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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 5 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS



COR DA BOLSA DE BENEFICÊNCIA - REAA

Em 14.10.2024 o Respeitável Irmão Sílvio Scofield, Loja Luz e Caridade, 0970, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Caravelas, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:

BOLSA DE BENEFICÊNCIA

Fui informado que o Saco de Beneficência deve ser na cor azul.

O SOR, no item 10, diz entre outras, que "...bolsas para coleta (sacos)...", deverão ser na cor vermelho encarnada.

Fiquei na dúvida de qual deve ser a cor do Saco de Beneficência.

CONSIDERAÇÕES:

 Conforme determina o Ritual de Aprendiz Maçom, REAA, 2024, vigente, dele a página 20, último parágrafo, está determinado que a cor das bolsas é vermelho-encarnado.

Sendo assim, a informação que lhe foi dada, dizendo ser azul, infelizmente está totalmente errada.

Historicamente, a cor vermelho-encarnado faz parte da decoração do REAA, o que faz com que não só as bolsas, mas também as toalhas, dossel, cortinas, estofos e almofadas sigam esse mesmo matiz.

PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JOSÉ DE ALENCAR NÃO ERA MAÇOM


José de Alencar (o famoso escritor brasileiro) não era maçom, mas podemos dizer que não era totalmente leigo no assunto, pois o seu pai, José Martiniano Pereira de Alencar foi iniciado na Ordem, em Pernambuco, e fez parte do Grande Oriente do Brasil no Estado do Rio de Janeiro.

Seu pai foi um ex-padre, jornalista e político brasileiro (Governador do Ceará) era um inimigo feroz de D. Pedro I e um dos líderes da Confederação do Equador (1824). Teve dois filhos que se destacaram: José de Alencar e Leonel Martiniano de Alencar, 1º Barão de Alencar.

Pouco se sabe sobre a vida maçônica de José Martiniano e sua data e Loja de iniciação ainda não foram identificadas, mas sabemos que ele foi um dos fundadores da Loja "União e Beneficência", em Fortaleza-CE, em 1834. Acredita-se que ele foi iniciado por volta dos 25 anos de idade, quando ainda estava no seminário, pois o grande historiador Pedro Calmon se referia a ele como "seminarista-maçom".

Isso faz de José de Alencar nosso sobrinho por parte da Maçonaria, e o seu pai, nosso irmão Maçom.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

LIBERDADE E TOLERÂNCIA

José Wilson Pereira M∴M∴ 
Trabalho lido no tempo de estudos
da Loja Simbólica Atalaia de Brasília Nº 1.574

I – INTRODUÇÃO

Liberdade e Tolerância caminham juntas na estrada da Maçonaria. Elas são rigorosamente essenciais à nossa Sublime Ordem.

Daí porque a Carta Magna da nossa Potência declara como um de seus fins supremos a Liberdade, e como princípio cardeal a Tolerância.

Assim, já no Art. 1º da Constituição do Grande Oriente do Brasil, (edição 2009), encontramos: “A Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista.... Seus fins supremos são Liberdade, Igualdade e Fraternidade. No inciso III desse mesmo artigo “, proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a Tolerância constitui o princípio cardeal das relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um”. (O grifo é nosso).

II – LIBERDADE

A Liberdade é, sem a menor dúvida, o bem maior da humanidade. Assim, vale conhecer bem os seus inimigos.

A liberdade humana, através dos tempos, tem sido sempre ameaçada pelos seus eternos inimigos: o fanatismo, a superstição e a violência. Vejamos cada um desses inimigos.

O Fanatismo - Segundo o Dicionário Aurélio Eletrônico, (Google, 2011), indivíduo fanático é aquele “que se considera inspirado por uma divindade, pelo espírito divino; iluminado. Que tem zelo religioso, cego, excessivo, intolerante. Que adere cegamente a uma doutrina, a um partido, que é partidário, exaltado, faccioso. Que tem dedicação, admiração ou amor exaltado a alguém ou algo, entusiasmado, apaixonado”. Podemos ver demonstrações de fanatismo na história recente do Brasil e nos conflitos atuais no Oriente Médio. A Guerra dos Canudos (Ver Nota 2) é um exemplo bastante significativo de fanatismo. Outro exemplo muito oportuno é a atuação do fundamentalismo islâmico que modernamente surgiu no Egito, na década de 1920 e hoje se encontra presente em grande parte do Norte da África, no Oriente Médio e na Ásia, agredindo a liberdade de ir e vir, de pensamento, a religiosa e a política.

A Superstição – É crendice em coisas fantásticas, baseadas em presságios, fatos fortuitos e muitas vezes caracterizadas por um sentimento religioso calcado no medo e na ignorância. O supersticioso é presa fácil daqueles que o exploram em benefício de seus interesses e em detrimento de algum tipo de liberdade.

A Violência – Ela se manifesta quer seja no plano físico, moral ou intelectual. A violência física, por intermédio da tortura é a ação mais cruel e abominável que se perpetra contra os mais fracos. Vemos nos dias de hoje nessas guerras localizadas, onde se manifesta de modo gritante o fanatismo religioso ou político, o uso da violência individual ou coletiva, na busca de seus objetivos, que via de regra são em detrimento da liberdade do povo.

