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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 5 de junho de 2022

A COMISSÃO DE SIDICÂNCIA

Ir∴ Marco Antonio Perottoni 
M∴I∴da Loja Cônego Antonio das Mercês e
Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas
GORGS - Porto Alegre – RS

Sabemos que a maçonaria é uma sociedade que se iniciou em tempos passados, que muito se tem discutido e pesquisado para se chegar as suas reais origens, e que vem sobrevivendo por séculos, apesar das constantes mudanças ocorridas em nosso mundo.

Esta sobrevivência vem sendo garantida pela constante renovação de seus membros, que mantêm seus segredos mais carismáticos. Rituais, fundamentos e segredos vêm sendo transmitidos de geração para geração num ritual de confiança e fraternidade.

Sendo uma sociedade iniciática, tem o dever de primar pela escolha de seus futuros membros e que darão continuidade à sua perpetuidade.

Se necessitamos de membros ativos e conscientes para perpetuá-la para as próximas gerações, é necessário que sejamos muito criteriosos nas escolhas de futuros Obreiros e que esta tarefa seja entregue a quem efetivamente tenha as qualidades necessárias para o fiel cumprimento da mesma.

Sem nenhuma dúvida a futuro de nossa Ordem está diretamente ligado a escolha e análise das indicações feitas por seus atuais Obreiros e que fica associada aos padrões éticos- morais e intelectuais dos mesmos, principalmente os padrões éticos.

De todos os trabalhos maçônicos destaca-se, em minha visão, um muito especial e, até diria, extraordinário, em cujo desempenho o maçom há de movimentar-se, tanto no interior do Templo e especialmente fora dele, no mundo profano, que é a “SINDICÂNCIA”.

É, como dissemos, um trabalho especial que muito honra e dignifica o Irmão encarregado do seu desempenho, uma vez que tem excepcional importância para a construção das bases de progresso de uma Loja.

É uma incumbência de grande vulto e estrita consideração para o e com o Irmão escolhido pelo Venerável Mestre.

Não estamos sendo nenhum pouco originais quando dizemos que, quando encarregados de fazermos uma “SINDICÂNCIA”, deveremos ser minuciosos e severos no exame dos candidatos, pois é de nosso desempenho na busca das respostas dos quesitos que vamos gerar o convencimento dos demais Irmãos, na admissão de um profano em nossa Ordem.

Quando estamos examinando um candidato temos que examinar muito mais do que as características indicados pelo proponente e que giram em torno de boa convivência social, trabalhador, de moral reconhecida e honestidade.

Sem dúvidas são características necessárias para ser aprovado, mas perguntamos, são as únicas? Com toda a certeza temos outros valores e qualidades que têm que ser avaliadas, tais como ética, justiça, sabedoria, inteligência, liderança, perseverança e caridade.

Quanto mais e precisas as informações que trazemos para a Sindicância, muito menos possibilidades de errarmos na escolha de um novo membro para a Ordem.

Como vemos, o momento mais importante de um processo de iniciação de um novo integrante da Ordem, é a “SINDICÂNCIA”. É neste momento que será montado o verdadeiro perfil, com os valores e qualidades, do profano.


O Sindicante não pode, jamais, atuar com desleixo nesta atividade, não pode deixar-se levar por afinidades pessoais ou se preocupar em contrariar ou não o Mestre que fez a indicação ou qualquer membro da Loja. Se existirem problemas com o Profano estes devem ser levados ao conhecimento da Assembléia.

Num clube social uma campanha de “mais um” o que interessa é o número. Na Maçonaria, onde os princípios e finalidades são outros, bem diferentes devem ser os processos de admissão deste “mais um”. O que conta, em nossa Ordem, é a qualidade e jamais a quantidade dos candidatos.


Como atingir este objetivo?

Esta seleção, sempre procurada, é conseguida a contento através das “SINDICÂNCIAS” bem elaboradas e levadas a efeito pelos Irmãos escolhidos pelo Venerável Mestre e que prezam a distinção que lhe é dispensada ao serem selecionados para executarem honroso trabalho.

Em razão disso, a “SINDICÂNCIA” assume grau de importância imprescindível para o bom andamento das propostas de iniciação e a garantia de bons resultados nos trabalhos, dai a deferência especialíssima da Loja para com o Irmão que for escolhido como Sindicante.

Ao contrário, àqueles que não apreciam, no devido valor, a enorme importância e responsabilidade dessa missão, ou não estão dispostos há consumir um tempo em benefício do progresso de sua Loja, fornecendo uma informação consistente e exata, é preferível que não aceitem tão honroso encargo, devendo, delicada e honestamente, rejeitar essa missão, porque uma boa “SINDICÂNCIA” deve ser isenta de qualquer resquício de obrigatoriedade, protecionismo, sem nenhum indício de optatividade e traçada com o intuito de iluminar os Irmãos que irão tomar parte da decisão que dela, a “SINDICÂNCIA”, advir.

O Venerável Mestre elege para tão valiosa e nobre tarefa a Irmãos que lhe merecem respeito, consideração e a mais absoluta confiança. Estes formarão a Comissão de Sindicância, confidencial, pois só o é e deve permanecer do conhecimento do Venerável Mestre portanto desconhecida dos demais Irmãos da Loja.

É importante afirmar que o Sindicante deve agir com a máxima lisura e honestidade, jamais utilizando esta condição para constranger ou buscar favores ou Benefícios pessoais em função da condição do Sindicado e deixando de lado qualquer relação com credo, raça ou ideologias nos seus questionamentos ou julgamentos.

Não é por se eleger uma Comissão de Sindicância que os demais Obreiros da Oficina deixam de ter responsabilidade na admissão dos candidatos, pois são tacitamente havidos como sindicantes aditivos ou complementares, que tendo conhecimento de algum fato que venha em benefício ou em desabono do candidato têm o dever de comunicar à Loja.

DA DEVOLUÇÃO DA SINDICÂNCIA

O meio mais discreto de fazer retornar a “SINDICÂNCIA” às mãos do Venerável Mestre, a não ser a entrega direta, é o Saco de Propostas e Informações.

Há o prazo regulamentar que deve ser observado na íntegra, e se encontra estipulado no Regulamento Geral do GORGS, que determina como sendo de quinze dias, após o recebimento da mesma pelo sindicante. Este prazo, entendemos, poderá ser prorrogado por mais um período, a critério do Venerável Mestre, mediante solicitação por parte do sindicante.


É importante que nos conscientizemos da relevância das informações e da honra que nos é deferida no momento que passamos a fazer parte de uma Comissão de Sindicância, pois de nosso desempenho depende, em muito, o progresso de nossa Loja. Lutemos por sindicâncias feitas com qualidade, esclarecedoras e que efetivamente ajudem na decisão da Loja.

Para finalizar, transcrevo um trecho de LUIZ PRADO, cujo livro “ROTEIRO MAÇÔNICO PARA O QUARTO DE HORA DE ESTUDOS” inspirou o desenvolvimento desta peça de arquitetura, e que diz o seguinte sobre o sindicante:

“É a própria Loja curiosa de saber o que ocorre com os candidatos. Seu mister de garimpagem maçônica assemelha-se aos cuidados empregados na escolha das “pedras” preciosas e diamantes embrionários que, tarde ou cedo, irão ser transmutados por meio da lapidação, no caso o processo de inicia

Fonte: JBNews - Informativo nº 281 - 05.06.2011

LIVRO SAGRADO - SALMO 133

Ir∴ Ives José Pizzolatti
Loja Estrela de Herval nr. 3334 de Joaçaba (GOB/SC).

No ritual do 1º GRAU – APRENDIZ – Rito Escocês Antigo e Aceito, dá-se realmente início aos trabalhos com a abertura do Livro Sagrado, sendo o ato de suma importância, pois simboliza a presença efetiva do G∴ A∴ D∴ U∴.

O Livro Sagrado destaca-se como um dos símbolos mais importantes do nosso Templo, a oficina onde se realizam nossos trabalhos, por sua localização na Loja, sobre o altar onde realizamos nossos juramentos, quer dizer, no eixo vertical que conecta céu e terra; local de união e de recepção dos eflúvios e mensagens divinas.

Sabemos que toda a estrutura da Maçonaria está baseada no Simbolismo, pois como dizem vários autores, nos símbolos se encontram as chaves que abrem o conhecimento do mundo espiritual existente em cada um de nós. Nascemos, vivemos e morremos num universo onde quase tudo são símbolos. O Livro Sagrado é um dos maiores símbolos dentro da Maçonaria.

Ao abrir o Livro Sagrado (ou o L∴ L∴), o oficiante (em nosso caso o Orador), lê em voz alta o Salmo, invocando o auxílio do G∴ A∴ D∴ U∴. Com a sua vibração, nos são revelados mistérios ocultos da Maçonaria, espiritualizando os símbolos que o cercam, numa ação de criatividade, sempre diferente para cada reunião que se inicia. As palavras do Salmista devem penetrar no íntimo de cada irmão, fazendo desaparecer o homem profano, transformando as dificuldades da vida em momentos de profunda paz. Necessitamos de momentos de recolhimentos onde possamos encontrar misticismo, religiosidade, amor fraterno, que são alimentos de nossa dimensão espiritual.

O LANDMARK XXI diz que é indispensável a existência no Altar de um Livro da Lei – o livro que se supõe, conforme a crença, conter a verdade revelada pelo G∴ A∴ D∴ U∴. Dependendo da situação geográfica da Loja, da cultura e crenças dos que a compõem, o Livro Sagrado pode variar de nome, como por exemplo: "TORÁ", para os maçons judeus, o “AL CORÃO” para os maçons Mulçumanos, ou o “BHAGAVAD-GITA” para os Hindus.

