanças de estilo de liderança. Faz fáceis, rápidas e, mesmo, abruptas transições geracionais. Chama à liderança os elementos que mais se destacam. A evolução da Loja tende a ser rápida, com mudanças frequentes de hábitos, estilos e posturas. Ganha em capacidade de adaptação o que perde em estabilidade.

E muitas outras variantes existem, combinando-se e recombinando-se, de forma a gerar verdadeiras idiossincrasias típicas de cada Loja.

Cada Loja é diferente, funciona de forma diferente e evolui de forma diferente. Cada Loja comporta-se e efetivamente é uma uma família diferente das demais. Mas, tal como as famílias biológicas educam as suas crianças e jovens e fazem deles adultos válidos, tendo cada família a sua individualidade própria, com as respetivas tradições, os seus hábitos e as suas formas de lidar com as situações, assim também cada Loja ajuda à melhoria de cada um dos seus obreiros, segundo as tradições que estabeleceu, os hábitos que criou e a sua respetiva forma de trabalhar.

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

CIRCULAÇÃO E ABORDAGEM DA BOLSA NO REAA

Em 01/06/2023 o Respeitável Irmão Alyson Retkva, Loja Estrela Mística, 3929, REAA, GOB-SC, Oriente de Itajaí, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão que segue:

CIRCULAÇÃO DA BOLSA NO REAA

Meu Irmão, gostaria de uma ajuda na medida do possível na questão ritualística.

O Mestre de Cerimônias após a circulação primária posteriormente ao coletar do Cobridor Externo tem alguma sequência a ser seguida no Oriente? No ritual não encontrei essa definição. (Exemplo - saco de propostas ou tronco).

CONSIDERAÇÕES:

No GOB todas essas explicações podem ser encontradas desde 2019 no SOR – Sistema de Orientação Ritualística. Esse mecanismo, hospedado na página oficial do GOB, foi criado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral e deve ser aplicado sobre os rituais em vigência no GOB.

Dito isso, vale mencionar que inicialmente o titular faz a coleta abordando o Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário e o Cobridor Interno. Em seguida recolhe a dos ocupantes das duas cadeiras de honra, seguido dos demais ocupantes do Oriente. Ato contínuo, aborda os Mestres Maçons da Coluna do Sul e do Norte, Companheiros e Aprendizes. Por último, ele mesmo, auxiliado pelo Cobridor Interno, faz o seu depósito.

Observações – a abordagem inicial segue rigorosamente os seis primeiros cargos acima mencionados. Destaque-se que os ocupantes das cadeiras de honra não depositam junto com o Venerável, porém logo após ao Cobridor Interno ter sido abordado. O Cobridor Externo deposita junto com os Mestres que ocupam a Coluna do Norte.

Ao concluir, concito-o a consultar o SOR para se certificar dos procedimentos que obrigatoriamente devem ser aplicados sobre os rituais. Lembro que o SOR foi um instrumento instituído por Decreto do Soberano Grão-Mestre Geral que é o guardião dos rituais do GOB. Em 2024 teremos edição de novos rituais, cujos quais trarão no seu conteúdo todas as orientações do SOR.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

- 33 graus? Você tem 33 graus na Maçonaria? Mas por que?
- Existem os primeiros 3 graus. 
E os acima são para aqueles que não compreenderam os primeiros 3 Graus.

DESMISTIFICANDO A MAÇONARIA

Por Rodolfo Nascimento Souza **
Desmistificando a Maçonaria: a partir da experiência na ARLS Universitária Profª Carmem Sylvia de Albuquerque Feitosa

“O facto de se pertencer à Maçonaria não é um inconveniente, deve ser uma vantagem, quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria, porque o Maçom tem de ser, por definição, um homem recto, tolerante, íntegro, acima de qualquer suspeita. ” (António Arnaut)

Uma breve introdução sobre Maçonaria

Tendo em vista a visão preconceituosa e errónea que se tem sobre a Ordem Maçónica, por muitos pensarem que ela é uma religião, ou que os seus membros realizam rituais Demoníacos nas suas reuniões. Este artigo vem com a missão de trazer novas luzes sobre esta estimada Ordem, levando luz sobre o preconceito, e as ideias supersticiosas e fantasiosas.

Maçonaria pelo contrário é uma Ordem iniciática, filantrópica, filosófica, progressiva, evolucionista, onde para entrar nos seus quadros de obreiros o Maçom de acordo com o primeiro Landmark (as leis Universais Maçónicas), o Maçom deve acreditar num Ser Supremo Positivo.

Assim quando dizemos que ela é uma Ordem Iniciática quer dizer que se deve passar por um processo de iniciação; Filantrópica é por causa que todo Maçom deve praticar acções filantrópicas perante aqueles que mais precisarem; Filosófica pois os nossos estudos são baseados em grandes questões filosóficas e de conceitos morais e éticos; Progressiva e Evolucionista é porque ela visa o desenvolvimento continuo dos seus membros nos campos morais, intelectuais e espirituais, também evolucionista por exigir dos seus membros um olhar cientifico e de crescimento continuo em todos os aspectos Humanos.

