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PERGUNTAS & RESPOSTAS

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O SIMBOLISMO NO "LIMIAR" E DAS PORTAS

Na Maçonaria, atravessar o limiar da loja não é simplesmente entrar em uma sala. É um ato simbólico, um ritual de passagem que separa o profano do sagrado, o quotidiano do iniciático. O limiar é fronteira e portal. Em muitas tradições maçônicas, o iniciado não atravessa uma porta qualquer: fá-lo de olhos vendados, guiado por outro irmão, silenciosamente, como se o mundo lá fora ficasse para trás e iniciasse uma travessia interior.

Este momento aparentemente simples está carregado de significado. O limiar representa a transição entre a ignorância e a busca da luz, entre o ruído do mundo e o silêncio do conhecimento. Em manuscritos ingleses do século XVII, descreve-se como "o limite do mundo visível", uma frase que evoca os antigos mistérios eleusinos, onde os iniciados passavam por portas guardadas por símbolos e guardiões antes de acederem ao conhecimento oculto.

Narrativamente, o limiar também é um teste de humildade. O iniciado não entra sozinho: precisa ser conduzido, precisa confiar. É um gesto que lembra que o verdadeiro conhecimento não se conquista, se recebe. Em algumas logias do Caribe, o limiar é marcado com três passos rituais, cada um representando uma virtude: fé, vontade e silêncio. Só quem anda com essas três pode atravessar sem se perder.

Arquitetônicamente, muitas logias projetam suas entradas com colunas gêmeas — J e B — que não só decoram, mas simbolizam a dualidade do mundo: força e beleza, escuridão e luz, matéria e espírito. O espaço entre elas é o limiar, o ponto de equilíbrio onde o iniciado pára antes de avançar. Em alguns rituais, é-lhe pedido que reflicta aí, que não atravesse até estar pronto, como se o limiar pudesse sentir a verdade da sua intenção.

O limiar maçônico não termina quando você atravessa. É um estado de espírito que acompanha o iniciado durante toda a sua vida. Sempre que se confronta com uma decisão ética, uma revelação interior, um momento de transformação, volta simbolicamente a esse limiar. Lembra-se dele como o lugar onde começou a ver, onde aprendeu que a luz não está lá fora, mas dentro.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

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