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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 18 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

ORDEM DO DIA E A PALAVRA A BEM DA ORDEM

Em 04/11/2023 o Respeitável Irmão Carlos Roberto Schlosser, Loja Amor ao Próximo, 295, REAA, GOB-RJ, Oriente de Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

ORDEM DO DIA E PALAVRA A BEM DA ORDEM

Em nossa última sessão, tivemos uma dúvida entre a Ordem do Dia e a Palavra a Bem e da Ordem.

O Irmão teria algum trabalho que nos ajudasse a dirimir de vez esta dúvida?

Tem Irmão que defende que na Ordem do Dia só se pode ter assuntos que demande votação. Outros que tenham assuntos que demande decisão, seja da assembleia ou do Venerável Mestre. Outros, o que o Venerável Mestre achar conveniente.

CONSIDERAÇÕES:

Como prevê o ritual e o SOR, Sistema de Orientação Ritualística do GOB, a Ordem do Dia envolve apenas assuntos que demandam de discussão e votação. Neste particular, vale lembrar cada assunto discutido, antes de ser votado precisa do parecer legal do Orador, caso contrário a decisão é nula.

Na Ordem do Dia, também ocorre a cerimônia de Regularização, Filiação, Admissão de Membros Honorários e posse dos oficiais nomeados pelo novo Venerável Mestre da Loja.

Já a Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, como bem diz o título, demanda de assuntos de interesse da Ordem Maçônica (Maçonaria em Geral), e da Loja em Particular.

Obviamente que tanto na Ordem do Dia, como na Palavra, o seu conteúdo deve ser debatido, votado e apresentado com qualidade maçônica, sem exposições particulares e discursos preenchidos por rançoso lirismo, com "estórias e causos" que não sejam de interesse da Ordem. Nesse sentido, o Orador deve ficar atento para não permitir que eles ocorram em Loja.

Ao finalizar, vale lembrar que a Ordem do Dia deve seguir uma pauta organizada pelo Venerável Mestre, aliás, como está previsto no ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

"SANCTUM SANCTORUM"

Quando Moisés, no deserto, após a fuga do Egito, construiu o tabernáculo, colocou nele três compartimentos: o mais interno e preservado denominou "Santo dos Santos", onde era guardada a Arca da Aliança, o objeto considerado mais sagrado daquele Templo.

No Sanctum Sanctorum, palavra latinizada, somente tinha acesso o Sumo Sacerdote. Nos grandes Templos construídos depois - em local definitivo, pois o tabernáculo era desmontado e armado em outro lugar, consoante o progresso da marcha - o Santo dos Santos era separado por um véu, pois o povo não podia ver sequer o que existia lá dentro.

No Terceiro Templo, o de Herodes, quando Jesus expirou na Cruz, o véu do Templo rompeu-se.

Esse véu era confeccionado com o couro de boi, e para rompê-lo seria necessário um grande esforço.

O rompimento desse véu simbolizou a retirada da intermediação entre o Senhor e a criatura humana.

Em Maçonaria, no Grau 4, coloca-se no Oriente a Arca da Aliança e esse local passa a ser, simbolicamente (paladinamente), denominado Sanctum Sanctorum.

No Templo Interior de cada maçom existe esse local sagrado, que sugere a existência de profundos mistérios; o maçom, porém, poderá revelá-los de acordo com os conhecimentos adquiridos.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 358.

MAÇONARIA & TOLERÂNCIA RELIGIOSA

A Maçonaria declara combater a intolerância, a ignorância e o fanatismo. Esses três males estão intrinsicamente relacionados. A ignorância é, sem sombra de dúvidas, a origem e o cerne do fanatismo e de toda a intolerância, em especial a religiosa. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Essa máxima cristã ensina que o conhecimento, alcançado pela busca da verdade, liberta o homem da ignorância. A Maçonaria, em seus rituais, instruções e literatura, também é extremamente rica em passagens que revelam essa sua vocação. Além de sua história.

Como bem observado pelo pesquisador Antônio Gouvêa Mendonça[i], a Maçonaria constituiu “um peso razoável na balança a favor do protestantismo no momento de sua inserção na sociedade brasileira”.

Isso ocorreu a partir da segunda metade do século XIX. Nessa época, de hegemonia e poder católico no Brasil, os protestantes eram a minoria, que sofria todo tipo de ataque intolerante, fanático, preconceituoso.

E a Maçonaria, original defensora da liberdade religiosa, e em combate aos males já mencionados, muito colaborou para o ingresso e consolidação das igrejas protestantes no país.

David Gueiros Vieira, em seu artigo sobre o tema[ii], destaca que a Maçonaria brasileira da segunda metade do século XIX, não somente trabalhou em prol do protestantismo, como também do liberalismo, da abolição da escravatura, do ensino laico, e da proclamação da república, garantindo assim a separação da Igreja-Estado, da qual todos usufruímos atualmente.

Marcos José Diniz Silva, inclusive, atentou para a guerra midiática entre a Maçonaria e a Igreja Católica, a favor e contra o ensino laico e a liberdade religiosa, por meio de seus jornais.[iii] Mas foquemos aqui na questão religiosa.

Naquela época, os protestantes enfrentavam todo tipo de boicote, desde aquisição de terrenos para igrejas, compra de material de construção, mão de obra, até ameaças aos sacerdotes e fiéis, e atos de vandalismo.

Há registro de casos de congregações religiosas que funcionaram inicialmente nas dependências de Lojas Maçônicas, que as ajudaram a construir seus próprios edifícios.

Há também registro de proteção maçônica a pastores em suas pregações públicas em todo o interior do país. As igrejas pentecostais e neopentecostais, que surgiram no Brasil durante as décadas seguintes, usufruíram da base bem fundamentada, construída pelos protestantes tradicionais (históricos) com o auxílio dos maçons (muitos deles, também protestantes).

No entanto, atualmente, o Brasil tem assistido outra crise de ignorância, fanatismo e intolerância religiosa. Os noticiários têm apresentado uma crescente onda de casos de intolerância contra, principalmente, religiões de origem africana.

Aqui mesmo, nas proximidades da Capital Federal, três terreiros sofreram vandalismo e foram incendiados. Isso mesmo: no entorno de Brasília, em pleno século XXI. Lojas de artigos de umbanda também foram depredadas em Belo Horizonte.

Isso sem contar os casos quase que diários de agressão física, até mesmo a uma menina no Rio de Janeiro, apedrejada por ser adepta do Candomblé, e outra em Curitiba, agredida dentro de sala de aula pela mesma razão. Cada uma em um canto do país. Ambas, vítimas do que é uma clara afronta aos Direitos Humanos e à Constituição.

