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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 10 de junho de 2025

COBRIDOR EXTERNO - COBERTURA DO TEMPLO

Em 22.10.2024 o Respeitável Irmão Diego Felipe, Loja Arautos do Bem, 3603, REAA, GOB-PR, Oriente de Irati, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte

COBRIDOR EXTERNO

Minha pergunta é a seguinte: no ritual fala de 2 Cobridores, sendo o interno e externo. Pois bem, a dúvida é: O Cobridor Externo é alguns ritos específicos ou apenas um simbolismo mais místico? Depois do templo fechado não temos cobridor Externo e sim apenas o interno.

CONSIDERAÇÕES:

Salvo raras exceções, a maioria dos ritos maçônicos se utiliza de dois CCobr, o Externo, que como o próprio nome diz, guarda a porta do Templo pelo lado de forma, enquanto que o Interno guarda a porta pelo seu interior. 

Em linhas gerais, o Cobr Ext, ou G Ext, com o fito de afastar profanos, permanece no átrio, armado de espada, durante os trabalhos. Já o Cobr Int é o contato do interior do Templo com o seu exterior. De acordo com o Landmark do sigilo, o Cobridor Interno cobre o Templo protegendo os trabalhos contra os cowans bisbilhoteiros que eventualmente possam se aproximar ou sorrateiramente ingressar nos trabalhos da Loja.

Via de regra, o exercício do cargo de Cobr deveria ser preenchido apenas por Irmão de comprovada experiência, para quê, junto com os EExp, aplicar o telhamento a Irmãos desconhecidos.

Nos ritos de origem latina, muitos rituais prevêem a entrada do Cobr Ext no Templo depois da abertura dos trabalhos. No entanto, existe outros ritos (workings), como os anglo-saxônicos, que costumam ter o G Extindependente, isto é, ele não ingressa e nem participa dos trabalhos, permanecendo o tempo todo guardando o recinto da sala da loja pelo lado de fora da porta, enquanto ocorrem os trabalhos. Geralmente são Past-Masters de idade avançada que, em alguns casos, são até remunerados para exercer esse ofício, podendo, inclusive, nem mesmo serem Mestres Maçons do quadro.

Na Maçonaria brasileira, o cargo de Cobr Ext, nos ritos que o possuem, salvo raras exceções, costumeiramente não são preenchidos, fazendo com que o Cobr Int atenda o Átrio quando porventura alguém, pelo lado de fora, pedir ingresso.

O costume de manter o Templo coberto durante os trabalhos é universal. Mesmo nos poucos ritos que porventura não possuir esses oficiais, o exercício de proteger a porta será sempre exercido, mesmo que por algum outro oficial.

Este é um pequeno resumo dos cargos de Cobr Int e Ext na Moderna Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


Giuseppe Garibaldi (1807–1882) foi um dos mais importantes líderes revolucionários e nacionalistas do século XIX, desempenhando um papel crucial no processo de unificação da Itália, conhecido como Risorgimento. Nascido em 4 de julho de 1807, em Nice (então parte do Reino da Sardenha, hoje na França), Garibaldi é lembrado como um herói nacional italiano, além de ser uma figura emblemática na luta pela liberdade e independência em várias partes do mundo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O SÍMBOLO PERDIDO

Irm∴ Norberto Pardelhas de Barcellos 
Loja Resistência – Porto Alegre/RS

A bem da verdade é um título pomposo. Ao contrário de SÍMBOLO PERDIDO, como alguns assim o denominaram, penso que já seria de bom tamanho chama-lo de SÍMBOLO QUE CAIU NO ESQUECIMENTO ou, até numa linguagem mais popular, o SÍMBOLO QUE O TEMPO DEIXOU DE LADO. Confesso que a literatura é muito precária sobre o assunto e custou um bom tempo folheando páginas e mais páginas. Acontece (e isso não é novidade para os Irmãos) que sou naturalmente curioso. E, graças a essa curiosidade, sou levado à inquietude de buscar respostas para o que não sei. É bom deixar claro que tal constatação não me contempla com qualquer honraria ou mérito. Não sou um pesquisador, repito, mas apenas um neófito engatinhando nos mistérios da Arte Real. Se existe algum mérito, devo ao estudioso e bom pesquisador maçom Irm| Kennio Ismail que levantou o assunto com muita propriedade. Acontece que, não lembro bem se quando Aprendiz ou Companheiro, folheando uma velha revista sobre maçonaria, abandonada na prateleira de um sebo, encontrei desenhos de vestes da Francomaçonaria. Estranhamente, num dos aventais daquela época, observei a existência de uma Colmeia. Fiquei encasquetado. E assim o tempo foi passando sem que eu descobrisse a razão daquele símbolo. Ora, a vantagem de ser curioso é que a curiosidade não dorme nem tira férias. E foi assim que comecei a incansável perseguição quanto a esse questionamento. Senão vejamos: Por muitos de nós desconhecida, a Colmeia de Abelhas é chamada de SÍMBOLO PERDIDO DA MAÇONARIA, segundo o estudioso Nicola Aslan. 

Alguém certamente dirá: uma colmeia? Não seria mais instigante um outro símbolo qualquer? Quem sabe um brasão contendo dizeres e desenhos indecifráveis? Ou quem sabe um malhete todo trabalhado com formas enigmáticas? Algo realmente místico e adornado com misteriosas mensagens? Não vou a tanto, porém difícil ignorar essa descoberta.

Aqui, talvez com outras palavras, reporto-me ao que foi sabiamente analisado e escrito, aqui citado, pelo Irm∴ Kennio.

Acontece que a Francomaçonaria, no século XVIII, ano de 1724, elegeu a colmeia como um símbolo de trabalho. Não existe precisão quanto as datas, mas um documento Irlandês daquela época assim narra: “uma abelha tem sido, em todas as épocas e nações, o grande hieróglifo da Maçonaria, pois supera todas as outras criaturas vivas na capacidade de criação e amplitude de sua habitação. Construir parece ser da própria natureza da abelha”.

Pensando bem, existe total lógica nessa linha de raciocínio, mas insisto: uma colmeia? Ora, então vamos mergulhar um pouco mais nesse símbolo: as abelhas vivem em comunidade, produzem, constroem moradias e respeitam, harmonicamente, uma hierarquia. São disciplinadas. Assíduas e esforçadas. A abelha não trabalha em benefício próprio, mas para a sua comunidade. É, a bem da verdade, o que esperamos de um verdadeiro maçom na sua edificação espiritual.

Entretanto, não posso considerar essa interpretação como tênue, já que essa simbologia possui uma mensagem verdadeiramente construtiva para o nosso crescimento moral e espiritual.

Bastante fascinado pela matéria, mesmo correndo o risco de me tornar enfadonho ou extenuante, busquei na literatura científica um sólido apoio. É claro que não me ative as classificações da variada espécie. Nem me atrevo a escrever sobre as Tetragroniscas, Meliponas, Alvilas ou tantas outras que até acho difícil pronunciar os seus nomes. Para mim toda a abelha tem a mesma cara, embora a ciência prove a existência de 25.000 espécies na sua família biológica. Como não sou um biólogo, mas apenas um curioso vasculhando a intimidade desses encantadores seres, o que me interessa é a vida da abelha. E vejam que interessante: a sua sociedade é tão variada quanto a de um palácio de monarcas ou de uma comunidade humana. Estudos oferecem um olhar atencioso sobre as diferenças de estilo desses fascinantes seres, que a ciência chama essa evolução de EUSOCIALIDADE, ou seja, socialmente organizadas.

