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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 31 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

SEM FORMALIDADES NO TEMPO DE ESTUDO

Em 15/08/2025 o Respeitável Irmão João Marcos Boim de Freitas, Loja Obreiros da Paz, 3850, REAA, GOB MINAS, Oriente de Piraúba, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

SEM FORMALIDADES

Ao participar de uma sessão de uma Loja coirmã, também pertencente ao GOB Minas, após o anúncio do V∴ M∴ e dos VVig∴ que se daria início ao Tempo de Estudos, o V∴ M∴ com um só golpe de malhete comunicou que os trabalhos ficariam suspensos temporariamente. Todos os IIr∴ fizeram um semicírculo no ocidente e todos assentados ouviram o trabalho apresentado na projeção feita pelo Irmão designado para tal, sendo feito sem formalidades, com os IIr∴apresentando suas dúvidas ou esclarecimentos sem formalidades com várias interrupções. Nessa situação tem alguma coisa que não condiz com a nossa ritualística, ou não tem nada em contrário. Terminada a apresentação do Irmão, o V∴ M∴ da mesma forma, com um só golpe de malhete deu por terminado o Tempo de Estudos voltando os trabalhos à normalidade. Desde já agradeço a atenção do Ir∴ e lhe desejo uma ótima tarde e que o GADU nos proteja!

CONSIDERAÇÕES:

Quando o assunto apresentado no Tempo de Estudos de fato merecer debates e arguições, o Venerável Mestre pode, criteriosamente, dispensar as formalidades do giro da palavra durante este período, devendo, no entanto, logo que seja encerrada a apresentação, voltar às formalidades dos trabalhos.

Essa dispensa de formalidades, quando houver necessidade, está inclusive prevista no período do Tempo de Estudos nos Rituais do REAA do GOB em vigência (2024).

O que não é recomendável é tornar essa dispensa em atitude corriqueira, reservando-se assim, com critério, somente às ocasiões em que de fato elas sejam imprescindíveis.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SESSÃO MAGNA PÚBLICA

Em 15.08.2025 o Respeitável Irmão Cássio Aparecido Fedosi, Loja Monteiro Lobato, 3808, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte pergunta:

SESSÃO MAGNA PÚBLICA

Eminente Ir.'. Pedro Juk, bom dia!

Prestes a realizar uma sessão para entrega da Comenda de D. Pedro I a um Irmão do Quadro, venho sanar a seguintes dúvidas:

- A sessão será considerada magna?

- Sendo considerada magna, poderá ser mista, digo, com a liberação da presença de visitantes durante a ordem do dia e posterior retorno à sessão normal?

A segunda pergunta pode parecer estranha, más, recebemos instrução neste sentido de Membro do GOB de nosso Estado.

CONSIDERAÇÕES:

O Regulamento Geral da Federação, no seu Art. 108, § 3º, prevê a realização de Sessões Magnas admitida a presença de não maçons.

Agora, se a sessão para entrega de comenda pode ser magna, entendo que ela deve ser para atender ao título "com a presença de não maçons". Em síntese, pela simples presença de "não maçons" a sessão terá que ser magna.

Por fim, uma sessão será magna ou ordinária da abertura até o encerramento.

Não existe meia sessão magna e meia ordinária em um mesmo curso de trabalho – ou é uma, ou é outra. 

Transformar sessão magna em ordinária, ou vice-versa, não está previsto.

Essa é a minha opinião.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PEDINDO A PALAVRA II

Em 19.08.2025 o Respeitável Irmão Uilque Luis Crispim, Loja Filhos de São João, 89, REAA, GLEB (CMSB), Oriente de Jeremoabo, Estado da Bahia, apresenta o seguinte:

PEDINDO A PALAVRA

Tenho uma dúvida e peço a ajuda do irmão para sanar a mesma.

Essa dúvida já gerou vários debates em nossa loja. Quando se pede a palavra qual o correto: fazer a saudação separadamente para as Luzes ou fazer uma saudação para todos?

Em nossa Loja um irmão mais antigo e experiente, ao interpretar o ritual sobre a saudação que usamos para fazer o uso da palavra, interpretou que a mesma nós estávamos fazendo errado. Argumentando que o ritual manda saudar as luzes uma saudação para cada luz.

Aí na nossa loja estamos fazendo da seguinte forma: uma saudação desfazendo o sinal para cada um separadamente. Exemplo:

Pede a palavra fica de pé e a ordem, Ven Mestre, desfaz o sinal, fica a ordem novamente, Irmão 1° Vigilante, desfaz o sinal, fica a ordem novamente, Irmão 2° Vigilante, desfaz o sinal, fica a ordem novamente, demais irmãos e aguarda o Venerável Mestre autorizar falar a vontade se o mesmo não autorizar, fala a ordem e ao fim da palavra desfaz o sinal e se senta.

Já nas outras Lojas fazem da seguinte forma: O irmão pede a palavra fica a ordem, Venerável Mestre, irmão 1° Vigilante, irmão 2° Vigilante, demais irmãos, fica aguardando a autorização do Venerável Mestre para falar a vontade se o mesmo não autorizar, fala a ordem e ao fim da palavra desfaz o sinal e se senta.

Aguardo resposta.

CONSIDERAÇÕES:

No REAA, a maneira mais consagrada, simples e objetiva de se dirigir à Loja para fazer uso da palavra é primeiro ficar em pé e à Ordem e, sem desfazer o sinal, de maneira protocolar se dirigir objetivamente dizendo: “Ven Mestre, IIr 1º e 2º VVig, Autoridades presentes, demais IIrm”. 

