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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

OS VÍCIOS QUE COMBATEMOS

OS VÍCIOS QUE COMBATEMOS
Ir∴ Ricardo Martinez

Os vícios que combatemos na maçonaria, que trazem a desarmonia para nossa Ordem. 

Um dos sete pecados capitais que se manifesta nas pessoas na forma de ORGULHO e ARROGÂNCIA é a SOBERBA, termo que provém do latim – superbia, é um sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando à manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. As manifestações de soberba podem ser demostradas de forma individual ou em grupo. Nos casos de grupos, escolhidos ou eleitos, firma-se na crença de que é superior.

A manipulação da soberba, do orgulho e da pretensão de superioridade de um grupo pode mobilizar conflitos sociais, onde os sentimentos de uma massa humana pouco crítica servem aos interesses políticos, económicos, ideológicos, pela ganancia do poder.

O soberbo quer superar sempre os outros, mas quando é superado, logo se deixa dominar pela inveja. Quando se sente ameaçado, atingido, procura depreciar os outros e vangloriar-se, sem que para isto se estruture para se superar ou até fazer uma avaliação da vida, dando-se em determinado momento por satisfeito.

O soberbo produz desarmonia na sociedade como estratégia para manter a soberba e se colocar sempre em evidência. A sociedade, tornando-se harmónica, com todos os indivíduos sendo e vivendo de maneira igual, liberta e fraterna, não propiciará espaço para a soberba.

Agindo com humildade consegue-se combater a soberba nas suas mais diversas formas, evitando a ostentação, contendo as vaidades e fazendo com que o soberbo olhe o mundo não apenas a partir de si, mas principalmente ao redor de si.

O orgulho como uma das formas de manifestação da soberba traduz-se pela satisfação incondicional do soberbo ou quando os seus próprios valores são superestimados, acreditando ser melhor ou mais importante do que os outros, demostrando vaidade e ostentação que em limite extremo se transforma em arrogância.

A arrogância é uma outra forma de manifestação da soberba. É o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo.

O orgulho excessivo e a vaidade sem limites que se traduz na arrogância, mostra-se na forma de luta pelo poder económico, pela posição social e pela perpetuação no poder. Quando chega a ocupar cargo electivo ou de nomeação busca impressionar os incautos, realçando o despotismo que trata os súbditos como escravos.

Diferentemente da ditadura ou da tirania, o despotismo não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e autogovernar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer.

No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa. É como não houvesse leis e regras, arrebata tudo sob a sua vontade e o seu capricho.

A VAIDADE humana, como um dos sete pecados capitais, manifesta-se nas pessoas pela preocupação excessiva com o aspecto físico para conquistar a admiração dos outros, pela posição social que busca ocupar na sociedade ou através de ocupação de cargos.

Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para promover ostentação perante os outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vícios complementam-se; um é objecto do outro.

Fonte: https://www.facebook.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

VENERÁVEL QUE DEIXA O CARGO

VENERÁVEL QUE DEIXA O CARGO 
(republicação)

Em 01/05/2016 o Respeitável Irmão Tomás S. Araújo, Loja Marques do Herval, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, solicita o seguinte esclarecimento: tomas-reaa@bol.com.br 

Tenho esta dúvida e gostaria muito de ter a sua orientação sobre o tema abordado. No mandato de dois anos de uma administração (Loja) após o 1º ano o Venerável Mestre pede afastamento por motivo de doença, pergunta; o 1º Vigilante assume, e tendo os requisitos legais, ele pode pedir sua instalação? Se puder, onde encontro o tema, pois olhei o código eleitoral e não achei. 

CONSIDERAÇÕES:

Veja Mano, essas questões de legislação maçônica e os seus diplomas legais não são a minha especialidade. Eu sugiro que o Irmão tente encontrar uma resposta embasada pela Lei junto ao Tribunal Eleitoral Maçônico, auxiliado, se for o caso pelo Ministério Público Maçônico. 

No meu entendimento, o afastamento definitivo do Venerável Mestre requer uma nova eleição, já que o Primeiro Vigilante é o seu substituto eventual, não o definitivo. 

Penso que a Instalação nesse caso está diretamente ligada à eleição para o primeiro dirigente da Loja e a sua competente homologação. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.255– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

FRASES ILUSTRADAS


 

O LIVRE ARBÍTRIO

O LIVRE ARBÍTRIO
Livro: Depois da Morte
Autor: Léon Denis
Recebido do unidospelacultura@groups.live.com

Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano.

O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a conseqüência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ASSENTOS DE EX-VENERÁVEIS

ASSENTOS DE EX-VENERÁVEIS 
(republicação)

Em 29/04/2016 o Respeitável Irmão Antonio Vaz dos Santos Filho, Loja Força e União Vale do Jiquiriça, 108, REAA, GLMEB, Oriente de Mutuípe, Estado da Bahia, solicita o seguinte esclarecimento: 
antoniovaz1947@hotmail.com 

A pergunta que gostaria de fazer ao Irmão Pedro Juk e se possível com esclarecimento a todos Ex-Veneráveis do REAA. Os Ex-Veneráveis tem assento no Oriente ou na Câmara do Meio já que os mesmos são Mestres Maçons? 

CONSIDERAÇÕES:

Todos os portadores do título distintivo de Mestre Instalado (Veneráveis e ex-Veneráveis) têm por direito tomar assento no Oriente. 

É também do seu direito se assim preferirem, como qualquer Mestre Maçom, ocuparem as Colunas do Norte e do Sul. 

Cabe aqui um esclarecimento. O termo Câmara do Meio é o nome dado à Loja que está trabalhando no Terceiro Grau. Câmara do Meio não é um lugar específico na Loja como alguns pensam ser o centro do Templo, porém é a própria Loja de Mestre Maçom. 

Esclarecendo: no Ocidente da Loja do REAA∴ existe uma linha imaginária, ou eixo longitudinal, denominado Equador do Templo. Essa linha, dentre outros, divide a largura do Ocidente da Loja em dois espaços que se denominam Colunas do Norte (à esquerda de quem entra) e do Sul (à direita) – não confundir com as Colunas Vestibulares B∴ e J∴ Assim o espaço central entre as duas fileiras de assentos frontais da direita e da esquerda por onde ocorrem os deslocamentos na Loja também faz parte das respectivas Colunas, nunca como a denominar-se Câmara do Meio. 

Aliás, reafirmando, essa designação equivocada não é um espaço no recinto, porém alegoricamente todo o ambiente da Loja do Mestre Maçom (... e por ela se subia para a Câmara do Meio). 

