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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 24 de dezembro de 2023

OS TRÊS PILARES

Interpretações Filosóficas e Esotéricas dos Três Pilares (extrato)

Oswald Wirth, um dos maiores simbolistas franceses modernos, escreveu em sua obra “O Ideal Iniciático” que a edificação espiritual da Maçonaria repousa sobre as três Colunas simbólicas denominadas: Sabedoria, Força e Beleza.

A Sabedoria, diz ele, é a mãe das ideias geradoras das formas. É a inteligência que concebe o projeto da edificação, ordena o caos dos projetos confusos, representando-se com clareza a obra conforme ela deve ser realizada. Cria no espírito e determina as formas materiais destinadas à realização objetiva e, finalmente, traça o plano que será executado.

A Força é a fiel servidora da ideia que manda e dirige. Terminado o modelo invisível, a Força executa as concepções elaboradas dominando as energias rebeldes. Mas, para que a construção possa ser terminada satisfatoriamente, é indispensável que a Força obedeça docilmente às instruções da Sabedoria para que o trabalho resulte coordenado, sólido e prático.

A Beleza encarrega-se de tornar agradável, adornar e rematar o trabalho executado. É ela a Idealidade, a fada que embeleza a vida e a faz amar, apesar de suas misérias e de sua crueldade.

Referências:
ASLAN, Nicola. "Estudos Maçônicos Sobre Simbolismo", Editora Aurora, Rio de Janeiro: 1980;
Copilação: Grupo Memórias e Reflexões Maçônicas
Adm. Rogério Romani

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom

sábado, 23 de dezembro de 2023

QUEM ENCERRA O LIVRO DE PRESENÇAS DE UMA SESSÃO MAÇÔNICA

Em 08.08.2023 o Respeitável Irmão Alessandro Mota Bastos, Loja Estrela de Davi, 4360, REAA, GOB-SE, Oriente de Aracaju, Estado de Sergipe, apresenta a dúvida seguinte:

ENCERRAR O LIVRO DE PRESENÇAS

O Grão-Mestre Adjunto estando em Loja, assina o Livro de frequência de obreiros, por último? Estando o Grão-Mestre e o Grão-Mestre Adjunto em Loja, assinam os dois após o Venerável Mestre da Loja?

Gostaria muito que houvesse essa explicação detalhada no SOR, muitos irmãos interpretam
a Constituição equiparando os Grandes Orientes Estaduais a esfera Federal.

CONSIDERAÇÕES:

No GOB o RGF é bem claro nessa questão em seu Artigo 116 onde menciona:

Compete ao Venerável Mestre:

XVI - Encerrar o Livro de Presenças. 

O Diploma Legal é taxativo quando menciona que quem encerra é o Venerável Mestre, não mencionando nesse mister nenhuma outra autoridade.

No que tange ao SOR – Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB, é preciso que o obreiro consulte cada um dos dispositivos legais vigentes. 

Repetir o que já se encontra escrito não nos parece muito producente.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


Está a circular algumas informações nas redes sociais a respeito de Ângelo Soliman, como o primeiro Maçom negro da História da Maçonaria Moderna, porém, quando ele nasceu, por volta de 1721, já existia outro homem negro, que atuava em uma das primeiras Lojas que deram origem à Grande Loja da Inglaterra.

Trata-se de JOHN PINE (1690 - Londres, 1756, Londres). Pintor, desenhista, ilustrador e editor gráfico. Considerado como o primeiro negro iniciado na Inglaterra (e o primeiro da História), porém, sem documentos que atestem a data com precisão.

Ele era da Loja que se reunia no "Horn Tavern in Westminster", uma das quatro Lojas que deu origem a Grand Lodge em 1717, e que passou a chamar Royal Somerset House and Inverness Lodge n° 4, e também pertencia à Loja at Globe Tavern, Morgate, que agora tem o nome de Loja "Old Dundee Lodge n° 18".

Famoso por produzir o frontispício das Constituições de Anderson (1723), sob a égide da Grand Lodge, com sede em Londres. John Pine produziu a Lista Anual das Lojas de 1725 a 1741. Listas que indicavam as localizações das Lojas, o dia e a hora das reuniões. Tornou-se assim, o mais prestigiado ilustrador heráldico e decorativo de Londres.

Quando Ângelo Soliman nasceu, John Pine já tinha mais de 26 anos de idade e já era Maçom atuante. Foi Iniciado na futura Loja Royal Somerset House and Inverness, nº 4, Londres. Faleceu aos 66 anos de idade.

Colaboração: Coluna Cultural Maçônica | @maconariaeartes

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A MAÇONARIA NÃO É MÍSTICA

Quando começamos a ler muito sobre Maçonaria, logo nos depararamos com autores como Albert Mackey, Manley Hall, Arthur Edward Waite e Albert Pike. Eles e muitos outros colocaram em seus textos muitas observações eruditas sobre a Maçonaria.

Esses autores, ligaram a Ordem Maçônica às antigas Escolas de Mistérios do Egito e outros lugares. Alguns afirmaram que a Maçonaria descendeu diretamente de ritos pagãos e de religiões antigas, e até disseram que a Ordem era uma espécie de "enteada"da "Magick" (ou Thelema), da Alquimia e dos místicos sombrios que se envolveram no mundo da Cabala (misticismo judaico) e em antigos escritos misteriosos como Hermes Trismegisto e a Chave de Salomão.

As obras desses homens estavam cheias de contos fabulosos sobre crenças e culturas, e de teorias enigmáticas das origens primevas e profundas dos maçons. Elas penetram em lendas e crenças obscuras e tiram delas o que parece ser uma generosa e atraente ligação, ao longo de 3 mil anos, com a Maçonaria Moderna. Infelizmente, muito disso é fantasia e metafísica.

Lamentavelmente, eles colocaram suas interpretações nas evidências documentadas existentes na Inglaterra e na Escócia que de fato contam a história. A Maçonaria descende das corporações (Guildas) de pedreiros medievais e, no final do século 17, filósofos e homens de ciência e saber apoderaram-se delas.

Os antigos maçons não construíram catedrais usando encantamento para levitar pedras, nem transformavam os metais em ouro para pagar seus salários. A Geometria não era uma arte de feiticeiros.

Escritores como Pike, Mackey e Hall, que têm seus livros espalhados por bibliotecas maçônicas de todo o mundo, levam muitos Irmãos que não compreendem o fato de suas obras serem folclore maçônico, a exibirem esses autores como especialistas estudiosos "notáveis" do assunto, e porta-vozes das verdades maçônicas.

O problema é que seus escritos são constantemente citados como "prova" de uma conexão oculta com a Maçonaria. A nossa Ordem nunca foi mística e nossa verdadeira origem está nas guildas medievais: o resto, é folclore maçônico.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

BOOZ OU BOAZ?

(republicação)
Questão que faz o Respeitável Irmão José Ferreira Rocha, Mestre Instalado da Loja Seg∴ (Segredo?) e Paz, 3.587, REAA, GOB-PB, João Pessoa, Estado da Paraíba.
jofero1@ig.com.br 

Estou precisando de uma ajuda sobre a Palavra Sagrada REAA - Aprendiz. Desde que iniciei na Loja Segredo e Harmonia Petrolinense, 1.958 – GOB/PE - Oriente de Petrolina/PE, aprendi que a Palavra Sagrada é BOOZ (REAA – APRENDIZ). Depois que me filiei a Loja Seg∴ e Paz - Oriente de João Pessoa/PB – os Mestres dizem BOAZ. Já li que BOOZ deriva de BOAZ, só que o GOB adotou BOOZ. Preciso tirar esta dúvida. Qual é a Palavra certa? Existe algum documento do GOB orientando a respeito?

CONSIDERAÇÕES:

Muitos já escreveram a respeito da diferença de escrita da palavra. Alguns trabalhos dignos de apreciação e outros repletos de opiniões pessoais sem qualquer contribuição para o tema. 

A diferença da escrita se apresenta de acordo com as duas principais versões bíblicas – a Septuaginta (Dos Setenta) e a Vulgata. Septuaginta - Versão dos "Setenta" ou "Alexandrina" é provavelmente a principal versão grega por sua antiguidade e autoridade. Sua redação deu-se a partir da Bíblia hebraica no período de 275 - 100 a. C., sendo usada pelos judeus de língua grega ao invés do texto hebreu. 

O nome "Setenta" se deve ao fato de que a tradição judaica atribui sua tradução a 70 sábios judeus helenistas, enquanto que "Alexandrina" por ter sido feita em Alexandria. Em relação à questão, particularmente nessa versão bíblica a palavra tem a grafia de BOAZ. 

Vulgata - No sentido em curso, Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerônimo por determinação do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Cristã.

Nos seus primeiros séculos, a Igreja serviu-se, sobretudo da língua grega, passando após a tradução latina denominada Vulgata a consolidar-se, sobretudo a partir da edição da Bíblia de 1532. No tocante à questão, nessa versão a palavra é rotulada como BOOZ. 

Ainda não menos importante citar é que por ocasião da Reforma Protestante que quebraria o monopólio latino da língua, está à tradução da Bíblia por Martinho Lutero para a língua alemã. 

Nessa tradução, no tocante particular ao termo, encontra-se a palavra BOAZ. Na concepção protestante inglesa de tradução bíblica o termo BOOZ é desconhecido, senão identificado como BOAZ. 