Senão vejamos como se compõe a vida dentro de uma colmeia: 

1) Abelha líder que, hierarquicamente, desempenha o papel de comando. Entendo que, caso fosse no templo, seria o VM;

2) Amas – são as operárias que tem como tarefa exclusivamente tomar conta das abelhinhas bebês - na maçonaria, arrisco o palpite, de que talvez fossem os Mestres zelando pelos Aprendizes;

3) Ventiladores – ficam batendo asas para arejar o interior da colmeia;

4) Sentinelas ou vigilantes – guardam o templo e o protejam para que tudo se mantenha organizado além de cuidarem para que não aconteça uma invasão de não membros daquela sociedade;

5) Obreiras, ou seja, aquelas que trabalham na busca de alimentos e água, coletam néctar, secretam e constroem cera na construção do favo, sendo consideradas as operárias da colmeia.

Tais constatações já são suficientes para a Francomaçonaria encontrar motivos de sobra quanto à existência da colmeia adornando estandartes e aventais daquela época, como constatei também nos rituais do Grau de Mestre. Vou mais longe: aqui incluo a Escócia, Irlanda, Inglaterra e Estados Unidos que também utilizaram a Colmeia em suas vestes e nos templos.

Curiosamente, é de se perguntar: foram aqueles maçons os primeiros a utilizarem esse símbolo? Não, não foram. A sua história é muito mais remota. A simbologia da Colmeia existiu muito antes, nos templos do antigo Egito, também entre os romanos e, como era de se esperar, pelos cristãos, o que não é de se espantar a histórica ligação dessa trilogia na trajetória da humanidade.

Celebra a história que, com a mudança e transformações dos rituais, lá pelos idos de 1813, a Colmeia foi sendo posta de lado, caindo no esquecimento, com exceção Maçonaria Americana que, segundo apreciei, ainda existe em certos ritos.

O já citado Nicola Aslan, inspirado no antigo Egito, assim se posicionou:

a colmeia representava as leis da natureza e princípios divinos”.

Lembrava que o homem precisava construir um lugar onde pudesse trabalhar, e isso era representado pelo templo. “Dentro desse templo, acrescenta, todos devem estar ocupados numa produção cooperativa e mútua”.

É evidente, penso eu, que nos parece uma constatação um tanto mística, porém nem por isso, desmerece o seu conteúdo.

Na Enciclopédia da Francomaçonaria, Albert Mackey, escreveu:

“os maçons devem observar as abelhas e aprender como são laboriosas e que notável trabalho elas produzem, prevalecendo os valores da sabedoria, apesar de serem frágeis e pequenas”.

Enfim, resumindo, fica dentro de nós, uma mensagem que, os historiadores, chamam de SÍMBOLO PERDIDO. 

Acontece que nós, maçons, muitas vezes nos distanciamos da tão significativa mensagem que esse símbolo nos proporciona. Penso que, talvez com a seriedade das indicações melhores observadas, com mais disciplina nas nossas sindicâncias, na elevada dedicação aos estudos e o exercício de acentuada união, quem sabe possamos resgatar, na sua forma espiritual, tão belo símbolo.

Sabemos que, mundialmente, a maçonaria vem sofrendo transformações e até abalos. Vemos, muitas vezes, maçons que esquecem o próprio juramento e se deixam levar pela vaidade dos cargos, pela beleza dos aventais e até pela pompa dos seus templos. Mas, questiono: onde ficou a humildade?

Esteticamente, uma colmeia não possui nenhum atrativo arquitetônico, mas é acolhedora para a sua comunidade. As abelhas não são bonitas, porém incansáveis na sua lide diária. São despojadas da vaidade e objetivam tão somente cumprir com a sua missão. Por isso são unidas e não disputam singulares destaques. A natureza fez com que mantivessem respeito e dignidade diante de uma hierarquia.

Nós, nobres seres pensantes, donos de tantas verdades e conhecimentos, precisamos exercitar tais exemplos. Acrescento ainda: a união. Muito temos para aprender com as abelhas. Apenas para exemplificar, caso uma delas seja atingida, de imediato todas se unem em defesa daquela ameaçada, como prova incontestável do quanto são unidas. Sendo assim, podemos até entender que o nosso templo nos reporta para uma colmeia.

E assim exercitarmos a sensibilidade e a sabedoria para acolhermos a sua generosa lição. Resgatarmos dentro de nós a colmeia perdida ou adormecida.

Agora entendo o motivo das Filhas de Jó serem chamadas de ABELHINHAS

E, com certeza, por isso, o mel também se encontra presente, quando no Ritual de Adoção dos Filhos de Lowtow. Sim, o mel, alimento produzido pelas abelhas.

Será que é para adoçar a boca das crianças?

Será uma simbologia que só entenderão depois de adultas?

Será que não é para lembrarmos da nossa missão como membros de uma Organização com elevada responsabilidade tanto individual como coletiva?

Ou será uma mensagem singela do SÍMBOLO PERDIDO, tentando nos mostrar o quanto ainda temos para trilhar no nosso exercício permanente de aprendizado?

Meus Irmãos, peço com humildade maçônica, vamos refletir sobre isso!

Fonte: Revista Cavaleiros da Virtude

segunda-feira, 9 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

HUZZÉ PARA RESTABELECER A HARMONIA NA LOJA

Em 21/10/2024 o Respeitável Irmão Décio Vieira Fraga Júnior, Loja Nilson Alves Garcia, 2033, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte

ACLAMAÇÃO HUZZÉ PARA ALIVIAR O AMBIENTE TENSO

Recebi um questionamento de um Irmão sobre a Aclamação HUZZÉ conforme abaixo, extraído de um texto qualquer.

Fiz as minhas pesquisas, inclusive no seu Blog e não encontrei nada a respeito.

Até acho que o Venerável Mestre, poderá diante de um momento tenso de uma Sessão, pedir uma pausa e usar a Aclamação como um momento de tranquilizar os Irmãos.

Mas gostaria mais uma vez de sua orientação para que possamos elucidar o assunto.

“Na Loja Maçônica o Venerável Mestre comanda o início dos trabalhos, a exclamação Huzzé que deve ser produzida em uníssono. Essa Exclamação prepara o ambiente espiritual afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do Templo pelos Irmãos. Ao término dos Trabalhos, é exclamadas outro Huzzé, com a finalidade de aliviar tensões surgidas durante os trabalhos, quando algum Irmão trouxer vibrações negativas, recalcitrantes dentro de si. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o Venerável Mestre tiver receio de que o ambiente possa transformar-se em perturbação, suspenderá os trabalhos e comandará a exclamação Huzzé, de forma tríplice, reiniciados os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmonioso”.