Infelizmente, alguns sacerdotes de certas vertentes evangélicas, também tomados pela ignorância, vez ou outra nos surpreende com discursos e propagandas antimaçônicas, como já noticiado aqui no blog.

Suas memórias curtas ou, simplesmente, puro desconhecimento (ignorância), levam-lhes ao erro de atacar a Maçonaria, que tanto colaborou para a consolidação de suas antecessoras e, consequentemente, de suas próprias igrejas no país.

É esse tipo de “ignorância sacerdotal” que incita a intolerância, o fanatismo, levando indivíduos aprisionados a suas fés cegas e má orientações espirituais a atos de terrorismo como os mencionados.

Espero que nossas Obediências Maçônicas abracem novamente a causa do combate à intolerância religiosa, como fez há 150 anos. A reforma política já tem a atenção de grandes instituições, como o MPF – Ministério Público Federal, e a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

As minorias religiosas discriminadas não. Essa conquista maçônica do passado, chamada de liberdade religiosa, está seriamente ameaçada e merece mais uma vez nossa atenção.

Não podemos esperar que as difamações contra a Maçonaria se transformem em apedrejamento de maçons e incêndio a Lojas Maçônicas para agir.

Fonte: No Esquadro

sábado, 17 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

A FAIXA DE MESTRE MAÇOM E A ESPADA

Em 04.11.2023 o Respeitável Irmão Nelson Luiz Fidélis Filho, Loja Lauro Müller II, 1694, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

FAIXA DE MESTRE E A ESPADA

Tenho lido em suas orientações ritualísticas que os Irmãos Expertos e os irmãos Cobridores em loja, devem usar além do colar com as joias do cargo, a FAIXA DE MESTRE também.

Gostaria, se possível, que o irmão discorra sobre o uso da faixa de Mestre pelos cargos citados acima.

Além da questão da faixa de Mestre, desejo lhe solicitar a devida orientação ritualística para uma outra situação que segue: um Mestre Instalado ocupando um cargo em Loja deverá usar somente o colar do Cargo que assumirá, ou deverá também usar o seu colar de Mestre Instalado por baixo do colar do Cargo que assume durante a sessão?

CONSIDERAÇÕES:

Nesta condição, o uso da faixa de Mestre Maçom é porque os Expertos e os Cobridores utilizam a espada como objeto de trabalho. Diante disto, como está previsto no Ritual de Mestre Maçom do REAA, a faixa traz nela fixada um dispositivo para acondicionar a espada.

Deste modo, o SOR, Sistema de Orientação Ritualística do GOB prevê que os Cobridores e Expertos usem também a faixa para guardar a espada quando ela não estiver sendo empunhada pelo titular. O novo ritual, previsto para 2024 trará também esta orientação.
 
 A faixa é parte da indumentária do Mestre Maçom. Geralmente os Oficiais e Dignidades (que obrigatoriamente devem ser Mestres Maçons) trazem colares com a joia distintiva do cargo em vez da faixa. Já os Mestres que não ocupam cargo, obrigatoriamente devem trazer vestida a faixa à tira colo, da direita para a esquerda.

Apenas usam o colar vestido sobre a faixa, os Cobridores e os Expertos. Isto se justifica porque estes oficiais, que têm espadas como objeto de trabalho, precisam acondiciona-las nos momentos em que não as estiverem utilizando por dever de ofício. Assim, o dispositivo preso na faixa equipara-se a uma bainha (elemento para acondicionar uma arma branca).

Historicamente, a origem da faixa de Mestre Maçom na Maçonaria, principalmente a francesa, é o talabarte de couro com bainha para a espada. Na evolução dos paramentos maçônicos, o talabarte transformou-se em uma faixa que vai vestida da direita para a esquerda (tal como era o talabarte). A espada, que outrora foi utilizada na Maçonaria francesa por todos os Mestres, como sinal de igualdade, atualmente tem sido substituída por uma joia distintiva, ficando a espada, propriamente dita, como instrumento simbólico de trabalho, mas restrito apenas aos cargos que dela fazem uso, ou das comissões de recepção e guarda de honra.

No que concerne a um Mestre Instalado ocupando cargo, ele veste o colar com a joia do cargo que ele ocupa por cima do seu colar de M∴ I∴. Exercendo um cargo na Loja, o Mestre Instalado não deixa de ser uma autoridade da faixa 1, ao mesmo tempo em que é identificado pela joia do cargo eventualmente ocupado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


JOHANN CHRISTIAN BACH (Leipzig, 1735 - Londres, 1782). Compositor alemão. Deixou um legado marcante na música clássica. Sua prolífica carreira inclui a composição de numerosas obras orquestrais, de câmara e várias óperas. Com uma parte significativa de sua vida passada na Inglaterra, Johann Christian ficou conhecido como "o Bach Londrino" ou "o Bach Inglês".

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

COMO ME APRESENTAR EM LOJA E COMO DEVO ME COMPORTAR?

1. O Templo é o lugar onde tem a reunião dos irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.

2. Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: despido de toda maldade e vaidades, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando a cada irmão e cumprindo com todas as regras existentes.

3. Traje limpo, com bom aspecto revela a personalidade de quem o usa, e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado pois, consigo mesmo e amemos uns aos outros!

4. Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si mesmo!

5. Bom seria que todos fossem responsáveis, cabe a cada um de nós criticar construtivamente visando sempre o progresso do irmão imaturo ou descuidado e cujo comportamento muitas vezes nos causa constrangimento.

6. Respeite sempre a Hieraquia e siga as orientações. Sugestões sempre em particular. Um dia você poderá estar hierarquicamente acima de outros Irmãos.

7. A Loja deve estar sempre acima dos nossos interesse particulares. Preze sempre pela harmonia dela.

8. Comporte-se de acordo com o seu Grau, estude o seu grau. Não se adiante nos ensinamentos de outros graus. Receba as instruções e pratique-as. A excelência maçônica é obtida através da repetição.

9. O Ritual é sagrado! Ao entrar no templo faça isso com o maior respeito e reverência possíveis, pois Deus será invocado naquele lugar. Mantenha sempre o tapete de sua consciência receptivo e o receptáculo do coração limpo e puro para receber as mais poderosas enegias emanadas pela egrégora de nossa instituição e de nossa Loja.

