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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

AS PENEIRAS DE HIRAM

AS PENEIRAS DE HIRAM
(Desconheço o autor)

Meia noite em ponto. Mais uma jornada de trabalho terminada. Cansado de mais um dia de trabalho, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para um merecido descanso.

Eis que, subindo em sua direção, aproximou-se um discípulo, relatando-lhe:

- Mestre Hiram... Vou lhe contar o que me disseram do segundo Mestre Construtor ...

Hiram, com sua infinita sabedoria responde:

- Calma meu Mestre, antes de contares algo que possa ter relevância, já fizestes passar a informação pelas Três Peneiras da Sabedoria?

- Peneiras da Sabedoria ??? Não me foram mostradas, respondeu o discípulo.

- Sim, respondeu Hiram. Só não te ensinei porque não era chagado o momento. Deves passar toda informação recebida primeiro pela peneira da VERDADE, e eu te pergunto:

- Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?

Meio sem jeito o discípulo respondeu:

- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram.

Hiram continua. Então se não tens certeza, a informação vazou pelo furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto.

- É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?

- De maneira alguma, Mestre Hiram ... Claro que não.

Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última peneira, a da JUSTIÇA, e te faço a derradeira pergunta:

- Achas necessário passar adiante essa estória sobre teu irmão e companheiro?

- Realmente Mestre Hiram, pensando a luz da razão, não há necessidade.

- Então acaba de vazar pelo furos da terceira peneira, perdendo-se na areia. Não sobrou nada para contar.

- Entendi poderoso Mestre Hiram, doravante minhas palavras serão norteadas por estes ensinamentos.

- És agora um Mestre completo e terminaste teu aprendizado. Volta a teu povo e constrói teus templos a glória do Poderoso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ÁRVORE DA VIDA E OS CARGOS SIMBÓLICOS EM LOJA

A ÁRVORE DA VIDA E OS CARGOS SIMBÓLICOS EM LOJA
Por Ulf Jermann Mondi

Os 10 cargos originais e fundamentais das Lojas Maçônicas são idênticos e homólogos às “Sephiroth” da Árvore da Vida, que são formas elementares da emanação divina, visado através de seus ocupantes quando atuarem em Loja, bem como para todos os demais presentes aos trabalhos, tomar mais perceptíveis as verdades que estão encobertas atrás dos véus da iluminação divina (Ain-Ain soph - Ain Soph Aur), e serem abençoados pelas forças astrais invocadas.

Uma perfeita compreensão pelo ocupante destes diversos cargos em Loja, com suas correspondentes “Sephiroth”, ajudará muito a seus titulares no desempenho perfeito de suas funções individuais e coletivas, contribuindo para o sucesso de uma Sessão Maçônica, com a obtenção das influências benéficas das forças astrais que invocamos em nossas reuniões, durante o desenrolar de nossa ritualística nas suas diversas etapas.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A CIRCUNVOLUÇÃO EM LOJA

A CIRCUNVOLUÇÃO EM LOJA
(Desconheço o autor)

Antes de questionar como devemos circular em loja, temos que precisar bem os termos usados.

O movimento do ponteiro do relógio é sinistrorsum, ou seja, vai da esquerda para a direita. O sentido inverso é o dextrorsum, realiza-se da direita para a esquerda.

Para melhor esclarecer, diremos que o sentido dextrocêntrico se faz quando nos voltarmos tendo constantemente a direita voltada para o interior e a esquerda para o exterior do círculo, e o sinistrocêntrico quando nossa esquerda ficar voltada para o interior do círculo, e a direita para o exterior.

De um modo geral, a direita é considerada benéfica e a esquerda maléfica nas figurações estáticas, (entre os áugures romanos, o que “ficava á esquerda” era desfavorável e de “mau agouro”, daí veio o significado da palavra sinistro).

Com efeito, as circum-ambulações sinistrocêntricas estão ligadas, na maioria das vezes, a operações nefastas.

