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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 24 de agosto de 2024

CADEIA DE UNIÃO

Ir∴ Luiz Clóvis da Silva Grassi

Em diversos Ritos, forma-se a Cadeia de União, geralmente, ao final dos trabalhos, em loja; no Rito Escocês Antigo e Aceito em todos os 33 Graus essa formação assume aspectos muito sutis que merecem ser estudados. 


A formação da Cadeia de União constitui-se num coroamento de uma proveitosa sessão em loja, pois, o Círculo que se forma, dando-se as mãos os irmãos, com os braços cruzados, direito sobre o esquerdo. Seus pés em esquadria tocam pelas pontas os dos irmãos aos lados, enquanto os seus calcanhares se mantém unidos. Conforma-se assim, vivamente, a corda de 81 nós (braços) e a orla dentada (pés). È um ato litúrgico dos mais belos. 


Como tudo, o seu êxito no sentido estético e esotérico, está na dependência do comando; o Venerável Mestre é que lhe poderá imprimir maior ou menor misticismo. 


Quando a Cadeia de União se forma, simplesmente, como um ato rotineiro para a transmissão da Palavra Semestral", evidentemente, não passará de um alongamento da sessão. 


A MEDITAÇÃO    


Quando reduzimos um pensamento a um estado muito sutil, ele fica consideravelmente mais poderoso do que quando antes no plano grosseiro da mente. Quando o pensamento está preste a desaparecer no seu estado mais sutil, a "força-pensamento" criada chega a um máximo. 


Assim, quando um pensamento é "reduzido" durante a meditação, o efeito aumenta. O valor da meditação está em "reduzir" o pensamento até que ele seja reduzido ao nada. Passamos a perceber o nosso interior, sendo que, para ver o mundo externo, valemo-nos dos olhos normais, de um dos cinco sentidos do corpo; para "ver" o mundo sutil, valemo-nos da "terceira visão", dos sentidos da percepção interna. 


A percepção para o exterior depende energias a em direção para o interior, acumula energias. A percepção para dentro ou para o interior resulta da diminuição das atividades de nosso sistema nervoso, gradativamente, até a sua paralisação completa, até encontrar um estado maravilhoso de silêncio.


A atividade mental é reduzida ao descanso total, ao "ponto de agulha". Ponto que se situa na fonte do pensamento que é cósmica e pura, chegando ao "centro da vida", que é a Divindade em nós. 


É evidente que a "meditação" instantânea e mesmo fugaz, tem seu fim e nós voltamos à realidade, trazendo conosco os resultados do mergulho dado, da viagem percorrida. A mente humana quando retorna, vem banhada de Luz porque esteve em contato com Deus. Sim, um Deus dentro de nós. 


Quando acontece à volta para a realidade, o mundo já se faz notar como "ser", e nós passamos a amar o mundo, a respeitar a Natureza, a admirar a obra da Criação e desejamos um mundo melhor para os nossos semelhantes. O mundo será melhor porque nós estamos melhorando. 


Sentiremos uma inclinação mais acentuada para as coisas do Espírito, buscaremos meditar em outras oportunidades e retornarmos àquele "contato" que nos deu tanta felicidade. 


A PERMUTA DENTRO DA CADEIA DE UNIÃO 


O corpo humano através de seu sistema nervoso registra as excitações que lhe vêm do mundo exterior; os seus órgãos e os seus músculos dão a estas a resposta apropriada. 


É tanto com a sua consciência como com o seu corpo que o homem luta pela existência. 


Este seria o homem "receptivo", ao seu lado existirá um corpo "doador". 


Não haveria "receptividade" sem "doação". 


A união dessas duas forças completam o ciclo da Natureza e nada mais adequado e importante, que ser feita a "troca" dentro da Cadeia de União. 


O corpo humano, unido em Cadeia de União submete-se a uma constante troca através das excitações dos toques, os quais são produzidos pelas mãos e pelos pés. Contudo dada à aproximação dos corpos, surgem outros toques, como as ondas sonoras (que materializam) que atingem os pavilhões auriculares e tantas células nervosas que tem a faculdade de "capturar" a curta ou longa distância, essas "doações", ou emissões. 


"Recepções" e "doações" não passam de "permutas" havendo, após determinado lapso de tempo, e uniformidade de respiração, um perfeito equilíbrio. Ninguém terá mais a "dar" nem a "receber", haverá uma só identidade. É a "vida em união" Do Salmista, ou a compreensão exata das palavras do Divino Mestre: "Eu e o Pai, somos UM". 


São os "vasos comunicantes", sendo os condutores, as mãos que se firmam num estreitamento fraterno. 


As "permutas" não são meramente psicológicas; elas têm conteúdo físico, pois a energia que se desprende das mãos, chega a produzir calor.


As mãos unidas permitem que a energia vital circule por todos como "baterias" ligadas em série. As mais carregadas cedem parte de sua energia excedente que se acumulará nas mais carentes. Estabelece-se assim um equilíbrio energético entre os obreiros, num exercício de caridade interna. Por se comportar como um circuito transferidor de energias vitais é que a Cadeia de União é desfeita bruscamente, de forma que se evite romper o equilíbrio estabelecido. A Cadeia de União é, pois, antes de tudo um gesto de fraternidade, comunhão e caridade.

Na Cadeia de União o efeito desejado será a "paz interior", maior "criatividade", maior "sabedoria", maior "polidez da vida" e a integração de valores, em todos os campos da existência. 


Este efeito de aumentar a paz interior e ter sucesso externo com toda a harmonia é adquirido pelo efeito de um som especial próprio para o momento em que irmãos se unem, para como se fossem "UM SÓ" e receberem o "som" que um "Poder Superior" fornece. Esse "poder Superior", no sentido hierárquico. 


O SOM


O Som é um elemento que conduz por caminho natural e suave, à meditação. O "som" enquanto se forma a Cadeia de União, adquire importância relevante e total. 


Por isto faz-se necessário muito cuidado na programação do fundo musical. 


Música jovem, clássica, de câmara, popular, folclórica ou qualquer outra, primitiva ou requintada, tudo será válido, uma vez que produza efeitos necessários para a "comunhão" que há de realizar, no cruzamento dos braços e na união das mentes. 


A LUMINOSIDADE 


Para que possa existir um ambiente propício a meditação e à realização da "Cadeia de União", torna-se recomendável à luminosidade do recinto, no caso, do próprio Templo. Muitas Lojas usam tão somente a luz dos três candelabros de vela; outras adotam a luz de uma pira que arde, alimentada a álcool; lâmpada votiva alimentada a azeite; luz elétrica; nada é estabelecido por regras rígidas. 


O PERFUME 


O terceiro elemento é o "perfume". Poderá parecer tarefa singela, especialmente, seguindo o uso já consagrado de ser "acendido" um defumador. 


Posto o incenso não seja propriamente de uso básico em Maçonaria, a sua queima obedece à tradição esotérica milenar. Todos os povos em suas cerimônias religiosas usaram e continuam a usar substâncias aromáticas, a guiza de perfume em seus cultos. 


A Maçonaria por sua vez, não poderia apresentar-se como exceção; sempre o usou e continua a fazê-lo. 


A melhor das fontes escritas e a mais antiga que temos e que com extrema facilidade todos podem consultá-la, é sem dúvida a História Sagrada, ou Bíblia. 


Esse "passado" está a nos comprovar que tanto no culto missal da Igreja Católica como na Liturgia Maçônica, o "incenso", atua como "inebriante" condutor à meditação. 


A verdade é que, para a formação da Cadeia de União, a queima do incenso é recomendável pelos "efeitos" que causa. 


A POSTURA 


A formação da Cadeia de União exige a postura dos seus "elos", obediente às forças físicas que desprende. 


Os pés formando esquadria, com os calcanhares unidos e as pontas tocando as do irmão que lhe está ao lado. 


Os braços cruzados, passando o direito sobre o esquerdo de modo que a mão direita de um, aperte a esquerda de outro. 


As mentes unidas através de um só pensamento são os três pontos de comunicação "". 


A respiração uniforme, e a magia do "som", fará com que a cadeia se transforme em um "só corpo", e por instantes, "circulará" a vida de cada um na vida do irmão que está ao seu lado; será a verdadeira e mística união. 


Os benefícios da Cadeia de União são notados pelo progresso da Loja, pela harmonia de conduta e pela satisfação advinda. 


A Maçonaria, além da parte mística que oferece, é a união de Irmãos predispostos a valorizar a criatura humana, para que ela possa se sentir feliz, dentro de um Mundo cada vez mais complexo. 


Formar a Cadeia de União, apenas, semestralmente, com a finalidade de transmitir a "Palavra Semestral" seria proporcionar ao Membro de uma Loja, escassa atividade espiritual, restringir ao máximo o direito que todos adquirem de usufruir da "força" que representa a "União em Cadeia", do benefício da meditação e do fortalecimento íntimo através da Paz. 