O livro “TORA” dos judeus é o mesmo que a Bíblia dos Cristãos, mas sem os livros do Novo Testamento.


O “ALCORÃO” é o livro dos Mulçumanos, cujos ensinamentos são atribuídos a Maomé. Divide-se o livro em 144 capítulos e foi escrito por Abu-Bekr, após a morte de Maomé. É um conjunto de normas morais e preceitos dogmáticos e fonte única do direito, da administração e da moral, ética e outros da cultura mulçumana. Admite e predestinação, mas atribui ao homem a responsabilidade de suas ações.


O “BHAGAVAD-GITA” faz parte da volumosa epopéia indiana do Mahabharata, que abrange milhares de versos. Possui 770 versos, distribuídos em 18 capítulos e que constituem os grandes livros espirituais da humanidade do Oriente. Narra, de forma simbólica, a história evolutiva do homem.

A BÍBLIA é o Livro Sagrado dos povos de origem Cristã, mais precisamente os do Ocidente. É um conjunto de 72 livros, divididos em Antigo e Novo Testamento. O Antigo Testamento narra a criação do homem e toda história do povo israelita. É onde encontramos os salmos. O Novo Testamento traz a história de Jesus, narrada por seus apóstolos e onde se encontra a vida de São João Batista, patrono dos maçons.

Essencialmente, a Bíblia é um Livro Sagrado, não um texto religioso desta ou daquela igreja ou comunidade. Ela é também o livro de todos os cristãos protestantes e reformados, e foi – em oposição aos escolasticismo da Baixa Idade Média – precisamente o que originou a Reforma. Igualmente é a fonte da Igreja Ortodoxa (grega, russa, turca) e das igrejas cristãs do Oriente Médio. É também o livro mítico, cosmogônico e metafísico em que se baseou a Tradição Judaica, e igualmente a Islâmica. Isto equivale a dizer, três das cinco maiores tradições civilizadoras da humanidade, que ainda permanecem oficialmente vivas. Essas três tradições são as que moldaram a cultura do Ocidente, junto com a civilização greco- romana, e que é a nossa cultura, onde aprendemos tudo através de seus esquemas e estruturas de pensamento. Estes textos exerceram e exercem papel fundamental em nossa formação.

Sobre seu valor histórico, que não se contrapõe de nenhuma forma ao esotérico, destacamos o fato que a Geologia, a Astrologia, a Lingüística e, em geral, as investigações realizadas neste século, confirmam o descrito em suas páginas. Lembrando que nossa oficina é o Templo de Salomão, imagem bíblica do cosmos, do qual a Bíblia nos dá justas e exatas medidas.

Todos estes são motivos justos e perfeitos, em nosso entender, para que respeitemos devidamente os símbolos de nossa Oficina, especialmente o Livro Sagrado, que é verdadeira pegada da divindade sobre a Terra. Temos então as Sagradas Escrituras como fonte credenciada dos conhecimentos históricos e místicos da Maçonaria, e ao ler seus livros nota-se quão estreitas são as relações desta coletânea de documentos com os Rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Dentro do nosso rito, no Grau de Aprendiz, o salmo escolhido para o início dos trabalhos é o de número 133, que é o Cântico da Peregrinação de Davi ou a Bem Aventurança da Fraternidade.

“Como é bom e agradável irmãos viverem unidos.

É como óleo precioso sobre a cabeça,
a descer pela barba, pela barba de Aarão, 
que desce sobre a gola de suas vestes.
É como o orvalho que desce do Hermon 
sobre os montes de Sião.
Pois ali o Senhor despensa a benção:
vida para sempre.”

É uma oração, pois nele se reconhece a ação de Deus naqueles que vivem em comunhão – comum união – em comunidade. É também uma meditação de estilo sapiencial, que celebra a fraternidade entre irmãos de sangue (dimensão familiar) ou entre povos (dimensão internacional ou eucumênica). Os Salmos sapienciais têm o mérito de apresentar grandes sínteses a respeito dos valores que movem a vida das pessoas, dos grupos, da humanidade inteira.

O Salmo se apresenta da seguinte forma: uma afirmação – como é bom e agradável os irmãos viverem unidos; duas comparações – é como o óleo fino e como o orvalho de Hermon; e uma conclusão: porque ali Javé manda a benção e a vida para sempre.

A afirmação tem sabor de bem-aventurança ou proposta de felicidade. Em hebraico, para falar de felicidade, usa-se a palavra “tob”, traduzida neste salmo com o adjetivo “bom”. Viver unidos como irmãos é a melhor maneira de encontrar a felicidade.

Quanto às comparações, a primeira fala do óleo fino ou perfumado derramado sobre a cabeça, descendo sobre a barba e a gola das vestes de Aarão, o pai do todos os sacerdotes de Israel. Para se entender melhor o significado, existem detalhes como o do povo daquela épica que por razões culturais ou por escassez de água não tomava banho com freqüência, razão pela qual ungiam o corpo com óleo perfumado. Além de refrescar e perfumar, esse “banho” tonificava a pele em tempos de calor ou em regiões de baixa umidade. Mas no Salmo Aarão está vestido, o que pode significar uma unção sagrada, uma espécie de consagração com o azeite perfumado, normalmente usado pelos sacerdotes. Vê-se então a primeira imagem: a fraternidade é um sacerdócio, uma unção que refresca e refaz a vida. A Fraternidade é fruto do desabrochar do Espírito Maçônico em toda sua plenitude. Nesse clima aconchegante e suave para a percepção espiritual, desenvolvem-se espontaneamente a cooperação recíproca, a solidariedade, a tolerância, a participação, a solicitude, a confiança mútua, a relação FRATERNA entre os irmãos.

A Segunda comparação fala da descida do orvalho do Hermon sobre os montes de Sião. Para entender esta comparação, é necessário conhecer um pouco daquela região. O monte Hermon, na fronteira Norte do território de Israel, carrega neves eternas em seu topo. De manhã, as encostas dessa montanha costumam acumular abundante orvalho. A umidade dos ares de Hermon desce para a Judéia, refrescando o clima em Jerusalém e nas colinas que a cercam, provocando névoas, nuvens e chuvas. Se o azeite perfumado falava de sacerdócio e de unção, o orvalho fala de fecundidade e vida.

A conclusão deixa de lado azeite e orvalho, focando a Fraternidade. Por causa dela, Javé manda a benção e a vida para sempre. Aqui acontece algo novo: a benção não depende dos sacerdotes. Javé abençoa mediante um novo sacerdócio, chamado Fraternidade. E por ela comunica sua vida. Sua benção chega quando o mundo for uma grande “aldeia de irmãos”, e é o que a maçonaria pretende formar. A Maçonaria tem por meta universal o aperfeiçoamento Moral, Intelectual e Espiritual da Humanidade, tendo por fins supremos a Fraternidade entre os Homens, a Liberdade de consciência e a Igualdade de direitos. Ela une homens livres e de bons costumes para conviverem fraternalmente. Nota- se que a Fraternidade é um dos maiores ideais da Maçonaria.

O Salmo nos mostra, em poucas palavras, o que é mais importante na vida, o que gera felicidade: o querer bem, vivendo na Fraternidade. Isso é benção e vida para sempre.

Rezamos o Salmo 133 quando buscamos valores que orientam nossa vida: sonhando com uma sociedade justa e perfeita onde reina a fraternidade dentro de casa, entre grupos, entre povos; rezamos ecumenicamente crendo que temos um único Deus e Pai, o G∴ A∴ D∴ U∴; quando queremos sentir-nos abençoado por Ele; quando amamos e nos sentimos amados.

Este Salmo é uma Oração de Louvor para despertar nosso amor para com Deus, que leva o homem à íntima união com Ele e efetua a Fraternidade na vida comunitária, tornando-a fecunda através das instituições. Dentre as instituições, encontra-se a Maçonaria Universal, que é uma instituição leiga, eclética, adogmática, que reúne homens livres e de bons costumes para conviverem fraternalmente como irmãos, buscarem o auto- aperfeiçoamento e promoverem o Bem. É uma instituição essencialmente Iniciática, Filosófica, Educativa, Filantrópica, Progressista e Evolucionista.

Fonte: JBNews - Informativo nº 281 - 05.06.2011

QUE MISTÉRIOS TEM A MAÇONARIA?

QUE MISTÉRIOS TEM A MAÇONARIA?

O título deste artigo encerra em si uma dualidade proposital. Por um lado, pode ser tomado como irônico, pois faz uma alusão à forma sensacionalista como a maçonaria repetidamente é tratada por grande parte dos meios de comunicação de massa – como ‘misteriosa’, cheia de segredos e símbolos estranhos. Entretanto, a maçonaria de fato encerra em sua filosofia antigos mistérios, revelados apenas aos seus membros.

Por incrível que pareça, em pleno ano de 2010 muita gente ainda não faz idéia do que é a maçonaria, a despeito das toneladas de informação sobre essa instituição que circulam nas livrarias e, em maior volume ainda, na internet. Muitos acham que ela é uma sociedade secreta, embora funcione em prédios nas principais avenidas das cidades e tenha personalidade jurídica constituída normalmente, como qualquer outra organização. Outros acreditam em toda aquela bobagem de satanismo, gerada por uma combinação perigosa de falta de informação e intolerância. A maçonaria segue então com seu estereótipo misterioso para a maioria da população, atmosfera reforçada notadamente pelo caráter privativo de suas reuniões, que acontecem literalmente à portas fechadas.