Em prol da fluidez dos trabalhos não é recomendável se ficar nominando uma a uma as autoridades presentes. Basta que em nome de uma Autoridade, as demais se sintam mencionadas.

Vale também ressaltar que isto não é saudação maçônica, portanto o usuário da palavra, ao se dirigir à Loja, deve se manter à Ordem sem repetição do sinal a cada locução.

Concluída a sua fala, imediatamente o usuário da palavra desfaz o Sinal pela forma de costume e volta a se sentar.

É oportuno mencionar que não é de boa geometria o péssimo costume utilizado por alguns Veneráveis que ficam, sem nenhum critério justificável, a todo momento dispensando a composição do sinal pelo usuário da palavra. 

É bom que se diga, principalmente em respeito ao ritual e à liturgia maçônica, que somente em casos que evidenciem necessidade premente é que essa dispensa de sinal deve se concretizar, nunca de modo corriqueiro.

Não obstante a isso, é público e notório que com o desconforto do sinal composto o usuário da palavra acaba economizando pronunciamentos desnecessários e providos de rançoso lirismo, que na maioria das vezes só servem para esgotar a paciência dos demais.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CÔNEGO JANUÁRIO

HONRAS FÚNEBRES MAÇÔNICAS

A ∴L ∴G ∴D ∴G ∴A ∴D ∴U ∴

Honras funerárias maçônicas constituem um dos atos mais solenes e profundos dentro da fraternidade. 

Longe de mistérios ou complexidades, o seu propósito essencial é prestar homenagem à memória do Irmão que partiu, acompanhar sua família e reafirmar os valores que guiaram sua vida.

Para a Maçonaria, a morte não é um fim absoluto, mas o culminar do trabalho humano na Terra. É o momento em que o Irmão deixa para trás as imperfeições do mundo material e passa a descansar na paz do Eterno Oriente. É por isso que as cerimônias fúnebres se concentram na dignidade, respeito, gratidão e reflexão moral.

Nestas honras, os Irmãos expressam seu reconhecimento pela vida do falecido: seu exemplo, suas virtudes, sua dedicação à família, à sociedade e ao ideal maçônico de aperfeiçoamento interior. Da mesma forma, a família recebe o carinho fraternal e o apoio sincero da Sociedade, que acompanha no luto com palavras de conforto e solidariedade.

Sem oferecer detalhes reservados, pode-se dizer que é um ato carregado de simbolismo moral: recorda ao homem a fragilidade da existência, a importância de viver com retidão e o dever de construir um legado digno. Também reafirma o laço indestrutível que une os Irmãos, mesmo além da vida.

As honras funerárias maçônicas são, essencialmente, um tributo ao dever cumprido, um canto à honra e à virtude e um lembrete de que cada ser humano deixa uma marca que transcende o tempo.

Onde um maçom semeou luz, essa luz continua iluminando, mesmo após sua partida.

Fonte: Facebook_Hijos de Cuba

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

HIRAM - MESTRE SEM CARGO

Em 15.08.2025 o Respeitável Irmão Tadeu Antonio Cherubini, Loja Caio Paisani, 3826, REAA, GOB-SC, Oriente de Tangará, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

HIRAM

Numa Sessão Magna de exaltação, quanto a encenação teatral da Lenda Hirâmica, na preparação do cenário da sep∴, temos a orientação do ritual: “diz que no centro do ocidente, num tabl∴ deve deitar-se o M∴ M∴ mais recente da Loja”. Caso este Mestre mais recente seja membro da administração e oficial da Loja, exercendo o cargo de “Orador”. Por ocasião da realização desta sessão Magna de Exaltação, ele poderá deixar o seu cargo de Orador e colocar-se no tabl∴ simulando o fér∴? Caso positivo, é necessário ou obrigatório outro irmão ocupar este cargo que ficaria momentaneamente vago?

CONSIDERAÇÕES:


Não, se ele estiver ocupando um cargo, deve permanecer no mesmo, sem substituições. Nesse caso, escolhe-se outro Mestre Maçom presente que não esteja no exercício de nenhum ofício, sendo possível, dentre os sem cargo, o mais novo em atividade no Grau.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

POSIÇÃO DAS COLUNETAS - EM PÉ OU DEITADA

Em 15.08.2025 o Respeitável Irmão Carlos Daniel Morais, Loja Mestre Mathes Coutinho, 57, REAA, GLMCE (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado do Ceará, solicita esclarecimentos:

COLUNETAS

Em meus estudos, recebi de meu padrinho o link para seu Blog pois eu tinha minhas dúvidas sobre as Colunetas. Me surpreendi com o material, muito rico e esclarecedor, mas ainda fiquei com algumas dúvidas sobre o assunto e espero que você possa me ajudar.

A primeira dúvida (não é bem uma dúvida) é sobre o ritual original do REAA, que não tem o "Painel Alegórico", imaginei que este ritual seja rico de originalidade e queria ter acesso a algum material que fale sobre ele, sobre como ele é.

Por segundo, queria entender melhor sobre o motivo das colunetas da força e da beleza ter momentos para ficar abaixadas e levantadas, já procurei o motivo em artigos e livros, mas não encontrei a realidade sobre isso.

CONSIDERAÇÕES:

No contexto da história autêntica é preciso estudar a evolução dos rituais para o simbolismo do REAA na França a partir de 1804 e as respectivas Lojas Capitulares, então criadas pelo Grande Oriente da França, hoje extintas, mas que deixaram profundas marcas no simbolismo do REAA.

Também é necessário perscrutar, o Guia dos Maçons Escoceses de 1821/22, a revelação As Três Pancadas Distintas, o Regulador do Maçom de 1801 do Grande Oriente da França e as contribuições deixadas pela Loja Geral Escocesa, em criada para gerenciar o projeto do primeiro ritual.