CONSIDERAÇÕES:

Francamente meu Ir, no que diz respeito à Maçonaria, eu não sei quem teve a capacidade de escrever tamanhas sandices como estas, a começar pelo termo “exclamação”, em vez de “aclamação”.

Já escrevi bastante sobre esse tema na Maçonaria. A palavra Huzzé é uma corruptela da saudação Huzza, feita pelos Drusos com o fito de saudar o Sol durante o solstício de inverno no hemisfério Norte. Era uma espécie de felicitação pela volta do Sol no momento em que o astro-rei alcançava a sua maior declinação em direção ao Sul e paulatinamente reiniciava a sua volta para o setentrião.

Assim, o REAA, um rito maçônico solar por excelência, herdou essa emblemática alegoria da Loja Geral Escocesa, então criada em 1804 na França para gerenciar os primeiros rituais do simbolismo do REAA que até então não haviam sido providenciados na Europa.

A base histórica desse misticismo advém dos árabes, especialmente dos Drusos, os quais tinham o costume de saudar a volta do Sol renascido acenando para ele, ao alvorecer, um ramo florido de acácia. Este espécime era escolhido porque suas flores amarelas comparavam-se com pequenos sóis. 

Durante a noite, véspera do solstício de dezembro (noite mais longa do ao Norte), era costume acenderem-se fogueiras enquanto aguardava-se o momento para saudar o Sol que nasceria “Invicto”. Com o advento do Islã, Maomé proibiu esta saudação.

Esotericamente, no simbolismo maçônico a expressão Huzzé refere-se a uma saudação ao Sol (conhecimento, sabedoria) ao meio-dia (ápice da Luz), o que propicia o momento certo para a abertura dos trabalhos; assim também no encerramento, à meia-noite, a saudação é feita porque quanto mais escura é a madrugada, mais perto está o raiar de um novo dia (esperança). 

A título de esclarecimento, no 3º Grau não existe a saudação Huzzé porque a Câm do M simboliza a morte do Sol (Hiram) pelos três meses do inverno, oportunidade em que o ciclo total da Natureza se encerra para propiciar um novo renascimento na primavera.

Dito isto, diante de toda esta maravilhosa alegoria iniciática, é inconcebível que, graças a mente fértil de um Venerável Mestre, sejam paralisados os trabalhos da Loja para que todos, por três vezes, pronunciem Huzzé para restaurar a harmonia da Loja. Ora, pelo tamanho deste disparate, sinceramente ele não merece comentários.

Debaixo deste absurdo, pergunta-se: em que lugar está escrito no ritual que o Venerável Mestre pode fazer uma barbaridade destas? Está previsto no ritual parar a sessão para reestabelecer a harmonia da Loja? Ora, isso só pode ser brincadeira.

Antes de encerrar, vale ressaltar que devemos estar atentos para que "achistas” e “autores imaginosos" dotados de fantasias, não transformem os trabalhos maçônicos numa reunião de crendices e invencionices. É aquela história: se só tem no Brasil, e não é jabuticaba, ou é besteira, ou é privilégio de alguns.

Fraterno abraço

PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

UM TRANSGÊNERO MAÇOM


Seu nome era Charles-Geneviève-Louis-Auguste-André-Timothée d'Éon de Beaumont (1728-1810). Uma das mais famosas personalidades transgêneros da História. Nasceu em Tonnerre, França, era um diplomata, Maçom e chegou a ser um espião a serviço do Rei Luís XV da França na Rússia e na Inglaterra e um dos melhores esgrimistas da Europa.

Se vestia com uniforme da Cavalaria Montada mas boatos em Londres diziam que ele na verdade era uma mulher. Depois de brigas com o rei da França que queria substituí-lo como espião, ele ameaçou revelar segredos da corte francesa aos ingleses, mas, um acordo foi feito e ele voltou a seu país de origem, assumindo completamente a identidade feminina e passou a se vestir como mulher: Nunca permitiu ser examinado, mas após seu falecimento, aos 81 anos de idade, a verdade veio à tona.

Seu nome “D’eon” deu origem ao termo “Eonismo”, ou seja, homem que se veste com roupas do sexo oposto, em outras palavras, “travestimo masculino”.

Ele foi Iniciado na Maçonaria em janeiro de 1769, aos 40 anos de idade, na Loja Immortality nº 376, em Londres. Com essa idade ainda se vestia de homem.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A CARTA DE BOLONHA, DE 1248

Luc Boneville M∴ M∴

O mais antigo documento maçônico conhecido no mundo 

O "Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis" ou "Carta de Bolonha" foi redigido originalmente em latim por um escrivão público de Bolonha, a partir das ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, no dia 8 de agosto de 1248. O original é conservado atualmente no Arquivo de Estado de Bolonha, Itália.

Tão importante documento tem sido incompreensivelmente ignorado pelos estudiosos da História da Maçonaria, por mais que as causas de seu esquecimento sejam óbvias, dado o empenho generalizado em ressaltar somente as origens inglesas da Maçonaria, e ainda assim foi publicado A. Gaudenzi no nº 21, correspondente a 1899, do Boletim do Instituto Histórico Italiano, titulando seu trabalho: "As Sociedades das Artes de Bolonha. Seus Estatutos e suas Matrículas".

Os autos correspondentes à "Carta de Bolonha" está integrado por documentos datados em 1254 e 1256 e têm sido reproduzidos integralmente e com fotografias do original em um livro com o título "In Bologna. Arte e società dalle origini al secolo XVIII", publicado em 1981 – hoje já fora de catálogo – pelo "Collegio dei costruttori edili di Bologna".

Consciente da importância maçônica de tal documento, o Ir. Eugenio Bonvicini o editou em 1982 juntamente com um Ensaio de sua autoria, apresentado oficialmente por ocasião do "Congresso Nacional dos Sublimes Areópagos da Itália do Rito Escocês Antigo e Aceito", reunido em Bolonha naquele mesmo ano. Do trabalho do Ir. Bonvicini publicou-se um resumo na Revista Pentalfa (Florença, 1984). Além disso, foi reproduzido em um capítulo de "Massoneria a Bologna", de Carlo Manelli (Editorial Atanor, Roma, 1986) e em "Massoneria di Rito Scozzese", Eugenio Bonvicini. (Editorial Atanor, Roma, 1988).

Está bem claro que a "Carta de Bolonha" é, para todos os efeitos, o documento maçônico (original) sobre a Maçonaria Operativa mais antigo encontrado até hoje. É anterior em 142 ao "Poema Regius" (1390), 182 anos ao "Manuscrito de Cooke" (1430/40), 219 anos ao "Manuscrito de Estrasburgo" reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao "Preambolo Veneziano dei Taiapiera" (1307).


O conhecido historiador espanhol, especializado em Maçonaria, padre Ferrer Benimeli, SJ, em seu comentário sobre a "Carta de Bolonha" diz (traduzido do italiano):

"Tanto pelo aspecto jurídico, quanto pelo simbólico e representativo, o Estatuto de Bolonha de 1248 com seus documentos anexos nos coloca em contato com uma experiência construtiva que não foi conhecida e

que interessa à moderna historiografia internacional, sobretudo da Maçonaria, porque situa-se, pela sua cronologia e importância, até agora não conhecida, à altura do manuscrito britânico "Poema Regius", do qual é muito anterior e que até hoje tem sido considerado a obra mais antiga e importante".