Exemplos lamentáveis são os bombardeios indiscriminados contra populações civis indefesas e os ataques terroristas suicidas indiscriminados praticados pelos homens-bomba contra inocentes parcelas da população.

Recentemente, a sociedade brasileira ficou estarrecida com a violência do massacre ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo/RJ. No dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola, armado com dois revólveres, com muita munição e com extrema violência matou 12 crianças, feriu gravemente mais 12 e depois se suicidou.

É imperioso destacar os conflitos recentes, neste primeiro semestre de 2011, com movimentos de libertação das ditaduras do mundo árabe. O estopim foi a revolta na Tunísia que acabou derrubando o governo. Em seguida veio a revolução que retirou Hosni Mubarack da presidência do Egito, onde estava há mais de 30 anos. O Iêmem do mesmo modo está em processo de afastamento de seu governo. A Líbia vem até o momento, maio de 2011, se destruindo em uma guerra civil que talvez termine com uma divisão do país. Omar Kadafi resiste, até o momento a toda pressão das forças da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte. Do mesmo modo, países próximos, desenvolvem os mesmos movimentos em busca da liberdade, quais sejam: Síria, Oman, Baharen e até a Jordânia.

É dever de todo maçom assumir suas responsabilidades perante a sociedade e ficar alerta contra toda manifestação de violência, inclusive contra o poder discricionário dos governantes que muitas vezes, com absolutismo e tirania tolhem a liberdade dos povos.

Mas, voltemos ao art. 1º da Constituição do G∴O∴B∴, onde no inciso IV desse artigo, “defende a plena liberdade de expressão do pensamento, como direito fundamental do ser humano, admitida a correlata responsabilidade”.Além disso, ao tratar dos direitos do Maçom, no inciso II do artigo 33 está escrito: “Livre manifestação do pensamento nos meios maçônicos”.E no Inciso III do mesmo artigo: ”Inviolabilidade de sua liberdade de consciência e crença. Mais adiante, no inciso X: “Não ser obrigado a fazer nem deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da Lei”.”“.

Além disso, A Maçonaria defende a plena liberdade de expressão e de pensamento, como um direito fundamental do homem. E também determina o combate à ignorância, à superstição e à tirania.

Considerando o fanatismo como fruto da ignorância, sendo esta mãe de todos os vícios, e que a tirania é uma das mais condenáveis formas de violência contra o povo, é licito inferir que esses inimigos da liberdade humana têm que ser combatidos diuturnamente.

Por outro lado, vale destacar que, a Maçonaria embora seja fundamentalmente filosófica, não se prende a nenhuma corrente, sistema ou escola. Porisso, o maçom tem total liberdade de pensamento e de interpretação. O maçom tem todo o direto e a liberdade de “achar o bem entender”, conforme suas convicções e sua formação e cultura maçônica.

O sentimento de liberdade deve estar sempre muito presente na consciência de todo maçom. Foi esse sentimento que proporcionou a independência de tantos povos. A Maçonaria teve, através dos tempos, bastante influência na emancipação política de muitos povos, particularmente na independência das nações americanas. Do mesmo modo, há quem defenda a influência destacada da Maçonaria na Revolução Francesa, embora alguns autores minimizem essa participação.

Em todo o movimento de independência da América há marcas indeléveis da Maçonaria.

O estadista e comandante das forças que lutaram para a independência das 13 colônias da América do Norte, Benjamim Franklim, grande maçom, recebeu apoio de seus irmãos maçons da França.

Inúmeros revolucionários que lutaram pela causa da independência americana eram maçons, inclusive o líder maior, George Washington.

Na América Latina também encontramos vários maçons que dedicaram suas vidas à luta pela independência de seus países. Citemos alguns exemplos como os argentinos San Martin, Carlos Alvear, Manoel Belgrano e Bernardo O'Higgins; na Venezuela destacaram-se Francisco Miranda e Simon Bolivar; no México, Benito Suarez e Francisco José Caldas; no Equador, José Joaquim Olimedo e Martins Rocafuente; no Peru, Jaime Zerdanez; em Cuba, José Marti; no Chile sobressai-se a figura épica e lendária do Índio Lautaro que lutou encarniçadamente pela independência de sua Pátria.

Aqui no Brasil, temos uma plêiade de maçons ilustres que foram figuras importantes na nossa emancipação política: Joaquim Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira, Cônego Januário Barbosa, Hipólito da Costa (Patrono da Loja Simbólica Atalaia de Brasília), José do Patrocínio, José Bonifácio, Antônio Carlos, Martim Francisco e tantos outros.

O Grande Oriente do Brasil, fundado em 17 de junho de 1822, atuou intensamente pela Independência do Brasil.

II – TOLERÂNCIA

Como vimos, a Tolerância é um princípio cardeal da Maçonaria. Ela sempre esteve presente na história da Arte Real.

A Constituição do G∴O∴B∴, edição de 2009, faz referência à Tolerância, no artigo 32, Dos Deveres do Maçom, quando determina no inciso IX – “haver-se sempre com probidade, praticando o bem, a tolerância e a solidariedade humana”.(o grifo é nosso).