10. Mantenha sempre em mente e com clareza os juramentos realizados. Nunca os perca nos embaraços de seus pensamentos e na vaidade de suas ações. Cumpra suas promessas!

Fonte: ARLS Cavaleiros da luz 18 com adaptação da ARLS Mário Caúla Bandeira 3414

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

COLUNAS VESTIBULARES

Em 04.11.2023 o Respeitável Irmão Volnei do Lago, Loja Maçônica Estrela Caldense, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

COLUNAS VESTIBULARES

Sabemos das muitas e grandes influências que sofreu a maçonaria que conhecemos atualmente, religiosa, egípcia, hebraica, grega, romana etc. e também daquelas, as quais surgiram e surgem até hoje, das mentes criativas de alguns irmãos, que acabam se incorporando a ritualística. Mas, com tudo isso, gostaria de saber a posição correta das Colunas B e J se dentro ou fora do Templo e considerando o REAA qual é exatamente ordem arquitetônica delas, se egípcias, jônicas ou coríntias.

CONSIDERAÇÕES:

Em se tratando do REAA, as Colunas Vestibulares se localizam no vestíbulo contíguo ao Templo, ou seja, ladeiam a porta no átrio da Loja.

Em poucas palavras, elas se localizam fora da sala da Loja.

As Colunas Vestibulares B∴ e J∴, também conhecidas como “pilares solsticiais”, marcam, no REAA, a passagem pelo recinto dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul – o pavimento que cobre o piso da Loja, figuradamente corresponde ao solo terrestre em um segmento sobre o equador.

No misticismo maçônico relativo ao REAA, a construção das colunas
vestibulares é de origem babilônica, sendo ambas decoradas com folhas de lótus (universalidade) e de papiros (espiritualidade). São desproporcionais no seu volume para demonstrar que acima de todas as regras arquitetônicas elaboradas pelo homem, está a Criação Divina, incompreensível perante à pequenez humana.

Existem ritos maçônicos que têm as colunas vestibulares interiorizadas e invertidas em relação ao previsto no REAA. Esses outros ritos geralmente adotam, como elemento construtivo, a Ordem Grega, no caso, a Coríntia.

Como o REAA é um rito solar, ele contempla no seu simbolismo iniciático a alegoria do movimento aparente do Sol e dos cultos solares das antigas civilizações.

Por fim, as Colunas B∴ e J∴ determinam, no misticismo maçônico, os solstícios e equinócios, elementos astronômicos que balizam o aparente movimento do Sol para o Norte e para o Sul. Graças a isto é que existem os ciclos da Natureza, conhecidos como as estações do ano. Estes parâmetros solares indicam simbolicamente a jornada iniciática do maçom.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A ESCADA DE JACÓ E SUA APLICAÇÃO NA MAÇONARIA

(Desconheço autor)
A Escada de Jacó (ou Jacob), como vimos, encontra-se presente no Painel da Loj∴, de Apr∴, M∴, tendo um lugar de destaque, não apenas na representação desta no Painel, como em toda a mística maçônica.

A menção da Escada de Jacó encontra-se no Antigo Testamento, em Gênesis 28 10:22:

“Jacó deixou Bersabéia e partiu para Harã"

“Chegou a certo lugar e resolveu passar a noite aí, porque o Sol já se havia posto”.

Jacó pegou a pedra do lugar, colocou-a sob a cabeça, a dormiu “Teve então um sonho”:

Uma escada se erguia da terra e chegava até o céu, e anjos subiam e desciam por ela.

Javé estava de pé, no alto de escada e disse a Jacó:

"Eu sou Javé, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de lsaac, a terra sobre a qual você dorme, eu a entrego a você e sua descendência. Sua descendência será numerosa como a poeira do chão, e você ocupará o orienta e o ocidente, o norte e o sul”.

E todas as nações da terra serão abençoadas por meio de você e de sua descendência, Eu estou com você e o protegerei em qualquer lugar onde você for.

Depois o farei voltar a esta terra, pois nunca o abandonarei. Ate cumprir o que prometi. Ao despertar, Jacó disse:

"De fato Javé está neste lugar e eu não sabia disso".

Ficou com medo, e disse:

"Este lugar e terrível. Não é nada menos que a Casa de Deus e a Porta do Céu".

Noutra passagem Bíblica em João 1 51, Jesus conversando com Natanael disse-lhe:

"Eu lhes garanto: vocês verão o céu aberto, e os anjos subindo e descendo sobre o Filho do Homem".

São várias outras passagens que na Bíblia à referência da Escada de Jacó, que seria o elo físico entre o nosso reino e o reino dos céus, por onde os Anjos e enviados de Deus, transitam para dar luz à humanidade.

Mas cabem algumas reflexões antes de nos voltarmos à interpretação propriamente dita.

INTERPRETAÇÃO SIMBÓLICA DA ESCADA DE JACÓ

Assim que às escuras nuvens da ira Divina se dissiparam e abriu-se o Céu, passamos a desfrutar de um raio de Sua Glória na "Abóbada Celestial da Loja".

E, mais do que isso, o mesmo ser Divino nos ensinou a conseguir chegar ao topo do mesmo, pelos meios emblemáticos ilustrados por uma Escada composta de três principais lances que levam às três virtudes teológicas: Fé, Esperança e Caridade.

Assim, simbolicamente, um canal é aberto quando abrimos o L∴ da L∴ para comunicação entre a criatura e seu Criador, com o cativante objetivo de restaurar ao homem a felicidade suprema da qual foi privado pelo pecado original.

O objetivo maior da maçonaria pode parecer utópico. Mas essa escada representa um rumo certo, um caminho a seguir.

O questionamento que permanece é se seria ou não uma pretensão desarrazoada subir os degraus da escada.

A resposta está nos símbolos que estão inseridos entre os degraus e o topo da escada: se o ponto mais alto parece algo inatingível, os símbolos da fé, esperança e caridade, lembram a importância desse caminhar - a forma e o meio.

O ensinamento contido nesses degraus - vinculando a subida rumo ao aperfeiçoamento, à prática da fé, esperança e caridade - é claro no sentido de que a forma com que se pretende alcançar o objetivo maior de aperfeiçoamento é fundamental.

