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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

DÚVIDAS ENTRE COLUNAS E O COBRIDOR

(republicação)
O Respeitável Irmão José Luiz Horner Silveira, membro da Loja Renovação, 3.387, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte: 
joseluiz.silveira@eletrosul.gov.br 

Em primeiro lugar gostaria de parabenizar o Jornal JB News pelo valoroso trabalho que prestam diariamente para os Irmãos interessados em atualizações e informações tão valiosas que se encontram no jornal. Prezado Irmão Pedro Juk, gostaria de lhe parabenizar pelo maravilhoso bloco de perguntas e respostas e pelas colunas escritas para este jornal. 

Minha dúvida é em relação ao Cobridor Interno e a posição das Colunas na Loja. Na planta da Loja, contida no ritual, as Colunas ficam pelo lado de fora do templo. No ritual diz que o Mestre de Cerimônias ou o Mestre Hospitaleiro ficam entre Colunas antes de iniciar o giro do Saco de Propostas e do Tronco de Beneficência. Como ficar entre Colunas se as Colunas estão pelo lado de fora? 

A segunda dúvida é em relação ao Cobridor. Gostaria que o Sr. explanasse sobre a chegada de Irmãos atrasados na reunião; como devem bater na porta do templo e como o Cobridor deve responder através de batidas na porta. O cobridor deve se levantar ou permanece sentado para se comunicar com o Irmão que está pelo lado de fora. Se possível explanar as várias situações que podem ocorrer para esta comunicação entre Cobridor e Irmão que chegou atrasado. 

CONSIDERAÇÕES:

1 - Entre Colunas – o termo não se trata de se estar entre as Colunas B e J, já que elas no Rito Escocês são vestibulares e, por assim ser se posicionam no Átrio (vestíbulo da Loja). 

Entre Colunas no caso, é aquele que se posiciona entre as Colunas do Norte e do Sul e, para o procedimento da circulação da bolsa, no extremo do Ocidente sobre o eixo longitudinal do Templo, também conhecido como Equador. 

Coluna do Norte – por definição é todo o espaço localizado sob o ponto de vista daquele que entra no Templo (esquerdo), limitado em seu comprimento pela grade e entrada do Oriente até a parede ocidental. Na sua largura (altura) a partir do eixo do Templo até a parede Norte. 

Coluna do Sul - por definição é todo o espaço localizado sob o ponto de vista daquele que entra no Templo (direito), limitado em seu comprimento pela grade e saída do Oriente até a parede ocidental. Na sua largura (altura) a partir do eixo do Templo até a parede Sul. 

Assim, no caso da questão, todo o Obreiro que estiver no Ocidente e posicionado sobre o eixo longitudinal ou equador do Templo estará “Entre Colunas”. Convenciona-se geralmente que um Obreiro entre Colunas se posiciona na forma mencionada o mais próximo possível da porta de entrada. 

Como o espaço da Sala da Loja do Rito Escocês (vertente latina) representa um canteiro sob a abóbada o seu eixo longitudinal é o Equador, cujos pilares solsticiais ou as Colunas B e J (no átrio) marcam simbolicamente a passagem dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul. 

Assim, as linhas imaginárias dos trópicos são paralelas ao Equador da Loja (análogos ao disposto no Globo Terrestre). 

2 – O Atrasado - O fato é que nenhum ritual será escrito prevendo o “atraso”, todavia sabemos que ele verdadeiramente acontece. Nesse sentido, se um obreiro chegar atrasado, ele dará na porta a bateria universal maçônica que é a de Aprendiz. Se o momento for oportuno para o ingresso o Cobridor fará a comunicação de costume, dando-se em seguida os procedimentos de ingresso. Se o momento não for oportuno, o Cobridor dará pelo lado de dentro da porta à mesma bateria. Isso significa que o que estiver pedindo ingresso deverá aguardar o momento propício para entrada. 

É procedimento completamente equivocado o “atrasado” elevar a bateria para o grau subsequente e assim por diante. Isso é mesmo prática inexistente, nem mesmo com alegação de que a Loja esteja trabalhando em outro Grau. 

Compete ao Cobridor Interno verificar (pelo avental) e comunicar se o atrasado do quadro tem qualidade para ingressar. Se for Irmão desconhecido, ainda existem outros procedimentos de verificação obviamente. 

Não existe esse festival de bateria, como também não existe a institucionalização do “atraso”. Penso que a preocupação deveria ser com a entrada formal do atrasado – Marcha do Grau de trabalho da Loja. 

Outro aspecto a se considerar é de que como um “atrasado” consegue ingressar no prédio e ter acesso até a porta da Sala da Loja após o início dos trabalhos. 

T.F.A. 
PEDRO JUK -  jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1024, ( Florianópolis SC ) domingo, 23 de junho de 2013

DECÁLOGO DAS IN(COMPETÊNCIAS DO MAÇOM

1. Não compete ao Maçom buscar honrarias; compete-lhe merecê-las e abrir mão delas reconhecendo que mais vale ser lembrado do que agraciado. A lembrança é eterna, a honraria é temporária.

2. Não compete ao Maçom escolher cargos; compete-lhe exercê-los com zêlo e responsabilidade, reconhecendo que no cargo torna-se naturalmente Mestre dos que dirige e sabendo que, um dia, será por eles dirigido.

3. Não compete ao Maçom habitar palácios; compete-lhe fazer de sua habitação um templo à Glória do G∴A∴D∴U∴, reconhecendo que no Templo do Senhor do Mundo não há pompa, luxo, futilidade, arrogância, vaidade, orgulho. Perante o G∴A∴D∴U∴ temos todos a mesma estatura!

4. Não compete ao Maçom criticar o Irmão; compete-lhe carinhosamente mostrar-lhe o caminho que o leva ao coração da Ordem, ou o caminho de retorno ao mundo profano, caso este lhe seja mais apropriado.

5. Não compete ao Maçom criticar a Loja que o abriga; compete-lhe lutar incansavelmente até convencer seus Irmãos ou ser convencido por eles.

6. Não compete ao Maçom construir e manter obras assistenciais; compete-lhe garantir o funcionamento da maquina do Estado, responsável pelo cumprimento dessa obrigação.

7. Não compete ao Maçom construir e manter hospitais; compete-lhe assegurar que todos tenham acesso à saúde.

8. Não compete ao Maçom construir e manter escolas; compete-lhe assegurar que as existentes formem adequadamente os homens de amanhã.

9. Não compete ao Maçom imobilizar-se e omitir-se frente à injustiça; compete-lhe mobilizar todas as forças de que dispõe para erradicá-la definitivamente.

10. Não compete ao Maçom ser conduzido; compete-lhe conduzir a humanidade. Isto tudo porque não compete ao Maçom fazer caridade; compete-lhe agir para que ela não seja mais necessária. A caridade humilha quem a recebe e corrompe quem a faz.

Complemento

1. O lar do Maçom é a Terra; sua Pátria o Mundo; sua família a humanidade; seu Deus o G∴A∴D∴U∴.

2. O Maçom reconhece que é o elo definitivo entre o finito da materialidade e o infinito da espiritualidade.

3. O Maçom está pronto a abandonar sua natureza animal e abraçar definitivamente sua natureza humana.

4. O Maçom sabe que desbastar e polir a pedra que lhe foi entregue pelo G∴A∴D∴U∴ é compartilhar do Processo de Criação.

5. O Maçom sabe que depois de aparada e polida essa pedra, pode ela ainda não ser útil à construção de um Templo de Verdade e Justiça; mas, se chamado, estará pronto a exercer seu papel conforme a vontade do G∴A∴D∴U∴.

6. O Maçom sabe que a interação com a vida danifica e deforma sua estrutura e por isso acorre à Ordem para retificá-la contínua e repetidamente.

7. O Maçom sabe que em suas atitudes revela as qualidades/defeitos que nem sempre está pronto a considerar em si mesmo. Observa-as refletidas no semblante de seus Irmãos.

8. O Maçom sabe que não presta contas a ninguém, a não ser ao mais impiedoso dos juÍzes: “Ele próprio”!

9.O Maçom é reto por formação e coloca-se sempre a prumo para balizar o comportamento dos que o rodeiam.

10. O Maçom sabe que não lhe basta ser bom; há de ser sempre o melhor sem que isto lhe conceda qualquer mérito adicional.