A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus (um Deus positivo), na Maçonaria existe pessoas de várias religiões e por ela acreditar na existência de um Ser Superior que rege o Universo, os maçons nomearam ele de Grande Arquitecto do Universo (GADU) ou Supremo Arquitecto do Universo (SADU), representado desta forma para não ferir as religiões dos irmãos, desta forma, percebe-se que a Maçonaria pela descrição dada não é uma religião e sim uma Ordem Hermética iniciática.

Observamos por muito tempo a forma distorcida que muitos leigos e religiosos tem sobre a Maçonaria, onde com o conteúdo deste artigo buscaremos desmistificar isso.

Outros pensam que a Ordem é uma religião, mas a verdade é que poucos realmente sabem o que a Maçonaria realmente é, e qual seria o seu Papel na História, onde o seu papel ou missão é a evolução da Humanidade, a protecção da pátria e dos ideais humanitários, libertar a sociedade nos momentos de tirania e levar luz para o desenvolvimento político, científico, espiritual, moral e ético da Humanidade.

A Maçonaria possui nos países onde reside, potencias Regulares e Irregulares. É dada como Maçonaria Verdadeira, regular e legitima uma potência reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra. No Brasil a única Potência Maçónica Regular Reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra é o Grande Oriente do Brasil (GOB), e por tratados de amizades o GOB reconhece no Brasil como potência regular a Potência que se denomina nos Estados brasileiros de” Grandes Lojas”.

Portanto neste trabalho estaremos focados no sistema organizacional do Grande Oriente do Brasil, onde este se divide em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, Tendo a sua Sede Central em Brasília – DF. Portanto por esse viés a Maçonaria Universal Legitima possui constituição própria, onde uma dessas leis, chamada de LANDMARKS, nos traz um ponto interessante já provando que a Maçonaria não aceita nos seus quadros de obreiros Homens (a Maçonaria Legitima não aceita nos seus quadros mulheres, qualquer Potência Maçónica que se diz Feminina é irregular, segundo o 18° Landmark), que não acreditem num Ser Superior Positivo (Deus ou deuses), ou no mínimo na imortalidade da Alma, segundo o Landmark 18° – Os candidatos a iniciação devem ser isentos de defeitos físicos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na Fraternidade. 19° – a negação da crença no G.A.D.U (Grande Arquitecto do Universo – Deus ou deuses) é impedimento absoluto e insuperável para a iniciação. 20°- Subsidiariamente a esta crença é exigida a crença numa vida futura. (MENDES, 2011) [4].

A Maçonaria é, portanto, uma instituição milenar iniciática, progressista, filantrópica e filosófica. Para ser Maçom é primordial a crença em Deus ou deuses Positivos ou na imortalidade da alma. Desta forma um Ateu, ou um homem que se declare Satanista ou adorador de Demónios não pode ser Maçom. Outro ponto para pertencer a Ordem deve-se ter moral ilibada, ser livre e de bons costumes, declarar amor a Deus, a família e a pátria. Dentro das nossas lojas possuímos irmãos de várias denominações religiosas, onde nos nossos estudos se focam na espiritualidade baseada na fé individual de cada irmão, também temos estudos Filosóficos, Históricos, e Herméticos tais como: cabala, astronomia, astrologia, esoterismo, pensamento Socrático, Platónico e Aristotélico, mitologia em diversas culturas, numerologia, metafisica etc.

Segundo o Artigo 1° da Constituição do Grande Oriente do Brasil, a Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista, cujos fins supremos são: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. (VADE MECUM MAÇÓNICO, 2015) [3].

E segundo o Artigo 2° da Constituição do Grande Oriente do Brasil, são postulados universais da instituição Maçónica: I – a existência de um princípio criador: o Grande Arquitecto do Universo; onde damos este nome para não ferir as crenças dos irmãos onde este princípio pode ser Deus ou deuses, mas em carácter positivo. (VADE MECUM MAÇÓNICO, 2015) [3].

Logo a seguir citaremos o que a Maçonaria busca e espera dos seus membros, de forma bem resumida no Artigo 1°, parágrafo único, da Constituição do Grande Oriente do Brasil – GOB. Onde no nosso artigo iremos aprofundar cada um destes pontos e ainda mais outros artigos da constituição Maçónica que tem relevância sobre a prova que a Maçonaria não é religião ou uma instituição ruim.

O artigo da constituição maçónica do Grande Oriente do Brasil – GOB sobre o que é a Maçonaria

No artigo 1° da constituição Maçónica do Grande Oriente do Brasil temos a definição clara de todos os princípios que esta sublime Ordem segue na mais profunda vivência. Observamos na sua constituição que a Maçonaria acredita e proclama a prevalência do espírito sobre matéria desta forma já se percebe que ela acredita na imortalidade da alma, conceito este difundido em várias religiões reencarnacionistas espalhadas em toda superfície da face da Terra.

A Maçonaria também pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da Humanidade, por meio do comprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da Verdade. Desta forma, levantamos a reflexão. Será que uma instituição que busca por questões altamente morais e humanas seria algo negativo? Nós como maçons acreditamos e sabemos que não, pois, nas nossas lojas ou templos buscamos sempre desenvolver o lapidar dos grandes valores morais e humanos nos nossos membros, desenvolver os pensamentos mais intelectuais possíveis e sempre buscando praticar a beneficência verdadeira aquela onde o que a mão esquerda dar a direita esconde e por fim trabalhamos na alma dos nossos membros a reflexão e a investigação constante das grandes Verdades da Humanidade.