A "Carta de Bolonha" confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e muitas partes da Inglaterra. Revisando o texto do "Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis", não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson. Os estatutos de 1248 foram seguidos pelos de 1254/1256, publicados em 1262, 1335 e 1336. Este último esteve vigente e inalterado até que em 1797 a "Società dei maestri muratori" foi dissolvida por Napoleão Bonaparte.

Em 1257 foi decidida a separação entre os Mestres do Muro e os Mestres da Madeira, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembleias tendo, porém, os mesmos Chefes.

No mesmo Arquivo de Estado da Bolonha, conserva-se uma "lista de matrícula" datada em 1272 e ligada à "Carta de Bolonha", que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 são escrivães públicos , outros 2 são freis e 6 são nobres.

Fonte: JBNews - Informativo nº 272 - 27.05.2011

domingo, 8 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

IDADE INICIÁTICA

Em 19.10.2024 o Respeitável Irmão Daniel Coppo Neto, Loja Harmonia e Solidariedade, 3756, sem mencionar o Rito, GOB-SP, Oriente de São José dos Campos, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

IDADE INICIÁTICA

Gostaria de saber, e repassar aos Irmãos de minha Oficina, a explicação para que a idade do Aprendiz seja de 3 anos, bem como a do Companheiro ser de 5 anos, além das evidências das viagens, é claro. 

CONSIDERAÇÕES:

Historicamente, nos tempos dos nossos ancestrais operativos, a idade do Aprendiz e do Companheiro correspondia ao período de aperfeiçoamento profissional de cada uma dessas classes de operários.

Com a paulatina transformação da Maçonaria Operativa em Especulativa, ou Maçonaria dos Aceitos, o tempo de aperfeiçoamento profissional passou a ser simbolicamente a idade iniciática do Aprendiz e do Companheiro. 

Sob a óptica doutrinária, a idade iniciática do maçom corresponde aos ciclos de aperfeiçoamento em que ele tem que passar para alcançar a plenitude maçônica.

Nos ritos solares, como é o caso do REAA, essa jornada iniciática está representada na alegoria da Natureza, ou seja, seu renascimento, vida e morte para em seguida novamente renascer 

À vista disso, os t aa do Aprendiz Maçom correspondem à infância e a adolescência do iniciado; os c aa do Comp à juventude o a idade do Mestre, a maturidade. No caso das viagens, esotericamente elas concebem as etapas simbólicas da vida do maçom.

Infelizmente, por este ser um tema iniciático que exige sigilo, o mesmo não pode ser aqui amplamente dissecado, portanto é mais apropriado ser discutido em Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O BALANDRAU

O uso do balandrau em Loja continua gerando dúvidas, uma vez que a tradição silencia a respeito, mas hoje é usado uma indistintamente, como uma peça de vestuário cômoda, igualando, como se fora um uniforme, a todos.

Dentro da série de dúvidas, há aquela que diz respeito ao avental, se deve ser colocado sob o balandrau ou sobre o mesmo.

O negro, que significa ausência de cor, empresta às sessões um clima pesado de luto; igualando a todos, não haverá distinção para analisar qualquer personalidade; todos emergem em um oceano negro de neutralidade.

Que lição poderemos tirar desse costume maçônico? Que parte externa de nós mesmos, em certas oportunidades, mostra-se em trevas, ansiando todos por uma luz.

O traje escuro do maçom é cerimonioso e conduz à neutralidade, que nem sempre é recomendável, uma vez que a Loja maçônica tem seu multicolorido alegre, iniciando pela abóboda azul e o colorido dos colares, das joias, as alfaias, enfim, dos próprios rostos que se animam quando cultuando o amor fraterno.

Em nossa vida cotidiana deveremos nos afastar de tudo o que simboliza tristeza e luto e não confundir o traje maçônico com algo lúgubre como sugere o balandrau, que deve ser usado apenas em certas cerimônias.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 66.

AS SETE CHAVES DO CONHECIMENTO

Em uma terra distante, cercada por montanhas e rios cristalinos, havia um templo antigo onde um sábio mestre, conhecido como Ancião Althar, transmitia os segredos do conhecimento aos seus aprendizes.

Certa vez, sete jovens buscadores da verdade chegaram ao templo, desejando aprender com o mestre. Eles se ajoelharam diante dele e perguntaram:

— Mestre, qual é o segredo para a verdadeira sabedoria?

Althar, com um olhar sereno, sorriu e respondeu:

— O conhecimento verdadeiro é como uma grande porta trancada. Para abri-la, vocês precisarão de sete chaves. Cada chave é uma Arte que deve ser aprendida e compreendida.

Intrigados, os aprendizes pediram que ele lhes revelasse as chaves. O mestre, então, caminhou até um velho pergaminho e começou a explicar:

A Primeira Chave: A Gramática
— A primeira chave é a Gramática. Sem ela, vocês não entenderão o poder das palavras. Cada sílaba tem um significado, e aquele que domina a linguagem pode moldar o mundo ao seu redor.

A Segunda Chave: A Retórica
— A segunda chave é a Retórica. Um guerreiro luta com espadas, mas um sábio luta com palavras. Saber falar é saber guiar, convencer e inspirar.

A Terceira Chave: A Lógica
— A terceira chave é a Lógica. Assim como um construtor segue um plano para erguer um templo, a mente deve seguir a razão para encontrar a verdade.

A Quarta Chave: A Aritmética
— A quarta chave é a Aritmética. Os números governam o universo. Quem os compreende pode enxergar a harmonia escondida em todas as coisas.

A Quinta Chave: A Geometria
— A quinta chave é a Geometria. Assim como a terra é medida para se construir cidades, a mente deve medir suas próprias ações para se construir um destino digno.

A Sexta Chave: A Música
— A sexta chave é a Música. O som ordenado acalma a alma e traz equilíbrio. Aquele que compreende a harmonia dos sons aprende a viver em harmonia com os outros.

A Sétima Chave: A Astronomia
— A última chave é a Astronomia. Ao olhar para as estrelas, percebemos o quão pequenos somos diante da criação. Essa chave ensina humildade e conexão com o divino.

Os aprendizes ouviram atentamente e se curvaram em respeito.

— E agora, Mestre, o que devemos fazer? — perguntou um deles.

O Ancião Althar sorriu e respondeu:

— O conhecimento não é apenas algo para ser guardado, mas para ser praticado. Cada chave deve ser usada na construção de vossas vidas. Só assim a grande porta se abrirá.

Daquele dia em diante, os aprendizes dedicaram suas vidas ao estudo e à prática dessas sete chaves, tornando-se grandes sábios que espalharam luz e conhecimento por toda a terra.

E assim, a sabedoria do Mestre Ancião continuou a iluminar gerações, como uma tocha que jamais se apaga.