Outro aspecto para ser considerado é que o termo BOOZ é desconhecido no vernáculo hebraico, senão a palavra BOAZ. Sob esse prisma a palavra correta deveria ser BOAZ, já que BOOZ é considerada uma corruptela da palavra apropriada adquirida por equivoco de São Jerônimo por ocasião da tradução para a Vulgata. 

Em linhas gerais a conservação dessa corruptela deu-se pela Igreja Católica alegando respeito ao tradutor bíblico (São Jerônimo) e resolveu manter a tradição da Vulgata. 

Em termos de Maçonaria é facilmente compreensível o uso dessa palavra dependendo da sua vertente. No Craft inglês e, por conseguinte no Americano, dentre outros costumes anglo-saxônicos, a dita é tida como BOAZ, enquanto que na vertente latina (francesa) da qual pertence o REAA∴, não na sua totalidade, porém na sua grande maioria, o termo é compreendido como BOOZ, provavelmente influenciado pela Vulgata (latina por excelência). 

A Maçonaria brasileira – filha espiritual da França – acabaria nos ritos de origem francesa por adquirir o costume de uso da corruptela (BOOZ), tornando-se um elemento consuetudinário, sobretudo no Rito Escocês Antigo e Aceito. 

Dadas essas considerações, devido ao caráter de segredo do Grau imposto à palavra no Rito Escocês na sua forma de transmitir, não existe oficialmente uma orientação para o uso da palavra BOAZ ou da corruptela BOOZ no Grande Oriente do Brasil, senão o costume consuetudinário do modo errado de escrever ou pronunciar a dita palavra sagrada. 

Penso que a Maçonaria como investigadora da Verdade e dela fazendo parte o Grande Oriente do Brasil, urge a necessidade de revisão sobre esses conceitos amparados por tradições superadas. 

Se a palavra correta é BOAZ, que sentido teria o uso de uma corruptela? Enquanto permanece o equívoco, sugiro que as Lojas pelo menos ministrem uma instrução esclarecendo os fatos sobre o assunto, ao mesmo em que tempo remeto o Irmão a consultar uma excelente Peça de Arquitetura intitulada “Discussões Bíblicas – BOOZ ou BOAZ” do respeitável Irmão Willian Almeida de Carvalho (encontrada na Internet) que em minha opinião fecha o assunto, além de dar subsídios para pesquisa sobre o tema. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr.1018, Florianópolis (SC) – segunda-feira, 17 de junho de 2013

O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

Eduardo Neves*
Sempre que se fala em maçonaria, um termo é recorrente: O Grande Arquiteto do Universo, ou G.A.D.U. (a forma abreviada mais comum). Em quase todas as obras maçônicas e também na maioria das citações ou reportagens, há referências a esta expressão.

Mas o que muitos leigos se perguntam sempre é: o que, ou quem é, exatamente, este Grande Arquiteto? Qual o real significado desta denominação?

Respondendo objetivamente, e de maneira simplificada, afirmamos: o G.A.D.U. é a maneira pela qual os maçons se referem a Deus. E a razão é simples: sendo a maçonaria uma instituição que teve origem histórica nas corporações de construtores medievais – que eram formadas por arquitetos, engenheiros, artesãos, pedreiros e outros profissionais ligados à área da construção civil e militar – e, ainda nos nossos dias, valer-se de instrumentos daqueles ofícios como ícones simbólicos (o compasso e o esquadro, por exemplo), nada mais natural que denomine o projetista ou construtor de tudo o que existe como O Grande Arquiteto do Universo. Denominações adicionais para o Criador como O Grande Arquiteto dos Mundos ou O Grande Geômetra são encontradas em alguns livros maçônicos, todas com o mesmo significado.

Ampliando o escopo deste artigo, consideramos importante esclarecer brevemente o conceito de Deus na maçonaria. A imagem eternizada por Michelangelo na Capela Sistina – a de um ancião de cabelos brancos, adotada como representação costumeira de Deus por grande parcela da civilização ocidental – ainda que enquanto obra de arte seja belíssima, não é suficiente para a compreensão da onipotência, onipresença e onisciência divinas. Em verdade, ousaríamos dizer que é, de fato, inapropriada. Ora, qualquer que seja o ser, se este for limitado por uma forma, não pode ter tais características. Portanto, seguindo este raciocínio, concluímos que a imagem de Deus como um velho senhor sentado em um trono de nuvens é apenas o retrato humanizado do pensamento de uma época, não devendo ser levado em conta para uma reflexão mais aprofundada. Deus é o amor infinito, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, é aquele que não tem começo nem fim, e não pode ser conhecido através dos esforços intelectuais de uma mente humana que, por mais avançada ou capaz que seja, está sujeita a limitações. Deus, portanto, é uma força que não pode ser analisada ou mensurada, só podendo ser sentida e contemplada através de suas manifestações. Esta força é o que os maçons chamam de Grande Arquiteto, gerador do universo, do homem e da vida em todas as suas formas.

Um movimento anti-maçônico, fundado nos Estados Unidos no século XX e formado quase majoritariamente por fundamentalistas religiosos, tem distorcido continuamente o conceito do Grande Arquiteto do Universo. Este movimento, que já conta com ramificações no Brasil, afirma erroneamente que o G.A.D.U. não passa de um, deus maçônico‟, ou ainda uma divindade que representaria uma suposta união sincrética de ídolos antigos. Os mais radicais acreditam ainda que o G.A.D.U. seria uma representação do diabo. Conforme já explicado, nada mais longe da realidade. Aliás, para ser maçom, o postulante tem de, necessariamente, crer na existência de um ser supremo. Todos os trabalhos maçônicos são dedicados à glória de Deus, e os templos maçônicos conservam abertos em seus rituais o chamado Livro da Lei, que nada mais é que o livro sagrado da religião dos países onde funcionam as lojas maçônicas. No Brasil é a Bíblia que pode ser vista na quase totalidade dos templos, e ao redor do planeta, o livro sagrado muda conforme o caso: para os hebreus, o Talmude ou o Antigo Testamento; para os muçulmanos, o Alcorão; para os adeptos do bramanismo, os Vedas; para os masdeístas ou seguidores de Zaratustra, ou Zoroastro, o Zenda-Avesta etc. O Livro da Lei possui esse nome por conter o código de moral e ética que devemos seguir em nossas vidas. Este nome evita ainda qualquer tipo de sectarismo. A única exigência que se faz é que o volume deve conter, de fato, as sagradas escrituras de uma religião conhecida, e fazer referência ao Ser Supremo, Deus.

É importante colocar que a crença no Grande Arquiteto do Universo é encarada na maçonaria como uma realidade filosófica, e não de modo dogmático. A maçonaria, portanto, não é uma religião, mas abriga em suas fileiras homens de todas as religiões – por reconhecer a importância de cada uma delas, respeitando o conceito íntimo que cada um tem de Deus. Mas a maneira pela qual cada maçom professa a sua crença neste ser supremo é assunto de foro íntimo. Assim, em um templo maçônico poderão ser vistos, lado a lado, católicos, budistas, espíritas e assim por diante, pois a tolerância e o respeito mútuo fazem que praticantes dos mais diferentes cultos estejam unidos em prol da lapidação espiritual, da construção de um mundo justo e da busca pelo bem de toda a humanidade.

Termino este artigo citando o escritor Dan Brown, em carta endereçada aos maçons americanos na época do lançamento de seu livro O Símbolo Perdido, cuja trama envolve a maçonaria: “Em um mundo onde os homens batalham a propósito de qual definição de Deus é a mais acertada, não acho palavras para expressar adequadamente o profundo respeito e admiração que sinto por uma organização na qual homens de crenças diferentes são capazes de „partilhar o pão juntos‟ num laço de fraternidade, amizade e camaradagem”.

Que o Grande Arquiteto nos ilumine e guarde.

(*) Fonte: www.pedroneves.recantodasletras.com.br

Fonte: JBNews - Informativo nº 226 - 11.04.2011

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

SESSÃO ORDINÁRIA OU SESSÃO ECONÔMICA

Em 07.08.2023 o Respeitável Irmão Harllen Alves, Loja Deus e Fraternidade, 51, GLMEB (CMSB), REAA, Oriente de Cruz das Almas, Estado da Bahia, apresenta a dúvida seguinte:

ECONÔMICA OU ORDINÁRIA

Caríssimo Irmão, saudações. Fico sempre com a dúvida sobre chamar as sessões de econômicas. São seria mais indicado tratar como ORDINÁRIAS? Agradeço se puder me esclarecer algo a esse respeito.

COMENTÁRIOS:

No que concerne à Maçonaria e o tipo de sessão, parece que ambos os títulos se adequam, e vai depender de como cada ritual menciona.

No caso da denominação “sessão ordinária”, significa que a reunião se refere às ocorrências comuns, de ordem usual, regular, periódico, etc.

No caso da denominação “sessão econômica”, ela menciona algo relacionado ao cotidiano (dia a dia), a despeito de que também ela é relativa à economia da Loja no trato com o desenvolvimento e conteúdo moderado da reunião.

A vista disso, nesse contexto vai depender de como especifica o ritual. No meu humilde parecer, vejo que por definição o título "sessão ordinária" ser o mais condizente, pois o título “sessão econômica” também pode ser interpretado como algo ligado às finanças, recursos, condição financeira, etc., o que não é o caso.

