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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 15 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COMPOSIÇÃO DA LOJA COM SETE MESTRES - REAA

Em 17.09.2025 o Respeitável Irmão José de Arimatéa Melo Cunha, Loja Fraternidade Campomaiorense, 1605, REAA, GOB-PI, Oriente de Campo Maior, Estado do Piauí, apresenta a seguinte questão:

COMPOSIÇÃO DA LOJA

Conforme o previsto no Art. 96 do RGF:

“XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons".

Em uma sessão do REAA, onde estão presentes somente o número mínimo de Mestres para ocorrer, que são os 07, sabemos que são obrigatórios os cargos de 1) Venerável, 2) 1º Vig, 3) 2º Vig, 4) Orador, 5) Secretário, 6) Cobridor e 7) Mestre de Cerimônias.

01 Questionamento:

Desta formatação, quem leva a palavra, fazendo o papel dos Diáconos, bem como quem irá trabalhar como Chanceler e Tesoureiro?

Imagino que o Chanceler, que somente atesta o número regular de obreiros, possa ser substituído pelo Mestre de Cerimônias, que atesta os paramentos e insígnias de cada um na sessão. Já o Tesoureiro, talvez possa ser substituído, pelo Orador ou secretário, para a conferência do tronco.

02 Questionamento:

No caso do Secretário trabalhar como 1º Diácono, será “permitido” que seu altar fique vago excepcionalmente neste caso, assim como ficarão vagos os altares do Chanceler e do Tesoureiro?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme especifica o Ritual de Aprendiz vigente do REAA, edição 2024, página 214, título "Com 7 Mestres", uma Loja trabalhando com número mínimo previsto de Mestres Maçons deverá ser composta da seguinte forma: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes, Orador, Secretário, Cobridor Interno e Mestre de Cerimônias. Para a liturgia da transmissão da Palavra Sagrada, os cargos de 2º e 1º Diáconos, momentaneamente serão exercidos pelo Mestre de Cerimônias e pelo Secretário, respectivamente.

Não obstante não constar no ritual o preenchimento dos cargos de Tesoureiro e Chanceler, deverão acumular esses cargos o Orador e o Secretário, respectivamente.

No tocante aos lugares vazios, primeiro é bom que se diga que salvo os Altares do Venerável (Altar Mor), dos Juramentos (extensão do Altar Mor) e dos Perfumes, os demais são tratados apenas como "mesas".

À vista disso, enquanto o Secretário estiver momentaneamente exercendo o ofício do 1º Diácono na transmissão da Palavra, o seu lugar, pelas circunstâncias ficará vazio. O mesmo ocorre com os lugares do Tesoureiro e do Chanceler, já que as suas atribuições estarão sendo acumuladas pelo Orador e Secretário, respectivamente.

Por fim, é oportuno salientar que sob nenhuma hipótese Aprendizes e Companheiros podem ocupar cargos em Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ENDEREÇO DO CANDIDATO E O SINAL E A PORTA ABERTA

Em 16.09.2025 o Respeitável Irmão Aristensir Gil Portela, Loja Equidade e Justiça, 2336, REAA, GOB/GODF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, solicita os seguintes esclarecimentos:

ENDEREÇO E PORTA FECHADA

Diz no Ritual de Aprendiz do REAA, 2024:

“Ven∴ Mestre - E a(s) sua(s) residência(s) atual(is)?

1º Exp∴ - Reside(m) no Oriente(s) de: (cidade)

Ven∴ Mestre - E a(s) sua(s) residência(s) atual(is)?

1º Exp. Reside(m) no Oriente(s) de: (cidade)”.

Pergunto: Quando deste diálogo entre o Ven∴ e 1º Exp∴ o Experto deve dizer o endereço por inteiro da residencial ou somente dizer o Oriente onde o candidato reside?

Gostaria também que o Poderoso Irmão pudesse me tirar esta outra dúvida:

Já estando a Loja aberta, e quando da entrada e retirada do Pavilhão Nacional, é comum vermos o Ven∴ Mestre pedir para se desfazer o Sinal de Ordem, enquanto a porta estiver aberta. Em uma de minhas visitas, constatei que esse procedimento não foi adotado. Quando do término da sessão, perguntei ao Venerável da Loja sobre essa prática, ele me disse que no novo Ritual/2024 o Átrio faz parte do Tempo, como não encontrei nada a respeito, sobre o tema, faço a seguinte consulta: Deve se desfazer o Sinal ou Não?

CONSIDERAÇÕES:

Na questão da informação dada pelo Experto no exercício do seu ofício, basta que ele, naquele instante, mencione somente a cidade onde reside o Candidato. Não há necessidade de informar detalhadamente o endereço, pois esta é apenas uma passagem ritualística pro forma, lembrando que a Loja possui o dossiê com todas essas informações sobre o Candidato, não obstante tenha ele já passado pelas sindicâncias regulamentares e tenha sido escrutinado e aprovado, inclusive com Placet expedido pela Obediência autorizando a sua iniciação. Por conta disso, é dispensável todo esse excesso de preciosismo.

No que diz respeito estar a porta fechada para composição do sinal, me parece ser também outro excesso de preciosismo. Veja, estando a porta momentaneamente aberta para atender a uma breve passagem litúrgica prevista no ritual, não quer dizer que não se possa compor ou fazer o sinal nesta ocasião. Trata-se apenas de um procedimento de curta duração, sendo que a porta será fechada imediatamente logo a seguir. No mais, seria ainda preciso muito exercício de imaginação para se supor que goteiras pudessem aparecer no átrio para bisbilhotar os trabalhos.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONSAGRAÇÃO*

O vocábulo significa tornar sagrado um templo, isto é, habilitá-lo para receber os adeptos com a finalidade de honrar e cultuar uma divindade.

A Maçonaria consagra os seus templos usando um ritual apropriado através de tocante cerimônia; o uso da consagração é relativamente moderno, pois as constituições de 1717 e 1723 nada referem a respeito.

A consagração, porém, não é ato exclusivo que respeite a um templo, pois todo "novo maçom", logo após a sua Iniciação é consagrado pelo Venerável Mestre, que coloca a lâmina de sua espada sobre sua cabeça e pronuncia a fórmula consecratória com o malhete na lâmina por três vezes.

Na época cavalheiresca, os cavaleiros eram consagrados, também, com a espada, batendo a lâmina nos ombros difere da cerimônia maçônica, pois, na realidade, quem consagra não é a espada, mas sim as “vibrações” que os golpes do malhete produzem e que penetram na parte íntima do neófito.

Todo maçom deve recordar, sempre, que além de iniciado foi consagrado para sua maçônica missão.

* Sagrado significa "selecionado".

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino,- 6ª. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 98


A ARTE DE CONDUZIR UMA LOJA: DA SEMENTE AO FRUTO

Por @androsbaruc

I. O Venerável como Jardineiro Espiritual
Aquele que assume o Malhete da Loja, assume também uma missão: ser jardineiro das almas que ali germinam. Não é apenas um administrador, mas um arquétipo vivo do Mestre que conduz, corrige, ensina, inspira e sobretudo serve.

Um Venerável Mestre não deve reinar, mas orientar. Deve ser a coluna invisível que sustenta e organiza, sem autoritarismo, mas com firmeza, sensibilidade e clareza de propósito.