Moral da história: A sabedoria não está apenas em conhecer, mas em aplicar o conhecimento com discernimento e propósito.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 7 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

BATIDAS NA PORTA - ATRASADO PEDINDO INGRESSO

Em 19.10.2024 o Respeitável Irmão Antonio Lavinas, Loja Justiça & Equidade, 4402, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

BATIDAS NA PORTA

Assisti vossa palestra sobre as mudanças ritualísticas no Ritual do Grau I, porém o Eminente Irmão mencionou também sobre procedimentos usados em diversos graus que são de origem dos tradicionais “usos e costumes”. Dentre eles, a batida na porta para dar entrada ao templo.

Confesso que esqueci vossa orientação e na sessão passada, da minha loja, um irmão mencionou: devemos bater pelo grau 1 e se o cobridor responder com a mesma batida deveríamos subir para a batida de companheiro e depois de mestre se for o caso. Porém lembro-me vagamente de sua colocação sobre este procedimento.

Por gentileza, poderia me informar a maneira correta para tal procedimento, pois temos aprendizes e companheiros e queremos que venham aprender corretamente.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente devo lhe dizer que não há nenhum procedimento prevendo esses descabidos aumentos de bateria na porta do templo por IIr que eventualmente cheguem atrasados.

Não havendo Cobr Ext, um Ir que chegar atrasado deve, em qualquer situação, bater como Aprendiz Maçom (bateria universal) na porta do templo. Assim, se o momento não for propício para o seu ingresso, o Cobr Int dará pelo lado de dentro a mesma bateria. Isso significa que o Ir atrasado deve aguardar, apenas isso. Quando o momento for propício para a sua entrada, o Cobr Int informará, na forma de costume, que batem maçônicamente à porta do templo. Assim, recebendo ordem para verificar quem assim bate, o CobrInt fará a verificação, oportunidade em que verificará se o Ir atrasado pode ingressar  - a depender do grau de trabalho da Loja e se ele for um Irconhecido.). 

Este é o procedimento correto, portando não deve haver nenhum replicar de baterias aumentadas na porta do templo nesta ocasião.

Vale ressaltar que isto está previsto no ritual de Aprendiz 2024, REAA, título 4.4 - Comportamento Ritualístico, página 210.

É bem verdade que já houve uma infinidade de práticas escusas e distorcidas, como os tais “aumentos de bateria” na porta, pois não havia nada oficialmente escrito no ritual sobre os atrasados. Isso é até compreensível, na medida em que o hábito do atraso seja algo contrário às formalidades maçônicas, mesmo que seja inegável a sua existência.

À vista disso, mesmo que não seja salutar se institucionalizar o atraso em detrimento à pontualidade, no ritual de 2024 buscou-se trazer, pelo menos, alguma orientação para o caso.

Ao concluir estes comentários, vale ressaltar que os procedimentos previstos no ritual, os quais aqui foram comentados, servem, em primeira análise, para atender IIr atrasados conhecidos. Já para os desconhecidos, a prudência deve ser maior, ocasião em que deverá ser solicitada também a intervenção do 2º Exp para aplicar o exame (telhamento) a um maçom desconhecido.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


Manuel de Nóbrega foi um radialista, humorista, jornalista, empresário e político brasileiro, com grande influência na rádio e na televisão. Começou sua carreira na rádio em 1935, no Rio de Janeiro, e posteriormente trabalhou em diversas emissoras em São Paulo. Na TV, a partir dos anos 1950, passando por canais como TV Paulista, TV Record e TV Tupi. Criou diversos programas de humor, sendo o mais famoso "A Praça da Alegria", que estreou em 1957 e se tornou um marco da comédia televisiva. Além de seu trabalho no entretenimento, também exerceu a função de deputado estadual. Foi próximo de Silvio Santos, a quem entregou o Baú da Felicidade, um dos pilares do império do comunicador.

A Praça da Alegria tornou-se um dos programas mais icônicos do humor brasileiro, reunindo mais de quatro personagens e humoristas que marcaram época, como Ronald Golias, Moacyr Franco, Zilda Cardoso e Rony Rios. O programa apresentou figuras inspiradas no cotidiano popular, incluindo caipiras, mendigos, idosos e tipos irreverentes. Nos últimos anos, Manuel de Nóbrega apoiou Silvio Santos na obtenção de sua concessão de TV, mas faleceu poucos meses depois, em 1976. Seu filho, Carlos Alberto de Nóbrega, após um período afastado de Silvio Santos, assumiu o comando do programa em 1987 no SBT, onde continua até hoje sob o nome A Praça é Nossa.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A BÍBLIA E A MAÇONARIA

Irm∴ Cyril K. Harris
Rabino Chefe da União das Sinagogas Ortodoxas da África do Sul - 1987/2004 
Enviado pela Loja de Mestre Maçom da Marca - CAN nº 35


Como sou um rabino operativo e especulativo, procuro aplicar a conexão entre a Bíblia e a Maçonaria à moral, no próprio espírito daquele propósito comum que permeia a ambos.

Bíblia

Em que a Maçonaria exerce todas as suas funções em nome do Grande Arquiteto do Universo, em que sua sabedoria é derivada da Bíblia Sagrada, considerando que seu alto propósito é o aperfeiçoamento moral de todos os Irmãos, tendo em mente seu uso clássico de alegoria e simbolismo, e consciente das ações de bondade e caridade realizadas pelos irmãos de nossa nobre Ordem em todo o mundo, pode muito bem ser considerado supérfluo articular a conexão auto evidente entre a Escritura e a Maçonaria.

No entanto, a conexão é tão básica para tudo o que tentamos alcançar e tão vital para a prossecução dos nossos objetivos que podemos, com proveito, considerar os fascinantes vínculos entre os dois, juntamente com os pontos de diferença que, quase exclusivamente baseados em a Bíblia, foram, no entanto, alteradas pelos primeiros maçons, a fim de preservar o segredo de nosso ofício. Alguém poderia acrescentar que uma oposição bastante triste de um número lamentavelmente grande de Igrejas e denominações que, em grande parte devido a más interpretações e mal-entendidos, infelizmente instruíram seus adeptos a evitar a Maçonaria.

Comecemos nossa jornada contemplando o método bíblico básico de apontar uma moral a partir das ferramentas de trabalho de um artesão, um exercício que praticamos em todas as nossas reuniões. O fio de prumo, uma corda com um peso preso para testar a perpendicularidade de uma parede, é usado meia dúzia de vezes nas Escrituras para ilustrar a falta de retidão exibida pelas pessoas e seu desvio daquilo que é reto. Essas metáforas emprestadas da arte do construtor são utilizadas pelos profetas Isaías e Amós, e mencionadas no Livro dos Reis e Lamentações.

Para nós, maçons, o prumo também é um símbolo de retidão de conduta e ensina aquele nível de integridade de vida e retidão moral que, por si só, distinguem o homem bom e justo. Assim como o trabalhador constrói seu edifício temporal pelo uso estrito do fio de prumo que não lhe permitirá desviar-se, assim o maçom, guiado por princípios infalíveis de verdade, segue ao longo da vida um curso inabalável. 