Mas que mistérios serão esses que a maçonaria supostamente esconde das massas? Para entendermos melhor, é necessária uma compreensão mais aprofundada da palavra ‘mistério’. O dicionário Michaelis lista vários significados para este vocábulo. A maioria é relacionada com ‘segredo’ ou ‘algo de difícil compreensão’. Outras conotações surgem dentro do escopo religioso, especialmente o cristão. Mas a mera significação não é suficiente para entender a magnitude do conceito maçônico deste termo. Para isto, vamos pedir ajuda à filosofia, em particular, à filosofia do mundo antigo, que é a origem de muitos dos conceitos usados e estudados na maçonaria até hoje.

No antigo Egito e Grécia, sábios criavam centros de instrução onde candidatos que quisessem participar deveriam provar seu merecimento antes de serem admitidos. Este processo para o acesso chamava-se iniciação, e os centros chamavam-se escolas de mistérios. O faraó Akhenaton, que iniciou seu reinado no Egito por volta do ano 1.364 a.C., e Pitágoras, filósofo e matemático grego nascido em 570 a.C., foram exemplos de pensadores que fundaram tais escolas. Os ensinamentos eram repassados em um ambiente privativo, longe dos olhos e ouvidos das massas, e versavam sobre matemática, astronomia, artes, música e ainda religião e espiritualidade. O próprio Cristo mantinha um círculo interno de discípulos – os doze apóstolos – a quem ensinava sua doutrina com maior profundidade. Quando falava para as massas, Jesus usava uma linguagem mais simples, em forma de parábolas, para facilitar o entendimento. Disse Ele: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas”(Mateus 7:6), em uma clara referência de que nem tudo é para todos.

Hoje em dia, muitos dos conhecimentos destes antigos grupos continuam sendo ensinados, mas os locais não são mais ocultos. A antiga sabedoria dos iniciados deu origem a muitas das disciplinas comumente ministradas nos colégios e universidades. Graças às escolas de mistérios, a ciência se desenvolveu, mesmo nos períodos mais negros da história, e chegou em um nível de complexidade que, certamente, para os antigos seria visto como, no mínimo, surpreendente – talvez até inimaginável.

Portanto, concluímos que os mistérios mencionados no simbolismo maçônico são um corpo de ensinamentos, repassados aos seus membros de forma tradicionalmente inspirada nos antigos métodos das escolas de mistérios. É certo que há uma corrente dentro da maçonaria que defende que essas escolas eram, na verdade, a própria maçonaria em sua forma primitiva; entretanto, estas suposições carecem de comprovações históricas e a maioria dos autores modernos concorda que a maçonaria, na verdade, herdou o método antigo, tornando-se depositária de sua sabedoria.

Mas se a explicação da origem desses mistérios é simples assim, por que a maçonaria não permite então que qualquer pessoa adentre seus templos e compartilhe desse conhecimento? Qual o sentido das portas fechadas, dos rituais e dos símbolos desenhados nas fachadas de seus prédios e vestes de seus membros? A resposta é, novamente, a tradição. Os maçons formam um grupo muito antigo, cuja origem histórica deu-se em uma época tumultuada e confusa da humanidade – a idade média. Nessa época, as monarquias, geralmente aliadas ao clero, não estavam dispostas a dividir seu poder de influência com mais ninguém. Assim, a perseguição a grupos considerados subversivos tornou-se uma obsessão, resultando no assassinato de centenas de milhares de pessoas. A chamada ‘caça às bruxas’ era um mecanismo de controle pelo medo, e a religião, através da manipulação dos conceitos das Sagradas Escrituras, exercia um domínio da sociedade extremamente eficaz. Some-se isso ao fato de a maioria do povo não saber ler nem escrever, e pronto: estava formado o panorama perfeito para a instalação de uma tirania. Os maçons e outros grupos de pensadores, como os rosacruzes, tiveram que ocultar seus conhecimentos e manter suas opiniões em segredo – nessa época, as ordens iniciáticas eram mesmo sociedades secretas, cuja sobrevivência dependia do grau de invisibilidade que eram capazes de manter na sociedade dominada pelo poder virtualmente ilimitado dos déspotas políticos e religiosos.

Hoje a maçonaria não tem mais a necessidade de ocultar suas atividades. Aliás, na grande maioria dos países que substituíram os regimes absolutistas pela democracia, os maçons estavam entre as fileiras dos responsáveis por tais mudanças. Acontece que, sendo a ordem maçônica uma instituição que preza muito por sua própria história, mantém ainda sua tradição herdada das escolas de mistérios, onde o candidato a tornar-se maçom e ser recebido em uma loja deve provar ser merecedor de tal aceitação. Mas iniciação hoje adquiriu um caráter simbólico, e já não repete os penosos sacrifícios da antiguidade. Para se ter uma ideia, na já mencionada Escola Pitagórica, o recém-admitido não poderia proferir uma só palavra por cinco anos. Cinco anos no mais absoluto silêncio! Práticas como essa ficaram para trás, e a ordem nunca esteve tão aberta como atualmente. Praticamente toda loja maçônica conta com uma página na internet ou nas redes sociais, onde divulga textos e fotos de suas atividades. Muitos maçons fazem questão de salientar sua condição, ostentando anéis, pingentes ou broches com emblemas. E aquele que demonstrar interesse em ser iniciado tem toda a liberdade de declarar seu propósito de fazer parte da ordem. É válido ressaltar que, apesar de práticas mais radicais terem sido deixadas de lado, o processo de admissão ainda é bastante rigoroso, pelo simples fato de que, para a maçonaria, o importante não é a quantidade de membros e sim a qualidade destes. Depois de uma conversa explicativa inicial, sindicâncias e entrevistas são conduzidas por maçons experientes, no intuito de avaliar o grau de interesse verdadeiro, bem como as qualidades de um ‘homem livre e de bons costumes’, além da crença em um Ser Supremo – prerrogativa obrigatória para a concretização da afiliação.

Tendo desenvolvido uma filosofia e método próprios de instrução ao longo dos anos, a maçonaria tem mantido seu caráter simbólico e iniciático através dos séculos. A beleza de ensinar e aprender através de alegorias é algo que, atualmente, só pode ser vivenciado no interior de uma loja maçônica. A história da ordem e sua sabedoria está encerrada em seus rituais e suas lendas, que são passadas de maçom para maçom, da maneira antiga – por via oral. No interior de templos ornados com símbolos arcanos, homens que se tratam uns aos outros como irmãos buscam lapidar seus espíritos. Os pedreiros de hoje erguem edifícios simbólicos, cujos tijolos são as virtudes humanas, solidificadas em nossas atitudes diárias com a argamassa do estudo diligente e da perseverança no trabalho.

Muita coisa já foi desvelada, em livros e revistas abertos ao público, até mesmo propositalmente, para permitir que o preconceito dê lugar à compreensão nas mentes das pessoas. Mesmo o interior dos templos pode ser visitado com certa frequência por não-membros nas sessões públicas. Mas ainda há verdades ocultas para serem vislumbradas. Porém, ao contrário do que o senso comum imagina, elas não estão escondidas por códigos, escritas em livros ou desenhadas em símbolos; a descoberta do verdadeiro segredo da maçonaria acontece mesmo é no silêncio do coração de cada maçom, de acordo com sua própria evolução mental e espiritual, com desdobramentos que influenciam sua vida e as vidas das pessoas que o cercam – e isso é, verdadeiramente, o grande mistério da ordem.

Fonte: https://baudeossos.wordpress.com/

sábado, 4 de junho de 2022

O LUGAR DA ESTRELA FLAMEJANTE

O LUGAR DA ESTRELA FLAMEJANTE
(republicação)

Em 02/09/2017 o Irmão Ordálio Frizzo, Companheiro Maçom da Loja Saldanha Marinho, 1601, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

Logo após minha elevação e tendo contato com os trabalhos do Grau levantei uma dúvida sobre o posicionamento da Estrela Flamejante em Loja.

No templo que utilizamos existe uma estrela no centro geométrico disposta no teto como se fosse uma luminária, porém, ao preparar o templo colocamos um painel na parede na Coluna do Norte e que é acesa logo após serem acesas as velas.

Nas Instruções desse Grau vi que a Estrela deverá ter uma ponta apontada para cima o que justificaria sua colocação na parede cumprindo assim o que indica o Procedimento Ritualístico.

Minha pergunta. Procede colocarmos o painel na parede ou apenas a estrela do teto fará esse papel? E ainda, o momento de acendermos o painel (ou o teto) deverá ser logo após acendermos as velas ou há algum outro momento correto para isso?

CONSIDERAÇÕES:

A resposta anteriormente enviada já responde propriamente a essas questões, porém nunca é demais aproveitar a oportunidade para se mencionar alguns aspectos relativos à posição da Estrela Flamejante no REAA⸫.

O Pentagrama (estrela de cinco pontas) fica situado no teto da Loja - dele pendente ou nele fixado - sobre o lugar do Segundo Vigilante. Esse local corresponde ao meridiano do Meio-Dia donde o Vigilante ao Sul observa a passagem do Sol. 

Isso pode ser perfeitamente constatado na dialética ritualística pertinente à abertura dos trabalhos – essa passagem corresponde ao Sol na posição zenital ao Meio-Dia e no ocaso, emblematicamente à Meia-Noite.

Como já comentado em outra ocasião, a Estrela Flamejante é um símbolo de luz intermediária que fica situado entre o Sol (Oriente) e a Lua (Ocidente).
Como estrela hominal, ela não possui luz própria, portanto não recebe iluminação especial e nem possui representação para tal. 

Do mesmo modo, o Pentagrama nada tem a ver com acendimento de velas, até porque esse acendimento de velas não possui nenhuma cerimônia especial de cunho esotérico, senão a sua relação direta que indica o lugar das Luzes (menores) da Loja e a evolução iniciática do maçom. Assim também como não existe cerimônia para acendimento do painel, ou do teto (???).