II. O Recrutamento: Sementes Selecionadas com Sabedoria
Recrutar não é buscar quantidade, mas qualidade.
A entrada de um novo membro deve ser tão solene quanto um novo elo numa corrente sagrada.
O que observar em um candidato:
Sede de conhecimento real (e não apenas curiosidade).
Conduta moral elevada e constante.
Espírito de serviço.
Ausência de vaidades desmedidas ou pretensões sociais.
A sindicância deve ser mais que um formulário.
Deve ser um verdadeiro rito preliminar, no qual os sindicantes se envolvem profundamente, observando traços de humildade, estabilidade emocional, capacidade de silêncio e retidão moral. A pressa nesse processo pode corromper a cadeia iniciática desde o primeiro elo.

III. A Iniciação: A Verdadeira Lapidação
A cerimônia de Iniciação não pode ser apenas ritualística, ela precisa ser vivencial, emocional e simbólica.
O neófito precisa ser tocado na alma, não apenas instruído na mente. A descida às trevas, o renascimento à luz, o impacto dos símbolos e o eco das palavras devem marcá-lo para sempre.
Mas a lapidação começa no dia seguinte à Iniciação.
É aí que o verdadeiro trabalho começa: o despertar do Aprendiz. Ele deve ser conduzido com paciência, sem sobrecarga, mas com constância.
Sugere-se:
Instruções regulares, breves, simbólicas e com espaço para dúvidas.
Rituais bem realizados (sem correria ou superficialidade).
Um padrinho atuante, que seja amigo e guia.

IV. A Elevação e Exaltação: Degraus ou Decoração?
Muitos sobem degraus. Poucos evoluem.
Elevar ou Exaltar sem preparo é como dar a um aprendiz a chave de um cofre que ele não sabe abrir.
Portanto:
Para a Elevação:
Certifique-se de que o Aprendiz aprendeu a calar, observar e trabalhar.
Questione-o simbolicamente: que pedras ele lapidou? Que paixões venceu?
Trabalhos escritos ou orais curtos são bons termômetros.
Para a Exaltação:
O Companheiro deve demonstrar que sabe usar as ferramentas do conhecimento.
Deve compreender o símbolo e vivê-lo no cotidiano.
É necessário envolvimento com a Loja: presença, participação, sugestões.
A formação do Mestre deve ser simbólica, ritualística e operativa: ele não pode ser apenas alguém que "tem um grau", mas alguém que representa a Maçonaria onde pisa.

V. A Loja como Obra Viva
Uma Loja deve ter um Plano, mas também um Espírito.
Planejamento administrativo é importante, sim mas, não deve jamais abafar o sopro iniciático.
Sugestões administrativas:
Reuniões bem planejadas, mas abertas à sugestões.
Relatórios e indicadores, mas também momentos de silêncio e meditação.
Instruções que não sejam monólogos, mas provocações ao pensar simbólico.
Rituais completos e respeitados, sem pressa nem "atajos".
O Venerável deve manter vivo o fogo do altar e a vibração do Templo. A Loja precisa ser escola, templo e oficina ao mesmo tempo.

VI. A Instrução Permanente: Mestrado Qualificado
O Mestre não é um título, é uma função de alma.
Para qualificá-lo, é preciso oferecer:
* Instruções filosóficas, espirituais e operativas.
* Leituras guiadas com espaço para debate.
* Vivências (retiros, estudos simbólicos fora do templo, visitas a outras Lojas).
Envolvimento social e filantrópico para exercitar o Amor Fraternal no mundo profano.
Uma Loja que forma Mestres qualificados forma colunas vivas para sustentar o Templo da Humanidade.

Conclusão: Da Pedra Bruta ao Obelisco Luminoso
Ser Venerável Mestre é lapidar homens, talhar destinos, construir pontes entre o visível e o invisível.
A missão não é fácil mas, é sublime.
Formar Aprendizes que aprendem, Companheiros que buscam e Mestres que servem, essa é a obra.
Não apenas recrutar, mas renascer com eles.
Que aquele que empunhar o Malhete jamais o use como martelo de vaidade, mas como instrumento de equilíbrio.
Que seu olhar não busque multidões, mas homens despertos.
E que a Loja que ele dirige, seja um Templo no plano visível e um Farol nos mundos invisíveis.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 14 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ATIVIDADE DOS EXPERTOS

Em 16/09/2025 o Poderoso Irmão Pedro Bueno, Secretário Estadual do GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão.

ATIVIDADE DOS EXPERTOS

Quando da visita de um Irmão desconhecido aos membros de uma Loja e já com a sessão em andamento, em consulta a vosso blog verifiquei que a orientação passada é de que a devida verificação da regularidade desse visitante deva feita pelo Ir∴ 2º Exp∴. Essa informação, também, encontra-se de forma clara no Ritual de Aprendiz - pág. 36, quando o Ven∴ solicita a ele (2º Exp∴) que se dirija à Sala dos Passos Perdidos para verificar se há visitantes. Até aqui tudo claro, porém, ao lermos o Ritual de Instalação - pág. 112 quando é dada posse ao 1º Exp∴ é dito: (...) sua função é verificar se todos os que pretendem entrar no Templo, sem serem da Loja, são IIr∴ regulares. Diante dessa divergência tenho recebido algumas consultas solicitando esclarecimentos sobre qual é o procedimento correto a ser adotado. Quem deve fazer a verificação? Peço vossa orientação para poder orientar de forma correta os IIr∴ de nosso Oriente.

CONSIDERAÇÕES:

De início, devo salientar que prevalece o que está previsto no Ritual 2024 do REAA vigente no GOB.

Infelizmente o Ritual de Instalação, talvez pelas circunstâncias da sua criação, ainda traz muitos paradoxos em relação aos rituais do simbolismo dos ritos praticados no GOB.

Adianto que vem aí novos rituais de Instalação, agora separados individualmente por rito. Este processo já está em fase de diagramação e ajustes para impressão.

Assim, os novos rituais de Instalação virão corrigidos, acabando com muitas "discrepâncias", tais como essa mencionada na sua questão.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PURISTAS DE PLANTÃO

Em 15.09.2025 o Respeitável Irmão Dyogner do Valle Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, faz a seguinte colocação:

PURISTAS

Espero que esteja bem. Tenho acompanhado seu blog e admiro a forma como você aborda diversos aspectos da Maçonaria, sempre trazendo reflexões interessantes e acessíveis.

Em um dos artigos, notei o seu comentário: “Outros comentários não são possíveis por aqui, pois os puristas de plantão devem estar a postos para destilar a sua ira sobre aqueles que ‘revelam segredos.”

Isso me trouxe uma dúvida prática. Também iniciei um blog sobre Maçonaria em março deste ano e ainda estou buscando um caminho para selecionar os temas e conteúdo que posso publicar sem ultrapassar limites impróprios. Gostaria de saber como você define o que pode ou não pode ser escrito, especialmente em relação ao equilíbrio entre o que é público, o que é simbólico e o que deve permanecer reservado aos trabalhos internos.

Acredito que sua experiência pode me ajudar a ter mais clareza nessa escolha editorial.