Do ponto de vista histórico, a Bíblia nos fornece evidências interessantes de certa unidade entre os artesãos, de modo que a moral extraída de seus instrumentos de trabalho diários seria prontamente compreendida. Naquela época, existiam sindicatos de artesãos — sindicatos — que auxiliavam seus membros na esfera econômica e social. Originalmente, a associação entre os artesãos estava confinada ao quadro da família, cujos membros exerciam, em sua maioria, a mesma profissão — por exemplo, alfaiates ou ourives — e esse grupo se concentrava em determinado local da cidade para residência e trabalho. A Bíblia menciona um "Vale do Artesão" e a "Rua do Padeiro" em Jerusalém!

Essas primeiras Guildas se expandiram para incluir parentes e amigos na mesma ocupação. Desde o início, a assistência mútua foi um dos principais objetivos declarados da empresa de artesãos e o Talmud relata como "os trabalhadores de lã e tintureiros ... os condutores de burros ... e os marinheiros ..." agiram para chegar a um acordo entre si para o benefício de seu colega artesão. Significativamente, na sinagoga de Alexandria, na época de Philo, as Guildas realmente tinham arranjos de assentos separados para seus membros. "Os ourives sozinhos, os prateiros sozinhos, os tecelões sozinhos, e assim por diante, para que um visitante pudesse vir e ingressar na sua profissão" e estar na companhia daqueles que compartilhavam seus interesses.

Somos informados de que o Bedel desta grande Sinagoga, na qual era quase impossível ouvir o Leitor, além do que isso ocorreu 12 séculos antes da invenção da impressão, de modo que poucos livros de orações estavam disponíveis, acenaria com uma grande bandeira vermelha quando a congregação deveria dizer "AMÉM", então houve algumas interrupções pelo menos na conversa! Como as guildas públicas se tornaram privadas e secretas Ofícios está envolto nas brumas do início da história, mas a Bíblia já estabeleceu o padrão.

O uso maçônico de nomes bíblicos merece nossa atenção. O Primeiro Livro dos Reis nos diz que Hiram de Tiro "ergueu pilares no pórtico do Templo", significando que através do Templo firmeza e força viriam a Israel. Portanto, bem na entrada do Templo, os pilares denotavam que a Casa de D'us estava bem-preparada e forte.

Em todos os sistemas antigos, sem exceção, o lado direito tem precedência sobre o esquerdo, porque a maioria das pessoas é destra. Até uma geração atrás, aqueles que tinham a infelicidade de nascer canhotos eram forçados na escola a segurar uma caneta com a mão direita, já que ser canhoto era considerado uma forma de anormalidade. Hoje em dia sabemos mais e ficamos maravilhados com o grande número de jogadores de críquete, tenistas, boxeadores canhotos que são canhotos.

Mas, os antigos romanos nunca iam para a guerra se os pássaros voassem para a esquerda, apenas quando os presságios eram para a direita, e de fato o latim para a direita é 'dexter' nos dando destreza ou habilidade, mas para a esquerda é 'sinistro' .

Assim, as Lojas escolheram deliberadamente a esquerda como prioridade, destacando essa prática da norma. Deve-se acrescentar que uma interpretação religiosa profundamente sensível nos lembra que todos estamos voltados para D'us e, embora D'us seja incorpóreo, Seu lado direito é o nosso esquerdo e Seu lado esquerdo deve ser o nosso direito! Assim, nossa esquerda – que é a direita de D'us – assume, com essa compreensão mais profunda, uma precedência mais elevada.

Maçonaria

A força secreta dos números, que desempenha um papel tão significativo na Maçonaria, é derivada diretamente do uso bíblico. Tanto no hebraico quanto no árabe, as letras dobram-se como números, ou seja, a primeira letra do alfabeto 'Aleph' significa 1, a segunda letra do alfabeto 'Beit' 2, e assim por diante. Assim, o número 15 é um símbolo do nome do próprio D'us. Quinze é o total do nome sagrado de D'us, 'Yah'. Como em 'Halleluyah' que ocorre tantas vezes no Livro dos Salmos, 'Halleluyah' significa 'Louvai ao Senhor'. Usando a aritmética alfabética, a primeira letra hebraica 'Yod' tendo o valor de 10 e a segunda 'Hey' tendo o valor de 5, chegamos a 15.

Os 15, compostos de 3, 5 e 7, têm valor intrínseco por si só. Observe que são números ímpares, preferidos pela Cabala, o principal livro fonte dos mistérios judaicos. Três como um número significa completude - um começo, meio e fim; 5 denota os dedos de uma mão e 7 - o sétimo dia, o sábado.

O valor espiritual desses números é representado por D'us sendo santo no Céu, santo na terra e santo para sempre, o número 3; os 5 Livros de Moshê, contendo a Lei de D'us e permitindo à humanidade a oportunidade dos pensamentos de D'us sobre como se comportar; e 7, o número tradicional dos Céus na progressão da alma. Portanto, o significado do número 15 não é simplesmente uma ascensão de uma esfera inferior para uma esfera superior, mas uma ascensão em direção à perfeição espiritual consagrada em D'us.

Da mesma forma, a bênção sacerdotal nas palavras originais do hebraico bíblico segue o padrão 3, 5 e 7, novamente para atingir um clímax. "O Senhor te abençoe e te guarde" refere-se a bênçãos materiais; "o Senhor faça Seu rosto brilhar sobre ti e te favoreça" refere-se à iluminação espiritual, e "o Senhor volte Seu rosto para ti e te dê paz" refere-se à capacidade de desfrutar juntos de bênçãos materiais e espirituais, um estado de bem- aventurança descrito como 'paz'.

Além disso, os valores aritméticos nos permitem substituir uma palavra por outra. Sem ser muito técnico, a palavra hebraica "Eh'ad", que D'us é 'Um', é igual a (1+8+4) 13, e esta palavra carrega o mesmo valor numérico da palavra hebraica "Ahavah", também totalizando ( 1+5+2+5) 13, a palavra que significa 'amor'. Essa aritmética técnica aparentemente artificial nos ensina a simples lição de que "D'us é amor".

O uso simbólico da cor também desempenha um papel importante. O Avental deve ser branco como símbolo de pureza. Originalmente, um símbolo de autoridade derivado do 'Ephedra' do Sumo Sacerdote e mencionado no Livro do Êxodo, o Avental na Maçonaria, o distintivo peculiar e distintivo de um Maçom, encoraja a pureza de pensamento em todos os momentos. 

Paralelamente, a doutrina bíblica do arrependimento é graficamente ilustrada por cores. "Embora seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve", diz o profeta Isaías. Em ambos, a limpeza física do branco denota os estados internos de pureza.

Uma visão mais profunda do significado das vestes sacerdotais é dada no Talmude. Ali aprendemos que toda e qualquer vestimenta ajudou a efetuar a expiação. O 'couraça' expiava a negligência das leis civis; o 'Ephod' expiou a idolatria; o 'manto' para calúnia; a 'túnica' para a violência; a 'mitra' para arrogância; e o 'cinto', usado sobre o coração, expiava os pensamentos impróprios do coração.