Para a Estrela Flamejante não existe momento para o seu “acendimento”, até porque essa iluminação não é prevista, pois o Pentagrama não é um elemento emissor ou receptor de Luz. 

O termo “flamejante” por si só representa a alegoria do conhecimento humano em contraposição às trevas da superstição e da ignorância.

Para representa-la com o ápice para cima a Estrela não carece de colocação especial sobre a parede, pois no seu interior existe a letra G (Geometria) em posição de leitura, o que lhe dá de qualquer lugar sentido orientativo sobre qual é a sua parte superior e a sua parte inferior. O Ritual também não prevê a sua colocação sobre a parede Sul.

Simbolicamente a Estrela Flamejante representa o homem – a sua ponta para cima corresponde a cabeça, as duas pontas laterais (esquerda e direita) correspondem os membros superiores e as outras duas voltadas para baixo, os membros inferiores. Nesse sentido, o emblema estelar com um só o ápice voltado para cima concebe a naturalidade e a ordem das coisas na Natureza, já que em posição invertida, ela simboliza os aspectos da animalidade e do caos das trevas (bode). Como a Maçonaria é uma Obra de Luz, ela nunca adota a Estrela de modo invertido (de ponta cabeça).

Concluindo, não existe nenhuma luz para ser acesa que corresponda à Estrela Flamejante, assim como o seu lugar não é na parede Sul, porém no teto, sobre o ambiente reservado ao Segundo Vigilante. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE RUY BARBOSA

RUY BARBOSA DE OLIVEIRA (Salvador, 5 de novembro de 1849 — Petrópolis, 1 de março de 1923). Jurista brasileiro. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Morais. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Foi Iniciado de forma irregular (com menos de 21 anos). Sua Loja era vinculada ao GOBen-SP, hoje GOB.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 1º de julho de 1869 (Quinta-feira)

Loja: América nº 189, São Paulo, Brasil.

Idade: 19 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 73 anos de idade, vítima de paralisia bulbar.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

REFLEXÃO POLÍTICA SOB A ÓTICA DA MAÇONARIA

REFLEXÃO POLÍTICA SOB A ÓTICA DA MAÇONARIA
Elson Levi Eustáquio Pinto ***

Estamos às portas de mais uma eleição no Brasil. Brevemente estaremos visitando as urnas eleitorais e elegeremos, para mais um período de quatro anos, os legisladores das câmaras municipais e os futuros governantes dos municípios. Mais uma vez, vamos tentar escolher aqueles agentes públicos, de bom caráter, que promovam uma gestão transparente, tendo como missão o bem da comunidade em geral. Historicamente, temos assistidos que a gestão pública, sempre foi gerida de forma não republicana, longe dos princípios democráticos, cívicos e honestos.

Não é o momento, de tecer críticas aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mas é papel nosso, como cidadãos, através do voto, combater a decadência dos costumes e da moral. Para isso é importante saber se seus candidatos possuem os perfis necessários e que estejam engajados para tais fins.

O PAPEL SOCIAL DO MAÇOM

É fato e notório que ainda existe no país uma praga chamada corrupção, e a mesma está incrustrada em diversos setores da administração pública.

Afinal, somos Maçons! Não podemos assistir de forma indiferente e como se fôssemos impotentes perante toda esta situação. Portanto, é necessário que, levantemos nossa bandeira de mudanças, para combater esse quadro que distorce e maltrata a nossa sociedade. Temos que ter a consciência de que não haverá o tão sonhado desenvolvimento sustentável, se estamos convivendo com os atuais índices de diferenças sociais.

O nosso Irmão Maçom José Airton de Carvalho, sabiamente definiu o conceito de nossa Ordem com as seguintes palavras:

“A Maçonaria é uma Associação universal, filosófica e progressista, que procura inculcar em seus adeptos o amor à verdade, o estudo da moral universal, das ciências e das artes, desenvolver no coração humano os sentimentos de abnegação e de caridade, a tolerância religiosa e os deveres da família. Tende a extinguir ódios de raça, antagonismo de nacionalidade de opiniões, de crenças e de interesses, unindo todos os homens pelos laços de solidariedade e conjugando-os num terno afeto de mutua correspondência. Procura enfim melhorar a condição social do homem, por todos os meios lícitos, especialmente a instrução, o trabalho e a beneficência. Tem por divisa a liberdade, a igualdade e a fraternidade”.

Diante dessa afirmação, diversas perguntas a ser feitas para se refletir:

“A Maçonaria é ou não é, a instituição que, tem também, por objetivo tornar feliz a humanidade? “

“A Maçonaria deve desempenhar na sociedade seus ideais? “

“Estamos cumprindo a nossa missão como Maçom? ”

“Nosso trabalho tem gerado mudanças benéficas à estrutura da sociedade? ”

“O que temos feito para solucionarmos ou pelo menos abrandarmos os problemas sociais? “

É bem verdade que nós Maçons somos cidadãos e estamos inseridos na sociedade, portanto, também somos vítimas de toda esta situação. O postulado maçônico deve estar acima de nossas convicções pessoais, sendo esta a nossa verdadeira missão, pois faz parte de nossa filosofia, o sentimento de cooperação entre os homens. É muito comum dizer que em sessão maçônica não se discute religião, política e futebol, ou algum assunto fora da ritualística. Existe um equívoco na interpretação do papel da Maçonaria, como organização e no papel do Maçom, missionário no crescimento social

A Maçonaria é uma instituição, com seus princípios e ritos legais, não promove levantes e se abstém de se envolver em assuntos políticos e religiosos. Os Maçons são homens livres e dotados de conhecimentos que manifestam suas opiniões pessoais, alicerçados nos princípios da moralidade e do civismo, que podem influenciar a sociedade dando bons exemplos. Mas nada impede que, os mesmos, tenham opiniões pessoais, sobre suas preferências políticas, sobre suas crenças religiosas e/ou que tenha um clube/time do coração.

Ao longo da história, diversos fatos aconteceram, em que os Maçons foram os principais protagonistas. Como exemplos a Revolução Francesa, a independência americana, a independência de diversos países da América, a independência do Brasil, a abolição da escravatura, a proclamação da República e muitos outros.

Em palestra proferida, em 24/05/2007, o nosso irmão, cantor e compositor Zé Rodrix, diz “… o Brasil é nossa responsabilidade …

Ele cita exemplos do que acontece no Parlamento Brasileiro: “Lá existem as bancadas de evangélicos, de ruralistas, de mulheres, existe ainda até a bancada de criadores de cão de fila, onde os membros dessas bancadas sempre votam juntos, em matérias de seus interesses. ”

Ele disse, que naquela época, existiam 83 irmãos maçons ocupando cargos eletivos, entre o Senado e a Câmara dos Deputados.

Ele pergunta: “alguma vez, tais irmãos, se reuniram como Bancada Maçônica? ”

“E seria tão simples a Bancada Maçônica e se reunirem e votarem maçonicamente, em os assuntos de nossos interesses”…

Continuando, disse: “Mas a gente cometeu um engano. A gente ao invés de tirar os melhores homens, que temos aqui dentro da Maçonaria e levar para Brasília, isso não acontece, os irmãos Maçons são escolhidos aleatoriamente, e lá, em Brasília, alguém pergunta: quem quer ser Maçom? O cara levanta a mão e é aceito! A partir daí deixam que ele se prestigie com título de Maçom. Para nada? Para nenhuma ação benéfica? ”

“Política é outra coisa, assim como religião é outra coisa! ”

“Mas alguém em determinado momento, na história da Maçonaria, nos aconselhou que Maçom não discute política e religião”.

“Mas isso não é verdade, ao longo da vida da Maçonaria, foi sempre discutir a política e religião”.

“É bem verdade, em nome da ética, que não vamos discutir política partidária e religião sectária. Se seu partido político é melhor que o seu e nem a minha igreja é melhor do que a sua. “

“Mas o território da política e o território da religião, são exatamente onde a gente age, são os territórios que tem mais a ver com Liberdade, Igualdade e Fraternidade. ”

“Então, a gente vai abrir mão disso? ”

“Mas, aqueles caras que estão lá em Brasília, não estão nem aí. Eles estão lutando pelos os seus interesses! 

CONCLUSÃO

Vou tomar emprestado a definição, do irmão Thomas Jackson, em sua sobre “A postura da Maçonaria diante do futuro”, para ele: “A Maçonaria impactou o mundo tornando homens bons em homens melhores, estimulando o seu intelecto, incentivando a participar da melhoria da sociedade. Foi assim que os maçons perfeiçoaram a sociedade. A Maçonaria serviu de ferramenta educacional e forneceu o ambiente no qual os bons homens construíram ideias e criaram os ideais de uma sociedade democrática. O mundo só é o que é hoje porque a Maçonaria existe, e a Maçonaria só existe hoje porque assumiu a responsabilidade de aperfeiçoar os homens. (Pesquisa: Izautonio Junior)

Fonte: https://bibliot3ca.com

sexta-feira, 3 de junho de 2022

MOBILIÁRIO DO 1º VIGILANTE - ESTRADO MÓVEL

Em 15.10.2021 o Respeitável Irmão Alexandre Fortes, sem mencionar o nome da Loja, REAA, GOB-PI, Estado do Piauí, apresenta a seguinte pergunta:

ESTRADO "MÓVEL" LUGAR DO 1° VIGILANTE

No Ritual de Aprendiz Maçom do REAA, 2019, GOB, à p. 18, 2° §, há a seguinte descrição sobre estrado "móvel" do 1° Vigilante.