CONCLUSÃO


Adaptado do texto do Ir∴ Rizzardo da Camino 


Na Cadeia de União não existe um elo maior que outro, porque na Instituição Fraternal não cabem hierarquias nem proeminências; todos são iguais no direito, todos estão obrigados ao cumprimento de idênticos deveres. Não existe diferença em sua configuração, porque todos os seres humanos são igualmente frágeis e imperfeitos, nem pode ser de metais variados, porque estão todos do mesmo modo sujeitos a dor, a desgraça, a fraqueza, e fatalmente condenados à obra destruidora dos anos e da inevitável decomposição da matéria no seio da morte. 


A Cadeia de União simboliza a igualdade mais estrita e a fraternidade mais pura, se estende do Oriente ao Ocidente e do Norte ao Sul do Templo, da mesma forma como o princípio da civilização se estende por todo o Mundo. 


Ela recorda que são verdadeiros Irmãos todos os Maçons que povoam a Terra. Ela adverte que a Instituição, maior que as religiões, mais justa que os idiomas, abraça todo o Mundo conhecido, unindo com ramos de flores, raças, povos, nações e continentes. 


A Cadeia de União é universal e eterna, como eternos e universais são o amor, a bondade, o progresso e a justiça; que todos os seres humanos, agora e sempre, se unam e se abracem constituindo uma só Cadeia de União interminável, envolvendo toda a esfera do mundo habitado!

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

REAA - SAUDAÇÃO EM LOJA

Em 11/11/2023 o Respeitável Irmão Jobel Ferreira da Silva, Loja Solidariedade e Harmonia, 3081, REAA, GOB-SP, Oriente de Osvaldo Cruz, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

SAUDAÇÃO EM LOJA

Sou uma pessoa simples, mas extremamente dedicado, a minha dúvida, quando o Primeiro Diácono leva a palavra ao Primeiro Vigilante, o Livro da Lei estando aberto, ele ao deixar o Oriente, tem que saudar o Venerável Mestre, sendo saudação no meu entendimento ele terá que voltar a ordem, mas o que vejo é que simplesmente fazem um cumprimento ritualístico.

Tem que fazer saudação, voltando à Ordem, ou não, quando se se deixa a Loja por qualquer motivo também está escrito saudação, e fazem simplesmente um cumprimento, pode explicar esta minha dúvida.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente devo recomendar ao Irmão que consulte o SOR - Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB que se encontra na página oficial do GOB. O SOR é para ser aplicado sobre os rituais em vigência e foi instituído em 2019 pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral.

Dito isto, lembro que na página 42 do ritual de Aprendiz do REAA consta quando devem ser feitas saudações em Loja.

A saudação deve ser feita sempre pelo Sin∴ Pen∴ do Grau. Assim, para se saudar é preciso antes estar em pé e parado, para só depois compor o Sinal de Ordem e, a partir dele, prestar a saudação pelo Sinal.

Quando o maçom estiver em deslocamento pela Loja e precise fazer a saudação, ele pára, fica à Ordem e presta a saudação pelo Sinal Penal, sem voltar novamente à Ordem, devendo, imediatamente a seguir, continuar no seu percurso. Não volta à Ordem porque no REAA não se anda com o Sinal composto. A exceção é na Marcha do Grau.

No caso do Diácono, se a Loja estiver aberta, ele ao sair do Oriente (antes de descer) saúda o Venerável Mestre pelo Sinal e prossegue imediatamente no cumprimento da sua missão. De retorno, ao ingressar no Oriente, faz a saudação ao Venerável. Retorna em seguida ao seu lugar.

No caso de saída definitiva do Templo, o retirante, próximo à porta, deve antes saudar pelo Sin∴ às Luzes da Loja.

Se a retirada não for definitiva. não haverá saudação - nem na saída e nem no retorno.

Obreiro segurando (empunhando) um objeto de trabalho não faz saudação, todavia faz uma parada rápida e formal, sem meneios com a cabeça e nem inclinação com o corpo.

O novo ritual que virá ainda em 2024 trará explicações detalhadas sobre essa prática.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A NECESSIDADE DO ESTUDO

Nenhum maçom consegue chegar, em nossos dias, a uma situação mais ou menos notável dentro da Fraternidade se não for suficientemente instruído. 

Se os seus estudos ficarem limitados ao que ensinam as breves instruções da Loja, é-lhe impossível apreciar com exatidão as finalidades e a natureza da Maçonaria como ciência especulativa. 

As instruções não passam de esqueletos da Ciência Maçônica. 

Os músculos, os nervos e os vasos sangüíneos que devem animar o esqueleto sem vida e dar-lhe beleza, saúde e vigor, estão contidos nos comentários destas instruções, que o estudo e as pesquisas dos escritores maçônicos dão ao estudante de Maçonaria.

(Albert Gallatin Mackey - *12.03.1807 +20.06.1881)

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

PEDRA CÚBICA PIRAMIDAL

Em 10/11/2023 o Respeitável Irmão Sidney Lopes Thofehrn, Loja Caldas Júnior-Imbé, REAA, GORGS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta o que segue:

PEDRA PIRAMIDAL

Meu Irmão me valendo do seu conhecimento, gostaria, se possível, me esclarecer a seguinte dúvida.

Em nosso Rito, está identificada no Oriente do templo uma Pedra Piramidal que em alguns autores a identificam como a Obra Prima do Aprendiz.

Entretanto, não encontrei nenhuma lógica ou explicação coerente para a sua existência dentro dos graus simbólicos.

Entendo que as pedras frente aos VVig∴ simbolizam a evolução do conhecimento, o aprimoramento, de cada Obr∴, mas não consigo achar uma lógica para a existência da pedra piramidal no templo (graus simbólicos).

Já li algo relacionando esta à Alquimia e a Obra Prima do Aprendiz (como já mencionei acima).

Como uma das principais funções dos Mestres é transmitir os conhecimentos adquiridos, procuro sempre estabelecer uma lógica no ensinamento, pois de outra forma torna-se uma explicação sem embasamento e de difícil compreensão (parece aquela pílula que não desce e fica travada na garganta).

Se eu pudesse escolher uma substituição daquela pedra pontiaguda no Oriente para estabelecer uma lógica, primeiramente faria uma distinção entre a Pedra Cúbica (rústica) e a Pedra Polida....e ai sim, colocaria a pedra Polida no Oriente como a Obra final do Companheiro maçom, representando a sua evolução....mas tudo se complicou a partir dos graus capitulares e a maçonaria especulativa com seguimento aos filosóficos.

Vamos a minha dúvida...

Esta pedra piramidal tem algum fundamento com o trabalho dos AApr∴?

Seria possível fazer uma distinção entre a Pedra Cúbica e a Pedra Cúbica Polida?

Se a distinção entre elas fosse possível, esta (pedra cúbica polida) poderia ter lugar no Oriente?

Desde já, agradeço a disponibilidade do caro irmão para esclarecimento de dúvidas.

CONSIDERAÇÕES:

Em relação à pedra pontiaguda, ou piramidal, ou ainda cúbica piramidal, etc., a mesma nada tem a ver com as práticas do simbolismo no REAA. Reitero, práticas do “simbolismo”.

O que ocorre, infelizmente, é que boa parte dos praticantes da Maçonaria latina adoram misturar símbolos e práticas litúrgicas de uns em outros ritos de vertentes distintas de Maçonaria (inglesa e francesa).

Isto acaba muitas vezes em um verdadeiro “sincretismo” de símbolos e emblemas, o que resulta em conceitos incompreensíveis, antagônicos e sem sentido para a evolução iniciática proposta pelo rito.

Em se tratando da grande magia, cujo símbolo é a Pedra Bruta e a Cúbica, não existe no simbolismo do REAA nenhuma outra pedra com outro formato e significado, senão as distribuídas no Templo como duas das três Joias Fixas da Loja, uma no Norte, de formato disforme, tal como foi retirada da jazida, e outra no Sul, desbastada, cinzelada e preparada, para atender as exigências da Arte.

Esta alegoria significa a evolução do Iniciado em dois dos três ciclos da sua vida maçônica, ou seja, das asperezas da Pedra Bruta, que representa o Aprendiz (fase inicial) e da Pedra Cúbica (símbolo do Companheiro), já preparada para servir à elevação das paredes do Templo – demonstra que houve evolução do obreiro. São as únicas duas pedras que aparecem nos Painéis do 1º e 2º Grau do REAA.

Neste contexto, a terceira fase, ou a Obra Final representa o Mestre no Oriente e a conclusão da construção do Templo, elevado de acordo com o que fora projetado e desenhado na Pranch∴ pelo Mestre (memória).

Esta é a verdadeira estrutura doutrinária de aperfeiçoamento prevista no simbolismo do REAA. As pedras, como joias, são fixas para servir como um código de moral e ética do Maçom. Ambas ficam no Ocidente porque esotericamente se localizam no mundo material, em contraposição à Pranch∴ que se situa além da balaustrada, no Oriente, ou o mundo espiritual.

Concernente à pedra pontiaguda, ou cubo piramidal, ela aparece em outros ritos, principalmente os de vertente anglo-saxônica, portanto, não faz parte do arcabouço simbólico do REAA, que é de vertente francesa.

