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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 5 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

MESTRE DE CERIMÔNIAS - PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

Em 12/09/2024 o Respeitável Irmão Francisco José Amaral Lima Filho, Loja Luiz Gonzaga, 48, REAA, GOIPE (COMAB), Oriente de Belo Jardim, Estado de Pernambuco, apresenta as dúvidas que seguem:

MESTRE DE CERIMÔNIAS – PRÁTICAS RITUALÍSTICAS

Acompanho com grande interesse o seu trabalho, que tem sido extremamente esclarecedor para mim. Por exemplo, desde o grau de aprendiz, fui instruído a saudar o Iôd ao cruzar o eixo da Loja diante do painel do grau, mas através dos seus escritos, entendi que a saudação deve ser direcionada ao Venerável Mestre.

Atualmente, estou atuando como Mestre de Cerimônias Ad Hoc em minha Loja, e surgiram algumas dúvidas sobre a correta execução da saudação durante a circum-ambulação. Algumas práticas adotadas em minha Oficina parecem estar incorretas. 

1.    Um exemplo é o convite: "Irmão Orador, queira me acompanhar". Graças aos seus ensinamentos, descobri que essa prática é equivocada, embora eu já tenha sido cobrado por irmãos com mais tempo de Maçonaria que eu pela ausência desse convite ao Orador. 

2.     Outra situação é quando o Mestre de Cerimônias, com o bastão, conduz um Aprendiz para apresentar uma peça entre colunas. Durante o giro, ambos param no eixo e o Aprendiz faz a saudação, desfazendo-a em seguida, enquanto o Mestre de Cerimônias passa o bastão para a mão esquerda e realiza o mesmo sinal antes de continuar o giro. Acredito que esse procedimento esteja incorreto, uma vez que o obreiro está com a ferramenta de trabalho em mãos. A meu ver, ele deveria apenas inclinar a cabeça em respeito ao Venerável Mestre e seguir o giro. Poderia esclarecer qual seria a prática correta nesse caso?

3.    Outra dúvida que tenho é sobre a apresentação de trabalhos. Na minha Loja, os Aprendizes sempre apresentam seus trabalhos entre colunas, mas os Mestres Maçons não. O Manual Ritualístico do grau não faz referência específica a essa prática, limitando-se a dizer que, se houver alguma instrução, o Venerável Mestre concederá a palavra. Esse procedimento está correto?

4.     Em relação às batidas na porta, há um debate constante em minha Loja. O Mestre de Cerimônias dá as batidas antes da entrada dos irmãos, e há muita controvérsia sobre a quantidade de batidas e o repique. Li em uma de suas respostas que o repique é uma invencionice, e que a batida deve ser feita em três toques, independentemente do grau. Apresentei sua explicação durante o período de instrução, mas alguns irmãos questionaram, pois a resposta referia-se a um irmão que chegava atrasado em uma sessão de Mestres. Acredito que essa confusão se dá porque, no Manual Ritualístico de minha Potência, não há referência específica sobre o período em que os irmãos estão no átrio. No entanto, o manual menciona que, na abertura dos trabalhos, o Cobridor Interno dá três batidas e o Cobridor Externo responde com outras três. A mesma regra se aplica ao início dos trabalhos ou há alguma diferença?

5.     Por fim, tenho uma dúvida sobre a posição da espada do Cobridor. Em minha Loja, o Cobridor posiciona a espada com a mão direita sobre o ombro direito durante a abertura da porta e a entrada dos irmãos. No entanto, em um grupo de estudos de WhatsApp, li que a espada deve ser segurada com a mão direita sobre o ombro esquerdo, formando um esquadro. Quando mencionei isso em Loja, alguns irmãos estranharam. Poderia compartilhar seus conhecimentos sobre esse assunto? 

Desde já, agradeço imensamente pela atenção e pelo seu tempo.

CONSIDERAÇÕES: 

Antes de mais nada vale ressaltar que as considerações aqui colocadas são relativas ao REAA de modo amplo, não especificamente a este ou aquele ritual, desta ou daquela Obediência. À vista disso, estas considerações não têm o desiderato de se insurgir contra rituais vigente legalmente aprovados. 

Sendo assim, vale destacar que mesmo contraditórios, rituais vigentes devem ser integralmente obedecidos. Eventuais correções devem seguir aos ditames dos regulamentos.