Como se pode observar, essa não é uma tarefa fácil, pois é preciso montar uma boa grade de pesquisa, a despeito de que nem tudo está claramente exposto nos elementos primários.

Em se tratando do simbolismo do REAA, seus rituais foram se consolidando ao longo do século XIX e início do XX. Muitos dos fatos que compõem esta história não estão claramente visíveis, pura e simplesmente. É preciso juntar as peças desse mosaico, sobretudo pela característica velada, comum ao trato de assuntos maçônicos de então. É certo que boa parte dessa matéria ainda está por ser descoberta e apurada.

Sobre o ritual para o REAA no Brasil, criado por Mário Marinho Béhring em 1928 para as suas recém criadas Grandes Lojas Estaduais Brasileiras, em que pese nele felizmente estarem abominadas as influências capitulares, ainda assim há muitas controvérsias em relação à ritualística primitiva do REAA, já que Béhring lamentavelmente inseriu neste ritual muitas práticas estranhas ao escocesismo e comuns ao Rito de York Americano (influência inglesa), onde ele na época procurou reconhecimento para as suas Grandes Lojas.

Nesse contexto, dentre outros, encontra-se o tal do Painel Alegórico, um elemento enxertado retirado das Tábuas de Delinear inglesas para serem indevidamente inseridos no Ritual de 1928 do REAA para as Grandes Lojas brasileiras.

Na verdade, em relação ao painel, o REAA possui apenas e tão somente um painel, o “Painel do Grau”, que fica situado no centro do Ocidente sobre o Pavimento Mosaico.

O título “alegórico”, dado ao outro painel, então enxertado no REAA, foi uma adequação capenga para nominar um elemento alienígena copiado do Rito de York. Desafortunadamente, isso fez com que aparecessem dois painéis ao em vez de um, o que acabou resultando em uma miscelânea de símbolos, muitos deles completamente estranhos ao REAA (um rito latino) e comuns à Tábua de Delinear (Tracing Board), nome dado ao Painel do Grau no sistema anglo-saxônico de Maçonaria. Essa é a confusão gerada pela aparição indevida de dois painéis, um francês e outro inglês, no REAA de Mário Béhring.

No caso das colunetas (enxerto também retirado do Rito de York), em se tratando do REAA elas simplesmente não existem, com isso não há o que comentar. Já no Rito de York, onde de fato essas colunetas existem, ambas representam, conforme a disposição de cada uma (em pé ou deitada), a Loja em atividade, em recreação (descanso), ou mesmo fechada. .

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A IMPORTÂNCIA DE LER NA VIDA DO MAÇOM

Para o Maçom, ler não é um simples ato intelectual: é um trabalho de aperfeiçoamento interior. Cada livro, cada estudo e cada palavra refletida tornam-se ferramentas simbólicas que ajudam a enriquecer o nosso intelecto e a edificar o Templo Interior.

A leitura abre para o Iniciado um universo de luzes onde razão, virtude e discernimento se entrelaçam. Ela nos permite distinguir entre sombra e clareza, compreender a linguagem dos símbolos e elevar nosso pensamento para planos mais altos de compreensão.

Quem lê trabalha em si mesmo.

Quem lê, sobe.

Quem lê, torna-se um operário mais consciente ao serviço do Grande Arquiteto do Universo.

Através da leitura, o Maçom aprende a exercer a tolerância, a honrar a verdade, a defender a liberdade e a cultivar a fraternidade. Livros se tornam colunas que sustentam seu caráter e luzes que iluminam sua passagem pelo Workshop e pela vida profana.

Ler não é uma obrigação: é um dever maçônico, um ato de disciplina e um compromisso com a sabedoria que herdamos daqueles que andaram antes de nós.

Na leitura encontramos luz, e na luz encontramos progresso moral, espiritual e humano.

Fonte: Facebook_R∴ L∴ Hijos de Cuba

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ORIENTE DA LOJA E O HINO NACIONAL

Em 13.08.2025 o Respeitável Irmão Edson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

ORIENTE E O HINO NACIONAL

Em uma das nossas sessões, um irmão fez a seguinte pergunta:

1º) Quem pode me esclarecer por que o Aprendiz e o Companheiro não podem subir ao Oriente em Loja aberta?

2⁰) No REAA quando cantamos o Hino Nacional, têm que ser por inteiro ou podemos suprimir alguma estrofe?

CONSIDERAÇÕES:

Aprendizes e Companheiros, salvo nas passagens ritualísticas específicas previstas nos rituais durante a Iniciação e Elevação, por uma questão iniciática não podem ingressar no Oriente. O Oriente (mundo espiritual) é reservado apenas aos Mestres, já que os mesmos concluíram a jornada iniciática do simbolismo quando passaram pela cerimônia de Exaltação. Aprendizes e Companheiros somente podem perambular pelo Ocidente (mundo material).

O indicativo para tudo isso está nas Colunas Zodiacais fixadas nas paredes Norte e Sul do Templo. Estas Colunas indicam o caminho iniciático do maçom. Aprendizes, no Ocidente, sentam junto à parede Norte e os Companheiros, no Ocidente, ao Sul.

Em resumo, para se ingressar no Oriente em Loja aberta é preciso que o Maçom tenha antes passado pela cerimônia esotérica de Exaltação, onde ele, simbolicamente, ressuscitou para a Luz (Oriente).

A vida do iniciado no REAA corresponde à alegoria da Natureza e o movimento anual aparente do Sol, portanto é preciso primeiro nascer, depois crescer e produzir, para finalmente morrer e definitivamente renascer no lugar da Luz, que é o Oriente.