A Pedra que serviu de travesseiro para Jacó descansar sua cabeça para ver a escada que levava ao céu (Gênesis 28:18-22). A veneranda Pedra da Aliança, que era a Pedra de ungir os reis de Judá. El Shaddai prometera a Jacó, naquela ocasião, que sua semente geraria uma linhagem de futuros reis.
  • Bíblia Hebraica
  • Bíblia de Saint James
  • Ritual de Aprendiz
  • Zohar - livro do esplendor

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

COLUNAS GRAVADAS SOB MALHETE

Em 04/11/2023 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Acácia, 177, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, faz a pergunta seguinte:

COLUNAS GRAVADAS

Considero o irmão como referência ritualística do REAA, leio constantemente seu blog e aprecio muito sua forma de abordar as questões relacionadas ao nosso rito. Gostaria que o irmão sanasse mais uma dúvida (visto que o irmão graciosamente já sanou dúvidas anteriores), que na verdade se divide em duas, com relação ao saco de propostas e informações:

Primeira: todas as peças recolhidas através do saco de propostas e informações devem ser lidas pelo Venerável Mestre, sem exceção? Se o Venerável Mestre deixar uma peça sob malhete, ele tem a discricionariedade de não a ler, se assim achar melhor?

Segunda: se a peça em questão for uma carta de renúncia a um cargo de oficial (cargo que não seja de uma dignidade, como por exemplo hospitaleiro ou mestre de cerimônias), o Venerável Mestre pode não a ler por considerar desnecessário, devendo ser lida somente carta de renúncia de dignidade?

Pergunto pois o RGF, em seu art. 116, IX, diz ser obrigação do Venerável Mestre ler todas as peças recolhidas pelo saco de propostas e informações, porém gostaria de saber se existe alguma exceção a tal regramento.

CONSIDERAÇÕES

Em que pese esta não ser uma questão de ritualística, vou tecer os meus comentários a respeito, embora eles não sejam laudatórios.

Questão primeira: O Venerável pode deixar uma matéria colhida na Bolsa de Propostas sob malhete se ele julgar necessário. As situações são incontáveis. Assim ele criteriosamente pode estudar o caso no tempo legal que ele tem para decifrar a coluna gravada em Loja – vide RGF, Artigo 116, X.

Questão segunda: O Venerável Mestre trará no prazo legal a coluna gravada que ficou sob malhete para dar conhecimento à Loja. Destaque-se que expedientes oriundos da Obediência Estadual e do Poder Central não podem ficar sob malhete.

Entendo que em relação aos cargos da Loja por ele nomeados o Venerável Mestre pode contemporizar e pedir, antes de dar andamento ao pedido de renúncia, esclarecimentos ao requerente. Mas existem casos e mais casos a respeito, sendo que cada um é merecedor de distintas análises. Penso que o Venerável Mestre foi eleito para administrar a Loja e cabe a ele usar do bom senso nessas ocasiões.

Por fim, como mencionado acima, o Artigo 116 prevê em um dos seus incisos a possibilidade de o Venerável deixar um assunto sob malhete.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

REPENSANDO A MAÇONARIA

Autor: Ir∴Hercule Spoladore
Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina- Pr.

As vezes algumas dúvidas nos vêm à mente e, refletindo, perguntamos: Qual foi a força mágica que fez com que a Maçonaria sobrevivesse? Qual foi o amálgama sociológico imperecível utilizado para que acontecesse? Quais foram os fatores que permitiram a sua continuidade? Francamente, não conseguimos uma resposta satisfatória.

Encontramos explicações lógicas e coerentes apenas para algumas partes, mas para o todo, não nos convence as respostas propostas.

Quando pesquisamos a história das associações esotéricas e iniciáticas alternativas, são raras as que duraram e ainda duram através dos tempos. Outras, que hoje conhecemos, ressurgiram como herdeiras de honoráveis e tradicionais instituições antigas, invocando para si uma antigüidade as vezes suspeita. Já, com a Maçonaria não aconteceu esse ressurgimento, porque ela jamais adormeceu. A partir do Iluminismo ou Ilustração, viu a monarquia se esvair, viu nascer a república, e com ela pelo menos, acredita-se, o mundo respirou um pouco de democracia, viu o pensamento humano se transformar, e sabe que teve parte nisso, Ela, desde que apareceu, vem atravessando o tempo, enfrentando e solucionando suas próprias crises, ocupando seu espaço, tem a sua própria história documentada, sendo mais presente que a própria história de muitos povos nos últimos cinco ou seis séculos. Inclusive, não nega as modificações pelas quais passou, quando deixou de ser Operativa. Sua história é muito transparente e não é guardada como um segredo.

Seria uma instituição bastante organizada administrativamente? Não, e seguramente podemos afirmar que não é. Algumas potências e mesmo algumas lojas têm uma excelente organização, é verdade, mas a Maçonaria de um modo geral é mal administrada. Seria então, uma instituição que funcionaria tendo como exemplo algumas religiões seculares? Acreditamos que não, pois as religiões apesar de tratarem com a espiritualidade de seus fiéis, conta com um fator envolvente, a Fé, que não é o caso da Maçonaria, pois ela não é uma religião. O maçom deve ocupar-se com a Razão e não com a Fé, mas não pode deixar de ter Fé.

Inúmeras variáveis entram neste estudo se a considerarmos como um todo. Se analisarmos todas elas, não se concebe como a Maçonaria continua inabalável, não sucumbindo aos acidentes de percurso que ela tem enfrentado ao longo de sua história, e que não foram poucos.

Interessante explicação dos esotéricos quando afirmam que a Ordem seria o resultado de uma força coletiva resultante da somação da energia mental de um grupo, cuja força seria dotada de personalidade e que seria uma entidade viva e não abstrata. É o que eles afirmam ser uma Egrégora. Vale a pena ressaltar que, apesar dos desencontros, a Maçonaria realmente possui uma força-pensamento muito poderosa, completada pela Iniciação, pela disciplina ritualística e pela doutrina. Mas, mesmo assim ainda não temos base suficiente para explicar a sua perenidade. Ela tem vida própria.

Ainda assim, nos arriscamos a mencionar os fatores citados, ou seja, o iniciático e o ritualístico, e perguntarmos: não seriam eles os fatores determinantes da sobrevivência da Ordem? Entretanto, se analisarmos outras instituições iniciáticas, estas também possuem seus rituais, porém a grande maioria delas desapareceu.

Muito a propósito, este questionamento que estamos fazendo no momento, já era feito em pleno século XVIII pelo maçom J.G. Fichte (1762-1814), célebre pensador alemão que afirmava que a verdade maçônica só se atingirá pela busca incessante e pelo conhecimento das fontes esotéricas, as quais seriam transmitidas pela tradição oral e não pelas fontes exotéricas (no caso, os livros, que para ele seriam profanos). Ele, em seu trabalho ―Filosofia na Maçonaria‖ menciona as perseguições sofridas pela Ordem na época, em que viveu, em alguns países da Europa, porem em outros ela encontrava proteção. Num país ela era expulsa como inimiga do trono e incitadora de revoluções. Já em outro país, tinha pleno apoio do governo.