Vamos as questões:

  1. Nesse caso, a prática mais apropriada é a de que o M de CCer se coloque diante do lugar do Orador para em seguida conduzi-lo ao Alt dos JJur (no REAA este Alt fica no Oriente). Durante a atividade deste ato litúrgico, o M de CCer atua em silêncio, sem nada dizer, não devendo desnecessariamente convidar o Orador. Por si só o conduzido já sabe que deve acompanhar o seu condutor. Importa notar que nessa ocasião o VenMestre não manda “convidar” o Orador, mas “conduzi-lo” a um determinado lugar. Ainda é oportuno lembrar que no REAA o M de CCer∴,exercendo o ofício de conduzir alguém, estará munido do bastão na mão direita, indo à frente do seu conduzido.
  2. Pode-se dizer que aqui há uma sequência de impropriedades: a primeira delas é que não há necessidade, seja de quem for, de apresentar peça de arquitetura entre CCol. Para isso, bastaria que ele, em pé, fizesse a apresentação do seu lugar em Loja. Não existe necessidade de que o apresentante tenha o M de CCer ao lado nesta ocasião. A segunda é que ao se cruzar o eixo do templo (equador) não existe nenhuma saudação, ao Delta ou ao Ven Mestre, assim como parada formal. A terceira é que também não existe esta troca de mão na condução do bastão, mormente para fazer uma saudação que nem mesmo existe. A quarta é que são impróprios esses tais meneios com a cabeça e inclinação para a frente com o corpo. Quem ingressar ou sair do Oriente em Loja aberta deve prestar saudação ao Ven Mestre, não ao Delta. Duas outras observações: saudação é feita pelo Sin do Grau; o M de CCer, empunhando o seu objeto de trabalho, ao ingressar ou sair do Or não fará Sin, mas apenas uma rápida parada formal. Não só o M de CCer, mas qualquer Ir que ingressar no Oriente em Loja aberta, deve saudar o Ven Mestre.
  3. Como dito no item 02 acima, o mais apropriado é que Aprendizes, Companheiros e Mestres apresentem trabalhos, cada um do seu lugar em Loja.
  4. Se a questão se referir à entrada do préstito para o início dos trabalhos, para ingressar no Templo o Mestre de Cerimônias deve passar momentaneamente o bastão para a mão esquerda e dar na porta, com o punho da mão direita cerrado, a bateria do Grau em que a Loja será aberta; o Cobridor Interno, que já deverá estar dentro do Templo, munido de espada simplesmente abre a porta sem replicar a bateria – apenas abre a porta. Isso já é diferente de quando um retardatário bater à porta do Templo sem que haja Cobr Externo no Átrio. Neste caso quem chegar atrasado dá na porta, em qualquer situação, a bateria do Grau de Aprendiz; se o momento não for propício para recebe-lo o Cobr Interno dá, pelo lado de dentro, a bateria de Aprendiz, o que significa que o retardatário deve aguardar. Quando o momento for propício, o Cobr Interno comunica à Loja na forma de costume e será feita a verificação de quem bate. Daí em diante seguem-se as demais providências. Não existe aumento de bateria para outro grau, baterias de alarme, réplicas, etc.
  5. Rigorosamente, parado ou andando, no REAA a espada (arma branca) deve ser empunhada pela mão direita, tendo a lâmina em riste (não feito vara de pescar) apontada para cima (vertical); punho na altura do quadril direito com o respectivo cotovelo afastado do corpo; o braço esquerdo fica normalmente caído.
T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CURIOSIDADES


O possível renascimento da Maçonaria na Síria tem chamado a atenção, especialmente após a divulgação de uma declaração de um autodenominado "Supremo Conselho do Grande Levante Sírio".

Trata-se de um texto em árabe que foi enviado por um leitor à redação do blog maçônico francês "Hiram.be", no fim de janeiro de 2025, portanto, não há nada oficicialmente que comprove a veracidade desta informação, e pode, obviamente ser uma fake news.

O que aconteceu foi que um leitor do blog enviou o tal texto em árabe para um dos jornalistas do Hitam.be, afirmando que um grupo desconhecido da Síria, após a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024, quer "reviver a Maçonaria naquele país, com base na justiça e na participação de todos os seus cidadãos, independentemente de suas origens étnicas e religiosas". Segundo o comunicado, a Maçonaria esteve ausente da Síria por mais de 50 anos devido à repressão imposta pelo regime autoritário, mas agora, com a suposta libertação do país, teria espaço para um novo ciclo de liberdade intelectual e civil.

Entretanto, o retorno da Maçonaria à Síria levanta dúvidas sobre quem realmente está por trás desse movimento. A Maçonaria foi proibida no país em 1965, e algumas maçons naquela época ainda estariam vivas. Isso gera questionamentos sobre a legitimidade desse “Conselho” e seus reais interesses. Seria esse um verdadeiro ressurgimento maçônico ou apenas uma tentativa de instrumentalização política da Ordem? O tempo dirá.

Fonte: hiram.be - Facebook_Curiosidades da Maçonaria

FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE

Na maçonaria, o nome de Deus, conforme referenciado na Bíblia, aparece de diversas formas, sempre tratado com profundo respeito e simbolismo. Algumas das principais referências incluem:1. 

O Tetragrama Sagrado (YHWH - יהוה)
Representa o nome divino revelado a Moisés no episódio da sarça ardente (Êxodo 3:14). Em algumas tradições maçônicas, o tetragrama é utilizado em graus superiores, como o 13º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito (Real Arco de Enoque).

2. Elohim (אֱלֹהִים)
Nome plural de Deus encontrado na Gênesis (Gênesis 1:1: "No princípio, criou Elohim os céus e a terra").
Representa a força criadora e justiça divina.