(Repasse do Ir∴ Robson Gouveia (Brasília – DF)

Fonte: JBNews - Informativo nº 228 - 13.04.2011

domingo, 7 de janeiro de 2024

SINDICÂNCIA POR TELEFONE

(republicar)
Em 13/03/2018 o Respeitável Irmão Antonio Sergio Nogueira, Loja Dever e Humanidade, 860, sem mencionar o Rito, GOB-PE, Oriente de Caruaru, Estado de Pernambuco, solicita o seguinte esclarecimento:

SINDICÂNCIA POR TELEFONE.

Tenho 22 anos de iniciado em nossa sublime Ordem. Pensei que já tinha visto de tudo, mas, ainda, me surpreendo com a postura de alguns irmãos. Devido ao meu trabalho estou frequentando uma Loja em outro Oriente e para minha surpresa fiquei sabendo de irmãos fazendo sindicância com candidatos por telefone. Gostaria do ponto de vista e/ou comentário do Irmão ou enviar algum material, seu, já publicado a respeito. O seu comentário é importante e necessário. No meu ponto de vista, este tipo de comportamento é inadmissível, porém, gostaria do seu comentário.

COMENTÁRIOS:

Na realidade esse absurdo é uma profusão de erros que, quando acontecem, provavelmente tem conivência de outros – o Venerável Mestre e o Orador, principalmente, não podem ficar alheios a essas barbaridades.

É mesmo lamentável que isso possa acontecer, pois o ato da sindicância é algo de extrema responsabilidade do sindicante para com a sua Loja. 

Sindicâncias são individuais e pessoais. O sindicante deve ser um Mestre Maçom cujo qual é nomeado sigilosamente pelo Venerável Mestre. Geralmente em número de três, seus nomes somente serão revelados ao Quadro após as leituras das sindicâncias em Loja e em uma mesma data marcada. 

Tão importantes são as sindicâncias que elas antecedem o escrutínio secreto. Esse último só se realiza se entre as sindicâncias não houver contradições. Nesse sentido, nenhum sindicante pode dar conhecimento a ninguém da sua identidade como sindicante. O conteúdo de cada sindicância fica restrito ao sindicante e o Venerável Mestre que o nomeou até a data das suas exposições na forma da Lei.

Assim, é errada qualquer sindicância feita em grupo de sindicantes. Elas são individuais e devem ser previamente marcadas entre o sindicante e o sindicado (com a sua família). Sindicância maçônica é feita frente a frente, olhos nos olhos, em cujo momento o sindicante pode avaliar, inclusive, o ambiente familiar e as opiniões dos mais próximos do sindicado quanto à possibilidade dele vir a pertencer à Maçonaria.

Quanto ao telefone, é mesmo inadmissível que alguém desrespeitosamente e eivado de preguiça cometa o desatino de realizar uma sindicância por telefone. Esse é um tipo de atitude que deve ser coibido por quem de direito, no caso pelo Orador e pelo próprio Venerável que não deve aceitar uma barbaridade dessas, caso contrário ele pode se tornar conivente com essa prática desrespeitosa para com a sua Loja. É mesmo o cúmulo se imaginar que um “Mestre Maçom” seja capaz de tomar uma atitude dessas.

Diante da existência de um fato desses, o Orador da Loja deve impreterivelmente pedir impugnação dessa sindicância, assim como de sindicâncias que porventura tenham sido feitas numa mesma oportunidade e num mesmo local pelos sindicantes que, ao rigor da lei, nem se deveriam revelar uns aos outros antes dos procedimentos legais.

Concluindo, a sindicância é um ato exclusivo de nomeação do Venerável Mestre que designa alguém para fazê-la. Ninguém pode interferir nessas verificações e muito menos no resultado das sindicâncias. O conhecimento dos seus conteúdos é apresentado à Loja ao mesmo tempo quando o Venerável Mestre pede auxílio para as suas respectivas leituras ao Orador e ao Secretário. Ao final ele dá à Loja o conhecimento de quem foram os sindicantes dos candidatos. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA & FÉ

Kennyo Ismail
A Maçonaria tem como princípio a crença num Ser Supremo, ao qual denominamos “Grande Arquiteto do Universo”. Mas qual seria esse Deus da Maçonaria, o GADU? Afinal de contas, existem tantos deuses, com tantos diferentes nomes e tantas diferentes qualidades! Qual seria o verdadeiro?

Se a Maçonaria aceita e possui membros de qualquer religião, qual o Deus presente no Altar Maçônico? Ou se trata de um Deus específico, o Deus da Maçonaria, e todos ali estão renegando seus próprios deuses? Seria então a Maçonaria uma religião? Isso seria um prato cheio para os fanáticos de plantão!

Quando vários maçons estão presentes diante do Altar de um Templo Maçônico, onde se vê o Livro Sagrado de uma ou mais religiões, além do Esquadro e do Compasso, eles realizam uma breve oração. Ali estão católicos, protestantes, muçulmanos, espíritas, budistas, judeus, etc. Eles estão um do lado do outro, como irmãos. E ali, diante do Altar da Maçonaria, só há duas opções de entendimento ao Irmão: ou “eu estou orando para o Deus verdadeiro, e aqueles irmãos que professam outras crenças estão orando para falsos deuses”; ou “nós estamos todos orando para o mesmo Deus, o Criador do Universo, visto de forma diferente conforme as peculiaridades da religião e crença de cada um”.

É evidente que o entendimento do verdadeiro maçom é a segunda opção. Ora, se você chama o maçom que está ao seu lado de “Irmão”, isso significa que você acredita que ambos nasceram do mesmo Pai, foram feitos pelo mesmo Criador, independente da fé professada.

O GADU pode ser chamado de vários nomes e títulos, conforme culturas, épocas, povos, religiões: Deus, Pai Celestial, Mestre Maior, Senhor do Universo, Alá, Jeová, Adonai, Zeus, Senhor, El Shadday, Oxalá, Brahma, Rá, etc. Até mesmo nos sistemas politeístas, sempre houve e há um Ser Supremo, mais antigo, criador dos demais.

Da mesma forma, o GADU pode ser visto de diversas formas, também conforme as mesmas variáveis: Vingativo, Clemente, Misericordioso, Justo, Soberano, Sustentador, Providenciador, Organizador, Verdadeiro, Benevolente, etc.

Os homens deram nomes ao GADU conforme suas línguas e culturas. Eles apontaram qualidades ao GADU conforme as histórias de seus povos e a pregação de seus profetas. O único ponto comum em todas as religiões é esse: a existência de um Ser Supremo, Criador do Universo. Se as diferenças na fé sempre foram combustíveis para preconceitos, tirania, atritos e guerras, então apenas o comum pode servir para unir os homens como irmãos.

Maçonaria é isso: ciente da dualidade das forças e respeitando as diferenças, investe no que há de igual nos homens de bem em busca da felicidade da humanidade.

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres

sábado, 6 de janeiro de 2024

ROMÃS E GLOBOS SOBRE OS CAPITÉIS DAS COLUNAS VESTIBULARES

(republicação)
Em 09/03/2018 o Respeitável Irmão José Roberto Barros Simões, adormecido com Quite Placet das Lojas Conciliação e Justiça, 2.508 e Luz do Pontal, ambas do GOSP-GOB, REAA, Oriente de Presidente Prudente, Estado de São Paulo, formula a questão seguinte:

ROMÃS E GLOBOS SOBRE O CAPITEL DAS COLUNAS

Apesar de estar adormecido, leio bastante sobre nossa Ordem, e gostaria de sorver de vosso conhecimento a respeito de uma questão, que não encontrei nada a respeito no seu Blog.

Nas colunas Vestibulares (J B) existem as romãs? Caso não as tenha, qual a justificativa?

COMENTÁRIOS:

As Romãs - São símbolos que adornam os capitéis das Colunas Vestibulares (B e J) no Painel da Loja de Aprendiz de diversos ritos, em especial no REAA∴. Cada uma das Colunas Gêmeas (B e J) nesse grau recebe no seu topo um grupo com três romãs entreabertas.
Os frutos, dada à disposição das suas sementes que apoiadas umas às outras dão ao fruto a sua verdadeira forma, simbolizam a harmonia social. 