Citava também em seu trabalho, que Irmãos que vinham de todas as partes em busca das suas verdades em suas lojas e, mas nem sempre as encontrando, voltavam decepcionados aos seus lares, mas não desistiam, vinham novamente atrás de suas perquirições, esquecendo-se de suas frustrações da sessão anterior, ou seja, sempre voltavam.

Os chamados segredos da Maçonaria de quando em vez, como sempre, foram profanados através de publicações, algumas até divulgadas com muitos detalhes, nos atribuindo as mais fantásticas mentiras e como sempre nos relacionando aos poderes satânicos. Nem isso abalou a Ordem. Ela continuou a viver. Nada a destruiu. O sábio maçom alemão estranhava esta "imortalidade" da Ordem.

Entre todos os ataques e estes são inúmeros e constantes através de publicações dois merecem destaques um deles é o livro "Os Protocolos dos Sábios do Sion", que é se sombra de dúvidas, o que mais efeitos deletérios causaram e poderá causar à Ordem, porque nos ligou às perseguições feitas de forma endêmica aos judeus, quando em realidade a Ordem apenas emprestou para si, nomes, alegorias, passagens e normas de moral extraídas da Bíblia, transformado-as em valores filosóficos e simbólicos para a sua doutrina. Assim também fizeram as religiões que adotam a Bíblia. Todas baseadas na história do povo judeu. Temos em nossas fileiras inúmeros Irmãos de origem judaica, mas nada temos a ver com o povo judeu em si, e sua posição política e econômica no mundo. A influência judaica na Maçonaria é apenas bíblica, aliás, como o é em todas as religiões ditas cristãs.

Outra publicação que por ironia reverteu em benefício da própria Maçonaria foi a "Masonry Dissected" de Samuel Prichard publicada em um jornal profano de Londres em 20/10/1730 revelando ao público londrino os rituais dos três graus simbólicos. Acontece que até então os rituais eram praticados de cór, isto é porque não eram escritos. Sua prática era transmitida através das gerações de Maçons, oralmente. Era proibido escrever. Prichard o perjuro da época, acabou por se tornar hoje um clássico, pois sua obra é uma das poucas fontes documentais de como era praticado a ritualística naqueles tempos.

Acresça-se que na própria época, apesar do escândalo que causou tal publicação, veneráveis, mais folgados começaram a usar os rituais publicados (na época chamados catecismos), já que praticamente não havia rituais impressos até então.

Ainda mencionava Fichte, a divisão interna constante nos meios maçônicos, onde há sempre um confronto muito grande de idéias, de poder, de mando, e de opiniões os quais até a presente data continuam existindo. Muito tempo se passou e tudo continua na mesma. O tempo passou, o maçom não mudou.

Hoje, alguns autores falam até que, acreditamos, pejorativamente, que o maior inimigo da Maçonaria é o próprio maçom. Se pensarmos bem, a situação até piorou, desde Fichte, pois, mais de dois séculos se passaram e os maçons mudaram conceitos que não poderiam ser mudados, trocaram cores de ritos, criaram novos ritos, inventaram lendas que nada tinham a ver com a tradição, multiplicaram- se as divisões sob o nome de potências, foram criadas a Maçonaria Mista e a Feminina, inventaram uma expressão chamada "regularidade maçônica" muito mal explicada à luz da lógica.

Os maçons mais esclarecidos costumam perguntar quem é quem para dar regularidade à alguém.

Emprestamos inúmeros símbolos de outras ordens iniciáticas, das religiões, e em especial da Bíblia, nossa maior fonte de símbolos, da arte de construir, das ferramentas e materiais usados nas construções, aproveitamos a essência filosófica interessante à Ordem de todas as escolas filosóficas.

Os símbolos maçônicos genuínos são poucos, esta é a verdade. Interessante frisar que talvez um dos poucos símbolos criados na Ordem foi o Altar dos Juramentos que nasceu a partir de um pequeno apêndice colocado no altar do venerável e depois por questão de comodidade, criaram um pequeno móvel triangular. Deveria ficar no Oriente, mas já foi passear e está agora no Ocidente.

Outro símbolo que precede à Bíblia e o próprio templo de Salomão na Maçonaria são as duas colunas que emergem de tempos imemoriais.

Evocam-se muito os landmarques, que seriam os limites ou lindeiros, uma espécie de coleção de leis antigas, herdadas através dos Old Charges, e que deveriam ser imutáveis. Entretanto, se nos detivermos com cuidado à leitura destes documentos, veremos que nossa concepção a respeito destes princípios atualmente está muito afastada. Os famosos landmarques, ultrapassados, com mais de sessenta classificações idealizadas por inúmeros autores são usados informalmente de acordo com as conveniências das lojas das potências e em especial dos grão-mestres, tudo em nome das Antigas Obrigações.

Interessante frisar que os ditos landmarques não existiam como tais na Maçonaria Operativa. Eles apareceram na Maçonaria Especulativa, e seriam uma coleção das normas da Instituição, mais precisamente uma espécie de regimento ou estatuto usado pelas corporações da construção e pelas guildas. Os landmarques são tidos por muitos maçons como sagrados. Mesmo que seus artigos sejam distorcidos e até preconceituosos, muitos maçons os acham sagrados. Impossível transgredi-los, pelo menos por estes maçons.

Fala-se de uma tradição, que teria uma importância muito grande na sobrevivência da Ordem. Analisemos então este aspecto. Em primeiro lugar teríamos que nos respaldar nos acontecimentos históricos lendários, alguns que realmente aconteceram e outros alegóricos repletos de simbolismo. Lembramos que o mito pode ser baseado numa lenda, e esta vale pela mensagem que nos traz, e não pelo compromisso com a realidade que aparentemente deveria ter.

Um outro aspecto da tradição seria a respeito dos usos e costumes que não são escritos e são transmitidos oralmente. Estes se relacionariam mais com a ritualística e os ensinamentos provindos dos Old Charges. A parte disciplinar e administrativas dos Old Charges foram reunidas sob o nome de landamarques, que seriam o acervo norteador da Ordem. Mas a maioria dos manuscritos que compõem este acervo são ambíguos, obscuros e difíceis de serem interpretados. Parecem não terem nada a ver com a Ordem, tal qual a conhecemos atualmente.