3. Adonai (אֲדֹנָי)
Significa "Senhor" e é usado na tradição judaica para evitar pronunciar o nome sagrado YHWH. Em rituais maçônicos, pode aparecer associado ao simbolismo da divindade suprema.

4. El Shaddai (אֵל שַׁדַּי)
Significa "Deus Todo-Poderoso" e aparece em diversas passagens bíblicas, como em Gênesis 17:1, quando Deus faz a aliança com Abraão. No simbolismo maçônico, pode representar a soberania divina e a força espiritual necessária para a evolução do iniciado.

5. Ehyeh Asher Ehyeh (אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה)
Significa "Eu Sou o Que Sou" e foi a resposta de Deus a Moisés em Êxodo 3:14. Esse nome divino simboliza a existência absoluta e infinita de Deus. Em alguns graus maçônicos, é estudado como parte do conhecimento esotérico.

6. O Nome Inefável na Maçonaria
Alguns graus maçônicos exploram o conceito do Nome Perdido de Deus, que está associado ao tetragrama (YHWH) e ao seu uso restrito no Templo de Salomão. No Rito de York, o grau de Mestre do Real Arco busca a redescoberta desse nome sagrado. No Rito Escocês Antigo e Aceito, o 13º grau (Real Arco de Enoque) e o 14º grau (Grande Eleito, Perfeito e Sublime Maçom) lidam com esse mistério.

7. O "G" no Símbolo Maçônico
Em muitas tradições maçônicas, a letra "G" no centro do esquadro e compasso pode representar tanto Geometria quanto God (Deus, em inglês). Simboliza o princípio criador e a ordem divina que rege o universo, uma ideia presente em diversos textos bíblicos.

Conclusão
Na maçonaria, o nome de Deus é tratado com reverência e simbolismo, buscando unir diferentes tradições religiosas sob a ideia do Grande Arquiteto do Universo (GADU). A Bíblia, como um dos grandes luminares da maçonaria, fornece muitas referências a esses nomes sagrados, reforçando os princípios morais e espirituais dos maçons.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

domingo, 4 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES - ASPETOS LEGAIS (RGF)

Em 18.09.2024 o Irmão que se identifica como Duarte Xavier Morais, Loja 8 de Maio, REAA, GOB-PR, Oriente de Ubiratã, Estado do Paraná, formula a seguinte pergunta:

NÚMERO MÍNIMO DE MESTRES

Pergunto. A Loja só é considerada Justa e Perfeita com a presença de 07 Irmãos Mestres Maçons, todavia, com número inferior a esse número de Mestres e havendo maior número de Aprendizes e Companheiros, a Loja pode ser aberta para iniciar os trabalhos?

CONSIDERAÇÕES: 

Conforme o previsto no Art. 96 do RGF:  

XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons" (o grifo é meu), não é permitido abrir a Loja sem a presença mínima de 7 Mestres Maçons.

Ainda, Art. 229 RGF:  

“Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade” (o grifo é meu).

§ 1º – Os cargos são privativos de Mestre Maçom" (o grifo é meu).

Como visto, o Diploma Legal não admite que Aprendizes e Companheiros exerçam cargos e nem que Mestre Maçons, que não sejam regulares e pertençam ao GOB, preencham cargos em Lojas do GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PALAVRA SEMESTRAL - TEMA PARA INSTRUÇÃO

Em 09.09.2024 o Respeitável Irmão Mauro Garcia de Carvalho, Loja Acácia de Bambuí, 2062, REAA, GOB MINAS, Oriente de Bambuí, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

PALAVRA SEMESTRAL NA INSTRUÇÃO

Irmão: numa sabatina pra aumento de salário, sobre a primeira instrução, falou-se na Palavra Semestral. Foi perguntado qual seria a Palavra Semestral. Indago: ela pode ser dita abertamente na Loja, ou pode ser falada somente na cadeia de união do REAA?

CONSIDERAÇÕES:

Nada impede que seja ministrada uma instrução sobre a Palavra Semestral, seu uso, sua história, suas características de transmissão, etc. 

O que não pode é se revelar abertamente a palavra vigente, ou mesmo a imediatamente anterior. Vale salientar que uma das características da Palavra Semestral é que ela só pode ser transmitida de modo especial pelo Venerável Mestre em uma Cadeia de União.

Mediante as cautelas devidas, a Palavra Semestral só pode ser pronunciada quando for inquirida pelo examinador, se for necessário. 

Como penhor de regularidade, a Palavra Semestral é fornecida pelo Grão-Mestre Geral às Lojas regulares da sua Obediência. Por razões históricas, foi criada em 1777 pelo Grande Oriente da França. No GOB ela encontra-se adotada desde 1832. 

Cercada das devidas cautelas, o Ven Mestre somente pode transmiti-la na forma peculiar prevista e exclusivamente aos Irmãos regulares do quadro da sua Loja. Graças a isso, a Palavra Semestral somente pode ser transmitida após o encerramento dos trabalhos, logo que os visitantes, mesmo que da mesma Obediência, já tenham se retirado.