Muitos outros sistemas doutrinários maçônicos mencionam uma pedra cúbica com o topo pontiagudo. Esta pedra servia nos canteiros operativos como a pedra angular da construção, ou seja, ela era colocada no canto nordeste do canteiro de obras e servia como um marco referencial, ou ponto de partida para a construção. A partir desta pedra referencial determinavam-se os alinhamentos, esquadrejamentos e aprumadas. A pedra pontiaguda estabelecia o vértice de 90º do triângulo retângulo, cujas propriedades geométricas estabeleciam o “canto” (square) das construções.

À vista disto, este conceito iniciático refere-se à outra estrutura doutrinária, como o Rito de York, por exemplo, onde os Aprendizes ocupam a fileira da frente à nordeste da sala da Loja. O Aprendiz, representando o início da jornada, é a pedra angular (pontiaguda), ou o ponto de partida.

Deste modo, reitera-se que em face à estrutura doutrinária do REAA ser de origem francesa, a pedra pontiaguda não se enquadra no seu sistema iniciático. Vale observar que independente dos ritos que a compõe, o objetivo da Maçonaria é apenas um: o de transformar homens bons em homens melhores ainda. O que pode se diferenciar são os métodos e processos de aperfeiçoamento, que muitas vezes se diferenciam nas suas estruturas

O REAA se serve da alegoria solar e a vida e morte da Natureza para construir estruturar a sua doutrina iniciática, enquanto que os ritos anglo-saxônicos se servem, amiúde, do contexto operativo, levando o iniciado a vivenciar, em muitas passagens, as construções do passado comparadas à sua construção interior.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A CARIDADE MAÇÔNICA

Inicialmente, para tratar de tal tema é necessário citar os ensinamentos de Cristo escritos por Mateus (Mateus 6,1-6), talvez, só eles bastassem para ditar as regras da verdadeira caridade: “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade, vos digo: eles já receberam a sua recompensa.”As boas obras devem ser praticadas em segredo, no íntimo do coração, é inegável que vivemos a era da publicidade (não propaganda, que é outra coisa, com outra finalidade), da exposição, das mídias sociais, onde quase tudo aquilo que as pessoas fazem têm de ser mostrado num cartaz, post, fotos, filmes e ser proclamados e divulgados.A verdadeira caridade não precisa de exposição e nem de divulgação, pois aqueles que a recebem sentem o toque da generosidade, e esta, quando é verdadeira é também gratuita. E o verdadeiro caridoso faz como a viúva, doa em sigilo e não doa apenas o que lhe sobra, pois aquele que doa para caridade aquilo que lhe sobra, nada dá. “Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver” (Marcos 12, 43).Às vezes, quando um grupo pessoas, um banco, uma empresa, uma instituição ou uma associação propõe-se a ajudar pessoas ou uma associação e etc., quer que se faça ou ela mesmo faz uma placa dizendo que ela ou seu grupo, ou aquela empresa, que aquele banco ou instituição está ajudando. E aí, coloca-se a placa: “Este orfanato, esta creche é mantida pela instituição XXXXX”. A “recompensa” dela já está ali na publicidade, porca recompensa, para que isso? Basta ajudar, a placa só custou mais recursos financeiros.

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

USO DO BASTÃO PELO TITULAR

Em 06/11/2023 o Respeitável Irmão Helio Mário Surdi, Loja Silêncio de Elêusis, 21, REAA, GOSC (COMAB), Oriente de Chapecó, Estado de Santa Catarina, faz a pergunta seguinte:

O USO DO BASTÃO

Fui iniciado a 43 anos nessa mesma Loja.

Dentro de sua possibilidade e tempo, gostaria de receber uma orientação sua com relação ao USO DOS BASTÕES:

Quando fui iniciado e por longos anos, na minha loja e em outras a que eu visitava e essa era a orientação a que eu tinha recebido.

O uso dos bastões, Mestre de Cerimônia e outros, o conduziam ao lado esquerdo e com ele
não se fazia nenhum movimento, por exemplo, ao conduzir um Irmão entre colunas ou o Orador no Altar dos Juramentos, apenas se fazia menção com a cabeça, NUNCA com o bastão.

Este permanecia sempre no lado esquerdo imóvel.

Tenho percebido que agora se cumprimenta Irmão acenando com o bastão, daí fica a minha grande dúvida.

Tenho procurado em vários livros maçônicos e em nenhum deles tenho encontrado orientação correta de como se conduzir com o bastão.

Tens alguma orientação, que seja oficial para que eu possa levar em Loja e como orientação/instrução seja dado como norma o uso do Bastão?

CONSIDERAÇÕES:

Infelizmente, em muitas ocasiões a condução do bastão pelo Mestre de Cerimônias tem sido praticada de maneira incorreta. Desta forma, equivocadamente ainda se vê o bastão sendo conduzido encostado no lado esquerdo do corpo, ou fazendo com o bastão movimentos para a direita e esquerda, ou ainda com a sua base percutindo baterias no chão.

Não obstante estas inadvertidas firulas ritualísticas com o bastão, feitas pelo Mestre de Cerimônias, ainda há rituais que indicam o uso do bastão também para os Diáconos, o que, a meu ver, só aumenta a possibilidade de aparecerem mais elementos contrários à originalidade do REAA. Por exemplo: formação de pálio com bastões, cruzamento de bastões, etc.

Desta maneira, vale a pena comentar que no REAA, rigorosamente apenas o Mestre de Cerimônias é quem porta bastão, do qual ele se serve somente para conduzir alguém em Loja.

Discussões à parte, no REAA o uso do bastão se dá com a mão direita, sempre empunhado pela sua porção mediana e na vertical. Nesta condição, o titular ao segura-lo mantém o seu braço direito junto ao corpo e o respectivo antebraço à frente, na horizontal. Andando com o bastão, o titular o mantém um pouco afastado do solo para não o arrastar no chão. Parado e com o bastão, o titular o mantém a mesma posição, porém apoiado no chão. Não se faz, com o bastão, gestos para a esquerda e direita.

Desta forma, o Mestre de Cerimônias, empunhando o bastão, também não faz nenhum meneio com a cabeça e nem inclinação com o corpo. Se a ocasião exigir, ele fará uma parada rápida e formal.

Esta é a maneira consagrada de se conduzir o bastão no REAA.

Outras informações a respeito podem ser encontradas no Blog do Pedro Juk em http://pedro-juk.blogspot.com.br

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

 nº 61 - Trolhar e Telhar


É interessante, na Maçonaria, como certas coisas realizadas, praticadas, ou palavras ditas ou interpretadas erradamente por Veneráveis Mestres, se espalham numa velocidade vertiginosa e tendem a se tornarem verídicas. Desse modo, é muito comum, Veneráveis e Vigilantes saudarem Obreiros, cruzando o Malhete no peito. Ou então, em Lojas no R.:E.:A.:A.:, o Mestre de Cerimônia andar em esquadria, parecendo “robot”, devido “achismo” do Venerável que confundiu os Ritos.

Nesta Pílula, vamos aprofundar nosso estudo nas palavras TELHAR e TROLHAR, que tendo significados, na Maçonaria, totalmente diferentes, na maioria das vezes, são ditas uma substituindo a outra, como se fossem iguais.

Nos Dicionários, temos que o substantivo “trolha” é definido como uma “colher de pedreiro”, que é usada para colocar e/ou alisar a argamassa que está sendo usada. É utilizada para estender a argamassa e cobrir todas as irregularidades, fazendo que o edifício construído fique parecido como se formado por um único bloco.

O substantivo “telha” é definido como peça, geralmente de barro cozido, usada na cobertura de edifícios. A palavra telha vem do latim: “tegula”. Daí temos “telha” em português; “tuille” em francês; “tyle” em inglês. Temos em inglês, "tyler" como cobridor. Temos em francês, "tuileur" como cobridor. Em português, apesar de existir a palavra “telhador” o mais comum foi não usar a raiz da palavra e ficou "cobridor", denominação para aquele que coloca telhas, cobre, oculta, protege uma área de um edifício.

Entretanto, na Maçonaria, os verbos derivados dessas duas palavras, têm os significados dados abaixo.

Trolhar: é esquecer as injúrias, as desavenças entre os Irmãos. É perdoar um agravo, dissimular um ressentimento, perdoar uma falta de outro Obreiro. É reforçar os sentimentos de fraternidade, de bondade e de afeto, que unem todos os membros da família maçônica. Esses sentimentos devem ser contínuos, sem falhas, sem asperezas e sem rugosidades. Se isso ocorre em uma Loja, o Venerável Mestre deve se inteirar do que está ocorrendo e “trolhar” os envolvidos. Por isso que, na Inglaterra, o Símbolo com o formato de uma “colher de pedreiro” é usada pelos Mestres Instalados.

Telhar: é verificar, através de perguntas, se uma pessoa é realmente Maçom e se está no Grau requerido. Ou para verificar se um Maçom está inteirado de conhecimentos num determinado Grau. Visitantes são “telhados” pelo Cobridor, com essa finalidade. Cobrir o Templo é protegê-lo de tal forma que, pessoas que estão fora não saibam o que está ocorrendo dentro dele. É um erro crasso pedir aos Aprendizes, ou Companheiros, ou Mestres, cobrirem o templo temporariamente, em Colação de Grau ou Instalação. O Templo é que será coberto para eles. Ou seja, eles não saberão o que ocorrerá dentro desse Templo, num determinado período de tempo, pois o Templo estará “coberto”.