Ao buscarmos o sentido profano de Tolerância, vemos no Novo Dicionário da Língua Portuguesa, do Aurélio: “Tolerância – (do latim tolerantia) – Qualidade de ser tolerante. Tendência a admitir modos de pensar, agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. Tolerante – Que tolera. Que desculpa; indulgente, benigno. Que admite e respeita opiniões contrárias à sua”.

Esse sentido profano não está muito longe do sentido maçônico. A nossa Ordem entende a Tolerância como o ato de saber suportar e não apenas como ser indulgente.

A Tolerância além de ser um dever do maçom, deve estar completamente arraigada em sua consciência. É por intermédio dela que chegamos à Fraternidade. É pelo amor ao próximo que conseguimos praticá-la. Não é por acaso que abrimos os trabalhos da Loja Simbólica, lendo o Salmo 133: ”Ó quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união...”.

Essa convivência fraterna não se fará sem uma grande dose de Tolerância, de parte a parte, dos irmãos.

A Tolerância para o verdadeiro maçom, que não seja um simples portador de avental, é antes de tudo um estado de espírito. O maçom que vive e pratica a Maçonaria está consciente de que sem o exercício constante da Tolerância, não chega a lugar nenhum.

Foi a intolerância, e, portanto, a falta de Tolerância, é responsável por tantas cisões na história da Maçonaria. Quantas dissenções, cismas ou disputas maçônicas teriam sido evitadas se houvesse mais Tolerância e menos vaidade, orgulho e soberba.

Todavia, é bom que fique bem claro, que Tolerância não significa derrota, subserviência, adesão ou abdicação. Na concepção maçônica, ela passa pela indulgência diante das fraquezas de um Ir∴ e pela compreensão dos seus pensamentos e pontos de vista contrários aos nossos.

IV – CONCLUSÃO

Como dissemos, a Liberdade e a Tolerância caminham juntas.

A Liberdade deve ser encarada como uma via de mão dupla. Isto é, assim como defendemos a nossa liberdade de pensamento, temos que ter Tolerância e respeitar a liberdade de pensamento do nosso Irmão.

Ademais, a liberdade de pensamento do outro, pode nos levar a reconsiderar conceitos ou pensamentos por nós consagrados como verdadeiros.

A Maçonaria respeita o princípio de livremente obedecermos aos ditames de nossa consciência. Todavia, não temos a liberdade de obedecer à indiferença, aos caprichos e à covardia, nem podemos tolerar o fanatismo e a violência. Por outro lado, não podemos, sob o pretexto de liberdade de consciência ou de prática da Tolerância, nos furtar de falar com absoluta sinceridade, ao expor nossos pontos de vista ou expressar nossos sentimentos.

Bibliografia:
  • Rodrigues, Raimundo, A Filosofia da Maçonaria Simbólica, 1ª edição, 1999; Oliveira, Walter Dias de, A Maçonaria e seus Conceitos, Editora A Trolha, 1ª edição, 1999; 
  • Lyra, Jorge Buarque, A Maçonaria e o Cristianismo, Editora Aurora, 5ª edição, 1970;
  • Castellani, José, Os Maçons na Independência do Brasil, Editora A Trolha, 1ª edição;
  • D’Albuquerque, A Tenório, A Maçonaria e a Independência do Brasil, Editora Aurora, 3ª edição;
  • Aslan, Nicola, Pequenas Biografias de Grandes Maçons Brasileiros, Editora Maçônica, edição de 1973;
  • Siqueira, Alcides Luiz de, A Tolerância, Caderno de Pesquisas Maçônicas, Caderno nº 15, Editora A Trolha, 1ª edição, 1998;
  • Motalvani Filho, Antônio, Trabalho Maçônico “Ser Maçom”, Revista A Trolha, nº 157, novembro de 1999, página 37;
  • Magnani, Júlio Cesar, Trabalho Maçônico, “Liberdade, Igualdade E Fraternidade com Justiça e Lealdade”, Revista A Trolha, nº 157, novembro de 1999, páginas 34, 35 e 36;
  • Costa, Frederico Guilherme, Trabalho Maçônico, “Liberdade e Igualdade – Um Diálogo entre Irmãos; Um Enfoque Profano e uma Análise Conceitual”, Revista A Trolha, nº 127, maio de 1997, páginas24 e 24;
  • Haddad, Fuad, Trabalho maçônico “A maçonaria e a Independência do Brasil, Revista A Trolha, nº 162, abril de 2000, páginas 34 a 36”;
  • Perotoni, Marco Antônio, Trabalho Maçônico, “Liberdade – Os limites do Certo e do errado”, Revista A Trolha, nº 148, fevereiro de 1999, página 34;
  • Felipe, Deusdedith José, Trabalho maçônico “Tolerância na Maçonaria”, Revista O Amanhã, nº 5, Março/Abril de 1999, páginas 11 e 12;
  • Silva, Antomar Marins, Trabalho Maçônico “Tolerância”, Revista A Trolha, nº 154, agosto de 1999, página 41;
  • Oliveira, João Batista Moraes, Trabalho Maçônico “Tolerância Doméstica”, Revista A Trolha, nº 122, dezembro de 1996, páginas 22 e 23;
  • Siqueira, Alcides Luiz de, Trabalho Maçônico “A Tolerância”, Revista A Trolha, nº 148, julho de 1998, página 26;
  • Sálvio Jr, Antônio Hoberdanchi, Trabalho maçônico “Considerações sobre o Salmo 133”, Revista A Trolha, nº 115, maio de 1996, páginas 24 e 25;
  • Guimarães, João Francisco, Trabalho Maçônico “A Tolerância”, Revista O Amanhã, nº 3, páginas 10 a 12;
  • Constituição do Grande Oriente do Brasil, edição 2009;
Fonte: JBNews - Informativo nº 271 - 26.05.2011