No REAA a Cadeia de União é formada apenas e tão somente para a transmissão da Palavra Semestral.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

AUM

Vocábulo hindu pelo qual se designa a divindade. Seu valor está na sua vocalização, que produz um som prolongado; é preciso obter a harmonia exata em um tom de voz adequado, para que o crente possa entrar em contato com Deus; situa-se como um mantra, de cujas benesses os ocidentais não chegam a usufruir.

Em Maçonaria temos "huzzé", que equivale palidamente ao mantra "Aum"; apenas a emissão do som não está regulamentada.

Cada Loja o entoa de modo diverso e até com acentuação diferente, contudo, resulta benefício, uma vez que em Maçonaria nada é executado em vão.

Ao pronunciar-se "huzzé", com plena força pulmonar, expulsam-se os fluidos negativos.

O som que produz desperta energias ocultas; trata-se de uma benesse que a todos atinge. Ignora-se se o "huzzé" pode ser exclamado a qualquer momento e fora do templo.

Trata-se de um aspecto que merece pesquisa e exercício.

Porém, tudo o que beneficia deve ser considerado judiciosamente, a fim de não tornar profano o que é, para os maçons, sagrado.

"Huzzé huzzé, huzzé!"

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 60.

MAÇONARIA NA ERA MODERNA: PERSPECTIVAS

A Maçonaria, na era moderna, mantém-se como uma organização discreta que promove valores como liberdade, igualdade, fraternidade e desenvolvimento moral e intelectual. Seu papel evoluiu ao longo do tempo, e hoje pode ser analisado sob diversas perspectivas:

1. Influência Social e Política
Embora não tenha a influência política direta que possuía em séculos passados, a Maçonaria ainda exerce um papel relevante na formação de líderes e no incentivo a ideais democráticos, direitos humanos e justiça social. Muitos maçons participam da vida pública e defendem princípios de cidadania ativa.

2. Filantropia e Ação Social
A Maçonaria moderna é amplamente reconhecida por seu envolvimento em obras de caridade e projetos sociais. Hospitais, escolas, orfanatos e iniciativas de assistência a grupos vulneráveis são algumas das ações que muitas lojas maçônicas realizam ao redor do mundo.

3. Desenvolvimento Pessoal e Ético
Os rituais e ensinamentos maçônicos continuam a focar no aperfeiçoamento moral e espiritual dos seus membros. A ideia é que, ao aprimorar-se individualmente, o maçom contribui para uma sociedade mais justa e equilibrada.

4. Preservação e Transmissão do Conhecimento
A Maçonaria tem um forte compromisso com o conhecimento, a ciência e a filosofia. Muitas lojas incentivam o estudo da história, das artes, das ciências ocultas e do simbolismo, mantendo tradições de séculos.

5. Globalização e Transformação
Com a era digital, a Maçonaria também se adaptou, utilizando redes sociais e outras ferramentas para divulgar sua missão e conectar irmãos globalmente. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios como a queda no número de membros em algumas regiões e a necessidade de se manter relevante para as novas gerações.

Conclusão

Apesar de não exercer o mesmo impacto revolucionário que teve em momentos históricos, a Maçonaria moderna continua sendo uma força influente no desenvolvimento de indivíduos e na promoção de valores humanistas e filantrópicos. Seu papel pode não ser tão visível, mas sua presença ainda é significativa na sociedade.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

sábado, 3 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

RENÚNCIA DE DUAS DAS LUZES DA LOJA

Em 08.09.2024 o Respeitável Irmão Willer Chagas, Loja União Fraterna Anapolina, 4635, sem mencionar o rito, GOB-GO, Oriente de Anápolis, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

RENÚNCIA

Antes de mais nada, gostaria de parabenizar ao Ir pela presteza, sapiência e paciência com a qual atende a todos os IIr∴.

Vamos ao caso: em uma reunião entre Mestres Instalados da nossa região surgiu uma dúvida, a qual gostaríamos que o Irmão nos esclareça. Sabemos que se faltar ou vagar o cargo de Venerável Mestre, o 1º Vig assume a venerança e o 2º Vig assume a 1ª Vig, mas se o Venerável Mestre e seu 1º Vig renunciarem aos cargos no mesmo instante, quem assume a Loja? No caso acima exposto o mandato de ambos já faz mais de um ano.

Desde já agradeço ao Ir desejando votos de paz e saúde sempre!

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, nas ocasiões precárias, conforme o RGF, o 1º Vigilante é o substituto imediato do Venerável Mestre. 

Por sua vez, segundo o RGF, o substituto imediato do 1º Vigilante é o 2º Vigilante que, por sua vez, segundo o novo ritual do REAA (2024), será substituído pelo 2º Experto. O 2º Vigilante, segundo o RGF, não assume o lugar do Venerável Mestre.

