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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

IGUALDADE, DIVERSIDADE E TOLERÂNCIA

Rui Bandeira
Os maçons prezam a Igualdade. Esta está na matriz genética do que é a Maçonaria. Na Loja, todos são essencialmente iguais, mesmo que alguém dirija, alguém assista quem dirige, alguém ensine e alguém aprenda. Porque todos foram e potencialmente serão tudo, todos fizeram e potencialmente farão tudo em Loja. A dignidade da condição humana é exatamente igual em todos e cada um, quaisquer que sejam as suas habilitações, as suas aptidões, as suas realizações. Cada maçom está entre iguais quando está entre os seus Irmãos. Mais: cada maçom reconhece e preza a essencial Igualdade entre todos os membros da espécie humana, independentemente de cores de pele, de nacionalidades, de crenças, de lugares ou de estilos de vida.

Os maçons prezam, também, e em igual medida, a Diversidade e o corolário desta, a diferença. Em Loja, é patente a riqueza advinda do confronto e da cooperação de diferentes experiências, capacidades, opiniões, formações. Por isso, não tiveram nem têm normalmente êxito avulsas experiências de criação de Lojas "monocolores", de médicos ou de músicos ou do que quer que seja, acumulação de experiências semelhantes que, por regra mais cedo do que tarde, se revela entediante e pouco apelativa. Os maçons aprendem e praticam o inestimável valor da diversidade, aprofundam o estimulante potencial da diferença. Cada um contribui com as suas valências, os seus saberes, os seus gostos, as suas experiências, em suma, com a sua individualidade, para enriquecer o grupo e os demais. E cada um aprende, enriquece-se, com o que depara de diferente, com diversos pontos de vista que lhe aguçam e estimulam o intelecto e o espírito crítico.

A Igualdade não pressupõe, não se faz, de similitude. A Igualdade aceita, resulta, da multitude de diferenças que existem na Diversidade.

A Tolerância é a ferramenta que harmoniza a Igualdade e a Diversidade. Entender que os nossos iguais não deixam de o ser porque pensam diferente de nós, aceitar que as diferenças de aspeto, de cor de pele, de experiências, de culturas, não afetam a essencial Igualdade da natureza humana, expressa na individualidade de cada um, é a natural postura que permite, mais do que possibilitar, mais do que meramente compatibilizar, efetivamente rentabilizar a Diversidade existente na Igualdade. Por isso a Tolerância não emerge de qualquer sentimento de pretensa superioridade do que tolera em relação ao tolerado; pelo contrário, a Tolerância pressupõe, enraíza-se, cresce a partir da noção de que o outro é essencialmente igual a mim e acessória e inevitavelmente apresenta diferenças em relação a mim. Diferenças que é estulto julgar, catalogar ou, pior, ridicularizar ou ostracizar; pelo contrário, diferenças que me enriquecem na medida em que as considerar, com elas aprender, integrar nos meus saberes, nas minhas posturas, na minha individualidade - que, por natureza, é diferente do todas as demais... 

A Igualdade é o campo que cada ser humano tem em comum, o solo que todos pisamos, a terra que a todos nós molda. A Diversidade são as diferentes culturas que sobre essa terra comum se semeiam, granjeiam e, a seu tempo, se colhem, todas diferentes, todas importantes, apesar das suas diferenças, afinal devido às suas diferenças. A mesma terra dá o cereal de que se faz o pão, cria o fruto de que se fabrica o vinho, desenvolve o algodão de que se faz tecido. A Tolerância é a alfaia que trabalha a terra e semeia, granjeia e colhe as culturas.

A essencial Igualdade de todos os seres humanos é uma indispensável base com um inestimável potencial, concretizado numa miríade de diferenças que constituem a formidável riqueza da Diversidade. A Tolerância é o meio pelo qual se aproveita o potencial e se cria a riqueza, a forma como, assumindo a comum base de partida, se propicia a inestimável infinidade de caminhos que podem ser traçados, cruzados, percorridos por iguais com diferentes anseios e diversas caraterísticas, sementes diversas lançadas à mesma terra produzindo inumerável variedade de frutos.

Compreender que todos somos essencialmente iguais, valorizar as diferenças inerentes à nossa individualidade, articular o que é comum com o que é diverso com a harmonia da Tolerância, são caraterísticas imanentes da Maçonaria, presentes desde sempre na sua matriz formadora. Para os maçons, reconhecer a Igualdade e Tolerar, isto é, aceitar, valorizar e aproveitar a Diferença, é pura rotina, algo tão natural como respirar.

No dia em que todos em toda a Humanidade conseguirem compreender e praticar que o ser humano, sendo essencialmente Igual aos seus semelhantes só se valoriza. se potencia, se realiza pelo exercício e aproveitamento das suas diferenças, constituindo o conjunto de todas elas a enriquecedora Diversidade da espécie humana, tão mais enriquecedora e propiciadora do progresso e do bem comum quanto mais bem Tolerada, aceite, fomentada for por todos e cada um, nesse dia finalmente as trevas do obscurantismo serão vencidas pela Luz da razão.

Para que esse dia chegue trabalham, dia a dia, incansáveis formiguinhas obreiras, os maçons. Esta a Grande Conspiração Maçónica! Esta a Nova Ordem Mundial por que anseiam! Os maçons e todas as pessoas de bem e livres de preconceitos!

Fonte: Blog A Partir a Pedra

domingo, 12 de novembro de 2023

COLUNETAS E OS VIGILANTES

Em 04.05.2023 o Respeitável Irmão Eduardo Freitas Moraes, Loja Rei Salomão, 44, REAA, GLMAM (CMSB), Oriente de Manaus, Estado do Amazonas, apresenta a dúvida seguinte:

COLUNETAS

Lendo seu blog sob o título "Ritualística - Colunetas no REAA?" de 05 de setembro de 2017, ao final, um irmão leitor questiona sobre não ter sido esclarecido no blog o motivo de levantar a coluna da Força e abaixar a da Beleza no início dos trabalhos, vendo que o irmão colocou e-mail para esclarecimentos, estou aqui para tirar essa dúvida, visto estar preparando uma peça de arquitetura com este tema.

CONSIDERAÇÕES:

Acredito que já fiz uma ampla abordagem sobre o tema na resposta então publicada em 2017.

Veja, na oportunidade relatei que originalmente o REAA não possui essas colunetas, pois essa ritualística é do Rito de York e não do REAA.

Assim sendo, como é que eu vou explicar alguma coisa que não existe em um determinado rito? Não sou dado a inventar respostas para coisas que sob a óptica da originalidade não existem.

Reitero, essas colunetas não fazem parte do relicário simbólico do REAA. Elas aparecem sim, mas na liturgia do Rito de York

Em vista disso é possível explicar que no Rito de York as duas colunetas são elementos indicativos de quando a Loja está em trabalho ou fechada, ou mesmo em recreação. Assim, quando a coluneta do 1º Vigilante estiver em pé e a do 2º estiver deitada, quer dizer que a Loja está em franca atividade nos seus trabalhos. Já na situação inversa, a do 1º Vigilante deitada e a do 2º Vigilante em pé, significa que os trabalhos se encontram pausados.

Agora, em relação a elas no REAA prefiro deixar a explicação para aqueles que indevidamente inseriram essa prática.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

LEVANTAR COLUNAS
Quando uma Loja maçônica cessas suas atividades administrativas e litúrgicas, diz-se que “abateu colunas”. Um maçom é sempre maçom, não só _ad vitam_, mas eternamente; nada fará com que um maçom deixe de sê-lo; nem sequer a autoridade conseguirá destruir o “novo nascimento” vindo da Iniciação.

A Loja “abatida” poderá, no entanto, reerguer as suas colunas, basta que sete membros se reúnam e solicitem o reerguimento ao poder central, podendo retomar seu antigo nome.

O nome de uma Loja, depois de registrado no cartório de Registro Civil Especial, passa a pertencer ao grupo fundador, ninguém poderá o nome, mesmo se a Loja tiver abatido colunas.

O maçom que se afasta não perderá a condição de Iniciado; será um membro irregular.

“Abater colunas” significa também o desinteresse para com a sua Loja e o seu grupo de Irmãos.

A todo o momento, o maçom poderá tornar a filiar-se, conservando todas as suas antigas prerrogativas.

O “abater colunas” constitui um ato negativo e repudiado por todos, e por esse motivo é que isso não deve, em hipótese alguma, acontecer.

O maçom é, por si só, UMA COLUNA do Templo, e se essa coluna ruir, significará a sua morte.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 219.

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom

sábado, 11 de novembro de 2023

TRAJE E PARAMENTOS DO DEPUTADO

Em 03.06.2023 o Respeitável Irmão José Luiz R. Vaz, Loja Igualdade Santista, 2164, REAA, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte:

TRAJE MAÇÔNICO DO DEPUTADO

Gostaria de esclarecer umas dúvidas que sempre me perguntam e eu dou "minha opinião", mas não sei se esse meu entendimento é correto ou não, porque nunca li nada a respeito.

Com referência aos Irmãos DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS:

1) quando vão a sessão ordinária de SUA LOJA, podem ir de Balandrau com paramentos de M∴ I∴ ou M∴ M∴, já que estarão frequentando como "Irmãos da Loja" e não na função do Cargo, vamos dizer assim.