René Guenón chama estes movimentos de polar e solar. Em seus primórdios, a Maçonaria Operativa adotava a circulação polar ou sinistrógira (no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio), e de acordo com este ritual, o “Trono de Salomão” era colocado no Ocidente, e não no Oriente, a fim de permitir que seu ocupante “contemplasse o sol ao nascer”. Atualmente, a Maçonaria Especulativa adota em seus rituais a circulação solar ou dextrógira (sentido dos ponteiros do relógio). Em sânscrito, o sentido dextrocêntrico chama-se pradakschina, e que está e um uso, particularmente nas tradições hindus e tibetanas, enquanto que o sentido sinistrocêntrico encontra-se notadamente na tradição islâmica.

É interessante notar que o sentido das circum-ambulações corresponde igualmente á direção da escrita nas línguas sagradas dos respectivos povos.

A rotação real do sistema solar é sinistrocêntrica. Por conseqüência, como a Loja representa o Universo, e os Oficiais, os Planetas, parece lógico fazer com que estes circulem no sentido real. Mas neste caso entramos em choque com a tradição, que considera todo movimento sinistrocêntrico maléfico. De qualquer modo, é necessário e imprescindível que se adote um sentido “ritual” de circulação, e inadimissível que se faça indiferentemente num sentido ou no outro. No REAA, adotamos o sentido dextrocêntrico.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A ORIGEM DOS COMPANHEIROS

A ORIGEM DOS COMPANHEIROS

O mais genuíno de todos os Graus Maçônicos é o de Companheiro, por ser uma síntese histórica e doutrinária na qual se basearam todas as fases da ascensão do Obreiro ao mais alto Grau de qualquer Rito. Não é um Grau intermediário, é o ciclo principal de todas as Doutrinas Maçônicas, razão pela qual não pode ser considerado perfeito Maçom o Obreiro que não o conhecer de modo satisfatório.

Na Maçonaria Operativa o Mestre não passava de um Companheiro mais experimentado e mais indicado para dirigir as construções e contratar as empreitadas. As cinco viagens simbolicamente representadas nos Rituais especulativos posteriores e as respectivas passagens de uso de vários instrumentos, como se demonstra na Iniciação do Grau, constituem uma sugestiva reminiscência dos tempos da Maçonaria profissional e, principalmente, da época medieval das Corporações e respectivas Fraternidades. As “franquias”somente eram concedidas a Obreiros formados e a direção de obras, ou melhor, o mestrado cabia exclusivamente àqueles que houvessem viajado e participado de edificações levantadas em várias cidades.

domingo, 29 de julho de 2018

PÍLULAS MAÇÔNICAS

PÍLULAS MAÇÔNICAS Nº 07 - "HIRAM ABI" OU "HIRAM ABIF"?

Hiram, é o nome do arquiteto que, segundo a lenda maçônica, foi encarregado de dirigir os trabalhos da construção do Templo de Salomão. Segundo a Bíblia, em algumas passagens, era filho de uma viúva da tribo de Dan e de um tírio chamado Ur. Em outras, era filho de uma viúva da tribo de Neftali, “porém seu pai era tírio e trabalhava o bronze”.

Entretanto, qual o nome correto, “Hiram Abi” ou “Hiram Abif”?

Essa dúvida é muito comum e poucas pessoas sabem qual o modo certo. Na verdade os dois estão certos, conforme explico abaixo:

A palavra Ab, do original hebraico, significa “pai” (muitas vezes equivalente a amigo, conselheiro ou enviado) e dependendo do sufixo que recebe pode ter o significado de “meu pai” ou “seu pai”.

Desse modo, conforme a “Encyclopaedia” de Mackey, quando usamos o sufixo “i” tem o significado de “meu” e quando usamos “if” tem o significado de “seu”. A palavra Ab, com seus sufixos é encontrada nos Livros dos Reis e nos das Crônicas, em referencia a Hiram, o Construtor. Quando o Rei Hiram de Tiro, respeitosamente fala dele, chamando-o “meu pai”, encontramos Hiram Abi e quando o escritor do Livro das Crônicas fala dele e do Rei Salomão, na mesma passagem, chama-o de “pai de Salomão” – “seu pai”, encontramos Hiram Abif.