quarta-feira, 4 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

VOTO DO VENERÁVEL NO ESCRUTÍNIO SECRETO

Em 08.10.2024 o Respeitável Irmão Antonio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

VOTO DO VENERÁVEL

Gostaria de um esclarecimento: Escrutínio Secreto para aprovação de Candidato o Venerável pode participar da votação ou não?

COMENTÁRIO:

 O Venerável não participa de votações nominais (abertas, pelo sinal de costume), isso porque é dado a ele o direito do voto de qualidade, conhecido como de minerva, no caso de empate.

Já no Escrutínio Secreto, obrigatoriamente ele deve participar, sendo, inclusive o primeiro a receber do 1º Experto as duas esferas (branca e preta) e assim será o primeiro votar.

No escrutínio secreto, todos os Irmãos Regulares da Loja votam, inclusive o Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 97 - Elo de Ligação

Tempos atrás, o Irmão Ronaldo Teixeira Pinto, da Loja Jacques de Molay, levantou um assunto interessante: qual o elo de ligação entre a Maçonaria Operativa e a Maçonaria Especulativa?

Aparentemente, a resposta é: a necessidade de sobrevivência da Ordem. Mas para sobreviver, é necessário que haja crescimento. Esse crescimento foi gerado pelo “Interesse”.

Vou tecer algumas considerações, expostas abaixo, para no final esclarecer o que vem a ser esse “interesse”.

  • A Francomaçonaria possuiu dois ramos principais, bem distintos quando à origem e ao comportamento. O ramo Inglês e o Francês. A Francomaçonaria Brasileira, e as demais da América do Sul, são de origem francesa. Na Austrália, EUA e Nova Zelandia a origem é inglesa.
  • Na Inglaterra, a idéia de uma sociedade obreira declinava pouco a pouco, e reencontrou força e vigor graças ao acrescentamento de elementos novos, encontrados, antes de tudo na burguesia e nas profissões liberais e, posteriormente na nobreza e realeza. Aos primeiros, essa nova organização, oriunda de uma guilda quase moribunda de ofícios, estendia seus fins e sua influência, dando-lhes um novo aval entre os homens de condição social mais elevada.
  • Na França, diferentemente do exposto acima, o povo começava a despertar para idéias novas (muitas emprestadas da Inglaterra) e preparava sua Revolução, enquanto a Inglaterra já fizera a sua e decapitara seus reis. Submetera a Igreja ao Estado, e aspirava repouso.
  • Desse modo, enquanto a Lojas Inglesas reuniam, de maneira geral, pessoas extremamente respeitáveis, ponderadas, cultivando cuidadosamente, com submissão, as leis do reino e as leis da natureza, as Lojas Francesas abrigavam, sob a Lei do Silencio, tudo quanto o reino podia conter de hermetistas, alquimistas, “filósofos” e “iluminados”. Desse modo, a Loja tornou-se a veste que lhes permitiu passar despercebida – e, em seguida, ficar ao abrigo das perseguições do poder real e do poder religioso – uma sociedade frívola que dança inconscientemente seus últimos minuetos, quando a casa, já rachada, começou a desmoronar. (Marius Lebage).
Aparentemente, o “elo’ de ligação entre a Maçonaria Operativa e Especulativa, denomina-se ’interesse” no sentido mais amplo da palavra.

Na Inglaterra: INTERESSE em contatar, e se misturar com pessoas da alta sociedade e se sentir no mesmo nível, característica da Maçonaria mundial.

Na França: INTERESSE em se ter base camuflada para contestar a Igreja e o governo, e ter local para expressar livremente seus pensamentos.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

A BIGORNA E O APERFEIÇOAMENTO DO MAÇOM

Na simbologia maçônica, a bigorna representa um dos instrumentos fundamentais do aperfeiçoamento humano. Assim como o ferro bruto é moldado pelo ferreiro com o auxílio do martelo e da bigorna, o maçom se forja através das provas da vida, do estudo e do trabalho constante sobre si mesmo.

A bigorna é símbolo de resistência, de constância e de transformação. Ela suporta o impacto do martelo, que representa a vontade e a ação, e permite que o metal se torne uma obra útil e bela. Da mesma forma, o maçom deve ser resiliente diante das dificuldades e aprender a lapidar suas imperfeições para se tornar um ser humano melhor.

Esse instrumento também nos ensina que a evolução não ocorre sem esforço e sem dor. O fogo das provações aquece a alma, e os golpes das experiências moldam o caráter. Aquele que resiste e se submete à disciplina do trabalho torna-se forte, equilibrado e digno.