2) os Paramentos de deputado sempre serão usados com Terno e gravata e nunca com balandrau. E correta essa afirmação?

CONSIDERAÇÕES:

Um Deputado no exercício do seu mandato, mesmo que auxiliando nos trabalhos da sua Loja, ou participando das sessões da Soberana Assembleia (estadual ou federal), ou ainda em visita a outra Loja, é um Deputado.

 Diante disso, em qualquer condição ele se apresenta em Loja paramentado como Deputado.

No caso da sua questão, a Loja é do REAA, portanto admite-se o uso de balandrau nas sessões ordinárias. Desse modo, o Deputado paramentado como tal, pode perfeitamente vestir o balandrau.

Obviamente que nas sessões magnas, ou nas reuniões da respectiva Assembleia, um Deputado deve estar vestido conforme a Legislação. No caso de terno.

Não existe nada na legislação que determine que um Deputado não possa se paramentar como Deputado se ele estiver usando balandrau. O traje não depende do paramento que o titular estiver usando, todavia depende da sessão em que ele estiver participando.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


JERRY BUTLER JR. (Sunflower, Mississípi, EUA, 11 de dezembro de 1939). Cantor e compositor norte americano de soul, produtor, músico e político aposentado. Também conhecido como "The Ice Man" por causa de seu comportamento enquanto cantava letras intensamente emocionais. Ele foi o vocalista original do grupo vocal de R&B "The Impressions", introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll em 1991. Depois de deixar o grupo em 1960, Butler alcançou mais de 55 sucessos nas paradas pop e R&B da Billboard como artista solo. incluindo "He Will Break Your Heart", "Let It Be Me" e "Only the Strong Survive". Ele foi introduzido no National Rhythm & Blues Hall of Fame em 2015.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 1991.

Loja: North Star n° 1 PHA F&AM, em Chicago, Illinois.

Idade que foi Iniciado: 52 anos.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MARAVILHAS DOS SÍMBOLOS E O ÓCIO CRIATIVO

Charles Evaldo Boller

Considerando o equipamento de comunicação, sensibilidade e habilidade de que o homem é provido, só isto já o faz reinar soberano nesta biosfera. Sua superioridade é aumentada quando coloca em prática a sua capacidade de sonhar e principalmente de pensar com lógica e clareza. Mesmo que sua construção emocional o equipe com instintos que podem ser usados para bem e para o mal, ele desenvolve processos de interiorização que o defendem e o transformam de besta cruel e sanguinária em criatura dócil e amorosa. E é neste desenvolvimento que a Maçonaria atua no maçom que realmente deseja ser pessoa de bem em sentido lato. Ao incentivar o pensamento com ilustrações e especulações racionais, ensina ao homem a favorecer-se de sua capacidade racional e lógica. O maçom aprende a pensar.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

QUEM FALA NO ORIENTE, FALA EM PÉ OU SENTADO NO REAA?

(republicação)
Em 24/02/2018 o Respeitável Irmão Aécio Speck Neves, sem mencionar o nome da Loja, REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, solicita o seguinte esclarecimento.

FALAR NO ORIENTE. EM PÉ OU SENTADO?

Solicito a fineza de me dizer qual o apoio legal maçônico para a seguinte assertiva: Em Sessão as Luzes e as Dignidades do Oriente falam sentados. Pergunto, por que a Loja onde fui recentemente filiado, eles falam em pé. Com exceção do Venerável Mestre, claro. Procurei no RGF e não encontrei.

CONSIDERAÇÕES:

A questão não é tanto a da legalidade, mas da história e, até certo ponto, por que não dizer, iniciática (lugar da plenitude).

Como esse costume se trata particularmente da ritualística de um Rito, no caso do REAA∴, não há como se encontrar apontamentos específicos no RGF.

O caráter de que todos no Oriente têm o direito de falar sentados, salvo se se o ritual mencionar o contrário é uma prática consuetudinária adquirida a partir do aparecimento das Lojas Capitulares (hoje extintas por lei). 

Surgidas na França no primeiro quartel do século XIX, as Lojas Capitulares agrupavam sob a égide do Grande Oriente da França os graus simbólicos e os graus capitulares, isto é do 1º ao 18º grau do REAA. Nesse sistema o Athersata (governador) era também o Venerável Mestre do simbolismo. Maiores detalhes a esse respeito podem ser encontrados na história do Grande Oriente e do Segundo Supremo Conselho da França nos primórdios do século XIX. Vide também a Grande Loja Mãe Escocesa em Avinhão na França.

Foi dessa época então que para se adequar aos costumes capitulares, dentre outros, o Oriente acabou sendo elevado e separado por uma balaustrada. Isso pode ser constatado se consultando o primeiro ritual simbólico do escocesismo (1804) quando o Oriente era ainda disposto no mesmo nível do Ocidente e nem havia balaustrada. Oriente elevado no simbolismo é cópia do Capítulo.

Como a questão foi a de se adequar às práticas capitulares, pegava carona também no simbolismo, o costume de os ocupantes do Oriente, à moda capitular, falarem sentados.

Ocorre, contudo, que mais tarde essas Lojas Capitulares foram extintas e com isso o simbolismo permaneceu com a Obediência Simbólica enquanto que os graus do 4º até o 18º (Perfeição e Capítulo) voltavam ao Supremo Conselho – em síntese, as coisas voltavam ao seu devido lugar.

Entretanto, à moda latina, muitas práticas da época capitular acabariam permanecendo também no simbolismo. É o caso do Oriente elevado e separado tal como se apresentam nos nossos templos simbólicos até hoje. Assim, como o Oriente permaneceu elevado, nada mais natural do que também permanecesse a prerrogativa de ali se falar sentado. 

Como essa prática surgiu de uma acomodação ritualística ela acabou fundamentada no costume ao ponto de se tornar habitual, isto é: consuetudinária.

É essa a razão de que no REAA todos os ocupantes do Oriente, salvo nas situações em que a liturgia previr o contrário, podem falar sentados. Se alguém ali preferir falar em pé, deve obrigatoriamente ficar à Ordem. Ratifico: é costume adquirido do Capítulo.

Destaco ainda que abordei o assunto do Oriente elevado nas Lojas Capitulares porque historicamente ele está diretamente relacionado à questão de se ali falar sentado ou em pé. 

Sob a óptica esotérica o Oriente maçônico é o lugar da Luz. É o lugar daqueles que venceram com sabedoria as agruras da vida. É o lugar do Mestre. Simboliza o lugar elevado onde a plenitude iguala as atitudes. Ali descansa o sábio,

Ao concluir observo que muitos Irmãos ainda não conhecem esses fatos e com isso generalizam desnecessariamente as práticas litúrgicas. Como vivemos numa Maçonaria latina por excelência onde antes de compreendê-la primeiro busca-se o amparo nos carimbos e convenções de um sistema que vive no exagero da expressão (peripatético), acaba sendo imperioso o comodismo de se achar que “tudo deve estar escrito”, não importando se o que está escrito faz sentido ou não. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE É SER MAÇOM?

Ser Maçom é um estado de espírito que caracteriza a quem usa essa designação, por se preocupar em poder ajudar e cooperar para que o mundo se torne de alguma forma melhor.

Ser Maçom é compreender que, por mais poderosas que sejam as forças externas, elas devem ser dominadas pela energia que reside em seu próprio interior.

Ser Maçom é ter consciência de si mesmo e que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade, constituindo-se numa valorosa coluna de sustentação dos valores mais nobres dos indivíduos.

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, aplicando com êxito os princípios estudados e tentando, sempre que possível, desenvolver sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

Quem é Maçom deve, como livre pensador, sempre questionar o porquê dos acontecimentos da vida cotidiana, não se deixando levar por idéias pré-concebidas ou fanatismo, nem permitindo ser conduzido por “donos da verdade” ou supostos “entendidos”, evitando se tornar massa de manobra.

Para ser reconhecido Maçom só é necessário ser iniciado?

Não. Lógico que isso tem o seu valor, mas a idéia de desenvolvimento do ser é bem diferente, a começar pela seriedade com que deve encarar a Ordem Maçônica, bem como da qualidade, estudo, trabalho, abnegação e comprometimento dos Irmãos que compõem uma Loja. A Loja depende, fundamentalmente, do espírito de grupo de seus membros - que se chamam de irmãos - pois todos comungam de um mesmo ideal.

Tenhamos presente, entretanto, que não é por pertencer a uma instituição tão antiga e bela, que o maçom será melhor quer os outros. Isso é muito importante: não devemos esquecer que somos o que somos, ou seja, seres humanos com as mesmas virtudes, paixões, ambições, imperfeições, sonhos, temores e, até mesmo, as limitações, daqueles a quem chamamos, muitas vezes no sentido pejorativo, de “profanos”.