T.F.A.
PEDRO JUK
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

O CARÁTER DO HOMEM MAÇOM - UMA ANÁLISE À LUZ DA PRÁXIS MAÇÔNICA

Muitas vezes vemos irmãos se manifestarem Intra e extra-Templo sobre que o irmão “X “não Tem um bom caráter, o Irmão “Y” é mau caráter e o irmão “Z” é de caráter duvidoso, dúbio.

Tais ponderações me levaram a estudar esse assunto, dentro de nossas Oficinas dentro de uma visão Médica, Psicológica, Sociológica e de relacoes humanas, à luz da Doutrina Maçônica.

Muito difícil formar opinião a uma simples visão.

O Universo do relacionamento humano é vastíssimo, complicado, com Nuances diversificadas dentro das normas sociológicas da boa ou má “ vizinhança”.

Assim, definiríamos genericamente o Caráter como:” Conjunto de traços morais, psicológicos etc., que distinguem um indivíduo, grupo ou povo; índole; temperamento; qualidade; firmeza de atitudes.

Mau caráter: quem demonstra maldade ou qualidades negativas de caráter; pessoa sem escrúpulo; que engana as pessoas sem o menor constrangimento; desvio de caráter (para o mal); diz-se daquele ou daquela que age sem decência, sem pudor, sem sensibilidade humana.”

Nesse sentido podemos compreender o caráter como algo que se forma para manter uma estrutura necessária ao desenvolvimento do indivíduo.

Porém, quanto mais rígida e inflexível for a estrutura do caráter, mais esse caráter se transformará em uma resistência que tenta manter o material inconsciente fora de alcance, fazendo com que o indivíduo passe a reagir de modo automático como um mecanismo de defesa.

Ou seja, o caráter não é uma escolha deliberada, ele se forma devido a necessidade do indivíduo se proteger do meio externo.

O caráter é uma reação àquilo que foi experimentado na infância.

Cada caráter é único porque cada experiência é única.

Caráter é a maneira a qual a pessoa se apresenta e se comporta em suas relações.

É a atitude psíquica particular em direção ao mundo externo, específica a um dado indivíduo.

É determinado pela disposição e pela experiência de vida.

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023


Uma escultura comemorativa de sete maçons que criaram uma loja maçônica enquanto estavam presos em um campo de concentração nazista.

O alojamento foi chamado de Liberté Chérie, que significa liberdade estimada. O alojamento foi criado em 15 de novembro de 1943 e localizado em Esterwegen, Baixa Saxônia, Alemanha.

Os sete maçons que criaram o alojamento são:
  • Paul Hanson
  • Luc Somerhausen
  • Jean Sugg
  • Franz Rochat
  • Guy Hannecart
  • Amédée Miclotte
  • Degueldre
Fonte: Facebook_Grande Loja do Texas

O USO DA PALAVRA EM LOJA - A QUEM SE DIRIGIR?

(republicação)
Em 26/02/2018 o Respeitável Irmão Carlos Alberto C. Silva, Loja Lautaro, 2.642, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo Capital, se referindo a uma resposta minha na qual aborda o uso a da palavra em Loja e o usuário se dirigindo à assembleia e não especialmente ao Venerável, apresenta solicitação para comentários a respeito.

USANDO A PALAVRA EM LOJA – A QUEM SE DIRIGIR?

Mais uma vez, quero agradecer sua resposta, sempre precisa e cheia de ensinamentos adicionais. Confesso que trouxe este tema à baila apenas por conta de uma consulta de um Irmão do quadro da minha Loja. Pessoalmente não acho a questão relevante a ponto de atrapalhar os trabalhos ritualísticos.

Fiz a consulta, pois não tinha encontrado ainda nada nos livros que tinha lido e olha que, sem falsa modéstia, já li muitos. Ainda tenho muitos outros para ler. Curiosamente, lendo um dos livros de Nicola Aslan, após o envio da consulta, encontrei uma referência ao tema que gostaria de compartilhar contigo e não com o objetivo de contrapor já que compartilho da sua posição, mas sim para mostrar que Aslan entende de forma diferente, mas não explica a razão como você o faz, o que me convence mais facilmente. Destaquei o texto a seguir: 

"Durante o debate, os discursos deverão ser sempre dirigidos ao V∴ M∴ e jamais a um contraditor. Não se pode fazer uso da palavra várias vezes seguidas, salvo para informar sobre um detalhe importante que venha esclarecer a matéria tratada e facilitar a votação; porém, depois de ser concedida a permissão pelo V∴M∴". "Fonte: Ord-Liv-Comentários ao Ritual de Aprendiz-Nicola Aslan”.

Para contextualizar o parágrafo, Aslan fala sobre isso no contexto da discussão de propostas na "Ordem do Dia". Se um dia tiver tempo, comente o texto de Aslan. Pessoalmente, quando faço uso da palavra, após saudar as Luzes e presentes, dirijo-me a todos os presentes como você preconiza no que estamos mais uma vez alinhados e de pleno acordo.

CONSIDERAÇÕES:

Opiniões são opiniões. Respeitosamente discordo da posição de Aslan. 

Quem usa da Palavra em Loja somente o faz mediante autorização de quem de direito. Autorizado, o usuário se dirige à assembleia, no caso, à Loja.

Veja, não existe justificativa e nem embasamento legal para que o usuário da palavra tenha que se dirigir exclusivamente ao Venerável Mestre. Penso que essa é uma afirmativa improcedente e sem nexo algum para a ocasião.

Quanto ao uso da palavra “várias vezes seguidas” como mencionado no texto do autor, é também algo que não ocorre por livre vontade, pois dependendo da questão e da situação haverá sempre um Vigilante ou o Venerável Mestre para autorizar ou não o uso da palavra, oportunidade em que ele avaliará a necessidade de concedê-la novamente.

Sem que haja necessidade de se “dourar a pílula”, o que o maçom carece mesmo é de se utilizar de objetividade e moderação. Assim, sabiamente o giro da palavra nas sessões ritualísticas tem sido um artifício para que não existam contraditos desnecessários e nenhum “bate-boca” na exposição, alegação e discussão de um assunto que, em sendo na Ordem do Dia, passará ainda por votação.

Em se tratando do uso da palavra, também é oportuno comentar que quando um usuário é autorizado a falar, ele, protocolarmente à Ordem, se dirige na forma de costume primeiramente às Luzes, Autoridades e demais Irmãos (portanto, à Loja toda), antes de expor o assunto que o levou a pedir a palavra. Assim, esse modo protocolar não é saudação maçônica, mas um artifício dialético utilizado pelo usuário da palavra para se dirigir à assembleia de maçons ali presentes e não especificamente ao Venerável Mestre como preconiza o nosso saudoso autor.

Note quão sutil é a ritualística maçônica autêntica.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 26 - “Teísmo”, “Deísmo” e “Agnosticismo”

Teísmo: é a doutrina de um Deus, Eterno, auto suficiente, Onisciente, Onipresente, impregnando toda a criação, Criador, Preservador, Protetor, e Benfeitor de todas as coisas e do Homem. É a negação, o oposto do Ateísmo – a doutrina na qual não há nenhum Deus. Idem para o Politeísmo – doutrina na qual se tem muitos deuses e mesmo do Deísmo, cuja definição vem no parágrafo abaixo.

Deísmo: é a crença em Deus, com base somente na Natureza e na Razão. Ela rejeita a revelação sobrenatural e todos os elementos sobrenaturais de uma religião. Desse modo, é um sistema ou atitude dos que, rejeitando toda espécie de revelação divina, e portanto a autoridade de qualquer igreja, aceitam, todavia, a existência de um Deus, destituído de atributos morais e intelectuais, e que poderá ou não haver influído na criação do Universo.

Muitos “livres pensadores”, principalmente da Inglaterra e da França na época do século XVI e XVII foram classificados como deístas. Percebe-se claramente que na realização da primeira edição do Livro das Constituições do reverendo James Anderson, em 1723, há uma tendência de abandono ao cristianismo, liberando as crenças e o pensamento, quando afirma que “Um maçom fica obrigado por ocasião de seu ingresso, a obedecer a Lei Moral e se ele entender corretamente a Arte, ele nunca será um ateu estúpido, e nem tampouco um libertino irreligioso. Porque desde os "tempos imemoriais", os maçons eram obrigados, em todos os países, a seguir a religião de seu país de origem, qualquer que ela fosse; mas atualmente o maçom é obrigado a ter aquela religião, com que todos ou a maioria concorda....”.