A bigorna nos lembra, portanto, que a maçonaria é um caminho de aprendizado contínuo. Cabe a cada irmão aceitar o calor da transformação e o peso das lições, sabendo que, ao final, será um homem mais justo, mais sábio e mais virtuoso.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 3 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

MAÇOM HONORÁRIO

Em 08.10.2024 o Respeitável Irmão Carlos Augusto Tardin, Loja Acácia de Guarapari, 2066, REAA, GOB-ES, Oriente de Guarapari, Espírito Santo, faz a seguinte pergunta:

MAÇOM HONORÁRIO

Segundo a Constituição Federal do GOB, Capítulo IV - DAS CLASSES DE MAÇONS, Art. 32, III, o Maçom, não pertencendo ao Quadro da Loja, dela poderá receber o título honorífico de "Honorário", podendo ser homenageado com esse título, Maçom regular de outra Potência reconhecida.

A questão que se apresenta é a seguinte:

O Irmão que foi agraciado com este título honorífico, ao frequentar sessões na Loja que o concedeu, deverá assinar o Livro de Visitantes ou o Livro de Irmãos do Quadro?

Desde já agradeço a atenção!

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese este não ser um assunto de ritualística, mas creio, da alçada da Guarda dos Selos, segue a minha opinião a respeito.

Salvo melhor juízo, um membro honorário possui um título honorífico, o que não o torna um obreiro regular do Quadro, ou seja, aquele que recolhe pela Loja os metais devidos, sujeita-se à frequência regulamentar e tem o direito a voto.

Por conta disto, entendo que o Membro Honorário é um Irmão agraciado de outra Loja, ou de outra Obediência reconhecida, mas isso não o faz, de fato e de direito, um obreiro regular do Quadro da Loja que o agraciou. 

Sendo assim, no meu entendimento ele deve assinar o Livro de Presenças de Irmãos visitantes.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


JOSÉ ZACARIAS DE MIRANDA E SILVA (Baependi-MG, 1851 - São Paulo, 1926). Pastor presbiteriano brasileiro e um dos grandes nomes responsáveis pela expansão do presbiterianismo no país.

Algumas datas:

Em 1883, tornou-se membro da maçonaria, o que mais tarde gerou controvérsias dentro da igreja.

Em 1899, durante a "Questão Maçônica", fiéis e familiares insatisfeitos com a Primeira Igreja de São Paulo organizaram a Igreja Filadelfa, da qual Zacarias se tornou pastor.

Em 1900, a Igreja Filadelfa uniu-se à Segunda Igreja, liderada por Modesto Carvalhosa, formando o núcleo da futura Igreja Presbiteriana Unida.

Em 1903, no Sínodo deste mesmo ano, Zacarias defendeu sua posição, declarando não ver incompatibilidade entre a maçonaria e a fé cristã. No entanto, diante da rejeição dos demais membros da igreja, ele fez uma escolha impactante: abandonou a maçonaria e dedicou-se inteiramente ao Sínodo, tornando-se um de seus mais fervorosos defensores.

Foi redator da Revista das Missões Nacionais em dois períodos (1894-1897 e 1900-1903), onde expressava suas convicções e defendia a causa presbiteriana.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O LUXO NA VISÃO MAÇÔNICA

Autor: Irmão José Geraldo de Lucena Soares

Membro da Loja FRATERNIDADE JUDICIÁRIA, 3614 – Grande Oriente do Brasil
Mestre Instalado, Grau 33″ do rito escocês antigo e aceito

A palavra “Luxo” emana do latim ( luxus, us – s.m.) e exprime a ideia de suntuosidade, magnificência e tudo que impressiona como demonstração de riqueza material.

O luxo está vinculado a algo que nos seduz e poucos têm a força de resistir aos seus encantos, pois provoca um sentimento de beleza no cenário onde se encontra instalado, porque também nos conduz à contemplação da Arte.

Esse exame do Belo que encerra geralmente o Luxo, nem sempre é bem visto pelos desafortunados eis que provoca um sentimento de desequilíbrio de riquezas entre o ostentador luxuoso e aquele que não tem condições de cultivá-lo pela falta de recursos materiais para nivelar-se.

Daí a maneira ou forma de vivência luxuosa trazer algumas ou mesmo muitas vezes a inveja e recalque, e, como consequência, conflitos sociais deflagrados, cujos desfechos nem sempre são satisfatórios.

A História está repleta de contos luxuosos e até nossa Sublime Ordem também o adota em sua vida administrativa com prédios ou palácios suntuosos e outros objetos dos mais valiosos que os adornam.

Evidencia-se a importância dessa ostentação como expressão artística e até mesmo de Poder. Aliás, o Poder Terreno sempre esteve ligado ao luxo, separando seu detentor perpétuo ou temporário das camadas sociais que lhes são submissas.

Na verdade, grande parte da sociedade admira o fausto e outra se mostra indiferente mas a maioria gostaria de usufruí-lo, embora possa não demonstrar.