A única diferença resulta da diferente denominação dos pronomes meu e seu, em hebraico. Portanto, quando os Maçons escrevem ou falam dele, Hiram, o Construtor, o correto é Hiram Abif.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO
Por Jiri Pragman


Uma foto de Jean-François tomada na península de Quiberon, junto à praça Jean Bart. É uma peça de pedra que sustenta a parte superior de uma abertura. Como de costume, qualquer explicação é bem vinda. (Tradução livre)

Fonte: Hiram.be

POLINDO A PEDRA BRUTA

POLINDO A PEDRA BRUTA
(Desconheço o autor)

Uma das situações, talvez a mais dolorosa para um homem, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário, seja no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós Maçons, na nossa Instituição. 

Os Maçons tornam-se desnecessários:

sábado, 28 de julho de 2018

sexta-feira, 27 de julho de 2018

RECADO AOS APRENDIZES

RECADO AOS APRENDIZES
(Desconheço o autor)

As palavras têm magia e poder. Elas manifestam todas as expressões dos sentimentos humanos: julgam, sentenciam, acusam, perdoam, justificam, ensinam, edificam, mas também podem destruir!

Cada um as utiliza para a comunicação e entendimento ou para a discórdia e a separação. 

Passivas ou submissas, agressivas ou contestadoras elas atendem os impulsos dos sentidos, os quais podem revelar-se superiores e inferiores.

Superiores quando o egoísmo, o orgulho, a ambição o preconceito e a vaidade não estão presentes no seu conteúdo. Inferiores quando esses inimigos da fraternidade prevalecem e se impõem numa disputa inglória que leva invariavelmente ao desastre, como acontece geralmente no mundo profano.

Faladas ou escritas às palavras dão a medida dos caracteres de quem as anuncia, assim como registram fatos, corretamente ou não. Por tudo isso, ressaltar a importância das palavras é estabelecer a responsabilidade de seu uso, fazendo com que a vigilância a exercer sobre os pronunciamentos pessoais sejam constante e se torne uma segunda natureza, a fim de evitarem-se mal entendidos e desconfortáveis distorções.

No ambiente Iniciático para o qual convergem os chamados e depois escolhidos, a palavra é, sobretudo, um instrumento de trabalho tanto mais digno quanto seja os impulsos fraternos e as intenções cordiais dos Irmãos que se manifestam.

Alias, não se justifica qualquer outro sentido para a palavra em nosso meio. Aqui ela sempre arrimo, esclarecimento, colaboração. Aqui ela não demonstra jamais críticas ostensivas ou veladas. Aqui ela não insinua nem alardeia a posse da sabedoria ou da cultura profana nas decisões onde a verdade deva ser esclarecida. Aqui a palavra não foge do controle da razão e por isso não diminui, não humilha, não ofende e assim deve ser considerada por quem se encontra ainda no estágio de mais ouvir do que falar sem seu aprendizado.

Para o Iniciado, a palavra foi dada ao homem para revelar seu pensamento e não para esconde-lo como no mundo profano e no ambiente político.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

APÓS A ESCOLHA DO VENERÁVEL

APÓS A ESCOLHA DO VENERÁVEL
Valdemar Sansão - M∴M∴ 
Age pelo exemplo“de tal maneira, que seus atos sirvam de regra para todos”

A entidade maçônica fundamental é a Loja, que é dirigida pelo Venerável. Todo o candidato ao exercício do cargo de Venerável Mestre, tem como objetivo maior, em conjunto com o grupo da administração e de todos os obreiros, a evolução da Loja.

O importante é que o candidato escolhido, tenha a competência necessária e esteja bem preparado para cumprir seu programa, suas propostas, seu objetivo. 

A Grande Luz da Oficina há de ser “limpo e puro”, no absoluto rigor dessa expressão; e, além disso, conhecer a legislação, a história, a liturgia, a filosofia e o simbolismo maçônicos.

terça-feira, 24 de julho de 2018

PORQUE BODE?