Mestre Incógnito
Pesq.Rimmôn

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

TELHAMENTO OU TROLHAMENTO

(republicação)
O Respeitável Irmão Gutemberg L. N. Ribeiro, Loja Fraternidade Universal, 70, Grande Loja do Paraná, REAA⸫, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão: 
gutalvar@ig.com.br 

Conheci-o pessoalmente em Itapoá-SC, quando se fazia acompanhar do Irmão Paulo Guntowski, no clube Camboão. Peço sabedor de seu tempo precioso e dedicado às pesquisas, algo a respeito de trolhamento/telhamento, origem, significado, etc., a coberto, coberto, etc. Nos dicionários de Aslan, Rizzardo, Gervásio Figueiredo, revistas A Trolha, Rituais, Caderno de Pesquisas, normalmente, encontro trolhamento. Também observei o Landmark comentado por Aslan e sobre Trolhamento do autor Walter Pacheco Junior, este em seu livro "Guia da Adm. Maçônica". 

CONSIDERAÇÕES:

A origem dos “trabalhos cobertos” vem dos canteiros medievais onde os planos da obra, contratos de trabalho e o ensinamento da “arte” eram sigilosos. Essa prática estendeu-se para a Maçonaria Especulativa e por extensão a Moderna Maçonaria. 

Nesse caso a referência feita à “cobertura” significa exatamente o sigilo no trato dos acontecimentos e assuntos maçônicos dentro da Loja. Assim o rótulo assumiu o neologismo maçônico de “telhamento” pela cobertura dos trabalhos – ninguém pode ver nem ouvir o que se passa no canteiro. 

Desse costume apareceria o cargo do Cobridor como aquele que figuradamente cobre os trabalhos na Loja. Dependendo da vertente maçônica existe o Guarda Externo (francesa) e o Tyler (inglesa), assim como os conhecidos Cobridores Internos.

Como o termo se refere ao sigilo, os sinais, toques e palavras guardados como verdadeiros segredos da Ordem assumiram também a característica de “cobridores do grau”, posto que além de afastar bisbilhoteiros, preserva os segredos de cada grau, dando o caráter de qualidade para o maçom participar ou não de uma sessão de acordo com o seu nível de aprendizado. 

Assim o termo “cobertura” identifica-se com “telha” que, por extensão dá o caráter de “telhamento” (neologismo – termo encontrado no idioma vernáculo é telhadura). Também dessa associação apareceria o uso da palavra “goteira” para um não iniciado (costume adquirido pela má cobertura do recinto). 

Infelizmente, embora já exaustivamente explicado, alguns ainda produzem o equívoco de confundir “telhamento” com “trolhamento”. Essa interpretação enganosa foi inserida nos rituais brasileiros de há muito tempo atrás e veio se reproduzindo como uma erva daninha, embora alguns autores “tentem” achar uma justificativa para a mesma. 

A palavra “trolha” rotula um instrumento usado pelo pedreiro no seu ofício. Ela pode ser a “colher de pedreiro”, ou a “desempoladeira” donde o artífice se serve da argamassa e alisa a superfície para aparar arestas. 

Desse procedimento operativo, surgiria o termo figurado de “trolhamento” sugerindo a ação de aparar rusgas por eventuais desentendimentos entre os Irmãos. Assim, o ato do trolhamento significa apaziguar, enquanto que telhamento implica em cobrir. Afinal cobre-se um recinto com telhas ou com trolhas? 

Na questão dos Landmarks estes merecem uma observação profunda e acurada, pois muitas das classificações que conhecemos atualmente não são na sua totalidade verdadeiros Landmarks, dado que para assim os classificarem é preciso que ele seja “autêntico, imemorial e universalmente aceito”. 

Na questão do sigilo ele é realmente um Landmark – autêntico por fazer parte das tradições, usos e costumes; imemorial porque se desconhece o seu autor e universalmente aceito pelo fato dele fazer parte de toda a Maçonaria Universal (Aprendiz, Companheiro e Mestre). 

O que não faz sentido é fazer analogia do trolhamento com o sigilo e o segredo maçônico, já que no Landmark específico o sigilo e o segredo fazem parte da “cobertura dos trabalhos maçônicos”, e nunca da digamos, trolhadura dos trabalhos. 

Ainda na questão de estar cobertos, ou a coberto, muitos rituais e manuais ainda insistem no engodo de se referir “cobrir o Templo” para aqueles que porventura precisem se retirar dos trabalhos. 

É comum observarmos ainda a chula manifestação: “Irmão Mestre de Cerimônias fazei os Aprendizes cobrirem o Templo, ou fazei com que o Irmão Fulano de Tal cubra o Templo”. 

Ora, os que precisem se retirar pela ocasião momentânea não cobrem o Templo, porém eles terão o Templo a eles coberto. Quem cobre o Templo, é o Cobridor. Se os Aprendizes cobrissem o Templo, então os demais é que deveriam sair do recinto e eles ficariam diante da porta pelo lado interno cobrindo o Templo! Veja se isso faz sentido. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1016, Florianópolis (SC) – sábado, 15 de junho de 2013

FRASES ILUSTRADAS

 

A GRANDE ESPERANÇA OU GRITO DE REVOLTA

Arnaldo Faria M∴ I∴ 
Grão Mestre Adj∴ de Honra do GOSP
Loja L´Aquila Romana – 3365 GOSP/GOB
Procede de tal modo que o exemplo do teu ato possa ser erigido como norma de âmbito universal. (KANT)
Maçonicamente define-se a moral individual, em nove prescrições: honestidade, dedicação, lealdade, energia, prudência, civilidade, perseverança, zelo e gratidão. E a moral social também se firma em outros nove ditames: obediência a Leis, a prática da Justiça, o espírito de Solidariedade, a defesa da Liberdade, a coadjuvação para o Bem Estar Social, a efetiva obrigação do Trabalho, o amor à Família, a fidelidade e devotamento à Pátria e a categoria máxima é a crença em Deus. Crer em Deus livremente, como o conforme a consciência: o Deus Providência, o Ser Supremo, o Altíssimo, o Princípio Criador... o Deus que não está no éter cósmico, no imperscrutável do Espaço e do Tempo, mas dentro de nós mesmos; e O sentimos quando espontaneamente enlevados nós nos arrebatamos com a verdade, que é a luz, nos fascinamos com o Bem, que é virtude e nos sublimamos com o Belo, que é Amor, - as três excelsas inspirações dos nossos Templos. Como compensação a observância de seus deveres, o maçom defende a fruição dos direitos, proclamados pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de Dezembro de 1948. “A Declaração dos Direitos do Homem”, é um documento maçônico, pela inteligência que o vivifica e pela maioria dos que o subscreveram. Basta atentar para o artigo 1º. “Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Todos são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com o espírito da fraternidade. A Famosa Declaração pode ser assim condensada:

TEORIA E PRÁTICA HERMÉTICA - LIBERDADE INTERIOR

A importância das coisas esta intimamente ligada a sua capacidade de proporcionar a manutenção da vida. O tamanho físico, a aparência, a composição não são levados em conta quando tal coisa é avaliada do ponto de vista de sua funcionalidade. Alimentos, abrigo, vestimentas, meio de locomoção, são todos utilizados para que a jornada de sobrevivência seja realizada. No entanto quando não há desafios para a sobrevivência a mente se enfada e começa a buscar mecanismos de insatisfação para identificar uma necessidade. Neste momento pequeninas coisas são consideradas essências para a manutenção da vida. Os valores sentimentais passam a exercer um poder sobre o ser humano e ele se torna dependente, este vicio pela segurança é um desejo eterno de conquistar felicidade. É possível que um ser humano identifique um pequeno objeto como essencial para a sua vida mesmo que ele não enfrente condições comuns de ameaça. Descobre-se que se for suprida todas as necessidades dos seres na terra ainda sim a mente buscará dificuldades para manter-se ativa neste momento. Podemos considerar então este processo uma anomalia? Sem duvida que sim. Somos uma construção genética que, embora sendo magnífica no seu esplendor mecânico, não é perfeita. Essas imperfeições de nossa constituição é que nos leva a busca do entendimento de nosso ser. Essa busca se caracteriza pelo contato com o oculto, aquilo que não esta aparentemente à nossa percepção.

Não adianta encontrar simplesmente as respostas, porque que elas trazem uma satisfação momentânea, a mente logo se rende aos seus caprichos e novamente começa a insuflar os pensamentos para uma nova necessidade, então se descobre um defeito congênito no ser humano ele não consegue se livrar de sua infinita necessidade de desafios de sobrevivência. Neste momento identifica-se que o esforço pessoal tem que tomar direções adversas, é preciso tirar de nós a necessidade de sentir necessidade. Para as pessoas comuns significa torna-se um místico ou ocultista, porém é sim procurar respostas além dos processos racionais e mecanicistas propostos pela ciência. Não adianta tornar-se monge ou eremita ou viajante solitário ou coisa parecida se você não tem como objetivo sobrepor o espírito sobre a matéria. A nossa vida esta intimamente ligada ao processo coletivo, por que este proporciona uma condição necessária à procriação desta, por conseguinte torna possível a diversidade de espécies e assim cumpre o processo da mente do Todo de gerar vida. Contudo é preciso se identificar como um praticante solitário daquilo que liberta a sua alma de vícios e paixões impostas pelos pensamentos do coletivo.