Então perguntamo-nos. Uma instituição que proclama que os homens são livres e iguais em direitos, e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um, seria algo ruim? Para ser Maçom, o homem deve ser uma pessoa que acredita na espiritualidade, de reputação ilibada, sem processos civis e criminais, sem nome sujo, deve ter um comportamento diferenciado na sociedade. Nas lojas hoje em dia, com a modernidade e disponibilidade de novos recursos, a Maçonaria observa até o que é postado nas redes sociais como: Facebook, Twitter, instagram, para assim observar qual é o círculo de amizade do candidato, qual a sua postura em sociedade e visões de mundo, como as pessoas na sociedade vêem o candidato, pesquisamos também na empresa onde o indicado trabalha, para assim ter a certeza de que é um homem livre e de bons costumes.

A nossa ordem também visa e defende a plena liberdade de expressão do pensamento, como direito fundamental do ser humano, observada correlata responsabilidade. Assim buscamos que os nossos membros sejam pensadores livres, que no mínimo gostem de ler, pois não existe pensadores livres sem leitura de grandes obras, mas que internalizem que existe uma diferença grande entre Liberdade e Libertinagem.

A Ordem também valoriza e reconhece o trabalho como dever social e direito inalienável, a Maçonaria prega que nós maçons sejamos trabalhadores incansáveis a serviço da humanidade, não existe um Maçom que não goste de trabalhar e nas nossas lojas trabalhamos a importância do trabalho para o desenvolvimento humano.

Nós trabalhamos a tolerância na sua mais alta essência onde considera Irmãos todos os Maçons, quaisquer que sejam as suas raças, nacionalidades, convicções ou crenças. Neste ponto a Maçonaria torna-se um modelo de convívio humano, onde nas nossas lojas convivemos em harmonia independente de crenças, raças, nacionalidades, convicções e níveis sociais, pois compreendemos que o mais importante é a Humanidade, a Fraternidade que une e agrega o sentimento de Paz no Mundo, na nossa filosofia e esoterismo aceitamos as verdades de todas as crenças religiosas, pois, compreendemos que o importante é se ter uma ligação com o Divino. A cor de pele, ou país que nascemos não são mais importantes que os nossos valores e aquilo que realmente somos, pois na terra existe somente uma raça: a humana.

A Maçonaria sustenta que os Maçons têm os seguintes deveres essenciais: amor à família, fidelidade e devotamento á Pátria e obediência à lei. Um Maçom que não honre a sua família cuidando dos seus filhos, respeitando a sua esposa, e ensinando os grandes valores morais aos seus filhos, não condiz com os ensinamentos da ordem, os maçons também devem jurar uma fidelidade e devotamento profundo a pátria em que residem, e tem o dever de obedecer a todas as leis da sociedade com uma profunda consciência ética e moral.

Ela também determina que os Maçons estendam e liberalizem os laços fraternais que os unem a todos os homens esparsos pela superfície da Terra, desta forma vivenciando a mais profunda fraternidade onde nunca devemos deixar de estender a mão a um irmão Maçom ou a alguém que precise.

A ordem recomenda a divulgação da sua doutrina pelo exemplo e pela palavra. Combate, terminantemente o recurso à força e a violência para a consecução de qualquer objectivo. O verdadeiro Maçom é reconhecido pelo exemplo de ser humano onde se encontra. É pela prática profunda da fraternidade e amor ao próximo que se reconhece um verdadeiro Maçom, onde ele compreende que fazer o bem é essencial.

A instituição maçónica adopta sinais e emblemas de elevada significação simbólica, reconhecemos um Maçom por sinais, toques e palavras de reconhecimento legitimo que somente um bom e regular Maçom conhece.

Defendemos que nenhum Maçom seja obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei. O Maçom é um ser livre, que tem o direito de vir e ir, não existe como muitos pensam, a questão que não se pode sair da Maçonaria, para isso basta pedir, e o irmão estará liberado, mas Maçom nunca deixará de ser, pois, uma vez iniciado sempre será Maçom. Assim acreditam os grandes Mestres Herméticos.

A Maçonaria condena a exploração do homem, os privilégios e as regalias, enaltecendo, porém, o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, á Pátria e à Humanidade. A nossa instituição não visa coisas materiais, mas sim a transformação do ser humano, um bom Maçom é aquele que é sempre um buscador de conhecimento, que sempre estar apto a ajudar em loja e que tem um coração generoso e amigo.

A nossa sublime ordem afirma que o sectarismo político, religioso e racial é incompatível com a universalidade do espírito maçónico que combate a ignorância, a superstição e a tirania. Nas nossas lojas não aceitamos conversas de cunhos partidários ou sectarismo religiosos, pois, dialogamos sobre a política pura universal sem privilégio, focando no que é melhor para a nação. Não existe um foco religioso específico, pois, aceitamos todos os sistemas religiosos e filosóficos, entretanto, existe um trabalho profundo em tornar os nossos membros pessoas altamente espiritualizadas nas suas crenças e com sentimento de respeito diante das outras crenças.

