Em 12/08/2025 o Respeitável Irmão Mario Francisco Guimarães Alves, sem mencionar o nome da Loja, Grande Secretário de Orientação Ritualística do Grande Oriente da Bahia, Oriente de Salvador, Estado da Bahia, apresenta a questão seguinte:
SINAL DE COMPANHEIRO
Primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho que faz esclarecendo diversos fatos na maçonaria brasileira e no mundo. Segundo gostaria, se possível, de tentar esclarecer um fato contigo.
No seu artigo intitulado "REAA - ALTAR DOS JURAMENTOS. AO CENTRO OU NO ORIENTE? de 30/08/2019 você diz que Mario Bering importou para o REAA diversos costumes das Lojas Azuis norte-americanas. Você até cita alguns costumes. Dentre esses costumes está, também, a m∴ e∴ lev∴ e esp∴ na a∴ do o∴, contrapondo a m∴ d∴ em g∴ no cor∴ no sinal de ordem do segundo grau do REAA? Há algumas potências utilizando essa m∴ e∴ ab∴ e só usando o sinal da mão direita.
CONSIDERAÇÕES:
Essa m∴ e∴ lev∴ no 2º Grau do REAA não se deve a nenhum enxerto trazido por Mário Béhring. De fato, nesse caso não foi ele quem trouxe esta anomalia para o REAA – faça-se justiça.Na realidade, o uso da m∴ e∴ no sinal do 2º Grau é costume natural da Maçonaria Anglo-saxônica, onde, no CRAFT, o gestual com a m∴ e∴. é original por ser um gesto de preparação para outro sinal que virá a seguir, no 3º Grau.
Sendo assim, o também uso da m∴ e∴ lev∴ existe, porém na vertente inglesa de Maçonaria, o que não é o caso do REAA, que é um rito latino, originário da França.
Os ritos franceses, dos quais também é no REAA, caracterizam-se por não usar a m∴ e∴ no sin∴ do no 2º Grau, ficando a mesma simplesmente caída ao pelo lado esquerdo do corpo. No caso, o sin∴ é feito somente a m∴ dir∴, seguindo a regra de que os ssin∴ ppen∴ são feitos apenas com a m∴ d∴.
Segundo autores consagrados, o equívoco do uso da m∴ e∴, em ritos de origem francesa se deve a Joseph Paul Oswald Wirth, um ocultista e escritor suíço que estudou esoterismo e simbolismo com Stanislas Guaita. Oswald Wirth nasceu em 1860 em Brienz na Suíça e faleceu em 1943.
Como significado, a m∴ e∴ elevada se refere a uma passagem bíblica, Êxodo 17:11-13: "Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas, os israelitas venciam; quando, porém, as abaixava, os amalequitas venciam".
Ressalte-se o teísmo marcante exarado pelo texto e bem apropriado para osworkings do CRAFT (Maçonaria inglesa), diferente dos ritos franceses, que possuem cunho deísta, e até mesmo agnóstico, como é o caso do Rito Moderno.
À vista disso, Wirth, nas suas convicções ocultistas, viu na m∴ e∴ e br∴ esq∴erguidos um apelo às forças astrais. Lamentavelmente conceitos como este acabariam influenciando alguns ritos franceses, dos quais essa equivocada prática de se usar a m∴ e∴ no Sinal do 2º Grau.
Reitera-se, genuinamente os ritos franceses adotam apenas a m∴ d∴ para fazer o Sin∴ Pen∴, contudo o ocultismo de Oswald Wirth acabou se contrapondo e contaminando alguns rituais, os quais resistem até hoje.
Explicações e argumentos a parte, vale ressaltar que é preciso irremediavelmente seguir o que estiver previsto no ritual vigente.
Este foi só um resumo da história do uso da m∴ e∴ no Grau de Comp∴ Maçom.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
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