Agnosticismo: doutrina que ensina a existência de uma ordem de realidade incognoscível. Tem posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidencia lógica satisfatória. Mantém a atitude que considera a metafísica como algo fútil. É diferente do Ateísmo que é a doutrina (se é que pode ser assim chamada) daqueles que não crêem em Deus ou nos deuses. São ímpios, não tendo fé em nada. Incrédulos.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

MAÇONARIA E A SOCIEDADE DO SÉCULO XXI

Por “Godofredo” *

Introdução

A realização deste trabalho é para mim como um desafio e uma aventura. Confesso que não é fácil a um profano como eu, estar a dissertar sobre a maçonaria, pois sou um mero “observador”. É quase como que um telespectador estar a opinar sobre um determinado programa, sem ter noção de quantas pessoas foram necessárias para o realizar, quais as suas tarefas, que pesquisas fizeram, a quantas reuniões assistiram, que material foi posto de lado, etc… Assim, este trabalho resulta de leituras feitas por aqui e acolá, de troca de opiniões efectuadas sobre os mais diversos assuntos, entre variadas pessoas e, naturalmente, de uma determinada opinião que se formou dentro de mim em relação ao tema em questão, opinião essa que não é estática, e que ir-se-á modificando com novas trocas de opiniões, pois é na troca de ideias e opiniões, que se elabora melhor o fenómeno de aculturação e enriquecimento de saberes. É como aquela história de dois indivíduos (com 2 euros cada) que, ao trocarem entre eles os seus euros, ambos continuarão a possuir dois euros, porém, se entre eles trocarem ideias (duas igualmente para cada um), no final, ambos ficarão com quatro ideias….

A minha actividade profissional no campo do ensino/educação, conduziu em grande parte, esta minha exposição sobre o tema em questão. Tentei não me alhear desse aspecto, mas por mais voltas que desse ao pensamento, acabava sempre por “dar de caras” com esse importante facto, que pessoalmente, se tornou no meu “campo de batalha” há já uns anos.

Não queria deixar de referir que me foi igualmente difícil, e mesmo quase impossível, indicar as fontes de pesquisa. A maior parte das ideias foram-se consolidando através de leituras efectuadas na Internet, como tal, e para quem está familiarizado, sabe que é uma rapidez com se se “saltam” de sites para sites, como se passam de uns links para outros, e como se torna difícil tentar descobrir “aquele site, aquela página que foi lida há uns tempos atrás”, mas que já não nos lembramos em que sítio foi, bem como daquele texto, parágrafo ou frase, que temos a certeza que o lemos, mas não nos lembramos em que livro foi, ou se o livro é nosso, ou se foi emprestado, ou se foi lido de “fugida” numa biblioteca ou livraria.

Maçonaria e a Sociedade do século XXI

Actualmente, com a crescente divulgação de livros e com a Internet, pode-se ler muitas coisas sobre a Maçonaria, sobre os ritos, sobre as obediências, sobre a regularidade. Algumas ideias que se possam retirar sobre essas leituras é que a Maçonaria, entre muitas coisas, é uma instituição discreta, com a finalidade de transmitir “segredos”, de edificação de Templos (interiores e/ou exteriores), uma instituição Fraterna, de Tolerância, Respeito, Liberdade, uma instituição iniciática, Universal, de Harmonia….os adjectivos e palavras nobres do nosso vocabulário não chegariam para enaltecê-la…. De tanta leitura, troca de ideias, informações (e também “contra-informações – pois também há “movimentos anti-maçónicos), pode surgir uma dúvida: então e o que são os Maçons? Será que os Maçons estão todos à altura de enaltecer a sua “instituição”? Claro que não estão! Sabem–no os profanos e sabem-no melhor ainda muitos maçons! [1] Infelizmente há sempre excepções e, não desviando o assunto para outros temas, a prova disso é que se criaram inúmeras “formas” de Maçonaria. Uns chamam-lhes regulares, outros, selvagens… uns adoptaram uns ritos, outros criaram ritos mais “personalizados”…. uns procuram determinados adeptos…. outros criaram “novas” formas de maçonaria… mais “tradicionais” e respeitadoras das “origens”… De todas estas “maçonarias”, de entre tantos irmãos, cunhados, primos e sobrinhos, verifica-se com pena, que afinal, não há assim tanta tolerância e fraternidade entre os maçons, como seria desejável!

Ao longo da história da Maçonaria, muita coisa se modificou, donde igualmente também se pode concluir que muitas outras se irão efectuar. Então a questão, e tema deste trabalho é: Qual será o papel da Maçonaria na sociedade do séc. XXI?

Não é necessário ser um “profeta” para constatar que a sociedade mundial se modificou muito nas últimas décadas, principalmente no pós 2ª Guerra Mundial e quais serão as tendências, ou o caminho, para o qual ela se desloca. Tentando não ir por caminhos demasiado economicistas, nem que haja uma dispersão sobre determinados temas, focalizemos a atenção em determinadas tendências ou “previsões,” apenas em determinados aspectos que, com o decorrer da leitura, ficarão melhor esclarecidos.

Ninguém que elabore um pensamento crítico sobre o mundo em que vivemos, duvida que cada vez mais “somos” uma sociedade de informação. É a informação (crescente) que é o principal motor de desenvolvimento, pois fornece à indústria os requisitos necessários à produção. No fundo, não é nada de novo. É apenas uma outra forma daquilo que já tinha acontecido, há talvez uns duzentos anos, com a subtil e gradual evolução duma sociedade agrária para uma sociedade industrial. Apenas que pela rapidez com que se tem verificado, torna-se mais difícil de aceitar. Também se torna difícil de aceitar porque apela a uma grande capacidade de tentar prever o futuro que, em oposição ao “progresso” anterior, se construía com fundamento nos ensinamentos do passado. Mas com a divulgação e crescente aparecimento de novas formas de informação, novos problemas colocam-se no futuro e mesmo já: a informação é tanta, que se não for devidamente assimilada, “digerida” e interpretada, deixará de constituir recurso para produção, e tornar-se-á numa forma de poluição…. muito nociva. Com isto, assiste-se a uma sociedade global de paradoxos. A maioria dos humanos tem cada vez mais dificuldade em entender o mundo e a sua evolução, apesar de serem cada vez mais as informações que lhe dizem respeito e, de diminuir consideravelmente o tempo respeitante entre um determinado acontecimento e a divulgação desse mesmo acontecimento.

A crescente influência e dependência dos jovens, e não só, em relação aos programas televisivos, aos jogos de computadores e consolas, e à Internet, transformam aos poucos, mas aceleradamente, as sociedades em pessoas cada vez mais sedentárias, menos gregárias e menos pensativas, pois o vazio de conteúdos mostrados pelos mass-média é cada vez mais crescente….e as pessoas aparentam gostar desse vazio e consequentemente, cada vez lhes “vendem” mais desse ópio, desse vazio. O poder dos meios de comunicação e de informação é tal, que cada vez mais os povos “acreditam” no que lhes é apresentado, sem meios para discernir o que é real e o que é “fabricado”, sem meios de discernir as palavras utilizadas nesses meios de comunicação. A título de exemplo e numa época onde tanto se fala em terrorismo, outros chamam-no de “guerreiros da liberdade”, criminosos e vítimas são tratados quase como iguais, a corrupção, as falcatruas, mesmo a níveis elevados da sociedade e da política, já não surpreendem nem chocam ninguém, tornou-se uma coisa banal, tal como assistir a situações de miséria e fome extremas, a mortandades, sejam elas por desastres naturais ou por origem humana.

Há imensos paradoxos na actualidade! Um deles é a crescente “falta de tempo” que dispomos! Cada vez a esperança média de vida é maior, cada vez o progresso e o desenvolvimento tecnológico, nos “poupa” horas e horas de tarefas que antes nos absorviam e, seria portanto lógico que estivéssemos hoje mais disponíveis que os nossos antepassados, mas a verdade é que não estamos!

Um outro aspecto “profético” é a tendência cada vez maior para as mulheres se sobressaírem. Por motivos ainda pouco estudados, mas que se verificam no dia-a-dia, as mulheres são (ou estão) mais perseverantes que os homens…. há mais abandono escolar no lado masculino que no feminino….há mais mendigos homens que mulheres…. A sociedade industrial levou as mulheres a ingressarem no mercado de trabalho, a adquirem os mesmos direitos que os homens. Assiste-se um pouco por todo o mundo a um crescente protagonismo das mulheres, seja ao nível da política (primeiros-ministros, presidentes….), seja ao nível das empresas, das finanças, da publicidade, e seja ao nível do ensino, onde já eram maioritárias (pelo menos na “base da pirâmide”) e onde actualmente são mesmo maioritárias como alunas. Como consequência, serão elas, maioritariamente, que irão possuir os conhecimentos necessários a progredir…. e hão-de consegui-lo! Actualmente a mulher é uma lutadora, tal como o homem. As mulheres da actualidade (abstraindo a parte fisiológica, o “invólucro”), nada têm a ver com a mulher da antiguidade, nem mesmo nada a ver com a do século XIX. Já não são apenas as donas de casa, as esposas submissas, as “cabeças fúteis”, as “apenas mães”. São seres maravilhosos, bem formadas, educadas, cheias de vontade de se enriquecerem espiritualmente, com carreiras de sucesso, com muito para partilhar e com um sentido estético e espiritual ímpar.

Ora o que tudo isto tem a ver com a Maçonaria? Imenso. Pois as lutas que os nossos antepassados, tenham sido eles portugueses ou de outras nacionalidades (muitos deles maçons), elaboraram no passado pela conquista de direitos humanos, pela libertação de povos, contra a opressão e tirania, pelas artes e pelas ciências… todo esse esforço não terminou. Cabe agora uma outra forma de luta, contra os males da nossa sociedade. É aqui que a Maçonaria tem um papel a desempenhar.