Artigo 1° da constituição do Grande Oriente do Brasil, parágrafo único. Além de buscar atingir estes fins, a Maçonaria:proclama a prevalência do espírito sobre a matéria:
  • proclama a prevalência do espírito sobre a matéria; 
  • pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade;
  • proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um;
  • defende a plena liberdade de expressão do pensamento, como direito fundamental do ser humano, observada correlata responsabilidade;
  • reconhece o trabalho como dever social e direito inalienável;
  • considera Irmãos todos os Maçons, quaisquer que sejam as suas raças, nacionalidades, convicções ou crenças;
  • sustenta que os Maçons têm os seguintes deveres essenciais: amor à família, fidelidade e devotamento á Pátria e obediência à lei;
  • determina que os Maçons estendam e liberalizem os laços fraternais que os unem a todos os homens esparsos pela superfície da terra;
  • recomenda a divulgação da sua doutrina pelo exemplo e pela palavra e combate, terminantemente, o recurso à força e a violência para a consecução de qualquer objectivo;
  • adopta sinais e emblemas de elevada significação simbólica;
  • defende que nenhum Maçom seja obrigado a fazer o deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
  • condena a exploração do homem, os privilégios e as regalias, enaltecendo, porém, o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, á Pátria e à Humanidade.
  • afirma que os sectarismos políticos, religiosos e raciais são incompatíveis com a universalidade do espírito maçónico;
  • Combate a ignorância, a superstição e a tirania.
(VADE MÉCUM MAÇÓNICO, 2015). [3].

Assim após esta breve reflexão do artigo 1° e 2° da Constituição do Grande Oriente do Brasil – GOB, observamos os altos valores morais e éticos que esta sublime instituição possui, desta forma demonstrando que ela não possui nada de ruim, mas pelo contrário presa pelo desenvolvimento moral, ético e espiritual positivamente dos seus membros.

Rito e Ritual, Maçonaria Simbólica e Maçonaria Filosófica

Rito nada mais é que um conjunto de cerimónias adoptado por uma determinada entidade. Todas as religiões possuem um rito e consequentemente um ritual, pois, todo sistema litúrgico, ritualístico e simbólico que possui um começo, um meio e fim é um ritual na forma mais simples de se dizer, a igreja católica possui ritos e rituais, as igrejas evangélicas também, religiões espiritas, africanas, indianas, muçulmanas e muitas outras instituições iniciáticas e religiosas possuem ritos e praticam rituais.

Segundo MELKISEDEK(2002,p.37), rito é o conjunto de cerimónias, reguladas segundo as tradições do sistema adoptado; é o cerimonial de um culto; ordem ou conjunto de quaisquer cerimónias; é o sistema de organização maçónica que reúne as suas regras e preceitos cada rito em Maçonaria tem a sua origem, número próprio de graus, tradições, mas devem observar em comum todos os ritos, as leis ou princípios fundamentais da Ordem, para que sejam reconhecidos e adoptados, ou seja devem observar os Landmarks, ou antigos limites. [5].

Na Maçonaria já foram praticados mais de 110 ritos, hoje na Maçonaria do Grande Oriente do Brasil temos 7(sete) principais Ritos Maçónicos: Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito Moderno, Rito York, Rito Brasileiro, Rito Adonhiramita, Rito Schroeder e Rito Escocês Rectificado. Onde nestes ritos a Maçonaria se divide em Maçonaria Simbólica e filosófica, por exemplo no Rito Adonhiramita os graus Simbólicos vão do Grau 1° ao Grau 3°: Aprendiz, Companheiro e Mestre respectivamente, e no filosófico vai do Grau 4 ao Grau 33, Segundo CAMINHO (2009, p.16), não se pode evidenciar que o rito, composto de 33 Graus, seja um só, a divisão entre Maçonaria Simbólica e Maçonaria Filosófica decorre de uma divisão de poderes. [1].

Desta forma observamos que se ter um ritual ou fazer um ritual não quer dizer que seja satânico, rito ou ritual nada mais é que um sistema de cerimónia, onde em matéria de Maçonaria serve de um guia de como se movimentar numa Loja Maçónica, onde os obreiros acompanham toda a ritualística da mesma forma que o católico acompanha a ritualista do folheto litúrgico.

Apesar de muitos pensarem que na Maçonaria os graus acontecem num sistema único e numa única forma de Maçonaria, a realidade é totalmente ao contrário. Na Maçonaria existe dois campos de actuação com poderes diferentes que os regem, A Maçonaria Simbólica, é dividida em três graus: Aprendiz que é o grau inicial, neste se permanece por um ano, logo após temos o grau de Companheiro Maçom, onde por mais seis meses o Maçom continua o seu desenvolvimento mental, intelectual, espiritual, filosófico, simbólico e ritualístico, onde passando seis meses ele se submete a um teste que lhe são passado de cunho intelectual, ritualístico e simbólico tal como acontece no grau de aprendiz para o de Companheiro Maçom. O Maçom torna-se apto para lhe ser conferido o Grau de Mestre Maçom, onde na junção destes três é passado toda a mística e filosófica tradição da Lenda do Terceiro grau que começa a ser contada no Grau de Aprendiz e termina no Grau de Mestre, todos estes graus possuem sinais, palavras e toques maçónico para mútuos reconhecimento entre irmãos e assim é constituída a Maçonaria simbólica com as suas leis, constituições e regulamentos.