Assim, os Mestres Maçons, como portadores da plenitude dos direitos maçônicos, têm a prerrogativa de ocupar qualquer lugar na Loja, respeitando obviamente os lugares restritos àqueles que ocupam cargos ou os que têm lugar específico conforme preceitua o ritual. 

Nunca é demais lembrar que Mestre Instalado, nome dado àqueles que ocupam ou já ocuparam o primeiro malhete, nada mais é do que um título honorífico, jamais um grau maçônico. Para esses, salvo as deferências consuetudinárias e as de direito regimental, vale a pena ratificar que eles são especificamente Mestres Maçons que estão, ou que foram Veneráveis Mestres um dia. 

Em resumo, os ex-Veneráveis têm direito de tomar assento no Oriente ou, se preferirem, e qualquer uma das Colunas. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.253– Florianópolis (SC) – quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

A BOLSA DE BENEFICÊNCIA

1º - Tem várias denominações como: Tronco de Solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.

2º - A segunda bolsa é conduzida pelo hospitaleiro que, também, faz o giro obedecendo à hierarquia funcional; oferece a bolsa aos irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbulo.

3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbulo lança os seus "fluídos espirituais" que o acompanham dando afinal muito mais que os simples valores materiais.

4º - O "mais bem-aventurado o que da, que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.

5º - Quando colocamos nosso óbolo devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

"IRMÃO" - À PROCURA DA DISTINTA DIGNIDADE

"IRMÃO" - À PROCURA DA DISTINTA DIGNIDADE
Ir∴ Thiago Frasson

Agora é meio-dia, muito se pensa dentro das muralhas de cada Templo Maçônico sobre qual é a hora correta de integrar ao quadro a Loja um novo e futuro irmão. A milenar instituição que conhecemos vem sendo frequentemente renovada, e tem de ser renovada de modo que possamos adentrar os seus portais e dizer sem sombra de dúvidas que confiamos em todos os que ali estão.

A indicação de um não-maçom para depois então ser instruído e arguido pelos sindicantes tem de ser uma decisão indecrepta e pensada, livre de qualquer dúvida e indignação por parte do candidato e por parte do próprio padrinho, que com certeza vai arcar com a responsabilidade da indicação deste indivíduo por toda a sua vida maçônica. Apesar de cada Loja ter a sua maneira de apresentar o candidato há de se ter muita veracidade à procura por inverdades e por ações que por ventura o não-maçom tenha cometido em parte da sua vida.

A dignidade é uma das virtudes mais apreciadas hoje para se iniciar nos Augustos Mistérios, não nos esqueçamos que esta é parte da formação do caráter de cada indivíduo que por sua vez faz parte da educação que o mesmo recebeu até então. Mesmo entre os nossos melhores amigos ainda é difícil garimpar e dizer com certeza que algum dos mesmos é digo de adentrar uma Loja Justa e Perfeita em sessão regular de Aprendiz-maçom, por isso, tem de se procurar com gana e sem vícios cada indivíduo que seja digno desta dádiva, que não são muitos nos dias de hoje.

Agora é meia-noite, então lembremo-nos irmãos que a Ordem Maçônica ainda é uma força unida em todo o mundo e que no meio dos nossos não pode haver delatores nem "irmãos" que em tempos difíceis, que podem estar por vir, não possuam a distinta dignidade de manter a sua posição nas horas difíceis e assim não lutar para que a Arte Real amanheça em ruínas.

Pense ao indicar e prove que você possui a distinta dignidade.

Irmão Thiago Frasson
ARGBLS "22 de agosto" nº 1819, Or∴ de Colatina, ES

Fonte: https://luizsergiocastro.files.wordpress.com

terça-feira, 20 de outubro de 2020

SESSÃO MAGNA PÚBLICA

SESSÃO MAGNA PÚBLICA 
(republicação)

Em 25/04/2016 um Respeitável Irmão que pede para não divulgar o nome da Loja, REAA, GOB, formula a seguinte pergunta: 

O GOB solicitou que fizéssemos sessões públicas em homenagem a Tiradentes. Foi compartilhado em um grupo um texto creditado a você que sugere um ritual apropriado, com a suspensão de algumas partes, por motivos óbvios, como a Leitura da ATA, o Expediente e o Saco de Propostas e Informações. Até aí perfeito. 

No entanto, entendemos que o prazo para divulgação de uma sessão pública foi muito curto e inviabilizou o convite ao público e por isso fizemos uma Sessão Magna seguindo normalmente a ritualística, diferindo apenas no momento do Tempo de Estudos, que foi voltado a apresentação de trabalho e debate sobre a importância do herói e consequente idealização do mito. 

Alguns irmãos sustentam que em sessões magnas o correto seria a abertura ritualística e imediatamente passar à razão dela (Tiradentes, Proclamação da República, Independência do Brasil, etc.) e na sequência o Saco de Beneficência, suprimindo as demais partes. 

O que você orienta? 

CONSIDERAÇÕES:

Mano, a minha orientação que apareceu no grupo mencionado foi para Sessões Magnas que podem admitir a presença de não Maçons (RGF, Art. 108, § 3o, V). 

Agora, em sendo ela “coberta” (privativa de maçons), eu entendo que se faz a abertura ritualística normalmente, suspende-se a Leitura da Ata (caso não exista nenhuma relativa a uma sessão anterior nesses mesmos moldes), do Expediente e do Saco de Propostas e Informações; abre-se a Ordem do Dia, executa-se o afim da sessão; encerra-se a Ordem do Dia; circula o Tronco, concede a Palavra sobre o Ato e por fim faz-se encerramento ritualístico. 

Em uma Sessão nesses moldes não há o porquê da leitura de Ata, salvo se existir alguma de igual finalidade para ser aprovada e relativa a uma Sessão que teve essa finalidade. Ficaria supérfluo também o Saco de Propostas e o Expediente, a não ser que exista algum expediente que mencione o Ato relativo ao objetivo da Sessão que está sendo realizada. 

Quanto à Ordem do Dia, trago-a a baila porque embora não haja matéria para votação (objetivo clássico dessa ocasião), o período exprime a razão da existência dessa Sessão, embora nela especificamente não sejam discutidos outros assuntos, senão o cumprimento do Decreto que designa a sua finalidade específica (nesse caso a homenagem ao Mártir). 

No mais, atendendo ainda o objetivo de ser dessa Sessão, não se justifica a existência do período do Tempo de Estudos e nem mesmo a liberação da Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular, salvo àqueles que quiserem se manifestar sobre o Ato que acabou de ser realizado. 