Dito isto, vamos à sua questão: renunciado juntos o 1º Vigilante e o Venerável, precariamente assume o veneralato o Mestre Instalado mais recente da Loja; o 2º Vigilante preenche o cargo do 1º Vigilante e o 2º Experto do 2º Vigilante. 

Esta é uma situação emergencial. A Loja imediatamente deve entrar em contato com a Secretaria Estadual da Guarda dos Selos para buscar orientações legais a respeito.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


EMANUEL SWEDENBORG (Estocolmo, 1688 - Londres, 1772). Polímata e espiritualista sueco, com destacada atividade como cientista, inventor, místico e filósofo. Desenhou uma "máquina de voar", fundou a primeira revista científica da Suécia, publicou obras em campos tão diversos como a Geologia, a Biologia, a Astronomia e a Psicologia, e deu origem a uma nova religião, o swedenborgianismo.

Em 1721, Emanuel Swedenborg criou o Rito Maçônico "Swedenborg". O rito teve a sua maior expressão em Inglaterra, Alemanha, França e Estados Unidos, e o seu objetivo era ensinar a imortalidade da alma. Com base no livro do Gênesis, o rito era composto por oito graus. Em 1783, o marquês Thome reorganizou o Rito passando este a ser constituído por seis graus.

- INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 1706

- Loja: Em uma Loja em Lunden, Suécia.

- Idade que foi iniciado: 18 anos.

- Faleceu aos 84 anos de idade.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O SIGNIFICADO DO SILÊNCIO

Ir∴ Toufic Anbar Neto 
Or∴ de São José do Rio Preto - SP

A palavra silêncio é derivada do latim silentiu e significa interrupção de ruído ou estado de quem se cala. Na Maçonaria, o silêncio tem um rico significado e é sobre este aspecto que nós o estudaremos.

I - ASPECTOS HISTÓRICOS DO SILÊNCIO

Desde as primeiras civilizações, notadamente as que tinham sociedades iniciáticas, o silêncio é um importante elemento cultural, imposto drasticamente para salvaguardar seus segredos. 

Em quase todas, é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios. Constitui-se uma exceção, o antigo Egito, onde existia um "Deus" do silêncio, chamado Harpócrates, com a mesma posição já descrita.

Entre os magos e sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de se manterem os segredos e incitá-los à meditação, regra que seria adotada por todas as sociedades iniciáticas posteriormente. Buda, em 500 a. C., também valorizava o silêncio como condição para a contemplação. 

Os Essênios tinham como principais símbolos um triângulo contendo uma orelha e outro contendo um olho, significando que a tudo viam e ouviam, mas não podiam falar, por não terem boca. 

Dentre os mistérios gregos, encontramos o de Orfeu, que com a magia de seu canto e de sua música executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava. Eurípedes, no verso 470 de sua obra " Os Bacantes" diz que verdadeiros são os mistérios submetidos à lei do segredo. A palavra mistério deriva de "myein" que significa "boca fechada". 

Pitágoras criou a escola Itálica e seus discípulos se distinguiam em 3 graus, sendo o 1º o "acústico", assim chamado porque era destinado aos aprendizes que só deviam ouvir e abster-se de manifestação. 

Para os Talhadores de Pedras, o segredo e o silêncio sobre sua arte era uma questão de sobrevivência, constituindo-se inclusive num salvo-conduto.   

Os monges da Ordem de Císter tinham como uma de suas principais regras o silêncio para a reflexão. 

A G∴L∴U∴ da Inglaterra adotou, após sua unificação, a legenda "AUDI, VIDE, TACE", ou seja, "Ouça, Veja, Cale". 

Como pudemos perceber, temos inúmeros exemplos da importância do silêncio ao longo da história.

II - ASPECTOS CONSTITUCIONAIS

Os primeiros catecismos maçônicos do século XVIII diziam que os 3 pontos particulares que distinguiam o Maçom eram a Fraternidade, a Fidelidade e Ser Calado que representavam o amor, a ajuda e a verdade entre os Maçons. 

As "Old Charges" ou Antigas Obrigações, pregavam o silêncio, a circunspecção e a compostura durante os trabalhos. 

A constituição de Anderson pregava a prudência e o silêncio, notadamente em relação aos profanos. Nos Landmarks de Mackey, o de nº 23 se refere ao sigilo que o Maçom deve conservar sobre todos os conhecimentos que lhe são transmitidos e dos Trabalhos em Loja, sendo que as cartas constitutivas de todas as Obediências contêm referências com o mesmo sentido.

III - O SILÊNCIO NA INICIAÇÃO

A Lei do Silêncio é a origem de todas as verdadeiras Iniciações. 

Segundo Wirth o ensino deve ser pelo silêncio, nada de palavras que podem faltar com a verdade. 

É na Câmara de Reflexão que o silêncio assume sua maior importância pois o candidato talvez não tenha há muito tempo uma oportunidade igual de ficar a sós, em atitude contemplativa, em meditação, para que possa ocorrer a maturação silenciosa de sua alma. 