LOJA SIMBÓLICA OU MAÇONARIA SIMBÓLICA
  • Aprendiz Maçom (12 meses)
  • Companheiro Maçom (6 meses)
  • Mestre Maçom
(MELKISEDCK,2002, p.40) [5].

Após se tornar Mestre, o Maçom estar apto a votar e ser votado para qualquer cargo dentro da instituição maçónica e continuar a sua caminhada de estudos e aprofundamentos morais e éticos na Potência Maçónica Filosófica que no Rito Adonhiramita, vai do Grau 4 ao Grau 33, nas suas sessões só é permitido a entrada de Mestres Maçons a parti do grau 4 em diante, onde um Mestre Maçom que não foi iniciado nos Graus filosóficos não tem acesso a Maçonaria filosófica, portanto os seus graus são os seguintes:

Loja filosófica ou Maçonaria filosófica do grau 4 ao 21Grau
  • Grau 4 - Mestre Secreto
  • Grau 5 – Antigo Maçom ou Mestre Perfeito
  • Grau 6 – Preboste ou Juiz
  • Grau 7 – Primeiro Eleito ou Eleito dos Noves
  • Grau 8 – Segundo Eleito ou Eleito de Pérignan
  • Grau 9 – Terceiro Eleito ou Eleito dos Quinze
  • Grau 10 – Aprendiz Escocês ou Pequeno Arquitecto
  • Grau 11 – Companheiro Escocês ou Grande Arquitecto
  • Grau 12 – Mestre Escocês ou Grão Mestre Arquitecto
  • Grau 13 – Cavaleiro do Real Arco
  • Grau 14 – Grande Eleito ou Sublime e Perfeito Maçom
  • Grau 15 – Cavaleiro do Oriente ou da Espada, ou da Águia
  • Grau 16 – Príncipe de Jerusalém
  • Grau 17 – Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
  • Grau 18 – Cavaleiro Rosa-Cruz
  • Grau 19 – Grande Pontífice ou Sublime Escocês
  • Grau 20 – Venerável Mestre das Lojas Regulares, ou Mestre “Ad Vitam”
  • Grau 21 – Cavaleiro Noaquita ou Cavaleiro Prussiano
(MELKISEDCK,2002, p.41) [5].

Loja filosófica ou Maçonaria filosófica do grau 22 ao 33
  • Grau 22 – Cavaleiro do Real Machado ou Príncipe do Líbano
  • Grau 23 – Chefe do Tabernáculo
  • Grau 24 – Príncipe do Tabernáculo
  • Grau 25 – Cavaleiro da Serpente de Bronze
  • Grau 26 – Cavaleiro da Mercê ou Escocês Trinitário
  • Grau 27 – Grande Comendador do Templo
  • Grau 28 – Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
  • Grau 29 – Cavaleiro do Santo André
  • Grau 30 – Cavaleiro Kadosh
  • Grau 31 – Sublime Iniciado e Grande Preceptor
  • Grau 32 – Soberano Prelado Inquisidor e Ouvidor Geral
  • Grau 33 – Patriarca Inspector Geral
(MELKISEDCK,2002, p. 41 e 42) [5].

Como se constitui a instituição maçónica do Grande Oriente do Brasil – GOB e os Landmarks

O Art.3° da Constituição do Grande Oriente do Brasil relata-nos que o GOB é uma Federação Indissolúvel dos Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal, das lojas Maçónicas Simbólicas e dos Triângulos, fundado em 17 de junho de 1822, é uma Instituição Maçónica com personalidade Jurídica de direito privado, simbólica, regular, legal e legitima, sem fins lucrativos, com sede própria no Distrito Federal na SGAS – Quadra 913 – Conjunto “H”. [3].

O Art. 14° diz-nos que os Maçons se agremiam em oficinas de trabalho denominadas lojas quando constituídas de 7 Mestres Maçons Regulares e Activos. No Art. 19° onde fala da administração de uma loja relata que ela é composta pelo Venerável Mestre, 1° vigilante, 2° Vigilante, e demais dignidades eleitas, conforme o Estatuto e o Rito Determinarem. [3].

Art.7° O Regulamento Geral da Federação fixa os requisitos para a criação, instalação e funcionamento dos Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal, bem assim o relacionamento destes com o Grande Oriente do Brasil.

1° Os Grandes Orientes a serem criados serão instituídos por Lojas Maçónicas neles sediadas, desde que em número não inferior a treze.

2° A expressão “Federado ao Grande Oriente do Brasil” figurará, obrigatoriamente, como complemento do título distintivo do Grande Oriente do Estado e do Distrito Federal.

8° Os Grandes Orientes dos Estados e do Distrito Federal têm por dever o progresso e o desenvolvimento da Maçonaria nas suas respectivas jurisdições e são regidos por esta Constituição, pelo Regulamento Geral da Federação, pela Constituição que adoptarem, bem como pela legislação ordinária.

Art.9° As sedes e foros dos Grandes Orientes dos Estados serão sempre nas Capitais e a do Distrito Federal, em Brasília.