PORQUE BODE?
(Desconheço o autor)

Dentro de nossa ordem, muitos desconhecem o nosso apelido de "bode". A origem desta denominação data de 1808. Porém, para saber o seu significado, temos de voltar no tempo. Por volta do ano 30, vários apóstolos saíram para o mundo para divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina e, lá, notaram que era comum ver um judeu falando baixinho ao ouvido de um bode, animal muito abundante naquela região. 

Procurando saber o porquê daquele monólogo, foi difícil obter resposta. Ninguém dava informações e, com isso, aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos em relação àquele fato, até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um rabino da aldeia, foi informado de que aquele ritual era usado para a a expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo contar a alguém, da sua confiança, quando cometia suas faltas, mesmo às escondidas, acreditando, com isto que, se outros soubessem, ficariam mais aliviados junto à sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.

Mas, por que bode? quis saber o apóstolo. é porque o bode é seu confidente. Como bode não fala, o confessor ficava ainda mais seguro de que seu segredo será mantido, respondeu-lhe o rabino. A Igreja, 36 anos mais tarde, introduziu, em seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor. Nesse ponto, a História não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja. O certo é que ela faz bem para a Humanidade. Com esse ato do confessionário, aliado ao voto do silêncio, o povo passou a contar as suas faltas.

Na atualidade, com a confiança duvidosa em função dos escândalos por parte de alguns padres, diminuíram os confessores e os confessionários, embora tenha aumentado o número de divãs de psicanálise.

Voltemos a 1808, na França de Bonaparte que, após o golpe de 18 Brumário, se apresentava como um novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não fossem do governo ou dela própria. Assim, a Maçonaria, que era fator pensante, teve todos os seus direitos suspensos e seus templos, fechados, sendo proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra, na clandestinidade, se reuniam, tentando modificar a situação do país. Nesse período, vários maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições; porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os maçons. Chegou ao ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase aos seus superiores: "Senhor, estes homens parecem bodes: por mais que eu os flagele, não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra".

Assim, a partir desta frase, todos os maçons tinham, para seus inquisidores, a denominação de "bode", aquele que não fala, que sabe guardar segredo.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ

TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ
(Desconheço o autor)
“Omnia sunt per allegorian dicta” (Aureliur Augustinus) (Tudo é dito através da alegoria, mas, para entendê-la, é preciso vê-la pelos olhos do espírito)In Guimarães, João Nery - A Maçonaria e a Liturgia: uma Poliantéia Maçônica - Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 2ºv. p32)
I. Preâmbulo

A Maçonaria trata dos Títulos dos cargos da Administração da Loja e das Jóias, de forma indissociável. Cada Título se vincula a uma Jóia que o representa, e a união de ambos origina uma unidade simbólica, através da qual a Loja Maçônica se organiza administrativamente e transmite os princípios que perfilha. 

Ao Presidente da Loja Maçônica é conferido o único Título Especial: o de Venerável-Mestre. Este, juntamente com o 1º e 2º Vigilantes, respectivamente o 1º e 2º Vice-Presidentes, constituem as Luzes da Loja que, ao lado do Orador, do Secretário e do Chanceler, compõem as Dignidades da Loja, representativas de cargos eletivos, conforme o artigo 88, parágrafo 2º, do Regulamento Geral da Federação – RGF.

domingo, 22 de julho de 2018

PÍLULAS MAÇÔNICAS

PÍLULAS MAÇÔNICAS Nº 06 - MAÇONARIA ESPECULATIVA

Até 1717 d.C., quando houve a fusão de quatro Lojas inglesas, semente da Grande Loja Unida da Inglaterra, a Maçonaria era chamada de “Maçonaria Operativa”, pois o “saber” era empírico, adquirido de maneira prática. As ferramentas e o manuseio estavam sempre presentes. O Maçom Operativo era um profissional da arte de construir.

A partir dessa data, a Maçonaria começou a ser denominada de “Maçonaria Especulativa”.

