Religião em um Templo Maçônico: Uma Explicação clara para pessoas NÃO INICIADAS em nossa Ordem.
Quando um visitante não iniciado entra em um templo maçônico pela primeira vez, muitas vezes fica surpreso ao não encontrar nenhum símbolo de uma religião específica. E ainda assim, descobre uma atmosfera profundamente espiritual, solene e respeitosa. Isso pode levantar questões naturais:
A Maçonaria é uma religião?
Por que se fala do Grande Arquiteto do Universo?
Qual o papel da fé na Loja?
A resposta começa com uma distinção fundamental:
A Maçonaria não é uma religião, mas reconhece a dimensão espiritual do ser humano.
O maçom não entra no Templo para professar um credo, mas para aperfeiçoar seu caráter, sua conduta e seu senso moral. Ali não se prega nenhuma doutrina religiosa, nem se exigem crenças dogmáticas, nem se impõem interpretações teológicas.
A Ordem estabelece apenas um princípio básico:
Todo Maçom deve acreditar em um Ser Supremo, a quem chamamos de Grande Arquiteto do Universo.
Este nome não descreve uma religião, mas um conceito que permite a cada homem manter a sua fé, seja ela qual for, sem contradição ou conflito. Um cristão, um judeu, um muçulmano, um budista ou um deísta podem trabalhar juntos na Loja, porque a Maçonaria não procura definir Deus, mas respeitar a forma como cada um O concebe.
Nenhum sacramento, rito religioso ou culto particular é praticado dentro do Templo Maçônico.
O que se pratica é o respeito por todas as crenças, desde que promovam a dignidade humana, a ética e a tolerância.
A Bíblia, o Alcorão, a Torá ou qualquer outro Livro Sagrado podem ocupar o Altar dos Juramentos, porque a Maçonaria honra o valor espiritual que estas obras representam para os homens justos.
A Loja torna-se assim um espaço onde o religioso transcende em direção ao universal.
O Templo ensina que a espiritualidade não é exclusiva da Igreja, mas sim uma qualidade interior, uma luz com a qual cada homem ilumina o seu caminho. Ali se incentiva a reflexão, a virtude, a fraternidade e a busca constante pela verdade, sem impor caminhos ou negar a fé dos outros.
Para o maçom, a religião pertence à consciência individual; Maçonaria, para a construção coletiva do caráter humano.
Um não substitui o outro: eles se complementam.
Portanto, num Templo Maçônico o silêncio é reverente, a palavra é medida e a Luz é entendida como símbolo universal de sabedoria e elevação espiritual. Ninguém é solicitado a mudar de fé; O que se pede é que você viva isso com coerência, com respeito e com nobreza.
Resumindo:
• A Maçonaria não é uma religião.
• Respeite todas as religiões que promovem o bem.
• Requer crença num Ser Supremo, sem definir a sua natureza.
• Promove a espiritualidade livre, consciente e tolerante.
Este equilíbrio permite que homens de diferentes religiões trabalhem juntos em harmonia, lembrando que as diferenças de fé não devem dividir aqueles que partilham os mesmos valores: justiça, verdade, fraternidade e o desejo de se elevarem acima de si mesmos.
Fonte: Facebook_Átrio do Saber
Nenhum comentário:
Postar um comentário