Todavia, a vida luxuosa contém uma grande parcela de utilidade. Além de representar às Belas Artes como estímulo para os olhos eruditos e também para a audição musical, como quadros de Rafael, Rembrandt, Da Vince, Michelangelo,Van Gogh, Portinari e tantos outros, propiciam igualmente os sonhos e poesias das musicas de Franz Schubert, Wagner, Claude Debussi e Chopin. Monumentos de Michelangelo e do próprio Leonardo Da Vince e outros renomados clássicos sempre encantaram os sentimentos artísticos dos amantes do Belo.

Registra um dos ensinamentos maçônicos que o luxo significa pompa, viço, esplendor sendo a expressão daquele sentimento que nos faz amar o Belo; é também a perfeição da higiene que torna o corpo digno da alma que o rege. Ao invés de corromper os costumes, se praticado com dignidade, o luxo pode até recuperá-los, pois serve muitas vezes de contrapeso a avareza, impulsionando o progresso e amor a vida física e espiritual.

O luxo é, pois, uma forma marcada pelo apreço a beleza com o propósito de despertar um grande sentimento de satisfação pessoal.

É como vejo a aceitação do luxo na Maçonaria, smj∴

Fonte: http://redecolmeia.com.br

segunda-feira, 2 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUTOS LEGAIS DAS LUZES

Em 08.10.2024 o Respeitável Irmão Paulo Afonso Pinheiro Leal, Loja Irmão Augusto Nogueira Paranaguá, 4540, REAA, GOB-PI, Oriente de Corrente, Estado do Piauí, apresenta a dúvida seguinte:

SUBSTITUTOS

Quem substitui o Venerável Mestre na ausência do Venerável e Primeiro Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme prevê o ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB e o Regulamento Geral da Federação, o substituto imediato do Venerável Mestre, nas sessões ordinárias, é o 1º Vigilante. Por sua vez, conforme os mesmos dispositivos gobianos, o substituto imediato do 1º Vigilante é o 2º Vigilante. À vista disso, o 2º Vigilante não substitui o Venerável Mestre em nenhuma ocasião.

De acordo com o ritual de Aprendiz mencionado, quem é o substituto imediato do 2º Vigilante é o 2º Experto.

No caso da falta de duas das Luzes eleitas para dirigir a Loja, ou seja, do Venerável Mestre e o 1º Vigilante, o Mestre Instalado mais recente da Loja assume o lugar do Venerável; o 2º Vigilante o do 1º Vigilante e o 2º Experto assume o lugar do 2º Vigilante.

Ao finalizar, vale ressaltar que a falta de duas das três Luzes eleitas para dirigir a Loja, inclusive do Venerável Mestre, é algo que merece atenção, pois sinaliza que algo não vai bem com a administração dessa Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SÍMBOLO MAÇÔNICO SUBMERSO EM PARATY


Paraty, no Rio de Janeiro, é um município carregado de significado maçônico, especialmente por suas casas antigas que exibem painéis com símbolos nas suas fachadas, muitos perceptíveis apenas para quem conhece: como se fosse um convite aos maçons visitantes, indicado que ali teria acolhimento e abrigo.

O símbolo maçônico que aparece na imagem em destaque, não é tão antigo quanto os casarões. Foi colocado ali em 14 de maio de 2006, pelos Irmãos da Loja Maçônica União e Beleza. Os Irmãos responsáveis diretamente pela colocação do marco foram os Irmãos Cláudio Alvarenga (falecido), irmão Alexandre Stanisce (ainda membro da União e Beleza), irmão Renato Helena (à época na União e Beleza e atualmente na União e avirrude I). Também tiveram a ajuda do irmão Piter Stanisce, membro da União e Beleza, que a época era DeMolay e Julio Stanisce.

Na imagem, aparece o Ir. Moacir Vieira da Loja Penha de França nº393, ao lado do símbolo. (Foto de Carlos Martins).

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA NÃO É MILÍCIA ARMADA

Laurindo R. Gutierrez
Loja Regeneração III- Londrina-Pr
Consulta : internet

Parido no ventre de minha mãe, a Loja Regeneração III sempre aprendi que o Maçom é um pedreiro livre construtor de catedrais, homem pacífico e amante dos estudos. 

A palavra Maçom derivada do Frances construtor me deram a certeza da finalidade da Ordem Maçônica que é construir um novo homem a partir de um profano habitante das trevas. 

Maço instrumento de trabalho e símbolo da ação maçônica, também lembra Maçom. 

Nunca vi escrito em rituais nem ouvi relato algum de que o maçom deva prestar obediência ao Papa, o maçom é livre para pensar e agir e assim se tornar um Ser especial capaz de ensinar a outros e servir de exemplo para sua comunidade. 

Porém uma corrente de maçons atestam que nossa Ordem é originária do Cavaleiros Templários, fundada em 1.119 conhecida como a Milícia de Cristo para proteger os peregrinos e os lugares sagrados da Terra Santa contra o inimigo islâmico. 

Em sua época os templários foram um colosso financeiro e militar e eram conhecidos como os banqueiros de Cristo pois arrecadavam dinheiro e o protegiam em cofres forte, protegido pelo Senhor, diziam. 

Livros foram escritos e avidamente devorados por irmãos desejosos de conhecer a “maçonaria” ali retratada e a tomam como verdadeira. 