A palavra “especulação” vem do latim – specullum – cuja tradução é espelho. Como nos esclarece, Ir∴ N. Aslan:
“é a ação de especular, que significar indagar, pesquisar, observar, espelhar, as coisas físicas e mentais, para estuda-las atentamente, para observa-las cuidadosamente, minuciosamente, do ponto de vista teórico. Disso extraímos idéias e formulamos hipóteses”.
Bernard Jones nos esclarece:
“os “Maçons aceitos” elaborando ou adquirindo o conhecimento da Ordem, caíram sobre o termo favorito, embora fosse inadequado, pois não havia outro que melhor qualificasse suas intenções. Distinguiram-se dos talhadores de pedras, denominando-se "Maçons Especulativos”.
Os “aceitos” começaram a fazer parte da Ordem, em torno de 1600 d.C., e nada mais justo do que chamá-los de especulativos, pois na maioria das vezes faziam parte da ala social da Maçonaria, como mecenas ou colaboradores, e, literalmente “não metiam a mão na massa”.

O “especulativo” era o planejador, o calculista, o pesquisador, e não o homem de ação ou o profissional braçal. Na profissão de construtores, seja de qualquer época, sempre foi exigido um “trabalho especulativo”, ou seja, a teoria adquirida pelo Mestre-de-Obra, desmembrada na geometria, nas teorias dos planos, na resistência dos materiais, nas forças resultantes nas vigas e arcos de sustentação, etc. Desse modo, o trabalho que usasse de ferramentas e manuseio, era o “prático”, ou “operativo”.

Devemos esclarecer que o termo “especular” pode significar a atividade pela qual, pessoas se propõem obter lucros ou vantagens, em negociações ou afins. Obviamente, não tem nenhuma ligação com o termo, semelhante, usado na Maçonaria.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO


Uma precisão! Se estamos falando aqui de photos "maçônicas", é porque elas falam aos maçons, mas o tema da fotografia pode provar ser maçônico ou religioso. Aqui, Vincent tirou uma foto enquanto caminhava pela catedral de Saint. Nazaire de Béziers Foi ao entrar no jardim dos Bispos que seus olhos foram atraídos. (tradução livre)

Fonte: hiram.be

TRONCO DOS POBRES, DE SOLIDARIEDADE OU BENEFICÊNCIA

TRONCO DOS POBRES, DE SOLIDARIEDADE OU BENEFICÊNCIA
Carlos Gomes da Silva – M.'. M.'. 

No Pontifício do Papa Inocêncio III, 1198 a 1216, surge o TRONCO DE SOLIDARIEDADE, que era destinado à dádiva. O curioso é que naquela época o tronco de solidariedade continha uma tampa. 

Na maçonaria sua introdução é desde a maçonaria operativa, tendo a sua origem na IGREJA CATÓLICA (Igreja dos Judeus), a sua obrigatoriedade de pagamento era denominada de DIZÍMO. 

Na maçonaria medieval fazia-se a coleta com muita discrição e colocava-se em uma caixa, em saco ou em outro recipiente, a dádiva era dada de acordo com a condição e a vontade de cada irmão sem prejuízo econômico e sem revelar a quantia dada de cada um, o valor espiritual era aceito na mesma proporção daquele que não contribuía, este valor era dedicadas às viúvas, segundo MARCOS 12: 47, LUCAS 21:1- 4. 

Na ritualística maçônica, principalmente a do tronco de solidariedade, até hoje segue a mesma sequencia da maçonaria operativa onde a discrição, a espiritualidade, a dádiva para as viúvas e o sigilo na contribuição de cada irmão e seu giro procede com a mesma seriedade, mas sendo atribuído somente para solidariedade. 

"Para que tua esmola fique em segredo e teu Pai, que tudo vê em segredo, te compensará." (Mateus 6:41) 

A palavra TRONCO origina-se do Francês "TRONC" e denominada pelos irmãos (maçônicos) Franceses e consagrado a ação de graça e a pratica da caridade. 