Quem cobre o Templo é o Cobridor Externo, não o Aprendiz ou o Companheiro ou o Mestre.

Esta pílula, tem o M.'.I.'. Fernando Túllio Colacioppo Sobrinho CIM 205702 como co-autor.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

MAÇONARIA E POLÍTICA

J. Filardo M⸫ M⸫

Primeiro é preciso dizer que a Maçonaria pretende ser um ponto de reunião de pessoas (homens, no caso da maçonaria conservadora ou homens e mulheres no caso da Maçonaria Liberal) que comungam de uma série de princípios e que se consideram iguais.

A Maçonaria Conservadora (a mais antiga e tradicional) exige como condição absoluta a crença em um princípio criador, uma esfera sobrenatural além da mera humanidade. Alguns maçons não conseguem imaginar essa esfera e terminam por identificá-la com a divindade mais usual, o Deus dos católicos, por exemplo. Mas, não é isso que preconiza a Maçonaria. O GADU é um princípio sobrenatural, não uma entidade divina.

A proposta é que dentro da maçonaria a pessoa consiga chegar à religião em que todos concordam: não fazer aos outros o que não se quer que lhes façam.

A Maçonaria nasceu política no Século XVII. Ela era composta de pessoas interessadas em assuntos esotéricos (alquimia, hermetismo, cabala) que suportavam o pretendente ao trono inglês, James VI, católico e seus descendentes.

Quando um rei protestante usurpou o trono inglês, as lojas escocesas se colocaram no campo do pretendente católico ao trono. Como reação a esse suporte, os maçons que apoiavam o usurpador criaram outra maçonaria protestante, por meio da fundação da Grande Loja de Londres de 1717 e estabeleceram uma regra de proibição de discussão sobre política e religião nas suas lojas, vez que esses dois assuntos eram o grande problema daquele momento. E falsificaram a história para que essa fundação de apoio à usurpação fosse considerada a fundação da Maçonaria, como se ela não existisse antes dela.

Mas, por comodismo ou pelo potencial divisivo desses assuntos em loja, a maioria das instituições maçônicas consagrou esse procedimento proibitório. Nas lojas conservadoras não se discute política e religião, ao passo que nas lojas progressistas discute-se tudo, sem limitação.

Também, jamais existiu uma diretiva ou mesmo uma recomendação de discriminação de candidatos de esquerda ou direita. O que acaba acontecendo é que maçons de direita atraem candidatos de direita, e a loja acaba tendendo para a direita e vice-versa. Mas a Maçonaria não existe para defender este ou aquele deus ou combater esta ou aquela ideologia.

Também a tolerância não é um dos valores caros da Maçonaria. Essa é outra confusão que maçons ignorantes fazem. Recomenda-se o RESPEITO. Tolerância é um valor muito negativo, pois enfraquece o tecido social, ao passo que respeito coloca as pessoas em igualdade de condição.

É preciso, entretanto, que se localize a Maçonaria na história e na civilização ocidental. Ela é uma instituição burguesa, sem dúvida. Herdou o dístico da revolução francesa “Liberdade Igualdade, ou Morte”, que se transformou em Liberdade Igualdade e Fraternidade. Tudo isso em um sentido liberal. Sua tendência é de adotar valores burgueses, e os burgueses temem aquelas ideologias que os ameaçam. Consequentemente, os maçons que não entenderam bem os princípios da Ordem acabam confundindo alhos com bugalhos e começam a falar bobagens como “Maçom tem que acreditar em Deus.” “Maçom não pode ser de esquerda.” “Maçonaria e política não se misturam.”

Assim, no Brasil onde a Maçonaria envolveu-se em política desde o primeiro instante de sua existência e acabou afastando-se (mais ou menos) da política devido à dificuldade que a ação política apresenta, ou seja, por comodismo, medo ou simplesmente má fé. E provocou uma condição interessante: a sociedade enxerga a Maçonaria como intervencionista, influente na política, que consegue transformar a sociedade.

Mas, os regulamentos da Maçonaria pretendem que ela seja apenas uma escola de cidadania, sem se imiscuir na política da sociedade, e muitas lojas, por comodismo, seguem essa orientação e o candidato que foi atraído pela imagem de instituição poderosa e influente e ativa, quando é aceito e constata a inação e incompetência da Maçonaria em liderar as mudanças urgentes necessárias, ele se decepciona e quase sempre abandona as fileiras.

A Maçonaria não é uma instituição política. Seus membros podem ou não ser políticos, mas um homem não politizado não é realmente um cidadão, e a maçonaria quer cidadãos conscientes, trabalhando em conjunto, pelo bem do povo (não só do 3%), com uma visão humanista.

O maçom tem que se posicionar diante da injustiça, combatendo-a. Não tem que tolerar nada, deve respeitar a opinião alheia e combater o erro dentro de suas possibilidades. Os princípios que ela inculca em seus membros são incompatíveis com o fascismo, com o imperialismo e a opressão venha de onde vir.

A instituição, representada por Grandes lojas ou Grandes orientes não pode assumir, como tal, uma posição, pois ela tem em seu interior pessoas livres de diferentes tendências e opiniões, MAS ela não impede que seus membros atuem na sociedade segundo os melhores princípios de civilização e humanidade.

Ao contrário, é isso que ela espera de cada maçom.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

DIA DO MAÇOM

FRASES ILUSTRADAS

FALANDO EM PÉ OU SENTADO NO OCIDENTE?

Em 06/11/2023 o Respeitável Irmão Gabriel Ramos, Loja Beit-El, 1788, GOB-SP, REAA, Oriente de São Vicente, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

FALANDO EM PÉ OU SENTADO

Leio seu BLOG sempre, porém ao procurar a respeito desta pergunta não achei uma resposta em tempo. Os Mestres Instalados de minha oficina dizem que os Irmãos que se ocupam cargos oficiais no Ocidente não precisam se levantar para falar quando o que irão dizer se diz respeito APENAS ao cargo de ofício. Ex: Irmão Chanceler ao dar informações e o Irmão Tesoureiro ao anunciar o Tronco. Precisam ficar em pé e à Ordem, ou realmente podem falar sentados?

CONSIDERAÇÕES:

Em Loja aberta, no Ocidente da Loja somente podem falar sentados os Vigilantes. 

Os demais Irmãos, sem nenhuma exceção, não importando o assunto que irá ser abordado, impreterivelmente falam em pé, portanto, à Ordem.

Não existe essa prática, ou situação, de que no Ocidente, ao se falar pelo seu ofício é possível falar sentado. 

Ora, se isto estivesse previsto, certamente estaria no ritual. 

Como não está, então não passa de mais uma dessas invencionices que povoam e deturpam a ritualística maçônica.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PACIÊNCIA, UM CULTO MAÇÔNICO

A Maçonaria cultiva a paciência porque, sendo irmã gêmea da tolerância, é uma virtude que consiste na capacidade constante em suportar as adversidades, as dores, os infortúnios, com resignação subordinada à fortaleza da alma. Diz-se que o tempo, a paciência e a perseverança nos conferem a integridade e habilitam a realizar todas as coisas.

A paciência significa equilíbrio e o controle do dualismo, o freio para o instinto, o fruto da meditação, o caminho da sabedoria. A paciência conduz à perseverança, e esta à conquista do alvo planejado.

O maçom, para alcançar o conhecimento, buscar o progresso interior e exterior deve plantar a sua conduta dentro da Loja com exemplar paciência. Os impacientes e os que, na Maçonaria, apenas procuram interesses espúrios ou tolas vaidades não conseguem realizar esse objetivo. As precipitações, o afoitamento, a pressa são meios conturbadores.

A paciência é o caminho mais curto para alcançar-se a paz. Perdoar àqueles que conosco caminham para colocarem nossa paciência à prova é a caridade mais meritória. La Fontaine ensina que “A paciência e o tempo dão mais resultado que a força e a raiva”.

Como sabem os Irmãos, o culto à paciência, na Maçonaria, ainda que alguns entendam diferentemente o seu significado, tem cunho religioso. Joseph Anderson, um dos organizadores da Maçonaria Especulativa, era pastor protestante e muito do que nos é ensinado veio para a Ordem com a finalidade de mesmo não sendo um dogma, não deixa de ser um aprendizado espiritual. Margaret Thatcher uma vez disse: “Eu sou extremamente paciente contando que consiga o que queira no final”. Este é um péssimo exemplo. Quando tudo está indo do jeito que queremos, é fácil demonstrar paciência. O verdadeiro teste de paciência aparece quando um de nossos Irmãos age de forma inadequada, o mesmo quando na vida profana, nossos diretos são violados; quando alguém, por atos ou palavras, procura nos irritar; quando somos ridicularizados por nossas crenças.

A Bíblia, no entanto, fala de paciência como um fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Apesar de a maioria das pessoas considerarem paciência como uma espera passiva ou tolerância gentil, a maioria das palavras gregas traduzidas como “paciência” no Novo Testamento são palavras ativas e saudáveis. Considere, por exemplo, Hebreus 12:1.