Ao longo do cerimonial, durante os interrogatórios, poderemos encontrar por diversas vezes pausas silenciosas para que o candidato possa refletir sobre aquilo que acabou de ouvir. 

Voltaremos a deparar com o silêncio ao realizarmos a 3ª viagem, feita com absoluto silêncio. 

E será ainda o mote principal do juramento que realizamos na Iniciação.

IV - O ENFOQUE RITUALÍSTICO 

Na abertura dos Trabalhos ouvimos o 2º Diácono responder ao V∴M∴ que deve zelar para que os Irmãos se mantenham em suas colunas com respeito, disciplina e ordem. 

Na abertura do L∴ L∴, ouvimos que "No princípio era o Verbo", onde reinava o silêncio. 

No transcorrer dos Trabalhos, os VVig∴ anunciarão o silêncio das colunas, o que significa que democraticamente foi concedido o direito à palavra. 

Por fim, encerramos a Sessão jurando pelo silêncio sobre tudo o que foi visto e falado em Loja.

V - O ASPECTO SIMBÓLICO E FILOSÓFICO E A "LEI INICIÁTICA DO SILÊNCIO"

A Lei do Silêncio nada mais é do que um perpétuo exercício do pensamento. 

Calar não consiste somente em nada dizer, mas também em deixar de fazer qualquer reflexão dentro de si, quando se escuta alguém falar. 

Não se deve confundir silêncio com mutismo. Segundo Aslan O primeiro é um prelúdio de abertura para a revelação, o segundo é o encerramento da mesma. 

O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo os esconde. 

Um assinala o progresso, o outro a regressão. 

Dizem as regras monásticas que o silêncio é uma grande cerimônia, pois Deus chega na alma que nela faz reinar o silêncio, mas torna mudo que se distrai em tagarelices. 

Os mistérios na Maçonaria devem ser velados em silêncio, pois em relação ao mundo profano nossos segredos existem com o objetivo de não poluí-los pelos que não se encontram preparados para entendê-los, e nada mais perigoso do que a verdade mal compreendida. 

Somente o homem capaz de guardar o silêncio será disciplinado em todos os outros aspectos de seu ser, e assim poderá se entregar à meditação. 

Enfim, o silêncio é a virtude maçônica que desenvolve a discrição, corrige os defeitos, permite usar a prudência e a tolerância em relação aos defeitos e faltas dos semelhantes. 

Para encerrar, os Maçons se reúnem em Templos, e "O Templo representa a fortaleza da paz e do silêncio". (Isaías, cap. 30 v. 15).

Fonte: JBNews - Informativo nº 268 - 23.05.2011

sexta-feira, 2 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

GUARDA DE HONRA - CERIMONIAL DA BANDEIRA NACIONAL

Em 07/09/2024 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

INGRESSO E RETIRADA DO PAVILHÃO NACIONAL

Prezado Irmão Pedro, quando o Mestre de Cerimônias no cumprimento das ordens do Venerável Mestre, estando entre colunas, ao fazer a chamada da Guarda de Honra, do Porta Bandeira e da Comissão de 13 Mestres para proceder a entrada ou a saída do Pavilhão Nacional, o mesmo deve estar portando o bastão ou a espada?

Desde já agradeço sua especial atenção.

 CONSIDERAÇÕES

Como no GOB, o Decreto que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira Nacional prevê ser o Mestre de Cerimônias um dos integrantes da Guarda de Honra, obviamente que ele, ao organizar as formalidades, já o faça munido de uma espada.

Não faria sentido que nesta ocasião ele se apresentasse primeiro munido do bastão para logo em seguida, ao integrar a Guarda de Honra, o substituísse pela espada.

Vale salientar que de fato o bastão é o objeto de trabalho oficial do Mestre de Cerimônias no REAA, todavia, na ocasião do ingresso, saudação e retirada do Pavilhão Nacional, o bastão é substituído pela espada.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A TOLERÂNCIA

Ir∴ Alcides Luiz de Siqueira

A nossa Sublime ordem exige de seus Iniciados o cumprimento de sérios deveres e enormes sacrifícios. 

A Maçonaria proclama em seus princípios gerais " que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um". 

A nossa Sublime ordem proclama a TOLERÂNCIA entre os seus Iniciados. 

O vocábulo TOLERAR não significa apenas ser indulgente, ser condescendente, ser transigente, ser permissivo, mas acima de tido significa saber suportar. 

No mundo atual, praticar a tolerância a cada dia exige muito de nós, pois a conturbação social e a pressão psicológica exercida sobre o homem, torna-o mais que nunca exigente, imprudente, agressivo e até inconseqüente. 

É nesse contexto que tolerar assume importância fundamental entre os homens. 

Se o profano sente-se desobrigado de praticar a tolerância, para o Maçom o mesmo não acontece: TOLERAR É UM DEVER. Este princípio está intrinsecamente ligado a um dos fins supremo da Sublime Ordem: A FRATERNIDADE. 