"No Ocidente, à frente da Coluna do Norte, há, sobre um estrado móvel de dois degraus, uma mesa retangular e o assento para o 1° Vig∴” (...)”. (destaque em negrito nosso).

Perguntas:

1 - Por que o termo "móvel"?

2 - Se é "móvel", em que situação ritualística deve-se "mover" o estrado do 1° Vigilante?

COMENTÁRIOS:

Nesse caso, o estrado móvel é uma peça de mobília da Loja que se pode mover. No caso do mobiliário do 1º Vigilante no REAA, o piso do estrado, em relação ao nível do chão do Ocidente fica dois degraus acima, enquanto que o do 2º Vigilante fica um degrau acima.

Para a ocupação de espaços utilizados para os trabalhos maçônicos, recomenda-se às Lojas que o mobiliário das mesas e altares não seja fixo, mas capaz se ser movido se necessário, a despeito de que o espaço da Sala da Loja é muitas vezes ocupado para trabalhos de vários ritos em dias diferenciados da semana.

Nesse sentido é sabido que a decoração de uma Loja para um determinado rito pode ser diferente da de outro.

Desse modo, sendo o mobiliário móvel é possível que as dependências do Templo se adequem às particularidades de cada rito que por ventura venha se servir do recinto.

Em relação ao que menciona o ritual do GOB, eu acredito que tenha sido mesmo um erro de impressão, pois não faz sentido que somente seja móvel o estrado concernente ao 1º Vigilante, já que relacionado ao do 2º Vigilante não há menção alguma nesse sentido. Acredito que o “estrado móvel” mencionado no ritual é mais uma obra do copiar e colar.

No tocante a sua questão, essas são as possibilidades para o estrado “móvel” que recebe a mesa e a cadeira que acomodam o 1º Vigilante. Fixo ou móvel, especificamente para o Rito em questão, não faz nenhuma diferença, desde que a cátedra do 1º Vigilante se alcance por dois degraus e a do 2º por um degrau.

Ao concluir chamo a atenção para outra contradição no ritual quando, fazendo referência ao 1ª Vigilante, ele menciona: “No Ocidente, à frente da Coluna do Norte, há, sobre...”. Ora, o estrado, a cadeira e a mesa do 1º Vigilante se situam “na Coluna do Norte” e não “à frente da Coluna do Norte”, pois a Coluna do Norte é todo o espaço situado à esquerda de quem entra, cujo cumprimento vai da parede ocidental até a grade do Oriente e sua largura do eixo do Templo (equador) até a parede Norte onde se situam as seis primeiras Colunas Zodiacais (topo da Coluna do Norte). Tudo o que estiver presente nesse espaço está na Coluna do Norte.

E.T. – Quando da edição dos novos rituais do GOB, esses equívocos serão corrigidos.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O ENSINAMENTO DO MAÇO

O ENSINAMENTO DO MAÇO
Sérgio Quirino

Primeiramente esclarecemos que apesar das diferenças simbólicas estruturais e de uso, o malhete e o maço, ambos têm em comum a função de suscitar em quem acompanha seus movimentos, a veneração por aquele que o manipula.

Diante de um “maço maior” a autoridade se manifesta pela força. Já o “malhete maior” é conduzido por uma autoridade conquistada pela sabedoria.

A pancada do malhete impressa pelo Venerável Mestre chama para si a atenção de todos para o fato de que o que vem a ser tratado será Verdade. Antes de sê-lo, o tema passou além da Pureza de origem, pela Luz, até chegar aos esclarecimentos necessários para o bom andamento dos trabalhos.

O Maço é a ferramenta que serve para golpear madeiras e pedras. Assemelha-se a um martelo, no entanto, a cabeça tem peso e dimensão maiores, por isto remete à força.

A destreza com o Maço está diretamente vinculada à estrutura física de quem o manipula. O golpear não apropriado pode dilacerar, amassar, destruir e até resultar a peça a um nada.

Aqui adentramos propriamente no tema. Há incontáveis “ferramentas” e “proposituras” a serem tomadas a partir de hoje. Ano encerrado e confraternizações realizadas, chega-se ao início do calendário de 2021. Vamos, então, torná-lo realmente útil.

Neste momento singular da História, nossa vida deve fixar seu amparo na energia da Coluna Dórica. Diante das incertezas, que sejamos resistentes, vigorosos, sóbrios e estejamos diretamente assentados na realidade, verdadeiro alicerce para as sólidas construções. Invoquemos a Força para levarmos adiante nossos Sãos Princípios e Propósitos.


PORÉM, OBSERVEMOS COM CUIDADO O MAÇO QUE VAMOS ESCOLHER PARA CUMPRIR O NOSSO TRABALHO! AVALIEMOS DETALHADAMENTE OS BÔNUS E OS ÔNUS.

Um “grande” e “poderoso” maço poderá causar grande impacto ou até uma poderosa e irreversível destruição.

Nossa Força deve se manifestar na vontade de realizar e no real conhecimento dos nossos limites e capacidades.

A Força mal administrada transforma o homem um bruto ou um tolo. Da mesma forma, assim é a escolha da ferramenta (maço) que usaremos. Um maço se torna pesado, não por conta de sua estrutura, mas pela força inadequada daquele que não sabe usá-lo.

PARA CONQUISTAR UM ANO DE REALIZAÇÕES EM 2021, FAÇAMOS, INICIALMENTE, UMA AUTOANÁLISE DO NOSSO POTENCIAL DE FORÇA.

EM SEGUIDA, OPTEMOS PELA ESCOLHA CORRETA DO PESO DE NOSSO MAÇO E; DE COMO E ONDE ATUAR PARA O PROGRESSO COLETIVO E DE ENLEVO PESSOAL.

Com a Força da sua determinação construa pedra por pedra o ano de 2021. Sua vida será sólida, segura e, naturalmente, a Beleza e a Sabedoria se juntarão a você.

Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, legítimo Construtor Social.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

quinta-feira, 2 de junho de 2022

ESTRELA FLAMEJANTE

ESTRELA FLAMEJANTE
(republicação)

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Ozir Bottega, Loja Saldanha Maninho, 1601, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, solicita a seguinte informação:

Há uma polêmica em torno da estrela disposta na Coluna do Sul. O Irmão poderia, por gentileza, esclarecer se a mesma deve estar iluminada (acesa) em todas as sessões, independente do Grau?

CONSIDERAÇÕES:

A Estrela Flamejante é objeto de estudo do Companheiro Maçom. De origem pitagórica ela é a estrela hominal e não é elemento astronômico quando posicionada na abóbada do Templo. 

Por ser considerada uma luz intermediária, ela se situa no meridiano do Meio-Dia, pendente ou fixada no teto sobre o lugar do Segundo Vigilante.

Pela posição estabelecida entre o Sol no Oriente e a Lua no Ocidente é que a mesma recebeu a designação de ser um símbolo intermediário.

Foi dada a essa posição, dentre o Sol e a Lua, que algumas instruções maçônicas antigas consideram-na como um astro emissor de uma luz cálida, ou seja, que recebe e reflete luz do astro rei e do satélite natural do nosso Planeta. Por essa razão é que alguns rituais do passado previam o ato de iluminar a Estrela Pentagonal.

Na realidade essa iluminação especial não faz nenhum sentido sob a óptica doutrinária, já que a importância alegórica da Estrela está mesmo na sua característica hominal e de posição intermediária, o que explica ser ela um símbolo da matéria humana em busca de aperfeiçoamento e conhecimento transcendental. 

Sob a concepção doutrinária do REAA⸫ na busca da Grande Obra, ou a Obra do Sol, o aperfeiçoamento entre a matéria e o espírito se dá pela purificação dos elementos e pela aplicação da Quinta Ciência (Geometria). 

Assim, as características físicas de iluminação da Estrela Flamejante no teto não é realidade no Templo, mas apenas uma alegoria simbólica que a envolve. O próprio adjetivo “flamejante” ou “flamígera” já designa o caráter da Estrela, sem que com isso ela necessite ser literalmente iluminada (acesa).

A despeito desses econômicos comentários, o próprio ritual do GOB não prevê iluminação especial para a Estrela Flamejante, portanto o ato de iluminá-la não está previsto em nenhuma situação, mesmo que em trabalhos do Segundo Grau.

Obrigatório mesmo é que o Pentagrama se apresente em Loja com um dos seus ápices apontados para cima e tendo a letra “G” no seu centro.

A Luz simbólica está na sabedoria do homem aplicada na maturidade humana e não como um elemento físico de um símbolo.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

TRÊS PONTOS

TRÊS PONTOS
(republicação)

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Elton dos Santos Gregory, Loja Solus, 196, Grande Loja do Estado do Rio Grande do Sul, sem mencionar o nome do Rito e Oriente, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão:

Em conversa com um Aprendiz também da Grande Loja, mas integrante da Loja Obreiros de Israel, ficamos na dúvida do significado do quadrado com os três pontos em seu interior, que é colocado no Livro do Chanceler, quando apomos nosso ne varietur.

Se possível esclarecer-nos, ficamos muito gratos.

CONSIDERAÇÕES:

O que eu não entendi bem é esse “quadrado com três pontos”. O que me intriga é o “quadrado”. Deixando o “quadrado” de lado, vamos às considerações relativas aos “três pontos”.

Na realidade os três pontos em forma de um delta (um ápice voltado para cima) é uma forma de abreviatura maçônica e, ao mesmo tempo, também uma forma de identificação que alguns maçons usam colocando-os logo após a sua assinatura.

Embora muito usado entre os maçons especulativos, esse costume não é unânime na Maçonaria Universal, sendo mais comum o seu uso na Maçonaria de vertente latina – é o caso da brasileira. 