É claro que paciência não acontece da noite para o dia na nossa vida. Para o desenvolvimento da paciência é preciso que a mesma seja exercitada diariamente. Nossa paciência se desenvolve e fortalece ainda mais quando procuramos a íntima ligação com o nosso mundo interior que é o GADU, nosso Deus. O Rei Salomão ensina: “Descansa no SENHOR, e espera nele: não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos” (Salmo 37:7). Jó foi exemplo de paciência e perseverança (Tiago 5:11). Tenhamos em mente que este ensinamento religioso e também Maçônico é para nos lembrar que seu propósito é para o nosso crescimento moral.

Agora, da próxima vez que for posta à prova a sua paciência, por ter sido magoado por um Irmão desavisado ou mesmo no mundo profano, não haja com impaciência, a qual acaba levando a mais estresse, raiva e frustração. Saiba ser um verdadeiro Maçom, procurando compreender os prós e os contras de cada situação.

Fonte: Revista Universo Maçônico

20 DE AGOSTO, DIA DO MAÇOM

Ir∴ Eduardo Gomes de Souza - GOERJ

ANTECEDENTES

Esta data nos faz voltar o pensamento ao aspecto histórico de nossa Pátria, que está estreitamente ligado ao de nossa Ordem, principalmente, nos movimentos que levaram à nossa emancipação política, numa época em que a Maçonaria era a única via de transformação, a única via em que podia florescer um movimento de libertação tanto no Brasil, como na América.

Não entraremos aqui na questão sobre qual o verdadeiro dia do maçom no Brasil, posto que isso traria apenas um acerto de datas, quando muito. E a data que nos interessa, neste momento, é aquela que permite a existência de um dia dedicado, ao Maçom, não importando para sua comemoração se ele está situado no início ou no fim do calendário ou no fim ou no início de um determinado mês.

Sabemos de duas versões que circulam na Maçonaria Brasileira. A oficial, que é a que hoje comemoramos: 20 DE AGOSTO; e a versão de vários historiadores maçônicos e não-maçônicos, que variam entre 9 e 12 de setembro. Deixemo-las aos historiadores.

A MAÇONARIA NA HISTÓRIA DO BRASIL

Como dissemos anteriormente a História da Maçonaria está estreitamente relacionada com os movimentos de libertação na América e em nossa Pátria.

Traçaremos rápidas pinceladas a respeito dessa História da Maçonaria, já sobejamente sabida por todos nós, apenas para nos dar uma seqüência lógica do pensamento sobre a ação da Maçonaria em nosso País.

A Maçonaria tem participado dos movimentos de libertação havidos no Brasil, como Instituição e, na maioria das vezes, através dos seus obreiros.

Vamos encontrar a marca dos maçons e consequentemente da Maçonaria, na Inconfidência Mineira, na Revolução Pernambucana de 1817, na Independência do Brasil, na Confederação do Equador, na Guerra dos Farrapos, na Questão Religiosa, na Abolição da Escravatura, na Proclamação da República, dentre outros movimentos libertários.

Esse passado deve relembrar para nós, maçons do presente, um trabalho que o momento histórico exigia e que a Maçonaria, os maçons propriamente dito, dentro dos princípios gerais de nossa Instituição, mormente na América, o fizeram e que os registros históricos, maçônicos ou não-maçônicos, confirmam a passagem dos maçons pelas páginas do labor pátrio em prol da Liberdade.

Desse passado de nossa Ordem, que hoje revemos em rápidas pinceladas, devem ficar as lições que utilizaremos no presente, não como uma pura repetição do passado, mas no que for possível historicamente transpor, quer através da memória coletiva ou através de atividades organizacionais que passam pelo tempo e continuam no tempo, relativizando.

Cada momento histórico reflete a Maçonaria daquele período cultural, posto que como uma organização e como um ideário, ela se amolda aos contornos sociais da época e aí cumpre o seu papel; como ideário, ela atravessa a noite dos tempos e faz renascer a cada aurora, os sentimentos que fazem dessa organização, que tem por divisa a LIBERDADE, a IGUALDADE e a FRATERNIDADE, uma presença constante em todos os quadrantes da Terra, literalmente falando, constituída teoricamente por todas as camadas sociais e organizada como a conhecemos hoje, desde o primeiro quarto do século XVIII.

AS MAÇONARIAS

O que é a Maçonaria?

Várias respostas tem sido dadas a essa pergunta. Uma das definições muito usadas diz que "A Ordem Maçônica é uma associação de homens sábios e virtuosos, que se consideram irmãos entre si e cujo fim é viverem em perfeita igualdade, intimamente unidos por laços de recíproca estima, confiança e amizade, e estimulando-se uns aos outros na prática das virtudes". Outra bem simples diz que "É um sistema de moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos". A oficial diz que "A Maçonaria é uma Instituição essencialmente iniciática, filosófica, educativa, filantrópica e progressista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da Humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Seus fins supremos são: a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade".

A partir daí outras variantes existem para se conceituar a Maçonaria. Nicola Aslan citando Luiz Umbert Santos, autor de "El Ara de los juramentos masónicos", diz: "A Maçonaria, meus Irmãos, é estudo, estudo e estudo... . Os Maçons têm o dever de estudar para estarem em condição de investigar a Verdade e aprofundar os mistérios de nossa augusta Instituição...".

Essa Instituição a que pertencemos, e por pertencermos a ela somos chamados de maçons, tem uma gama de possibilidade de realizar o homem dentro de um conceito teísta, que nos leva a crer num Ser superior, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus e que, dentro de uma visão universalista, é capaz de abrigar todos os homens livres e de bons costumes.

Mas, a Maçonaria é única no mundo enquanto estratégia de ação?

Sabemos que a Maçonaria enquanto princípio, filosofia e ideário é uma só; mas enquanto estratégia de ação é multifacetada.

João Nery Guimarães no prefácio da obra que traduziu de Johann Gottlieb Fichte - FILOSOFIA DA MAÇONARIA - diz que: "Para se entender a Maçonaria, através de seus escritores, é preciso inicialmente compreender que, basicamente, existem três maçonarias: a inglesa, de cunho nitidamente tradicionalista, observadora rigorosa de rituais, imutável nas suas formas consagradas pelo correr de três séculos, e que, transportada para os países de formação e língua inglesa, manteve a mesma índole praxista em sua vida íntima e o mesmo comportamento perante o mundo não-maçônico; a francesa, que embora de origem britânica, cedo sofreu profundas alterações, ditadas pelas condições do meio em que se desenvolveu, adquirindo uma feição intensamente latina, e que se espalhou pelo mundo e se tornou conhecida principalmente pela sua ação política, social e religiosa, e à qual estão filiadas espiritualmente a Maçonaria brasileira, a portuguesa, a italiana, a espanhola, a romena, e as de todos os países hispano-americanos; e por último, a alemã, também de procedência inglesa, mas que sofreu a marca do espírito germânico, mais propenso às especulações metafísicas".

Ele ainda diz que: "... A Maçonaria é uma instituição universal, com pontos comuns e idênticos em qualquer país onde viceja e daí a convicção que têm os seus adeptos de constituírem uma vasta irmandade sobre a face da Terra".

Eis o esboço que mostra o esquema relacional no qua1 está constituída a Maçonaria, cuja complexidade somente pode ser vista dentro deste conceito de multiplicidade, a partir da sua conceituação e passando por sua estratégia de ação.

O MAÇOM E SEU PAPEL HOJE E AMANHÃ

Vimos anteriormente a ação da Maçonaria e dos maçons no torvelinho da História, maçônica e não-maçônica. Vimos também variadas concepções de Maçonaria, todas dentro do princípio de que ela é uma Instituição que contribui de fato para o aperfeiçoamento do homem. Vimos os matizes estratégicos utilizados pela Ordem para cumprir o seu papel em determinadas latitudes, alguns carregados das cores vivas da ideologia libertadora.

E hoje, 2000, às vésperas ou já no terceiro milênio, à época da cibernética, da internet e do teleprocessamento de dados via satélite, que aproxima as antenas dos satélites às antenas das televisões e aos computadores domésticos, mas que nem sempre aproxima os homens, embora os contornos de seus rostos, as suas expressões de alegria, contentamento, sabedoria e dor, sejam vislumbrados por um número cada vez maior de pessoas, onde a aldeia global é uma realidade e os fatos que ocorrem nessa aldeia são vistos imediatamente por milhões de pessoas, qual é o seu papel?

A Maçonaria está declinando? Ela não influencia mais na vida sócio-política do País?

O nosso entender é que a Maçonaria como qualquer instituição contemporânea está passado por um momento de transição. Toda a sociedade contemporânea está. E essa é a melhor hora de encontrarmos o nosso caminho, a hora certa de darmos os contornos de nossa Instituição e de nós próprios, de tal maneira que o seu ideário seja preservado, visto que ele é uma das razões de sua sobrevivência, e possamos nos sentir úteis e participantes ativos do processo de desenvolvimento de nossa terra, de nossa gente e de nossa Instituição.

O maçom pode influir na vida diária de sua família, de seus amigos, de seus vizinhos, de sua cidade, de seu Estado e de seu País, utilizando o ideário maçônico como o corolário de sua vida não-maçônica e maçônica.