CONSIDERAÇÕES:

Na execução desse ofício eu evito esmiuçar temas relativos aos sinais, toques, palavras, marchas, etc., que possam revelar algo que não seja permitido aos não iniciados. No caso, é preciso ser prudente na abordagem de temas que envolvem os Cobridores do Grau (onde estão os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria).

Dentre outros, o maior problema tem sido os “puristas de plantão” que, por entenderem pouco e "acharem muito", destilam o seu ódio sobre qualquer abordagem acadêmica da história, liturgia e ritualística maçônica. Acham esses “paladinos” que tudo é capaz de expor a Maçonaria ao mundo profano.

Entendo que as coisas não são assim, sendo possível, com cautela, discrição e responsabilidade, se abordar inúmeros temas relativos à Ordem Maçônica, sem, contudo, expô-la aos olhos dos não iniciados.

Desafortunadamente os tais puristas de plantão, por pouco, ou quase nada conhecem das entranhas da Maçonaria, ficam a se agarrar em anacronismos e fantasias, como fossem esses os verdadeiros e reais segredos da Sublime Instituição. Isso sem contar com os adoradores de autores temerários que poluem a literatura maçônica com falsos conceitos, mentiras e exacerbadas superstições.

À vista disso, cabe a quem escreve com seriedade, avaliar cada uma das possíveis circunstâncias que poderão se apresentar, sobretudo pela vastidão da cultura maçônica – da verdadeira cultura, e não de elementos mentirosos que vivem protegidos pela ignorância.

No caso do Blog do Pedro Juk, para me proteger de ataques odiosos, sobretudo quando abordo temas que envolvem sinais, toques e palavras, tenho me utilizado do artifício da abreviatura maçônica na primeira letra do vocábulo, onde o leitor, realmente preparado, pode compreender perfeitamente o encadeamento daquilo que se pretende expor, sem prejuízo de se revelar matéria protegida e reservada somente aos iniciados.

São muitas as situações. Uma boa proteção para quem escreve sobre Maçonaria é antes de tudo ser prudente e amante da verdade, fora isso, é estar preparado para enfrentar os ataques dos vaidosos e presunçosos invejosos.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MÁRIO BEHRING


O ápice de sua carreira institucional veio entre 1920 e 1925, período em que ocupou interinamente e depois efetivamente o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. Foi também nesse período que sua visão de reforma começou a tomar corpo. Ao representar o Brasil no Congresso Maçônico de Lausanne, em 1921, Behring teve contato direto com os critérios adotados pela Maçonaria regular internacional e compreendeu que a estrutura vigente no Brasil, onde os graus simbólicos e os filosóficos eram administrados pela mesma entidade, estava em desacordo com os princípios universais da Ordem.

Determinado a promover uma mudança estrutural, buscou separar juridicamente o Supremo Conselho do Grande Oriente do Brasil, o que lhe garantiu reconhecimento internacional. No entanto, enfrentou forte oposição interna. Após a renúncia do Grão-Mestre Fonseca Hermes, o novo líder do GOB, Octavio Kelly, reassumiu práticas consideradas irregulares ao acumular os cargos de Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador, em contrariedade à legislação maçônica internacional e aos esforços de Behring.

Diante desse cenário, em 20 de junho de 1927, Mário Behring rompe definitivamente com o GOB e lidera a fundação de uma nova estrutura: as Grandes Lojas Estaduais do Brasil, iniciando pela Grande Loja da Bahia.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria (Por Luciano J. A. Urpia)