Símbolo muito antigo utilizado por associações iniciáticas, as Romãs foram adotadas pela Moderna Maçonaria no seu Primeiro Grau e dispostas sobre as Colunas Vestibulares como parte da alegoria dos ciclos naturais – as Colunas que as sustentam marcam no templo os trópicos de Câncer (Norte) e Capricórnio (Sul).
Sob essa óptica as Romãs simbolizam também os bens produzidos pelas estações - solstícios de inverno e de verão a cada seis meses e opostos conforme cada hemisfério. São concepções iniciáticas de vertente deísta e presentes na Maçonaria.

Dessa forma, essa alegoria dá uma conotação cósmica ao templo maçônico que, em uma análise simples, é a representação da Natureza.

Os Globos - Aparecem sobre os capitéis das Colunas Vestibulares nos Painéis do Segundo Grau. Neles, em vez de Romãs, agora se situam dois Globos – um em cada capitel. 

Também de simbologia iniciática, os Globos sugerem o progresso do obreiro no Segundo Grau, sendo capaz de desvendar agora os mistérios da Natureza (uma das pragmáticas do Companheiro). 

Nesse sentido eles representam: o da Coluna B, o mundo em que vivemos e sobre o qual se processam as alterações resultantes dos movimentos solsticiais (a transformação da Natureza pela revolução anual do Sol é mote iniciático maçônico). O outro Globo, o que adorna o capitel da Coluna J, simboliza o Universo. A abóbada onde se fixam os astros e a estrelas – contornam o mundo como que apontar para o inefável segredo do Arquiteto Criador. 

Iniciaticamente, o mundo e o universo se completam porque o Grande Geômetra os geometrizou. Se referindo a essa alegoria disse um dia o Irmão Voltaire: “para esse Relógio, certamente existe um Relojoeiro”. Figuradamente o Relógio é o Universo e o Relojoeiro o Criador Incriado. 

O grau de Companheiro dá atenção especial à Geometria (letra G) porque ela esotericamente é a ciência aplicada para dar sentido à Obra. O Mundo é parte do Cosmos e a Geometria deu ao Universo, a Ordem, a Harmonia e o Equilíbrio. 

A Geometria, criada no Antigo Egito para medir as terras férteis do Nilo, fora leva à Grécia Antiga por filósofos gregos que lhe deram o conceito filosófico de uma Verdade Universal estabelecida pelo Grande Geômetra.

Romãs e Globos nos capitéis B e J - Quanto à decoração dos capiteis das Colunas Vestibulares (B e J) em um templo maçônico, sob o ponto de vista prático, as Romãs no Primeiro Grau e os Globos no Segundo, não precisam fisicamente aparecer sobre o topo dessas Colunas Vestibulares que geralmente se situam  à direita e à esquerda da porta, entretanto elas devem obrigatoriamente aparecer encimando as duas Colunas que aparecem desenhadas nos Painéis do Grau da vertente maçônica francesa e que são expostos em Loja aberta à compreensão de todos – vide os Painéis do REAA.

É verdade, porém, que muitas Lojas decoram literalmente os capitéis das Colunas Vestibulares que ladeiam a porta, algumas com as Romãs, outras com os Globos. Isso também é permitido, embora o ideal fosse mesmo que elas só aparecessem nos Painéis estando assim expostas como símbolos de acordo com o grau de trabalho da Loja. 

Destacamos que muitas decorações se diferenciam na universalidade maçônica, dentre os quais as Colunas Gêmeas (B e J) onde repousam Romãs ou Globos. Há que se observar nesse caso que conforme os ritos e a sua vertente maçônica nem sempre as Colunas aparecem ladeando a porta de entrada, pois elas podem aparecer interiorizadas e dispostas junto ao tapete central (rug working), junto ao lugar do Segundo Vigilante, etc.

Em síntese são esses os comentários pertinentes à sua questão. Foram também abordadas as Colunas Vestibulares e a Geometria por existir relação direta entre elas e os símbolos das Romãs e dos Globos na doutrina maçônica.

Concluindo, cabe ao estudante perceber que embora utilize os mesmos capitéis das Colunas, as Romãs são símbolos do Primeiro Grau e os Globos, do Segundo Grau.

P.S. – Colunas B e J, Colunas Vestibulares, Colunas Gêmeas, Colunas Solsticiais, são sinônimos quando se tratam de simbologia maçônica.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A HISTÓRIA DO BODE NA MAÇONARIA

“E não me chamem de bode, pois eu prezo por um bom banho”

Dentro da Maçonaria, muitos desconhecem o nosso apelido de bode.

Muitos dos maçons desconhecem totalmente sobre “O Bode”, pelo contrário, quando ingressam na Maçonaria, descobre que não há bode nenhum. Daí, muitos não se interessam em saber a origem dessa crendice.

Então de onde vem está história de bode?

Os maçons por brincadeira alimentam essa fantasia, ou por diversão, ou para manter longes pessoas indesejadas e muitas vezes até mesmo para testar se o candidato a Maçonaria se deixa levar por essas brincadeiras.

Também é comum, entre os próprios maçons, se referem a outros maçons como bode.

Exemplo:

– “Essa festa está cheirando a bode!” – quer dizer – “Essa festa está cheia de maçons”

– “Fui ao hospital, e o médico era bode.” – quer dizer – “Fui ao hospital, e o médico era maçon.”

Outra brincadeira comum é uma expressão dita ao candidato que está prestes a ingressar na ordem.

-”Estás preparado para sentar no bode?”

Realmente, parece assustador de primeira mão. Mas essa expressão é usada para testar se o candidato se deixa levar pelas crendices.

Na verdade quer dizer:

“Estas preparado para ingressar na Maçonaria?”

Assim como em palavras o bode virou mania entre os maçons. Adesivos de carro, chaveiros, camisas, bonés, bonecos e até estatuetas são vistas entre o meio maçônico. Hoje, o bode, virou uma brincadeira.

Sendo que, o povo ainda acredita nessa tolice. Então se não fores maçom pensa bem no que acabara de ler, e não deixe que fundamentalistas fanáticos induzam a sua visão contra a Maçonaria.

Então de onde vem está história de bode?

Alguns dizem que os maçons são também conhecido como bode devido aos ternos que os mesmo usam e como a tempos atrás não existia o “ar condicionado” eles voltavam para sua casas com um cheiro ruim devido ao suor que acumulavam em sua vestes, logo amigos e familiares, brincando diziam:

“Que cheiro de bode que você está hein !!!”

Outros ja dizem que o termo “Bode” se deu devido a visitas de irmãos ingleses as Lojas no Brasil e por se dirigirem a os irmãos como “Broher” o brasileiro acabou “Aportuguesando” a palavra surguindo então o famoso “Bode”.

Porem a história mais aceita foi descrita pelo nosso mais célebre e saudoso escritor Maçônico Brasileiro Ir∴ José Castellani (In Memoriam) que escreveu:

A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monólogo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação àquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado, de que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo contar a alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas; ficaria mais aliviado junto à sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.

Mas por que bode? – Quis saber Paulo. É porque o bode é seu confidente. Como o bode não fala o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor – nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja; o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio. O povo passou a contar as suas faltas.

Voltemos a 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumário, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governou a Igreja.

A Maçonaria, que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país.

Neste período, vários maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições.

Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior:

– “Senhor este pessoal (Maçons) parece “BODE”, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”.

Assim, a partir desta frase, todos os maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – aquele que não fala, o que sabe guardar segredo.

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

MARCHA DO GRAU - ANDANDO COM O SINAL

Em 18.08.2023 o Respeitável Irmão Rivaldo Moreira Barroso, Loja Estrela dos Magos, 41, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

MARCHA DO GRAU E O SINAL

Maçom há mais de 30 anos e agora me deparo com uma dúvida. Ao adentrar numa Loja, sendo a sessão em 1º Grau, fazemos a marcha do Aprendiz, porem aí é que está o problema. Como romper a marcha fazendo o sinal, se não se faz sinal quando em movimento? Eu acho que deveríamos fazer o sinal e para romper a marcha o desfaz, refazendo-o após completá-la e em seguida efetuar as saudações de praxe. Qual vosso entendimento?

CONSIDERAÇÕES:

Veja, a regra consagrada no REAA é a de que não se anda em Loja com o Sinal composto, contudo a exceção é a Marcha do Grau, já que de modo consagrado ela é feita em se dando os passos com o Sinal de Ordem composto.

De certa forma isso é uma das práticas ritualísticas básicas no Rito, portanto não há com mudar esse costume.