Os Templários nunca foram maçons e deles, nossa Ordem apenas herdou os protocolos secretos e o sigilo imposto a seus iniciados. 

A ruína dos Cavaleiros Templários começou quando assaltaram e pilharam Constantinopla em 1.204. Essa talvez seja a maior façanha deles, que causou o Cisma da Cristandade, e nunca mais a Igreja de Roma e a Grega de Constantinopla fizeram as pazes. 

Amantes do ocultismo, admiradores de seitas secretas, caçadores de tesouros perdidos ao estilo Indiana Jones e curiosos desinformados de toda ordem se uniram e criaram essa balela. 

Muitos autores trabalham incessantemente para dar credibilidade a essa idéia e tem seguidores ferrenhos que não conhecendo nem o ritual do Grau de Aprendiz acreditam no que lêem. 

O maçom existe para a paz e para o bem, não para guerrear e matar seus oponentes. A “arma” do maçom pedreiro livre é a inteligência, não a espada, instrumento de morte. Maçom se reúne no Templo, não na caserna.

Fonte: JBNews - Informativo nº 270 -- 25.05.2011

domingo, 1 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

TILINTAR DE ESPADAS E O SILÊNCIO INICIÁTICO

Em 07.10.2024 o Respeitável Irmão Eduval Moraes Fogaça, Loja Prudente de Morais II, 2231, REAA, GOB-SP, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

TILINTAR DE ESPADAS

No tempo de estudos aos Aprendizes, sobre a sessão de iniciação, comentamos que as pedras eram desbastadas fora do templo, na construção do Templo de Salomão, para não ouvir o tilintar, ou, som dos metais. O Aprendiz perguntou, porque na Segunda Viagem ouvimos o tilintar de espadas dentro do Templo. Pergunto qual explicação para o questionamento? Indago, não seria melhor que o tilintar das espadas ser por Áudio: uma gravação, como, na primeira viagem o som dos ventos, relâmpagos e raios? 

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente é preciso dizer que a alegoria do Tempo de Jerusalém, ou o de Salomão, é apenas um elemento simbólico. O fato de não se ouvir nenhum barulho de ferramentas na construção do Templo, significa que o maçom deve trabalhar constante e silenciosamente no seu interior para alcançar progresso e aprimoramento, moral e intelectual – o Templo, nesse caso, é o próprio homem.

Em Maçonaria, a alegoria do Templo é uma construção simbólica para comportar uma lenda que é a chave da Grande Iniciação. 

Nesse contexto se faz cogente compreender que a Maçonaria possui aproximados 800 anos de história documental e o Templo de Jerusalém, aludido na lenda, é muito mais antigo do que a existência da Maçonaria. Enfim, não existia Maçonaria nos tempos da construção do templo hebraico. O que é mencionado na Maçonaria é uma lenda criada para expor lições de ética, moral e sociabilidade. Reforça ainda essa afirmativa, o fato de que o grau especulativo de Mestre Maçom somente veio aparecer em 1725 na Inglaterra, sendo oficializado em 1738 na segunda Constituição de Anderson.

Diferente do Primeiro Templo de Jerusalém, que se acredita ter existido entre os séculos X e VI a. C., o primeiro Templo maçônico teve sua pedra angular fincada em 1776 e concluído aproximadamente dois anos mais tarde para abrigar a primeira Grande Loja, fundada em Londres e Westminster no ano de 1717. Este Templo (onde se encontra o atual Free Mason’s Hall) teve dois modelos principais para a sua construção: a Igreja e do Parlamento Britânico.

Sob a conjuntura iniciática, a questão do lendário silêncio na construção do Primeiro Templo de Salomão, onde não se ouviam os ruídos produzidos pelas atividades profissionais dos que erigiam as paredes, quer dizer que simbolicamente o trabalho introspectivo, silencioso efetuado por cada maçom deve ser produzido sem alardes (discrição).

Sobre o literal tilintar de espadas em determinadas passagens iniciáticas da Moderna Maçonaria, onde literalmente os Irmãos batiam espadas umas contra outras, faz tempo que isso não ocorre mais. Atualmente este tilintar de espadas se faz valer de recursos sonoros produzidos por equipamentos eletrônicos operados, geralmente, pelo Mestre de Harmonia.

Na concepção iniciática, esses ruídos produzidos pelo tilintar de espadas, como fosse um entre chocar de armas brancas em combate, nada tem a ver com o silêncio da construção "simbólica" do Templo. O silêncio nessa construção revela introspecção do obreiro, já os ruídos produzidos pelo entre chocar de espadas, revela simbolicamente a luta natural daqueles que combatem as futilidades mundanas e os revezes da vida. Esse combate, que se revela na juventude do ser humano é natural daqueles que atravessam a segunda etapa da vida.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A BALANÇA

Balança corresponde a libra em latim; signo do zodíaco, é formado por oito estrelas.

Originou-se pela igualdade do equinócio do outono, quando os dias e as noites apresentam a mesma duração.

É o sétimo signo do zodíaco, abrangendo o período entre 21 de setembro a 21 de outubro; é o signo ativo de Venus; é o segundo signo do ar.

Os nascidos nesse signo possuem intelectualidade, sensibilidade artística; são sensuais, simpáticos, afetuosos e amáveis, pelo equilíbrio constante em suas vidas.