Toda a história da Humanidade, tal como no Cosmos, é feita de ciclos. Apesar de certas evoluções, há aspectos que se repetem, mais ou menos espaçados: guerras / paz, abundância / escassez, tolerância / egoísmo, liberdade / tirania, épocas de Luz / épocas de obscurantismo…. Citando Paulo A. Loução: Esta trindade de economia-sexo-tecnologia vigora hoje em dia com toda a força, eleando o ser humano num caleidoscópio alucinante idêntico à caverna de Platão. Esta civilização do vazio está a desintegrar-se de ano para ano dando origem a uma nova “Idade Média” que, por sua vez, dará lugar, pela ordem natural da vida, a uma nova civilização. É um ciclo omnipresente na história da humanidade.(…)Nesta nova Idade Média (…) com a insegurança, física e psicológica, a crescer de ano para ano, emergem novos bárbaros e podemos ver nos condomínios fechados o prelúdio de “novos castelos”, para além dos “senhores feudais” das multinacionais que já começam a ter mais poder do que os próprios estados (…).

Consegue-se ler igualmente pela Internet, que várias Lojas Maçónicas espalhadas pelo mundo, têm vindo a perder candidatos. Cada vez é menos atractiva aos jovens (entenda-se jovens adultos) e, por outro lado estão a tornar-se, tal como nas sociedades mais desenvolvidas, envelhecidas. Ora o que é que a Maçonaria pode então oferecer aos cidadãos, que estes não encontrem noutro lugar? Atrás foi referido que a Maçonaria era Universal e Fraternal, mas o escutismo também o é. A Maçonaria age para bem das populações, mas as várias religiões também proclamam o mesmo, até alguns “clubes” do tipo Lions ou Rotary! Possivelmente o que diferencia a Maçonaria de tantas organizações espalhadas por este mundo, é as suas tradições esotéricas, a sua filosofia (se assim se pode chamar), o seu modo de ensinar através de símbolos. E, o melhor modo de ensinar a simbologia deverá ser através de rituais, de secretismos, de mistérios.

Será então este o grande segredo da Maçonaria? Porque será que possui tanto secretismo e mistério? Uma leitura atenta a várias obras de Fernando Pessoa, fornece-nos algumas pistas e, em relação aos mistérios e símbolos diz-nos [2] que o sigilo em relação aos mistérios é necessário por três razões: por motivos sociais, pois essas verdades eram inadequadas para a comunicação a qualquer homem, a menos que ele estivesse de algum modo preparado para as receber e que além disso teriam resultados desastrosos se fossem divulgados, pois seriam necessariamente mal compreendidas; a segunda razão, de ordem filosófica, pois que em si próprias, essas verdades não eram de um género que o homem pudesse compreender e que daí, se lhe fossem inutilmente comunicadas, resultariam confusão mental e desequilíbrio no seu comportamento (a tal forma de poluição nociva, que referi anteriormente); a terceira razão, de ordem espiritual, pois por serem verdades da vida interior, essas verdades não deviam ser comunicadas, mas apenas sugeridas, e que a sugestão devia ser impressionante, rodeada de secretismo, para que pudesse ser sentida como valiosa, com um ritual, para que pudesse impressionar e surpreender com símbolos, para que o candidato fosse forçado a descobrir a sua própria via, lutando para interpretar os símbolos, em vez de se julgar já sabedor de tudo se a comunicação tivesse sido feita por ensinamento dogmático ou filosófico. Diz-nos ainda, dum modo mais claro: «Primeiro sentir os símbolos, sentir que os símbolos têm vida ou alma – que os símbolos são gente. Mais tarde virá a interpretação, mas sem esse sentimento a interpretação não vem. Os rituais, entre outros fins, têm o de fazer sentir ao iniciado, pela solenidade e o deslumbramento, a vida dos símbolos que lhe comunicam».

É precisamente com a simbologia (mas não só) que a Maçonaria e os Maçons conseguem edificar Templos, desbastando e burilando a Pedra bruta que há em nós. Mas para esse trabalho é necessário e indispensável que cada um de nós o deseje. Mais ainda, para esse trabalho a Maçonaria recorre a determinadas ferramentas, também elas simbólicas, como não podia deixar de ser: malhetes e cinzel, esquadros e compassos. Estas ferramentas não devem apenas existir materialmente nas Lojas, como simbólicas que são, deve cada um de nós de as trazer sempre consigo e, utilizá-las.

Anteriormente fez-se alusão a várias formas de maçonaria, a irmãos, primos, cunhados e sobrinhos, ora tudo isto é família. Tal como em família há por vezes desavenças e mesmo alguns atritos, na Maçonaria é natural que também os haja, mas é este outro aspecto único da Maçonaria: é uma grande família Universal. A Fraternidade e ajuda entre maçons é (penso eu) coisa única, que não é muito vulgar noutras organizações, os Landmarks afirmam-no “Os Maçons devem-se, mutuamente, ajuda e protecção fraternal , mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio, indispensáveis a um perfeito controle de si próprio [3]”. Fez-se igualmente referência a vários problemas e tendências que se deparam ao Homem das sociedades actuais: há muitos mais dos que os focados, há cada vez mais fanatismo, intolerância religiosa, excesso de população, miséria, fomes, degradação do meio ambiente, má gestão dos recursos naturais….e, se procuramos uma causa comum a todos estes males, possivelmente encontramos uma razão que sobressai em relação a outras possibilidades: a ignorância.

Com estes factos presentes, poder-se-á então imaginar as relações que eventualmente haverá entre a Maçonaria e a sociedade do século XXI.

Tentando fazer um resumo e conclusão do que foi expresso, parece inevitável que a Maçonaria terá de se preocupar mais com a Educação, numa ajuda às famílias e às Escolas, para combater a ignorância! É aqui que novos lutadores necessitam de combater. Não com armas nem em batalhas convencionais e sangrentas, mas com o conhecimento, com o coração, com o espírito: a mente espiritual, o Ego imortal, este é o guerreiro necessário nesta batalha – o quinto elemento, que nos conduzirá ao Quinto Império. Para isso, parece quase inevitável que a Maçonaria tenha de abrir as portas ao elemento feminino e acolher finalmente a mulher no seu seio.

Desde tempos muito remotos que a simbologia do Sol e da Lua está presente em inúmeras manifestações de arte: sempre os dois elementos! São duas energias indispensáveis para que o processo espiritual alquímico possa realizar-se. Caso contrário, há desequilíbrio [4]. Já o psicólogo Jung, demonstrou que em cada um de nós existe uma parte do sexo oposto (a anima e o animus). Sendo então a Maçonaria uma via Iniciática, na progressão de cada Maçon, nas sucessivas mortes e ressurreições, acabar-se-á por atingir o que os alquimistas apelidavam de rubedo, podendo-se então despertar o fogo sagrado, que harmoniza o animus e a anima, criando o Ego espiritual. Como poderá então a Maçonaria excluir a mulher das suas Lojas? Mesmo as Landmarks (pelo que é mostrado pela literatura aos profanos) não referem que a maçonaria é única e exclusivamente masculina, mesmo quando se lê «A Maçonaria é uma ordem , à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz», supõe-se que a palavra homens se refere a Homens e não apenas no sentido de masculinidade.

Para que cada ser humano consiga edificar o seu Templo e burilar a Pedra bruta, para além de se tornar evidente a abertura da maçonaria ao sexo feminino, tornar-se-á evidente que a maçonaria terá igualmente de crescer, de aumentar os seus efectivos, de não se tornar envelhecida. No seio da família maçónica, no meio de irmãos (e irmãs), o Homem, deixará de estar “dependente” dos meios de comunicação e dos “novos senhores feudais”, terá mais tempo para reflectir, de partilhar opiniões, de se enriquecer, deixará de caminhar para um estado “vegetativo e meramente consumista”. Para este crescimento de irmãos o processo de selecção terá eventualmente de ser revisto. Talvez um crescimento de organizações para-maçónicas para jovens de ambos os sexos, possa servir para uma futura selecção de potenciais e verdadeiros Maçons e, contribuir para um aumento mais qualitativo e célere.

Para além destes aspectos, e sempre numa linha de pensamento, que o aumento de Maçons conduzirá inevitavelmente a uma maior quantidade de “bons” cidadãos e, consequentemente, a uma melhoria da sociedade mundial, parece lógico que a Maçonaria necessita igualmente de se dar mais a conhecer. Para isso torna-se necessário que figuras “mediaticamente” aceites, que se assumam publicamente como Maçons, intervenham na sociedade em obras ligadas à educação, ao meio ambiente, ao combate a muitos males da nossa sociedade, procurando nessas intervenções, alhear-se sempre de aspectos ligados a fins lucrativos e, principalmente, políticos e religiosos.

Notas

[1] Alusão à prancha “Sois Maçon?” Autor desconhecido – Loja Camelot nº 50 – G.·.L.·.R.·.P.·./GLLP (www.camelotsite.info).

[2] In Mensagem



Bibliografia:

CASTILLO, SANTANA. (1999). Manifesto para a Educação em Portugal. Ed.1ª. Texto Editora, Lisboa.

LOUÇÃO, PAULO ALEXANDRE. (2001). Portugal Terra de Mistérios. Ed. 3ª. Ésquilo, Lisboa.

* “Godofredo” é o nome de um profano ligado à área de educação em Portugal. O uso de um “nom de plume” demonstra que ainda existem preocupações com eventuais retaliações contra a maçonaria.