Em não existindo outra interpretação contrária, é o que eu penso. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.251– Florianópolis (SC) – segunda-feira, 28 de novembro de 2016

UM NOVO PROTOCOLO

UM NOVO PROTOCOLO PARA A MAÇONARIA
Márcio dos Santos Gomes*

“Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe.” (Popular).

Agora que sabemos na prática o que é uma pandemia, novos ataques, inclusive de outras pestes, passam a ser prospectadas no radar, trazendo à baila os antigos avisos de sinais dos tempos. Em principio, imagina-se que toda atividade que puder ser realizada sem a presença física será incentivada. Aquelas ora realizadas em ambientes propícios a transmitir algum tipo de vírus serão revistas ou minimizadas. A preocupação com a saúde passará a ser prioridade.

Por ora, não sabemos se uma solução para o novo coronavírus será definitiva, nem mesmo quando será implantada ou como será o cotidiano das pessoas em geral. Muitas indagações e poucas afirmações até então. Teremos nossas vidas de volta como anteriormente? Novas tecnologias irão efetivamente alterar as medidas de segurança e estabelecer maiores controles sociais em um cenário orweliano, com os gigantes Google, Facebook, Zoom e assemelhados no comando? Crises demandam mudanças e adiantam o futuro. A realidade será mesmo virtual?

Como as atividades da Maçonaria pressupõem proximidade física, certamente novos protocolos e cartilha de etiqueta em prol da segurança serão introduzidos, contemplando uma série de “considerandos”, desde o acesso à entrada de nossas Oficinas, passando pelo uso de elevadores e sanitários, higienização, circulação de ar, sessões com o revezamento de obreiros, para manter o distanciamento, até alcançar os nossos fraternos abraços e encontros sociais. Máscaras e luvas serão itens de primeira necessidade. Medição de temperatura e controle de vacinação será rotina. Visitação, só com agendamento.

As Potências regulares terão o desafio de implantar plataformas específicas para nossas reuniões virtuais, com vistas a integrar bancos de dados para garantia da segurança dos participantes. Mas não é somente isso. Mesmo as reuniões por videoconferência já demandam uma cartilha de etiqueta, notadamente face aos comentários sobre o despojamento de irmãos seminus, deitados já de pijama ou mesmo ingerindo bebidas alcoólicas, com sinais de embriaguez facilmente notados pela tom de voz arrastado e interrompendo a fala de outros, repetitivos e sem demonstrar o mínimo de consideração aos demais. A seriedade, pontualidade, disciplina e compostura em Loja deve ser a mesma nesses encontros virtuais.

Na nova “Ordem do Dia”, essas e outras dúvidas começam a demandar um posicionamento mais efetivo de nossas lideranças. Mas os olhos continuam voltados para os cabeças-duras de sempre, aquele grupo coeso e influente que, mesmo frente a todas as evidências de que o cenário é outro, nega-se a sucumbir às novas demandas, a reconhecer equívocos e a rever crenças ou pontos de vista. Na realidade, seus membros sempre especulam sobre argumentos que ratifiquem sua visão de mundo e resistem como podem à necessidade de mudanças, comportamento esse que a ciência reconhece como “viés de confirmação”.

É difícil debater com quem não aceita a realidade dos fatos. O pressuposto do diálogo em busca de soluções implica aceitação de que alguma medida precisa ser adotada com foco, inovação, resiliência e adaptabilidade. Sem isso não há chance superação das dificuldades.

“Quando os fatos mudam, eu mudo de opinião. E o senhor, o que faz?” (John Maynard Keynes)

*Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ORDEM DO DIA

ORDEM DO DIA 
(republicação)

Em 22/04/2016 o Respeitável Irmão Mario Inácio Giehl, atual Venerável Mestre da Loja Progresso da Humanidade, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão: 
mario@agrocontinental.com.br 

É sobre a Palavra na Ordem do Dia... Pelos meus estudos tenho lido, que a Palavra neste Período fica sob Guarda do Venerável Mestre e pode ir ao Ocidente, vir ao Oriente e voltar novamente, sempre sendo solicitada ao Venerável Mestre que poderá conceder ou não ao Irmão. Minha pergunta é se é certa minha interpretação. 

CONSIDERAÇÕES:

Não se trata bem da “guarda da Palavra”, mas de que a mesma em Loja sempre segue sempre o giro normal partindo da Coluna do Sul. Assim se eventualmente houver necessidade da mesma retornar às Colunas, em qualquer situação ela retoma o giro completo (desde o Sul). 

Ocorre, entretanto, que isso depende sempre da avaliação do Venerável se ela deve ou não voltar. Em síntese, fica ao seu critério. 

É fato que o Venerável Mestre deve ser cauteloso e não vulgarizar o retorno da Palavra em qualquer situação, avaliando assim a real necessidade desse procedimento. 

É também oportuno salientar que ninguém pode mudar de Coluna (passar de uma para outra) ou ir ao Oriente para se antecipar e fazer uso novamente da Palavra. 

Igualmente é ilegal o costume de alguns quererem se posicionar “entre Colunas” alegando que dali pode se falar livremente. Alerto: isso não existe. 

T.F.A. 
Pedro Juk - jukirm@hotmail.com 
JB News – Informativo nr. 2.248– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O QUE É SER MAÇOM?

O QUE É SER MAÇOM ?

Ser Maçom é um estado de espírito que caracteriza a quem usa essa designação, por se preocupar em poder ajudar e cooperar para que o mundo se torne de alguma forma melhor. 

Ser Maçom é compreender que, por mais poderosas que sejam as forças externas, elas devem ser dominadas pela energia que reside em seu próprio interior.

Ser Maçom é ter consciência de si mesmo e que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade, constituindo-se numa valorosa coluna de sustentação dos valores mais nobres dos indivíduos.

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, aplicando com êxito os princípios estudados e tentando, sempre que possível, desenvolver sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

Quem é Maçom deve, como livre pensador, sempre questionar o porquê dos acontecimentos da vida cotidiana, não se deixando levar por idéias pré-concebidas ou fanatismo, nem permitindo ser conduzido por “donos da verdade” ou supostos “entendidos”, evitando se tornar massa de manobra.

Para ser reconhecido Maçom só é necessário ser iniciado?

Não. Lógico que isso tem o seu valor, mas a idéia de desenvolvimento do ser é bem diferente, a começar pela seriedade com que deve encarar a Ordem Maçônica, bem como da qualidade, estudo, trabalho, abnegação e comprometimento dos Irmãos que compõem uma Loja.