Quando da Marcha por ocasião de ingresso formal, o protagonista deve primeiro, parado compor o Sinal e, sem desfazê-lo, segue dando os respectivos passos do Grau. Concluídos, faz-se a saudação às Luzes da Loja, voltando-se depois ao Sinal de Ordem. Vale destacar que saudações em Loja são sempre feitas pelo Sinal Pen∴ do Grau.

Durante a execução da Marcha é improcedente se fazer e desfazer o Sinal a cada passo. Isso simplesmente não existe, portanto, não vamos inventar mais um desses absurdos que atentam contra a já sofrida ritualística do REAA.

Executar a Marcha com o Sinal de Ordem composto é prática nos três graus.

Dessa forma, a regra de não se andar com o sinal é para quando alguém transita (anda) normalmente pela Loja. Já a Marcha do Grau, cuja característica é formar uma esq∴ com os pp. uu. pelos cc. a cada p∴, tendo como referência o equador simbólico do Templo, é feita sempre do Ocidente para o Oriente, geralmente partindo de próximo da porta de entrada.

Nessa conjuntura, não se admite outra forma para a Marcha do Grau no REAA. Ela é uma alegoria do Grau com particularidades litúrgicas próprias, enquanto que andar pelo recinto nada mais é do que o deslocamento natural pelo recinto durante os trabalhos da Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O GRANDE ORIENTE DE FRANÇA - 250 ANOS - O ILUMINISMO INSPIRADOR

Antigo templo de Dole (Jura) – 1785
 Foto: Ronan Loaëc

Pierre Mollier
Tradução José Filardo

A maçonaria moderna “especulativa” surgiu em Londres entre 1717 e 1730. Estabeleceu-se em Paris em meados da década de 1720. A partir de 1740, as Lojas se multiplicaram e surgiram nas grandes, médias e pequenas cidades do reino. Originalmente, elas constituem umas as outras. A Loja de Toulouse fundou a Loja de Carcassonne… que, por sua vez, transmite a luz maçônica a Narbona e assim por diante. No entanto, os maçons franceses tiveram um senso de sua unidade muito cedo e aspiraram manifestar a existência de uma comunidade maçônica. Isso exigia o reconhecimento de uma autoridade reguladora centralizada…

Mas, na realidade, esta nova autoridade luta para se impor. Uma primeira Grande Loja da França nasceu em meados da década de 1730, mas levaria várias décadas – com a formação do Grande Oriente de França em 1773 – até que finalmente existisse uma obediência ou potência no sentido que entendemos hoje. Esses anos de debates sobre a organização da Maçonaria trouxeram à tona noções e conceitos que ultrapassaram as fronteiras do mundo das Lojas.

Ali descobrimos as tensões e novas ideias que atravessariam o Iluminismo e entrariam para a história em 1789.

Se queres ir mais longe, clica em

Fonte: https://bibliot3ca.com

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

BOAZ OU BOOZ

(republicação)
Questão apresentada em 04 de novembro de 2.010 e recuperada em 07 de abril de 2.013. Duvida apresentada pelo Respeitável Irmão Sangelo Rossano, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB/AC, Oriente de Rio Branco, Estado do Acre. 
sangeloros@hotmail.com 

Mais uma vez trago indagações de nossos Amados Irmãos, essa semana foi feita a leitura de um artigo com a palavra sagrada B∴ e as contradições surgiram acerca da pronuncia BOAZ ou BOOZ, e vários pontos de vista foram citados. De plano visualizamos que o Rito Brasileiro adota BOOZ e como o chancelador de ambos foi o Soberano chegamos ao entendimento de BOOZ, mas foram sugeridas por Irmãos erros nas traduções do séculos, inclusive um chegou a citar que não se fala BOOZ, mais não se repetem as vogais juntas naquele idioma. Outro ponto seria que seguindo o entendimento católico na tradução de São Jerônimo que adotou BOOZ. Pergunto ao Amado Irmão. Qual maneira é adotada no GOB: BOOZ ou BOAZ? 

CONSIDERAÇÕES:

Geralmente na Maçonaria brasileira por ser filha espiritual da França ainda existe o costume de se adotar BOOZ que, a bem da verdade, é uma corruptela de BOAZ. De fato, o termo BOOZ é inexistente no idioma hebraico, senão BOAZ. 

Essa anomalia surgiu na tradução bíblica da Vulgata de São Jerônimo onde inadvertidamente o tradutor escreveu BOOZ e a igreja em respeito à tradição resolveu assim manter a expressão.

Como essa tradução é latina, provavelmente os ritos maçônicos dessa vertente, na sua grande maioria acompanham a descrição bíblica da Vulgata. 

Já na mais antiga tradução bíblica do hebraico e aramaico para o grego por judeus helenísticos a versão Septuaginta (dos Setenta) mantém a tradição do termo de maneira correta – BOAZ. 

O rótulo de BOAZ é mantido na tradição maçônica da vertente inglesa, tanto no Craft inglês quanto no americano. 

A vertente bíblica protestante do cristianismo também adota na sua tradução a palavra BOAZ. 

Assim o GOB ainda permanece no uso da corruptela BOOZ, fato que deveria até ser revisto, já que essa descrição está em desacordo com o que é fato e direito no idioma donde provém a verdadeira palavra que é BOAZ. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1023, Florianópolis (SC) – sábado, 22 de junho de 2013

FRASES ILUSTRADAS

AS COLUNAS B e J

Paulo Roberto Marinho

Alguns pesquisadores argumentam que as Colunas B e J por serem denominadas “Vestibulares” e, por isto, devem ser instaladas no vestíbulo, ou seja, no Átrio; outros contra-argumentam que não podem ser vestibulares, pois, no Templo de Jerusalém estavam situadas, externamente, à porta do Templo e não no vestíbulo, ou Átrio.

O posicionamento das Colunas “B” e “J” sempre foi motivo de controvérsias, há contradição entre os próprios Rituais das Obediências. Na GLMERJ, no Ritual do Grau de Apr∴Maçom as Colunas estão dispostas no interior do Templo, já nos Rituais dos Grau de Comp∴e de M∴Maçom (novas edições) figuram no Átrio. Podemos notar como trabalham alguns “adequadores” sem espírito de pesquisas – não pesquisam sequer o próprio Ritual que alteram –; não se dão ao trabalho de antes de alterar a figura do Plano do Templo, pondo as Colunas no Átrio, lerem as instruções de Circulação em Loja do mesmo Ritual:

“O Obreiro circulando em Templo nunca deve passar por trás dos Pilares J e B, e sim pela frente dos mesmos...”

Ora, como poderia o Obreiro circular, em Templo, por trás dos Pilares estando estes no Átrio?

As Colunas B e J não têm, nem tiveram nos “tempos bíblica” função de sustentação; são colunas decorativas, por isto, o que importa é sua representação – alegorias contidas nas instruções de cada Grau –, suas referências simbólicas. O Templo Maçônico não é, e nunca foi, como muitos insistem em “arraigar” nas mentes dos Aprendizes, réplica do Templo de Salomão. As reuniões de nossos antigos Irmãos, no período de transição da Maçonaria operativa para a dos Aceitos ou Especulativa, eram realizadas nas Tabernas e nos Átrios das Igrejas. Os primeiros Templos Maçônicos foram construídos na Inglaterra, no século XVIII, como já dissemos antes, por projetos inspirados nas arquiteturas dos prédios públicos da época, principalmente, dos Templos Anglicanos e o do Parlamento Britânico. Destes se originam o Átrio, o Mosaico, as Colunas, etc., Inclusive a Sala dos Passos Perdidos copiada do Parlamento e, até os dias de hoje existe e assim denominada. Os Templos maçônicos atuais, do R:.E:.A:.A:. representam a terra e o universo, e, isso é claramente visível: a Abóbada Celeste, as Colunas Zodiacais, o Norte, o Sul, o Oriente, o Ocidente, o Zênite e o Nadir. (Ver na quinta instrução do Grau 1 da GLMERJ – o primeiro diálogo entre o Ven∴ e o 1o Vig∴)

Nesta concepção as Colunas “B” e “J” representam os pontos solsticiais; alinhadas ao eixo do Templo definem as paralelas que se estendem e alcançam o Sol no Oriente; os trópicos de câncer e de capricórnio (ver sexta instrução do Grau 1); estão inseparavelmente ligadas ao Zodíaco que ornamenta as 12 Colunas ao norte e ao sul do Templo; integram as alegorias que contemplam as instruções de cada Grau, como as Colunas de fogo e nuvens que guiava e protegia o povo hebreu na fuga do Egito e da ira do Faraó. No interior do Templo as Colunas preponderam; estão sempre “vivas” e ativas no simbolismo e analogias. Isoladas do Templo, não aludem quaisquer representações – ligações simbólicas ou alegóricas relacionadas ao Átrio ou ao exterior – estão solitárias não refletem “Estabilidade e Firmeza”, “Força e Apoio”.