Maçonicamente, é o símbolo da retidão e da justiça.

Nas doze colunas zodiacais do templo são inseridos os correspondentes símbolos dos signos.

Maçonicamente, o zodíaco nada tem a ver com a astrologia; apenas são símbolos hauridos das constelações existentes no Cosmos.

Todo maçom deve espelhar-se nesse símbolo que lhe propicia equilíbrio, igualdade, temperança e justiça.

Os nascidos sob esse signo destacam-se na sociedade pelo bom senso de suas atitudes e pela tranquilidade no desempenho de seu trabalho.

O símbolo da libra é uma balança com dois pratos, mantendo o fiel no centro.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 65.

ENSINAMENTO MAÇÔNICO SOBRE A ENTRADA NO TEMPLO

Maximiliano Schaefer, M∴M∴ 
ARLS Capela Aparecidense Nº 2923, Aparecida de Goiânia (Goiás) – Brasil

Quando dizemos que somos de uma loja de São João justa e perfeita elevamos nossa alma ao grande arquiteto pedindo proteção ao nosso coração para mantê-lo puro perante as imperfeições e evoluções constantes no mundo, onde reconhecemos nossa pequenez e nosso grau de aprendiz, que nada sabemos e talvez chegarmos a conclusão que nada saberemos. Simplesmente vivemos e adquirimos maturidade terrena e material, sempre buscando algo que está longe demais de ser alcançado, e quando chegamos vemos que o grande arquiteto tem outros planos, muitas vezes corrige esse curso, outras nos proporciona a oportunidade de evoluir espiritualmente e como pessoa.

Devemos focar nossos objetivos para trazermos paz ao mundo e tranqüilizar os corações amargurados e sofridos em uma vida de tantas provações. Amizade a todos os irmãos, entendendo-os e relevando as mais diversas situações provocadas por seu grau de evolução, mostrando-lhes o caminho das pedras para seu aprendizado individual, refletindo sobre nos mesmos e lembrando constantemente do nosso estágio de aprendiz, que ao contrário do que achamos é cada vez menor, o que perante o grande arquiteto aumenta nossa responsabilidade perante seus objetivos em um mundo em constante modificação.

Prosperar para oferecermos conforto a nossas famílias e criar condições de fazermos algo mais pelo próximo e formarmos exemplo de cidadania, contribuindo assim para um mundo melhor é uma frase conceitual, mas na essência vem acrescida de tantas variáveis que montaríamos uma biblioteca, pois com ela pode vir cobiça, vaidade, ignorância e tantas outras que nos fazem perder o sono à noite. Será que a prosperidade tem algo a ver com longevidade? Algo que está interno ao ser humano e não nos prazeres mundanos? Será que a realização momentânea nos traz um vazio, contemplando aquele sentimento de que sempre nos falta algo? Será que ao estendermos a mão a um necessitado não estaremos prosperando muito além de nossos limites? Fazer a diferença não seja ser uma pessoa digna e um bom pai de família?

Prosperar! Palavra forte e concreta que nos remete ao céu, uma grande diferença entre a migração de uma coluna à outra, de um estudo conceitual a uma ideologia mágica de satisfação plena.

É somente isso trazes consigo?

O venerável mestre, aquele cuja responsabilidade é creditada a conduta de seus aprendizes, vos saúda com respeito e admiração, agradecendo em nome de todo seu templo de origem o privilégio de abrigar com o mesmo carinho que esse filho foi recebido em sua vida o dos irmãos de convívio, fazendo-o ter uma visão diferente, mitigando sua curiosidade a outros fatos que contribuam para o seu aprendizado, razão pela qual de seu glorioso nome… venerável mestre.

Quando construímos templos à virtude remetemo-nos aos notáveis cavaleiros templários, figuras fortes e marcantes que tanto contribuíram com nosso desenvolvimento, demonstrando garra, robustez e perseverança, trabalhando com muita alegria, cavando masmorras ao vício. O mesmo vício de fazer o bem e nos fazer progredir e acreditar que existem muitas variáveis que não temos conhecimento, migrando-os ao simples – louvável – aprendendo que os detalhes fazem as diferenças, que é na minúcia que descobrimos a arte.

Nesse momento lembramos de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, provável free maçom de sua época, estaria errado em tantos progressos nas áreas de engenharia, arquitetura, sociedade, música e artes cênicas de hoje? O nível de detalhe dos seus projetos nos levam a pensar que realmente temos muito a aprender, que realmente somos aprendizes. Muitas paixões foram vencidas, muitas vontades submetidas para realizar um dos trabalhos mais bonitos que a história protagoniza até hoje – a capela Sistina – que demonstra com suavidade e vigor toda energia despendida por um aprendiz que buscava algo, que tanto criou e contribuiu ao mundo e, talvez, tenha viajado as estrelas e ainda hoje continue buscando algo.

E o que ele queria? Um lugar que a história lhe reservou ou somente um lugar entre nós?

De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o Céu.
Giorgio Vasari

E seu venerável mestre lhe concedeu… e o mestre de cerimônia lhe acompanhou ao seu lugar de direito.

Fonte: https://www.maconaria.net