Art.12° Os Grão-mestres Estaduais e Distrital, como também os seus Adjuntos, serão eleitos conjuntamente para um mandato de quatros anos, em oficinas Eleitorais especificadamente para este fim instaladas nos Estados e no Distrito Federal, pelo sufrágio directo dos Mestres Maçons para tal habilitados nas Lojas jurisdicionadas, em turno único, em data única, no mês de março do quarto ano de mandato, vedada a reeleição. (Novo texto pela Emenda Constitucional n.22, de 25 de março de 2015, publicado no Boletim Oficial n.6, de 15/04/2015).

(VADE MÉCUM MAÇÓNICO, 2015). [3].

A Maçonaria é como se fosse um pais dentro de outro pais, possui constituição própria, a divisão em 3 poderes: executivo, Legislativo e Judiciário, Temos a figura do Grão Mestre Geral que reside na sede no Distrito Federal que tem o Status e a Função comparada como se fosse o Presidente do Brasil Maçónico cargo esse que é escolhido democraticamente por processo eleitoral muito parecido com da constituição brasileira Federal, existe também a figura dos Grãos Mestres Estaduais que possui o Status e a função comparada como se fossem Governadores dos Estados Brasileiros tanto que cada Estado tem um Grão Mestre Estadual, e por último temos os Veneráveis de Lojas que possuem o Status e função de Prefeitos e as lojas que funcionam como fossem os Municípios. A Maçonaria do Grande Oriente do Brasil também possui os cargos de Deputados Estaduais Maçónicos em cada estado e tem a câmara de Deputados Federais Maçónicos em Brasília que funciona da mesma forma que a brasileira com as mesmas funções, também possui os Grandes Secretários de Estado Maçónico Estadual e Federal, temos também toda a corte jurídica no mesmo formato da brasileira, com Juízes, Procuradores e Ministros etc.

Art. 4° O Grande Oriente do Brasil, regido por esta constituição,

1º. Não divide a sua autoridade, nem a subordina a quem quer que seja;
2º. Tem jurisdição nacional e autoridade sobre os três graus simbólicos;
3º. É o único poder de onde emanam leis para o governo da Federação;
4º. Age perante os problemas nacionais e humanos de maneira própria e independente;
5º. Mantém, com as demais Potências Maçónicas, relações de fraternidade e é o responsável pelo cumprimento e manutenção da lei maçónica.

Parágrafo único: Serão respeitados os LANDMARKS, os postulados universais e os princípios da Instituição Maçónica.

5° A soberania do Grande Oriente do Brasil emana do povo maçónico e em seu nome é exercida pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, independentes e harmónicos entre si, sendo vedada a delegação de atribuições entre eles.

(VADE MÉCUM MAÇÓNICO, 2015) [3].

Segundo MENDES (2011, p. 1), os Landmarks nada mais são que as Leis universais da Maçonaria que toda instituição maçónica e Maçom regular e activo deve seguir são um total de vinte e cinco Landmarks, a sua expressão tem um significado de forma literal na língua inglesa, de “marcação de terra” (Land = terra e mark = marca para limites entre duas ou mais áreas de terra). Esta nomenclatura foi inspirada no Velho Testamento – Provérbios, 22,28 e 23,10: “Não removas os antigos limites que teus pais fizeram” e “não removas os antigos limites nem entre nos campos dos órfãos”. Deuteronómios, 19,14: “não tomarás nem mudarás os limites do teu próximo que os antigos estabeleceram na tua propriedade”. Esta palavra surgiu pela primeira vez na compilação dos Regulamentos Gerais de 1721, incluídos na Constituição de James Anderson, que foi o responsável de copilar a Constituição Maçónica Universal. [4].

Como a nossa Ordem tem como fundamento básico a tradição, até hoje, estes “Landmarks” de Mackey são rigorosamente observados e ninguém pensa em alterá-los. É verdade que, de vez em quando, alguém revestido de vaidade e presunção apresenta teses para “actualizar” os Landmarks, mas são pregadores do deserto que não conseguem ser levados a sério. Os 25 Landmarks trazem-nos uma Ordem Maçónica completa, tanto sob o ponto de vista administrativo, como litúrgico e místico. Este conjunto de leis maçónicas são a base do desenvolvimento psicológico, emocional, moral, ético e espiritual de todo Verdadeiro, Legitimo e Regular Maçom que segue o lapidamento da Pedra Bruta, na eterna busca de se tornar a cada dia de vida mais polida e perfeita. [4].

Conclusão

Portanto após toda esta reflexão e informação passada no presente artigo, esperamos ter demonstrado o que a Maçonaria realmente é na sua essência. Uma instituição séria e organizada, uma ordem iniciática, filosófica, progressista e evolucionista, que busca o desenvolvimento intelectual, moral e espiritual dos seus membros. Onde para se tornar Maçom a primeira grande Exigência é que ele tenha uma religião, e que acredite na existência de um Deus ou Deuses positivos, não permitindo nos seus quadros de obreiros, pessoas que se autoafirmam Satanistas ou Ateus. Observamos também segundo os vinte e cinco Landmarks que os maçons devem ter uma conduta exemplar fora e dentro da Maçonaria, serem Homens livres e de bons costumes, e ter por juramento, amor e devotamento a sua Pátria regente, a sua família e a Deus/Deuses. Onde o Verdadeiro Maçom é reconhecido pelo seu carácter integro, o seu espírito humanitário, a sua alta espiritualidade, o seu comportamento exemplar de cidadão e profissional, o seu intelecto diferenciado e o seu amor profundo pela Humanidade e um desejo eterno de se ver no Mundo como um eterno Aprendiz em desenvolvimento constante, isso é ser Maçom e fazer Maçonaria.