Todos os processos advindo de fórmulas para melhorar o seu ser espiritual são ilusões, você é único capitão de sua alma. A realidade do ser é que ele possui imperfeições que são necessárias para gerar a vida, por que do imperfeito é que sai o perfeito, e isto vem de uma construção genética herdada do Todo, por isto contestá-la é pura perda de tempo, visto que a nossa busca infinita pela criação e a origem de todas as coisas é nada mais do que a busca pela lembrança ou a recuperação de nossa história pregressa registrada dentro de nos mesmos. Um modelo de formas eficazes para a nossa realização não é simplesmente conquistar coisas para serem exibidas como troféus, usando para isto o pretexto da sobrevivência. As conquistas e vitórias estão mais no interior do que fora, não adianta a posse de coisas quando não se tem o domínio de suas paixões. A nossa imperfeição nos leva a considerar todo tipo de conquista mesmo as espirituais, uma pessoa se enfada até por ser um sacerdote, basta que para isto seja admirado pelos seus feitos. Este não é diferente daquele que busca um lucro ou um bem de consumo.

As formas mais eficazes para realizar o controle de nossas mentes são conhecidas desde os tempos antigos a nossa prova disto são os sábios ancestrais que conseguiram, através de suas vidas aqui, vencer esta etapa, mas infelizmente mesmo eles foram transformados em objetos de consumo e seus métodos utilizados para obter lucro. O capitalismo como sempre se adapta e se transforma; atualmente ele não tem cara, no entanto nossa luta não é contra um sistema e sim contra a nossa individualidade e assim diz o sábio Salomão: “vencedor é aquele que domina a si mesmo e não o que conquista uma cidade”. Chamamos de luta toda boa empreitada para vencer obstáculos, de batalha uma sucessão de lutas que objetiva manter uma estratégia e de guerra o conjunto de batalhas realizadas em prol de um ideal ou filosofia. Todas as postagens que fizemos até aqui foi para que você compreenda os símbolos que vamos mencionar nos rituais que serão descritos a partir das próximas postagens. Fornecemos suficiente informação para quando você manipular um símbolo saiba qual força esta se manifestando e assim possa tomar a decisão correta ao conduzir um ritual e entenda o motivo da presença de tais símbolos. Uma capa, uma espada um capuz, uma cruz, vela, fogo todos são chaves que faz você entender a viajem e os desafios. Estas postagens são extremamente importantes aconselhamos a rele-las antes de dar inicio a qualquer prática de hermetismo. Lembramos que citamos a sua religião e suas práticas que devem ser intensificadas, se você não as compreende deve buscar sua tradição e origem a fim de saber o motivo de sua criação. Nas jornadas herméticas, como em uma campanha vai ser perguntado a você qual o objetivo de sua luta e o que motiva você a lutar. Outro detalhe que você deve atentar é que a palavra luta é utilizada para a libertação da escravidão do trabalho realizado sob o comando da mente e você vai saber que sua constituição genética ancestral foi gerada para ser um escravo. Somos de natureza manipulada, ou seja, temos uma intervenção genética programada para obedecer e o desvendamento desta verdade está dentro de nós. Dominar nossa paixão e libertar-se é o primeiro passo para achar o elo perdido.

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

VISITANTE MINISTRANDO INSTRUÇÃO

(republicação)
Em 22/02/2018 o Respeitável Irmão Alesandro Lima, Loja General Osório, 254, REAA, GORGS, Oriente de Tramandaí, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão:

VISITANTE MINISTRANDO INSTRUÇÃO

Em uma sessão no mês de janeiro de 2018 ocorreu algo que me causou estranheza, até porque nunca tinha acontecido. Um irmão visitante de outra potência, muito conhecido da Loja, se inscreveu para dar instrução. O Venerável concedeu e o irmão visitante saiu do oriente e se dirigiu ao centro da Loja andando de um lado pro outro, chamando Aprendizes e perguntando um monte de coisas. Resumindo, por questões de educação não contestei. Mas gostaria de saber se é permitido que um irmão visitante dê instrução numa loja na qual não é a dele?

CONSIDERAÇÕES:

Instrução, desde que compatível, é sempre bem vinda à Loja. A questão é a de que ela não extrapole os limites das regras ritualísticas, assim como não fira as tradições, usos e costumes – da Maçonaria em geral e da Loja em particular.

No caso de uma instrução proferida por visitante de outra Obediência, desde que ela seja reconhecida, é preciso antes que se observem alguns critérios. 

É necessário observar se a instrução não fere o que exara os regulamentos adotados pela Loja, sobretudo no tocante ao rito e ao ritual. 

Instruções desse naipe e proferidas por obreiros de outra Obediência, se previstas na Lei, devem ser marcadas com antecedência para que se façam os acertos, ajustes e ponderações necessárias, sobretudo no que envolverá o tema a ser abordado. 

Eu diria que não é muito recomendável que uma instrução seja ministrada por um visitante que se inscreveu de última hora no dia da sessão, mesmo em se tratando de visitante conhecido. Entendo que a prudência é a mãe de todas as virtudes.

Como já mencionado, é preponderante se tomar cuidado para que a instrução não fira o ritual em vigência da Loja que acolhe o visitante, pois é sabido que no Brasil, mesmo se tratando do mesmo rito, entre os rituais existem diferenças. Essa observação evita a contradição e a ilegalidade de se interferir em seara alheia.

Dados esses genéricos comentários, ainda se um visitante vier a ministrar uma instrução, então que ele tenha o bom senso de não exagerar nos procedimentos, sobretudo evitando deslocamentos desnecessários pelo recinto em Loja aberta, bem como também não dirigir questões aos membros da Loja se a mesma estiver aberta em sessão econômica (ordinária). Atitudes desse tipo são mais desejáveis em uma palestra e não numa sessão movida pela liturgia e ritualística.

Lembro que não é verdadeiro no REAA transformar a Loja em família sob a alegação de que assim a instrução fica mais aproveitável. No rito mencionado, para tal, existem as sessões de instrução. An passant, não sei o que está previsto nesse sentido nos rituais do GORGS.

Por fim, entendo que cada caso é um caso e que quem por primeiro deve evitar situações contraditórias aos costumes da Loja é a sua própria diretoria.

Evidentemente que alguém pode ser convidado para ministrar uma instrução, mesmo que seja de outra Obediência reconhecida, porém que tudo antecipadamente se dê dentro das regras e previsões regimentais e comportamentais.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 20 - Pedreiro Livre (Free Mason)

Qual seria a origem desse nome? Quando, onde e por que foi dado?

Algumas supostas respostas, dadas a seguir, foram baseadas no conteúdo do livro do Ir∴ Bernard Jones - “The Freemason’s Guide and Compendium”.

Na verdade, muitas explicações são dadas sobre esse assunto. O que se sabe é que nos tempos das construções das Catedrais, os Maçons eram divididos em duas categorias: os maçons “rústicos”, quebradores de pedras, que extraiam os blocos e davam uma preparação preliminar aos mesmos, e os “especialistas” cujo trabalho era o de “acabamento” das referidas pedras, dando corte, formato e acabamento conforme o requerido na etapa final da construção.

Esses últimos eram os mais qualificados do grupo de Maçons. Podemos dizer que eram verdadeiros artistas na arte de acabamento em pedras. Estes maçons é que foram chamados de “Freemasons”. Aparentemente esse nome foi usado nos primórdios dos Operativos.

Bernard Jones esclarece que a palavra “free” tinha muitos significados e é difícil precisar qual deles foi utilizado no termo “Freemason”. Três deles serão dados a seguir:
  • “Free” pode indicar a pessoa que era imune a leis e regras restritivas, particularmente com a liberdade de ir e vir para diversos lugares, conforme a necessidade do seu trabalho.
  • Muitos Maçons de hoje acham que o termo foi aplicado originalmente, àquele fisicamente livre, que não era servo, muito menos um escravo.
  • O “Freemason” seria talvez aquele que trabalhava na pedra livre (free stone) que é um tipo de pedra calcárea, fácil de manusear, não muito dura.
Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

REVOLUÇÕES E A MAÇONARIA

REVOLUÇÕES E A MAÇONARIA
(Verdades ou Fantasias?)

Ir∴ Antonio Carlos de Souza Godoi – M∴M∴ - CIM 13.635
ARLS Nove de Abril de Mogi Guaçu, 515 – M. Guaçu, SP – Glesp - Tel. (019) 3569-0484 e 9227-0627


Traduzido livremente de fragmentos da Letra “R” incompleta de uma antiga Enciclopédia Maçônica inglesa, sem identificação de ano de publicação ou autoria, por Antonio Carlos de Souza Godoi, M:.M:. da ARLS Nove de Abril de Mogi Guaçu, 515 – M. Guaçu, SP – Glesp

* * *

Não obstante uma das Antigas Obrigações dos Maçons, igualmente observada nos dias de hoje, impusesse lealdade ao Rei, têm persistido por muitos anos os esforços por parte de escritores, tanto dentro quanto fora da Fraternidade, de pintá-la como uma conspiração política ou mesmo um agente revolucionário. As estórias assumiram muitas formas, com as do continente europeu tomando a forma de romances, altamente imaginativos e inconsistentes com alguns sendo propaganda fantástica ou, obviamente, contrários à Maçonaria.