A vertente maçônica que usa a tripontuação triangular como abreviação, tem a mesma como um modo de indicar onde uma palavra sofreu apócope (foi cortada).

Na verdade a tripontuação triangular como abreviação atualmente acabou perdendo a sua originalidade e se tornou até certo ponto banal pelo seu excesso de uso em muitos textos que envolvem concepções sobre Maçonaria.

Historicamente esse tipo de abreviatura foi estabelecido em tempos passados com a intenção de se prevenir contra os cowans bisbilhoteiros, cujo método servia exclusivamente para elaborar escritos compreensíveis apenas àqueles que verdadeiramente compreendiam a “Arte”. 

Esse sistema de abreviação, na intenção de dificultar a sua compreensão, era também usado em se invertendo às vezes a disposição das sílabas das palavras em apócope, cujos três pontos lhe eram colocados na forma de um delta ou mesmo distribuídos na horizontal (em forma de reticência).

Vale a pena mencionar que a Maçonaria anglo-saxônica comumente usa como abreviação a monopontuação em lugar da tripontuação triangular, porém com bastante critério, utilizando-se desse método apenas por necessidade premente. 

Já na França, segundo Alec Mellor nos informa in Dictionaire de La Franc-Maçonnerie et des Franc-Maçons, Paris, 1978, essa prática é abusivamente usada, o que deu inclusive origem à expressão pejorativa “Irmãos três pontos” aos Francomaçons. 

José Castellani, mencionando o mesmo Alec Mellor (autor reconhecidamente fidedigno em todo o mundo maçônico) nos informa: “no século XVIII, quando foi introduzida a tripontuação, em documentos franceses, eles, algumas vezes, eram dispostos em linha horizontal (...) e até em outras posições, já que não havia padronização”. 

Mais tarde, entretanto, o costume de tripontuação em forma de um delta (triângulo) viria se firmar na Maçonaria francesa.

No Brasil, e mesmo na América espanhola, esse costume de abreviação tripontual triangular acompanharia o costume da Maçonaria francesa, já que naquela época, a França, não só na Maçonaria, ditava a moda em quase todo o mundo.

Os três pontos como abreviação, em princípio eram usados apenas para indicar onde havia sido feito o corte nas palavras - na apócope. 

Somente a posteriori é que os “três pontos” seriam também colocados após a assinatura visando identificar um maçom, cujo costume é comum entre nós até os dias de hoje – é o caso da tripontuação que acompanha o “ne varietur” no Livro de Presença na Loja.

Como abreviatura, é comum também no Livro de Presenças a tripontuação triangular que identifica o grau simbólico do maçom. Exemplo A⸫M⸫, C⸫M⸫ e M⸫M⸫, reservando-se também ao título distintivo dado ao Mestre Maçom Instalado como M⸫I⸫.

Salvo as apócopes como meio sigiloso de escrita maçônica, é certo que nunca houve entre os antigos maçons a preocupação de se identificar como tal (colocar três pontos após a assinatura), já que naquela época isso só poderia lhes trazer dissabores, sobretudo após a publicação da bula papal In eminenti apostolatus specula, de Clemente XII de abril de 1738, ao contrário da atualidade onde vemos muitos maçons brasileiros que exageradamente andam enfeitados com penduricalhos maçônicos, só faltando mesmo sobre eles um letreiro em néon anunciando: “eu sou maçom”.

Há que se destacar ainda que além das abreviaturas para ocultar escritos maçônicos em épocas de perseguições, era costume entre os maçons o uso de um nome simbólico no intuito de ocultar o seu verdadeiro nome. Essa prática, entretanto caiu em desuso à medida que a liberdade individual e coletiva ia sendo assegurada, só sendo mantida atualmente em alguns círculos maçônicos a exemplo do Rito Adonhiramita.

Assim, genuinamente, a tripontuação, originária da vertente francesa de Maçonaria, surgiu no século XVIII com a finalidade de dificultar a compreensão do texto aos não maçons que porventura viessem ter acesso a documentos maçônicos. 

A técnica dessa abreviação consiste em indicar por três pontos, geralmente em forma de um delta, a supressão de um fonema ou sílaba de uma palavra que, em Maçonaria de vertente francesa, ocorre geralmente após uma consoante e dobrando a letra inicial em caso de plural, a despeito que em alguns títulos, a apócope possa ocorrer igualmente logo após a sua primeira, ou primeiras letras, se for o caso. Exemplo A G⸫ D⸫ G⸫ D⸫ U⸫.

Como explicado, a tripontuação não é original quando se tratar de identificar a assinatura de um maçom, entretanto esse já é considerado costume consuetudinário e largamente usado por maçons praticantes de Maçonaria de vertente latina (conquanto isso seja facilmente imitado por muitos profanos).

Em síntese, no que diz respeito às abreviações na Maçonaria para tornar textos compreensíveis somente aos maçons, existem inúmeras técnicas que não ficam restritas apenas a apócopes por unipontuação ou tripontuação. Muitas práticas nesse particular seguem, às vezes, os costumes e a linguagem genuína de uma região onde é praticada a Maçonaria – essa é uma observação importante e deve ser efetivamente considerada.

Concluindo, é oportuno mencionar que na atualidade esses costumes somente são mantidos para preservar a sua tradição. Não faz sentido na atualidade o abuso desordenado dessa prática como muitas vezes alguns o cometem. É fantasia também e não existe nenhum compromisso com a originalidade maçônica o que alguns autores dissertam em ilações tenebrosas dando significados ocultos e místicos à tripontuação. Isso é pura invenção. Os três pontos verdadeiramente só indicam, por primeiro, onde uma palavra foi cortada e, em segundo, sugerem a identificação de um elemento como pertencente à Maçonaria. Portanto, não existe para essa tripontuação triangular nenhum significado místico, oculto ou esotérico.

E.T. – Os vocábulos “unipontuação” e “tripontuação” são neologismos utilizados especificamente nesse texto na intenção de identificar dois substantivos no contexto das considerações.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