A Loja depende, fundamentalmente, do espírito de grupo de seus membros - que se chamam de irmãos - pois todos comungam de um mesmo ideal.

Tenhamos presente, entretanto, que não é por pertencer a uma instituição tão antiga e bela, que o maçom será melhor quer os outros. Isso é muito importante: não devemos esquecer que somos o que somos, ou seja, seres humanos com as mesmas virtudes, paixões, ambições, imperfeições, sonhos, temores e, até mesmo, as limitações, daqueles a quem chamamos, muitas vezes no sentido pejorativo, de “profanos”.

Mestre Incógnito
Pesquisa: Rimmôn 
Fonte: Grupo Memórias e Reflexões Maçônicas
Adm. Ir.´. Rogério Romani
Pub/GOU/Rimmôn

Fonte: https://www.facebook.com

domingo, 18 de outubro de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Claude nos enviou esta foto:

Em Ribiers, junto à Sisteron 04, junto à igreja onde é esculpido um magnífico cordeiro pascal, esta casa com verga maçónica.

Se você também estiver perto de sua casa ou em viagem e observar um prédio, objeto ou decoração maçônica ou alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

PALAVRA SAGRADA - TRANSMISSÃO

PALAVRA SAGRADA - TRANSMISSÃO
(republicação)

Em 20/04/2016 o Respeitável Irmão Lauro Goerll Filho, Loja Filhos do Pelicano, 3.866, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, formula a questão seguinte: laurogoerllfilho@hotmail.com

Estou com dúvida sobre a transmissão da Palavra Sagrada, como ela deve ser transmitida, pois na primeira instrução do Aprendiz no ritual, esta dizendo que a transmissão da Palavra Sagrada é dita letra por letra e depois silaba por silaba. Nos Procedimentos Ritualísticos diz que a Palavra Sagrada é transmitida pelo Venerável Mestre ao 1º Diácono sussurrada. Qual o correto? Ou é a mesma coisa? Desculpe minha ignorância ou preciosismo.

CONSIDERAÇÕES:

Existem dois aspectos para serem considerados. Um relativo à transmissão da Palavra na abertura e encerramento que envolve o Venerável Mestre, os Vigilantes e os Diáconos, e o outro relativo ao Telhamento no Cobridor do Grau.

Em ambas as oportunidades a Palavra é transmitida sussurrada, porém em se tratando da Transmissão no primeiro caso, ela é dada soletrada e por inteira apenas por um dos protagonistas (o que a transmite). Nessa oportunidade os Irmãos envolvidos são exclusivamente Mestres, dado aos cargos em Loja serem deles privativos.

No caso do Telhamento do Aprendiz que faz parte do Cobridor do Grau – que significa nesse caso verificação – o que pede a Palavra dá a primeira letra de modo sussurrado e recebe a segunda do mesmo modo, repetindo a terceira e por fim recebendo a quarta.

Infelizmente há um erro crasso no Ritual em vigência quando nessa oportunidade menciona que ao final da transmissão da Palavra ambos repetem-na por sílabas. Ora, o Aprendiz simbolicamente representa a infância, cuja alegoria da transmissão nesse sentido é assegurar que ele sabe apenas “soletrar”, não silabar.

Então que “estória” é essa de ao final os protagonistas no Grau de Aprendiz a darem por sílabas? O processo de transmissão silabada é prática de outro Grau e que também usa outra Palavra.

Sem querer se insurgir contra o ritual, a questão aqui é da razão dos fatos.

A propósito, já estão em vigência os novos Procedimentos Ritualísticos do Primeiro e Segundo Grau do GOB-PR revisados e atualizados recentemente – edição 2016.

Finalizando, lembro que não se devem confundir os procedimentos formatados para a transmissão da Palavra Sagrada conforme a oportunidade – uma é aquela que acontece na ritualística de abertura e encerramento dos trabalhos no REAA, outra, no mesmo Rito, é aquela que envolve o Telhamento no Cobridor do Grau. Muito embora em ambas as situações sejam usadas à mesma Palavra, os artifícios no ato se diferem.

T.F.A.
Pedro Juk jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.246– Florianópolis (SC) – quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PÍLULAS MAÇÔNICAS

NEÓFITO E APRENDIZ

Apesar de que para muitos maçons, “Neófito” e “Aprendiz” significarem a mesma coisa, vamos esclarecer que são coisas diferentes, mas interligadas.

Na Maçonaria, a seqüência do profano para se tornar Maçom é: Candidato, Neófito e Aprendiz Maçom. Posteriormente, Companheiro Maçom e Mestre Maçom (Maçonaria Simbólica).

“Neófito” é o nome que o candidato recebe durante o cerimonial da Iniciação. Após as provas e juramentos a que é submetido, após as instruções que lhe são passadas e, após o discurso final do Orador, o Neófito é declarado Aprendiz Maçônico e será conduzido e convidado a sentar-se no topo da Coluna do Norte.

Segundo Albert Galatin Mackey, “neófito”, em grego significa plantado recentemente. Na primitiva Igreja Católica, designava alguém que tinha recentemente abandonado o judaísmo ou o paganismo e abraçado o cristianismo; e na igreja romana aqueles recentemente admitidos na comunhão também eram assim chamados. Por esta razão, este termo foi também aplicado aos jovens discípulos de qualquer arte ou ciência.

Na Maçonaria, portanto, o candidato sem as instruções finais, durante a Iniciação, é assim designado. 

“Aprendiz”, na Maçonaria Simbólica, é o primeiro grau, de uma série de três, como mencionado acima. É o mesmo para todos os Ritos (no Brasil o GOB reconhece seis Ritos) sendo que esse grau é oriundo da Maçonaria Operativa da qual a Maçonaria Especulativa é herdeira. 

Nesse grau de aprendiz a Maçonaria começa a demonstrar ao iniciado o sentimento de aperfeiçoamento e incentivando o estudo da Verdade. 

M∴ I∴ Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

A LOJA PÓS-PANDEMIA

A LOJA PÓS-PANDEMIA
Rui Bandeira
Prancha apresentada na sessão virtual da Loja de 14 de outubro de 6020, E. M.

A interrupção dos trabalhos presenciais em resultado da pandemia constituiu, obviamente, um apreciável transtorno para a Loja. Interrompeu-se a programação do ano, bem como o contacto presencial entre os obreiros da Loja. Ao fim de algum tempo, passou-se a utilizar os meios técnicos disponíveis para passar a reunir em videoconferência, nas mesmas noites em que normalmente haveria sessões de Loja. Foi o remédio possível, mas rapidamente se verificou que... não é a mesma coisa! Nem poderia ser, claro.