Artigo publicado no excelente blog português FREEMASON.PT

Fonte: https://bibliot3ca.com

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

COLUNETAS E OS VIGILANTES

Em 07.08.2023, o Respeitável Irmão Alvany José Barros, Loja Liberdade, 33, REAA, GLERN (CMSB), Oriente de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, apresenta a dúvida seguinte:

COLUNETAS NO REAA

Vi o seu trabalho sobre as colunetas no REAA e despertou em mim a vontade de saber sobre o movimento das referidas colunas dos vigilantes na abertura e fechamento dos trabalhos.

CONSIDERAÇÕES:

Devo mencionar que já escrevi bastante sobre esse tema no meu Blog.

Assim não me resta reafirmar que no REAA verdadeiro não há nenhuma coluneta como elemento ritualístico sobre as mesas dos Vigilantes.

É bem verdade que desafortunadamente há rituais ditos do REAA que trazem esse enxerto, contudo isso não passa de um sincretismo de símbolos que, a bem da verdade, nem mesmo aparecem – no caso – nos painéis verdadeiros do REAA – não são elementos originais pertencentes à decoração do templo do rito em questão.

Colunetas junto aos Vigilantes, tenho incansavelmente falado, são elementos simbólicos pertencentes ao Rito de York no working (Maçonaria Inglesa) e ali elas existem apenas com o intuito de sinalizar se os trabalhos estão abertos, fechados ou suspensos. A vista disso, elas são movimentadas conforme o momento ritualístico.

Salvo melhor juízo, pode-se dizer que iniciaticamente não existe nenhuma outra interpretação envolvendo essas duas colunetas. Vale relatar que elas também nada tem a ver com as colunas representativas à sustentação da moral maçônica (Wisdom, Strenght, Beauty), visíveis na Tábua de Delinear do 1º Grau do Rito de York (inglês).

De forma prática, a única interpretação racional a respeito que eu conheço, é que no Rito de York, quando a coluneta do 1º Vigilante estiver em pé e a do 2º Vigilante deitada, significa que a Loja está trabalhando (força e vigor). Já, de modo inverso, a do 1º Vigilante deitada e a do 2º Vigilante em pé, significa que a Loja se encontra fechada ou em descanso (recreação).

Assim, despido de invencionices e justificativas mirabolantes, certamente não existe nenhuma outra finalidade para essas colunetas no Craft, muito menos no REAA onde originalmente elas nem mesmo fazem parte do seu relicário simbólico. A propósito, o Rito de York é elemento constitutivo da Maçonaria anglo-saxônica (inglesa), enquanto que REAA é componente da Maçonaria latina (francesa).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA "UMA ESTRELA QUE BRILHA NO SILÊNCIO"

Cristyano Ayres Machado, M.·. M.·.
Sem sombra de dúvida, nenhuma organização é tão fascinante e ímpar quanto a gloriosa Maçonaria. Com a missão de tornar homens bons, melhores, ela conseguiu a proeza de permanecer intacta às intempéries da vida, mantendo-se firme como os preceitos que a impulsionam. A trilogia Igualdade, Fraternidade e Liberdade é digna de atenção, pois apresenta conceitos modernos e indispensáveis para um convívio melhor na sociedade. Há séculos, esses são conceitos conhecidos, praticados e divulgados por seus integrantes.

Hoje, fala-se muito em ecumenismo como forma de resposta aos conflitos religiosos. Contudo, a Maçonaria foi a primeira entidade em que a fé individual foi utilizada como instrumento de integração, e não como combustível para sangrentas guerras – provando que todos somos filhos do mesmo Criador, ou seja, irmãos, e podemos viver realmente como tal, independente da religião a qual pertençamos.

Atualmente, percebemos que o racismo é uma patologia temível, que coloca em risco a humanidade, então, notamos o valor do exemplo da fraternidade maçônica, pois esta abomina todas as formas de racismo.

A filantropia, um de seus estandartes, tem uma característica própria que deixa esse gesto mais nobre: o silêncio, em que, na grande maioria das vezes, nem o próprio beneficiado tem conhecimento de seu benfeitor. Esse condimento não só deixa caracterizada a verdadeira caridade, como nos ensina que não devemos fazer as coisas boas, se podemos faze-las perfeitas.

Num universo tão eclético, seus congregados aprendem a honrar três grandiosos pontos, que são sagrados em todos os lugares: Deus, Pátria e Família. Independente da cultura, esses tópicos são unanimidade – os mais valiosos que um povo pode possuir. Percebemos que, quando tais ícones são desonrados, as conseqüências são enormes.

Porém, investida de tais predicados, foi sempre alvo constante de perseguições, injúrias e preconceitos, pois jamais se alienou perante as mudanças globais, mostrando-se como obstáculo para caprichos de déspotas; prova disso é que há, até os nossos dias, histórias “fantásticas” pulverizadas nas mentes férteis das massas, associando Maçonaria a elementos malignos: idéias como “os maçons praticam magia negra” estão presentes e geram relatos tão absurdos quanto a maldade de quem os criou.

Certamente, a razão fundamental para que a Maçonaria não se tornasse apenas uma mera coadjuvante na história da humanidade foi a dedicação e a disciplina de seus integrantes, pois apesar das lutas, não se inclinou para os problemas, ao contrário, a cada obstáculo se fortaleceu.

Privilegiando os excluídos, defendendo a ética, res-peitando as autoridades, incentivando a paz, lutando contra vícios e cultivando a moral, ela segue firme em sua jornada que é a disseminação desses valores, que são tão grandiosos e estão além do nosso plano material, pois a certeza da imortalidade da alma e a crença da existência de um Ser Supremo são os geradores de tanta energia positiva, e com toda certeza, são companheiras dos maçons em qualquer trajeto, seja no cotidiano ou na esperança de uma vida posterior.

FONTE:
Cristyano Ayres Machado, M.·. M.·.

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

VIGILANTES PEDINDO A PALAVRA POR UM GOLPE DE MALHETE

Em 06.08.2023 o Respeitável Irmão Antonio do Nascimento, Loja Acácia da Colina, 4220, GOB-SP, sem mencionar o Rito, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

USO DA PALAVRA PELOS VIGILANTES

Para confirmar ou não um entendimento que tenho, recorro, mais uma vez, ao vasto conhecimento do dileto e Eminente Irmão que muito tem contribuído para esclarecer as mais diversas dúvidas apresentadas por Irmãos de todo o Brasil.

Trata-se do seguinte: na Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular ou na Palavra Sobre o Ato Realizado (Sessão Magna), os Irmãos Vigilantes, por comandarem a palavra nas suas respectivas Colunas, podem falar logo depois que o último Irmão da sua Coluna fizer uso da palavra sem a necessidade de pedir a palavra ao Venerável ou de bater com o malhete para poder falar. É isso mesmo, não é?

Já vi e ouvi Vigilantes dizerem “Peço-vos a palavra, Venerável Mestre”. Ora, a palavra está com ele! Penso ainda que a batida de malhete pode ocorrer em outro momento específico da sessão, caso o Vigilante tenha necessidade de usar a palavra para dizer alguma coisa.

No Rito Brasileiro, os Vigilantes falam, nos momentos acima mencionados, sem pedir autorização ao Venerável Mestre e sem bater o malhete. No caso do Rito Escocês Antigo e Aceito, salvo engano, o procedimento é o mesmo, uma vez que no Ritual não há nenhum esclarecimento diferente.

No Ritual do Rito Adonhiramita encontramos que os Vigilantes podem fazer uso da palavra sem bater com o malhete. Esclarece ainda que os Vigilantes pedem a palavra ao Venerável Mestre por um só golpe de malhete e a recebem de igual modo, isto quando a palavra não se encontrar em suas respectivas Colunas.

Mesmo que o Irmão tenha que publicar no seu blog o que ora pergunto, ficaria muito agradecido se pudesse me responder de pronto apenas para dizer se o meu entendimento está ou não correto. É que na próxima terça-feira, dia 8 de agosto, a minha Loja realizará um Tempo de Instrução com o tema “Ritualística em Debate”.

CONSIDERAÇÕES:

Nesse contexto, a regra geral é de que os Vigilantes pedem a palavra diretamente ao Venerável Mestre dando um golpe de malhete.

Assim, da mesma forma o Venerável Mestre autoriza também por um golpe de malhete.

Obviamente que esse procedimento ocorre somente se a palavra ainda não estiver franqueada na respectiva coluna.

Já no caso da Palavra a Bem da Ordem e Geral e do Quadro em Particular, vale lembrar que nessa ocasião a palavra já se encontra franqueada nas colunas pelo Venerável.

Assim, os ocupantes das colunas, por uma questão ordem e organização, para falar pedem autorização aos respectivos Vigilantes. Se o Vigilante responsável pela coluna também quiser fazer uso da palavra, sem a necessidade de pedir autorização (golpe de malhete), ele fala por último.