Aqueles que foram trazidos à superfície por Maçons têm sido menos bizarros e mais o produto de pessoas mal orientadas e excessivamente zelosas procurando atirar a Fraternidade para um papel heróico ou patriótico, dando-lhe um lugar na história, e melhorando sua posição. Na verdade, a melhor forma de melhorar a posição da Sociedade é simplesmente contar a verdade sobre a mesma!

As fábulas tiveram início tempos atrás, na metade do Século XVII, dando a Cromwell o crédito de iniciador da Sociedade para ajudá-lo em sua luta contra Charles I (Carlos I), embora posteriormente surja a estória de que a Maçonaria foi tornada a ferramenta da Casa de Stuart e, novamente, que ela passou a lisonjear a Casa de Hanover mesmo antes de parar de trabalhar para os Stuarts!

Nos Estados Unidos, a tendência de Maçons patriotas foi dobrada na exibição de seu amor pelo país tentando elevar a reputação da Ordem fazendo dela autora e diretora da Revolução Americana. Quando Bernard Faÿ escreveu “Revolução e Maçonaria” (Revolution and Freemasonry) em Boston, 1935, baseando sua estória parcialmente em escritos e oratória americanos e creditando a Maçonaria como instigadora tanto da Revolução Americana quanto da Francesa, muitos foram eletrizados, mas sua alegria foi de curta duração, visto que logo se descobriu que Faÿ estava a serviço do General Von Ludendorff e de Hitler, os quais estavam fazendo de sua inimizade pelos judeus e Maçons seu principal lance para a conquista nazista do mundo. Depois da II Guerra Mundial, Faÿ foi condenado por uma Corte francesa por ter sido colaborador dos nazistas e uma ferramenta do governo de Vichy, sendo sentenciado a um longo tempo de prisão. Um dos escritores maçônicos mais volúveis então esfolou Faÿ por ter obtido incorretamente acesso a uma das maiores Bibliotecas maçônicas nos Estados Unidos, onde ele tirou diretamente da literatura e oratória maçônicas americanas aquilo que após a II Guerra Mundial foi considerado depreciativo para a Fraternidade!

Em alguns países latinos, e muito geralmente nos países da América Latina, os Maçons (freqüentemente pertencentes ao Rito Escocês) eram republicanos e, por conseqüência, inclinaram-se pela revolução, contra ditadores e aventureiros que tinham, de tempos em tempos, se apossado do governo de seus países e fizeram farsas das constituições modeladas sobre a dos Estados Unidos e possuídas por praticamente todas as pequenas nações. Mas isso não quer dizer que Lojas ou mesmo Corpos do Rito Escocês, que com freqüência discutem assuntos políticos ou religiosos, se engajem ou possam se engajar em uma revolução. Na verdade, a própria existência de “Triângulos” em muitos países latino- americanos nas Américas do Sul e Central, que são aberta e inquestionavelmente Corpos políticos compostos na maior parte, se não totalmente, de Maçons, parece indicar que as Lojas maçônicas e outros Corpos se mantiveram indiferentes.

Porém aqueles que escrevem ou falam com loquacidade sobre idéias maçônicas políticas e revolucionárias parecem se esquecer que atualmente há Maçons numerosos o suficiente para exercer grande influência seja nas urnas ou empunhando uma metralhadora, e alguns, também, deliberadamente parece, ignoram o fato de que todo governo que tentou suprimir ou expulsar ou banir a Maçonaria ou os Maçons durante os três últimos Séculos fez isso fácil, rápida e eficazmente. Quem é que jamais ouviu sobre algum motim ou rebelião da Maçonaria mesmo contra a Polícia de alguma cidade? Através da Europa uma vez e mais outra e outra, Lojas cerraram suas portas por causa de um Edito Real e com a mesma rapidez as reabriram com a remoção da restrição. Onde tais proibições foram impostas meio a contragosto ou para mostrar uma resposta formal a alguma exigência da Igreja Romana e não foram postas em prática rigidamente, os Maçons mantiveram suas atividades “sub rosa” (sob a Rosa), mas a idéia de exércitos, amotinados e bandos de capa-e-espada maçônicos, é absurda demais para mentes adultas.

Os principais temas que têm caracterizado a literatura sobre o assunto são a teoria de Cromwell, a teoria Jacobita, a teoria de Hanover, estórias da Revolução Americana, e da Revolução Francesa. 

(a) A Teoria de Cromwell. Em 1746, o Abade Larudan (Abbé Larudan), um inimigo da Maçonaria, publicou a obra “Os Maçons Esmagados” (Les Franc-Maçons Ecrasés), um trabalho que em vista dos fatos conhecidos, parece agora ter sido o produto de uma mente extenuada. Ele afirmou que, em 1648, Cromwell, em um jantar ao qual compareceram Parlamentaristas, Presbiterianos, e Independentes, de início indicou sua intenção de formar uma sociedade que posteriormente se tornou conhecida como Maçons Livres. Depois de manter seus confidentes em suspense por alguns dias, Cromwell conduziu seus hóspedes a uma sala escura na qual ele presumia estar em comunicação com o mundo espiritual e explicou seu propósito de formar uma sociedade para encorajar a adoração da Divindade e restaurar a paz. Ele indicou um Mestre, dois Vigilantes, um Secretário e um Orador e conduziu os visitantes a outra sala onde eles viram uma pintura das ruínas do Templo de Salomão. Foram então, vendados e conduzidos a outra sala e investidos nos segredos, após o que Cromwell proferiu um discurso sobre religião e política, com o qual fez com que ficassem tão impressionados que se juntaram ao exército de Cromwell, formando um Corpo ostensivamente baseado no amor de Deus, liberdade, e igualdade entre os Homens, mas na verdade dedicado ao estabelecimento da Comunidade Britânica. A Ordem foi dividida em três Graus com uma lenda “Hirâmica”, de certa forma diversa daquela posteriormente adotada, com a morte de Hiram representando a perda da liberdade, e a confusão entre os operários e o povo quando reduzidos à escravidão. Larudan caiu no poço que esperava a maioria dos fabricantes de teorias bizarras sobre a Maçonaria, com sua própria ignorância sobre o assunto levando ao anacronismo evidente. O Diário de Elias Ashmole mostra que ele e outros foram feitos Maçons em uma Loja inglesa, em 1646, dois anos antes da fictícia criação de Cromwell da Sociedade e os registros de Lojas na Escócia mostram que elas existiam quase meio século antes de 1646. Dos três graus e, particularmente, da lenda de Hiram nada se ouviu até que mais 65 anos tivessem se passado depois que Cromwell foi citado como as tendo instituído.

(b) “A Teoria Jacobita está amplamente explicada em qualquer boa enciclopédia maçônica sob o título “A MAÇONARIA STUART – THE STUART MASONRY).

(c) “A Teoria de Hanover”. Exatamente na mesma época em que os Maçons supostamente estariam conspirando para restaurar a Casa de Stuart no Trono Inglês, eles estavam, de acordo com uma teoria diferente, patrocinando abertamente a Casa de Hanover, representada por George I (1714-1727) e George II (1727-1760) e estavam em adulação à dinastia reinante para evidenciar sua oposição aos Stuarts depostos. A única circunstância sobre a qual esse tema é baseado parece ser a de que a Grande Loja, começando com o Duque de Montagu como Grão-Mestre em 1721, sempre escolheu seus Grão-Mestres dentre a nobreza. Isso passou por cima do fato, todavia, de que em menos de dois anos a Grande Loja colocou na Cadeira o instável Duque de Wharton, que pode ter sido um Jacobita, um Hanoveriano, e um Papista, certamente não conhecido por causa de sua imobilidade na adesão ao que quer que fosse. De fato, ele ganhou aquele posto por uma espécie de rebelião contra o Duque de Montagu e o sucedeu por causa do caráter generoso deste.

A idéia do favor real e patrocínio da Sociedade era mais antiga que a própria Grande Loja. As Lendas Góticas (Gothic Legends), por mais de dois séculos tinham relatado como Nimrod, Rei da Babilônia, Salomão, Charles Martel (Carlos Martelo), Athelstan, e o Real Edwin haviam estimado os Maçons e lhes dado Obrigações. O Dr. Anderson, nas Constituições de 1723 e também nas de 1738, ampliou o tema e acrescentou muitos nomes reais e imperiais, de modo que a Ordem se tornou a Arte Real (Royal Art). Elos ainda mais próximos foram soldados entre a Maçonaria e a realeza em países onde não havia a Casa de Hanover. Duques reais chefiaram a Grande Loja e o Grande Oriente da França, Frederico o Grande (Frederich the Great) fundou a Grande Loja da Prússia por meio de Edito Real, os Reis da Suécia e da Dinamarca se tornaram Grão-Mestres hereditários das Grandes Lojas naqueles países, e a mesma doutrina prevaleceu em teoria na Real Ordem da Escócia. A Dinastia dos Hanover parece não ter exercido influência digna de nota sobre a Maçonaria inglesa.