Nesse contexto, vale observar que não existem Colunas Zodiacais no Oriente. Para melhores informações a respeito sugere-se pesquisa em http://pedro-juk.blogspot.com.br .

Em relação ao Hino Nacional, o costume consagrado é o seu canto por inteiro, ou seja, suas duas estrofes. Quando orquestrado, permite-se a execução apenas da primeira estrofe.

Conforme o Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para a Bandeira, apenas o Hino à Bandeira é que é cantado a primeira e última estrofes (Art. 8º do Decreto mencionado).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COLUNA DE HARMONIA E O LIVRO DA LEI

Em 13/08/2025 o Respeitável Irmão Presley Franc Tolentino Marra, Loja Renovação e Sabedoria, REAA, GOB MINAS, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

HARMONIA E O LIVRO DA LEI

Gostaria de saber se na entrada ou saída da Loja com Livro da Lei fechado se pode passar música com voz?

CONSIDERAÇÕES:


O Livro da Lei nada tem a ver com a Coluna de Harmonia. Assim, quando o titular da Harmonia executar música em momentos apropriados, tanto isso pode acontecer com o Livro da Lei aberto ou fechado. Por exemplo, nada impede que o Mestre de Harmonia execute música na entrada do cortejo, assim como na retirada dos Irmãos do Templo, após o encerramento.

A música tanto pode ser cantada (vocal), como instrumental. Não há regra para esse mister.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A IMUTABILIDADE DOS LANDMARKS

Dentro das jurisdições maçônicas em todo o mundo, os 25 Landmarks de Albert G. Mackey são reverenciados como princípios imutáveis, com a vigésima quinta regra determinando que os outros 24 Landmarks sejam inalteráveis. No entanto, o décimo oitavo Landmark, que proíbe a iniciação de mulheres, escravos e deficientes físicos, tem sido objeto de muita discussão.

Enquanto a iniciação feminina é proibida na Maçonaria regular de acordo com os Oito Pontos de Regularidade da Grande Loja Unida da Inglaterra, as restrições em relação aos escravos e deficientes físicos estão cada vez mais deslocadas da realidade moderna. Embora Mackey tenha sido contra a iniciação de deficientes físicos, argumentando pela "Doutrina do Homem Perfeito", que excluía aqueles com deficiências, muitas Grandes Lojas ao redor do mundo estão desafiando essas normas.

Por exemplo, a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja do Maine e a Grande Loja Regular da Bélgica não impõem restrições à iniciação de profanos com deficiências físicas. Elas reconhecem que a Maçonaria deve ser acessível a todos, desde que os candidatos possam participar das reuniões e atendam aos critérios básicos de admissão.

Essa mudança de mentalidade é evidente em declarações de várias Grandes Lojas. Além disso, a Grande Loja Unida da Inglaterra confirma que não há restrições para candidatos cegos ou em cadeiras de rodas.

É importante destacar que a inclusão não se limita apenas à admissão, mas também à adaptação dos rituais para acomodar todos os membros. Algumas Grandes Lojas fornecem rituais em Braille e até mesmo estabelecem Lojas destinadas principalmente a pessoas com deficiências.

Esses exemplos mostram que a Maçonaria está evoluindo para se tornar mais inclusiva e acessível, reconhecendo que a diversidade fortalece a Fraternidade Maçônica.

Na imagem em destaque, a Iniciação de um Jason Payne, na Loja Coningsby (em janeiro/2020, Herefordshire, Inglaterra), em que o Venerável Mestre (Andy Bailey) e o Diácono (Júnior Basil Clemente), ambos cegos, realizaram uma sessão de Iniciação brilhante.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

AS CINCO LIÇÕES DE VIDA

Ir∴ João Ivo Girardi da Loja Obreiros de Salomão nr. 39 (Blumenau)

Verdades:
Do Complemento I à 1º Instrução de Aprendiz-Maçom GLSC:

Não espere que o procurem para agir fraternalmente, amparando os fracos e confortando os tristes. Nem pense que você está dando mais do que recebe: quem consola um coração triste, na realidade recebe muito mais do que dá. - Quantos mudos dariam uma fortuna para poderem falar como você! Quantos paralíticos suspiram pelos passos que você pode dar! Quantos milionários lhe entregariam suas riquezas para terem um décimo da fé que você tem! Distribua os bens que Deus lhe concedeu em gestos de bondade e palavras de carinho.

Plante sementes de bondade e de amor, mas não se preocupe com os resultados futuros. 

Quando você encontrar trevas diante de si, não esbraveje contra elas: ao contrário procure acender uma luz. Nada melhor existe para ajudar aos outros do que mantermos nossa luz acesa.

Não creia que encontrará a perfeição naqueles que o rodeiam. A sublimidade é difícil. Não despreze quem erra: procure erguê-lo, exaltando aquelas qualidades que todos têm dentro si, de modo que ela possa vencer e subir.

Derrame raios de sol de alegria em torno de si. Desta maneira, formará um círculo de pessoas que sentirão o prazer em estar a seu lado. - O amor é uma doação, e não uma exigência. Quem realmente ama, dá tudo e nada pede. - Dê a mão a cada criatura que se lhe aproxima, diga sempre uma palavra de conforto e carinho, tenha para todos um sorriso
de bondade, e a verdadeira felicidade passará a constituir seu clima permanente de vida.

Desperte para as verdades superiores. Não se iluda com as conquistas fáceis, com os prazeres transitórios, com as sensações efêmeras. Só o amor constrói para a Eternidade. - Enquanto você espera pelo Céu, não se esqueça de que a terra está esperando por você.