Esse ideário que faz com que, nas Lojas Maçônicas, estejam na mesma coluna, o mais alto personagem da sociedade e um representante da parcela mais modesta dessa mesma sociedade, ambos cingindo o mesmo avental, que reveste todos os maçons, independentemente de seus graus e qualidades.

E esse ideário, em seu aspecto mais factível, está expresso na trilogia que é a sua divisa - LIBERDADE - IGUALDADE - FRATERNIDADE, pois se praticarmos o exercício da liberdade, seremos livres para progredirmos, para crescermos e contribuirmos para que os outros, ao nosso derredor, também cresçam; se praticarmos o exercício da igualdade, ele nos permitirá um avanço enorme no relacionamento interpessoal, que por conseqüência, gerará uma forma de atuação em todos os níveis, onde, cada um de acordo com as suas aptidões e capacidades, pode contribuir na construção do homem-maçom e do mundo maçônico, pois somos todos obreiros da paz; e, se praticarmos o exercício da fraternidade, a nossa Instituição será unida e forte, pois o seu pressuposto basilar é o de considerar todos os maçons como irmãos, e a fraternidade é o veículo maior que proporcionará o soerguimento da Ordem, como já o foi no passado, como deve ser hoje e necessariamente, como deverá ser amanhã.

As nossas decisões no mundo não-maçônico devem refletir o ideário maçônico, pois assim estaremos contribuindo para o engrandecimento de nossa Ordem e ao mesmo tempo dando um contributo ao Estado onde a Providência nos colocou, vazado no mais puro e real patriotismo.

O papel do maçom numa sociedade moderna, ultra especializada e altamente tecnológica, é o que propõe o nosso programa de trabalho: usar a ciência e a tecnologia, que nos proporcionarão novos recursos e formas de realizarmos as tarefas diárias, sem nos afastarmos um milímetro de nossas tradições: morais, intelectuais, culturais, ritualísticas e esotéricas; cabe ao maçom no mundo não-maçônico a busca dos paradigmas, tão reclamados pela sociedade hodierna, que possam determinar a ética das relações Homem-Tecnologia, Ser-Máquina, pois assim estará contribuindo para que as grandes conquistas científicas e tecnológicas, possam servir aos objetivos traçados pela nossa Ordem, que busca a felicidade e a paz da Humanidade; que as máquinas não desumanizem o relacionamento humano, mas que possam ser ferramentas que auxiliem o progresso da Humanidade. Cabe ainda ao maçom, lutar para que as conquistas científicas e econômicas possam contribuir para o equilíbrio social, através da divisão fraternal dos bens sociais. E enfim, pugnar para que a cada um, dentro de suas capacidades, sejam dadas as oportunidades de alto-realização e do exercício consciente da cidadania, através de um processo educacional da consciência dos direitos e deveres da pessoa.

O nosso papel na Ordem, nesse limiar de terceiro milênio, pode ser desempenhado das mais variadas formas: do dedicado estudo e pesquisa dos aspectos esotéricos e iniciáticos; da busca incessante da compreensão de nosso papel social, orientada seguramente pela experiência do passado; até à prática desinteressada da filantropia, que procura minimizar a cruel desigualdade social de nossos dias.

Várias atitudes poderão ser utilizadas para contribuirmos com o início de uma tomada de posição, quanto ao atual estado de coisas que reina na Ordem Social de nosso País.

Por exemplo no campo cultural, (onde a Maçonaria atua de duas formas: - exogenamente, através das escolas ao longo de todo o território nacional, onde os seus adeptos levam o ideário maçônico para as salas de aula, do pré-escolar a universidade; e, logicamente, também pela educação endógena, a cultura maçônica pode ser vivenciada em toda a sua plenitude nas Lojas Maçônicas, as células mater da Ordem, onde o quarto de hora de estudo, ou o tempo de estudo, é a prova maior disso, e também nos setores culturais das Organizações Para-Maçônicas em todo o mundo), nós podemos desenvolver um programa de ação cultural através das Lojas e das Organizações Para-Maçônicas com a realização de Mesas Redondas, Simpósios, Congressos, Seminários; através da publicação de artigos em periódicos, como jornais, revistas e livros, e do uso da Internet, que permitam levar aos não-maçons a Ordem e o seu ideário, logicamente, dentro de sua realidade sócio-histórica, visto que da realidade esotérica e iniciática, somente os iniciados, tem condições reais de saber.

No campo filantrópico, onde nossa Ordem vem operando através dos CLUBES FEMININOS das Lojas, intensificar a presença maçônica e para-maçônica na administração dos fundos de recursos sociais estatais, que levam aos mais necessitados a assistência social, buscando através da moral e da ética da Ordem, moralizar a gestão desses recursos hoje sabidamente desperdiçados e desviados. E para atingir este objetivo, intensificar a ação política da Ordem, através do apoio aos Maçons que se candidatem, exerçam ou venham a exercer cargos públicos eletivos.

E no campo da filosofia e do aspecto progressista da Ordem, qual será o nosso papel?

Em que se configurará a nossa ação no campo filosófico? Cremos que a nossa conduta ética, dentro e fora da Ordem, na senda do ideário maçônico, pode ser a resposta para essa pergunta.

E a Maçonaria será progressista em que aspecto? Cremos que um dos aspectos do progresso na Maçonaria está em fazer crescer o homem maçom a partir do momento em que ele é iniciado, desenvolvendo o crescimento individual do Homem, Ser livre, respeitado-o como livre pensador na busca incessante da verdade, a todos ela dá o direito da expressão consciente do pensamento, com a correlata responsabilidade e pelo fato de ser adepta de um sistema de valores, por muitos considerado arcaico, pois está preso a antigas tradições, mas ai está a grande contradição, "NOVAE SED ANTIQVAE", Nova mas Antiga.

Se não fora a liberdade individual do maçom em contra ponto a manutenção das tradições da Ordem, a nossa Instituição não estaria atravessando a noite dos tempos e se fazendo presente hoje em todos os quadrantes da terra, literalmente falando. Ela nos traz algo que faz com que nos sintamos úteis e que estamos crescendo, quer seja essa percepção consciente ou não, fazendo com que alguns atinjam mais de meio século de vida maçônica.

É lógico que, no conceito crescimento, o número parece ser uma preocupação constante no mundo moderno e a Maçonaria enquanto integrante dessa sociedade não está aquém, enquanto prática, da análise numérica, embora ela não tenha se revelado salutar para a Ordem. E um fato que temos de conviver com ele, fazendo contudo um trabalho para que o objetivo numérico não supere a tão almejada qualidade de nossos quadros. A nossa meta tem que ser a qualidade, logicamente dentro das necessidades atuais da Ordem. E em nós, os padrinhos reais e potenciais, está a maior parcela de responsabilidade neste porvir maçônico. É nosso entender que o número futuro deva ser tal que possibilite o crescimento da Instituição não apenas em quantidade, mas também em qualidade, aquela qualidade que torna a Instituição respeitável, como é ainda hoje junto ao mundo não-maçom, no uso de recursos públicos, nos trabalhos filantrópicos, etc.

Mas, afinal qual é o papel futuro da Maçonaria, qual o papel do Maçom no mundo de amanhã?

Pelo que foi aqui exposto, cremos sinceramente, havermos levantado o véu que encobre os contornos do projeto que nos levará a uma ação eficaz e à efetividade de nosso trabalho no terceiro milênio, portanto é hora de ação, é hora de agirmos se quisermos a presença maçônica nos próximos milênios.

Que esse DIA DO MAÇOM, seja um dia de reflexão ativa, um dia de repensar para agir, sobre o que realmente estamos fazendo em prol de nossa Ordem e como poderemos a partir de hoje, contribuir para a sua melhoria.

Esse agir cabe a nós, que tivemos o privilégio de termos tido antepassados que nos legaram a Ordem na qual estamos. É, no mínimo, exigido de nós, que deixemos para as gerações futuras, uma Maçonaria na qual elas também possam ver a Luz.

As ferramentas básicas nós as temos: uma Instituição eclética e universalista que abriga os mais variados matizes do pensamento humano e uma gama de homens "livres e de bons costumes". Essa condição não a encontramos facilmente nas outras organizações que permeiam o organismo social.

Eis meus Irmãos, a nossa pequena contribuição, para que façamos uma reflexão ativa sobre o nosso dia e o nosso papel de maçom, na Maçonaria e fora dela.

Meditemos a respeito de nosso futuro e peçamos ao Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, as luzes necessárias para encontrarmos o caminho, como obreiros da paz que somos, nesse mundo repleto de violência.

Os contornos do plano de nossa ação estão na e para a Ordem, na e para a sociedade e são os mesmos contornos do templo interior que deveremos construir como maçons e que nos é lembrado semanalmente pela fórmula litúrgica" ... construir templos à virtude e cavar masmorras ao vício".

Reflitamos intensa e ativamente, meus Irmãos, sobre tudo isso que hoje analisamos, trabalhando diligentemente do "meio dia à meia noite".

Mais importante do que ter Irmãos é ser Irmão!