Ouvimos constantemente que toda a história da Ordem, bem como a maior parte dos nossos ensinamentos provem destes documentos.

Entretanto, segundo um autor, não se sabe ao certo da procedência da Ordem. Ele reuniu mais de cinqüenta possibilidades do aparecimento da Maçonaria.

Mas convenhamos com algumas verdades. Na Maçonaria Operativa, não haviam templos, haviam tabernas onde os maçons se reuniram, não havia Bíblia, que só entrou na Ordem em 1751, quando o seu uso foi tido como obrigatório na Maçonaria Inglesa, não havia o grau de mestre, que só foi incorporado na Maçonaria Simbólica em 1738, após ter sido criado em 1725.

E pasmem, nos Old Charges não havia uma única referência sequer ao Antigo Egito, Cabala, Alquimia, Rosa-Cruzes, Templários ou a qualquer tipo de hermetismo ou ocultismo, ou outra organização. Esta miscelânea de credos e este ocultismo nasceram na França ao tempo da fundação do Conselho de Imperadores do Ocidente e do Oriente, que acabou fundando o Rito de Heredon de vinte e cinco graus, base do futuro REAA.

Também não se fazia menção ao sentido simbólico das ferramentas. Nas Antigas Obrigações estavam contidas as lendas e as antigas tradições e como eram feitas as antigas construções.

Convenhamos com uma realidade que nos salta a frente e não temos coragem de admitir. A Maçonaria Operativa já no século XVI e meados do século XVII, perdeu seu antigo esplendor, seu poder. Tanto é verdade que no ano de 1600 recebeu comprovadamente seu primeiro maçom aceito John Boswel. Isto porque a arte da construção tinha se tornado alvo do conhecimento popular, ou seja, todos tinham acesso a ela e assim ela se enfraqueceu. Então começou a ser dominada por maçons não operativos. Melhor analogia é aquela que quando uma firma começa a não dar certo e é envolvida por outra, que conserva seu nome, porque ele tem credito junto ao comércio, mas ao tomar posse, muda quase tudo, conservando apenas o que interessa ao novo grupo. A Maçonaria dita Especulativa assimilou a Operativa como quis.

No século passado, o maçom Albert Pike, Soberano Comendador do Supremo Conselho da jurisdição sul dos Estados Unidos, iniciou um processo de descristiniazacão do Rito Escocês Antigo e Aceito, mudando em parte a influência religiosa no Rito transformando a interpretação desta forma de muitos símbolos antigos. É sem dúvida, mais um fato intrigante e transformador de conceitos dentro do Rito e da Ordem.

E aí como fica a famosa tradição maçônica? Como é que podemos valorizá-la assim com os inúmeros enxertos que foram feitos e continuam ainda a ser em número cada vez maior. Foge, desta forma do nosso raciocínio os parâmetros de julgamento. E ainda mais, a tradição oral parece-nos um tanto falha, pois com o correr dos anos, com tantas mudanças nos foram transmitidas obviamente, tradições falsas, porque os Irmãos acabaram alterando os conceitos e procedimentos, e os repassando errados e incorretos. Argumentam alguns que estes adendos enriqueceram a Ordem do ponto de vista esotérico. Ora, então não evoquemos a famosa tradição, quando quisermos explicar o que realmente aconteceu.

Vamos ser honestos e admitir que criamos novos símbolos, que mudamos a tradição. O próprio desenvolvimento cientifico tecnológico nos levou a muitas mudanças que nem as percebemos.

Vamos então encontrar uma fórmula que se torne adequada, ou seja, vamos repensar nossa história, vamos torna-la mais coerente, mais transparente e mais simples.

Tenhamos a coragem de afirmar que muito dos nossos mestres, de acordo com suas conveniências e épocas da nossa história acabaram por mudar tudo, e que através de um verdadeiro complô, nos passaram a impressão de que tudo continuava na mesma de acordo com suas origens. As provas contidas nas fontes primárias nos fazem pensar diferente.

A Maçonaria ainda nos coloca em dificuldades quando a analisamos, pois estaremos diante de uma instituição que não é um pais soberano, mas sim inúmeros países imateriais, sem limites territoriais, representados pelas potências em si, dentro de um país real, possuindo dentro de sua forma de governo os poderes executivo, legislativo e judiciário. Quer dizer, pequenos estados virtuais dentro de um Estado real, cujas leis devem ser obedecidas, pois são soberanas.

Proclama que em seus templos é expressamente proibido a discussão de assuntos religiosos ou políticos.

Ainda com relação à política, admitindo-se ou não, a Maçonaria sempre através de seus membros teve muita influência, inclusive tendo participação direta na liberdade de muitos povos, pregando com idéias libertárias. Ela querendo ou não, é política.

Ela é para muitos, considerada como filha do Iluminismo ou Ilustração ou será que o Iluminismo foi apenas mais uma das ferramentas que a Ordem utilizou? Por ideal? Teria sido um meio de sobrevivência?

Os maçons se reúnem em templos, os quais são cópias do Parlamento Inglês ou então mais fielmente dos templos católicos, e ainda querem nos fazer crer que nossos templos são cópias fiéis do Templo de Salomão. Fica claro para os Irmãos que entendem um pouco do simbolismo maçônico que se trata apenas de uma analogia. De apenas um simbolismo.Só que para muitos Irmãos, ela passa a ter uma conotação como se fosse uma verdade, quase uma religião.

Costumamos ouvir que a Maçonaria não é dogmática, mas esta não é a realidade, porque, somos obrigados a crer na Lenda de Hiran, a crer na imortalidade da alma e crer no Grande Arquiteto de Universo. Ora, não podemos negar, são dogmas incontestes.

É muito mencionado o ecletismo como ponto de união. Sabemos que o ecletismo é uma posição moral ou intelectual caracterizada pela escolha, entre diversas formas de conduta ou opinião ou até de religião, sem se admitir uma linha rígida de pensamento.

Parece que o ecletismo deu certo na Ordem, não a levou ao caos total, pois caso assim acontecesse ela não existiria mais. 

Entretanto, surpreendentemente a Ordem pelo menos conseguiu incutir nos seus adeptos o respeito mútuo colocando um verdadeiro livre-pensador ao lado de um maçom totalmente esotérico e eles se chamarem de Irmãos e um respeitar os pontos de vista do outro. Talvez no campo das idéias, a fraternidade, o respeito e a famosa tolerância prevaleceram. Deram certo. Incrível! Sim, conhecendo-se como é complexo o ser humano esta foi uma das grandes vitórias da Ordem.