** Rodolfo Nascimento Souza – Mestre Maçom no Rito Adonhiramita – GOBAC Grau 14 do Corpo dos Altos Graus Filosóficos – Supremo Conselho Adonhiramita do Brasil

Referências

[1] CAMINHO, R. O Ápice da Pirâmide. São Paulo: Madras, 2009.

[2] Maçonaria Metafísica. São Paulo: Madras, 2007.

[3] GRANDE ORIENTE DO BRASIL. Vade-mécum Maçónico. GOB, 2015.

[4] MENDES, A. Os Antigos Landmarks da Ordem. Rio de Janeiro, 2011.Disponivel em:<https://pael.mvu.com.br/Loja/5375/Midia/OS_ANTIGOS_LANDMARKS_DA_ORDEM_COMENTADOS(2).pdf>. Acesso em: 17 de Outubro de 2017, 19:34.

[5] MELKISEDEK. Iniciação á Maçonaria Adonhiramita Aprendiz. Espirito Santo: A Gazeta Maçónica, 2002.

[6] O Companheiro Adonhiramita. Espirito Santo: A Gazeta Maçónica, 2003.

[7] O Mestre Adonhiramita. Espirito Santo: A Gazeta Maçónica, 2007.

[8] SHULER, O.S. Psicanálise na Maçonaria. Londrina: Trolha, 2005.

[9] URBANO, H.R.J. Arsenium: O Simbolismo Maçónico Kabbala, Gnose e Filosofia. São Paulo: Isis, 2016.

[10] VENEZIANI, W.C. Maçonaria Escola de Mistérios a Antiga Tradição e Seus Símbolos. São Paulo: Madras, 2006.

Fonte: https://bibliot3ca.com

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

INGRESSO EM LOJA DA BANDEIRA E O CANTO DO HINO NACIONAL DE OUTRO PAÍS

Em 31/05/2023 um Respeitável Irmão de uma Loja praticante do REAA, GOB, Estado do Mato Grosso do Sul apresenta a dúvida seguinte:

BANDEIRA E HINO NACIONAL DE OUTROS PAÍSES

Por favor, tenho a seguinte situação.

Minha loja localiza-se em região de fronteira Brasil/Paraguai, temos irmãos do quadro que são paraguaios.

Nossa cultura local é mista, a maioria da população se identifica com os dois povos.

Recebemos em todas as sessões magnas visitantes do país vizinho.

Já era tradicional na região, a entrada das duas bandeiras, tocar os dois hinos e saudação às duas bandeiras.

Porém recentemente fomos surpreendidos com o entendimento que tal procedimento além de não constar no ritual também seria passível de punição.

Deixar de oferecer tal honraria aos visitantes poderia acarretar em um incidente diplomático maçônico grave. Resultando em esvaziamento das colunas em sessões magnas e em sessões ordinárias.

Na Lei nº. 5.700, de 1º de setembro de 1971 e suas alterações, dispõe:

“...Art. 25. Será o Hino Nacional executado:

4º Nas cerimônias em que se tenha de executar um Hino Nacional Estrangeiro, este deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro...”

Ou seja, o mundo profano já deliberou e acatou que a cortesia é bem quista, nós como maçons não deveríamos prezar pela IGUALDADE e pela FRATERNIDADE tratando os visitantes com todo o respeito e formalidade que a ocasião exige? A obediência cega e
inflexível ao ritual não pode ser anemizada pelo bom senso e pela cortesia?

Entendo que o ritual deve ser seguido “ipsis-litteris” conforme o irmão retrata no seu artigo “TRONCO DD BENEFICÊNCIA POR PIX” de 22/05/2023. Porém quando o assunto é a bandeira e hinos de outros países, a Lei profana não sobrepõe o ritual? Conforme consta no ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB, quando o Orador faz a leitura da Declaração de Princípios da Maçonaria Universal na página 104: ...” fidelidade e devotamento à Pátria e obediência à Lei”. (grifo nosso).

Meu irmão me desculpe a argumentação acalorada, mas o assunto deve ser tratado com todas as informações possíveis, incluindo considerar a excepcionalidade da região geográfica na qual nos localizamos.

Bom dia meu Irmão.

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese o respeito que merecem as nações amigas, inicialmente devo salientar que nada justifica a inserção dessa cerimônia (Bandeira e Hino de outro País) nas sessões magnas e ordinárias que ocorrem em Lojas integrantes do Grande Oriente do Brasil.

O Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre cerimonial para a Bandeira não contempla nada nesse sentido. Também os rituais e o SOR, Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB (Decreto 1784/2019), não contemplam nada nesse sentido.

Assim, as Lojas do GOB seguem o que está previsto na legislação em vigência do GOB. Nesse sentido, o ingresso formal na Loja se refere exclusivamente à Bandeira do Brasil.

À vista disso, é esse também o entendimento da Secretaria Geral de Orientação Ritualística do GOB/PODER CENTRAL.