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

FRASES ILUSTRADAS

LOCALIZAÇÃO E POSIÇÃO DO TEMPLO - NORTE E SUL

Em 04.11.2023 o Respeitável Irmão José Idílio Machado dos Santos, Loja Fênix, 32, REAA, GLP (CMSB), Oriente de Ivaiporã, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

POSIÇÃO DO TEMPLO

Venho mais uma vez usufruir do conhecimento do ilustre irmão. O templo maçônico no hemisfério Sul é uma cópia fiel dos templos do hemisfério Norte. Como o sol faz seu percurso de leste para oeste independente do hemisfério o sentido do comprimento do templo não muda em nada. No entanto a projeção do sol no hemisfério Norte ocorre do sul para o norte, tanto que a janela no centro do templo está no lado sul. E no hemisfério sul a projeção ocorre do norte para o sul. No templo o lado N, dos aprendizes é onde tem menos sol e no lado sul dos Companheiros onde tem mais sol. A circulação no templo ocorre do lado de menos luz para o lado de mais luz. Frente ao exposto, os templos no hemisfério Sul não teriam que ser o contrário? Aprendizes a direita no Sul e Companheiros a esquerda no Norte, assim como as colunas B e J ser invertidas e os primeiro e segundo vigilantes nos lados opostos também? A circulação da direita para a esquerda? Se o simbolismo da ritualística tem como um dos objetivos a energia positiva no templo, não estamos fazendo o processo ao contrário no hemisfério Sul.

CONSIDERAÇÕES:

Primeiramente, gostaria de dizer que esses conceitos que envolvem energias negativa, positiva, etc., são apenas especulações no contexto da pura Maçonaria. Originariamente estas apreciações não pertencem à doutrina REAA.

Assim, convenciona-se que na Maçonaria Simbólica, em qualquer dos hemisférios em que se possa estar, as relações astronômicas são sempre as relativas à meia-esfera Norte. Graças a isto, as Colunas Zodiacais do templo são distribuídas do ponto de vista do setentrião, de Áries até Peixes.

Esta relação com o Norte ocorre porque o REAA nasceu acima da linha do equador, portanto, nada mais natural que a sua base doutrinária solar seja construída atendendo ao movimento aparente do Sol visto do hemisfério Norte.

Como praticamos a Maçonaria simbólica, não há o porquê de inversões na decoração do Templo conforme o hemisfério. Nesta conjuntura, é bom lembrar que este misticismo maçônico foi herdado dos Cultos Solares da Antiguidade, não obstante a imensa maioria deles estar relacionada às latitudes setentrionais, inclusive a própria Lenda de Hiran.

Inversão de hemisfério no templo somente é admissível para os ritos maçônicos que nasceram abaixo da linha do equador, a exemplo do Brasileiro. Nele justifica-se a inversão que a sua estrutura doutrinária solar pertence ao hemisfério Sul. Obviamente que se o Rito Brasileiro for praticado em algum lugar acima da linha do equador, mesmo assim ele mantém suas características sulistas.

Assim, atendendo ao ideário iniciático relativo aos ciclos da Natureza, cada rito solar adota a mecânica celeste original do hemisfério em que ele nascera, daí o REAA, de origem francesa (ao Norte do equador) ter todo o seu referencial iniciático no hemisfério Norte, não importando onde ele esteja sendo praticado.

Graças a isso é que, sob o ponto de vista da autenticidade, conceitos de elementos de energia, magnetismo, circulações anti-horárias e tantos outros ideários deste gênero não satisfazem à originalidade do REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA ESPÚRIA, IRREGULAR OU NÃO RECONHECIDA?

Autor: Aroldo de Albuquerque Vergara

Uma análise das diferenças e a origem da Maçonaria espúria

Introdução

É fato a percepção, e com certo assombro, do uso corriqueiro do termo “espúrio” quando alguns maçons fazem referência a certas obediências sem o devido tratado de amizade para com as suas respectivas. Esse fato parece-nos ser comum, e a devida falta de conhecimento quanto a verdadeira origem do termo é algo a que devemos focar toda a nossa atenção para ser corrigido, principalmente quanto aos aprendizes, pois são esses os mais suscetíveis a replicação de termos ou fenômenos sem o devido respaldo de concretude.

Somos seres gregários, necessitamos da convivência coletiva para a sobrevivência, porém, tal fato nos leva a assimilação e replicação da fala, de erros, superstições ou qualquer outra forma de manifestação cultural presente na sociedade, sem a devida verificação da sua verdadeira origem. Com o uso incorreto da palavra “espúria” não foi diferente.

Muitos maçons apenas replicaram esse erro conceitual, tornando-o um adjetivo de sentido ofensivo para se referir a toda obediência que não é a sua, e que é proibida de visitar a loja que frequenta. Típica manifestação vaidosa!

A Maçonaria é uma organização que tem como função primaz a eliminação da vaidade dos seus membros, o que, de fato, não é efetivo em todos, já que, afinal, somos humanos, e como tal cometemos erros. Exceto a Ordem, essa sim é perfeita, falhos são os homens. Sabendo disso, com toda a certeza, haverá aqueles, os quais compõem uma certa casta dentro da Ordem, dotada do poder da fala, o carisma de Bourdieu, que justifica toda e qualquer manifestação simbólica da linguagem por eles proferida, e como tal, irão contestar essas palavras. Fiquem à vontade! Pois o postulado de maior valor para esse autor na Maçonaria é justamente a liberdade de consciência e de expressão.

Assim sendo, esse ensaio visa orientar os maçons quanto ao uso do termo “espúrio”, e quando ele surgiu e foi usado na Maçonaria.
Regular ou reconhecida

Fato usual é a falta de conhecimento quanto a diferenciação desses dois termos, e tal objeto caracteriza-se como o principal articulador que induziu ao uso errôneo do termo ao qual nos referimos como objeto de elucidação desse ensaio. Assim, se fará necessário uma rápida explicação quanto ao uso desses dois adjetivos muito presentes no dialeto dos maçons brasileiros, já representam funções linguísticas diferentes nas suas determinações simbólicas no universo maçônico.

O termo regular refere-se aquilo que segue as regras, as Leis que, em nosso caso, são as Leis previstas na Constituição de Anderson ou Constituição dos Franco-maçons, os antigos Landmarks de Mackey, e os sintetizados por Pike, assim como as Constituições previstas e escritas por cada obediência brasileira. Essas últimas, baseiam suas Constituições, obrigatoriamente, nas antigas Leis ou costumes (Old Charges).

Aqui começa a ficar complicado, já que basta que uma obediência siga as Leis escritas por nossos antepassados para que ela seja considerada “regular”diante dos preceitos maçônicos. Assim, aquela obediência que muitos gostam de chamar de “espúria”, em muitos casos nem irregular é, pois cumpre todas as Leis previstas nos antigos costumes postulados pelos antigos maçons.

Traremos alguns exemplos para elucidação.

Peguemos o Grande Oriente da França, como exemplo para uma compreensão mais usual do que estamos argumentando. Ao contrário do que muito maçom pensa, ele não possui o reconhecimento (veja que surgiu o adjetivo “reconhecimento”) da Grande Loja Unida da Inglaterra, e, consequentemente, das obediências ditas como “regulares” no Brasil. Isso porque, em 1877, o Grande Oriente da França quebrou um dos princípios das Leis Maçônicas de maior importância para a Ordem que é, justamente, a crença no Grande Arquiteto do Universo, no que foi seguido por diversas outras obediências europeias, como o Grande Oriente Lusitano em Portugal.

Segundo as palavras de António Arnaut, ex Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, tal prática se deu por respeito aos Direitos dos Seres Humanos de livre escolha quanto as suas crenças, incluindo o direito de ser ateu e não possuir crença alguma. Além de aceitar ateus em seu meio, o Grande Oriente da França também julgou que a não aceitação de mulheres seria uma grande violação aos direitos humanos, e passou a iniciar mulheres, o que também transgride os antigos preceitos e Leis escritas como imutáveis.

Como podemos ver, esses são exemplos clássicos de obediências que desrespeitaram as Leis maçônicas, o que lhes dá de imediato o adjetivo de “irregular”, mas não “espúria”. E por causa dessa irregularidade, foi cortado todo acordo de mútuo reconhecimento entre essas obediências e a Grande Loja Unida da Inglaterra, o que levou o Brasil a tomar a mesma atitude após o seu tratado de mútuo reconhecimento com a Grande Loja Unida da Inglaterra.

Portanto, uma obediência é “irregular” quando não cumpre os Landmarks, mas qualquer outra obediência pode ser “regular” desde que cumpra o que está preconizado nos antigos costumes da Ordem. Porém, apenas a “regularidade” não lhe garante o direito a intervisitação e, para que isso ocorra, faz-se necessário ser “reconhecida” por outra obediência através dos tratados de mútuo reconhecimento. Quando não há tratado de mútuo reconhecimento, a obediência recebe o epíteto de “não reconhecida”. O que acontece, por exemplo, entre o Grande Oriente do Brasil e o Grande Oriente Lusitano. Mesmo após toda a história de convivência que houve entre essas duas obediências, hoje não possuem mais tratados de mútuo reconhecimento, o que proíbe os maçons regulares (aqueles que estão dentro dos conceitos de regularidade de cada obediência, como estar em dia com as suas obrigações pecuniárias por exemplo) de visitarem o Grande Oriente Lusitano em Portugal.