Não faz sentido um Vigilante pedir a palavra ao Venerável Mestre se a palavra já se encontra franqueada para ele na sua coluna.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com.br
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LIÇÃO PRÁTICA DE MAÇONARIA

Rui Bandeira
Um maçom português está na Alemanha. Outros maçons portugueses vão à Alemanha visitar uma Loja local. Tertulia-se. A conversa faz-se em torno de um tema cujo ponto de situação atual suscita dúvidas. Esse maçom português comunica por mensagem de correio eletrónico com um experiente e sabedor maçom residente no norte de Portugal. Por acaso, o tema em causa não é assunto em que o maçom residente no norte de Portugal seja especialmente versado. Para não dar uma resposta errada ou incompleta, remete a questão a outro maçom, também já com alguma experiência, que reside em Lisboa.

Por coincidência, esse maçom residente em Lisboa tinha recentemente ultimado um texto sobre o tema, que considerou que esclarecia as dúvidas suscitadas na teruliana conversa. Envia esse texto ao maçom do norte de Portugal. Por sua vez, o maçom do norte de Portugal envia o dito texto ao maçom que está na Alemanha, que por sua vez o circula pelos outros elementos que tiveram a tertuliana conversa onde surgiram as dúvidas.

Entretanto, o maçom do norte de Portugal acha que o tal texto pode ser interessante para outros maçons e, com a prévia anuência para tal do maçom de Lisboa, faz circular o dito texto pela sua lista de contactos maçons.

Sucede que, no tal texto, o maçom de Lisboa escrevia, a dado passo, que havia uma pequena parte do assunto que não podia melhor desenvolver, porque não lograra encontrar um documento essencial para tal.

Um dos maçons da lista de contactos do maçom do norte de Portugal, por fortuna, tinha a tradução em castelhano desse documento que o maçom de Lisboa não conseguira encontrar. Logo tomou a iniciativa de enviar essa tradução em castelhano para o maçom de Lisboa, que pode assim aperfeiçoar o seu escrito com o desenvolvimento que faltava.

Tudo isto se passou em não mais de 24 horas. De todos os intervenientes, o maçom residente em Lisboa apenas conhece pessoalmente o maçom que reside no norte de Portugal. Uma conversa gerou uma dúvida e, de uma normalíssima diligência para esclarecimento dessa dúvida, gerou-se, em muito pouco tempo, uma cadeia de eventos em que vários elementos se ajudaram a melhor esclarecer todos sobre o assunto em causa. Essa cadeia de eventos permitiu, designadamente, que aquele que ajudou acabasse, afinal, por ser também ajudado.

Materialmente, ninguém ganhou nada com isto - afinal, uma banal cadeia de eventos do quotidiano. Mas, no final, todo um conjunto de pesoas ficou a saber mais um pouco, designadamente em relação ao tema que gerou a dúvida.

A Fraternidade é isto. Permite que Irmãos que se encontram a centenas e milhares de quilómetros uns dos outros e que, na sua maior parte, nem sequer se conhecem pessoalmente, naturalmente cooperem entre si, se auxiliem e cada um aprenda um pouco com o que os demais lhe proporcionam.

Assim são os elos da cadeia de União que une os maçons, que funcionam para as pequenas coisas (como esta que descrevi) e possibilitam, quiçá, grandes realizações. Porque são as pequenas coisas que cimentam os alicerces das grandes edificações. Por isso a Maçonaria é uma Fraternidade que completa este ano trezentos anos, está bem e recomenda-se e prepara-se para os próximos trezentos.

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

domingo, 17 de dezembro de 2023

DEVER DE OFÍCIO - ORADOR, CHANCELER E TESOUREIRO

Em 03.08.2023 o Respeitável Irmão Marcelo Guazzelli, Loja Fraternidade VII, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

ORADOR, CHANCELER E TESOUREIRO

No REAA algumas funções em loja parecem distorcidas ou misturadas, gerando alguma confusão entre os irmãos. Considerando o correto e histórico, não levando em conta os rituais: O Chanceler é o responsável por saudar os irmãos aniversariantes e seus familiares ou essa função seria do Orador?

Da mesma forma, quem anuncia o valor arrecadado no Tronco? O Tesoureiro ou o Orador? Certo de suas considerações, como de costume, antecipadamente agradeço.

CONSIDERAÇÕES:

Sob o ponto de vista da originalidade, isto é, não se levando em conta o que expressam de modo discordante alguns rituais, no REAA é do Chanceler o ofício de anunciar quem são os aniversariantes da semana.

A vista disso, o Chanceler tem a missão é “anunciar”, ficando a saudação aos aniversariantes, e também aos visitantes, por conta e ofício do Orador, que apresenta esses cumprimentos de modo sucinto no momento em que ele dá as conclusões como Guarda da Lei.

No tocante ao Tronco, quem de fato deveria conferir o produto seria o Orador, anunciando em seguida ao Venerável Mestre o resultado da coleta.

Registre-se que originalmente o Hospitaleiro encarrega-se de fazer a coleta, enquanto que o Orador, como subscritor da lei, é quem confere o valor apurado, debitando-o depois à tesouraria para crédito da hospitalaria da Loja.

Isso se explica porque historicamente era o Guardião da Lei quem recebia e pesava os metais preciosos destinados a ajudar as viúvas e necessitados da Loja. Uma característica dessa performance é que as doações, geralmente recebidas moedas em metais preciosos, eram pesadas à vista de todos na mesma reunião em que ocorrera a coleta. Com isso o Guarda da Lei, diante dos demais demonstrava a lisura no trato com o produto arrecadado.

Sem nenhuma pretensão de desrespeitar rituais, vale registrar que muitos ritualistas, por mero desconhecimento da história, acabariam alterando a ordem dos trabalhos dando o ofício de conferir o Tronco ao Tesoureiro. Graças a isso, foi que essa prática, mesmo que contraditória, acabou se tornando consuetudinária em muitos rituais, ou seja, em vez de o Orador conferir e informar, essa missão passou diretamente para o Tesoureiro.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A RESPONSABILIDADE DO MAÇOM

Samuel Borges*
À Glória do G∴A∴D∴U∴!

É cediço que as últimas décadas foram palco de consideráveis avanços científicos e tecnológicos, inclusive com o fenômeno da globalização que literalmente derribou fronteiras. Tal fenômeno acabou por influenciar a economia e a vida de todo o planeta, principalmente pela celeridade da circulação de informações de toda espécie.

No entanto, em que pese a propagação do conhecimento, tem-se debatido a respeito da degradação que a sociedade hodierna está sofrendo, principalmente no que tange as instituições que tradicionalmente a sustentaram.

A família deixou de ser o ponto de referência dos indivíduos, pois sucumbiu ao egoísmo exacerbado. As virtudes inerentes ao bom caráter passaram a ter conotação antiquada, quiçá, jocosa. A aparência prepondera sobre a essência.

É justamente neste emaranhado de contradições e superficialidades que seletos homens são chamados para compor as fileiras de uma instituição secular – a Maçonaria –, “para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros; glorificar o Direito, a Justiça e a Verdade. Para promover o bem da Pátria e da Humanidade, levantando Templos à Virtude e cavando masmorras ao vício”. 1

Assim, o profano ao ser iniciado nasce para vida maçônica cabendo-lhe inúmeras responsabilidades que, para os fins que se destina o presente trabalho, limitar-se-á a estudá-las sob os três aspectos mais importantes: moral, social e institucional.

MORAL

Não é o objetivo se ater a divagações filosóficas com relação a moral(2) ou a ética, pois não se entende necessárias à compreensão do tema, vez que o senso comum, que possui todo homo medius, é suficiente para que o maçom entenda a dimensão da responsabilidade que lhe cabe.

Obviamente, o estudo da moral não pode se limitar a um ponto de vista meramente subjetivo, mas, sobretudo, sob seu aspecto pragmático. Neste último é que o Maçom deve se prender, pois de nada adiante estudar as instruções e complementos, que estão repletos de exortações à boa conduta, se não colocá-las em prática. Portanto, a conduta do maçom é a razão de ser da moral maçônica.

Destarte, o objetivo da Instituição Maçônica é a construção e o aperfeiçoamento ininterrupto da sociedade que, para tal, necessita de seus pedreiros afim de que executem este árduo trabalho. Neste sentido dispõe a Constituição da Grande Loja de Santa Catarina, em seus Postulados:

(...) a Maçonaria é uma instituição nascida para combater, com a persuasão e a força moral do bom exemplo, tudo que atente contra a Razão e o Espírito de Fraternidade Universal. Nesta força moral, que só se adquire pela Virtude, única proclamada como legítima, consagrada pela consciência dos povos nos códigos das nações, como agente supremo do poder soberano, concentra a Maçonaria toda a sua glória e a ela deve os grandes triunfos que, com tanta justiça, a têm colocado como a primeira à frente das grandes instituições nascidas do amor à Humanidade e do interesse pelo bem-estar dos povos. Ciência do progresso moral, a Maçonaria resume sua ação social nos atributos da inteligência e do coração – Luz e Verdade, Amor e Filantropia.3

Por sua vez, o artigo escrito pelo Ir∴Luiz Gonzaga Rocha aborda com sucinta precisão a razão de se ter verdadeiros maçons na sociedade:

Curvo-me à idéia de que a busca da perfeição e da existência de um mundo melhor, dirigido por homens iniciados e/ou iluminados, pode muito bem representar uma utopia, mas sendo este o plano de evolução social, cultural e política da Maçonaria, e sendo esse entendimento no sentido de que os maçons assumam os destinos das sociedades, aos maçons impõe-se, antes e depois de toda e qualquer consideração, serem conhecedores e partícipes desse ideal, e, para tanto, requer-se que sejam incorruptíveis, instruídos, livres pensadores e excelentes formadores de opiniões, verdadeiros construtores sociais e instrumento adequado para efetivar as transformações sociais requeridas; e, ainda, sejam capazes de aperfeiçoar-se, de instruir-se e disciplinar- se constantemente na Arte Real, sem prejuízo da conveniência de conviverem harmoniosamente com centenas de milhares de seres díspares, e que possam, a despeito de todas as dificuldades, ser destacados por palavras, obras e exemplos de vida, e sobremodo, que ostentem, sem envergonhamento, o lema mais sagrado da Ordem Maçônica: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.4

Desta forma, o maçom não foi escolhido apenas para aumentar número de uma determinada loja ou da Instituição no seu sentido universal; não pode se limitar ao simples recitar dos manuais, como se a obra que lhe cabe pudesse ser realizada por qualquer tipo de força transcendental que, através da simples repetição de palavras durante os rituais, alguma força cósmica cumpra o papel que lhe cabe junto à sociedade.