OS SETE MANDAMENTOS PARA DESBASTAR A PEDRA BRUTA

Desde que entrei na Maçonaria estou sempre ouvindo que temos que desbastar a Pedra Bruta para transformá-la em Pedra Polida. Com o passar do tempo, percebi a dificuldade que eu tive de compreender totalmente este processo, mas decidi a empreendê-lo.
Toda aprendizagem é solitária e individual, mas não tem necessariamente o caráter solitário. Pensei que deveria ter etapas para seguir, um organograma para orientar meus passos.
Percebi que não tinha. A partir daí, refleti e fiz uma analogia com os 10 mandamentos, quer dizer, fiz um organograma para melhor me orientar no trabalho de desbastar a Pedra Bruta.
NESTE ORGANOGRAMA FIZ 07 ETAPAS:
1. Amar a Pedra Bruta
2. Honrar a ti mesmo
3. Guardar as segundas feiras
4. Não desprezar o próximo
5. Amar ao Irmão como a ti mesmo
6. Não pecar contra o espírito
7. Não tomar o nome da Maçonaria em vão.
1) AMAR A PEDRA BRUTA
Devemos amar a Pedra Bruta não para conhecê-la ao máximo, nem para tornarmos o melhor Maçom, mas para que nós nos tornemos melhor como homem, como trabalhador, como pai de família, como cidadão. Amar a Pedra Bruta é conhecer o bem. O que é conhecer o bem? É reavaliar, é conversar sobre bom caráter, honestidade, é ser alegre, ser bom pai, ser membro efetivo na família, desempenhar bem no seu trabalho, exigir que você faça o melhor.
É saber que você pode ganhar dinheiro pelo bem e pelo mal e optar pelo bem. É saber que um pai de família pode ser o melhor ou razoável e você optar por ser o melhor. Conhecer o bem é o primeiro passo para desbastar a Pedra Bruta. Mas para continuar a desbastar a Pedra Bruta, é necessário amar o bem, praticar o bem, adquirir o hábito de fazer o bem, e inserir o bem em você. As Pedras Brutas que é a matéria-prima da Grande Obra, sou eu, é você, somos nós.
2) HONRAR A TI MESMO
Quando eu tive o privilégio de ser admitido na Loja eu renasci, eu recebi a luz, e passei a dedicar com empenho a aprender o ofício que é a Arte Real. Eu simplesmente não só escuto como se usa os utensílios para desbastar a Pedra Bruta, mas eu utilizo estes utensílios como meu próprio guia para me reeducar, tornar melhor como indivíduo, honrando a mim mesmo.
Somente através deste exercício permanente, contínuo, exaustivo é que conseguiremos de fato o aprendizado desta nova noção de outro bem que é a Honra. Para isto tive de admitir que sou um homem livre e de bons costumes, isto quer dizer que tenho o direito e o privilégio de exercitar a liberdade.
Exercitar a liberdade é me considerar sem prepotência, sem falsa modéstia que sou um ser agraciado. Sou meu próprio centro. A todo Maçom é dado o direito de adquirir e desenvolver, pela prática, as qualidades humanas; é dado o direito de conquistar novos sentimentos e modificar sentimentos indesejáveis, é dado o direito de disciplinar as paixões para o bem, habituando a sentir, a pensar e agir como homem honroso.
Para tudo isto, ninguém, nenhum Maçom necessita ficar sentado por longos anos nas carteiras escolares; mas sim, necessita ter o desejo de fazer o bem e um pouco de boa vontade.
3) GUARDAR AS SEGUNDAS-FEIRAS
Assim como a religião católica guarda o domingo e usa este dia para unir os seus devotos e, discutir a sua essência como religião utilizando os Rituais como a missa; os Adventistas do 7º dia utilizam o sábado para jejuar e praticar a caridade, os judeus utilizam um dia do ano para obter perdão eu utilizo e utilizarei simbolicamente as segundas-feiras como um dia especial de reflexão, de abastecimento, de aquisição de novos ensinamentos.
Simbolicamente, porque todo esse processo de desbastar a Pedra Bruta deve ser feito todos os dias, rotineiramente. Para mantermos a boa saúde física, necessitamos seguir certas regras de vida material e regime (esporte, alimentação); também para a boa saúde do espírito, necessitamos de exercícios metódicos, por isso nós temos que guardar as segundas-feiras para mantermos permanente contato com as idéias que servem de base ao ideal moral e com os sentimentos que são os motores desse ideal.
As circunstâncias banais da vida, os interesses cotidianos, as tarefas prendem o homem a limitados horizontes propícios ao egoísmo. Por isso nós temos as segundas-feiras para que de um modo sistemático, o nosso espírito faça uma pausa, para tomarmos contato com as idéias generosas e reabastecer de energia espiritual.
Através das reuniões onde aprenderemos a ouvir e meditar com humildade e lucidez os ensinamentos dos irmãos mais experientes. Vamos utilizar as segundas-feiras para extrair força, riquezas de sentimentos.
4) NÃO DESPREZAR O PRÓXIMO
Nunca crer em possuir uma verdade absoluta e indiscutível; pois é perigoso para si mesmo porque traça limites para seu espírito; é perigoso para os outros porque você imaginando que só você detém a verdade, irrita-se ao encontrar no próximo, opiniões diferentes, e você facilmente o desprezará, levando você à intolerância, a tirania.
Vamos pesquisar a verdade com a fé profunda no que ela tem de bem e de belo, mas com a convicção de que nosso espírito é por demais fracos e pequenos para possuí-la de maneira absoluta; seria crime querer impô-la ao próximo, só porque pensam de maneira diferente de nós.
A verdade nada tem de absoluto, mas na prática, é suficiente para alimentar nosso pensamento e guiar nossa vida. O espírito crítico é um instrumento de trabalho, mas o espírito de crítica para com o próximo conduz somente a resultados negativos.
O próximo ter uma opinião diferente da minha é para ele um direito absoluto e sagrado. Não basta que toleremos um ao outro, é necessário que cada um de nós respeite, no outro, um reflexo da verdade absoluta que espírito nenhum pode atingir, mas que cada um tem o dever de procurar alcançar com firmeza, da melhor maneira possível.
Se eu na minha nova condição de membro efetivo desta Loja, um ser livre que optei pelo bem, decidi a vivenciar plenamente a Honra é óbvio que o próximo é a minha extensão. Por isso, para amar o próximo é imprescindível que tenha já compreendido e empreendido, que tenha esgotado e desgastado o pré-requisito de Honrar a ti mesmo. Se eu não me honro como reconheceria a outro?
5) AMAR AO IRMÃO COMO A TI MESMO
Não basta que os Maçons se tratem reciprocamente de "Irmãos" e proclamem que desejam estender essa fraternidade a toda a humanidade, para se formar uma só família. A fraternidade manifestada em palavras não faz o menor sentido, se não exprime um estado de espírito. A teoria tem que estar conforme a prática.
A fraternidade está no coração e não nos lábios. Vamos afastar de toda querela, discórdia, calúnia, maledicência, cólera, rancor, vamos afastar de tudo quanto possa prejudicar a reciprocidade nos bons relacionamentos com os irmãos. Não vamos só traçar planos, vamos construir o edifício.
6) NÃO PECAR CONTRA O ESPÍRITO
Vamos aliviar o espírito dos vícios, desvios, ilusões, escravidão para podermos alcançar a paz, a plenitude, o equilíbrio. Só assim conseguiremos transformar a Pedra Bruta em Pedra Polida. É com a saúde espiritual e moral é que vamos conseguir um corpo sadio e a serenidade.
7) NÃO TOMAR O NOME DA MAÇONARIA EM VÃO
Depois de reconhecer, optar, verificar os resultados, constatar o que há atrás da porta é naturalmente uma oportunidade única, singular. Ser Maçom.
A Maçonaria é o útero que protege, acolhe; é o alimento que nutre e faz amadurecer, é o sinalizador para o renascimento. Agradeço a todos vocês que acreditaram que eu seria uma extensão de vocês e através de vocês eu estou aqui. Sem euforia, mas sensibilizado.
Obrigado Maçonaria, não tomarei seu Santo Nome em vão.

Assim a Pedra Bruta ao ser trabalhada adquire Força por se poder encaixar com outras, Beleza pelo seu equilíbrio de formas e Sabedoria porque ao refletir a luz torna-se ela própria uma forma de Luz transmitida.

Um Maçom não é uma criança obrigada a decorar um catecismo. Um Maçom é um homem livre, um homem instruído, um homem capaz de pesquisar e de encontrar a verdade, tal é grande a finalidade da Maçonaria.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

CADEIA DE UNIÃO - CARACTERÍSTICAS PARA O REAA

Em 11/09/2025 o Respeitável Irmão Olney Ferreira da Paixão, Loja Fidelidade Mineira, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, faz a seguinte pergunta:

CADEIA DE UNIÃO

Tomo a liberdade de solicitar ajuda a fim de sanar uma dúvida, com referência a ritualística sobre a CADEIA DE UNIÃO, como formar a Cadeia e a postura, no REAA do GOMG.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente, devo mencionar que não tenho em mãos o ritual vigente do REAA do GOMG (COMAB). Assim, os comentários a seguir prendem-se apenas aos procedimentos originais aplicados no REAA.

Historicamente, a Cadeia de União surgiu na França em 1777 pela necessidade de se barrar o ingresso de maçons irregulares nas Lojas, visando, com isso, atender à regularidade restabelecida à Maçonaria francesa pelo Grande Oriente da França, pós período turbulento que ocorrera no século XVIII.

À vista disso, a Cadeia de União foi criada apenas para a transmissão da Palavra Semestral, e assim tem sido no REAA original. No Brasil, o seu uso foi adotado pelo GOB em 1832, mantendo-se até os dias atuais.

Sob o aspecto do seu comportamento ritualístico, a Cadeia de União é organizada em formato circular, com os Irmãos distribuídos ao centro do Ocidente. Dessa formação peculiar, somente podem participar Irmãos regulares da Loja. Eventuais visitantes, mesmo que de outras coirmãs e da mesma Obediência, não podem participar da Cadeia de União.

Graças a isso é que a Cadeia é formada somente após o encerramento dos trabalhos, depois que visitantes já tenham se retirado.

Desse modo, os Irmãos formam a Cadeia de União de mãos dadas uns com os outros, tendo os respectivos braços cruzados pela frente do corpo, o direito por cima do esquerdo. Nesta formação, o Venerável Mestre se coloca na banda oriental do dispositivo circular, tendo imediatamente à sua direita e esquerda, respectivamente, os Irmãos 1º e 2º Vigilantes. De frente para o Venerável, no lado oposto do círculo, na banda ocidental, coloca-se o Mestre de Cerimônias, tendo à sua esquerda e direita, distribuídos de modo equilibrado, os demais Irmãos.