Não conseguimos saber se todos estes fatores mencionados têm alguma coisa a ver com a sobrevivência da Maçonaria. O fato é que ela sobrevive, e tal qual as colmeias, suas lojas continuam a receber novos Irmãos, e a enxamear quando seus quadros estão repletos geralmente através das cisões. Aliás, a fundação de uma nova loja deveria ser um fato natural, quando a loja-mãe tivesse um certo número de obreiros, mas o que acontece geralmente é que a fundação de uma nova loja quase sempre é litigiosa e por confronto de lideres.

O maçom vive na esfera Terra, mas sente-a, enxerga-a plana, talvez não por sua culpa, mas sim por estar inserido dentro de princípios que ele não ousa repensa-los.

Parece que a Maçonaria criada dentro dos rígidos princípios cartesianos e newtonianos sempre funcionou sem o saber, por analogia figurada dentro da teoria Quântica e da Relatividade, muito embora estas teorias se refiram ao átomo. Porque fazemos esta analogia? Sabemos que o cartesianismo é considerado pelo racionalismo, pelo dualismo metafísico e quando considera um fenômeno ou um conceito, isola-os da totalidade em que estes aparecem. Ela se aplica aos fenômenos macroscópicos. Já a teoria quântica aplicada à energia corpuscular e, portanto às partículas subatômicas, ou seja a fenômenos não macroscópicos, considerados invisíveis são atualmente empregados e adequados por analogia a outros segmentos da sociedade e não somente a física corpuscular. Alem de lidar com o que poderíamos chamar supostamente de imponderável, ela coloca tudo como sendo um todo, como sendo uma rede em que o homem, este estranho ser, faz parte deste todo. É a nova teoria holística. O leve bater das asas de uma borboleta num canto do mundo poderá causar um vendaval no outro lado do planeta. Uma das características desta teoria é justamente que ela não consegue explicar muitos fenômenos, os quais teremos que esperar que aconteçam, para depois tentar explica-los, pelo menos por enquanto. Dentro desta analogia fantástica, estamos tentando colocar em tese a Maçonaria, porque à luz dos princípios cartesianos e newtonianos, não conseguiremos explicar a sua sobrevivência. Ela continua viva.

Os tempos estão mudando, já não se aceitam explicações bisonhas. Também, não temos maiores respostas no momento. Confessamos humildemente, que temos dúvidas cruéis. Mas, vale a pena nos direcionarmos em tentativas sadias e coerentes, e honestamente procuramos as explicações corretas, que por certo virão com um futuro, que já se faz presente E, diga-se de passagem, aterrador, pois tal é o avanço tecnológico e científico que estamos vendo descortinar diante de nossos olhos.

Por esta razão teremos que repensar a Ordem, e muito...

Fonte: JBNews - Informativo nº 247 - 02.05.2011

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

SABATINA - APRENIZES, COMPANHEIROS E O TEMPLO COBERTO

Em 04.11.2023 o Respeitável Irmão Nelson Luiz Fidélis Filho, Loja Lauro Müller II, 1694, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

APRENDIZES E COMPANHEIROS E O TEMPLO COBERTO

Na última sessão de nossa Loja, ocorreu uma sabatina no Grau 2, para aumento de salário, e o Venerável Mestre determinou que um outro irmão Companheiro presente cobrisse o Templo para que fosse realizada a sabatina/telhamento daquele primeiro irmão mencionado.

Busquei como membro da Comissão de Ritualística da Loja arguir que não era obrigatória a retirada desse segundo irmão Companheiro do Templo, afirmando que ele deveria permanecer em Loja por não haver previsão legal no RGF, mas não ocorreu o seu convencimento.

Pergunto se a Loja pode ser soberana em decidir se os Aprendizes ou Companheiros ficam ou não durante o exame. Também gostaria de saber se uma Loja, em seu regimento interno, pode contrariar o que está estabelecido no RGF? Além disso, se há alguma sustentação para que os irmãos Aprendizes que não serão sabatinados cubram o templo durante a sabatina?

CONSIDERAÇÕES:

Não existe nenhuma previsão legal para que durante a sabatina de alguém, outros Irmãos de um mesmo grau precisem se retirar (tenham para eles o templo coberto). Isto não é completamente desnecessário.

Além do que, é contraditório que nesta ocasião, Irmãos de um mesmo grau, não possam participar dos trabalhos. Pelo contrário, é perfeitamente exequível que Irmãos do mesmo grau, que não serão sabatinados, permaneçam nos trabalhos. Aliás, isto é salutar, pois trata-se de aquisição de conhecimento e não de preservação de segredos inexistentes, em um mesmo grau.

Quanto à soberania da Loja, ela não vai além dos dispositivos legais vigentes na Obediência. No caso do Regimento Interno é a mesma coisa, ou seja, sem conflitar com a Constituição e o RGF, que estão acima do diploma regimental da Loja.

À vista disto, não existe nenhuma sustentação legal para se retirar para fora do Templo Irmãos, de um mesmo grau, nessas circunstâncias.

Concluindo, é oportuno salientar que o Irmão que se retira não é o que cobre o Templo. Quem cobre o Templo é o Cobridor. O que se retira tem para si o Templo coberto. Isto já está corrigido no SOR e no novo ritual que será publicado em breve.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

 nº 60 - Viver de modo Maçônico


Desde a época do aparecimento do Homem na Terra, tem havido a necessidade de um serviço humanitário – um serviço fraternal que pode beneficiar a todo ser humano. Hoje, em todo país civilizado do mundo, o bem social do indivíduo tem se tornado a preocupação mundial. A Francomaçonaria com a sua historia, tradição e as lições administradas em seus vários graus, preenche essa necessidade.

Cada pessoa vem a este planeta com um propósito. Como Maçons, nós temos uma missão a cumprir. Nós estamos cientes que nossa vida é por tempo limitado, e é nosso dever e responsabilidade completar esta missão nesse terminado espaço de tempo.

Como Maçons nós projetamos diariamente uma imagem sobre pessoas que estão em contato conosco, e as influenciamos.

A Fraternidade Maçônica está alicerçada no rochedo da dignidade humana. Este é o conceito básico de todas as lições em todos os Rituais da Ordem. O principio fundamental da Fraternidade é que cada homem é individual e deve ser tratado como tal. Em cada homem há uma qualidade que merece respeito.