O Salmo 133 da Bíblia Sagrada é elogio da concórdia e união fraterna, quando diz: "Ó quão bom e quão suave é viverem os Irmãos em união! É como o perfume derramado na cabeça, que desce sobre a barba de Aarão, que desce sobre a orla de suas vestes, É como orvalho do Hermon, que desce sobre o monte de Sião, porque o Senhor derramou ali a sua benção e a vida para sempre". 

A cada dia, nós Maçons temos por obrigação exercitar a prática da tolerância, o que facilita sobremaneira todo o relacionamento entre os Irmãos, ampliando o espírito fraterno que existe no seio da nossa entidade milenar. 

A partir da Iniciação o Maçom é uma pessoa diferenciada, porque se abrem as portas da verdadeira amizade. A fraternidade que passa a viver entre os Irmãos é a exteriorização mas concreta da felicidade de ser Maçom. 

A tolerância do Maçom não pode se limitar apenas ao relacionamento com o próximo. Há que ser também paciência no desenvolvimento das etapas, que permite o crescimento e o progresso individual em todos os aspectos. 

Não é fácil ser Maçom. Se relacionar exige paciência e tolerância, fazer progresso na Maçonaria exige muito mais. Ingressar na Maçonaria é um fato, fazer progresso na ordem é outro. Manter-se motivado é fundamental para o crescimento interior do Obreiro, o que lhe dá um prazer imensurável de ser Maçom. 

Não raro, Iniciados deixam a Instituição logo após o seu ingresso. A verdade é que esses Irmãos não buscam a LUZ, assim, não conseguem ver o seu brilho, tampouco descobrem a sua direção. 

Para os que buscam o crescimento, o caminho é longo, contínuo e ás vezes áspero, é preciso saber perseverar. 

No seio da Sublime Ordem, é necessário querer progredir, tolerar, estudar, buscar a verdade para que haja a transformação do homem que renasceu para o mundo. 

O homem profano perde-se nas solicitações mundanas. O consumismo, a falta de interiorização deixa-o esquecido de si mesmo. Sua convivência com os vícios, acaba por fazê-lo infeliz. Nessa alienação passa a buscar a felicidade fora de si mesmo, nas drogas, no fanatismo religioso e tudo o mais que foge à própria pessoa, numa fuga do seu mundo vazio. 

A Maçonaria é o oposto de tudo isso, daí a dificuldade de se buscar o crescimento no seu seio. 

Acostumados que fomos à vida profana, às vezes perdidos na busca de objetivos vãos, encontramos dificuldades para alcançar a plenitude Maçônica. É por isso que alguns desistem. Contudo, o estudo contínuo propicia o aperfeiçoamento, pois através dele há uma constante evolução de conhecimentos. 

A Iniciação de novos valores fortalece cada vez mais a nossa Instituição, porque vêm somar forças para a construção de sua grande obra. O bem da humanidade.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ENTRADA DO PRÉSTITO - BATERIA NA PORTA

Em 03.09.2024 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários do Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

BATERIA NA PORTA

Questionamento - Quando a Loja não tem Cobridor Externo e o Mestre de Cerimônias dá a bateria do grau, o Guarda do Templo responde com a bateria ou uma batida só, ou apenas abre a porta, sem responder a bateria?

CONSIDERAÇÕES

Por ocasião do ingresso do préstito no Templo para a abertura dos trabalhos, o Cobridor Interno não "responde" com nenhuma bateria.

Ele simplesmente abre a porta para o ingresso do préstito. 

Concluída a mesma, o Cobridor Interno fecha a porta e se coloca no seu lugar.

Vale observar que o Ritual vigente (2024) orienta para que antes da entrada do préstito, o Cobridor Interno e o Mestre de Harmonia ingressem por primeiro para o devido cumprimento dos seus ofícios. 

À batida do M de CCer o titular abre a porta. Não há nenhuma menção sobre bateria por parte do Cobridor Interno.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CURIOSIDADES


A "Invisible Lodge International" não é uma Loja Maçônica, propriamente dita, e sim um clube internacional paramaçônico fundado em 1953, de Irmãos mágicos, ilusionistas, palhaços, artistas circenses e outros artistas da área de entretenimento.

Fundada por Sir Felix Korim (1905-1986), nome artístico de Brewerton H. Clarke, um cantor e ator norte-americano que se tornou um conhecido Ilusionista de palco em 1953, a organização já chegou a realizar, em 2004, a sua primeira Convenção Internacional em Fort Smith, Arkansas, EUA.

Suas reuniões são compostas de um Rito que engloba Maçonaria e o mundo das ilusões. Nessas reuniões eles trocam experiências e se interagem, trocando informações técnicas do fantástico mundo mágico, do riso e da Arte Real.