ALGUMAS PERSONALIDADES HISTÓRICAS QUE FORAM MAÇONS

ALGUMAS PERSONALIDADES HISTÓRICAS
QUE FORAM MAÇONS












  • Abbott, Sir John, J. C. Primeiro-ministro canadense 1891-1892. Iniciado na Loja St. Paul's, No. 374, E.R., Montreal, 1847.
  • Aldrin, Edwin Buzz. Astronauta americano e membro da primeira equipe a pousar na Lua. Grau 33°. Montclair Lodge No. 144 New Jersey.
  • Allende, Salvador. Presidente do Chile. Loja Progresso No. 4, Valpariso, em 1935.
  • Appleton, Sir Edward Victor. Médico inglês. Prêmio Nobel de medicina em 1947. Isaac Newton Lodge, No. 859, Cambridge.
  • Armstrong, Louis. Músico de jazz. Lodge of Montgomery No. 18, PHA, New York.
  • Arne, Thomas Augustine. Compositor inglês, autor de "Rule Britannia".
  • Arnold, Benedict. General e herói da Revolução americana. Membro filiado da Hiram Lodge No. 1, New Haven CT.
  • Ashmole, Elias. Membro fundador Royal Society e tornou-se um dos primeiros Maçons especulativos em Warrington, Lancashire, em 1646.
  • Ataturk, Mustapha Kemal. Presidente da Turquia 1923-1938. Membro da Loja italiana, Macedonia Resorta e Veritus.
  • Austin, Stephen. "Fundador do Texas". Louisiana Lodge No. 109, St. Genevieve, Missouri.
  • Autry, Gene. Ator de cinema. Catoosa Lodge No. 185, Catoosa, Oklahoma.
  • Basie, William "Count". Pianista americanot, Wisdom Lodge No. 102 PHA, Chicago and Shriner, New York.
  • Beard, Daniel Carter. Fundador do Scotismo nos EUA. Mariners Lodge No. 67, New York City.
  • Benes, Eduard. Presidente da Czechoslovakia 1935-1938. Lodge Ian Amos Komensky No. 1, Praga e Lodge Pravda Vitezi.
  • Berlin, Irving. Compositor americano. Shriner e Rito Escocês. Munn Lodge No. 190 New York City.
  • Bolivar, Simon. Libertador sulamericano. Iniciado em Cadiz, Espanha. Envolveu-se com os Knights Templar e o Rito Escocês e fundou a Loja Ordem e Liberdade No. 2 no Peru.
  • Bonaparte. Jerome, Joseph, Louis & Lucien. Todos os 4 irmãos de Napoleão eram Maçons, apesar de o Imperador não ter sido.
  • Bongo, Omar. Presidente do Gabão. Grão-Mestre da Grande Loja do Gabão em 1983.
  • Borgnine, Ernest. Ator americano, Abingdon Lodge No. 48, Abingdon, Virginia.
  • Boswell, John. Laird (Lord) of Auchinleck. O primeiro maçom especulativo que se tem notícia oficial - 1600 AD, Edinburgh.
  • Brant, Chefe Joseph. Moicano e principal Chefe das Seis Nações Indias. Hiram's Cliftonian Lodge No. 417 E.R. (M) London, UK.
  • Buchanan, James. 15° Presidente dos EUA. Veneravel da Lancaster Lodge No. 43, Lancaster, Pennsylvania.
  • Burns, Robert. Poeta escocês. St. David's Lodge No. 174, Tarbolton.
  • Byrd, Richard E. Almirante americano, aviador e explorardor. Federal Lodge No. 1 Washington DC e fundador da Antarctica Lodge No. 777
  • Cantor, Eddie. Ator americano. Munn Lodge No. 190, New York City.
  • Casanova, Giovanni. Aventureiro italiano e poeta. Feito Maçom em Lyon, França.
  • Chagall, Marc. Pintor russo. Vitebsk, Belorussia.
  • Chrysler, Walter P. Fundador da Chrysler. 32° Salina, Kansas. Cedar Lodge, Oshawa, ON, No. 270, GRC.
  • Churchill, Sir Winston Leonard Spencer. Estadista britânico e primeiro ministro. Studholme Lodge No. 1591 e Rosemary's Lodge No. 2851.
  • Citroen, Andre. Engenheiro automotivo francês. Lodge La Philosophie Positive, Paris.
  • Cody, William F. (Buffalo Bill). Desbravador americano. Platte Valley Lodge No. 15 Nebraska.
  • Cohan, George M. Compositor americano. Pacific Lodge No. 223, New York City. Shriner.
  • Cole, Nathanial, (Nat King). Cantor americano. Thomas Waller Lodge No. 49 PHA. Los Angeles.
  • Colt, Samuel. Industrial americano, fabricante de armas.
  • Cooper, Leroy Gordon. Astronauta americanao. Carbondale Lodge No. 82, Colorado.
  • Crockett, David. Desbravador americano.
  • De Mille, Cecil B. Diretor e produtor de filmes americano. Prince Orange Lodge No. 16, New York City.
  • Dempsey, W.H. "Jack". Lutador e campeão de boxe em 1919. Kenwood Lodge No. 800, Chicago Illinois.
  • Dermott, Laurence. Grande Secretário da Grande Loja dos Antigos da Inglaterra 1752-1771. Escreveu o Ahiman Rezon.
  • Diaz, Porfino. Presidente do México. Shriner.
  • Dole, Robert J. Senador. Russell Lodge No. 177, Russell, Kansas.
  • Doyle, Sir Arthur Conan. Escritor inglês, criador do Sherlock Holmes. Phoenix Lodge No. 257, Portsmouth, England.
  • Dunant, Jean Henri. Fundador da Cruz Vermelha, vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
  • Edward VII. Rei da Inglaterra. Grão-mestre da UGLE 1875-1901.
  • Edward VIII. Rei da Inglaterra. Household Brigade Lodge No. 2614. Grão mestre da UGLE em 1936.
  • Ellington, Edward Kennedy "Duke". Músico de jazz americano. Social Lodge No. 1 PHA, Washington DC.
  • Fairbanks, Douglas, Snr. Ator americano. Beverly Hills Lodge No. 528, California.
  • Fields, "W.C.", William Claude. Comediante americano e ator. E. Coppee Mitchell Lodge No. 605, Philadelphia PA.
  • Fitch, John. Inventor do barco a vapor. Bristol Lodge No. 25, Bristol PA.
  • Fleming, Sir Alexander. Bactereologista escocês e descobridor da Penicilina. Grande Oficial da UGLE.
  • Fleming, Sir Sanford. Engenheiro canadense e sirurgião. Criador dos fusos horários. St. Andrew's Lodge No. 16, Toronto, Ontario.
  • Fleming, Dr. Walter Millard. Médico americano, co-fudnador do Shrine. Rochester Lodge No. 660, Rochester NY.
  • Fletcher, Sir Banister Flight. Arquiteto inglês e pesquisador da área. Authors Lodge No. 3456, London England.
  • Ford, Gerald R. 38° Presidente dos EUA. Malta Lodge No. 465, Grand Rapids, Michigan.
  • Ford, Henry. Industrial americano. Palestine Lodge No. 357, Detroit MI.
  • Franklin, Benjamin. Estadista americano e inventor. St. John's Lodge Philadelphia PA.
  • Gable, Clark. Ator americano.Beverly Hills Lodge No. 528, California.
  • Garfield, James Abram. 20° Presidente dos EUA Columbus Lodge No. 246, Garrettsville, Ohio.
  • Garibaldi, Giuseppe. Revolucionário italiano e libertador. Tompkinsville Lodge No. 471, Staten Island NY. 33°. Grão-mestre do Grande Oriente da Italia.
  • George IV. Rei da Inglaterra. Grão-mestre da UGLE 1790-1813 quando ainda Principe de Gales.
  • George VI. Rei da Inglaterra. Grão-mestre da Escócia e Past-Grão-mestre honorário da UGLE. Iniciado na Naval Lodge No. 2612.
  • Gilbert, Sir William S. Poeta inglês e compositor, parceiro de Sir Arthur Sullivan. St. Machar Lodge No. 54, Aberdeen, Scotland.
  • Gillette, King C. Industrial americano e inventor da lâmina de barbear.
  • Glenn, John. Astronauta americano e senador, 33°. Concord Lodge No. 688, Concord, Ohio.
  • Goethe, Johann Wolfgang Von. Poeta alemão. Membro da Amalia Lodge, Weimar.
  • De Grey, George Frederick Samuel Robinson Earl. Governador-geral da Índia 1880-1884. Grão-mestre da UGLE 1870-1874. Industrial proprietário do chá Earl Grey Tea.
  • Grissom, Virgil "Gus". Astronauta americano, falecido no incêndio da Apollo 1. Mitchell Lodge No. 228, Indiana.
  • Guillotin, Joseph Ignace. Médico e humanitário francês, inspirador da máquina de decaptação que levaria o seu nome. Fundador do Grande Oriente de França.
  • Hall, Prince. Primeiro Maçom negro americano. Iniciado na Irish Military Lodge in 1775, Fundador da "Maçonaria Negra" - Prince Hall.
  • Harding, Warren G. 29° Presidente dos EUA Marion Lodge No. 70, Marion, Ohio.
  • Hardy, Oliver. Ator e comediante americano, parceiro de Stan Laurel. Solomon Lodge No. 20, Jacksonville, Florida.
  • Haydn, Franz Josef. Compositor austríaco. Loja Zur Wahren Eintracht, Vienna.
  • Hilton, Charles C. Fundador da cadeia de hotéis Hilton. William B. Warren Lodge No. 309, Chicago, Illinois.
  • Hoban, James. Arquiteto americano, projetista da Casa Branca original. Federal Lodge No. 1, Washington DC.
  • Hoover, J. Edgar. Advogado americano e chefe do FBI. Federal Lodge No. 1, Washington DC.
  • Hopkins, Sir Frederick Gowland. Biólogo inglês. Prêmio Nobel de medicina 1929. Descobridor da essência dos amino-acidos e pesquisador das vitaminas. Aesculapius Lodge No. 2410.
  • Houdini, Harry. Mágico americano e artista da fuga. St. Cecile Lodge No. 568, New York City.
  • Hussein, Rei da Jordânia (Past-Grão-mestre da Grande Loja da Jordânia)
  • Jackson, Andrew. 7° Presidente dos EUA. Harmony Lodge No 1, Nashville, Tennessee.
  • Jackson, Rev. Jesse. Harmony Lodge No. 88, PHA, Chicago, Illinois
  • Jenner, Edward. Médico inglês que descobriu o princípio da vacinação. Faith and Friendship Lodge No. 270, Berkeley UK.
  • Johnson, Andrew. 17° Presidente dos EUA. Greenville Lodge No. 19, Greenville, Tennessee.
  • Johnson, Lyndon B. 36° Presidente dos EUA. Johnson City Lodge No. 561, Johnson city, Texas.
  • Jolson, Al. Cantor americano e ator. St. Cecile Lodge No. 568, New York City.
  • Jones, Melvin. Negociante americano. Co-fundador do Lions International. Garden City Lodge No. 141, Chicago, Illinois.
  • Juarez, Benito - Presidente do México
  • Kent, Edward Augustus, Duque de. Pai da Rainha Vitória e último Grão mestre da Grande Loja dos Antigos da Inglaterra em 1813.
  • Kent, Principe Edward o Duque de. Grão-mestre atual da Grande Loja Unida da Inglaterra.
  • King, Charles. Biólogo americano, isolou a vitamina C. Whitman Lodge No. 49, Pulman, Washington.
  • Kipling, Rudyard. Escritor inglês, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Hope and Esperance Lodge No. 782, Lahore, India.
  • Lafayette, Marquês de, General francês, libertador dos EUA e membro dos revolucionários franceses.
  • Lindbergh, Charles. Aviador americano. Keystone Lodge No. 243, St. Louis, Missouri.
  • Lipton, Sir Thomas Johnstone. Mercador escocês de chá. Scotia Lodge No. 178, Glasgow.
  • Listz, Franz Von. Compositor húngaro. Loja Zur Einigkeit, Frankfurt, Alemanha
  • Lloyd, Harold C. Ator americano. Alexander Hamilton Lodge No. 535, Hollywood, California. A.A.O.N.M.S. Imperial Potentate.
  • MacArthur, Douglas. General de 5 estrelas.
  • Madison, James. 4° Presidente dos EUA. Hiram Lodge No. 59, Westmoreland County, Virginia.
  • Marshall, George C. General de 5 estrelas americano, criador do plano de reconstrução europeu.
  • Mayer, Louis B. Produtor americano e fundador da MGM. St. Cecile Lodge No. 568, New York City.
  • Mazzini, Giuseppe. Revolucionário italiano e membro da Unificação. Past Grão-mestre do Grande Oriente da Itália.
  • McKinley, William. 25° Presidente dos EUA Hiram lodge No. 21, Winchester, Virginia. Mark, R. Arch and Knight Templar.
  • Mesmer, Franz Anton. Físico austríaco que estudou os efeitos do Magnetismo, conhecido como Arte de Mesmerização, que mais tarde tornar-se-ia Hipnotismo.
  • Michelson, Albert Abraham. Físico americano. Mediu com sucesso a velocidade da luz, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1907. Washington Lodge No. 21 New York City.
  • Mix, Tom. Ator americano. Utopia Lodge No. 537, Los Angeles, California.
  • Montgolfier, Jacques Etienne. Inventor francês, desenvolveu o balão de ar quente. Loja Les Neuf Soeurs, Paris.
  • Mozart, Wolfgang Amadeus. Compositor austríaco. Loja Zur Wohltatigkeit., Vienna.
  • Olds, Ransom E. Engenheiro automotivo americano, criador da General Motors, através da divisão Oldsmobile. Capitol Lodge No. 66, Lansing Michigan.
  • Peary, Robert E.Explorador americano. Primeiro a atingir o Polo Norte. Kane Lodge No. 454, New York City.
  • Pedro I, Dom Antonio Pedro de Alcantara Bourbon. Imperador do Brasil e 2° Grão-mestre do GOB.
  • Pershing, John Joseph. General americano. Lincoln Lodge No. 19, Lincoln Nebraska.
  • Pryor, Richard. Ator e comediante americano. Henry Brown Lodge No. 22, Peoria, IL.
  • Pushkin, Aleksander. Poeta russo. Loja Ovid, Kischinev.
  • Ringling Brothers. Empresário americanos. Todos os sete irmãos eram membros da Baraboo Lodge No. 34, Baraboo, Wisconsin.
  • Robinson, "Sugar Ray". Lutador de boxe americano. Joppa Lodge No. 55 PHA, New York City.
  • Rodriquez, Abelardo L. Presidente do México.
  • Rogers, Roy. Ator e cowboy americano Hollywood Lodge No. 355, Hollywood, California.
  • Roosevelt, Franklin Delano. 32° Presidente dos EUA. Holland Lodge No. 8, NY City.
  • Roosevelt, Theodore. 26° Presidente dos EUA. Matinecock Lodge No. 806, Oyster Bay, New York State.
  • Rothschild, Natan Meyer. Banqueiro anglo-alemão. Emulation Lodge No. 21.
  • Sayer, Anthony. Primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Inglaterra.
  • Scott, Robert Falcon. Explorador inglês. Drury Lane Lodge No. 2127, London, UK. Also Navy Lodge 2612
  • Scott, Sir Walter. Poeta e escritor inglês, autor de Ivanhoe, The Talisman, etc. Saint David Lodge No. 36, Edinburgh.
  • Sellers, Peter. Ator inglês. Chelsea Lodge No. 3098, London, UK. Sibelius, Jan. Compositor finlandês. Suomi Lodge No. 1 Helsinki.
  • Sousa, John Philip. Compositor americano. Hiram Lodge No. 10, Washington DC.
  • Sullivan, Sir Arthur Seymore. Compositor inglês. Grão-mestre de Harmonia da UGLE.
  • Swift, Jonathan. Poeta irlandês e escritor, autor das Viagens de Gulliver. Probably Lodge No. 16, Dublin.
  • Taft, William H. 27° Presidente dos EUA. Kilwinning Lodge No. 356, Cincinnati, Ohio.
  • Truman, Harry S. 33° Presidente dos EUA. Belton Lodge No. 450, Belton, Missouri.
  • Twain, Mark. Escritor americano (Samuel L. Clemens). Polar Star Lodge No. 79, St. Louis, Missouri.
  • Voltaire, Francois Marie Arouet. Escritor francês e filósofo. Loja Les Neuf Soeurs.
  • Warner, Jack L. Produtor americano e um dos Warner Brothers. Mount Olive Lodge No. 506, Los Angeles, CA.
  • Washington, George. 1° Presidente dos EUA. Fredericksburg Lodge, Virginia.
  • Wayne, John. Ator americano. 33°. Marion McDaniel Lodge No. 56, Tucson, AZ.
  • Wellington, Arthur Duque de. General e estadista inglês. Derrotou Napoleão em Waterloo. Irish Lodge No. 494, Trim, Ireland.
  • Wilde, Oscar O'Flahertie Wills. Autor irlandês. Apollo Lodge No. 357, Oxford, UK.
  • William IV, Rei da Inglaterra, Plymouth Lodge, England, March 9th. 1786.
  • Wozniak, Steve. Co-fundador da Apple Computers, Charity Lodge #362, Campbell, CA Zanuck, Darryl F. Produtor americano. Co-fundador da 20th Century Fox. Mount Olive Lodge No. 506, Los Angeles.
Fonte: JBNews - Informativo nº 0172 - 15/02/2011