A vida é um canto de Beleza! Os homens complicam a vida e dificultam a existência porque se acreditam diferentes uns dos outros. –

Seja você na Terra a pequenina chama que ilumina as trevas em que jazem milhares de criaturas! Seja você a água benéfica que dessedenta todo aquele que atravessam o deserto da existência, sequiosos de carinho e amor. - Mergulhe em seu íntimo e ouça a voz de sua consciência, que é a voz silenciosa de Deus falando dentro de você mesmo. - Facilite o máximo a estrada que uma criança vai percorrer e semeie de flores o caminho que ela irá palmilhar. - Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos. Quem é humilde, em geral, não sabe que o é. Mas quem não é humilde é que pensa que é. - Não queira exigir dos outros aquilo que nem sempre você mesmo consegue fazer.

Etapa Final:

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. 

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário- geral do coral. Lembrei-me agora que Mário de Andrade afirmou: as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou- se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, que sejam fraternos no fundo do coração. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena. E, para mim, basta o essencial! (Carlos Drummond de Andrade).

Minha Crença:

Creio que o belo do mundo é governado por um espírito sábio e altaneiro, porém nunca compreendido. Creio que lhe devemos devoção, mas não sei como devemos venerá-lo condignamente. Não creio que a cega Fé nos dogmas seja digna desse Ser Supremo, já que nos criou do pó, eivados de equívocos e erros.

Não creio que perante esse espírito dos mundos os que confessam o Talmude e o Alcorão tenham menos valor que os Cristãos. São diferentes, sim, mas também o veneram.

Quando nos falam de heresia, não creio que só a fé cristã nos dê a bem- aventurança e que devam ser condenados os que pensam diferente.

Isso o Mestre nunca ensinou, ele que selou seus ensinamentos com a morte. Isso jamais discípulo seu ouviu de sua boca. Ele ensinava a piedade, a brandura e a tolerância. Seus ensinamentos jamais mencionaram a perseguição.

Ensinava amar o próximo sem distinção, perdoava o fraco e até o inimigo.

Creio na ressurreição da Alma e que quando dermos o último suspiro, nos reencontraremos no além, purificados. Creio e espero que assim seja - mas não tenho certeza. Lá, creio poderei saciar a ansiedade que aqui me atormenta e me consome o coração.

E a minha Alma reconhecerá a verdade que aqui é tão velada. Apesar dos que duvidam, creio sinceramente que para a vida terrena o Senhor nos deu dois belos bens: um é o coração, o outro a razão.

A razão me faz examinar e decidir sobre meus deveres e direitos. O coração bate com fervor diante das alegrias do meu irmão e mais ainda quando sofre.

Quero aplicar com grande empenho meus direitos e meus deveres, amar fraternalmente a todos os homens, quer estejam no Jordão, no Hudson ou ás margens do Ganges.

Mitigar-lhes a dor e aumentar seu bem estar, que seja esta a minha mais sagrada missão. É através das minhas ações que creio poder venerar condignamente o nobre espírito que a mim e a eles criou.

E, se algum dia eu ressurgir das profundezas da sepultura, para ser julgado por meu Criador, creio que Ele examinará as minhas Ações e nunca a minha Crença. (Ignaz H. Von Wellenberg - 1774-1860).

Dois dias de Ouro:

Há Dois Dias de Ouro na semana com os quais e sobre os quais nunca deveríamos nos preocupar.

Dois dias livres de preocupação e apreensão. Um deles é Ontem.

Ontem, com seus cuidados e aflições, e todas as suas dores, todas as suas imperfeições, seus enganos e erros - e suas alegrias, também - passou para sempre além de nossas lembranças. Não podemos desfazer uma ação por nós realizada.

Não podemos conseguir de volta uma palavra dita. Não podemos fazer nada com o Ontem. Ele foi nosso; ele é de Deus.

Outro dia com que não temos que nos preocupar é o Amanhã.

Amanhã com todas as adversidades possíveis, suas cargas, seus perigos, suas falhas e enganos, e suas alegrias também, está longe do nosso domínio quanto nosso irmão morto, Ontem. É um dia de Deus.

O Sol nasce em seu rosado esplendor, ou atrás de úmidas nuvens, mas nascerá - até o Final dos Tempos.

Sobrou para nós então um dia da semana - Hoje!

Qualquer homem pode lutar a batalha do Hoje. Qualquer mulher pode carregar a carga de um dia apenas.

Qualquer homem ou mulher pode resistir a tentação do Hoje. Não é a experiência do Hoje que leva o homem a loucura. É o remorso de alguma coisa que aconteceu Ontem e o medo do que o Amanhã poderá revelar. Estes são dias de Deus.

Deixe-os para Ele, e com Fé de criança na Sua Providência e Bondade, coloquemos nossa confiança e coragem em Suas Mãos sabendo que Ele fará todas as coisas bem. (Wayne Fisher - Alberta, Canadá).

O Canteiro:

Era uma vez um Canteiro. Todo o dia ele subia as montanhas para cortar pedras. E, enquanto trabalhava, cantava, pois embora fosse pobre, não desejava nada além daquilo que possuía, por isso não tinha uma preocupação sequer.

Um dia foi chamado para trabalhar numa mansão de um nobre. Quando viu a magnífica mansão, sentiu a dor do desejo, pela primeira vez na vida, e disse com um suspiro:

Ah, seu eu fosse rico! Então não teria de ganhar a vida com suor e fadiga, como agora. Imaginem seu espanto quando ouviu uma voz dizer:

Seu desejo foi concedido. Daqui para frente tudo o que desejar lhe será dado, ele não sabia o queriam dizer essas palavras, até que voltou para a sua choupana, aquela noite e, em seu lugar, encontrou uma mansão tão magnífica quanto aquela onde estivera trabalhando.

Assim o Canteiro desistiu de cortar pedras e começou a gozar a vida dos ricos. Certo dia, quando a tarde estava quente e úmida, aconteceu olhar pela janela e ver o rei passar com um grande número de nobres e escravos.

Ele pensou: - Como eu gostaria de ser um rei, sentado no fresco da carruagem real! Seu desejo foi prontamente atendido e ele se viu reclinado no conforto da carruagem real. Mas a carruagem revelou-se mais quente do que ele esperava. Olhou pela janela e começou a maravilhar-se com o poder do sol, cujo calor penetrava até nas grossas paredes da carruagem. - Gostaria de ser o sol - disse para si mesmo.

Mais uma vez, seu desejo foi concedido e ele se viu enviando ondas de calor para o universo. Durante algum tempo, tudo correu bem. Então, em um dia chuvoso, ele tentou abrir o caminho através de uma grossa nuvem e não conseguiu. Então foi transformado em uma nuvem e gloriou-se de seu poder de manter o sol afastado - até que se transformou em chuva e descobriu, contrariado, uma enorme pedra que bloqueava o caminho e foi obrigado a fluir em volta dela. - O quê? - gritou - Uma simples pedra mais poderosa que eu? Bem, então desejo ser uma pedra. Assim, lá estava ele, altaneiro no cimo da montanha. Mal teve tempo de alegrar por seu belo aspecto, entretanto, quando ouviu estranhos sons de martelo vindo de seus pés.

Olhou para baixo e, para a sua consternação, viu um diminuto ser humano, ocupado em cortar pedras de seus pés. - O quê? - gritou

Uma criatura insignificante é mais poderosa do que uma imponente pedra como eu? Quero ser um homem!

E assim descobriu que era outra vez um canteiro, subindo a montanha para cortar pedras, ganhando a vida com suor e fadiga, mas com uma canção no coração, porque estava contente de ser o que era e de viver com o que tinha. Nada é tão bom quanto parece antes de o conseguirmos. (Autor desconhecido).

Fonte: JBNews - Informativo nº 295 - 18.06.2011

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

COBRIDORES E AS ESPADAS

Em 13/08/2025 o Respeitável Irmão Joyter Cesar Costa, Loja Acácia da Canastra, 3217, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Roque de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

USO DE ESPADA PELOS COBRIDORES

Meu irmão, surgiu mais uma dúvida durante nossas reuniões:

Enquanto que, os Cobridores estejam em sua função, ou seja, abrindo as portas do Templo, ou checando a cobertura do Templo, é obrigatório o uso das espadas, nisso temos um consenso.

Agora, em situações, que o Venerável Mestre peça para os irmãos ficarem à Ordem, os Cobridores ficam à Ordem com espada na mão, ou do jeito normal igual todos os irmãos?

CONSIDERAÇÕES:


Não estando os titulares cumprindo missão inerente aos seus ofícios, os Cobridores devem manter a sua espada no dispositivo anelar preso à faixa de Mestre, ou naquele fixado atrás do espaldar dos seus respectivos assentos.

Assim, sem estarem no exercício da sua missão, ambos ficam à Ordem como os demais, ou seja, com a(s) mão(s) desocupada(s) compõem o Sinal com a(s) mão(s).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SINAL PEN. DE COMPANHEIRO MAÇOM

Em 12/08/2025 o Respeitável Irmão Mario Francisco Guimarães Alves, sem mencionar o nome da Loja, Grande Secretário de Orientação Ritualística do Grande Oriente da Bahia, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a questão seguinte:

SINAL DE COMPANHEIRO

Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que faz esclarecendo diversos fatos na maçonaria brasileira e no mundo. Segundo gostaria, se possível, de tentar esclarecer um fato contigo.

No seu artigo intitulado "REAA - ALTAR DOS JURAMENTOS. AO CENTRO OU NO ORIENTE? de 30/08/2019 você diz que Mario Bering importou para o REAA diversos costumes das Lojas Azuis norte-americanas. Você até cita alguns costumes. Dentre esses costumes está, também, a m∴ e∴ lev∴ e esp∴ na a∴ do o∴, contrapondo a m∴ d∴ em g∴ no cor∴ no sinal de ordem do segundo grau do REAA? Há algumas potências utilizando essa m∴ e∴ ab∴ e só usando o sinal da mão direita.

CONSIDERAÇÕES:

Essa m∴ e∴ lev∴ no 2º Grau do REAA não se deve a nenhum enxerto trazido por Mário Béhring. De fato, nesse caso não foi ele quem trouxe esta anomalia para o REAA – faça-se justiça.

Na realidade, o uso da m∴ e∴ no sinal do 2º Grau é costume natural da Maçonaria Anglo-saxônica, onde, no CRAFT, o gestual com a m∴ e∴. é original por ser um gesto de preparação para outro sinal que virá a seguir, no 3º Grau.

Sendo assim, o também uso da m∴ e∴ lev∴ existe, porém na vertente inglesa de Maçonaria, o que não é o caso do REAA, que é um rito latino, originário da França.

Os ritos franceses, dos quais também é no REAA, caracterizam-se por não usar a m∴ e∴ no sin∴ do no 2º Grau, ficando a mesma simplesmente caída ao pelo lado esquerdo do corpo. No caso, o sin∴ é feito somente a m∴ dir∴, seguindo a regra de que os ssin∴ ppen∴ são feitos apenas com a m∴ d∴.

Segundo autores consagrados, o equívoco do uso da m∴ e∴, em ritos de origem francesa se deve a Joseph Paul Oswald Wirth, um ocultista e escritor suíço que estudou esoterismo e simbolismo com Stanislas Guaita. Oswald Wirth nasceu em 1860 em Brienz na Suíça e faleceu em 1943.

Como significado, a m∴ e∴ elevada se refere a uma passagem bíblica, Êxodo 17:11-13: "Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam".

Ressalte-se o teísmo marcante exarado pelo texto e bem apropriado para osworkings do CRAFT (Maçonaria inglesa), diferente dos ritos franceses, que possuem cunho deísta, e até mesmo agnóstico, como é o caso do Rito Moderno.

À vista disso, Wirth, nas suas convicções ocultistas, viu na m∴ e∴ e br∴ esq∴erguidos um apelo às forças astrais. Lamentavelmente conceitos como este acabariam influenciando alguns ritos franceses, dos quais essa equivocada prática de se usar a m∴ e∴ no Sinal do 2º Grau.

Reitera-se, genuinamente os ritos franceses adotam apenas a m∴ d∴ para fazer o Sin∴ Pen∴, contudo o ocultismo de Oswald Wirth acabou se contrapondo e contaminando alguns rituais, os quais resistem até hoje.

Explicações e argumentos a parte, vale ressaltar que é preciso irremediavelmente seguir o que estiver previsto no ritual vigente.

Este foi só um resumo da história do uso da m∴ e∴ no Grau de Comp∴ Maçom.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 131 - OFICINA

OFICINA é o termo genérico que serve para designar todo e qualquer agrupamento maçônico: Loja, Capítulo, Conselho Filosófico, etc. Na linguagem corrente, todavia, a palavra tornou-se mais ou menos sinônimo da palavra “LOJA”.

Segundo Mestre Jules Boucher: “...foram assim designadas como lembrança das associações dos primeiros Maçons operativos, pois era nesse local que se reuniam aqueles que tinham “ofício””. 

Consultando, agora, Mestre Nicola Aslan, no Grande Dicionário Maçônico, temos:

“As Oficinas tomam várias denominações, de acordo com os graus que conferem aos seus membros. Assim, por exemplo, no R.E.A.A. que é o mais difundido no Brasil:

  • As Lojas Simbólicas que conferem os graus 1 a 3
  • As Lojas de Perfeição que conferem os graus 4 a 14
  • Os Capítulos que conferem os graus 15 a 18
  • Os Conselhos Kadosh que conferem os graus 19 a 30
  • Os Consistórios que conferem os graus 31 a 32
  • Os Supremos Conselhos que conferem o grau 33”
O Grau 01 consiste na grande “Iniciação” maçônica. Os Graus 02 e 03 conferem a plenitude Maçônica ao Iniciado.

Nos Altos Graus, do 04 ao 30, levam o Mestre Maçom para obtenção dos conhecimentos universais. Os graus 31, 32 e 33 são meramente administrativos (N. Aslan).

M∴IAlfério Di Giaimo Neto
CIM 196017
Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

RELIGIÃO EM UM TEMPLO MAÇÔNICO

Religião em um Templo Maçônico: Uma Explicação clara para pessoas NÃO INICIADAS em nossa Ordem.

Quando um visitante não iniciado entra em um templo maçônico pela primeira vez, muitas vezes fica surpreso ao não encontrar nenhum símbolo de uma religião específica. E ainda assim, descobre uma atmosfera profundamente espiritual, solene e respeitosa. Isso pode levantar questões naturais:

A Maçonaria é uma religião?

Por que se fala do Grande Arquiteto do Universo?

Qual o papel da fé na Loja?

A resposta começa com uma distinção fundamental:

A Maçonaria não é uma religião, mas reconhece a dimensão espiritual do ser humano.

O maçom não entra no Templo para professar um credo, mas para aperfeiçoar seu caráter, sua conduta e seu senso moral. Ali não se prega nenhuma doutrina religiosa, nem se exigem crenças dogmáticas, nem se impõem interpretações teológicas.

A Ordem estabelece apenas um princípio básico:

Todo Maçom deve acreditar em um Ser Supremo, a quem chamamos de Grande Arquiteto do Universo.

Este nome não descreve uma religião, mas um conceito que permite a cada homem manter a sua fé, seja ela qual for, sem contradição ou conflito. Um cristão, um judeu, um muçulmano, um budista ou um deísta podem trabalhar juntos na Loja, porque a Maçonaria não procura definir Deus, mas respeitar a forma como cada um O concebe.

Nenhum sacramento, rito religioso ou culto particular é praticado dentro do Templo Maçônico.

O que se pratica é o respeito por todas as crenças, desde que promovam a dignidade humana, a ética e a tolerância.

A Bíblia, o Alcorão, a Torá ou qualquer outro Livro Sagrado podem ocupar o Altar dos Juramentos, porque a Maçonaria honra o valor espiritual que estas obras representam para os homens justos.

A Loja torna-se assim um espaço onde o religioso transcende em direção ao universal.

O Templo ensina que a espiritualidade não é exclusiva da Igreja, mas sim uma qualidade interior, uma luz com a qual cada homem ilumina o seu caminho. Ali se incentiva a reflexão, a virtude, a fraternidade e a busca constante pela verdade, sem impor caminhos ou negar a fé dos outros.

Para o maçom, a religião pertence à consciência individual; Maçonaria, para a construção coletiva do caráter humano.

Um não substitui o outro: eles se complementam.

Portanto, num Templo Maçônico o silêncio é reverente, a palavra é medida e a Luz é entendida como símbolo universal de sabedoria e elevação espiritual. Ninguém é solicitado a mudar de fé; O que se pede é que você viva isso com coerência, com respeito e com nobreza.