Inicialmente, nas duas ou três primeiras videoconferências, ainda houve a alegria do reencontro, ainda que por meios virtuais. Mas depois começou a ouvir-se o lamento, de cada vez mais de nós até ser evidente haver unanimidade nesse sentimento, de que... falta o ritual! E falta, efetivamente. 

Mas em quase todas as situações podemos escolher ver o copo meio vazio ou olhar para o copo meio cheio. O copo está meio vazio, porque falta o ritual. Mas, por outro lado, afinal o copo está meio cheio, porque nos demos conta de que falta o ritual!

Efetivamente, antes da pandemia (e subjetivamente este “antes da pandemia” começa a parecer-nos algo como “no século passado”...) quantos de nós REALMENTE tínhamos a noção da importância do ritual? Cada um que confesse a si próprio: é ou não verdade que, antes da pandemia, ao menos uma vez, em momento de maior cansaço ou num assomo de aborrecimento, se pensou que a repetição uma e outra vez do ritual era, afinal, uma perda de tempo e que mais valia tratar-se do que se tinha a tratar, debater-se o que se tinha a debater, decidir o que se tinha a decidir sem se “perder tempo” com a repetição de um ritual já conhecido? E não terá porventura havido alguma vez em que o ritual de encerramento foi “despachado” em alta velocidade porque já era tarde e o ágape esperava?

Pois bem, agora vimos, agora sentimos, que o ritual nos faz falta. Que a repetição daquelas frases, por alguns já centenas de vezes ouvidas, nos conforta, que a audição desse diálogo nos sintoniza, que os princípios, os lemas, os símbolos dele constantes nos relembram as condutas que devemos seguir, as melhorias que nos esforçamos por fazer, o sentido da vida que buscamos.

Se algo de bom para a Loja resultou da paragem em resultado da pandemia, foi isto mesmo: lembrou-nos como o ritual é importante, como nos faz falta, como integra a essência de ser maçom.

Assim, enquanto nos mantemos nesta “apagada e vil tristeza” de nos irmos vendo (alguns de nós, que a outros as videoconferências nada dizem) bimensalmente por videoconferência, comecemos, cada um de nós de si para si e todos em conjunto, a preparar o regresso à Luz das nossas reuniões presenciais e ao reencontro com o ritual.

Porque – não nos enganemos – há que preparar esse regresso e nos prepararmos para esse regresso, pois este interregno deixou marcas, fez-nos perder o hábito de “ir à Loja”, potenciou a nossa preguiça (e venha de lá o mais pintado dizer que preguiça é coisa que não sente e nunca sentiu, que eu logo fraternalmente terei de o apodar de Irmão mentiroso... Um dos vícios para que cavamos masmorras é a preguiça...). Pelo que, quando regressarem as reuniões presenciais, haverá que sacudir todos e cada um de nós para desalojar a instalada rotina de “não ir à Loja” e motivar todos para comparecer... até porque vai haver ritual!

Na minha ótica, três ações serão necessárias, quiçá indispensáveis.

1) Nas duas ou três primeiras sessões, fazer um trabalho mais pronunciado de divulgação e de motivação de todos a comparecer. No limite, organizar que cada um da metade mais assídua tenha a tarefa de contactar, motivar e tentar, por todos os meios exceto a força física, que os menos assíduos agora venham. Não só porque vai haver ritual, mas afinal porque vai haver um RECOMEÇO, um novo ciclo, a organização e funcionamento de uma nova Loja pós-pandemia (quer nós estejamos cientes disso ou não, este interregno pandémico é um corte, uma separação, entre a Loja de antes e a Loja de depois, que será o que nós quisermos, pudermos e conseguirmos fazer dela. Então, os menos assíduos, os menos interessados, os mais ocupados com trabalho, família e tudo o resto que normalmente se atravessa à frente da “ida à Loja”, que melhor oportunidade têm de contribuir para uma Loja mais à medida do seu interesse, das suas necessidades, do que aproveitar o RECOMEÇO e a folha em branco que ele transporta para escrever nela o que mais lhe interessa, para ajudar a fazer da Loja o que eles sentem que falta? A Loja pós-pandemia far-se-á com todos, os que antes vinham mais e os que antes vinham menos (ou não vinham de todo...), que agora podem ajudar a refazer a Loja mais a seu gosto!

2) A segunda necessidade a satisfazer é... RITUAL, RITUAL, RITUAL. Se sentimos que o ritual nos está fazendo falta, vamos matar a fome dele! Deveremos dar prioridade, nos primeiros tempos, à execução ritual e, sobretudo, à execução de vários rituais, designadamente o de Iniciação, o de Passagem e o de Elevação. Exceto os dinossauros da Loja (eu e mais um ou dois), miraculosamente ainda não extintos, os elementos do Quadro da Loja podem porventura ter ouvido falar, mas não tiveram experiência dos primórdios dela. E os primórdios dela resume-se a uma palavra triplamente dita: ritual, ritual, ritual. Durante mais de um ano, por imposição do Grão-Mestre Fundador, era a nossa Loja e só a nossa Loja que fazia Iniciações, Passagens e Elevações. No fim desse tempo estávamos exaustos, já deitávamos ritual pelos olhos fora, mas foi com esse trabalho que forjámos a argamassa que constituiu a coesão da Loja e que nos ajudou, ao longo de três décadas, a superar crises e adversidades. A Loja pós-pandemia vai recriar a sua coesão e a execução ritual vai certamente ter um papel nisso. Mas não esqueçamos que para fazer um ritual de Iniciação temos de ter candidatos já inquiridos e admitidos pela Loja à Iniciação. Aproveite-se o tempo de pausa para ultimar as inquirições de quem está nos passos perdidos, de forma a votarmos a sua admissão à Iniciação na primeira sessão presencial de Loja. Para fazer Passagens, temos que ter Aprendizes com o interstício cumprido e as respetivas pranchas lidas. Haverá que verificar se estão reunidas as condições de Passagem também logo na primeira sessão presencial, para programar a Passagem de quem pode fazê-lo logo nas sessões seguintes e assegurar o cumprimento dessas condições aos que ainda as não reunirem, para serem passados logo depois, numa fase subsequente tão rápida quanto possível. E o mesmo quanto às Elevações.

3) Finalmente, a terceira necessidade a satisfazer é cíclica na nossa Loja: estabelecer qual o nosso projeto nos tempos mais próximos, que iniciativas vamos assegurar, em que é que nos podemos distinguir das demais Lojas.