Estando todos de mãos dadas, ocupando o dispositivo, o Venerável Mestre transmite, sussurrando no ouvido dos Vigilantes a Palavra Semestral, a qual percorre sucessivamente pelo lado Norte e Sul da Cadeia, até chegar ao Mestre de Cerimônias, que a recebe em ambos os ouvidos. Ato seguido, o Mestre de Cerimônias, por dentro do dispositivo, sai do círculo, enquanto que os Irmãos que o ladeiam dão-se as mãos para restabelecer o dispositivo; o Mestre de Cerimônias então vai até o Venerável Mestre e lhe transmite a Palavra da mesma forma que recebeu, depois o volta seu lugar na Cadeia.

Se a Palavra estiver correta, o Venerável Mestre informa e recomenda que todos a guardem como penhor de regularidade. Finalmente, desfaz-se Cadeia de União e o Venerável Mestre, ajudado pelo Mestre de Cerimônias, incineram no centro, em um dispositivo apropriado, a Palavra que acabou de ser transmitida. Logo, todos se retiram do templo. Esta é a mecânica ritualística da transmissão da Palavra Sagrada no REAA.

Outras ponderações: No REAA, durante a formação da Cadeia de União, os seus componentes não juntam a ponta dos seus pés, uns com os outros; ao final da transmissão não existe nenhuma aclamação, a exemplo da tríade Saúde, Força e União, ou outras do gênero; a Cadeia de União é formada exclusivamente para a transmissão da Palavra Semestral, nela não cabem preces, súplicas, orações, pedidos em favor de enfermos, etc.

Ainda, a Palavra Semestral é enviada às Lojas pelo Grão-Mestre da Obediência, duas vezes por ano.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SESSÃO CONJUNTA E O USO DO CHAPÉU

Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Oscar Brandão Muniz, Loja Inconfidentes, 3459, REAA, GODF/GOB, Oriente de Guará, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:

SESSÃO CONJUNTA

Numa sessão conjunta todos os Veneráveis Mestres devem usar o chapéu, ou somente aquele que presidirá a sessão?

CONSIDERAÇÕES:

Para que uma sessão seja conjunta é preciso que as Lojas sejam incorporadas. Para que isso ocorra tambémé preciso que todas elas trabalhem no mesmo rito e, no caso, sejam federas ao Grande Oriente do Brasil (páginas 74 e 75 do Ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB).

Assim, estando duas ou mais Lojas incorporadas, elas trabalham em uma sessão conjunta. Nessa condição, as Lojas dividem os cargos entre elas, não podendo, sob nenhuma hipótese, dois ou mais titulares ocuparem um mesmo cargo.

Em função disso, nos trabalhos de uma sessão conjunta de Aprendiz ou de Companheiro, apenas o Venerável Mestre que estiver dirigindo os trabalhos é que usa chapéu. Em Grau de Mestre Maçom, todos usam chapéu.

Para finalizar, reitera-se: em uma sessão conjunta onde duas ou mais Lojas atuam, haverá apenas um Venerável Mestre, um 1º Vigilante, um 2º Vigilante, um Orador, um Secretário, e assim por diante. As Lojas Incorporadas, em comum acordo, decidem quais os Irmãos que ocuparão os respectivos cargos nos trabalhos conjuntos. Não pode haver dois ou mais ocupantes para o mesmo cargo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A TIRANIA DA MINORIA E A HARMONIA DA LOJA

VV.'.MM.'., Digníssimos Vigilantes e Respeitáveis Irmãos:

A Sublime Ordem Maçônica é uma escola de virtudes, onde buscamos incessantemente a Luz, o aperfeiçoamento do ser e a elevação coletiva. Contudo, mesmo no Templo do Espírito, onde a razão é erguida como pedra angular, não estamos isentos das sombras que cercam a natureza humana. Entre elas, há uma que silenciosamente ameaça a harmonia: a tirania da minoria.

No mundo profano, o termo já é conhecido: refere-se à imposição da vontade de poucos sobre a maioria, sustentada por mecanismos psicológicos como o medo do confronto, a pressão social, o conformismo e a ilusão de consenso. Trazido para o ambiente maçônico, esse fenômeno adquire contornos ainda mais sensíveis, pois aqui, a Verdade só floresce na pluralidade de vozes.

A Justiça não é o domínio da maioria, nem da minoria, mas do equilíbrio

Nas colunas do Templo, cada obreiro, seja Aprendiz, Companheiro ou Mestre, tem voz e valor. Não há graus na consciência, nem títulos na essência. Assim, quando uma pequena fração, seja por antiguidade, oratória, carisma ou acesso a canais de influência, impõe sua visão como verdade absoluta, desvia-se do Rumo Sagrado da Fraternidade.
Essa imposição pode parecer sutil: a escolha recorrente de temas inacessíveis aos mais novos; a exclusão de pautas que desafiem a visão dominante; ou o uso de meios internos para construir uma ilusão de consenso. Mas o resultado é visível: o silêncio de muitos, a desistência de alguns e o enfraquecimento do espírito coletivo.

O Malhete deve reunir, não subjugar

O ritual nos ensina que o Venerável Mestre conduz os trabalhos, mas jamais detém o monopólio da Verdade. Sua missão é inspirar, ouvir e equilibrar, como um justo arquiteto que dá voz a cada pedra, por mais bruta que ainda esteja. Assim também devem agir as Lojas e Obediências: abrindo canais de escuta sincera, garantindo espaços de fala aos tímidos e protegendo o contraditório como semente da evolução.

A tirania da minoria não precisa ser intencional para causar dano. Muitas vezes, nasce do zelo excessivo, do apego à própria interpretação, ou do medo da mudança. Contudo, a Maçonaria nos pede retificação contínua, retificar ideias, práticas e posturas, pois somente assim encontramos a Pedra Oculta da Sabedoria.

Que tipo de Loja queremos ser?

Uma Loja que brilha pela diversidade de pensamento ou que ecoa apenas a voz de alguns?
Uma Obediência que acolhe a diferença ou que a teme?

Uma Ordem que evolui com justiça ou que se cristaliza no conforto de uns poucos?

Como nos lembra o ensinamento estoico: “Irritar-se é uma fraqueza, tanto quanto abandonar a tarefa.” Nem a omissão nem o autoritarismo conduzem à Luz. Somente o diálogo fraterno, protegido pela régua da equidade e pela trolha da humildade, pode restaurar o verdadeiro espírito iniciático.

Conclusão: Restaurar a Harmonia pela Instrução e pela Escuta

O momento pede uma volta consciente às nossas origens: da Câmara de Reflexões ao Templo da Sabedoria, precisamos cultivar a escuta ativa, o respeito à pluralidade e o compromisso com a justiça.
Que possamos recordar com atenção: a Cadeia de União não é feita de elos iguais, mas de elos que se respeitam.

E que se cumpram as palavras do Ritual:

“Que a Verdade seja a lâmpada que ilumina nossos caminhos e que a Justiça reine soberana em nossos corações.”