(d) “A Revolução Americana”. A Revolução Americana está longe o bastante no passado para permitir que se digam muitas coisas sobre ela sem o temor de que possa haver contradições, de modo que tem havido uma marcada tendência entre os escritores de trabalhos populares sobre a Maçonaria de deixar a impressão de que as Lojas coloniais eram canteiros de revolta. Embora não afirmado expressamente, é dada a impressão que a Guerra foi lutada grandemente por Maçons de um lado e não-Maçons de outro. É significativo que a Guerra Civil Americana, um holocausto imensamente maior e que surgiu de sentimentos fundamentalmente iguais àqueles que deram lugar à Revolução, isto é, que os poderes e limitações constitucionais haviam sido excedidos até que os laços de consangüinidade fossem cortados e a revolta se tornou justificada, não tenha produzido tal literatura – escassamente, quando muito uma alusão a ela. Poucas grinaldas de flores foram colocadas por escritores ou oradores maçônicos sobre os túmulos dos Maçons que tomaram parte na Secessão e muito poucas nos túmulos daqueles que a derrotaram. Tem havido pouco esforço para mostrar que aqueles grandes Homens que vestiam o uniforme cinza (N.T.: Confederados) eram Maçons. Se a revolta contra o que se considera tirania é uma virtude maçônica, seu brilho não deve ser esmaecido por falha do empreendimento.

O fato é que, em todas as guerras dos últimos dois séculos entre nações ocidentais, Maçons têm lutado em ambos os lados, alguns a favor e outros contra o Rei, alguns a favor e outros contra a liberação, alguns a
 favor e outros contra a secessão, e alguns contra todas as outras coisas pelas quais as guerras supostamente devam ser travadas. Pais, filhos, irmãos, tios, sobrinhos e primos freqüentemente lutam sob diferentes padrões, e a explicação de suas diferentes preferências é tão clara quanto a explicação do por que, afinal, os Homens travam guerras! Antes da Revolução, alguns Maçons eram legalistas e outros eram patriotas. Eles foram divididos assim como se dividiram as famílias. Em geral, as classes mais abastadas eram leais ao Rei ao passo que, a classe média e a baixa, os fazendeiros, mecânicos e trabalhadores, eram a espinha dorsal da revolta. O mesmo tem sido verdadeiro geralmente em qualquer lugar: os que estão bem não têm desejo de mudar os que têm pouco têm mais chances de ganhar do que de perder. É provável que a maioria dos Maçons das Colônias era a favor da Revolução, não porque fossem Maçons, porém mais em razão de serem de uma classe menos abastada. Muitos Maçons proeminentes estavam em boa situação e eram Tories (leais ao Rei).


Sir John Johnson, Grão-Mestre Provincial de Nova York, fugiu do país ao irromper da Guerra assim como o fizeram o Mestre, o Segundo Vigilante e também o Secretário da Loja de São Patrício (Saint Patrick ́s
Lodge) de Nova York. Sir John mais tarde comandou as forças do Rei no oeste do Estado de Nova York, e ele e Guy Johnson, antigo Mestre da Loja de São Patrício, lutaram junto às forças reais durante toda a Guerra. O Coronel Walter Butler era um Maçom no exército de Johnson e Joseph Brant, um índio civilizado e Maçom, prestou assistência na manutenção de uma aliança entre os ingleses e os índios.

Em Filadélfia, o Segundo Vigilante e o Secretário da Loja Nº 3 (Antigos) foram para o lado dos ingleses e o Mestre daquela Loja era suspeito de nutrir sentimentos iguais. William Allen, Grão-Mestre Provincial da Pensilvania (Modernos), colocou-se sob a proteção de Lorde Howe e esforçou-se para formar um regimento para o exército inglês. Edward Shippen da Loja Nº 1 (Modernos) em Filadélfia, Juiz Supremo do Estado, era um Tory proeminente e sogro de Benedict Arnold. O Capitão William Cunningham, um Maçom do exército de Howe foi importante instrumento no salvamento de um pouco das propriedades da Loja Nº 2 em Filadélfia depois que o Palácio Maçônico foi saqueado.

Em Princeton, New Jersey, o Capitão William Leslie, um Maçom do exército de Howe foi morto em combate e enterrado com honras maçônicas e militares por Maçons americanos.

No Sul, havia Egerton Leigh, Grão-Mestre Provincial da Carolina do Sul, que fugiu para os ingleses a fim de pedir-lhes proteção. No primeiro ataque a Charleston, Carolina do Sul, em 1776, a frota inglesa foi comandada pelo Almirante Parker, um Maçom. Em Camden, também na Carolina do Sul, os ingleses amargaram duas retumbantes derrotas perante os Coloniais, uma em 16 de Agosto de 1780 e outra em 25 de Abril de 1781. O Conde de Moira, posteriormente Lorde Hastings, um dos mais amados e mais valorosos Maçons da Inglaterra, e em seguida Grão-Mestre em Exercício da Grande Loja da Inglaterra de 1790 a 1812 e Grão-Mestre da Escócia em 1806, liderou uma ala do exército de Cornwallis na primeira batalha e estava em comando único na segunda.

No irromper da Guerra, havia para cima de 100 Lojas nas Colônias, mas, de todas essas, A Loja de Santo André (Saint Andrew ́s Lodge) em Boston é a única que deixou registros de sentimentos revolucionários. Embora sempre haja a possibilidade de se distinguir entre uma Loja e seus membros, essa Loja tinha tantos excepcionais e dedicados patriotas que pode ser citada como sendo praticamente patriótica e revolucionária. Na ausência de melhor autoridade do que qualquer uma até aqui apresentada, devemos concluir que a vasta maioria das Lojas Coloniais aderiu à lei maçônica que desaprovava a participação em brigas sobre “Nações ou Política de Estado” e “Complôs e Conspirações”. Havia muitos “Tories” (leais ao Rei) e “Legalistas” influentes na Fraternidade. Jeremy Gridley, um membro da Primeira Loja de Boston e Grão-Mestre Provincial dos Modernos também era Procurador Geral para a Colônia e venceu, em nome da Coroa, o célebre caso relativo a mandados de assistência (N.T.:Pesquisar em “Warrants” em uma boa enciclopédia maçônica). Porém James Otis, um membro da mesma Loja, imortalizou seu nome neste lado do Atlântico por sua coragem e capacidade ao argüir o caso pelos cidadãos e desafiando a validade do ato do Parlamento instituindo tais mandados. Em 1775, Richard Gridley, um membro da Segunda Loja de Boston e irmão de sangue de Jeremy, que morreu em 1767, foi o engenheiro sob as ordens de Washington encarregado do entrincheiramento ao redor de Boston e quem assentou as armas que puseram os ingleses para fora da cidade. De outro lado, Thomas Brown, Secretário tanto da Primeira quanto da Segunda Loja, era um Tory e fugiu para Halifax, na Nova Escócia, junto com a evacuação de Boston pelos ingleses. John Rowe, que sucedeu Gridley como Grão-Mestre Provincial, era um dos mais ricos mercadores da cidade e, não fosse ele um Tory, era tão tíbio que incorreu no desagrado popular. Ele desaprovou atos como a famosa Festa do Chá de Boston (Boston Tea Party) assim como também o fizeram Benjamim Franklin e John Adams, este último não sendo Maçom.

Até onde conhecemos, não havia Tories na Loja de Santo André (Saint Andrew ́s Lodge), mas havia sim um número de excepcionais patriotas: o Dr. Joseph Warren, que foi Grão-Mestre Provincial da Grande Loja Provincial patenteada pela Escócia e morto na batalha de Bunker Hill em 17 de Junho de 1775; Paul Revere; John Hancock, primeiro a assinar a Declaração da Independência; John Rowe o mais novo e sobrinho de John Rowe dos Modernos; Jonathan W. Edes e o Coronel Henry Purkett, um dos “índios” que tomou parte na Festa do Chá de Boston conforme se afirma que teria sido dito por John Rowe o mais novo. Os Filhos da Liberdade se reuniam na mesma Taverna, O Dragão Verde, e evidentemente estavam lá por licença da Loja visto que ela havia comprado a Taverna em 1764, estando em primeiro lugar dentre as Lojas que possuíam seus próprios quartéis. As Atas da Loja de Santo André mostram que a Reunião Anual no Dia de Santo André, 30 de Novembro de 1773, teve que ser adiada por falta de presença, porque “consignatários do chá tomaram o tempo dos Irmãos”. Na reunião da noite seguinte, 16 de Dezembro de 1773, apenas 5 membros compareceram, sendo a véspera da Festa do Chá de Boston e, no rodapé da curta Ata daquela noite, alguém preencheu o restante da página com grandes “T ́s” maiúsculos em formato arabesco, embora certos investigadores declarem que isso não foi feito pelo Secretário mas por algum outro bastante tempo depois. Que a Festa do Chá de Boston foi consideravelmente exagerada do ponto de vista maçônico está demonstrado por uma anotação no Diário de John Rowe, Grão-Mestre Provincial da Grande Loja Moderna em Boston, em 16 de Dezembro de 1773, que diz: “Um certo número de pessoas apareceu trajando roupagem indígena e abordou os três navios da Hall Bruce & Coffin, abriu as escotilhas, içou o chá e o lançou nas águas do porto o que, creio eu, poderia ter sido evitado. Eu lamento sinceramente esse acontecimento. Diz-se que quase 2.000 pessoas estiveram presentes neste caso.” Todo o corpo da Loja de Santo André não poderia ter fornecido mais que dois ou três por cento daquela multidão. (N.T:. Consultar REVOLUÇÃO AMERICANA; LOJA DE SANTO ANDRÉ – American Revolution; Saint Andrew ́s Lodge).