Para satisfazer esta necessidade vai ser necessário apresentar ideias, formular projetos, debater prioridades. Este é, por exemplo, um dos pontos que porventura permitirá que os mais desinteressados se voltem realmente a interessar. Mas não tenho ilusões. O passado mostra-nos que este não é um processo fácil, nem rápido, nem sequer particularmente eficiente. Ter ideias, apresentá-las, defendê-las, harmonizar com as sugestões dos demais, estabelecer pontos de entendimento e planos de ação nunca foi, não é e não será nunca fácil. Mas se há algo que os trinta anos da nossa Loja mostram é que este processo, quantas vezes anárquico ou demorado, acaba sempre por, cedo ou tarde, dar resultados positivos. Às vezes de forma não esperada, às vezes sem decisão formal da Loja, mas por avanço de dois ou três a que outros se juntam e acaba por se estar perante um projeto da Loja. Pouco importa. A seu tempo, algo se fará. E cada coisa que se faça é mais um elemento fortalecedor da Loja e da sua coesão. Nem sempre poderemos avançar rápido. Teremos porventura de fazer pausas, de reordenar prioridades. Mas algo se fará. E muito mais se discutirá e projetará e fará mais à frente.

E verificaremos que, compreendendo que o ritual é importante e dando-lhe a importância que lhe é devida, ele não é tudo. Na Loja, como na vida, o equilíbrio é fundamental e o caminho faz-se caminhando. A Loja pós-pandemia vai necessariamente ser diferente da Loja de antes, mas a essência do que nós somos, essa, vai permanecer. Esta é a Loja Mestre Affonso Domingues! 

Fonte: https://a-partir-pedra.blogspot.com

sábado, 17 de outubro de 2020

ERRATA

ERRATA
(republicação)

Em relação à resposta publicada no JB NEWS no 2.241, datado de 18 de novembro de 2.016, transcrita abaixo, segue a seguinte correção em parte da resposta dada:

A PUBLICAÇÃO:
Em 20.04.2016 o Respeitável Irmão Marcelo Pereira Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, 2.612, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Cândido Mota, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o seguinte:
cminfohouse@terra.com.br

ENTRADA DO PAVILHÃO NACIONAL
Tivemos recentemente uma Sessão Magna de Exaltação e surgiu uma duvida sobre a entrada/retirada do Pavilhão Nacional. Nós não tínhamos Irmãos suficientes para compor a comissão de 13 membros. Nesse caso, devemos dar entrada ao Pavilhão Nacional com número inferior na comissão, por exemplo, 3, 5, 7...? Ou fazemos apenas a saudação no final?

CONSIDERAÇÕES:

O ideal é o que se cumpra o regulamento – ver o atual Decreto 1.476 de 17/05/16 do Grão- Mestre Geral.

Na hipótese de não existirem Mestres suficientes para comporem a Comissão de Recepção, opta-se por um número menor de integrantes, desde que esse número seja ímpar, atendendo as colunas da recepção em número maior de integrantes sempre ao Norte.

Acho oportuno salientar dois aspectos. O primeiro é o que se refere ao Decreto acima mencionado, cuja prática prevê agora nas Sessões exclusivas para Maçons que durante a execução do Hino Nacional, todos os Irmãos ficam à Ordem, não mais apenas perfilados. O segundo é que apenas portadores do Terceiro Grau fazem parte do cerimonial ao Pavilhão (comissão de recepção e a guarda de honra).

Se a Sessão contar com um número reduzido de Irmãos Mestres, é preferível que o Pavilhão Nacional já esteja hasteado no seu lugar no interior da Loja. Assim, opta-se ao final dos trabalhos em se fazer apenas a saudação à Bandeira – é preferível suprimir parte do cerimonial a realiza-lo em desacordo com a liturgia e a ritualística. Como diz o caso, a questão é do bom senso.
PUBLICADO NO JB NEWS No 2241 DE 18/11/2016.

A CORREÇÃO:
No trecho da resposta destacado em amarelo, para o REAA∴, entenda-se o seguinte para as Sessões exclusivas para maçons na entrada do Pavilhão Nacional: tomadas as demais providências, o Venerável Mestre determina que todos, inclusive ele próprio, fiquem à Ordem. Em seguida a Bandeira, conduzida pelo Irmão Porta-Bandeira e escoltada pela Guarda de Honra, adentra ao Templo e para à entrada, sustentada por seu condutor, passando da posição de apoiada no ombro para a posição vertical, ao lado direito do corpo, segura com as duas mãos pelo mastro de tal forma que o braço esquerdo fique cruzado na frente do corpo com o antebraço na horizontal e a mão direita empunhe o mastro no prolongamento do braço. Ato seguido Venerável Mestre determina que todos se perfilem para o canto do Hino Nacional - não se admitindo outra postura (Art. 5° do Dec. 1.476 de 17 de maio de 2.016 do GOB∴).

Observação: “perfilado” significa estar em pé, ereto, braço estendido ao longo do corpo.

Terminado o canto do Hino, o Venerável Mestre determina que todos fiquem à Ordem (Art. 4o, Inciso I, letra J do Dec. 1476 de 17/05/2016).

Exceto os membros da Comissão de Recepção, da Guarda de Honra e o Porta- Bandeira, os demais ficam à Ordem. Ato seguido o Porta-Bandeira, empunhando o mastro na vertical, desloca-se, a passos marciais, acompanhado da Guarda de Honra (pelo Norte) até a entrada do Oriente, onde esta para. A Guarda de Honra permanece com as espadas na posição de ombro-arma. O Porta-Bandeira entra no Oriente, coloca a Bandeira no pedestal (suporte apropriado ao lado direito do Venerável Mestre) em posição vertical, de modo que a expressão – Ordem e Progresso – fique à vista, e retorna ao seu lugar ficando à Ordem.

Durante o deslocamento da Bandeira pela Comissão de Recepção os integrantes desta abatem espada (em continência), com o seguinte procedimento:

- Espada empunhada pela mão direita, braço estendido em diagonal formando um ângulo de 45° com o corpo e ponta da espada aproximadamente a 15 centímetros do solo (espada em continência);

- Permanecem nesta posição até a Bandeira ultrapassar o último homem, quando então voltam à de posição de ombro-arma.

Essa e a retificação no trecho destacado da resposta publicada, pelo que peço minhas sinceras desculpas pelo equívoco.

Fico a disposição para outros quaisquer esclarecimentos.