Diga-se a bem da verdade que não há nas escrituras sagradas das religiões, ligadas ao simbolismo hebraico, referências a esferas representando o mapa do “Globo Terrestre” e do “Globo Celeste” encimando as Colunas “B” e “J”. Estas esferas existem, no Painel do Grau de Comp∴Maçom, por criatividade alegórica de nossos Irmãos dos tempos em que os Painéis eram desenhados no chão – hábito de desenhar a Loja – e a lenda do Templo ainda não fazia parte dos Ritos que praticavam. O primeiro globo terrestre foi construído em 1492.

“...Na Mina, conheceu Martim Behaim, geógrafo que acompanhara a expedição de Diogo Cão e que em 1492 concluiria um grandioso projeto: a fabricação do primeiro globo terrestre, reformulando as idéias de Ptolomeu”. (Eduardo Bueno - A Viagem do Descobrimento - Editora Objetiva).

Nos Rituais passados, há relatos que segundo as tradições maçônicas as Colunas eram ocas para que ali fossem guardados as ferramentas e os tesouros dos Aprendizes e Companheiros, porém, algumas Obediências acrescentaram- lhes a qualidade de Maçom registram: Aprendizes MAÇONS e Companheiros MAÇONS, tal como Adonhiram, que no Ritual de Instalação recebe, do mesmo modo, o tratamento de Mestre MAÇOM. As Lendas das antigas civilizações, nas quais a Maçonaria espelha sua doutrina, seus Mistérios e sua filosofia, por lendas, não têm nenhum compromisso com verdades históricas. As lendas maçônicas, fundamentadas naquelas, são episódios adaptados pela imaginação para gerar as alegorias de cunho moral e filosófico, engendra o sincretismo didático maçônico.

“... Nada, historicamente, autoriza a hipótese de uma divisão de Obreiros, durante a construção do Templo de Jerusalém, o primeiro, o de Salomão; esta lenda é mais medieval, com base nas corporações de Ofício da Idade Média, as quais, essas sim, possuíam essa divisão”. (Frederico G. Costa e José Castellani - Manual do Rito Moderno - Editora ATrolha). 

As mentes mais ávidas por grandiosidades maçônicas, e até mesmo, por superestimação e Amor a Ordem, costumam, à revelia, dar veracidade as lendas e converter à Maçonaria seus personagens. Denominar os construtores do primeiro Templo de Jerusalém como Maçons leva a crer que naquela época haveria uma instituição com a denominação de Maçonaria. E isso, dá força à imaginação de alguns Maçons que adoram antiquar a Ordem aos tempos de Cristo, Noé e até mesmo Adão, desacreditando a Maçonaria e os Maçons perante a comunidade literária universal à luz da história da humanidade. Na remota antiguidade encontramos associações semelhantes à Maçonaria onde a mesma filosofia era ministrada a seus adeptos. Entretanto, se confundirmos os títulos maçônicos com a filosofia maçônica, e procurarmos a origem desses títulos em sua forma atual, somente as encontraremos após o século X, ou seja, distantes 1900 anos da construção do Templo.

Do Ritual da Grande Loja do Rio de Janeiro, editado na década de 60, transcrevemos sintetizada a seguir, a narrativa sobre a Origem da Maçonaria, história aceita pela maioria dos pesquisadores maçônicos como a mais próxima da verdade:

“... Desde os primeiros dias o povo romano distinguiu-se por seu ativo espírito colonizador, e logo que suas legiões dominaram os povos semi-bárbaros da Espanha, Gália, Alemanha e Bretanha, eles, aí, deram início ao estabelecimento de colônias e edificaram cidades. Cada legião que era enviada à conquista de novas terras, levava uma sociedade do grande corpo de Roma, que marchava e acampava com a tropa e, quando era fundada uma colônia, nela ficava para cultivar as sementes da civilização romana, inculcar os princípios das artes romanas e construir templos às divindades e casas e acomodações para os habitantes... Os descendentes dos antigos colégios romanos estabeleceram escolas de arquitetura e ensinaram a arte dos construtores entre os povos libertos ... Dessa escola saíram os construtores que naquele tempo eram conhecidos como Francomaçons e que do X ao XVI século, percorreram toda a Europa”.

Vi Fonte: Revista Arte Real nº 07

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

DÚVIDAS SOBRE SINAL E MARCHA

(republicação)
Questão apresentada em 01 de setembro de 2.010 e recuperada em 06 de abril de 2.013. Questão que faz o Respeitável Irmão Diego Denardi, Loja Obreiros da Arte Real, 3.932, REAA, GOB-RS, Oriente de Santiago, Estado do Rio Grande do Sul. 
denardidiego@gmail.com

Gostaria de saber se poderia contar com a ajuda dessa Grande Secretaria para uma discussão interna de nossa loja sobre dois temas: 

Na marcha de Companheiro, alguns interpretam a orientação do ritual de passar diretamente do Sinal de Aprendiz para o Sinal de Companheiro como devendo haver a saudação do Aprendiz entre os dois, isto é, desfazendo o Sinal de Aprendiz para depois fazer o Sinal de Companheiro. Outros interpretam a mesma orientação como passando de um Sinal a outro sem Saudação (ou desfazer o Sinal de Aprendiz), fazendo-se somente a saudação de Companheiro no final. Pergunta-se, então como deve ser feita a Marcha de Companheiro? 

Ainda outra questão refere-se à necessidade de fazer-se ou não o Sinal ao cruzar o eixo do templo quando a Loja estiver aberta. Há autores que dizem ser necessária a saudação pelo irmão que está circulando e outros que afirmam o contrário. Qual é a orientação do Grande Oriente do Brasil nesse assunto? Ainda uma última questão: qual seria a literatura mais indicada para resolver essas e outras questões que porventura venham a ocorrer caso o Ritual apresente dúvidas a esse respeito. 

CONSIDERAÇÕES: Para o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Questão do Sinal quando da Marcha – Um Sinal Penal completo é o ato de compor o Sinal e desfazê-lo pela pena simbólica. No caso da Marcha em questão, dão-se os três primeiros passos compondo o Sinal de Aprendiz. Ato seguido desfaz-se o mesmo pela pena simbólica (o que não quer dizer que está se saudando), compõe-se o de Companheiro e prossegue-se a Marcha. Ao final se saúdam as três Luzes pelo Sinal do Companheiro. 

Compor um Sinal e desfazê-lo pela Pena não significa irrestritamente que está se saudando alguém, todavia ao se saudar alguém se saúda pelo sinal. Existe uma regra: Quem compõe o Sinal Penal para desfazê-lo, somente o faz pela pena simbólica. Não existe regra de se passar de um Sinal diretamente para outro. É regra também que saudações em Loja aberta são feitas pelo Sinal Penal. 

É certo também que nem todo aquele que compõe o Sinal esteja necessariamente fazendo uso da saudação – exemplo: um obreiro ao fazer o uso da palavra, devidamente autorizado fica em pé e compõe o Sinal (à Ordem) e se pronuncia. Ao término da fala, desfaz o Sinal pela pena simbólica e toma assento novamente. 

Outra regra: O Obreiro que estiver em pé e parado em Loja aberta sem estar empunhando (segurando) um objeto de trabalho fica à Ordem – pés em esquadria, corpo ereto, compondo o Sinal Penal. Não se anda com o Sinal composto, salvo na execução da Marcha do Grau. 

Na questão de se cruzar o eixo – esse costume está em desuso e não mais é previsto no Grande Oriente do Brasil. Conforme exara o ritual, as saudações são feitas ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente e às Luzes da Loja quando da entrada e saída do Templo. 

A referência à entrada é aquela formal após a execução da Marcha, enquanto que à saída se refere àquela prevista antes do término dos Trabalhos – página 42 do Ritual de Aprendiz em vigência. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1022, Florianópolis (SC) – sexta-feira, 21 de junho de 2013

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 28 - Maçonaria e os Antigos Mistérios Egípcios

Muitas vezes nós lemos ou ouvimos afirmativas que a Maçonaria atual teve origem nos antigos Mistérios Egípcios.