Em que pese a Maçonaria Operativa ter dado azo à Especulativa, a obra do pedreiro ainda continua sendo manual. Obviamente que o aperfeiçoamento intelectual é necessário e, mais que isso, é exigido, mas não é um fim em si mesmo, pois tem por escopo a sua utilização para o bem da humanidade, que de maneira nenhuma poderá ser limitado ao mundo das idéias, mas externado através de atitudes. Ora, “(...) não é para que fujamos da ciência do Bem, mas para que possamos pô-la em prática no meio social. Assim devem os maçons lutar para poder vencer”.5

Não é à-toa que o maçom utiliza um avental durante as sessões, “porque ele nos lembra que o homem nasceu para o trabalho e que todo o maçom deve trabalhar incessantemente para descoberta da Verdade e para o aperfeiçoamento da Humanidade”.6 Nem, tampouco, os instrumentos utilizados pelos antigos maçons operativos foram incorporados sem razão aparente, mas:

Por serem instrumentos imprescindíveis às construções sólidas e duráveis, eles nos recordam o papel de construtor social que compete a todos os Maçons e, ao mesmo tempo, nos traçam as normas pelas quais devemos pautar nossa conduta: o Esquadro, para a retidão; o Compasso, para a justa medida; o Nível e o Prumo, para a Igualdade e a Justiça que devemos a nossos semelhantes.7

No telhamento para elevação de Aprendiz a Companheiro se pergunta de que maneira os maçons são reconhecidos e, a seguir, responde que por sinais, toques e palavras. Ora, tais respostas se limitam ao conhecimento mínimo que um Aprendiz-Maçom deve ter para visitar uma Loja Maçônica, pois, na realidade, um verdadeiro maçom deveria ser reconhecido primeiramente pelo seu caráter, equilíbrio, comportamento, probidade, caridade, humildade, em suma, pela sua conduta. Obviamente, que se considera que tais exigências não são inatas ao ser humano, devendo, portanto, o aprendiz utilizar o Maço e o Cinzel a fim de desbastar sua Pedra Bruta.

Talvez, o grande segredo para a realização da missão maçônica não esteja no aumento de suas fileiras, mas na utilização simbólica dos instrumentos de trabalho dos antigos maçons operativos, a fim de que todo o cabedal de conhecimento adquirido com o passar dos séculos não se limite elaboração de teorias e elucubrações, mas extrapolem as lojas e contagiem o mundo.

SOCIAL

Assim como no tópico anterior, a Maçonaria está repleta de ensinamentos que objetivam aguçar a sensibilidade de seus membros às necessidades da sociedade. Da mesma forma, são várias as alegorias que simbolizam virtudes que implicam na responsabilidade social que deve ser cultivada e praticada no cotidiano.

No painel do Aprendiz-Maçom, vê-se na Escada de Jacó a taça que tem, entre outros significados, o da caridade. Nota-se, também, na Abóbada Celeste da loja, a Estrela Flamejante que:

(...) representa a principal Luz da Loja. Simboliza o Sol, Glória do CRIADOR, e nos dá o exemplo da maior e da melhor virtude que deve encher o coração do Maçom: a CARIDADE.

Espalhando luz e calor (ensino e conforto) por toda parte onde atingem seus raios vivificantes, o Sol nos ensina a praticar o Bem, não em um círculo restrito de amigos ou de afeiçoados, mas a todos aqueles que necessitam e até onde nossa caridade possa alcançar.8

Neste sentido, a caridade é somente uma das facetas de intervenção social que o maçom deve cultivar no seu meio, mas poder-se-ia enumerar várias outras possibilidades que não se adequariam ao fito desta peça. No entanto, é oportuno se ressaltar o ideal de fraternidade, que juntamente com a liberdade e igualdade, forma uma das mais importantes tríades maçônicas; e, ainda, quanto aos elementos decorativos da Loja, o pavimento mosaico e a própria orla dentada, que lembram a necessidade de harmonia entre as diferenças e que o amor e a união devem começar no meio maçônico e se propagarem para toda a humanidade.

A bandeira da fraternidade foi abraçada pela Maçonaria e, através de seus diletos filhos, espalhou-se por toda cultura ocidental, influenciando não só revoluções, mas até mesmo boa parte dos estados modernos ocidentais, que a recepcionaram em seu ordenamento jurídico constitucional como o princípio da solidariedade.

Assim, é imputado ao maçom não só o dever da boa conduta, mas também que trabalhe, transforme, intervenha na sociedade na medida de suas possibilidades, a fim de cumprir o seu papel de construtor social.

INSTITUCIONAL

Realmente, o fardo que Maçonaria atribui aos seus membros é deveras pesado, vez que além de exigir uma conduta baseada na retidão de caráter e um papel ativo junto aos seus semelhantes, incube-lhes a instrução dos neófitos e a responsabilidade pela manutenção de si mesma.

Felizmente, apesar das críticas de certas religiões, que se limitam ao plano espiritual, a Maçonaria goza de elevadíssima reputação. Tal fato, deve-se aos inúmeros trabalhos de caridade que faz, aos grandes irmãos que no passado fizeram história e, principalmente, pela relevante contribuição aos ideais democráticos.

Desta feita, a responsabilidade do maçom é imensa, pois lhe cabe manter ilibada a estampa da Maçonaria, justamente numa época contraditória e desvirtuada, sucumbida pela indiferença e pela amoralidade.

Por outro lado, ao irmão recém-iniciado deve ser dispensado todo o cuidado e apreço, a fim de que desde cedo possa compreender a importância de seu juramento, e as responsabilidades que tal ato acarretam.

Por este plano, entende-se de fundamental importância à realização esmerada dos trabalhos em loja, para que aquele possa atribuir a seriedade que é devida ao ritual praticado e, também, compreender mais profundamente o seu significado. Além disto, considera-se de vital importância à infância maçônica o apoio, o exemplo e a sensibilidade dos irmãos mais antigos.

O primeiro pode-se representar pelo incentivo ao estudo e ao aprendizado, o segundo, pela referência de homem maçom a quem o neófito pode sempre se espelhar e, a última, pela percepção em detectar as dificuldades que certamente surgirão e, evitar, na medida do possível, expor as leviandades e rixas existentes na Instituição, por força da falta de controle das paixões humanas.

CONCLUSÃO

Conclui-se, portanto, que o exercício da vida maçônica não pode se limitar à loja e ao crescimento intelectual, pois, além de tantas outras responsabilidades, o maçom deve primar pela boa conduta a fim de que seja um referencial para uma sociedade desmoralizada; ter atitudes efetivas que reflitam o papel de construtor que lhe cabe; e zelar pela integridade da Instituição e sua prosperidade.

No entanto, não cabe à Maçonaria mensurar a responsabilidade de seus membros, pois, apesar da referida construção requerer necessariamente uma intervenção direta, recai na seara subjetiva da capacidade de que cada um é provido. Assim, a lição extraída da Bíblia indica exatamente a extensão da responsabilidade de cada maçom: “(...)

Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão”. 9

Notas:
1 GLSC. Ritual do Aprendiz Maçom. REAA, Florianópolis, 1998, p. 48.
2 1.Filos. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. (Aurélio)
3 GLSC. Constituição. Florianópolis: 2000, p.l 8
4 Rocha, Luiz Gonzaga. Maçom e Maçonaria. Revista O Prumo n. 161. Florianópolis: 2005, p. 7.
5 GLSC. Instrução Preliminar Aprendiz-Maçom. Florianópolis: 2003, p. 21.
6 GLSC. 2a Instrução Aprendiz-Maçom. Florianópolis: 2003, p. 11.
7 Apud, p. 14.
8 GLSC. 1a Instrução Aprendiz-Maçom. Florianópolis: 2003, p. 12.

9 BÍBLIA Anotada – Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. ed. rev. e atual. São Paulo: Mundo Cristão, 1994.

*Esta peça foi escrita pelo Ir∴ Samuel Borges, à época Aprendiz-Maçom da Loja Templários da Nova Era. Hoje o Ir∴ Samuel é M∴M∴ e magistrado de carreira no Estado do Rio Grande do Sul

Fonte: JBNews - Informativo nº 226 - 11.04.2011