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PERGUNTAS & RESPOSTAS
terça-feira, 28 de janeiro de 2025
RITO DE YORK E TRABALHOS DE EMULAÇÃO
YORK E EMULAÇÃO
Estou preparando um trabalho sobre as origens do Rito de York. Porém sempre há uma redundância entre York e Emulação, nas pesquisas que faço. Gostaria de sua orientação se possível. Não estou conseguindo separar um de outro. Se pudermos conversar a respeito, agradeceria muito.
CONSIDERAÇÕES:
De modo elementar, muitos autores autênticos explicam que na Maçonaria Inglesa não existem ritos propriamente ditos, porém os "Workings".
Assim, os trabalhos ritualísticos ingleses se constituem por formas de trabalho adaptadas à cultura e ao costume das diversas regiões inglesas.
Os trabalhos maçônicos ingleses intitulam-se por CRAFT, no sentido de ofício de artesão; artesanato - no caso o artesão que trabalha na pedra calcária (The Craftsman - o Artesão).
Dermott, para justificar uma pretensa antiguidade, por ele alegada para a sua Grande Loja, evocava a Lenda do Rei Athelstan e do seu sobrinho Edwin. A lenda relatava que em 926, por convocação de Edwin, havia ocorrido uma grande reunião para tratar da antiga forma de trabalho maçônico. Para essa reunião acorreram muitos pedreiros e arquitetos famosos da época. Segundo a lenda, essa reunião teve como lugar a pequena cidade medieval de York, situada à nordeste de Londres.
A bem da verdade, lenda não tem compromissos com realidade histórica. Conforme autores consagrados, essa reunião, que de fato parece ter acontecido, não foi para tratar de rituais de trabalho maçônico - que nem existiam nesta época – todavia foi para aquilatar os prejuízos que as confrarias as confrarias de construtores haviam sofrido por conta das invasões dos povos bárbaros, oriundos do Norte.
À vista disso, é bastante provável que o termo “York”, dado a uma das práticas de trabalho maçônico inglês tenha vindo daí.
Aqui no Brasil, por uma questão de tradução em tratados de reconhecimento entre o GOB e a GLUI, em tempos primitivos, o nome Rito de York acabou nominando o working inglês (CRAFT) por aqui praticado.
No que diz respeito ao Rito de Emulação, ele não é bem um rito, mas uma loja de aperfeiçoamento que se reúne em algumas oportunidades, durante o ano, para "demonstrar" a forma de trabalho para as Lojas do CRAFT, respeitando, no entanto, os aspectos sociais e culturais de cada rincão da Inglaterra.
Em 1813, com a união das duas Grandes Lojas rivais, os Modernos e os Antigos, a nova forma acertada de trabalho era promulgada e demonstrada pelos Stwards, oficiais especialistas que faziam as demonstrações para as Lojas.
Na verdade, a partir de 1815 os Stwards demonstravam a nova forma de trabalho promulgada pela união que então resultou na Grande Loja Unida da Inglaterra
Aproximadamente em 1821, a incumbência de demonstrar os trabalhos passou a ser atribuída uma Loja de aperfeiçoamento (improvement), a qual ficaria conhecida como Emulation's Lodge of Improvement.
Desse modo, Emulação, propriamente dito, não é um Rito, mas é o trabalho de uma Loja que se reúne oficialmente para fazer demonstração da forma de trabalho. Vale lembrar que a Grande Loja Unida da Inglaterra não edita oficialmente rituais, assim o “working” segue uma estrutura que está consagrada na sua essência desde a “união”, não obstante sejam respeitados os costumes e a cultura de cada região da Inglaterra.
Sob o ponto de vista dos maçons latinos, isto parece confuso, sobretudo porque os latinos, de maneira geral, querem tudo escrito em rituais e essa não é a característica da Maçonaria Anglo-saxônica.
Já na Maçonaria Regular Tupiniquim, filha espiritual da França, portanto latina, constantemente editam-se rituais e mais rituais. Este fato acaba contribuindo para o aparecimento de dúvidas e achismos, onde cada um acha que o seu ritual é que é o certo.
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
A IMPORTÂNCIA DO NÚMERO 3 NA MAÇONARIA

- As 3 Grandes Luzes da Maçonaria são o Livro Sagrado, que governa nossa fé, o Esquadro e o Compasso, pelos quais devemos reger as nossas vidas e ações.
- Em Loja existem 3 Luzes Maiores – O Venerável Mestre, o Sol e a Lua;
- 3 Luzes Menores – O Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante e para que a loja seja justa e perfeita, necessita de 3 coisas: que três a dirijam; cinco a iluminem e sete tornem-na justa e perfeita.
- As 3 Jóias Móveis que decoram uma Loja são: o Esquadro, o Nível e o Prumo e estão associadas às 3 Luzes Menores. As t3 Jóias Fixas, porque expostas em Loja para que os Irmãos possam reflectir sobre elas, são a Pedra Bruta, a Pedra Polida ou cúbica e a Prancha.
- A Coluna Jónica situada a Oriente, simboliza a Sabedoria, Corresponde em Loja ao Venerável Mestre portador do Esquadro, que historicamente corresponde ao sábio Rei Salomão;
- A Coluna Dórica, Situada a Norte Noroeste, simboliza a Força, Detida pelo 1° Vigilante que usa o nível e que corresponde historicamente ao poderoso Rei de Tiro, Hiram;
- A Coluna Coríntia no lado Sul da Loja, simboliza a Beleza, representada pelo 2° Vigilante detentor do Prumo, que corresponde ao artista Hiram-Abiff arquiteto do Templo de Salomão.
- Vencer as suas paixões,
- submeter a sua vontade e
- fazer novos progressos na Maçonaria.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
O LUGAR DO MESTRE DE CERIMÔNIAS - REAA
GUERRA CIVIL AMERICANA
MISSÃO, METAS E RUMOS DAS LOJAS NA ATUALIDADE
domingo, 26 de janeiro de 2025
IRMÃO DEPUTADO FILIADO A OUTRA LOJA
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
NÃO SEJA UM MAÇOM...
sábado, 25 de janeiro de 2025
TRATAMENTO DA LUZES DA LOJA EM CÂMARA DO MEIO
O TRATAMENTO DAS LUZES
Venho mais uma vez, venho consultar o Irmão no sentido de esclarecer, se possível, um questionamento que não soube responder, que é o seguinte:
Por quê da denominação e seu significado de "Respeitab∴ Mestre, VVenerab∴IIr∴ 1º e 2º Vigilantes e Ven∴, no Grau de Mestre Maçom?
Antecipadamente agradeço e fico no aguardo!
CONSIDERAÇÕES
Provavelmente essas formas de tratamentos diferenciadas, com caráter superlativo, existem para qualificar o grau de Mestre Maçom (espiritualidade) perante os dois outros graus que o antecedem (materialidade). Nesse sentido, a plenitude maçônica também revela, pelo seu tratamento, um maçom refinado, espiritualmente preparado.

Assim, para diferenciar o tratamento formal das Luzes (eleitas para governar a Loja) dos demais cargos, aplicou-se ao portador do 1º Malhete o título distintivo de Respeitab∴ (termo derivado de respeitável) no sentido de ser muito respeitável, grande e formidável. Nesta mesma conduta, para os VVig∴ deu-se o tratamento de Venerab∴, (termo derivado de venerável) no sentido de ser extremamente venerável.
Os tratamentos diferenciados para as Luzes da Loja, também têm a função destacar outros cargos dos cargos de portadores de Malhete.
Vale pôr em evidência que antes de 1725, ainda não existia o grau especulativo de Mestre Maçom, senão os cargos de Aprendiz e de Companheiro.
Como o 3º Grau somente foi oficializado em 1738, o Grau de Companheiro cedeu boa parte da sua liturgia para a construção do Grau de Mestre.
Com o aparecimento da lenda hirâmica pelo advento do 3º Grau, o personagem lendário principal, Hiran Abif, genericamente já era tratado como Respeitab∴Mestre. Esse fato ajudou a alavancar distinções de tratamento para os integrantes de uma Câmara do Meio.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAÇONS FAMOSOS
HARMONIA E DESARMONIA
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
TRANSFORMAÇÃO DA LOJA PARA AUMENTO DE SALÁRIO
Hoje minha Loja ocorreu o seguinte fato, iria ter uma sabatina de um Companheiro, a mesma iria iniciar no grau de Aprendiz, o Venerável veio falar comigo e perguntei se a votação da aprovação se daria logo em seguida a sabatina, o mesmo me informou que sim, perguntei se seriam duas transformações? Porque vai ter que transformar a Loja em grau de Companheiro para a sabatina do companheiro (no caso retira os Aprendizes e deixa os outros Companheiros) mas se a votação para aprovação seria em seguida teria que retirar os Companheiros e transformar a loja em Mestre para que a votação seja realizada, pois no meu entender se permanecesse em grau de companheiro não se justificaria retirar os companheiros e sendo assim os mesmos poderiam votar para Exaltação o que seria errado, pois só Mestres podem votar para o Companheiro ser exaltado. Bom queria saber se meu pensamento está errado. Desde já agradeço a atenção e parabenizo pelo grande trabalho, aprendi muito com sua entrevista ao canal maçonizando.
COMENTÁRIOS
Esse excesso de transformação de Loja não ocorreria se a Loja, com a Ordem do Dia organizada pelo Venerável Mestre, fosse aberta já no 2º Grau, não no 1º. Isso certamente economizaria transformação e retorno, e não atropelaria o andamento dos trabalhos
É bom que se diga que os aumentos de salário devem obedecer às regras oriundas do RGF, o qual deve ser consultado em sua Sessão IV, das Colações de Grau, Artigos 36, 37 e seguintes.
Conforme previsto no Diploma Legal, no caso de um candidato à Exaltação, a sabatina e a votação para aumento de salário deverão ocorrer após ter a Comissão de Admissão e Graus da Loja apreciado a Peça de Arquitetura e se posicionado pelo andamento do processo nos trâmites seguintes.
Assim sendo, depois do parecer da Comissão de Admissão e Graus, o Venerável Mestre, com antecedência deverá marcar a sabatina nos conformes do questionário que foi elaborado pela Loja. Esta sabatina ocorrerá na Ordem do Dia de uma Sessão do 2º Grau. Desta forma, no mesmo dia em que ocorrer a sabatina, também deverá ocorrer a votação para o aumento de salário solicitado pelo 1º Vigilante. O procedimento deverá ocorrer na Ordem do Dia porque a matéria exige votação.
Concluída a sabatina, ainda na Ordem do Dia o Venerável Mestre manda que a Loja seja coberta ao(s) Companheiro(s) e manda, conforme o ritual, fazer a transformação dos trabalhos, do 2º para o 3º Grau.
Com a Loja transformada em Câmara do Meio, o Respeitab∴ Mestre, mediante parecer do Ven∴ Ir∴ Ord∴, deverá colocar o aumento de salário em votação na forma de costume. Concluídos estes procedimentos, a Loja será novamente transformada em Loja do 2º Grau e os Companheiros são readmitidos. O Venerável Mestre então comunica ao(s) Companheiro(s) sabatinado(s) a decisão, se for o caso marca a Sessão Magna de Exaltação para uma data apropriada.
Em linhas gerais, é isto que se encontra previsto no RGF.
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
MAÇONARIA NÃO É RELIGIÃO
quinta-feira, 23 de janeiro de 2025
RAMO MAIOR E MENOR DO ESQUADRO
ESQUADRO
Por vezes, tenho ocupado o cargo ad hoc de M∴ de CCer∴ na minha Loja e até em outras que visito com mais frequência e tem me ocorrido uma dúvida, com relação ao lado em que a parte maior do Esquadro deve ser colocado sobre o Compasso. Em algumas destas Lojas tem-se o hábito do V∴ M∴ solicitar do M∴CCer∴ o fechamento do L∴ D∴ L∴ para o período de instrução. Quando o esquadro da Loja tem lados de tamanhos iguais não há polêmica. Porém, quando são diferentes, eis a questão... Neste caso, já ouvi de um irmão dos graus superiores do REAA que o lado para o qual a ponta maior do esquadro deve ficar voltado é para a esquerda, ou seja voltado para a Col∴ do Norte, porém, completou o irmão, que a explicação disso é oculta para os graus simbólicos e só é revelado no Grau 19 do REAA. Portanto gostaria de saber se há uma explicação esotérica para esta questão apenas nos graus superiores?
CONSIDERAÇÕES:
Em primeiro lugar é bom que se diga que o ritual aprovado e vigente na Obediência, mesmo que contraditório, deve ser inquestionavelmente seguido.
Sob essa óptica, meus comentários que se seguem direcionam-se apenas àquilo que é mais racional e provável sobre o assunto no Rito em questão.

Como um objeto componente das Três Grandes Luzes Emblemáticas, este Esq∴simboliza a retidão. Esotericamente representa o estado material do ser humano. Nesse sentido, é o ângulo de 90º que o caracteriza que tem um grande significado simbólico na Maçonaria. Ser o seu ramo, maior ou menor, não importa nesta conjuntura.
Já o Esq∴ utilizado como joia pelo Venerável Mestre, deferente do Emblemático, é um utensílio de trabalho, portanto é operativo. É uma ferramenta haurida dos tempos da Maçonaria de Ofício e, dentre outros, lembra os profissionais da cantaria, nossos antepassados, que o utilizavam para conferir o esquadrejamento das pedras e os cantos das construções.
Deste modo, este Esq∴ operativo, diferentemente do emblemático, possui ramos desiguais, isto é, um ramo menor que serve como o cabo da ferramenta, e um maior com graduação, próprio para a execução atinentes ao trabalho.
Este Esq∴ profissional, com ramos desiguais, também representa a 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), no qual as propriedades de um Triângulo Retângulo eram - e ainda são - amplamente utilizadas na verificação dos cantos das obras e o esquadrejamento de suas paredes.
Vale lembrar que nos tempos operativos da Maçonaria, a pedra angular era colocada no canto nordeste e servia de base (vértice) para os demais cantos levantados na obra. Graças a isto é que no CRAFT o Past-Master tem como sua joia distintiva um elemento, apenso do colar, que simboliza a 47ª proposição de Euclides.
O Venerável Mestre especulativo, remanescente do Mestre de Obras operativo, usa pendente do seu colar um Esq∴ com ramos desiguais como joia do seu cargo, o que de certa forma rememora a aplicação deste importante utensílio de ofício. No REAA o Ven∴ Mestre usa um Esq∴ operativo de cor dourada.
Feitos estes comentários, reafirma-se que o Esq∴ Emblemático (sobre o Livro da Lei) deve possuir rigorosamente ramos iguais, e o Esq∴ Operativo (joia do Venerável) deve possuir ramos desiguais. Mediante a isso, seria redundante qualquer comentário no sentido de se saber para qual lado este ou aquele ramo deve apontar. Afinal, ambos são iguais.
Não resta dúvida que é possível se encontrar centenas de ilustrações onde o Esq∴ aparece com ramos iguais, e outras com os ramos desiguais. Deste modo, isso não se caracteriza como uma fonte de credibilidade para esta ou aquela opinião. Também, muitos rituais antigos e anacrônicos não servem para estabelecer verdades. Assim, antes é preciso compreender, sem o subterfúgio de fantasias, a verdadeira mensagem que símbolo propõe, tanto no seu conteúdo literal, assim como no sentido figurado.
Vale lembrar que nesse contexto os periféricos dos relatados pela história verdadeira devem ser levados em consideração.
Apenas como ilustração, vale mencionar que o GOB revisou recentemente os seus rituais do REAA e neles contemplou a diferença entre os EEsq∴; o de ramos desiguais (com cabo), como a joia do Ven∴ Mestre, o de ramos iguais (sem cabo), como o Emblemático ou o que se junta ao Comp∴ sobre o Livro da Lei.
No que diz respeito às explicações de que o simbolismo depende de graus superiores, eu prefiro não me manifestar, até porque, no meu entendimento, existem inverdades. Para tal, basta se observar que os graus simbólicos (das Lojas de São João), oriundos de paulatina transição operativo/especulativo, historicamente são anteriores aos graus ditos superiores.
Do século XVII até o segundo quartel do século XVIII, o simbolismo possuía apenas e tão somente dois graus, o de Aprendiz Admitido e o de Companheiro do Ofício. O Venerável Mestre era um Companheiro Maçom experimentado, então instalado na “Cadeira da Loja”, não obstante o grau especulativo de Mestre Maçom ter sido somente oficializado pela segunda Constituição Inglesa, em 1738. A Maçonaria Simbólica, independente de Corpos Filosóficos e constituída pelos três primeiros graus, simbólicos e universais, dos quais o 3º deles é a plenitude maçônica, nada deve a qualquer grau superior, muito menos se dizer que “explicações para o simbolismo” sobre os ramos de Esq∴, se encontram nos Graus Filosóficos.
Ainda, antes de finalizar, eu gostaria de lembrar que no simbolismo consagrado do REAA, durante o período do Tempo de Estudos não existe a prática de se fechar o Livro da Lei. Ora, se o período está previsto no Ritual, é porque ele é parte integrante da sua liturgia. Assim, se o Livro da Lei foi aberto no início dos trabalhos, ele apenas será fechado no encerramento dos mesmos. Reitera-se: no REAA não existe suspensão temporária dos trabalhos para se ministrar instruções, assim como também não existem recreações e outros afins desse gênero previstos.
Por fim, ao concluir vale destacar que rituais de muitas Obediências adotam, às vezes, práticas inexistentes em um determinado rito. Operam com a prática do que vulgarmente chamamos de enxerto, o que de fato é lamentável, pois isto descaracteriza a estrutura autêntica de um rito. Mas, mesmo assim, antes de mais nada, é preciso respeitar o ritual vigente, o que não impede, entretanto, que dentro da lei, hajam debates que objetivem as devidas correções.
T.F.A.PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br