A teoria da Maçonaria Especulativa é que o maior esforço deve ser direcionado na direção do desenvolvimento do caráter e no aperfeiçoamento da vida mental, espiritual, ética e moral do Obreiro. Esta teoria é sensacional e eterna, mas deve ser repartida ou ela para de fluir.

Deste modo, lideranças maçônicas dedicadas podem levar para longe essa teoria e prestar grande serviço para a humanidade. O mundo está pronto e esperando por isso. Será um remédio para o vírus da ilegalidade e corrupção que está afetando o corpo inteiro da humanidade nos dias de hoje.

Maçonaria não é para qualquer pessoa. Nós guardamos muito bem nossos portais e aceitamos somente aqueles que nós acreditamos que somarão mais vigor. Tanto o pobre como o rico, bate em nossas portas, e são admitidos, pois temos aprendido que “a vida de um homem não consiste na abundancia das coisas que possui”.

A Maçonaria escolhe homens bons, educa e os prepara para atuarem na vida profana, repletos de intenção de construir uma nova e melhor sociedade – um monumento que crescerá em perfeição com o passar dos anos e constituir um crescimento legal para o futuro.

Nossa caridade não é avaliada inteiramente em termos de dinheiro corrente. Caridade vem do coração do individuo e é uma das grandes lições ensinada em todos os graus da Ordem. Como maçons, é nosso dever pratica-la atenciosamente todos os dias de nossa vida, não somente para os membros de nossa grande Fraternidade, mas a todos, indistintamente.

Nossa Ordem é educacional e caridosa, cuja estrutura é derivada dos construtores medievais das grandes catedrais. Com conhecimento e habilidade eles erigiram as superestruturas que maravilharam a todos. Como construtores de melhores homens nesta era de conflitos e confusões que estão transtornando o mundo de hoje, nós podemos fazer a Maçonaria um modo de vida e uma mais valorosa contribuição para todos.

Então, o que tem inspirado homens de todos os tipos, presidentes de países, de grandes indústrias, de grandes instituições de ensino, comerciantes, liberais, pesquisadores, e pessoas simples como eu e você, nestes últimos trezentos anos, a dar seu tempo e talento para promover esta antiga Ordem?

É a elevação moral e espiritual que recebemos do fato de fazermos alguma coisa valer a pena. É a satisfação do trabalho fecundo um com outro, lado a lado, como membros da mais antiga Fraternidade do mundo. É a concordância da necessidade de servir a humanidade, o estado e o país onde vivemos – e mais importante de tudo, é aquele espírito fraternal, repleto de amor e afeição que nos une e cimenta, como pedras vivas, para a construção do Grande Templo.

P.S.: este artigo foi baseado e adaptado dos discursos do M.W. Bro Roger White nas Lojas de Maine, EUA.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

EGRÉGORA

Por: Luciano Rodrigues

A noção de "EGRÉGORA" tem sido um tema de discussão nos círculos maçônicos há algum tempo. Muitos irmãos expressam dúvidas sobre sua origem e sua compatibilidade com os princípios maçônicos tradicionais. Vale ressaltar, que antes da década de 1930, não existia nada que relacionasse egrégora com as noções básicas da Maçonaria. Vamos entender um pouco mais:

Origens Ocultistas:

A palavra "egrégora" tem raízes profundas nas tradições ocultistas do século XIX. Autores como Alexandre Saint-Yves d'Alveydre, Eliphas Levi e Stanislas de Guaita foram pioneiros na formulação desse conceito. Para eles, a egrégora era uma entidade coletiva que surgia a partir do agrupamento de indivíduos compartilhando objetivos ou ideais comuns.

Introdução na Maçonaria:

Foi Oswald Wirth, influenciado por esses pensadores ocultistas, que introduziu a egrégora na Maçonaria francesa por volta de 1935. Segundo Wirth, a egrégora era uma entidade viva, formada pela energia combinada dos membros de uma Loja Maçônica, uma espécie de força espiritual que poderia influenciar o ambiente e as atividades da Loja.

Interpretações Contemporâneas:

Nos tempos modernos, muitos irmãos expressam preocupação com a introdução desse conceito na Maçonaria. Alguns argumentam que ele está mais alinhado com o ocultismo do que com os princípios fundamentais da Ordem. A ideia de uma entidade espiritual coletiva, que influencia os membros da loja e suas atividades, levanta questões sobre a natureza da Maçonaria como uma instituição baseada em valores e ensinamentos universalmente reconhecidos.

Reflexões Finais:

A introdução da egrégora na Maçonaria levanta questões importantes sobre a interpretação e evolução dos ensinamentos maçônicos ao longo do tempo. Enquanto alguns irmãos abraçam essa ideia como uma manifestação da unidade e força da Ordem, outros permanecem céticos em relação às suas implicações e origens. O debate continua, e é essencial para os Maçons compreenderem plenamente os conceitos que permeiam sua prática e tradição.

Qual é a sua opinião sobre o conceito de egrégora na Maçonaria?

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

terça-feira, 13 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

REAA - VIGILANTE FAZENDO USO DA PALAVRA

Em 02.11.2023 o Respeitável Irmão Sidney Gonçalves, Loja Templários do Oeste, 4468, Rito Adonhiramita, GOB-MINAS, Oriente de Divinópolis, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

VIGILANTE FAZENDO USO DA PALAVRA

Pratico atualmente ao Rito Adonhiramita, mas aqui em Belo Horizonte praticamos na maioria das vezes o REAA, então ficam algumas dúvidas onde vos pergunto para esclarecimentos e orientação se necessário:

No Rito Escocês Antigo e Aceito, na palavra a bem da ordem em geral e do quadro em particular, ou na palavra relativa ao ato, os Vigilantes ao falar de seus altares, deverão falar sentados ou de pé? Com ou sem malhete não mão?

Na esperança de vossa paciência e compreensão, despeço-me no aguardo. 

Fraternalmente.

CONSIDERAÇÕES PARA O REAA

Inicialmente vale esclarecer que no REAA, os Vigilantes não ocupam altares, porém, mesas.

Dito isto, salvo quando o Ritual determinar ao contrário, os Vigilantes falam sentados. Aliás, são os únicos no Ocidente da Loja que podem falar sentados, respeitando-se as orientações do Ritual.

No que diz respeito ao uso do malhete, em pé, cada um deixa o seu malhete e fala à Ordem (em pé com o corpo ereto e os pp∴ em esq∴), isto é, compondo o sinal com a mão, ou mãos conforme o caso. Sentados, falam naturalmente sem empunhar o seu malhete.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br