Na maçonaria operativa os salários dos Companheiros e Mestres eram pagos com as dádivas do tronco de solidariedade. 

Na maçonaria especulativa, a maçonaria atual, não houve muita modificação em sua ritualística em seu giro e sim em sua contribuição da dádiva, ela é feita em comum acordo com todos os irmãos da loja para onde direcionar o tronco, não podendo direcionar fim festivo ou cobrir gasto da loja. 

sábado, 21 de julho de 2018

quinta-feira, 19 de julho de 2018

MAÇONARIA, CRISE E SOCIEDADE

UM TRECHO DE ALBERT PIKE, A PROPÓSITO DE MAÇONARIA, CRISE E SOCIEDADE
Rui Bandeira

Um leitor deste blogue, em comentário ao texto Regras Gerais dos Maçons de 1723 - XXX, expressou a sua insatisfação pelo facto de, em tempos de crise em Portugal e na Europa, não ver aqui comentário à mesma. Seguiu-se uma troca de comentários em que penso ter explicado a posição dos maçons que aqui escrevem sobre o assunto.

Mas, ao documentar-me sobre as respostas a dar, recordei uma passagem de Morals and Dogma, de Albert Pike, que julgo interessante para se ver como a Maçonaria já desde há muito tempo que sabe muito bem como cada um dos maçons deve intervir na Sociedade.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

VELAS OU LÂMPADAS

VELAS OU LÂMPADAS
Ir.'. Ambrósio Preters

Há muitos irmãos que defendem o uso indistinto de ambas em nossos trabalhos ritualísticos, por não se aperceberem, cremos, que esses instrumentos em nossos altares são alguma coisa mais que simples pontos de iluminação, meros objetos ornamentais. Não obstante, assim pensarem, insistem que elas, veIas ou lâmpadas devem existir, em número definido e invariável para cada circunstância ou grau.

O simples fato de aceitarem que essas Luminárias devem ser colocadas em posições predeterminadas para cada ato litúrgico e em quantidade exata, implica na aceitação de que há um ritualismo a cercá-las e, conseqüentemente, um misticismo implícito. Se assim não fosse, não haveria por que determinar com exatidão seu número e sua localização. Se aceitarmos esses fatos, estamos atribuindo um caráter litúrgico às nossas luzes ritualísticas e portanto místico, porque toda liturgia é uma ponte para o misticismo.

terça-feira, 17 de julho de 2018

POLÊMICA SOBRE O TERMO "GRAUS FILOSÓFICOS"

POLÊMICA SOBRE O TERMO "GRAUS FILOSÓFICOS"
Manoel Tavares
Presidente do Conselho Filosófico do Kadosh de Taguatinga

Conceitualmente falando, o termo “Graus Filosóficos” deveria ser utilizado apenas e tão somente para os Graus 19 a 30, ou seja, aqueles que compõem o Conselho FILOSÓFICO de Kadosh, que são verdadeiramente os denominados “Graus Filosóficos”. Entretanto, a disseminação do entendimento de que eles abrangem os Graus 4 ao 33 já é tão grande, principalmente na internet, que possivelmente se trata de coisa irreversível.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

O RITO

O RITO

RITO vem da palavra latina ritus, que era utilizada para designar a idéia de formalismo ou de algo convencional. As práticas antigas eram promovidas nesses atos formais ou convencionais, para que ficassem gravadas na imaginação. Os governantes procuravam imprimir gestos, cores, sinais, símbolos, palavras e sons, para criar condicionamentos uniformes na realização das práticas coletivas, que formam o RITO. O RITO incute nas pessoas o hábito cerimonial. O termo RITO se aplica no sentido de regra, ordem, método, orientação, diretriz, uso e outras conotações que impregnam a conduta humana de compromisso com um sentimento preconizado. Há ritos religiosos, jurídicos, militares, familiares, morais, etc. Na vida social, os ritos se interpõem por meios de costumes. A noção de Rito está, quase sempre associada a uma fórmula tradicional e a um tipo de reverência ou culto.