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.243– Florianópolis (SC) –segunda-feira, 21 de novembro de 2016 

PAINÉIS E TAPETES

O PERFIL DO CANDIDATO À MAÇONARIA

O PERFIL DO CANDIDATO À MAÇONARIA
Ir∴ Álvaro Germani, ex-V∴ M∴ da C.B.A.R.L.S. “Concordia et Humanitas”, Nr. 56 – Rito Schröder Colégio de Estudos do Rito Schröder

Meus Irmãos:

Acreditamos que o tema proposto é um dos assuntos mais delicados e polêmicos que existe na Maçonaria. Trata-se da porta de entrada da Fraternidade:

- Que tipo de pessoas vamos trazer ou aceitar ao nosso convívio?

- Que expectativas geramos sobre essas pessoas e até onde o comportamento delas na vida profana poderá intervir positiva ou negativamente dentro da Fraternidade Maçônica?

- Podemos cobrar expectativas baseadas no nosso perfil comportamental sem nenhuma combinação prévia? E, nesse caso, será que nós atendemos as expectativas da Fraternidade?

- Qual o perfil ideal? Ele sempre foi o mesmo e permanece imutável?

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ENTRADA DO PAVILHÃO NACIONAL

ENTRADA DO PAVILHÃO NACIONAL
(republicação)

Em 20.04.2016 o Respeitável Irmão Marcelo Pereira Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, 2.612, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Cândido Mota, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos para o seguinte:
cminfohouse@terra.com.br

Tivemos recentemente uma Sessão Magna de Exaltação e surgiu uma duvida sobre a entrada/retirada do Pavilhão Nacional. Nós não tínhamos Irmãos suficientes para compor a comissão de 13 membros. Nesse caso, devemos dar entrada ao Pavilhão Nacional com número inferior na comissão, por exemplo, 3, 5, 7...? Ou fazemos apenas a saudação no final?

CONSIDERAÇÕES:

O ideal é o que se cumpra o regulamento – ver o atual Decreto 1.476 de 17/05/16 do Grão-Mestre Geral.

Na hipótese de não existirem Mestres suficientes para comporem a Comissão de Recepção, opta-se por um número menor de integrantes, desde que esse número seja ímpar, atendendo as colunas da recepção em número maior de integrantes sempre ao Norte.

Acho oportuno salientar dois aspectos. O primeiro é o que se refere ao Decreto acima mencionado, cuja prática prevê agora nas Sessões exclusivas para Maçons que durante a execução do Hino Nacional, todos os Irmãos ficam à Ordem, não mais apenas perfilados. O segundo é que apenas portadores do Terceiro Grau fazem parte do cerimonial ao Pavilhão (comissão de recepção e a guarda de honra).

Se a Sessão contar com um número reduzido de Irmãos Mestres, é preferível que o Pavilhão Nacional já esteja hasteado no seu lugar no interior da Loja. Assim, opta-se ao final dos trabalhos em se fazer apenas a saudação à Bandeira – é preferível suprimir parte do cerimonial a realiza-lo em desacordo com a liturgia e a ritualística. Como diz o caso, a questão é do bom senso.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.241– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 18 de novembro de 2016

MAÇONARIA: UMA GRANDE UNIVERSIDADE

MAÇONARIA: UMA GRANDE UNIVERSIDADE

A Maçonaria é uma Universidade na qual se estuda várias ciências, dentre as quais destacamos: Filosofia; Psicologia; Sociologia; Moral; Estética; História; Lógica; e, Metafísica.

Maçonaria e Filosofia

Na Maçonaria estuda-se Filosofia porque, etimologicamente, esta palavra (de origem grega) significa “amigo da sabedoria”. Bem, sabemos que da mesma forma, a Maçonaria é “amiga da Sabedoria” e ensina e incentiva aos Maçons a também serem “amantes da Sabedoria”.

Filosofia é, hoje, considerada a síntese geral de todos os conhecimentos humanos; a visão uniforme e conjunta de todas as ciências. É a própria sabedoria, porque sua finalidade é tal qual a da sabedoria, melhorar os homens e torná-los virtuosos pela prática do bem, consubstanciado nos seus deveres para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo.

Como sabemos, esses deveres, quando fielmente executados, se transformam em virtudes. A exaltação dessas virtudes e o incentivo à sua prática são preconizados na Maçonaria, em geral, e nos 33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), em particular.

Dessa forma, na Maçonaria estuda-se Filosofia porque nossa Sublime Ordem com ela se identifica pela finalidade, que é melhorar os homens, conduzindo-os ao cumprimento dos seus deveres, acima mencionados. Também porque, tal qual a Filosofia, a Maçonaria respeita as convicções alheias e só quer o bem da Humanidade.

Maçonaria e Psicologia

Na Maçonaria estuda-se Psicologia porque esta ciência é seu método indutivo de transmitir ensinamentos, tal qual o é o da Filosofia. Por este método, parte-se dos efeitos e das consequências, para chegar-se às causas e aos princípios; parte-se do particular, para chegar-se ao geral; parte-se do relativo e contingente, para atingir-se o absoluto e o necessário, que são, em última instância, também os objetivos da Ordem.

Também porque Psicologia é a ciência da alma; a ciência do espírito; a ciência daquilo que nos faz sentir, pensar, querer e agir, que são também os objetivos da Maçonaria.

O sistema maçônico de ensino, velado por alegorias e ilustrado por símbolos, segue o sistema de ensino da Psicologia, apelando para os fatos da consciência mais rudimentares na natureza humana: o sistema nervoso; as sensações; a associação de ideias; a atenção; a percepção; e, as imagens efetivas e representativas de seus símbolos.

Finalmente, na Maçonaria estuda-se Psicologia porque o iniciado, desde o trabalho de Aprendiz, tem por missão “conhecer-se a si mesmo”, a base da Filosofia de Sócrates; o microcosmo da sua personalidade; a imperfeição e a grandeza do seu mundo interior; e, a excelsitude do seu destino natural.

Maçonaria e Sociologia

Na Maçonaria estuda-se Sociologia, porque esta ciência tem por fim explicar a causa dos fenômenos sociais e formular as leis gerais que regem o funcionamento e a evolução das sociedades humanas, temas sempre presentes e estudados nos Rituais dos 33 graus do REAA.

Também porque o fundamento da moral maçônica é a solidariedade humana, aspecto eminentemente social da Ordem.

Ao Maçom cabe o papel de “construtor social e edificador do templo social da humanidade”, combatendo a tirania, os preconceitos e os erros, e glorificando o Direito, a Justiça e a Verdade.