Já podemos ver em redes sociais ou até mesmo in loco, maçons exibindo com orgulho suas visitas ao Grande Oriente da França em sessão ritualística, o que torna ainda pior a situação, e até mesmo ao Grande Oriente Lusitanos sem nem ao menos se darem conta do que ocorre.

Em suma, irregular é quando uma obediência não cumpre as Leis, o que a leva a perder a sua condição de reconhecimento pelas demais obediências, e não reconhecida se dá quando uma obediência não possui tratados de mútuo reconhecimento entre si. Mas devemos entender que, como nos exemplos citados, pode ocorrer os dois casos ao mesmo tempo e aí haverá o impedimento dos relacionamentos de intervisitação entre maçons paramentados e em sessão ritualística, o que acaba dando aos dois termos um resultado prático idêntico de impedimento de relações.

Toda essa situação levou ao surgimento, em 1961, do CLIPSAS (Centro de Ligação e de Informação das Potências Maçônicas Signatárias do Apelo de Estrasburgo), onde assinaram o tratado de Estrasburgo por não aceitarem a obrigatoriedade prescrita nos antigos Landmarks. Através desse Centro de Ligação Maçônica, essas obediências mantém entre si tratados de mútuo reconhecimento, congregando algumas obediências brasileiras como a Grande Loja Unida do Paraná.
A maçonaria espúria

Faremos agora uma breve colocação paro nos orientar na direção da origem dessa palavra “espúria” e seu uso, detectada por nós dentro do símbolo linguístico incluso na classe maçônica. E tal uso, quando identificamos, nos fez lembrar o termo “telefone sem fio”, essa forma com qual identificamos uma mensagem que passa de receptor para receptor e vai se perdendo durante o trajeto, ganhando outro significado até não se parecer em nada com o significado original com a qual foi idealizado ou, no caso em questão, escrita pelo autor.

Não nos interessa inferir qualquer tipo de julgamento de valor quanto ao posicionamento do autor estudado, se suas alegações são verdadeiras, científicas ou não. São deduções dele (autor) não nossa, já que resumidamente devemos entender a Maçonaria como uma organização de livre consciência e liberdade de expressão e, se qualquer maçom não concordar com o posicionamento do autor, é uma condição válida dentro dos princípios da Ordem. O que devemos entender é o respeito as crenças e as manifestações de ideias.

O termo foi usado por Albert Mackey, escritor norte-americano, em seu livro O simbolismo da Maçonaria. Mackey faz uso do termo dando-lhe os créditos para outro escritor que ele estudou. Segundo Mackey, foi o Dr. Oliver que fez uso do termo na fundamentação de elucidar seu estudo quanto ao surgimento da Maçonaria, em uma diferenciação de linhagens puras e espúrias (não pura).

Para darmos prosseguimento se faz necessário uma hermenêutica de seu texto quando Mackey faz a sua definição de Maçonaria, pois desse ponto em diante ele usará esse termo diversas vezes, o que poderá gerar uma má interpretação na leitura e compreensão.

Mackey entende que a Maçonaria é “uma ciência de moralidade, velada em alegoria e ilustrada por símbolos”[1]. Ele a vê como uma “filosofia”, um sistema de doutrinas que é ensinado de maneira bastante peculiar e própria por suas alegorias e símbolos. Essa é a sua natureza interior. Suas cerimônias são acréscimos externos que não afetam sua substância.[2]

Para ele, essa filosofia está fundamentada em dois pilares, que são a contemplação do caráter divino e humano. Ou seja, Deus como eterno e divino, e o homem como ser imortal, a fé na imortalidade da alma. Essas doutrinas, segundo o autor, definem o que configura a filosofia maçônica, a entendo como o princípio último da existência da Ordem, a sua razão e fundamentação, a caracterizando como sendo a própria Maçonaria.

Mackey compreende a Maçonaria como a sua filosofia e a sua filosofia como a Maçonaria, não a determinando como elementos separados, mas sendo uma única e concisa entidade, da seguinte forma: Quando se deseja defini-la sucintamente, dizemos que se trata de um antigo sistema filosófico que ensina esses dois dogmas.[3]

Para ele, esses dois dogmas da filosofia maçônica constituem o receptáculo que encubou o princípio da Ordem em outras religiões e civilizações. 

Portanto, se entre a escuridão intelectual e a corrupção das antigas religiões politeístas encontrarmos espalhadas aqui e ali, em todas as épocas, determinadas instituições ou associações que ensinaram essas verdades de forma particular, alegórica e simbólica, temos o direito de dizer que essas instituições ou associações foram o incunábulo – as predecessoras – da instituição maçônica como ela se constitui hoje.[4]

Para Mackey, essas “verdades” são os dois pilares que compõem a maçonaria sintetizados em sua filosofia, e é justamente aqui que queríamos chegar para darmos andamento até a chegada no termo em questão. Daqui para frente, toda a vez que Mackey se refere a Maçonaria primitiva, ele não faz exatamente referência à Ordem que existe hoje, mas está aludindo a filosofia que ele entende serem as mesmas coisas em sua definição da Ordem.

Portanto, o autor acredita que no início do mundo haviam duas verdades, e essas verdades faziam justamente menção a uma proposição abstrata da união com Deus e a imortalidade da alma. A crença nessas verdades é uma condição necessária ao sentimento religioso que sempre caracterizou a essência da natureza humana. O homem é, enfaticamente, e em distinção a todas as outras criaturas, um animal religioso.[5]

Nesse contexto das verdades, a fé em Deus e a imortalidade da alma, citadas por Mackey, ele observa que, “provavelmente”, tais verdades haviam sido passadas através da linhagem dos patriarcas da raça de Set, de conhecimento de Noé, e este último passou essas verdades aos seus descendentes após o dilúvio descrito na Bíblia. Ainda de acordo com Mackey, durante a construção da torre de Babel, teria ocorrido uma dissidência na humanidade.

Esses dissidentes rapidamente se esqueceram das verdades divinas que lhes haviam sido transmitidas pelo ancestral comum e incorreram em um dos mais graves erros teológicos, corrompendo a pureza da adoração e a ortodoxia da fé religiosa que eles haviam inicialmente recebido.[6]

Dessa forma, o autor divide a transmissão dessas verdades para duas classes, sendo a primeira a dos descendes de Noé e a segunda a dos padres e filósofos. Com o tempo, podem ter chegado até as religiões pagãs e, posteriormente, a todos os iniciados nesses segredos como na religião egípcia e grega, que usavam iniciações para a transmissão de seus segredos e mistérios.

Quanto à sua existência entre um grupo de eruditos pagãos, temos o testemunho de muitos escritores inteligentes que devotaram suas energias ao mesmo assunto. O sábio Grote, em sua “História da Grécia”, diz: A interpretação alegórica dos mitos tem sido estudada por vários pesquisadores, especialmente por Creuzer, e está ligada à hipótese de um antigo e altamente instruído grupo de padres, com origem tanto no Egito como no Ocidente, que comunicaram conhecimentos religiosos, físicos e históricos aos bárbaros e rudes gregos, sob o véu dos símbolos. O que se disse sobre os gregos é igualmente aplicável a qualquer outra nação intelectualizada da Antiguidade.[7]

Dessa forma, Mackey categoriza a primeira classe como sendo a Maçonaria pura, aquela advinda diretamente da linhagem de Noé, e a segunda como a Maçonaria “espúria”, que teve seus ensinamentos e mistérios provenientes dos filósofos e religiões pagãs, que receberam essas verdades por intermédios daqueles que se corromperam no processo de transmissão.

O autor ainda continua dando mais ênfase ao tema, conduzindo até a construção do Templo de Salomão. Mas iremos nos ater até aqui para não entrarmos em assuntos inerentes aos demais graus da filosofia maçônica pois, como já anunciamos, esse ensaio tem por finalidade primaz a orientação aos aprendizes.

Considerações finais

Podemos inferir que o termo “espúria” é uma referência descrita por Mackey, a partir da leitura de textos do Dr. Oliver. Ele distingue duas classes de transmissão das verdades que são os pilares da filosofia maçônica. Originalmente não é usada não para referir-se a obediência maçônica regular ou irregular, reconhecida ou não reconhecida. Portanto, entendemos que existe a necessidade de reformular o uso de tal palavra que, atualmente, em nada se assemelha ao seu verdadeiro uso.

É imprescindível destacar que Mackey viveu nos Estados Unidos da América, entre os anos de 1807 e 1881, e foi o escritor dos 25 Landmarks que caracterizam o que uma obediência deve conter para ser considerada “regular”, e ele não usa o termo em questão para caracterizar o que seria ou não regular.

Devemos aqui ressaltar que ao maçom cabe a busca incessante da verdade, e o que foi escrito aqui não caracteriza a verdade absoluta, pois, como sabemos, na filosofia maçônica não devem existir verdades absolutas, já que se elas existirem de fato, a Ordem perdeu seu princípio.

Fonte: Fonte: https://opontodentrocirculo.com