A afiliação à Loja Invisível é limitada às pessoas interessadas em Mágica e que foram elevadas ao Grau de Mestre Maçom. A Loja tem uma publicação trimestral chamada "Tábua de Cavaletes", fornecendo informações sobre as atividades maçônicas e mágicas dos membros.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

OS ILUMINATI E O DIA DO TRABALHO

(republicação)
O Dia do Trabalho, segundo versões populares, começou a ser comemorado em virtude de uma paralisação em que milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago. Era o dia 1º de maio de 1886. Homens e mulheres protestavam, gritavam e pediam melhores condições vida e redução da jornada de trabalho. Chicago era então o principal pólo industrial norte-americano. Exigir redução da jornada de treze para oito horas diárias representava um duro golpe no ascendente sistema capitalista dos EEUU. Houve repressão: prisões, mulheres, crianças e homens feridos. Mais de cem mortos nos confrontos com a polícia. Oito líderes do movimento foram presos. Quatro foram enforcados. Um cometeu suicídio na prisão.

Por outro lado, o dia 1º de maio vinha sendo preparado desde 1776 quando Adam Weishaupt formou a Ordem dos Mestres Illuminati. 

Weishaupt era Maçom versado nos diversos campos da filosofia de sua época. Seu caráter foi marcado pela extrema liberdade de pensamento e independência de opinião. Graduou-se em Direito na Universidade de Ingolstadt onde, mais tarde, foi professor titular de Direito Canônico e decano da Faculdade de Direto. Foi iniciado nos antigos Mistérios de Elêusis e nos ensinamentos secretos dos Pitagóricos. Obteve conhecimentos secretos para fundar os Illuminati através da seita do Xeque persa Hassan Sabbath, conhecido como o “Velho da Montanha”. 

Adam Weishaupt escolheu o dia 1º de maio para fundação dos Illuminati, ordenando certos números para que formassem uma cifra poderosa. O primeiro de maio sempre fora comemorado pelas sociedades primitivas na Primavera Pagã. Entendia-se, portanto, que a data estava carregada do simbolismo da fertilidade do solo e, por analogia, a fecundidade do pensamento político. 

Weishaupt utilizou ainda um sistema cabalístico associado à numerologia: sendo maio o quinto mês do ano (o número 5, em nossos estudos, está relacionado com as mudanças e com a evolução) somado ao número 1 (1º dia) temos SEIS (arcano da Liberdade). Em seguida, Weishaupt acrescentou a soma dos algarismos do número do ano, 1776, obtendo o resultado VINTE E UM (arcano da Busca da Felicidade e Caminho da Alma). 

Detalhes sobre as operações utilizadas por Adam Weishaupt não cabem no âmbito deste artigo. Basta considerarmos que as chamadas “adições” e “reduções teosóficas” consistem nas somas da série natural dos números começando pela unidade até incluir o número proposto; ou reduzir a um único dígito a soma dos algarismos que compõem determinado número. 

Os Illuminatti acreditaram que as combinações de 3, 5, 7 , 9, 21 e a escolha desta data para fundação da Ordem, eram essenciais para que seus planos obtivessem absoluto sucesso. Faltavam menos de vinte anos para a Revolução Francesa. Os arcanos numéricos, interpretados pelos Illuminatti, apontavam para o grande Renascimento do Homem mediante o arcano da Justiça. 

Adam fez contato com a Loja Maçônica de Adolf Von Knigge e juntos fundaram a Ordem dos Iluminados da Baviera na Noite Mágica de Walpurgis (deusa Viking da primavera), entre 30 de abril e 1 de maio de 1776. O Rito de Weishaupt foi introduzido na Grande Loja da Baviera (Walpurgisnacht) e depois nas Lojas do Grande Oriente da maçonaria francesa que já se referia abertamente aos Illuminatti. 

Os primeiros desses Illuminatti eram dirigidos por um conselho Areópago (correspondente aos modernos Kadosch) presididos por um Mestre cujo título era “Spartacus”. 

Havia três graus: I- Aprendiz, ou Sementeira; II- Maçom de Simbologia e Ciências; e III- o Grau dos Mistérios Menores e Maiores. Depois, os Mestres do Terceiro Grau eram elevados aos 12 Graus Superiores que culminavam no XII cujo título era Rex Ordinis. 

George Washington conheceu Adam Weishaupt e esteve, durante algum tempo, associado aos Illuminatti. Mas, quando em 1789 começaram os movimentos da Revolução Francesa, Washington preferiu se afastar, mantendo sua filiação exclusivamente na Maçonaria. 

Não há dúvida que os ideais de Adam Weishaupt influenciaram a França entre 1789 e Novembro de 1799. O aparecimento público da Deutsche Einheit (Unidade Alemã) expandiu a propaganda dos Illuminatti entre os círculos de leitores donde nasceu o grito de guerra: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. 

Cerca de 90 anos mais tarde, as idéias dos Illuminatti ressurgiam vigorosamente na América. O fato de o 1º de maio ser mundialmente consagrado aos trabalhadores não foi uma coincidência. O 1º de maio de 1886 fazia ressonância dos planos de Weishaupt para o renascimento dos ideais de Liberdade. Aquele movimento nas ruas de Chicago fez lembrar o ano de 1776, a mesma data que aparece no dólar americano, em algarismos romanos sob uma pirâmide, como selo da Novus Ordo Seclorum.

Fonte: https://www.deldebbio.com.br