A Maçonaria Especulativa derivou das Lojas dos Maçons Operativos da Idade Média. Não será possível aqui rever toda a História, mas a opinião Maçônica reputável é que não há fundamento para a alegação que nós tivemos nossa origem nos antigos Mistérios Egípcios. É sabido que não muitos anos atrás esta versão de nossa origem era largamente mantida entre experimentados e zelosas Maçons.

Entretanto, na certeza pode ser declarado que, para autênticos historiadores, não há nenhuma evidencia direta conhecida que possa ser aceita, fazendo a conexão.

Vejam o que nos diz Mestre Euletério Nicolau da Conceição:

“Da mesma forma como os antigos construtores procuravam suas origens fazendo-as remontar primeiro ao construtor da Torre de Babel e depois a Salomão e seu templo, alguns dos novos maçons queriam vincular sua instituição às antigas filosofias religiosas dos Orientes próximo e distante. As interpretações de origem mística acrescentadas compõem uma verdadeira colcha de retalhos simbólico/filosófica que podemos chamar de sincretismo maçônico e que foi penetrando, sendo aceito e incorporado em diferentes graus nos países para onde a Maçonaria se expandiu. O que a maioria dos autores que abordam este tema parece não compreender é que, quando descrevem os ritos egípcios, estão falando de específicas manifestações filosófico/religiosas dos egípcios, não da Maçonaria. O que existe de comum entre a Ordem Maçônica e aquelas antigas manifestações religiosas é, em certa proporção, o método iniciático e alguns elementos simbólicos, mas a Maçonaria não constitui, de maneira alguma, uma versão atualizada daquelas organizações”.

Nicola Aslan, abordando o mesmo tema, acrescenta:

“Dentro da vasta bibliografia... constam as obras de escritores que foram buscar o berço da Maçonaria nas mais variadas e inesperadas sociedades da antiguidade, do Egito, da Grécia e de Roma. Nela encontramos obras vinculadas as hipóteses mais espetaculares, tornando a Ordem Maçônica a herdeira e sucessora dos pitagóricos, essênios,iniciados nos mistérios, albigenses, maniqueus e até mesmo templários. Contudo, são meras hipóteses que não conseguem resistir a um exame mais sério.”

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

OS INIMIGOS DA LUZ

Ir.·. Paulo Moura – Teresina - PI
Dizem que o poeta alemão J. W. von Goethe, no leito de morte, reuniu o que lhe restavam de forças para pronunciar suas últimas palavras, que ficariam para a posteridade: "Luz, quero luz! Perdoem-me a imprecisão histórica quando escrevo ―dizem mas de imprecisões a História está repleta, malgrado o esforço de homens sérios e comprometidos com a honestidade dos fatos.

Também em Maçonaria as imprecisões históricas avultam e não é tarefa fácil separar o joio do trigo. Entretanto, cabe ao Maçom a compreensão e o entendimento da Ordem a qual pertence, tornando-se um eterno buscador da Verdade. A Verdade é, filosoficamente, contestável, mas nem por isso desprovida de existência real. Buscar a Verdade é um impulso instintivo do Homem e mesmo que não a busque conscientemente, será guiado por forças da sua mente inconsciente – que Jung chamou de "tendências instintivas" – que se manifestará nos sonhos como fantasias reveladas através de imagens simbólicas. É imperioso sair do mundo das sombras - tão bem simbolizado por Platão no "Mito da caverna" – e ir ao encontro da Luz.

Assim nos encontrávamos na Cam. ̇. de Ref. ̇. . Imersos na escuridão, batíamos profanamente à porta do Templo consagrado ao G. ̇.A. ̇.D. ̇.U. ̇., na esperança de sermos admitidos nos AAug. ̇. MMist. ̇. . Buscávamos a Luz.

O primeiro ato da Criação Divina, o "Fiat Lux", mostra-nos que a Luz precede a existência do mundo das formas; é a origem comum a todas as coisas. Não podemos deixar de fazer a relação entre o texto do Gênesis: 1, 1-3 com a revolucionária Teoria Geral da Relatividade, enunciada pelo gênio Albert Einstein, em 1905: E=M.C2 (energia é igual a massa vezes velocidade da luz ao quadrado). Grosso modo, seria o mesmo que dizer que matéria é energia coagulada. Afinal, tanto a Religião quanto a Ciência chegaram à conclusão de que tudo é Luz.

Simbolicamente, a Luz representa o conhecimento; a revelação dos mistérios das Leis Divinas; a sabedoria imanente; a libertação das amarras da ignorância pela compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Na cerimônia de Iniciação, pede-se a Luz para o neófito e a Luz lhe é dada. A partir de então, o neófito passa à condição de Iniciado e cabe-lhe envidar todos os esforços para se melhorar. A jornada começa com o desbaste das arestas morais, num esforço para vencer suas paixões inferiores, lapidando-se paciente e diuturnamente com o concurso da vontade firme e da inteligência, representados pelo cinzel e pelo maço. Nesse esforço, cumpre-lhe trabalhar sem descanso para livrar-se das suas imperfeições. É uma tarefa individual, porém, não prescinde da colaboração dos IIr. ̇. que o ajudam com lições, conselhos e orientações lastreados em suas experiências e vivências maçônicas. Essa ajuda faz parte do processo de aprendizagem, concretizando um dos nossos mais sublimes preceitos: a Fraternidade.

Tudo que devemos aprender, e fazer, encontra-se no Ritual de Aprendiz, dizem-nos os Mestres mais experientes. É verdade. Está tudo no Ritual e basta uma reflexão profunda com o sincero interesse em adquirir instrução. Tomemos um exemplo:

O Ven. ̇. M. ̇. pergunta ao Ir. ̇. 1° Vig. ̇. , na abertura ritualística:

— Para que nos reunimos aqui, Ir. ̇. 1° Vig. ̇.?

— Para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros. Para glorificar a Verdade e a Justiça; para promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade, levantando templos à Virtude e cavando masmorras ao vício.

Vamos refletir sobre cada frase.

Combater o despotismo – Pela definição do Dicionário Houaiss, despotismo é "o poder isolado, arbitrário e absoluto de um déspota." O déspota, ainda na definição do Houaiss significa "que ou quem age tiranicamente, embora não detenha o poder absoluto". O despotismo deve ser combatido onde quer que este se encontre: dentro ou fora do Templo.

A ignorância – é a causa de vários males que afligem a Humanidade. Ignorância é viver imerso em sombras, desconhecendo as Leis Morais que governam a todos, favorecendo a harmonia geral. O estudo sério e metódico é uma das formas mais eficazes de combatê-la. Erra demasiadamente o Maçom que não é dado ao estudo, à pesquisa e à inquirição da Verdade. A Maçonaria não revela seus segredos àqueles que cultivam, com zelo, a preguiça mental e abdicam do sagrado direito de pensar por si próprios.

Os preconceitos e os erros – Imaginemos os preconceitos e os erros como filhos diletos da Ignorância, donde retiram o seu alimento e o sustento para crescerem fortes. Desde que se combata a Ignorância, exterminando-a, condenam-se os preconceitos e os erros a morrerem de inanição.

Glorificar a Verdade e a Justiça – Ao compreender a Verdade e a Justiça como atributos Divinos, torna-se dever do Maçom glorificá-las, nunca esquecendo de aplicá-las no convívio com os seus semelhantes. Quem combate a ignorância com as luzes da Sabedoria conhece a Verdade; quem conhece a Verdade é Justo. Tal é a perfeição do ensinamento.

Promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade – Todo conhecimento adquirido só tem sentido, se compartilhado. Age maçonicamente quem é consciente de seu papel como cidadão brasileiro e como cidadão do mundo, fazendo todo esforço para melhorar a existência, contribuindo para a Obra da Luz.

Levantando templos à Virtude – É trabalho de construção. Nós, Maçons, somos construtores sociais e a nossa obra maior consiste na edificação das virtudes em nós mesmos.

Cavando masmorras ao vício – Ao mesmo tempo que erigimos nosso Templo Interior, para a glória do G. ̇.A. ̇.D. ̇.U. ̇., suplantamos os vícios de que somos portadores, dominando-os e torturando-os até a extinção.