TFA
Apresentado por:
@androsbaruc .·.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

OCUPAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

Em 10/09/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, REAA, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

OCUPAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

Tenho grande interesse pela ritualística e gostaria, se possível, de tirar uma dúvida com o Irmão que consideramos a autoridade máxima ritualística no GOB. A dúvida é sobre o tempo destinado aos estudos. Primeiramente, muito feliz com a alteração de 15 minutos para até meia hora, pois considero esse momento fundamental para a formação contínua dos obreiros. A dúvida que surgiu em nossa sessão foi a seguinte: seria possível realizarmos dois trabalhos, com temas distintos, de 15 minutos cada, dentro do tempo de estudos?

CONSIDERAÇÕES:


Quem organiza a distribuição as matérias relativas ao período de instrução (Tempo de Estudos) é a Loja, em particular pelo Venerável Mestre e os Vigilantes.

Assim sendo, dentro dos trinta minutos previstos para o período, o uso do tempo deve ser organizado com instruções previstas no ritual e temas que envolvam doutrina, filosofia, legislação, história, simbologia maçônica, além de matéria técnico-científica ou artística, que seja de interesse da Sublime Instituição ou da cultura humana.

Nesse sentido, se os temas programados pela sua Loja estiverem dentro dos trinta minutos previstos, a matéria é perfeitamente exequível.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A CONSPIRAÇÃO QUE NUNCA EXISTIU

Por Luciano J. A. Urpia

No final do século XVIII, duas obras tentaram vincular a Maçonaria francesa aos Illuminati da Baviera como força motriz da Revolução: "Provas de uma conspiração", do professor escocês John Robison, e "Memórias para servir à história do Jacobinismo", do abade jesuíta Augustin Barruel. Ambos, porém, construíram narrativas repletas de erros factuais e anacronismos flagrantes, como atribuir discursos maçônicos a Mirabeau em datas e lojas que ainda não existiam, ou confundir ritos e jurisdições.

Robison e Barruel demonstraram profunda desinformação sobre a estrutura maçônica da época: misturaram lojas, citaram membros que nunca pertenceram a elas (como Condorcet nas Neuf Sœurs) e ignoraram que o Grande Oriente e a Grande Loja coexistiam sem controle unificado. O suposto elo entre os Illuminati e a Maçonaria francesa baseava-se numa missão fictícia de Bode e Busche a Paris, mas os Illuminati já estavam dissolvidos quando essa viagem ocorreu, e os registros mostram que os encontros em lojas parisienses não tinham caráter político.

Apesar de suas afirmações terem sido refutadas por documentos históricos, como listas de membros, atas de reuniões e datas de fundação de lojas, o mito criado por Robison e Barruel ecoa até hoje. A realidade é que as lojas maçônicas na França do século XVIII não eram monoliticamente políticas: abrigavam tanto defensores do Antigo Regime quanto reformistas, e a maioria deixou de funcionar durante o Terror. A Revolução não nasceu em assembleias secretas, mas em conflitos sociais complexos que nenhuma "conspiração maçônica" poderia explicar.

As tentativas de John Robison e do Abade Barruel de provar uma ligação causal entre os Illuminati da Baviera , a Maçonaria Francesa e a Revolução Francesa foram construídas sobre erros e falsidades.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O REI SALOMÃO E O TEMPLO DE JERUSALEM

Ir∴ Wellington Oliveira, M.M.
ARLS Igualdade, Oriente de São Paulo

O Reino de Israel, segundo a Bíblia, foi a nação formada pelas doze Tribos de Israel, surgindo no século XI a.C sob a liderança de Saul, seu primeiro rei. Sucederam-no Isbonet, Davi e posteriormente Salomão filho de David e Bate-Seba, sendo então o quarto Rei de Israel.

Salomão segundo algumas cronologias, reinou de 1009 a.C a 922 a.C e reinou durante quarenta anos. O nome Salomão deriva em hebraico de Shalom, que significa “PAZ”, tem o significado de “Pacífico”. Foi adicionalmente chamado de Jedidias( em Árabe Sulayman) pelo profeta Natã, nome que significava em hebraico “Amado por Deus”.

Era um Rei muito jovem e muito sábio. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer convocou a Corte e anunciou seus príncipes: “ De todos os meus filhos( porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono”. Mas Adonias, filho primogênito de David proclamou-se pretendente ao Trono, ma s segundo os profetas era vontade Divina que o sucessor fosse Salomão. Seu direito foi assegurado mediante ação decidida de sua mão Bete-Seba, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com a aprovação do já idoso rei David.

O novo rei mal entrara na adolescência e com grande responsabilidade. Uma noite, em sonhos, uma Voz lhe falou “Pede o que desejares e serás atendido”. Então implorou “Dá- me um coração entendido e sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal”. Ouviu a promessa do Altíssimo: “Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que ante de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum rei teve ou terá”.

Assim começou Salomão, imbuído da Centelha Divina, o seu reinado. Era um rei pacifico, não era um líder guerreiro como seu pai, pois não precisou tornou-se um grande governante e um juiz justo e imparcial, e logo conquistou a amizade e admiração dos outros reis. Cumulavam-no de presentes valiosos, que vinham acrescer as riquezas já abundantes no reino.

O rei Salomão não perdia suas horas livres em ociosidade. Aproveitava esse tempo para elevar o espírito às regiões espirituais, filosóficas e poéticas. Deixou para posteridade “Provérbios”, Cânticos dos Cânticos” e Eclesiastes”.

No primeiro, tinha como tema recorrente o temor a Deus. Tinha consciência de que a sabedoria perderia seu sentido se não fosse guiada, especialmente em termos éticos e morais, pelo temor a Deus somente adquirido através do estudo da Lei e da prática de atos de bondade.

De suas observações sobre o desenrolar dos tempos, concluiu que “nada é novo debaixo do sol” e, deplorando a frivolidade humana, declarou: Vaidades de vaidades, Tudo é vaidade”

O rei David, desejava construir uma casa para Deus, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória (Tabernáculo ou Santuário para os hebreus, existente desde os dias de Moisés). Este desejo lhe foi negado por Deus, por ter derramado muito sangue em guerras. No entanto isto seria permitido a Salomão seu filho, pois a vontade Divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz.

O inicio da construção do Templo de Jerusalém (Templo de Salomão) foi no quarto ano de seu reinado, e segundo o plano arquitetônico transmitido por Davi, seu pai. O trabalho prosseguiu por sete anos. Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram, rei de Tiro, forneceu madeira (cedro) e operários especializados em madeira e pedra. Também contratou “um homem que soubesse lavrar, cinzelar, trabalhar com ouro, prata e ferro”. E veio Hiram- Abif, em sua mão foi lhe entregue a construção do Templo.

Edificaram-no no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, com adorno de flores em relevo.

O templo tinha uma planta muito similar ao Tabernáculo que anteriormente servia de centro de adoração do Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo (salas), sendo maiores que as do tabernáculo. O Santo media 17,8 m de comprimento e 8,9 m de largura e 13,4 m de altura. O Santo dos Santos era um cubo de 8,9 m de lado.

Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício. Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II rei da Babilônia, em 586 a.C após dois anos de cerco em Jerusalém. O templo de Salomão durou 4 séculos. Décadas mais tarde, em 516 a.C, após o regresso de mais de 40.000 judeus foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.

Alguns afirmam que o atual Muro das Lamentações era uma parte da estrutura do Templo de Salomão, mas estudos científicos com datação atribuem ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, podendo tratar-se do Terceiro Templo também destruído pelos romanos, não há comprovação de sua existência, não há registros extrabiblícos de sua existência.

Contudo Salomão foi efetivamente um grande construtor. Sua época historicamente considerada e arqueologicamente comprovada, e foi de grande prosperidade, e que pelos resultados de escavações arqueológicas e documentos diversos é possível estabelecer conclusões quanto á arquitetura atribuída ao Templo de Salomão, no que concerne a ornamentação, disposição das dependências, técnica construtiva, comparando a tradição bíblica com restos arqueológicos de outros templos do oriente.

O Templo de Salomão ocupa posição de destaque na simbologia Maçônica, sendo uma dos mais marcantes fontes de símbolos, alegorias e lendas para o ensinamento dos princípios Maçônicos.

A existência do Templo de Salomão é um mito, mas o Maçom não desprezará o repositório inesgotável de ensinamentos velados por alegorias que nos proporciona a história (ou lenda) da construção do Templo. Não desprezará a tradição dos Maçons operários, só porque a arqueologia ainda não obteve provas concretas e irrefutáveis. Nem mesmo negará a tradição bíblica por insuficiência de escavações arqueológicas. Na obra de Jules Boucher Simbólica Maçônica: “Os Maçons não tentamos reconstruir o Templo de Salomão; é um símbolo, é o ideal jamais terminado, onde cada Maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo no silêncio da meditação”

Fonte: JBNews - Informativo nº 297 - 21.06.2011

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

VIGILANTES INSTRUTORES

Em 09.09.2025 o Respeitável Irmão Roberto Bülow Fiegenbaum, Loja Venâncio Aires, REAA, GOB-RS, Oriente de Venâncio Aires, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o seguinte:

VIGILANTES

Venho solicitar informação e manifestar a minha opinião quanto às orientações dos Vigilantes: Vejamos:

Os Aprendizes, logo ao ingressarem e enquanto permanecerem na Coluna do Norte como Aprendizes e são orientados pelo Irmão Segundo Vigilante;

Ao passarem para a Coluna do Sul passam a ser orientados pelo Irmão Primeiro Vigilante.

Ocorre que com a rotatividade das luzes, o orientador do Aprendiz que sempre foi orientado pelo vigilante (João) por exemplo, na coluna do Norte, pode ao passar para a coluna do Sul, ser orientado pelo mesmo Vigilante (João), que passou de segundo a primeiro Vigilante não lhe sendo oportunizado um orientação e interação com um outro Irmão, diferente deste, com opiniões e ideias diferentes, quer dizer, ele pode durante toda a sua trajetória maçônica, ser orientado pelo mesmo Vigilante.

Não estou falando de ritualística, falo apenas pelas oportunidades e não haverem diferenciações, prejuízos ou favorecimentos e de também poder haver a possibilidade de receber uma orientação diferenciada.

Não vejo muito saudável a situação atual.

Várias situações (não deveriam) mas poderão ocorrer como o favorecimento dos afilhados, ou haver uma maior identificação entre Vigilante e Aprendiz ou Companheiro, ou mesmo existirem antipatias ou simpatias, o que pode acarretar favorecimentos, ou pedidos de trabalhos para um (protegido) em detrimento de outro, com um crescimento maior de alguém com iniciação anterior, que pode ficar injustamente esperando mais tempo pelo seu aumento de salário.

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese as suas ponderações, essa questão que envolve os Vigilantes e seus instruídos não é algo de caso pessoal, mas de circunstâncias do cargo para o qual cada Vigilante foi eleito.

Assim, no que diz respeito aos instrutores oficiais dos Aprendizes e dos Companheiros no REAA, não importa quem seja o legalmente eleito para o cargo. O que importa é que ele é o titular do cargo como Vigilante. Essa é a regra.

Nesse sentido, não há impeditivo algum para que um Mestre Maçom que tenha exercido o cago de 1º Vigilante, futuramente, não possa, em outra administração, não possa exercer, se eleito, o cargo de 2º Vigilante, mesmo que perante circunstâncias como as alegadas na sua questão.

A respeito de que é são os Vigilantes os instrutores oficiais dos Aprendizes e Companheiros, isso não implica que sejam eles os únicos que podem ministrar instrução na Loja. O fato deles serem os instrutores de obrigação, não impede que outros Mestres Maçons, designados pelo Venerável Mestre, também possam apresentar instruções com temas de interesse do grau e da Maçonaria em geral

Por fim, um provável encontro circunstancial entre instrutores e instruídos no decorrer da jornada iniciática maçônica, é algo perfeitamente possível e aceitável, a despeito de que tal fato não altera e nem prejudica o objetivo final, que é o da construção e aprimoramento da humanidade.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 133 - As paredes vermelhas no Templo para R.E.A.A.

Temos sido questionados o “por que” das paredes dos Templos da Associação Beneficente Barão de Mauá serem na cor vermelha.

Isso deve-se ao fato de que a maioria das Lojas que usam nossos Templos praticam o REAA e é considerado correto, por nós, o uso dessa cor para esse Rito.

O Mestre Castellani durante trinta anos tentou fazer com que as Lojas que praticam esse Rito mudassem de azul para vermelho, pois essa é a cor do Rito.
Para esclarecer, veremos um pequeno resumo do que ele escreveu em alguns de seus livros:

“Assim se verá, por exemplo, que, COMO OCORRE EM TODO O MUNDO, o Templo Escocês tem suas paredes púrpuras, porque a cor do REAA é a vermelha... Em termos de cor do Rito – e, portanto, das paredes do Templo e da orla do Avental do Mestre Maçom – a mesma é especifica vermelha. Quando fui exaltado a Mestre em 1966, recebi meu avental de orla vermelha.

Lamentável é que o Grande Oriente do Brasil, que seguia a orientação mundial, tenha, posteriormente, seguido o erro das Grandes Lojas estaduais brasileiras (surgidas da cisão de 1927, no GOB) e “azulado” seus Templos Escoceses e seus Aventais.

Ocorre que as primeiras Grandes Lojas, surgidas naquele ano, tomaram, através de Mario Behring, como modelo, a Grande Loja de New York, onde, realmente , tudo é azul, esquecendo que lá funciona no Rito de York, QUE É REALMENTE AZUL.

Quem quiser comprovar o que digo, basta circular pelas Lojas da America do Sul, e irá ver as Lojas do Chile, Uruguai, Argentina, etc, na cor vermelha.”

Devo lembrar , também, que a origem do REAA foi na França, com influencia direta do Colégio Clermont, comandado pelo Alto Clero, Nobreza e pelos Jesuítas, cuja cor predileta é a cor vermelha.

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

DESDE TEMPOS IMEMORIAIS O CORDEL AFERE OS DESTINOS

Na área de construção civil e em contextos históricos ou bíblicos, um "cordel" (ou, mais comumente, "corda de medir" ou "linha de traçagem") é um utensílio simples, geralmente uma linha, corda ou barbante de um determinado comprimento, usado para medir distâncias, marcar linhas retas ou auxiliar no nivelamento junto com o prumo. É utilizado por pedreiros e construtores para garantir o alinhamento e a precisão em uma obra, esticando a linha entre dois pontos.

Da união entre dois pontos resulta sempre algo formidável, conforme o olhar: a distância entre eles (um segmento de reta), a união de conjuntos na matemática (junção de todos os elementos), ou a interseção de retas (ponto comum). Como a inteligência, que constrói conexões entre pessoas e mundos, que propicia a superação de obstáculos, que favorece a união de ideias; assim é o cordel que promove sinergia entre conhecimento e inteligência, a incitar a evolução.

Historicamente, precursor de tecnologias tão mais exatas, quanto mais eficazes, como instrumento de medição de distâncias como a trena, o teodolito e o/ou GPS, que calculam prodígios nas artes da topografia, agrimensura e construção civil, o cordel (a corda de medir) é prógono, também, na criação de ângulos retos: ao formar um triângulo com as proporções 3, 4 e 5 unidades, obtém-se um ângulo de 90° perfeito, ou seja, o Teorema de Pitágoras aplicado na prática.

Para Pitágoras, a filosofia era o "amor pela sabedoria" e uma busca constante pelo conhecimento e pela sabedoria. A fórmula do Teorema reflete, pois, um equilíbrio perfeito e uma proporção exata. Metaforicamente, aduz que uma vida plena é alcançada através do equilíbrio entre diferentes "lados" da existência (trabalho, família, saúde, espiritualidade etc.), onde a soma dos esforços e atenções em áreas fundamentais resulta em uma "hipotenusa" (uma vida) completa e realizada. 

O teorema é um exemplo perfeito da crença pitagórica na existência de verdades universais (cósmicas) e imutáveis que podem ser descobertas pela razão humana. O "Cosmo", que significa "ordenado", "harmônico") é regido por relações numéricas e uma ordem intrínseca. A capacidade de impor ordem matemática a uma figura geométrica complexa radica a convicção de que podemos trazer ordem e sentido (um "cosmo") para nossas próprias vidas, superando o caos e a ignorância.

Os números e as proporções matemáticas eram a "arché" (essência ou princípio subjacente) de todas as coisas no cosmos. Assim como o teorema fornece uma verdade inquestionável sobre triângulos retângulos, a vida plena envolve a descoberta das "regras" e/ou princípios que governam uma existência harmoniosa. Alcançar a verdade e a harmonia do universo, e por extensão, a plenitude na vida, envolvia a compreensão dessas leis matemáticas através do raciocínio lógico e da contemplação. 

Na vida, podemos ver os catetos como: cateto A: o autocuidado e o mundo interno e o cateto B: o trabalho e a contribuição externa. A "hipotenusa" de uma vida plena só é alcançada quando esses dois lados estão corretamente angulados. Se um lado é negligenciado, a estrutura da vida se torna desproporcional. Assim como o teorema exige valores exatos para fechar um triângulo retângulo, uma vida plena exige limites. Viver sem excessos e entender as próprias medidas ajuda a evitar o caos emocional

A plenitude (ou felicidade) vem da proporção, segundo os Pitagóricos. Contemplar essas verdades matemáticas é uma forma de purificação da alma (katharsis). Sob esse fito, a vida plena envolve a busca por conhecimentos que não mudam com as circunstâncias — o cultivo de valores e princípios éticos que servem como a "hipotenusa" constante em meio às mudanças do mundo. Na geometria euclidiana, com inúmeras aplicações práticas, da arquitetura à tecnologia digital, é essencial.

O conceito de cordel manifesta a versatilidade que designa desde uma ferramenta física simples para determinar comprimentos e alinhamentos até uma metáfora para avaliação da conformidade com regras, padrões ou expectativas. A expressão "dentro do cordel" consolidou-se como sinônimo de retidão, além de demonstrar uma impressionante adaptabilidade semântica, ilustrando como uma palavra adquire múltiplos significados em diferentes domínios do conhecimento e da cultura.

Usado para traçar retas perfeitas (o "bater linha" com giz) ou verificar a verticalidade (prumo), o cordel define o que está reto em uma parede, ele passou a designar o que está "nos eixos" no comportamento humano. Estar fora do cordel é estar desviado, torto ou incorreto perante uma norma ou padrão estabelecido. Com ele, o homem mede Jerusalém para determinar sua largura e comprimento (Zacarias 2:2), pois, Jerusalém representa um microcosmo da jornada espiritual humana.

Medir a "largura e comprimento" de Jerusalém simboliza o processo de autoconhecimento e a definição de limites santos na jornada espiritual, onde o "microcosmo" humano busca alinhar-se à vontade do Criador. Curiosamente, Zacarias prossegue dizendo que Jerusalém será habitada "como as aldeias sem muros" (Zacarias 2:4), ou seja, embora a jornada comece com medidas e limites, a presença de Deus a torna infinita e protegida por uma "muralha de fogo" espiritual.

Uma jornada de santificação plena e de união com o divino, cujo passo essencial é viver uma vida virtuosa, envolve a eficácia do cordel no alinhamento entre corpo, alma e intelecto; na busca da pureza e da conexão espiritual, pois, ser virtuoso é ter um caráter excelente e bom, enquanto ser santo é buscar ser como Deus, sendo a virtude a base para uma vida santa, em perene prática dos princípios éticos e morais elevados, pois, robustecem o autodomínio, a sabedoria e a integridade. 

A "virtude" é a ação, e a "Fundação de Deus (Jerusalém)" é a morada espiritual interna, ou seja, a divindade ou a verdadeira natureza espiritual é encontrada através do cultivo de um caráter virtuoso. Sendo o homem é o templo, as virtudes (justiça, prudência, temperança, coragem, fé, esperança e caridade) são os tijolos e o alicerce. É na prática da virtude e da retidão moral que vige o modus para a transcendência, para a realização do potencial humano superior e/ou para iluminação espiritual.

Quando o "interior" é cultivado com disciplina e ética, a beleza externa deixa de ser superficial e torna-se uma expressão de autenticidade. A autenticidade é um jardim que floresce com cuidado e atenção constantes, já que, a beleza interior é um reflexo da pessoa que somos é por dentro, que se manifesta no (auto)cuidado, no (auto)respeito, na (auto)responsabilidade, cujos inefáveis perfumes se fazem percebidos na empatia com o outro e no modus com o fazemos incluído em nossa ambiência social. 

Sintetiza-se aqui o conceito de Ora et Labora (Reza e Trabalha), onde a rotina diária é o campo de batalha onde se vence o mal através da prática constante do bem.  Cada tarefa simples, desde o despertar ("cada sol que se levanta"), é oferecida como um ato de adoração e aperfeiçoamento pessoal, transformando o cotidiano em sagrado, a fim de passamos ser o relexo da ordem e da beleza que resplandece do trono do “Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. (Tiago 1:17)

Em 2026, isso se traduz na busca por clareza através de dados e lógica frente ao excesso de informação. Uma vida plena exige discernir o que é essencial (o cálculo exato) do que é ruído. Muitas vezes buscamos a felicidade em caminhos sinuosos e complicados. A plenitude, por vezes, está na "linha reta": a simplicidade, a verdade e a ação direta em direção aos seus objetivos. A plenitude moderna envolve pertencer a grupos que compartilham seus valores e incentivam seu crescimento intelectual e ético.

Fonte: https://brunobmacedo.blogspot.com