quarta-feira, 1 de junho de 2022

EXPOSIÇÃO E COBERTURA DO PAINEL DO GRAU - REAA

O Respeitável Irmão Marcio José da Silva, Loja União e Liberdade, 4601, REAA, GOB-BA, Oriente de Uruçuca, Estado da Bahia, formula a seguinte questão:

EXPOSIÇÃO E COBERTURA DO PAINEL DO GRAU

Minha dúvida é a seguinte: No momento em que o Mestre de Cerimônia vai expor/cobrir o painel do grau, ele deve fazer a circulação, ou seja, saindo do sul para o norte para depois passar pela retaguarda do painel e daí expô-lo ou cobri-lo, ou pode-se a fazê-lo diretamente quando ele deixar o bastão no suporte, sem precisar circular?

CONSIDERAÇÕES:

Para expor o Painel da Loja – Como a Loja já está aberta, há circulação. Assim, o Mestre de Cerimônias deixa o seu bastão e se dirige pelo Sul até a frente do Painel (sobre o eixo do Templo) e expõe o Painel na forma de costume. De retorno ao seu lugar, ele sai da gente do Painel, segue pelo Norte, cruza o eixo em direção ao Sul pela retaguarda do Painel e se coloca no seu lugar em Loja.

Para cobrir (fechar) o Painel da Loja – Como nessa ocasião a Loja já está fechada, o Mestre de Cerimônias deixa o seu bastão e se dirige do Sul até a frente do Painel (caminho mais curto) e logo o cobre conforme requer o seu dispositivo (suporte). De retorno ao seu
lugar, ele não precisa mais circular, basta retornar, da frente do dispositivo, diretamente ao seu lugar, observando, contudo, que em sendo as Luzes Litúrgicas velas, o Mestre de Cerimônias, após ter coberto o Painel as apagará na ordem inversa da do acendimento. Nesse caso também não há circulação.

Assim o Mestre de Cerimônias, para apagar às Luzes Litúrgicas (velas) se dirige diretamente à mesa do 2º Vigilante, posteriormente à do 1º Vigilante e, finalmente, ao Altar ocupado pelo Venerável Mestre.

Nessa oportunidade, por não mais haver circulação (Loja fechada), o Mestre de Cerimônias percorre o caminho mais curto possível. Cumprido o seu dever de ofício, ele se dirige diretamente ao seu lugar, antes da Bat∴ e da Aclam∴.

Mais explicações podem ser encontradas no SOR – Sistema de Orientação Ritualística na plataforma do GOB RITUALÍSTICA – página oficial do GOB. O SOR é para ser aplicado sobre os rituais atualmente vigentes no GOB.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Secretário Geral de Orientação Ritualística – GOB
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

BELO

1º - O que agrada universalmente. O conceito de belo, como o de verdadeiro e o de bom são valores fundamentais, que não podem ser reduzidos um ao outro, nem a um terceiro.

2º - O belo é concernente ao sentimento, da mesma maneira como o verdadeiro o é ao intelecto, e o bom à vontade.

3º - Quais são os objetos que chamamos belos e quais as qualidades que constituem a beleza como tal, são precisamente o objeto da estética, e é respondida pelas diferentes teorias de maneira bem diversa.

4º - É preciso distinguir, também entre a beleza livre, como a encontramos na natureza, e a beleza artificial. A respeito desta última distinção, que marca as posições do naturalismo e do idealismo estéticos, foi dito em defesa da beleza livre que só o que é verdadeiro pode ser belo.

5º - Mas o belo e o verdadeiro (em sentido metafísico), e ainda o bem, foram considerados como intimamente ligados, e isto principalmente devido à simbiose prática daqueles valores na vida dos gregos, resultando das teorias, que formularam uma definição do belo como sendo o brilho da verdade.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

GRÃO-MESTRE

GRÃO-MESTRE

Título de Grão-mestre é o mais alto grau em Ordens honoríficas ou de Mérito. Geralmente é atribuído ao Chefe de Estado ou a algum outro soberano do país aonde se instituiu a ordem.

O Grão-mestre é a máxima autoridade de uma ordem, tem poder quase absoluto, geralmente limitado no tempo por uma eleição entre os membros da ordem a que pertence.

É usado para designar os líderes das Ordens de Cavalaria, maçonaria, ordens militares, ordens religiosas.

Na Maçonaria é utilizado para designar o mais alto representante de uma Potência, Grande Loja ou Obediência Maçônica. A expressão Grão-Mestre, é traduzida por maçons, como grande mestre, ou seja aquele que é responsável pela direção de uma potência maçónica estadual ou nacional. Potência tem seu significado como o conjunto de Lojas maçónicas de um mesmo rito de trabalho e de obediência ao mesmo Grande Oriente, o qual é administrado por um grão mestre e seu colégio que são as funções de governo maçónico, presidido pelo Grão-mestre. Na Maçonaria, o Grão-mestre não tem de ter uma religi ão, embora na Maçonaria Regular que acredita na existência de um Princípio Superior que está na origem do mundo e da vida todas as referências ao divino são unidas no conceito de Grande Arquiteto do Universo, ou Grande Geómetra.

O título ainda é usado por mestres de Artes Marciais, geralmente os fundadores de alguma escola ou estilo marcial.

Adaptado de Wikipedia.

Fonte: http://luzoriente.blogspot.com/