Não apenas com números, cores e vestimentas, mas também com Direção, a Arte se apoia fortemente em padrões bíblicos. A palavra hebraica 'Kedem' que significa 'Oriente' em relação ao lugar, também carrega o significado de 'antigo' ou 'venerado' em relação ao tempo. Além disso, o Profeta Ezequiel faz alusão à "glória do D'us de Israel vindo pelo caminho do Oriente" e o mundo antigo percebeu o curso do progresso humano como sendo análogo ao curso do sol, ou seja, procedendo do Oriente para o Oeste. O lugar do Mestre na Loja é, portanto, sempre no Leste, de modo que a iluminação física do sol deve indicar a iluminação das instruções do Venerável Mestre a seus Irmãos.

O 'Muro do Oriente' tem um significado especial para os irmãos judeus, pois a dispersão dos judeus foi principalmente para os países do Ocidente, de modo que, ao rezar, eles se voltavam para o Oriente, em direção à Terra Santa.

Jerusalém, Israel

A característica mais proeminente, que permeia todas as instruções simbólicas da Maçonaria, é a espiritualização do Templo de Salomão. Como a Maçonaria data de sua origem na construção do Templo do Rei Salomão, a necessidade de elevar a construção de um Templo terreno e material a um Templo espiritual em nossos corações, onde D'us habitará, é sua força motriz, o elo primário que liga o operativo e divisões especulativas da Ordem.

Deve ser apreciado que tudo sobre o Templo, conforme especificado na Bíblia, carregava valor simbólico. A Casa de D'us não era apenas bela, contendo ouro e prata, a melhor madeira e os materiais mais preciosos, adornada pelos artesãos mais habilidosos, o propósito do Santuário era impressionar os filhos dos homens com ensinamentos espirituais. Cada item tinha um significado moral. Os Querubins, por exemplo, com rostos de crianças, abriam suas asas para o alto, simultaneamente protegiam a tampa da Arca com suas asas, seus rostos estavam voltados um para o outro e também olhavam para a tampa da Arca. Esta postura — captada em ouro maciço e impossível de alcançar sem a ajuda divina — tem o valor simbólico de aspirar ao alto, defender a fé, ajudar-se mutuamente, ou seja, a capacidade de olhar-se face a face, 

Da mesma forma, a Arca contendo os Dez Mandamentos não foi apenas revestida de ouro, mas incrustada de ouro. Ou seja, uma caixa de madeira da Arca de Acácia, foi forrada por dentro com uma caixa dourada interna e o todo colocado em uma caixa dourada externa. Que o exterior seja de ouro, ninguém questiona, mas que o interior - que ninguém nunca viu - também seja de ouro, é surpreendente. Mas, a Bíblia está nos ensinando sobre sinceridade, que não adianta ter "top show", o interior deve sempre combinar com o exterior, e o exterior deve ser uma representação fiel do conteúdo interior.

De fato, tão poderosa é a imagem simbólica que os artífices do Primeiro Santuário no deserto - o precursor do Templo de Salomão - foram abençoados, de acordo com as Escrituras, "com o espírito de D'us, em sabedoria, em entendimento e em conhecimento, e em todo tipo de artesanato e para inventar obras engenhosas".

O hebraico para a última frase significa literalmente 'pensar pensamentos'. Pois em toda verdadeira arte e artesanato existe um pensamento vital subjacente. Não apenas encantar os olhos, nem deleitar os sentidos, mas apelar para a imaginação, acender no coração tudo o que é bom e inspirar uma moral elevada, foi o propósito da construção dos objetos físicos e externos de D'us. própria casa, Assim era o Templo, a lembrança viva do caminho do dever.

Agora, vamos ilustrar o método pelo qual o design do rei Salomão é apropriado para uso maçônico. Para construir este templo terrestre, os operários seguiram os projetos arquitetônicos estabelecidos na Tábua de Cavalete ou placa de traçar. Em nosso ritual maçônico, o maçom é lembrado de que, assim como o artista operativo ergue seu templo, construindo de acordo com as regras e projetos estabelecidos no cavalete, ele também deve erguer esse edifício espiritual em obediência às regras e projetos estabelecidos por o Grande Arquiteto do Universo.

Além disso, aprendemos no Segundo Livro de Crônicas que três categorias distintas de operários estiveram envolvidas na construção do Templo de Salomão. Eles eram os carregadores de fardos, os cortadores de pedras e os supervisores. Uma notável semelhança é oferecida pelos três graus praticados na Maçonaria. A procissão do Aprendiz até o Mestre Maçom segue em seu simbolismo as etapas do trabalho operativo desde o início até a conclusão. As pedras lavradas, esquadrinhadas e numeradas pelos aprendizes, devidamente ajustadas pelos artífices, são finalmente fixadas em seus devidos lugares pelos mestres construtores. Assim, o Templo imortal do coração depende do progresso de começos hesitantes em direção à sublimidade e grandeza espirituais.

Uma Loja que se alegra com o nome da Table Mountain traz à mente a Mesa do Templo - a Mesa dos Pães da Proposição. Com dois côvados de comprimento e um côvado de largura e um côvado e meio de altura, era feito de madeira de acácia revestida de ouro puro. Todos os sábados, 12 pães de farinha de trigo eram colocados na mesa e deixados lá até o sábado seguinte. Quando os pães eram retirados, eram comidos pelos sacerdotes. O pão da proposição expressava gratidão, um reconhecimento permanente por parte do povo ao Divino Doador do pão diário do homem. 

Finalmente, para a área cinzenta que separa o fato histórico da lenda. Em sua referência a Hiram, a Bíblia aponta que ele era israelita por parte de mãe e tiro por parte de pai. Em si mesmo, ele simbolizou a união de dois povos, antagônicos um ao outro, opostos na religião e diferentes nos costumes, mas unidos em uma só pessoa. Assim, uma irmandade comum resulta da Maçonaria e é a preciosa recompensa de todos os seus participantes. 'Hiram' é a abreviação do hebraico 'Ahiram' que significa 'meu irmão é exaltado'.

Além disso, Hiram é descrito como sendo "muito sábio, imbuído de prudência e compreensão". O mais interessante é que Hiram Abif, denota do hebraico 'Av', que significa 'pai' ou 'líder', que ele foi o principal construtor do Templo de Jerusalém. Todos esses são fatos históricos. Mas, e quanto à autenticidade da lenda do Terceiro Grau? Alguns maçons estão dispostos a dar total crédito a ela, enquanto outros a consideram simplesmente uma bela alegoria.

Pode-se argumentar que o próprio silêncio das Escrituras em relação à morte de Hiram é um argumento a favor da natureza misteriosa dessa morte. Um homem tão importante em sua posição a ponto de ser chamado de favorito de dois reis, de Israel e de Tiro, dificilmente teria caído no esquecimento quando seu trabalho terminou, sem a menção de uma única linha, a menos que sua morte tivesse ocorrido em de maneira a tornar impróprio um relato público sobre isso. A conta deve ser mantida em segurança na sociedade secreta onde todos são crentes.