Eis o porque de nos reunirmos em Loja aberta.

Quem agir com despotismo querendo impor a sua vontade, cerceando a liberdade e as iniciativas benfazejas dos IIrm. ̇....

Quem desejar manter-se e manter os IIrm. ̇. na ignorância, descuidando ou desmerecendo as iniciativas que promovam o estudo e a prática da Sagrada Maçonaria...

Quem, por misoneísmo, rechaçar as ações inovadoras e as ideias progressistas apenas para manter uma tradição obsoleta ou o status quo...

Quem esquecer que a Verdade e a Justiça são atributos do G. ̇.A. ̇.D. ̇.U. ̇. e delas fizer pouco caso, disseminando a mentira e promovendo injustiças...

Quem não se comprometer com o bem-estar de seus IIrm. ̇., da sua família, da sua cidade, do seu país e do mundo...

Quem persistir nos vícios e desregramentos morais e tornar-se um estorvo no caminho dos IIrm. ̇. que buscam melhorar-se, envolvendo-o em intrigas, calúnias e difamações, atacando-os em suas ausências e maquinando para vê-los cair...

Quem assim proceder, a despeito de ser Iniciado, não é Maçom. É um simulacro de homem; é um espectro danado que nos espreita.

É mais um inimigo da Luz.

Fonte: JBNews - Informativo nº 227 - 12.04.2011

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

QUESTÕES: CONSTITUIÇÃO - RGF - CÓDIGO ELEITORAL (GOB)

(republicação) 
O Respeitável Irmão Álvaro Gabriel D. Fonseca, Orador da Loja Apóstolos da Galileia, 2.412, GOB, Oriente de Montes Claros, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão: 
gabyjuny@hotmail.com 

Sabedor das suas atribuições como Orientador Ritualístico para o REAA, entretanto, plenamente convicto do seu elevado conhecimento em todos os assuntos maçônicos (acompanho seu bloco/publicações no “JB News”), venho propor os seguintes questionamentos, cujo tal, intercedo sua orientação:

1º - Na Constituição do Grande Oriente do Brasil consta: Cap. II – Das Inelegibilidades Art. 123 – É Inelegível IV – Para o cargo de Venerável da Loja, o Mestre Maçom: b) Que não tenha..., no mínimo, nos dois anos anteriores a eleição, 50% de frequência como membro efetivo da Loja que pretenda presidir... 

2º - No Regulamento Geral da Federação consta: Seção IV – Da falta de frequência Art. 76 – O Maçom ativo terá seus direitos suspensos... 50% das sessões da Loja no período de 12 meses. (Nova redação dada pela Lei nº 104, de 26.03.09). 3º - No Código Eleitoral Maçônico consta: Art. 7º- São eleitores, todos os Maçons..., os seguintes requisitos: c) Tenha frequentado, nos 12 meses anteriores, pelo menos 50% das sessões ordinárias realizadas pela Loja a que estiver filiado, e nas Lojas de outros Orientes, computando-se apenas uma sessão por semana. Art. 45º – São Inelegíveis: III – Para Venerável Mestre b) O Maçom que não houver exercido, como titular, cargo de Vigilante, Orador ou Secretário da Loja. Minhas dúvidas:

1 - Com relação à Constituição do Grande Oriente do Brasil e o Regulamento Geral da Federação não existe dúvidas na interpretação dos Artigos 123º e 76º. Porém, no Código Eleitoral Maçônico (Art. 7º), faculta ao Irmão a possibilidade de justificar suas ausências através de comprovantes de visitas a Lojas de outros Oriente (da mesma Potência?) e computar uma sessão por semana (entende-se que o Irmão poderá faltar a todas as sessões da sua Loja, pois todas as Lojas realizam uma sessão por semana e proceder à comprovação da sua regularidade através de visitas em outras Lojas?); 

2 - O Código Eleitoral Maçônico prevê ainda, que para concorrer ao cargo de Venerável Mestre, o Mestre Maçom deverá ter exercido, como titular, o cargo de Vigilante, Orador ou Secretário da Loja, fato este que não consta da Constituição e nem do R.G.F. Indago: Diante do contido nos Artigos 7º e 45º do C.E.M., com relação a Constituição/R.G.F., como proceder? 

CONSIDERAÇÕES: 

Essas contradições só tendem a aumentar as nossas dúvidas. Eu mesmo não gosto de proceder a informações sobre essas questões, principalmente porque elas não dizem respeito diretamente às tradições dos Ritos. De qualquer maneira penso que nesse caso prevalece a Constituição do Grande Oriente do Brasil e a sua regulamentação através do Regulamento Geral da Federação. 

Pelo que parece o Código Eleitoral Maçônico está precisando se adequar aos Diplomas Legais citados. No entanto reza o Artigo 136 do Regulamento Geral da Federação que as eleições serão realizadas conforme preceitua a Constituição do Grande Oriente do Brasil, o Código Eleitoral Maçônico e demais normas regulamentares correlatas. 

Realmente fica difícil conjugar as intenções onde existem contradições entre às Leis, como é o caso da do Venerável eleito tenha que ter sido antes Vigilante (qual?), Orador ou Secretário. Aqui se pergunta: e onde fica a tradição de um Rito que muitas vezes não prevê essa prática? 

Na questão de frequência a coisa me parece mais complicada ainda no tocante a tal “uma vez por semana”. Quanto ao Oriente, entendo que seja aquele pertencente ao Grande Oriente do Brasil. 

Mano. Peço desculpas, mas realmente eu não gosto de me meter nesse embrolho, assim remeto o Irmão a uma consulta junto aos Tribunais Eleitorais Maçônicos. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1021, Florianópolis (SC) – quinta-feira, 20 de junho de 2013

A INTRODUÇÃO DO RITO MODERNO NO BRASIL

Paulo César Gaglianone
A Maçonaria se introduziu no Brasil quando este era Província da Monarquia Portuguesa. Por isso é importante voltar à Maçonaria em Portugal.

Remonta até cerca de 1730 a fundação em Portugal das primeiras Lojas sob a influência da França e Inglaterra (Clavel, 1843).

Em 1738 o Papa Clemente XII proíbe aos católicos exercerem atividades nas Lojas Maçônicas e o rei de Portugal D. João V ameaçava com penalidades os maçons. (Thory – “Histoire de La Fondation du Grand Orient de France”). Na verdade, nem a Bula do Papa, nem o Decreto do Rei, impediram as atividades maçônicas em Portugal.

Posteriormente, durante governo do del-rei D. José I (1750-1777) as Lojas Portuguesas funcionavam sigilosamente.

Daí em diante, até a Revolução Francesa, Portugal recebia grande influência das Lojas de Paris, de nada valendo as proibições de D. João VI e de D. Maria I.

Ao redor de 1793, existiam em Coimbra e em Porto e delas fizeram parte vários estudantes das províncias ultramarinas inclusive do Estado do Brasil (Lívio e Ferreira, 1968).

O Grande Oriente Lusitano foi construído em 1800, tendo como Grão-Mestres o desembargador Sebastião de São Paio e em seguida, em 1803, o general Gomes Freire de Andrade (O Regresso da Maçonaria, Angel Maria de Lera; prefácio de Armando Adão e Silva, 1986).

Em 1807, Junot conquista Portugal obrigando a Corte portuguesa procurar abrigo no Brasil. “Assim a Maçonaria do Brasil desde o século XVIII esteve ligada a Portugal. Enquanto a sede da Monarquia Portuguesa foi em Lisboa, a Maçonaria sentia ser mais fácil os movimentos revolucionários no Brasil, daí as Inconfidências Mineira (1789) e Baiana (1799). Com a transferência da sede da Monarquia Portuguesa para o Rio de Janeiro, já surgiu em 1817 uma revolução simultaneamente no Brasil (em Pernambuco) e em Portugal (chefiada por Gomes Freire de Andrade)”, (Lívio e Ferreira, 1968).

A revolução liberal triunfante nas colônias inglesas da América do Norte, na França, na América Espanhola, estão também prestes a explodir na Nação Portuguesa.

Nos primeiros anos do século XIX, as Lojas Maçônicas espalharam-se consideravelmente nas províncias de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Umas sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano, outras sob o de França. A Loja “Virtude e Razão”, por exemplo, foi instalada em Salvador, em 1802, atuando no Rito Moderno.