Resumindo:

• A Maçonaria não é uma religião.
• Respeite todas as religiões que promovem o bem.
• Requer crença num Ser Supremo, sem definir a sua natureza.
• Promove a espiritualidade livre, consciente e tolerante.

Este equilíbrio permite que homens de diferentes religiões trabalhem juntos em harmonia, lembrando que as diferenças de fé não devem dividir aqueles que partilham os mesmos valores: justiça, verdade, fraternidade e o desejo de se elevarem acima de si mesmos.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

MESTRE RECÉM EXALTADO

Em 11/08/2025 o Respeitável Irmão Eduardo Pereira da Silva, Loja Manoel Soares Leães, 3588, REAA, GOB-RS, Oriente de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

RECÉM EXALTADO

Uma dúvida, um membro exaltado a mestre pode visitar e participar em outra loja (na mesma semana da sessão de exaltação) de sessão magna que transforma para mestre, sem antes ter seu cadastro no GOB formalizado com aumento de salário?

CONSIDERAÇÕES:

 
Sim, pode, a despeito de que ele prestou seu juramento como Mestre Maçom e foi consagrado como tal em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, onde ratificou seu juramento e foi investido como Mestre Maçom pelo Respeitab∴Mestre.

Sob o ponto de vista legal, ele assinou o Livro de Presenças da sua Loja como Mestre Maçom, portanto é perfeitamente exequível que ele, como Mestre, visite outra Loja regular logo após ter sido exaltado e adquirido a plenitude dos direitos maçônicos.

A publicação em boletim oficial é um procedimento administrativo.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmil.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SUBSTITUTO III

Em 07.08.2025 o Respeitável Irão Kleber Campos Machado, Loja Luz do Cosmos, 2506, REAA, GOB-RJ, Oriente de Campo Grande, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:

SUBSTITUTO

Gostaria que o irmão me tirasse uma dúvida se possível.

Sabemos que na ausência do Venerável o irmão Primeiro Vigilante é o substituto legal na direção dos trabalhos.

Num caso hipotético da ausência do Venerável e também do Primeiro Vigilante quem deveria dirigir os trabalhos? O Segundo Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

 

Conforme prescreve o RGF, o 2º Vigilante é substituto legal do 1º Vigilante, não do Venerável Mestre.

Em assim sendo, no caso da sua questão, o Mestre Instalado mais recente da Loja preenche o cargo de Venerável Mestre, o 2º Vigilante o cargo de 1º Vigilante e, conforme menciona o ritual de Aprendiz do REAA vigente, o 2º Experto preenche o cargo de 2º Vigilante.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FOTOS

O SIMBOLISMO NO "LIMIAR" E DAS PORTAS

Na Maçonaria, atravessar o limiar da loja não é simplesmente entrar em uma sala. É um ato simbólico, um ritual de passagem que separa o profano do sagrado, o quotidiano do iniciático. O limiar é fronteira e portal. Em muitas tradições maçônicas, o iniciado não atravessa uma porta qualquer: fá-lo de olhos vendados, guiado por outro irmão, silenciosamente, como se o mundo lá fora ficasse para trás e iniciasse uma travessia interior.

Este momento aparentemente simples está carregado de significado. O limiar representa a transição entre a ignorância e a busca da luz, entre o ruído do mundo e o silêncio do conhecimento. Em manuscritos ingleses do século XVII, descreve-se como "o limite do mundo visível", uma frase que evoca os antigos mistérios eleusinos, onde os iniciados passavam por portas guardadas por símbolos e guardiões antes de acederem ao conhecimento oculto.

Narrativamente, o limiar também é um teste de humildade. O iniciado não entra sozinho: precisa ser conduzido, precisa confiar. É um gesto que lembra que o verdadeiro conhecimento não se conquista, se recebe. Em algumas logias do Caribe, o limiar é marcado com três passos rituais, cada um representando uma virtude: fé, vontade e silêncio. Só quem anda com essas três pode atravessar sem se perder.

Arquitetônicamente, muitas logias projetam suas entradas com colunas gêmeas — J e B — que não só decoram, mas simbolizam a dualidade do mundo: força e beleza, escuridão e luz, matéria e espírito. O espaço entre elas é o limiar, o ponto de equilíbrio onde o iniciado pára antes de avançar. Em alguns rituais, é-lhe pedido que reflicta aí, que não atravesse até estar pronto, como se o limiar pudesse sentir a verdade da sua intenção.

O limiar maçônico não termina quando você atravessa. É um estado de espírito que acompanha o iniciado durante toda a sua vida. Sempre que se confronta com uma decisão ética, uma revelação interior, um momento de transformação, volta simbolicamente a esse limiar. Lembra-se dele como o lugar onde começou a ver, onde aprendeu que a luz não está lá fora, mas dentro.

Fonte: Facebook_Maestros Masones

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA

Em 07.08.2025 o Respeitável Irmão Abel Ribeiro de Macedo Junior, Loja União Planaltinense, REAA, GODF (GOB), Oriente de Planaltina, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão:

LEITURA DA ATA


A minha Oficina pratica o REAA e eu gostaria de tirar uma dúvida que se fundamenta em se fazer a leitura da Ata na própria sessão em que a mesma foi originada, tal qual ocorre no caso da Ata de Instalação e Posse. Seria correto adotar este procedimento?

CONSIDERAÇÕES:


Isso não é possível, pois nas sessões ordinárias o ritual prevê leitura e aprovação da ata na sessão seguinte do Grau.

Diante disto, descarta-se a possibilidade de aprovação na mesma sessão.

Segue-se irrestritamente o que determina o ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br