Mas, mesmo que seja admitido que a lenda do Terceiro Grau é ficção – que todo o relato maçônico e extra-escriturístico de Hiram Abiff é simplesmente um mito – isso não afetaria nem um pouco a validade de sua mensagem. A lenda relacionada a ele não tem valor como mera narrativa, mas é de imensa importância para um ponto de vista simbólico que ilustra uma das verdades filosóficas e religiosas mais vitais - ou seja, o dogma da imortalidade da alma. Fato e imaginação, o real e o ideal, podem estar intimamente unidos quando o objetivo permitir. Sem dúvida, os Maçons Salomônicos do Templo desejaram utilizar Hiram Abiff como o símbolo do homem desenvolvido na vida aqui e na vida futura, enfatizando assim que a experiência de proximidade com o Todo-Poderoso iniciada nesta terra é continuada e intensificada, por todos os que o merecem, no mundo da eternidade. A Bíblia e a Arte estão inextricavelmente ligadas à glória da primeira e ao aperfeiçoamento da segunda.

Fonte: Revista Cavaleiros da Virtude

sexta-feira, 6 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

COMO PEDIR A PALAVRA NAS COLUNAS - REAA

Em 16.10.2024 o Respeitável Irmão Felipe Fonseca Pedruzzi, Loja Luzes da Chapada Diamantina, 3206, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ituaçu, Estado da Bahia, apresenta as questões seguintes:

FORMA DE PEDIR A PALAVRA 

Tenho duas dúvidas acerca do uso da palavra nas colunas do Sul e do Norte e gostaria que o irmão esclarecesse.

Quando a palavra está nas colunas (Sul ou Norte) e algum irmão a solicita, o faz diretamente ao Vigilante que guarda a respectiva coluna. O modo mais correto de fazer essa solicitação seria batendo uma mão nas costas da outra, levantando uma das mãos, ou de que forma?

Outro ponto é, e a autorização dada pelo Vigilante é através de um golpe de malhete, um aceno com a cabeça ou de que outra forma? 

RESPOSTA:

Nas Colunas, em momento apropriado, o Ir que desejar fazer uso da palavra pede-a ao respectivo Vigilante da seguinte forma: sentado, primeiro deve bater com a palma da sua mão direita aberta sobre o dorso da sua mão esquerda; em seguida deve levantar a sua mão direita com o fito de identificar quem está pedindo a palavra. 

Para concedê-la, o Vigilante, sentado, verbalmente diz: “podeis falar, meu Irmão”. Depois de autorizado o usuário da palavra se coloca à Ord para falar.

No caso de ser um dos Vigilantes quem pede a palavra ao Venerável Mestre, o mesmo, sentado, solicita-a com um golpe de malhete. O Venerável para autorizar, sentado, também responde com um golpe de malhete. O Vigilante, do seu lugar, fala sentado.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MI LOGIA

Mario López M.·.M.·.
Escrito en el día 15 del mes 12 de 6010 (V.·.L.·.)

Cierto día camina hacia el lugar de reunión mientras mi mente iba cavilando en diversos asuntos. No tardé en llegar al lugar acordado en el que tendría lugar la tenida a la cual había sido convidado por un gran amigo y hermano. Entré y me encontré en pasos perdidos; varios hermanos estaban allí hablando de sus cosas en pequeños grupos:

- Hola, ¿cómo te va en el trabajo….?

- Y, cómo le ha ido en los exámenes a tu hija……

- ¿Te has enterado de la última noticia ….

Todos y cada uno estaba ocupado en su pequeño grupo charlando de manera distendida. Paseé mi mirada por todo el lugar buscando a mi amigo que, más observador que yo, me había visto nada más entrar y se dirigía hacia mi diligentemente. Nos saludamos y tras las presentaciones de rigor ante los demás hermanos, él y yo, formamos nuestro pequeño grupo privado para ponernos al día de todo aquello que había sucedido desde el último encuentro, tanto tiempo sin saber uno del otro dio para mucho. Al final, sucedió el diálogo que ahora transcribo.

- Nuevamente tengo que decirte que me alegro de verte y que es un honor que estés en Mi Logia.

- Querido amigo y hermano – respondí – es un honor estar aquí, pero no veo Logia alguna por aquí. Al menos en este momento.

-¿Cómo? –dijo con asombro – no te entiendo.

- Estimado amigo, ya sabes que soy bien raro en muchos temas, pero déjame que te explique y quizás entiendas mis palabras. Responde ahora a mis preguntas, por favor.

- ¿Qué es una Logia?

- Es el lugar sagrado que sirve de refugio a los masones para cubrir sus trabajos.

- Correcto mi hermano, ¿estamos ahora haciendo trabajos?

- Pues la verdad no, la tenida no ha empezado aún.

- Entonces mi hermano, en este momento no formamos Logia alguna. Estamos en un Templo masónico consagrado, en pasos perdidos; en un lugar que merece todo nuestro respeto; pero la Logia aún no ha sido formada.

- Nunca lo había visto desde ese punto de vista.

- Yo tampoco, hasta hace poco. Pero mis ideas son un poco más atrevidas.

- Cuéntame, quizás al final coincidamos en algo

- Bien, para mi forma de pensar la Logia es una reunión de hermanos para realizar sus trabajos. Vosotros os reunís en este Templo, otros se reúnen en un salón de un Hotel, en un restaurante y antiguamente en posadas o casas particulares. En todos esos lugares se reunían y celebraban sus trabajos. Para mis todos esos sitios son Logias. Si mañana tú, yo y otros hermanos nos reuniésemos en un parque cualquiera para pulir nuestra piedra, ese lugar sería Mi Logia en ese momento.

- Te sigo, interesante tu punto de vista.

- Continúo entonces. Este lugar y otros lugares han sido consagrados al GADU, no son Logias mientras no trabajemos masónicamente en su interior. En una palabra, para mí son TEMPLOS no Logias. El TEMPLO es el edificio, el lugar de reunión; la Logia, la logia – mi amigo - es una reunión de gente, una reunión de hermanos y no un lugar determinado.

Para seguir mi razonamiento permíteme un ejemplo. Las catedrales son templos, las iglesias son templos, las mezquitas son templos, pero ninguno de esos lugares son los católicos o los musulmanes. Los creyentes de dichas religiones son las personas, están repartidos por el mundo entero y se reúnen para rezar en sus templos. Sin embargo no precisan del templo para su creencia. Pueden rezar u orar en cualquier lugar que quieran.

Pues bien, para mi, la masonería es lo mismo. La Masonería no es este Templo, no es un determinado lugar. La masonería es todos y cada uno de los hermanos que existen en este mundo. De vez en cuando nos reunimos todos juntos en nuestros Templos y realizamos trabajos; pero el verdadero masón debe trabajar todo el día, debe irradiar su Luz sobre el Mundo.

Por lo tanto, si todos trabajamos en el mundo, querido amigo, en todo momento que uno se comporte masónicamente lo estará haciendo junto con otros muchos hermanos y eso, si es una Logia.

Mi hermano, mi Logia, mi verdadera Logia es toda la Tierra, todo el Universo…y trabaja las 24 horas del día.

He dicho