Reitero: para o cerimonial do Pavilhão Nacional segue-se o previsto no Decreto 1476/2016 do Soberano Grão Mestre Geral do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB.
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 19 Loja

Nos tempos da Maçonaria Operativa, quando os Maçons começavam a ereção de uma Catedral ou qualquer outra construção em pedra, eles construíam uma choupana ou galpão, o qual era referido como a “Loja”.

Esse galpão era usado como um salão de trabalho e também como moradia temporária para os trabalhadores mais jovens. Quando eles se reuniam para discutir planos, ou qualquer outro assunto ligado à atual obra, estava constituída a Loja.

Lional Vibert, em seu trabalho “A Loja nos Tempos Medievais” declara que a construção contratada frequentemente tinha uma clausula que dizia que a “Loja” seria construída pelos Maçons envolvidos na referida obra. Em York no ano de 1428, Maçons recrutados em todas as regiões vizinhas eram conhecidos como os “Maçons da Loja”. Como foi dito, os jovens trabalhadores (aprendizes?) da Fraternidade, viviam e trabalhavam na Loja, obedecendo as “Antigas Regras dos Construtores”.

A palavra “Loja” (Lodge) vem do francês “loge” significando uma estrutura temporária. A aplicação do nome do lugar, designando um evento ou fato, é comum no uso corriqueiro de qualquer língua.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

MAÇOM, SORRIA

Apesar dos tempos difíceis que atravessamos, é preciso SORRIR. Gosto muito de um decalque divulgado pelos Evazngélicos: "SORRIA, JESUS TE AMA". 

Todos já ouviram a expressão: "Rico ri à toa". Aqui se considera a riqueza fácil, material. Ora, todo aquele que tem um bom relacionamento com Deus e com as pessoas, como bom filho de Deus, por exemplo, deve sempre se considerar, espiritualmente, um milionário, por ser um agraciado por Deus. 

O Maçom também tem motivo de sobra para rir à toa, até pelo simples fato de ser Maçom. Conheço vários Maçons que assim se consideram. 

Quanto a mim, continuo afirmando, os dois maiores momentos da minha vida: a) Quando fui Ordenado Sacerdote. b) Quando fui Iniciado Maçom! 

Precisamos provar que somos sustentados pela fé e pela esperança que nos torna 'Maçons Felizes'. Se dos santos foi dito: "Um santo triste é um triste santo", também do Maçom vale dizer: "Um Maçom triste é um triste Maçom". 

Nietzsche disse que só acreditaria na Igreja quando visse os cristãos saindo da missa dominical com caras de ressuscitados e não de pecadores. 

O mesmo vale para nossa Maçonaria. Os outros precisam acreditar ao ver-nos saindo do Templo Maçônico, não pessimistas, lamuriantes, criticando tudo e a todos, mas homens contentes, otimistas apesar de tudo, dispostos a contribuir para um mundo menos imundo, a ajudar em tudo aos mais carentes, espiritual e materialmente. 

Precisamos testemunhar que somos pessoas interessadas somente no bem. Que os Profanos olhem para nós, com admiração, pensando: "Ele é Maçom, por isso é tão feliz". 

Se acreditamos que o Filho do G∴A∴D∴U∴ ressuscitou, temos que ressuscitar com Ele, para uma vida digna, uma vida dedicada ao bem comum, em ações concretas. 

As pessoas andam muito tensas, por vezes à beira do stress. Não sorriem, não perdem tempo para se deleitar com a beleza e o perfume de uma flor. Não brincam mais como ou com as crianças. 

Pois bem, o Maçom tem o dever de reverter essa situação. Sorrindo e fazendo os outros voltarem a sorrir. Muitos não ataentaram para o valor do sorriso que custa tão pouco, mas com um imensurável valor. 

Precisamos mostrar a força renovadora da Maçonaria! Para os 'insossos' desanimados, sejamos o 'sal da terra' (Mt 5,13); para os pessimistas que vivem no escuro, desnorteados, sejamos a 'luz do mundo' (Mt 5,14). 

Nossa garantia nos foi dada pelo Filho do G∴A∴D∴U∴ Nosso grande trunfo é a Esperança! Contra tudo e contra todos, não a percamos. Por Deus, esqueçamos a a Maçonaria do tempo da Independência, da Abolição, da Proclamação da República... Esqueçamos o ontem. Vivamo-la HOJE. 

Cheios de Confiança, Fé e Esperança. Vencendo, etapa por etapa, venceremos o mundo, sabendo temperar nossas ações com o sal e a luz do amor fraternal. Amor verdadeiro que se concretizará na solidariedade, espiritual e material. 

O Maçom deve e precisa ser um otimista ("O otimista pode errar; o pessimista já está errado'), procurando subir (a Escada de Jacó está à nossa disposição), degrau por degrau, confiando sempre que o melhor vai acontecer. E acontecerá. 

Por isso, SORRIA, MAÇOM!!! 

(OBSERVAÇÃO: Do meu livro "O AMÉM MAÇÔNICO" (pág. 89), publicado pela EDITORA MAÇÔNICA "A TROLHA" LTDA (Londrina PR), set 2008)

O repasse é do Ir. Robson Gouveia (Brasília)

Fonte: JBNews - Informativo nº 222 - 07.04.2011