“De lembrar que a Independência do Brasil, longe de consistir apenas no Grito do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, antes teve o seu início com a Revolução Constitucional em 1820, no Porto, Portugal, por via de protesto contra as medidas recolonizadoras”. (Armando Adão e Silva, prefácio; O Regresso da Maçonaria, 1984).

O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 17 de junho de 1822. Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira foram líderes destacados nesse movimento, ambos da Loja Comércio e Artes, fundada em 15 de novembro de 1815.

Assim, as Lojas “Comércio e Artes”, que se subdividiu em “União e Tranqüilidade” e “Esperança de Nictheroy”, formaram a base do Grande Oriente do Brasil, que recebeu a Carta Constitutiva do Grande Oriente Lusitano de Portugal. Seu primeiro Grão-Mestre Geral foi José Bonifácio de Andrada e Silva.

“A Loja Comércio e Artes e as que dela se derivaram trabalharam inicialmente no Rito Adonhiramita” e o “Grande Oriente do Brasil foi logo reconhecido pelos Grande Oriente de França, da Inglaterra e dos Estados Unidos” (Melo, Livro Maçônico do Centenário).

De acordo com Lima (Nos Bastidores do Mistério): “A Maçonaria Brasileira é filha espiritual da Maçonaria Francesa. Da França, veio o Rito Moderno com que o Grande Oriente atingiu a maioridade e, dez anos mais tarde, o Rito Escocês Antigo e Aceito.”

O Grande Oriente do Brasil foi fechado por D. Pedro I, Príncipe Regente, sendo restaurado em 1832 por José Bonifácio de Andrada e Silva.

O Grande Oriente do Brasil, restaurado em 1832, adotou o Rito Moderno e a Constituição do Grande Oriente de França de 1826, adaptada por Gonçalves Ledo e promulgada em 24 de outubro de 1836 (Viegas, 1986). O Rito Moderno, portanto, passou a ser o Rito Oficial do Grande Oriente do Brasil, nos trabalhos de seus Corpos Legislativo e Administrativo, ou seja, para o funcionamento de seus Altos Corpos.

A Loja Comércio e Artes nº 1, a partir daí, adota o Rito Moderno (posteriormente, através do Decreto 2405, de 13 de agosto de 1974, esta Loja mudou do Rito Moderno para o Rito Escocês Antigo e Aceito).

A Loja “Seis de Março de 1817”, de Pernambuco, se regularizou em 7 de outubro de 1832 junto ao GOB, também trabalhando no Rito Francês (Albuquerque, A Maçonaria e a Grandeza do Brasil).

Datam de 1834 os manuais do Rito Francês publicados pelo GOB e de 1835 o estabelecimento de Capítulo neste Rito.

Em 1º de setembro de 1839 foi redigida outra Constituição, sendo logo substituída por outra de 1842. Em 1841, o Grande Oriente do Brasil foi de novo reconhecido pelo da França (Viegas, 1986).

Já na República, entre 1891-1901, o Grão-Mestre Antonio Joaquim de Macedo Soares, tendo como Secretário-Geral Henrique Valadares, deram à Maçonaria grande influência francesa e, “julgando-se dentro do espírito da lei da separação entre a Igreja e o Estado, conseguindo dar ênfase ao Rito Francês, o qual eliminava a Bíblia do Altar dos Juramentos e suprimia as referências ao Grande Arquiteto do Universo” (Viegas, 1986). A reforma constitucional de 1877 só alcançava a jurisprudência do Grande Oriente de França, mas o Grande Oriente do Brasil, onde se praticava o Rito Francês, acompanhou àquela Potência.

Em 1927 houve uma grande cisão no GOB com a formação das Grandes Lojas, sendo que estas últimas mantiveram o Rito Escocês.

“A Grande Loja da Inglaterra que considera condições indispensáveis para a vida maçônica a crença em Deus e em uma vida futura, e que rompeu com os Grandes Orientes da França e da Bélgica em defesa desses princípios, fez com o Grande Oriente do Brasil, em 1935, um tratado de aliança indissolúvel, firmando-se as relações cordiais entre os dois corpos”. (Viegas, 1986).

Hoje (1994), o Grande Oriente do Brasil possui 33 Lojas e 11 Capítulos, atualmente no Rito Moderno. Até o momento, não existem na América do Sul, dominada pelas Grandes Lojas, exceto no Brasil, Lojas que atuem no Rito Moderno.

O Rito Moderno desempenhou um importantíssimo papel no Brasil, de caráter positivo nas transformações nacionais, na fase da Independência, durante o Reinado Brasileiro e na Proclamação da República, em busca de uma sociedade mais perfeita e pelo triunfo do ideal fraternal.

Fonte:  https://bibliot3ca.com

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

ESCLARECIMENTO SOBRE RESPOSTA

(republicação)
O Respeitável Irmão Dener Carvalho Gersanti, membro da Loja Fraternos da Conceição, nº 11, REAA, GLMMG, Oriente de Conceição de Aparecida, Estado de Minas Gerais com base em resposta dada e publicada no JB NEWS, solicita esclarecimento.
dener.gersanti@ymail.com 

Estimado Irmão: Lendo a resposta dada pelo Irmão Pedro Juk no JB News 1.016, gostaria de perguntar como se pede para "cobrir o Templo", ou como seria o certo de se fazer, mencionado no texto abaixo pelo Irmão. Ainda na questão de estar cobertos, ou a coberto, muitos rituais e manuais ainda insistem no engano de se referir "cobrir o Templo" para aqueles que porventura precisem se retirar dos trabalhos. É comum observarmos ainda a chula manifestação: "Irmão Mestre de Cerimônias fazei os Aprendizes cobrirem o Templo, ou fazei com que o Irmão Fulano de Tal cubra o Templo". Ora, os que precisem se retirar pela ocasião momentânea não cobrem o Templo, porém eles terão o Templo a eles coberto. Quem cobre o Templo, é o Cobridor. Se os Aprendizes cobrissem o Templo, então os demais é que deveriam sair do recinto e eles ficariam diante da porta pelo lado interno cobrindo o Templo! Veja se isso faz sentido. 

ESCLARECIMENTO:

Quando um obreiro tiver a necessidade premente de se retirar dos trabalhos, estando ele nas Colunas, em momento oportuno ele pede ao Vigilante da sua Coluna que por sua vez solicita ao Venerável. Se o obreiro estiver posicionado no Oriente ele pede diretamente ao Venerável. 

Nesse sentido o solicitante se faz anunciar pela forma de costume e, autorizado a falar ele assim se pronuncia informando a razão: “(...) que o Templo me seja coberto temporariamente ou definitivamente” se for o caso. 

“No caso da ordem partir do Venerável para que o Templo seja coberto a algum obreiro ele assim ordena: Irmão Mestre de Cerimônias. Fazei com que o Templo seja coberto ao Irmão Fulano de Tal”, definitivamente ou temporariamente. 

Dados esses procedimentos o Irmão Mestre de Cerimônias em qualquer dos casos conduz o retirante. O Cobridor Interno abre a porta para passagem. Concluído o ato o Cobridor fecha a porta cobrindo o Templo. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1020, Florianópolis (SC) – quarta-feira, 19 de junho de 2013

SIGNIFICADO DE SER MESTRE MAÇOM

Ser Mestre Maçom significa ser Mestre em si mesmo, trabalhar com inteligência e força de vontade em si mesmo, no seu próprio aperfeiçoamento, tendo sempre em mente o fato de que nada mais somos do que simples aprendizes do Grande Mistério, mesmo que nos denominemos MESTRE.

Ser Mestre é aceitar que não nos pertencemos, mas à coletividade, e que por isso mesmo sua inteligência e sua vontade devem estar sempre a serviço dessa coletividade.

Ser Mestre é acender luzes pelo caminho por que passa, luzes de amizade e sabedoria, de bondade e justiça, de harmonia e compreensão, de solidariedade e fraternidade.

Ser Mestre é não se considerar juiz dos defeitos e erros dos outros, mas saber compreender e perdoar.

Ser Mestre é aceitar um conselho, para ser ajudado. É retribuir com ternura aos que o odeiam.

SER MESTRE É SER PERFEITO NAS MINIMAS REALIZAÇÕES.

Fonte: Blog Maçonaria Revelada/Segredos do Mestre Maçom.

Copilação: Grupo Memórias e Reflexões Maçônicas

Adm. Ir∴ Rogério Romani

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom