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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

RITO DE YORK E TRABALHOS DE EMULAÇÃO

Em 24.05.2024 o Respeitável Irmão José Vitorino de Sales Júnior, Loja Exemplo, 3379, Rito de York, GOB-PR, Oriente de Londrina, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

YORK E EMULAÇÃO

Estou preparando um trabalho sobre as origens do Rito de York. Porém sempre há uma redundância entre York e Emulação, nas pesquisas que faço. Gostaria de sua orientação se possível. Não estou conseguindo separar um de outro. Se pudermos conversar a respeito, agradeceria muito.

CONSIDERAÇÕES:

De modo elementar, muitos autores autênticos explicam que na Maçonaria Inglesa não existem ritos propriamente ditos, porém os "Workings".

Assim, os trabalhos ritualísticos ingleses se constituem por formas de trabalho adaptadas à cultura e ao costume das diversas regiões inglesas.

Os trabalhos maçônicos ingleses intitulam-se por CRAFT, no sentido de ofício de artesão; artesanato - no caso o artesão que trabalha na pedra calcária (The Craftsman - o Artesão). 

Na Maçonaria Anglo-saxônica, o termo York, salvo melhor juízo, deve-se muito ao Irmão Lawrence Dermott e a sua Grande Loja dos Antigos.

Dermott, para justificar uma pretensa antiguidade, por ele alegada para a sua Grande Loja, evocava a Lenda do Rei Athelstan e do seu sobrinho Edwin. A lenda relatava que em 926, por convocação de Edwin, havia ocorrido uma grande reunião para tratar da antiga forma de trabalho maçônico. Para essa reunião acorreram muitos pedreiros e arquitetos famosos da época. Segundo a lenda, essa reunião teve como lugar a pequena cidade medieval de York, situada à nordeste de Londres. 

A bem da verdade, lenda não tem compromissos com realidade histórica. Conforme autores consagrados, essa reunião, que de fato parece ter acontecido, não foi para tratar de rituais de trabalho maçônico - que nem existiam nesta época – todavia foi para aquilatar os prejuízos que as confrarias as confrarias de construtores haviam sofrido por conta das invasões dos povos bárbaros, oriundos do Norte.

À vista disso, é bastante provável que o termo “York”, dado a uma das práticas de trabalho maçônico inglês tenha vindo daí. 

Aqui no Brasil, por uma questão de tradução em tratados de reconhecimento entre o GOB e a GLUI, em tempos primitivos, o nome Rito de York acabou nominando o working inglês (CRAFT) por aqui praticado.

No que diz respeito ao Rito de Emulação, ele não é bem um rito, mas uma loja de aperfeiçoamento que se reúne em algumas oportunidades, durante o ano, para "demonstrar" a forma de trabalho para as Lojas do CRAFT, respeitando, no entanto, os aspectos sociais e culturais de cada rincão da Inglaterra. 

Em 1813, com a união das duas Grandes Lojas rivais, os Modernos e os Antigos, a nova forma acertada de trabalho era promulgada e demonstrada pelos Stwards, oficiais especialistas que faziam as demonstrações para as Lojas. 

Na verdade, a partir de 1815 os Stwards demonstravam a nova forma de trabalho promulgada pela união que então resultou na Grande Loja Unida da Inglaterra

Aproximadamente em 1821, a incumbência de demonstrar os trabalhos passou a ser atribuída uma Loja de aperfeiçoamento (improvement), a qual ficaria conhecida como Emulation's Lodge of Improvement.

Desse modo, Emulação, propriamente dito, não é um Rito, mas é o trabalho de uma Loja que se reúne oficialmente para fazer demonstração da forma de trabalho. Vale lembrar que a Grande Loja Unida da Inglaterra não edita oficialmente rituais, assim o “working” segue uma estrutura que está consagrada na sua essência desde a “união”, não obstante sejam respeitados os costumes e a cultura de cada região da Inglaterra.

Sob o ponto de vista dos maçons latinos, isto parece confuso, sobretudo porque os latinos, de maneira geral, querem tudo escrito em rituais e essa não é a característica da Maçonaria Anglo-saxônica.

Já na Maçonaria Regular Tupiniquim, filha espiritual da França, portanto latina, constantemente editam-se rituais e mais rituais. Este fato acaba contribuindo para o aparecimento de dúvidas e achismos, onde cada um acha que o seu ritual é que é o certo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A IMPORTÂNCIA DO NÚMERO 3 NA MAÇONARIA

A importância do número 3 na Maçonaria e o Maçom com três anos de idade

A necessidade de refletir sobre este tema prende-se com a condição do Maçom com três anos de idade. Porquê esta caracterização?

Assim, tentarei identificar a importância do número três na nossa Augusta Ordem, e procurarei clarificar porque tem, afinal, um Aprendiz a idade de três anos.

Começo por reparar que o número três tem uma presença relevante na nossa vida: o mundo onde vivemos é percebido por nós num espaço tridimensional. O tempo, o outro acesso que temos à realidade tem para nós três divisões: passado, presente e futuro. A nossa existência decorre em três grandes fases, nascimento, vida e morte. O corpo humano divide-se em três segmentos; cabeça, tronco e membros. A religião católica apresenta o dogma do Pai, Filho e Espírito Santo da Santíssima Trindade, bem como na sua teologia divide a vida além túmulo em céu, purgatório e inferno. A divisa propagada pela Revolução Francesa era tríplice: Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Três materiais foram utilizados na construção do Templo de Salomão: pedra, que representa a estabilidade; madeira de cedro, sinónimo de vitalidade e o ouro como metáfora da espiritualidade.

Uma vez que falámos do Templo de Salomão, vamos então ver a relação do número três com a Maçonaria:

Começaremos por dizer que três graus fundamentais formam a Maçonaria: O mais completo é o de Mestre, precedido pelo grau de Companheiro e o primeiro grau, por onde se começa é o de Aprendiz. Este é distinguido pela idade – três anos, por três passos, pela bateria (tripla) e pela aclamação. Admitido na Arte Real após três viagens é reconhecido por três coisas: os seus sinais, palavras e toques.

Esta Augusta Ordem tem 3 Grandes Luzes, cada Templo ou Loja também tem 3 Luzes Maiores, 3 Luzes Menores, 3 Jóias Fixas e 3 Jóias Móveis. A saber:
  • As 3 Grandes Luzes da Maçonaria são o Livro Sagrado, que governa nossa fé, o Esquadro e o Compasso, pelos quais devemos reger as nossas vidas e ações.
  • Em Loja existem 3 Luzes Maiores – O Venerável Mestre, o Sol e a Lua; 
  • 3 Luzes Menores – O Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante e para que a loja seja justa e perfeita, necessita de 3 coisas: que três a dirijam; cinco a iluminem e sete tornem-na justa e perfeita.
  • As 3 Jóias Móveis que decoram uma Loja são: o Esquadro, o Nível e o Prumo e estão associadas às 3 Luzes Menores. As t3 Jóias Fixas, porque expostas em Loja para que os Irmãos possam reflectir sobre elas, são a Pedra Bruta, a Pedra Polida ou cúbica e a Prancha.
No centro da Loja, ou seja, o ponto em que a vontade do Céu se exprime na Terra, erguem-se três colunetas, que representam três princípios distintos mas interdependentes que formam uma unidade. Essas colunas apresentam as três ordens da Arquitetura Clássica, Jónica, Dórica e Coríntia. Posicionando-se entre si, formam um triângulo rectângulo cuja extensão dos lados obedece à proporção 3 x 4 x 5 cuja tradução simbólica é a seguinte:

O três – símbolo do espírito; O quatro – representa a matéria; O cinco – é elo de ligação entre ambos que medeia entre a vontade do Céu e a acção na Terra.

Trindade central da loja maçónica do Rito Escocês Antigo e Aceito – REAA, têm ainda correspondência com os pontos cardeais, as Jóias Móveis da Loja, suas três Luzes Menores, e três princípios de construção do templo maçónico ou ética social. Assim diremos que:
  • A Coluna Jónica situada a Oriente, simboliza a Sabedoria, Corresponde em Loja ao Venerável Mestre portador do Esquadro, que historicamente corresponde ao sábio Rei Salomão;
  • A Coluna Dórica, Situada a Norte Noroeste, simboliza a Força, Detida pelo 1° Vigilante que usa o nível e que corresponde historicamente ao poderoso Rei de Tiro, Hiram;
  • A Coluna Coríntia no lado Sul da Loja, simboliza a Beleza, representada pelo 2° Vigilante detentor do Prumo, que corresponde ao artista Hiram-Abiff arquiteto do Templo de Salomão.
Para a Sabedoria se manifestar, deve apoiar-se na Força e na Beleza. A Força sem Sabedoria e Beleza gera atos imperfeitos e se a Beleza não se apoiar na Sabedoria e na Força é ilusória e superficial. São portanto estas, as mensagens que os símbolos na Loja remetem para o número 3.

Mas há mais, Na prancha de Aprendiz que decora a Loja neste grau estão desenhadas 3 janelas pelas quais não se olha de dentro para fora nem de fora para dentro. Servem antes para permitir a entrada da luz que ilumine os Aprendizes no seu trajeto. Este, é um percurso ascensional, também representado na prancha por uma escada com três degraus; a Escada de Jacób.

Os três passos que esta escada solicita correspondem às três virtudes teológicas: Fé, Esperança e Caridade, a mais importante (Bíblia, 1 Coríntios 13.13) com as quais o Aprendiz poderá construir o seu Templo, um templo justo e perfeito e ascender ao céu pela prática da virtude moral.

Para isso, e porque assim como em cima, é igual ao que está em baixo, o Maçom vai ao Templo fazer três coisas:
  • Vencer as suas paixões,
  • submeter a sua vontade e
  • fazer novos progressos na Maçonaria.
Um iniciado é admitido na loja batendo três vezes, símbolo de três palavras escritas: Bate e ela se abrirá (a porta do templo); procura e acharás (a verdade); pede e receberás (a luz).

Acede assim à Loja. Esta é o “lugar secreto que serve de abrigo aos Maçons para cobrir os seus trabalhos”, ou seja, um lugar protegido para que os trabalhos possam realmente ser internos, como o trabalho do Maçom que se deve concentrar no seu interior. A loja, é portanto, como um ovo com um ser em potencia, protegido da agitação exterior.

É assim, em Loja, que o Aprendiz pode ser iniciado nos mistérios dos três primeiros números e, por isso, tem três anos.

O número Um, que os cabalistas designam Kether, corresponde ao ponto dentro do círculo, é a base de todos os números e indivisível, multiplicando-se produz nada mais do ele mesmo. O próprio ser ou consciência unificador(a) de todas as coisas, sendo uma existência una e para além de qualquer dúvida possível, mas mesmo assim, incompreensível.

Para que o Um se compreenda, deve retornar a si mesmo, criando uma certa dualidade. Aparece assim o número Dois. Este que os cabalistas chamam de Chokmak, será a manifestação do UM na forma de auto-reconhecimento. “Eu sou Eu” consciência que se reveste de conhecimento. Este processo impulsiona a Compreensão – Binah, em que o Um compreende que “Isto que é percebido” não é o seu ser, é diferente, por isso é um “não eu” completando-se e traduzindo-se em sabedoria.

Esta trindade forma agora uma nova unidade, mais completa e complexa, não apenas como soma das partes, mas uma unidade composta mas mesmo assim, ainda uma primeira viagem ao interior da consciência, que deve ser Rectificada por dentro, no caminho da luz da sabedoria. Ainda uma Pedra por Desocultar.

Todo o simbolismo maçónico é um acesso a esta revelação. Por isso, a primeira imagem que um iniciado vê quando a venda é retirada pela primeira vez é o triângulo Lua, Sol e Venerável Mestre, as Luzes da Loja. Os dois astros são o sinal do dia, visíveis ao homem como prova da obra do GADU, o Venerável Mestre, representa a sua sabedoria na terra e ao iniciado compete-lhe avançar no seu caminho desvendando por si mesmo o que agora se lhe depara aos olhos.

E agora Meus Queridos Irmãos como, para que seja reconhecido, o Maçom deve ainda fazer três coisas:

“Deve desafiar-se a si próprio e evitar juízos de valor antes de consultar a sabedoria dos Irmãos”.

Apresento-vos, assim, o tema que me desafiou, sem juízos de valor mas com fundamentos, para que sejam analisados à luz da vossa sabedoria.

R. C.

Bibliografia

Dier, Colin – O Simbolismo na Maçonaria, trad. Sérgio Cernea, Madras Editora, 2006
Frater Achad. B.L. The Brides Reception, transcribed and converted to electronic formats by Benjamin Rowe , 1997, 1998
GLLP / GLRP – Ritual de Aprendiz, 2018
Santos, Joaquim G. – O Quadro de Loja de Aprendiz no REAA História Simbólica
Artigo online do site https://opontodentrocirculo.com/ – publicado em 13 de Fevereiro de 2020 por Luiz Marcelo Viegas

Fonte: fremason.pt

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

O LUGAR DO MESTRE DE CERIMÔNIAS - REAA

Em 24.05.2024 o Respeitável Irmão Robson Lopes, Loja Mestre Hiram, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o que segue:

LUGAR DO MESTRE DE CERIMÔNIAS

Estudando os rituais de 1804, e em observação aos Graus Filosóficos, nota-se que o Mestre de Cerimônias teria lugar na Coluna do Norte originalmente, próximo ao Irmão Tesoureiro.

Quando que ocorreu essa mudança para a Coluna do Sul e, por curiosidade, o GOB tem planos de realocá-lo ao seu posto do primeiro ritual?

Outra dúvida que possuo é sobre o andamento de uma Sessão de Instrução.

Recordo-me de em algum momento ler em uma fala sua a qual seria aberta e passada diretamente ao Tempo de Estudos com horário mais flexível que o quarto de hora estipulado.

Contudo, encontro pouco material sobre esse tipo de sessão. No caso é tão somente abertura, tempo de estudos, tronco de beneficência e encerramento, ou tem leitura de ata e expediente também?

CONSIDERAÇÕES:

É bom que se diga que o ritual de 1804 para o simbolismo do REAA foi um projeto de ritual que infelizmente logo se deturpou pela intromissão do Grande Oriente da França.

A Loja Geral Escocesa, criada em 1804 para gerenciar a elaboração desse primeiro ritual, e extinta em 1816, orientava o lugar do Mestre de Cerimônias na Coluna da Beleza (Sul).

A intromissão do Grande Oriente da França criando, naquela época, as hoje extintas Lojas Capitulares, acabaria trazendo uma série de deformações por comparação com a liturgia do Rito dos 7 Graus (Rito Francês, ou Moderno).

Isso fez com que um amontoado de equívocos ritualísticos acabasse ingressado no Guia dos Maçons Escoceses de 1820/21, inclusive inversões de alguns titulares nas Colunas se assemelhando com o Rito Francês.

À vista disso, o Ritual de 1829, logo a seguir, acabou conservando muitas dessas contradições, as quais paulatinamente, com a evolução dos rituais, foram sendo corrigidas ao longo dos séculos XIX e XX.

A bem da verdade, este tema aborda um emaranhado de fatos e contradições que carecem, por parte do pesquisador, de uma observação atenta e acurada.

O que de fato se sabe atualmente é que em 1804 a Loja Geral Escocesa foi criada para fazer o primeiro ritual para o simbolismo do REAA, visto a sua inexistência para as Lojas de São João na Europa.

Dentro do Grande Oriente da França, este deveria ser um trabalho independente e sem nenhum comprometimento, pelo menos a princípio, com as práticas do Rito Moderno (Francês), especialmente porque este rito historicamente seguia as práticas dos “Modernos” da Primeira Grande Loja inglesa.

Visando não se aproximar das práticas dos Modernos, a construção deste primeiro ritual para o REAA seguiu procedimentos inerentes aos Antigos, os quais eram rivais dos Modernos.

Um dos documentos básicos para a construção do ritual de 1804 foi a "exposure" denominada “As Três Pancadas Distintas”, a despeito de que os rituais dos Modernos se relacionavam com à "exposure" Jachin e Boaz.

Graças a isso, é que não é tão simples se concluir que "no ritual de 1804 (que nem era ainda ritual) o Mestre de Cerimônias sentava na Coluna do Norte".

O que de fato se sabe é que no aprimoramento dos rituais simbólicos para o escocesismo, consagradamente o assento do Mestre de Cerimônias fica na Coluna do Sul, apesar de ainda existirem rituais que seguindo o costume dos Modernos, ainda coloca o Mestre de Cerimônias na Coluna do Norte.

Face ao exposto e sem qualquer previsão para alteração, o ritual do REAA, revisado em 2024 e em vigência no GOB, coloca o assento para o Mestre de Cerimônias na Coluna do Sul.

Quanto à Sessão de Instrução seria inapropriado se escrever aqui um ritual para essa ocasião. Em uma sessão de instrução, prevista no RGF, abre-se a Loja normalmente em sessão ordinária, nela se tratando apenas assuntos relacionados à instrução e à educação maçônica.

Nos rituais revisados do REAA, GOB, edição 2024, o Tempo de Estudos passou de 15 para 30 minutos, podendo ainda, neste período, a critério do Venerável Mestre, ser permitida a informalidade ritualística do giro da palavra, o que facilita o debate.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

GUERRA CIVIL AMERICANA


Esta imagem é uma representação da prisão de Andersonville (Estados Unidos) por John L. Ransom, um ex-prisioneiro.

A prisão de Andersonville existiu durante a Guerra Civil Americana e foi considerada por muitos, como a pior das prisões de ambos os lados da Guerra. Localizava-se na Geórgia. Tinha capacidade para abrigar cerca de 10 mil prisioneiros e era equipado com o mínimo de acomodações. No entanto, depois de um ano de atividade, o lugar abrigava quatro vezes sua capacidade máxima e a condições eram precárias. Faltavam roupas, espaço, e os encarcerados morriam por conta de doenças ou fome.

A prisão ainda contava com seu próprio sistema de justiça, com juiz e júri de presos para manter uma relativa paz no lugar. Os julgamentos aconteciam contra os grupos que atacavam e roubavam os mantimentos dos outros.

Um militar chamado John McElroy, da 16ª Cavalaria de Illinois, foi capturado na época pelas Forças Confederadas e enviado para Andersonville. Ele observou que, no meio de tantos presos, vivendo de forma desumana e precária, os prisioneiros maçons eram os poucos que tomaram a frente para fazer ações humanitárias dentro da prisão.

Os guardas (muitos deles iniciados), forneceriam aos prisioneiros maçons, alimentos e medicamentos extras, que eram imediatamente distribuídos entre os reclusos (maçons ou não) mais debilitados e em situações extremas.

Observando este comportamento, um soldado chamado J. L. Hinley, da Cavalaria de Massachusetts, escreveu depois da guerra: "Eu não fui maçom durante a guerra, mas o que vi ali, promovido pelos maçons, induziu-me a aderir à Ordem e fui iniciado na Maçonaria em 1866".

Este é apenas um de muitos exemplos que a historiografia maçônica nos mostra sobre a fraternidade e caridade entre maçons durante a Guerra Civil Americana. Eles mostram que os laços de fraternidade transcendem a divisão que causou este terrível período da História dos Estados Unidos.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MISSÃO, METAS E RUMOS DAS LOJAS NA ATUALIDADE

Ir∴ Denilson Forato (Londrina-PR)

Muito se discute sobre qual seria o verdadeiro papel da Maçonaria nos dias de hoje. Não mais se admite apenas viver de glórias do passado.

Devemos sim olhar o passado, mas somente para aprendermos com ele e projetarmos um futuro melhor, como disse M.Gandhi. E não para ficarmos nostalgicamente, e apenas, glorificando mártires, fatos e atos pretéritos, em inércia de atuação na Humanidade que tanto necessita de nós, e cada vez mais, pois ainda encontra-se mergulhada na escravidão da ignorância, da corrupção e outros, cujos combates e guerras ainda existem para serem pelos Maçons travados, embora seja sabido que a Maçonaria está longe de dar a última palavra sobre o assunto.

Talvez esteja na prática e no desenvolvimento de um Projeto a verdadeira Motivação, com Claros Objetivos e Orientações que faltam aos IIr.'. que se deixam abater pela "perda de tempo" e reuniões "desmotivadoras" e "sem conteúdo", cujo conceito os leva a deixar a Ordem e o nosso Frat.'.convívio em Irmandade.

Cultura Maçônica é muito importante e deve ser disponibilizada a todos, pelo bem da própria Instituição e de seus Membros. Mas a prática dos nossos desígnios não deve ficar relegada ao distante passado. Podemos não mais viver uma Ditadura no Governo, mas é certo que ainda temos muitos Coronéis e Ditadores, Políticos, Empresários e Patrões, usurpadores do povo, que sugam a Humanidade e a mantém na escravidão, a bem de seus mesquinhos interesses.

E o que nos falta para sermos melhores Maçons? Verdadeiros Líderes? Ou Orientadores mais preparados, bem dispostos e melhor organizados?

Assim, para a necessária Transformação e Evolução da Maçonaria, das Lojas e dos OObr.'., adequando-os às necessidades atuais da Humanidade e os preparando para cumprirem o seu papel, penso que devemos meditar e refletir sobre o assunto, considerando:

Valores = Quem somos?
Visão = Para onde estamos indo?
Missão = Em que negócio estamos?
Diretrizes = Como nos orientamos?
Estratégias = Como faremos e que caminho seguiremos?
Objetivos e Metas = Em que temos que nos concentrar?
Nossos IIr.'. estão preparados? Orientados?
Quantos recebem grau sem ter merecido, ou entendido a sua valia?
Quantos são maçons de uma vez por semana?
Quantos IIr.'. pisam na bola em suas condutas?
Nesse contexto, Caríssimos IIr.'., qual é o Perfil do Novo Maçom e da Maçonaria Atual ???

Sinceramente... Não sei !!! Mais nada!!!!!

Fonte: JBNews - Informativo nº 260 - 15.05.2011

domingo, 26 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

IRMÃO DEPUTADO FILIADO A OUTRA LOJA

Em 20.05.2024, o Respeitável Irmão Antonio Luiz de Souza, Loja Alferes Tiradentes, REAA, GOB-ES, Oriente de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, faz a pergunta seguinte:

IRMÃO FILIADO

Em nossa Loja, temos dois Irmãos filiados, eles assinam o livro como Irmão do quadro, pois são filiados à nossa Loja. Esses Irmãos são Deputados da Poderosa PAEL, por suas respectivas Lojas de Origem. Quando eles vão à nossa Loja eles vão com paramentos maçônicos de Deputado Estadual.

A dúvida: quando os irmãos estiverem em nossa eles devem ir com paramentos maçônicos de Deputados Estadual ou com Avental de Mestre Maçom?

Caso eles compareçam à nossa Loja, a que são filiados, com paramentos maçônicos de Deputado Estadual eles assinam o livro como visitantes ou como irmãos do quadro? para assinar como irmão do quadro devem ir com avental de Mestre Maçom?

Mais uma vez, sou grato pela sua ajuda e atenção meu Ir.:

CONSIDERAÇÕES:

No meu modesto entendimento, um Irmão Deputado eleito por uma determinada Loja, nela deve se apresentar paramentado como Deputado. Assina o livro de presenças da Loja como uma autoridade do Quadro.

Se este Irmão, Deputado pela sua Loja, for filiado a outra Oficina, porém não sendo por ela Deputado, o mesmo deve comparecer à sessão paramentado como Mestre Maçom, ou Mestre Maçom Instalado, se for ocaso. Deve assinar o livro de presença como membro filiado da Loja.

Caso este Irmão Deputado, como tal se apresente paramentado em Loja que ele seja apenas filiado, o mesmo será recebido como um Deputado visitante. Deve assinar o livro de visitantes da Loja.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O ÂNGULO

Além do ponto e da linha reta, que são as expressões mais simples da geometria, segue-se o ângulo, que é a figura geométrica formada por duas linhas que se encontram em uma se suas extremidades.

Maçonicamente, é usado o ângulo reto, representado pelo esquadro, simbolizando a retidão em caminhos diferentes, partindo-se de um mesmo ponto e que jamais se encontrarão porque em segue o universo cósmico e o outro o universo espiritual.

O Ângulo é o símbolo da virtude.

Os Aprendizes e Companheiros o usam em suas machas dentro do Templo.

O ângulo formado pelo compasso apresenta outras características: a possibilidade de as linhas unirem-se, simbolizando a fusão da matéria com o espírito.

Não esqueçamos que nossa trajetória pelo mundo segue dois caminhos: o da materialidade e o da espiritualidade.

Não são caminhos paralelos, mas, de qualquer forma, unido de forma mística. É sempre a dualidade maçônica que todo maçom deve observar.

Ambos os caminhos percorrem linhas retas.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 45.

NÃO SEJA UM MAÇOM...

Hoje dirijo-me a vós com uma mensagem que considero fundamental para todos, especialmente para a nossa grande comunidade maçônica, uma mensagem da maior importância, que considero que viajará até à consciência individual de cada Irmão, para que nisto descubra as razões pelas quais ele não deve ser maçom... e dentro disso, o que significa ser isso em toda a sua expressão.

"Não seja maçom..."

Não seja maçom... se a sua busca dentro desta Ordem é baseada na busca por méritos pessoais. Se a sua intenção é se destacar dos demais, se você anseia ou acredita erroneamente que encontrará reconhecimento e fama em nossa instituição, então você está no caminho errado.

A Maçonaria não é um palco para o egoísmo nem um meio para alcançar a glória individual. Em vez disso, é apresentado como um espaço sagrado onde a humildade, a tolerância e o serviço altruísta são os pilares que sustentam o nosso trabalho.

Não seja maçom... se o seu propósito é aproveitar esta fraternidade para seus próprios interesses. A Maçonaria nos ensina a sermos homens e mulheres de princípios, comprometidos com o bem-estar da nossa comunidade e com o desenvolvimento das nossas virtudes. Se o seu foco estiver no que você pode obter, e não no que você pode oferecer, então você não está pronto para abraçar o verdadeiro espírito maçônico.

A Maçonaria nos convida a usar o martelo com força suficiente para esculpir a pedra bruta, e desta forma, poder construir o imenso edifício que é a humanidade, nunca com a força excessiva que abre caminho sem o uso da inteligência, que só serviria para acabar destruindo o que temosrealizado; A fraternidade em seus ensinamentos sempre nos ensina a unir e não a dividir.

Ser maçom é trabalhar no aprimoramento contínuo de si mesmo e dos outros, é ser um farol de luz nas trevas e um exemplo de integridade e honra para todos. Cada um de nós é responsável por cultivar estas qualidades e virtudes, só assim poderemos honrar os valores que nos foram transmitidos ao longo dos séculos pelos nossos antepassados.

Portanto, meus irmãos, convido vocês a se questionarem:

Quais são suas verdadeiras intenções quando você passa por esta porta?

Se o seu desejo é crescer em sabedoria, construir laços de fraternidade e contribuir para o bem-estar da humanidade, então você tem um lugar na nossa Ordem e para todos eles...... Bem-vindo...!

Mas se você busca glória pessoal e benefício próprio, pare...!!! Peço que reconsidere seu caminho, pois aqui você não o encontrará.

A Maçonaria é uma jornada de autoconhecimento, dedicação e amor ao próximo. Nossas ações devem falar mais alto que nossas palavras, para que no final possamos olhar para trás com orgulho, sabendo que fomos verdadeiros maçons em cada passo que demos ao longo de nossas vidas, para que quando chegar o nosso fim, deixemos este mundo com orgulho e satisfação dever cumprido.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 25 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

TRATAMENTO DA LUZES DA LOJA EM CÂMARA DO MEIO

Em 18.05.2024, o Respeitável Irmão Anderson de Oliveira Filho, Loja Três Poderes, 2305, sem mencionar o Rito, GODF, GOB, Oriente de Brasília, DF, apresenta o que segue:

 O TRATAMENTO DAS LUZES

 Venho mais uma vez, venho consultar o Irmão no sentido de esclarecer, se possível, um questionamento que não soube responder, que é o seguinte:

Por quê da denominação e seu significado de "Respeitab Mestre, VVenerabIIr 1º e 2º Vigilantes e Ven, no Grau de Mestre Maçom?

Antecipadamente agradeço e fico no aguardo!

CONSIDERAÇÕES

Provavelmente essas formas de tratamentos diferenciadas, com caráter superlativo, existem para qualificar o grau de Mestre Maçom (espiritualidade) perante os dois outros graus que o antecedem (materialidade). Nesse sentido, a plenitude maçônica também revela, pelo seu tratamento, um maçom refinado, espiritualmente preparado.

Como na Câmara do Meio todos os Irmãos são Mestres Maçons, visando destacar este caráter de igualdade, todos os Mestres são tratados por Veneráveis Irmãos.

Assim, para diferenciar o tratamento formal das Luzes (eleitas para governar a Loja) dos demais cargos, aplicou-se ao portador do 1º Malhete o título distintivo de Respeitab (termo derivado de respeitável) no sentido de ser muito respeitável, grande e formidável. Nesta mesma conduta, para os VVig deu-se o tratamento de Venerab, (termo derivado de venerável) no sentido de ser extremamente venerável.

Os tratamentos diferenciados para as Luzes da Loja, também têm a função destacar outros cargos dos cargos de portadores de Malhete.

Vale pôr em evidência que antes de 1725, ainda não existia o grau especulativo de Mestre Maçom, senão os cargos de Aprendiz e de Companheiro. 

Como o 3º Grau somente foi oficializado em 1738, o Grau de Companheiro cedeu boa parte da sua liturgia para a construção do Grau de Mestre. 

Com o aparecimento da lenda hirâmica pelo advento do 3º Grau, o personagem lendário principal, Hiran Abif, genericamente já era tratado como RespeitabMestre. Esse fato ajudou a alavancar distinções de tratamento para os integrantes de uma Câmara do Meio.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


EDWARD KENNEDY ELLINGTON (Washington, DC, 1899 - New York, 1974) foi um dos maiores ícones do jazz, deixando um legado musical que atravessa gerações. Pianista, compositor e líder de uma orquestra que levou seu nome, Duke Ellington iniciou sua carreira nos anos 1920, ganhando destaque no Harlem, Nova York, especialmente com apresentações no famoso "Cotton Club". Ao longo de sua vida, escreveu ou colaborou em mais de mil composições, incluindo clássicos como "Caravan", e gravou músicas de seus próprios músicos, eternizando o jazz como arte.

A parceria com Billy Strayhorn foi outro marco em sua trajetória, resultando em composições que expandiram os limites do jazz tradicional. Mesmo após um período de menor destaque, sua apresentação no Newport Jazz Festival em 1956 reavivou sua popularidade, levando sua música aos palcos do mundo. Ellington não apenas redefiniu o jazz, mas também transcendeu gêneros, preferindo chamar seu trabalho de "música americana". Até hoje, é lembrado pelo seu uso inovador da orquestra e pelo impacto cultural incomparável.

Fonte:Facebook_Curiosidades da Maçonaria

HARMONIA E DESARMONIA

Huberto Rohden

A harmonia é bondade e felicidade – a desarmonia é maldade e infelicidade.

A natureza humana participa da mesma bipolaridade que caracteriza todo o cosmos. Não existem círculos monocêntricos no Universo, há tão-somente elipses bicêntricas. Astros e átomos se movem em trajetórias elípticas, bipolares. Esses dois pólos não são contrários um ao outro, mas são complementares. Da síntese das duas antíteses complementares resulta a harmonia cósmica, que os gregos chamavam beleza (kosmos), e os romanos denominavam pureza (mundus).

Da mesma forma, da síntese das duas antíteses complementares do homem, do Eu e do ego, resulta a harmonia, a beleza e a felicidade da vida humana.

O homem é o autor da sua grandeza ou da sua mesquinhez, do seu cosmos ou do seu caos. O livre-arbítrio é uma espada de dois gumes, é o maior privilégio e também o maior perigo do homem; é a chave para o céu ou para o inferno da sua vida.

Do uso ou abuso da sua liberdade tece o homem, dia a dia, a sua felicidade, ou a sua infelicidade.

O livre-arbítrio é o invisível fio de Ariadne, que pode conduzir o homem, são e salvo, através de todos os labirintos da vida terrestre, rumo à sua definitiva libertação, rumo à sua verdadeira auto-realização.

Entre dois mundos, o mundo da luz e o mundo das trevas, oscila a vida humana. Compete ao humano viajor decidir-se livremente por este ou por aquele mundo. Desta decisão depende o seu valor ou o seu desvalor, a sua felicidade ou a sua infelicidade.

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

TRANSFORMAÇÃO DA LOJA PARA AUMENTO DE SALÁRIO

Em 17/05/2024, o Respeitável Irmão Christian Emmanuel Dantas Roque, Loja Libertas Quae Será Tamen, 1180, GOB MINAS, sem mencionar o Oriente, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:
christian.dantass@gmail.com

TRANSFORMAÇÃO DA LOJA PARA AUMENTO DE SALÁRIO

Hoje minha Loja ocorreu o seguinte fato, iria ter uma sabatina de um Companheiro, a mesma iria iniciar no grau de Aprendiz, o Venerável veio falar comigo e perguntei se a votação da aprovação se daria logo em seguida a sabatina, o mesmo me informou que sim, perguntei se seriam duas transformações? Porque vai ter que transformar a Loja em grau de Companheiro para a sabatina do companheiro (no caso retira os Aprendizes e deixa os outros Companheiros) mas se a votação para aprovação seria em seguida teria que retirar os Companheiros e transformar a loja em Mestre para que a votação seja realizada, pois no meu entender se permanecesse em grau de companheiro não se justificaria retirar os companheiros e sendo assim os mesmos poderiam votar para Exaltação o que seria errado, pois só Mestres podem votar para o Companheiro ser exaltado. Bom queria saber se meu pensamento está errado. Desde já agradeço a atenção e parabenizo pelo grande trabalho, aprendi muito com sua entrevista ao canal maçonizando.

 COMENTÁRIOS

Esse excesso de transformação de Loja não ocorreria se a Loja, com a Ordem do Dia organizada pelo Venerável Mestre, fosse aberta já no 2º Grau, não no 1º. Isso certamente economizaria transformação e retorno, e não atropelaria o andamento dos trabalhos

É bom que se diga que os aumentos de salário devem obedecer às regras oriundas do RGF, o qual deve ser consultado em sua Sessão IV, das Colações de Grau, Artigos 36, 37 e seguintes.

Conforme previsto no Diploma Legal, no caso de um candidato à Exaltação, a sabatina e a votação para aumento de salário deverão ocorrer após ter a Comissão de Admissão e Graus da Loja apreciado a Peça de Arquitetura e se posicionado pelo andamento do processo nos trâmites seguintes. 

Assim sendo, depois do parecer da Comissão de Admissão e Graus, o Venerável Mestre, com antecedência deverá marcar a sabatina nos conformes do questionário que foi elaborado pela Loja. Esta sabatina ocorrerá na Ordem do Dia de uma Sessão do 2º Grau. Desta forma, no mesmo dia em que ocorrer a sabatina, também deverá ocorrer a votação para o aumento de salário solicitado pelo 1º Vigilante. O procedimento deverá ocorrer na Ordem do Dia porque a matéria exige votação.

Concluída a sabatina, ainda na Ordem do Dia o Venerável Mestre manda que a Loja seja coberta ao(s) Companheiro(s) e manda, conforme o ritual, fazer a transformação dos trabalhos, do 2º para o 3º Grau. 

Com a Loja transformada em Câmara do Meio, o Respeitab Mestre, mediante parecer do Ven Ir Ord, deverá colocar o aumento de salário em votação na forma de costume. Concluídos estes procedimentos, a Loja será novamente transformada em Loja do 2º Grau e os Companheiros são readmitidos. O Venerável Mestre então comunica ao(s) Companheiro(s) sabatinado(s) a decisão, se for o caso marca a Sessão Magna de Exaltação para uma data apropriada.

Em linhas gerais, é isto que se encontra previsto no RGF.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA NÃO É RELIGIÃO

Jozinaldo Viturino de Freitas*
MM ARLS Vale do Ipojuca nº 45, Sanharó/PE

A Augusta e Respeitável Loja Simbólica Vale do Ipojuca, Sanharó/PE, está construindo um pequeno obelisco maçônico na entrada da cidade, precisamente, na Praça Miguel Arraes. O monumento tem a forma de uma pirâmide de quatro lados possuindo nos lados, em alto relevo, o nome da Loja, o Esquadro e o Compasso, a figura do Aprendiz Maçom e a figura de São João Batista, patrono da Maçonaria. No ápice da pirâmide o Compasso e o Esquadro em metal. O monumento se encontra em fase de acabamento e foi obra de iniciativa do Mestre Maçom José Adilson da Silva (Adilson da Carreta) e a confecção a cargo do Mestre Maçom (grande artista) Elizardo Mendes da Silva (Professor Zaldo). Antes de sua conclusão o símbolo já foi alvo de vândalos, que puseram um cão morto espetado no Esqu adro e Compasso e alguns bilhetes ofensivos a Maçonaria. Quem age dessa maneira desconhece perfeitamente os objetivos da Maçonaria, acreditando que ela seja uma religião do mal. A Maçonaria, na verdade, é uma associação de homens sábios e virtuosos, que se consideram Irmãos entre si, para viverem em perfeita igualdade, unidos por estima, confiança e amizade recíprocas. Os Maçons estão ligados por deveres de fraternidade, para se prestarem mútua assistência. Maçonaria tem por finalidade combater a ignorância, os erros e os preconceitos em todas as modalidades. Possui a Maçonaria um programa de defender as leis, praticar a justiça, amar ao próximo, viver segundo os ditames da honra e trabalhar pela felicidade dos homens. Tem como finalidade o aperfeiçoamento social, moral e intelectual da humanidade, procurando constantemente a verdade, dentro de uma moral inflexível e da prática da solidariedade. A Maçonaria se coloca eqüidistante de todos os credos e partidos políticos, pois não é instituição política e nem religiosa. Segundo o Irmão Maçom Rui Bandeira (disponível em http://www.rlmad.net/arquivoblog/59-a- maconaria/656-maconaria-religiao.html) “A Maçonaria nasce na Europa cristã. É completa e absolutamente teísta e cristã, na sua origem. Perante as lutas, dissensões, querelas, entre católicos e protestantes, fez ressaltar esta simples verdade: uns e outros criam no mesmo Deus, sendo insano matarem-se uns aos outros em nome das suas diferentes formas de se relacionarem com o mesmo Deus. Esta base cristã demorou poucos anos a alargar-se ao judaísmo: também o Deus da religião judaica é o mesmo... E seguidamente a lógica impunha o alargamento ao islamismo: o Deus permanece o mesmo, o nome é que muda, as culturas é que divergem. E, partindo-se de uma base monoteísta, em que existe um único Deus, qualquer que seja a sua designação, racionalmente é indiferente que outras religiões (hinduísmo, po r exemplo) sejam politeístas: para o monoteísta, o politeísmo mais não é do que diferentes manifestações do mesmo e único Deus. Sobre a base teísta, acrescenta-se posteriormente e admite-se também o crente deísta, isto é, aquele que prescinde da intermediação da Revelação, da igreja, do sacerdote, na sua relação com o Divino, aquele que crê poder estabelecer essa relação sem necessidade dessa intermediação. A partir do momento em que a maçonaria se alarga até este ponto, admite no seu seio qualquer crente, qualquer que seja a sua crença individual. Deixa portanto de ser essencial qualquer concepção de Criador, do Divino. Porque reconhecida a liberdade individual de crença, é a crença individual que conta. Uma ponte a todos une: a crença de que somos mais do que mera carne e ossos e sangue e miolos, a crença que somos também, ou quiçá principalmente, espírito, que sobreviverá à extinção da chama da vida na carne, nos ossos, no sangue e nos miolos. O que essencialmente conta é portanto a crença na permanência da dimensão espiritual do Ser, chame-se ela vida para além da vida, reencarnação, ressurreição, nirvana - o que for. Assim a tônica se estende à espiritualidade, inclusiva, por exemplo, dos budistas. A Maçonaria não é uma religião. É um espaço comum de crentes em todas as religiões, organizadas ou individualmente sentidas. É um espaço comum de convívio, de fraternidade e, sobretudo, de instrumento para o aperfeiçoamento de cada um, segundo a sua crença, a sua vontade, o seu caminho. Não prega, não detém, não apregoa, não oferece, qualquer Salvação. A Religião é a ligação entre os homens e o Divino. A Maçonaria Regular limita-se - e muito é! - a buscar a melhoria dos homens que crêem no Divino.”

*Dom Bernardino Marchió Bispo de Caruaru/PE em missa com a participação de Maçons. [Extraída do Grupo MaconariaPesqueirense]

Fonte: JBNews - Informativo nº 260 - 15.05.2011

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

RAMO MAIOR E MENOR DO ESQUADRO

Em 11/01/2024 o Respeitável Irmão Igor Batista, Loja Mestre Antônio Calado, 20, REAA, GOBA (COMAB), Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a seguinte questão:

ESQUADRO

Por vezes, tenho ocupado o cargo ad hoc de M de CCer na minha Loja e até em outras que visito com mais frequência e tem me ocorrido uma dúvida, com relação ao lado em que a parte maior do Esquadro deve ser colocado sobre o Compasso. Em algumas destas Lojas tem-se o hábito do V M solicitar do MCCer o fechamento do L D L para o período de instrução. Quando o esquadro da Loja tem lados de tamanhos iguais não há polêmica. Porém, quando são diferentes, eis a questão... Neste caso, já ouvi de um irmão dos graus superiores do REAA que o lado para o qual a ponta maior do esquadro deve ficar voltado é para a esquerda, ou seja voltado para a Col do Norte, porém, completou o irmão, que a explicação disso é oculta para os graus simbólicos e só é revelado no Grau 19 do REAA. Portanto gostaria de saber se há uma explicação esotérica para esta questão apenas nos graus superiores?

 CONSIDERAÇÕES:

Em primeiro lugar é bom que se diga que o ritual aprovado e vigente na Obediência, mesmo que contraditório, deve ser inquestionavelmente seguido.

Sob essa óptica, meus comentários que se seguem direcionam-se apenas àquilo que é mais racional e provável sobre o assunto no Rito em questão.

Sobre serem os seus ramos, iguais ou desiguais, o Esq, que só se apresenta unido ao Comp sobre o Livro da Lei em Loja, é um objeto emblemático. À vista disso, não é uma ferramenta operativa utilizada no ofício. Como um utensílio emblemático, ele possui ramos exatamente iguais, justamente pela inexistência de um cabo para ser manuseado (ramo menor). Também é dispensável qualquer graduação sobre ele.

Como um objeto componente das Três Grandes Luzes Emblemáticas, este Esqsimboliza a retidão. Esotericamente representa o estado material do ser humano. Nesse sentido, é o ângulo de 90º que o caracteriza que tem um grande significado simbólico na Maçonaria. Ser o seu ramo, maior ou menor, não importa nesta conjuntura. 

Já o Esq utilizado como joia pelo Venerável Mestre, deferente do Emblemático, é um utensílio de trabalho, portanto é operativo. É uma ferramenta haurida dos tempos da Maçonaria de Ofício e, dentre outros, lembra os profissionais da cantaria, nossos antepassados, que o utilizavam para conferir o esquadrejamento das pedras e os cantos das construções. 

Deste modo, este Esq operativo, diferentemente do emblemático, possui ramos desiguais, isto é, um ramo menor que serve como o cabo da ferramenta, e um maior com graduação, próprio para a execução atinentes ao trabalho.

Este Esq profissional, com ramos desiguais, também representa a 47ª Proposição de Euclides (Teorema de Pitágoras), no qual as propriedades de um Triângulo Retângulo eram - e ainda são - amplamente utilizadas na verificação dos cantos das obras e o esquadrejamento de suas paredes.

Vale lembrar que nos tempos operativos da Maçonaria, a pedra angular era colocada no canto nordeste e servia de base (vértice) para os demais cantos levantados na obra. Graças a isto é que no CRAFT o Past-Master tem como sua joia distintiva um elemento, apenso do colar, que simboliza a 47ª proposição de Euclides. 

O Venerável Mestre especulativo, remanescente do Mestre de Obras operativo, usa pendente do seu colar um Esq com ramos desiguais como joia do seu cargo, o que de certa forma rememora a aplicação deste importante utensílio de ofício. No REAA o Ven Mestre usa um Esq operativo de cor dourada.

Feitos estes comentários, reafirma-se que o Esq Emblemático (sobre o Livro da Lei) deve possuir rigorosamente ramos iguais, e o Esq Operativo (joia do Venerável) deve possuir ramos desiguais. Mediante a isso, seria redundante qualquer comentário no sentido de se saber para qual lado este ou aquele ramo deve apontar. Afinal, ambos são iguais.

Não resta dúvida que é possível se encontrar centenas de ilustrações onde o Esq aparece com ramos iguais, e outras com os ramos desiguais. Deste modo, isso não se caracteriza como uma fonte de credibilidade para esta ou aquela opinião. Também, muitos rituais antigos e anacrônicos não servem para estabelecer verdades. Assim, antes é preciso compreender, sem o subterfúgio de fantasias, a verdadeira mensagem que símbolo propõe, tanto no seu conteúdo literal, assim como no sentido figurado. 

Vale lembrar que nesse contexto os  periféricos dos relatados pela história verdadeira devem ser levados em consideração.

Apenas como ilustração, vale mencionar que o GOB revisou recentemente os seus rituais do REAA e neles contemplou a diferença entre os EEsq; o de ramos desiguais (com cabo), como a joia do Ven Mestre, o de ramos iguais (sem cabo), como o Emblemático ou o que se junta ao Comp sobre o Livro da Lei.

No que diz respeito às explicações de que o simbolismo depende de graus superiores, eu prefiro não me manifestar, até porque, no meu entendimento, existem inverdades. Para tal, basta se observar que os graus simbólicos (das Lojas de São João), oriundos de paulatina transição operativo/especulativo, historicamente são anteriores aos graus ditos superiores. 

Do século XVII até o segundo quartel do século XVIII, o simbolismo possuía apenas e tão somente dois graus, o de Aprendiz Admitido e o de Companheiro do Ofício. O Venerável Mestre era um Companheiro Maçom experimentado, então instalado na “Cadeira da Loja”, não obstante o grau especulativo de Mestre Maçom ter sido somente oficializado pela segunda Constituição Inglesa, em 1738. A Maçonaria Simbólica, independente de Corpos Filosóficos e constituída pelos três primeiros graus, simbólicos e universais, dos quais o 3º deles é a plenitude maçônica, nada deve a qualquer grau superior, muito menos se dizer que “explicações para o simbolismo” sobre os ramos de Esq, se encontram nos Graus Filosóficos.

Ainda, antes de finalizar, eu gostaria de lembrar que no simbolismo consagrado do REAA, durante o período do Tempo de Estudos não existe a prática de se fechar o Livro da Lei. Ora, se o período está previsto no Ritual, é porque ele é parte integrante da sua liturgia. Assim, se o Livro da Lei foi aberto no início dos trabalhos, ele apenas será fechado no encerramento dos mesmos. Reitera-se: no REAA não existe suspensão temporária dos trabalhos para se ministrar instruções, assim como também não existem recreações e outros afins desse gênero previstos.

Por fim, ao concluir vale destacar que rituais de muitas Obediências adotam, às vezes, práticas inexistentes em um determinado rito. Operam com a prática do que vulgarmente chamamos de enxerto, o que de fato é lamentável, pois isto descaracteriza a estrutura autêntica de um rito. Mas, mesmo assim, antes de mais nada, é preciso respeitar o ritual vigente, o que não impede, entretanto, que dentro da lei, hajam debates que objetivem as devidas correções.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br