Conforme a Revolução seguiu avante, tornou-se mais e mais desconfortável ser um Tory ou mesmo permanecer neutro. Todas as Lojas foram feridas pela Guerra, mas o efeito sobre as Lojas Modernas foi de modo bem geral, fatal, e mesmo o mais antigo estabelecimento daquele ramo na América, em Boston, adormeceu e só veio a ser resgatado por uma fusão com o Corpo rival então chefiado por Joseph Webb, em 1792.

(Uma lista considerável de Maçons que estiveram engajados na causa colonial, de Washington e Franklin através de todas as patentes, está no artigo sobre a REVOLUÇÃO AMERICANA. Para uma consulta sobre a mais célebre Loja militar colonial, ver LOJA UNIÃO AMERICANA (AMERICAN UNION LODGE). Sobre os efeitos da Revolução sobre os estabelecimentos Modernos e Antigos consultar “INFLUÊNCIAS MODERNAS E ANTIGAS NA AMÉRICA – AMERICA, MODERN AND ANCIENT INFLUENCES IN; ver também “SIGNATÁRIOS DA DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA; SIGNATÁRIOS DA CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS – SIGNERS OF THE DECLARATION OF INDEPENDENCE; SIGNERS OF THE CONSTITUTION OF THE UNITED STATES).

(e) Revolução Francesa. A afirmação de que a Maçonaria promoveu ou ajudou a promover a Revolução Francesa pode ser atribuída a escritores românticos e com um propósito. Lojas francesas, especialmente aquelas de Paris, eram geralmente aristocráticas, sendo Grão-Mestre do Grande Oriente nenhum outro senão o Duque de Orléans, um membro da Família Real que, com o intuito de aplacar a ralé, renunciou à Ordem e adotou a alcunha de Égalité (Igualdade), mas acabou sendo executado do mesmo jeito. A mortalidade entre as Lojas maçônicas de Paris foi alta durante o Reinado do Terror. Depois da Revolução, é bem verdade que a Maçonaria francesa adulou primeiro uma depois outra figura política ou militar, especialmente Napoleão, e mudava de tom conforme os azares da fortuna daquela trágica figura também mudavam – o que era freqüente. Então a França toda foi freqüentemente republicana e a Maçonaria francesa seguiu a maré dominante de modo que algumas declarações são encontradas, feitas naqueles tempos (Século XIX) para o efeito de que o mote da Fraternidade fosse o mesmo que o da nação: Liberdade, Igualdade e Fraternidade – Liberty, Equality and Fraternity. (Para saber mais consultar REVOLUÇÃO FRANCESA – FRENCH REVOLUTION).

Fonte: JBNews - Informativo nº 223 - 08.04.2011

terça-feira, 7 de novembro de 2023

ORADOR. FALA EM PÉ OU SENTADO?

(republicação)
Em 22/02/2018 o Respeitável Irmão Alesandro Lima, Loja General Osório, 254, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Tramandaí, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão:

ORADOR FALA SENTADO OU EM PÉ?

Atualmente estou Orador e ao final de uma sessão fui interpelado por um irmão, de forma muito caridosa e construtiva, acerca das formas de se pronunciar. O irmão me disse assim: "Quando tu fores tecer comentários sobre os assuntos falados em Loja, tu falas sentado e quando fores falar sobre o andamento dos trabalhos, tu falas de pé”. Procurei no Ritual do REAA e não encontrei nada que determine essa postura. Gostaria de saber se em alguma literatura existem esses procedimentos, pois, gosto de cumprir à risca o que manda os rituais, códigos e regulamentos. Ou se o nobre irmão tem algo a me acrescentar nesta questão?

CONSIDERAÇÕES:

Por razões históricas – desde as extintas Lojas Capitulares - há uma regra consuetudinária no REAA: “salvo quando o ritual determinar o contrário, todos os que ocupam o Oriente da Loja podem falar sentados”.

Assim, no caso do Orador, em não se adequando a situação em que o ritual preveja o contrário como acima mencionado, ele falará sempre sentado, porém, se porventura ele preferir falar em pé, então deve se pronunciar à Ordem. 

Trocando isso em miúdos, tanto faz. Ou como obreiro da Loja, ou como Dignidade (Guarda da Lei) ele fala sentado. Nesse caso não há distinções para que ele tenha que se pronunciar em pé ou sentado conforme a ocasião.

No mais, infelizmente ainda campeiam nos nossos meios algumas dessas ideias anacrônicas que foram herdadas de práticas equivocadas que assolavam a ritualística maçônica no passado – de vez em quando elas ressuscitam.

Na realidade essa ideia do Orador falar em pé ou sentado conforme a ocasião em que ele utiliza a palavra jamais existiu, portanto é uma prática que nunca será encontrada nos rituais e regulamentos autênticos. 

No mais, considere que são só tentativas para se “dourar a pílula”.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

O CHAPEU NA MAÇONARIA

Ir∴ Marcos José Santos da Silva - Oriente de Niteroi
O uso do chapéu na Maçonaria é bem antigo; estes, conforme nos narra a história, surgiram para substituir as antigas carapuças usadas na Idade Média. Os Chapéus foram primeiro usados pelos egípcios na Antiguidade e posteriormente pelos gregos que usavam um chapéu de palha de fundo pontudo que era denominado de “Tholia”, e só se tem conhecimento do seu uso na Europa após o século XVII. Na Maçonaria, o Chapéu passou a ser usado a partir do século XVIII como símbolo hierárquico e esotérico. Naquela época, em Lojas de Aprendiz e Companheiro, só o Venerável tinha o privilégio de usar o Chapéu dentro da Oficina. Este procedimento até hoje é observado pelo REAA, praticado pelas Grandes Lojas. Esta prática era realizada como Símbolo de superioridade do Venerável sobre os demais Obreiros, porém, em Sessão de Câmara do Meio, todos os Mestres permaneciam com o Chapéu na cabeça como Sinal de Igualdade. O costume de somente o Venerável usar o Chapéu em Loja nos Graus inferiores, deve ter tido origem no Cerimonial das Cortes daquela época, onde estando o rei presente, somente ele tinha o Direito de estar coberto, pois o Chapéu era o emblema de soberania. Como o Venerável representa o rei Salomão, só ele tinha o direito de usar o Chapéu nos Graus inferiores. Na Câmara do Meio, porém, o Venerável é apenas o presidente de uma assembléia de pares, igualando-se a todos os presentes. Esotericamente, o Chapéu destina-se a cobrir os cabelos dos Obreiros em Loja, por estes serem receptores de vibrações sutis; e, cobrindo a cabeça, o Mestre se protege e demonstra que nada mais tem a receber, isto é, que chegou à plenitude maçônica ou à verdadeira iniciação simbólica. Esta prática é observada nas mais diversas filosofias religiosas ou não, quando seus líderes usam uma cobertura sobre a cabeça ou até mesmo raspam a cabeça para não sofrerem influências externas, fato este que observamos nas filosofias orientais, no judaísmo, no islamismo e nas igrejas católicas e ortodoxas, nos cultos afro-brasileiros e em diversas seitas, onde são usados turbantes, solidéus, tiaras, mitras, etc. Atualmente, os Mestres só se cobrem nas Sessões de Câmara do Meio, exceto no Rito Schroder em que todos os Obreiros se cobrem desde Aprendiz. E no Rito Adonhiramita, onde todos os Mestres usam o Chapéu em todas as Sessões de Graus Simbólicos, afirmando assim que são capazes de segurar o primeiro Malhete da Loja e de comportarem-se , quando for o caso, como dignos soberanos Iniciados. É importante relembrar que devemos nos descobrir toda vez que seja feita menção ao G∴A∴D∴U∴ em Loja, na abertura e fechamento do Livro da Lei e em sinal cívico e de respeito nas execuções do hino nacional e da bandeira.

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

VISITANTE DE OUTRO RITO - II

(republicação)
Em 20/02/2018 o Respeitável Irmão Ivan Barbosa Teixeira, Loja Tiradentes, 65, Rito de York (Americano), sem mencionar a Obediência, Oriente e Estado da Federação, apresenta a questão seguinte:

VISITANTE DE OUTRO RITO

Tenho uma dúvida que coloquei em Loja e acabou em uma discussão com várias opiniões divergentes.

Sou de uma Loja onde se pratica o Rito de York (Rito Americano) e temos os sinais de nosso Rito, como o Due Guard, o de Fidelidade, etc.

Como irei visitar uma Loja que pratica o REAA fiquei na dúvida se deverei usar nossos sinais ou aderir aos sinais da Loja que visito, pois em meu Rito não fazemos a bateria do Grau nem a aclamação.

Bom, isso gerou um confronto de opiniões, pois enquanto alguns Manos acreditam que por estar em visita deveria praticar o Rito da Loja em que se visita, incluindo seus sinais, outros optaram que se deva proceder conforme o Rito que praticam e assim como o avental diferente e a cor da gravata, (em nosso Rito é azul celeste), apesar de seguirmos os trabalhos daquele Rito, deve-se manter os sinais de sua Loja de origem, pois muitas vezes visitamos ate mesmo Ritos que desconhecemos.