Para a Maçonaria, “homens melhores formarão uma sociedade humana melhor e, consequentemente, a humanidade melhor”.

Finalmente, na Maçonaria estuda-se Sociologia porque o dever do Maçom é o bem social e a educação maçônica visa o aperfeiçoamento da humanidade, pregando a Liberdade de Consciência, a Igualdade de direitos e a Fraternidade social, respeitando as crenças políticas e religiosas de cada um. Por isso, a sabedoria da Maçonaria consiste na justeza com que o Maçom se coloca na sociedade.

Maçonaria e Moral

Na Maçonaria estuda-se a Moral (Ética) porque esta ciência traça as normas que orientam o homem para a prática do bem. Também porque, tal qual a Moral, a Maçonaria condena os vícios e exalta as virtudes.

Finalmente, porque a Moral é a marca característica da Maçonaria, eis que todos os seus ensinamentos e todos os seus símbolos e alegorias têm por finalidade mostrar a realidade do dever, que é a prática do bem e das virtudes. Não é por acaso que uma das instruções do Ritual de Aprendiz Maçom do REAA diz que: “na Maçonaria encontra-se a moral mais pura”, que, fora dela, só é encontrada em Cristo Jesus, pela doutrina que nos legou.

Maçonaria e Estética

Na Maçonaria estuda-se Estética porque esta ciência conduz a sensibilidade humana para o Belo, que é a Filosofia da Arte. A Estética, como ciência, estuda o Belo-Artístico, seja por meio das artes fonéticas (música, poesia, eloquência), seja por meio das artes plásticas (arquitetura, escultura, pintura).

Também porque, no interior se seus templos, a Maçonaria faz reviver a construção do Templo de Salomão, o que demonstra a preocupação estética da educação maçônica, porque a arquitetura é uma arte plástica em que se realizam as leis do belo e do útil.

Como vimos, o Maçom tem por dever ser o artista construtor de seu próprio Templo Espiritual, seja como operário, desbastando a pedra bruta do seu caráter, personalidade e inteligência, seja como artista, arquitetando a construção do edifício do seu auto aperfeiçoamento, com sabedoria, força e beleza.

Finalmente, na Maçonaria estuda-se Estética porque todo o trabalho maçônico é uma obra de arte, onde os iniciados são obreiros e o lugar de trabalho é uma oficina, onde constrói seu templo vivo, com harmonia e beleza.

Maçonaria e História

Na Maçonaria estuda-se História porque esta ciência tem por objetivos investigar, pesquisar, analisar criticamente, e narrar metodicamente os fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral, objetivos também presentes na Ordem.

Também porque a Maçonaria, seja institucionalmente, seja por iniciativa isolada de Maçons, sempre esteve presente e atuante nesses fatos notáveis referidos.

Finalmente, porque a Maçonaria é também a História. Não se pode estudar sobre a Maçonaria sem estudar a História geral (universal) e a História do país onde se encontra.

Maçonaria e Lógica

Na Maçonaria estuda-se Lógica porque esta ciência, tal qual a Sublime Ordem, tem por objetivo principal dirigir a inteligência ou o espírito humano para a Verdade. Lógica é a ciência das leis do raciocínio ou do pensamento e a arte de aplicá-las à aquisição e à demonstração da Verdade.

Também porque esta ciência (Lógica) é seu método pedagógico de ensino usado há milhares de anos pelas antigas escolas filosóficas, o método esotérico. Por este, os ensinamentos são ministrados exclusivamente aos iniciados, cujo grau de desenvolvimento moral e espiritual os capacita ao ingresso na Ordem.

Finalmente, porque a Lógica, como ciência, repousa a sua ação na Verdade; conduz o espírito, movido pela força da razão, ao cultivo das ideias superiores; e, leva a inteligência à compreensão de sublimes analogias, exatamente o que faz a Maçonaria.

Maçonaria e Metafísica

Na Maçonaria estuda-se Metafísica porque esta ciência trata dos magnos problemas da razão humana, o “por quê” supremo das coisas, temas também abordados na Ordem, especialmente nos graus dos “Altos Corpos” do REAA.

Esta palavra (do grego metà tà physiká) significa etimologicamente “depois dos tratados da física”, escritos por Aristóteles. Segundo Aristóteles, Metafísica é o estudo do ser enquanto ser e especulação em torno dos primeiros princípios e das causas primeiras do ser.

Segundo o Aurélio, é a parte da filosofia (que com ela muitas vezes se confunde), que consiste num corpo de conhecimentos racionais que procura determinar as regras fundamentais do pensamento, e que nos dá a chave do conhecimento do real, tal como este verdadeiramente é.

Segundo Sebastião Dodel dos Santos, é o estudo do ser em relação aos primeiros princípios e causas; parte da filosofia que, segundo Aristóteles, penetra pela teosofia na busca de uma explicação racional sobre a existência de Deus, como o primeiro motor imóvel que deu partida ao que realmente existe.

Segundo Rizzardo da Camino, o termo é usado para designar as “essências de todas as coisas”. Diz-se hoje, em linguagem maçônica, em substituição desse vocábulo, uma “situação esotérica”.

Concluímos sobre as definições e conceitos, dizendo que Metafísica é a reflexão sobre os problemas gerais relativos aos sumos princípios de interpretação do mundo e à intuição universal da realidade, em que ele se fundamenta.
  • A Metafísica divide-se em quatro áreas:
  • Ontologia, que estuda o ser considerado em si mesmo;
  • Cosmologia, que estuda a origem e a natureza das coisas sensíveis;
  • Psicologia racional, que estuda a origem e natureza da alma humana; e,
  • Teodiceia, que estuda a existência e os atributos de Deus, o Criador de todas as coisas.
Finalmente, na Maçonaria estuda-se Metafísica por dois motivos outros:
  • Porque, desde a Iniciação, ela impõe à todo candidato, duas condições essenciais e imprescindíveis, de ordem Metafísica: a crença em Deus e na imortalidade da Alma; e,
  • Porque, desde o grau de Companheiro, o iniciado aprende a apelar para as energias superiores que dirigem o mundo; a passar do plano físico para o plano espiritual; a melhor compreender a simbologia mística dos números, iniciada no grau de Aprendiz; a meditar sobre o enigma da vida; a ser amigo da sabedoria; a acreditar na imortalidade da alma.
Tudo isso indica a base profundamente espiritualista da Instituição Maçônica.

Autor: Denizart Silveira de Oliveira Filho

Fonte: https://www.banquetemaconico.com.br