Não concordo com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo. (Voltaire)
Esta frase resume um dos princípios mais elevados da convivência humana: a defesa da liberdade de expressão mesmo em desacordo. Não se trata de aceitar todas as ideias como verdadeiras, mas de respeitar o direito de cada pessoa de pensar, opinar e se expressar sem medo.
No dia a dia é natural que existam diferenças. Pensar diferente não nos torna inimigos, mas sim seres humanos diversos. O problema surge quando o desacordo se transforma em censura, imposição ou silêncio forçado. Quando uma sociedade silencia as vozes, não protege a ordem: empobrece o pensamento.
De uma perspectiva maçônica – entendida aqui em sua dimensão ética e humanística, e não ritual – esta ideia assume um significado profundo. A Maçonaria promove a liberdade de consciência, o respeito pelas opiniões dos outros e o uso responsável do discurso. Não procura que todos pensem igual, mas sim que cada indivíduo aprenda a pensar por si mesmo, com julgamento, tolerância e responsabilidade moral.
Para a Maçonaria, a palavra é uma ferramenta de construção. É por isso que se ensina que deve ser usado para construir e não para destruir, para unir e não para dividir. Defender o direito dos outros de se expressarem, mesmo quando não partilhamos o seu ponto de vista, é uma forma de praticar a verdadeira tolerância, que não é passiva nem indiferente, mas consciente e firme.
Este princípio também requer autocontrole e maturidade. Ouvir quem pensa diferente obriga-nos a refletir, a questionar-nos e a crescer. Ninguém possui a verdade absoluta; O conhecimento é enriquecido quando as ideias são confrontadas com respeito.
Em tempos onde a desqualificação e o fanatismo se tornaram comuns, este ensinamento é mais relevante do que nunca. A liberdade de expressão só é real quando é defendida por todos, não apenas por aqueles que concordam connosco.
Assim, tanto do ponto de vista humano como do ensinamento maçônico, esta frase de Voltaire lembra-nos que defender a palavra do outro é defender a nossa própria liberdade, e que uma sociedade mais justa começa quando aprendemos a discordar sem odiar e a ouvir sem medo.
Todos devemos e merecemos: RESPEITO!
Fonte: Facebook_Átrio do Saber
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