Já outra parte optou pelo meio termo, e usando o bom senso, manter o que for possível de seu Rito, desde que não ofenda a Loja visitada.

Como não encontrei na legislação Maçônica, tampouco na ritualística, nada que viesse a regulamentar o assunto, recorro ao nobre Irmão para que me tire essa dúvida.

CONSIDERAÇÕES:

BULA "IN EMINENTI APOSTOLATUS SPECULA"

BULA PAPAL DE CLEMENTE XII
SOBRE A MAÇONARIA

CLEMENTE, bispo, servo dos servos de Deus a todos os fiéis, Saudações e Bênçãos Apostólicas.

Uma vez que a divina clemência colocou-Nos, mesmo nossos méritos não estando à altura de tal tarefa, no alto da torre do relógio do Apostolado com o dever de cuidado pastoral confiando em Nós, e tendo sido chamada a Nossa atenção, na medida em que foi concedida a Nós vinda do alto, com incessantes cuidados a todas essas coisas através do qual a integridade da religião ortodoxa é mantida a partir de erros e vícios, impedindo a sua entrada, e pelos quais os perigos de perturbação da maior parte dos tempos são repelidos de todo o mundo católico.

Agora, chegou a Nossos ouvidos, e o tema geral deixou claro, que certas Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções chamadas popularmente de Liberi Muratori ou Franco-Maçons ou por outros nomes, de acordo com as várias línguas, estão se difundindo e crescendo diariamente em força; e que homens de quaisquer religiões ou seitas, satisfeito com a aparência de probidade natural, estão reunidos, de acordo com seus estatutos e leis estabelecidas por eles, através de um rigoroso e inquebrantável vínculo que os obriga, tanto por um juramento sobre a Bíblia Sagrada quanto por uma variedade de severos castigos, a um inviolável silêncio sobre tudo o que eles fazem em segredo em conjunto.

Mas é parte da natureza do crime trair a si própria e para mostrar ao seu próprio clamor. Assim, estas citadas Sociedades ou Convenções têm causado na mente dos fiéis a maior suspeita, e todos os homens prudentes e íntegros tem apresentado o mesmo juízo sobre eles como sendo pervertidos e depravados. Pois se eles não estão fazendo mal, então não deveriam ter um ódio tão grande da luz. De fato, este rumor tem crescido a tais proporções que, em vários países estas sociedades têm sido proibidas pelas autoridades civis como sendo contra a segurança pública, e por algum tempo pareceu terem sido prudentes eliminados.

Por conseguinte, tendo em mente o grande prejuízo que é muitas vezes causado por essas Sociedades ou Convenções não só para a paz do Estado temporal, mas também para o bem-estar das almas, e percebendo que eles não possuem, por qualquer das sanções civis ou canônica; e uma vez que Nós somos inspirados pela palavra divina que é a parte do fiel servo e do comandante da casa do Senhor para assistir dia e noite o açoite de tais homens contra o lar agindo como ladrões e, como raposas que procuram destruir a vinha; de fato, para evitar que os corações dos simples sejam pervertidos e os inocentes sejam feridos secretamente por suas flechas e para bloquear a ampla estrada que poderia ser aberta para a ação de pecado e pelas justas e razoáveis motivações conhecidas por Nós; e por isso, depois de ter tomado conselho de alguns de nossos Veneráveis Irmãos entre os Cardeais da Santa Igreja Romana, e também de nossa própria reflexão a partir de certos conhecimentos e de madura deliberação, com a plenitude do poder apostólico, que decidimos fazer e decretar que estas mesmas Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações,ou Convenções de Liberi Muratori ou de Franco-Maçons, ou de qualquer outro nome que estas possam vir a possuir, estão condenadas e proibidas, e por Nossa presente Constituição, válida para todo o sempre, condenadas e proibidas.

Deste modo, Nós ordenamos precisamente, em virtude da santa obediência, que todos os fiéis de qualquer estado, grau, condição, ordem, dignidade ou preeminência, seja esta clerical ou laica, secular ou regular, mesmo aqueles que têm direito a menção específica e individual, sob qualquer pretexto ou por qualquer motivo, devam ousar ou presumir o ingresso, propagar ou apoiar estas sociedades dos citados Liberi Muratori ou Franco-maçons, ou de qualquer outra forma como sejam chamados, recebê-los em suas casas ou habitações ou escondê-los, associar-se a eles, juntar-se a eles, estar presente com eles ou dar-lhes permissão para se reunirem em outros locais, para auxiliá-los de qualquer forma, dar-lhes, de forma alguma, aconselhamento, apoio ou incentivo, quer abertamente ou em segredo, direta ou indiretamente, sobre os seus próprios ou através de terceiros; nem a exortar outros ou dizer a outros, incitar ou persuadir a serem inscritos em tais sociedades ou a serem contados entre o seu número, ou apresentar ou a ajudá-los de qualquer forma; devem todos (os fiéis) permanecerem totalmente à parte de tais Sociedades, Companhias, Assembléias, Reuniões, Congregações ou Convenções, sob pena de excomunhão para todas as pessoas acima mencionadas, apoiadas por qualquer manifestação, ou qualquer declaração necessária, e a partir da qual ninguém poderá obter o benefício da absolvição, mesmo na hora da morte, salvo através de Nós mesmos ou o Pontífice Romano da época.

Além disso, Nós desejamos e ordenamos que todos os bispos e prelados, e outras autoridades locais, bem como os inquisidores de heresia, investiguem e procedam contra os transgressores, independentemente da situação, grau, condição, ordem de dignidade ou preeminência que venham a ter; e que venham a perseguir e punir a todos com as sanções competentes da mais alta suspeição de heresia. Para cada um destes e a todos destes Nós concedemos e garantimos a livre faculdade de solicitar o auxílio do braço secular, em caso de necessidade, para investigar e proceder contra aqueles mesmo transgressores e para persegui-los e puni-los de acordo com as competentes sanções.

Dada e traçada em Roma, em Santa Maria Maior, no ano de 1738 de Nosso Senhor.

CLEMENTE XII

Fonte: https://www.deldebbio.com.br

domingo, 5 de novembro de 2023

CIRCULAÇÃO EM LOJA - ELA EXISTE NO TEMPLO SEM QUE A LOJA ESTEJA ABERTA?

(republicação)
Em 20/02/2018 o Respeitável Irmão Paulo Fagundes de Lima, Loja Basileia, 4.109, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo, Capital, formula a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO EM LOJA

Existe atualmente um esforço de padronizar o entendimento do REAA em São Paulo, e recentemente esteve nos visitando uma autoridade maçônica, que nos alertou que nossa entrada no Templo estava errada. Ao entrar no Templo para inicio da sessão, entrávamos na seguinte ordem: primeiro os aprendizes entrando pela esquerda para a coluna norte; em segundo os companheiros entrando pela direita para a coluna sul, em terceiro os mestres sem cargos entrando em ambas as colunas, em quarto os mestres com cargos entrando pelas suas respectivas colunas, e ao fim, os vigilantes entrando pelas suas respectivas colunas e o Venerável pelo centro da Loja. A orientação dada no sentido de corrigir nossa entrada, é que a sequência de entrada deveria ser mantida, porém a entrada se dá pela esquerda (coluna do norte) fazendo-se a circulação no sentido horário, mesmo a Loja não estando aberta. Para exemplificar, o 2º experto que anteriormente entrava pela direita (coluna do sul) e imediatamente ficava em frente de sua cadeira, pela nova determinação, entra pelo norte, e circula inteiramente o ocidente antes de acessar sua posição. Para sustentar esse posicionamento, foi citada a pagina 42 do ritual de aprendiz do GOB, e como o ritual é lei, precisa ser seguido. Ao questionar que a Loja não estava aberta, ele disse que isso é indiferente, uma vez que o Templo foi “Sagrado”, e portanto não se pode estar nele fora da sessão, nem andar de qualquer modo dentro dele, independente de haver ou não uma sessão em andamento. Minha dúvida: Não seria isso um erro de interpretação? A expressão no ritual na pagina 42 – item 1.8 – Da circulação em Loja e Saudação, não se refere a “Loja” no sentido de “sessão”? Tanto é que no inicio dos trabalhos o venerável mestre pede: “ajudai-me a abrir a Loja”. Independente do que está ou não escrito, não me parece razoável adotar uma circulação ritualística em Loja estando a mesma fechada. Pois se você este o caso, poderíamos imaginar o absurdo que nas férias maçônicas ao fazermos manutenção ou limpeza no Templo, teríamos que ter um mestre maçom orientando os profanos a andarem de forma ritualística, ou pior, deixando os profanos andarem sem problema, mas na existência de algum maçom, este circulando no sentido horário. Imagine este maçom tendo que levar uma lata de tinta para o pintor que está retocando o lado do mestre de harmonia. Com certeza o pintor imaginaria que nosso irmão maçom tem um parafuso a menos. (desculpe a ironia) Qual sua opinião? Obrigado.

CONSIDERAÇÕES: