Você sabia que São João da Escócia foi, por muito tempo, considerado o padroeiro do Rito Escocês Antigo e Aceito?
Diversos rituais franceses antigos, datados de 1804, mencionam a abertura dos trabalhos "em nome de Deus e de São João da Escócia".
Até mesmo Albert Pike, em seu livro publicado em 1872, descreve o encerramento das sessões maçônicas com a mesma referência.
No Brasil, o ritual adotado pelo Grande Oriente em 1898 também traz essa invocação. Em todos esses documentos, fica claro que as Lojas eram dedicadas a ele, e seu nome era mencionado até mesmo nos telhamentos a visitantes.
Curiosamente, apesar dessa presença marcante na ritualística maçônica, não há qualquer registro histórico ou religioso confiável que comprove a existência de um "São João da Escócia".
A única figura próxima seria São João Ogilvie, um mártir católico escocês que viveu no século XVII, mas que só foi canonizado em 1976, ou seja, muito tempo depois das primeiras menções ritualísticas ao suposto padroeiro.
João Ogilvie foi um jesuíta que pregava clandestinamente na Escócia protestante e acabou enforcado por não renunciar à sua fé católica nem submeter-se à autoridade espiritual do rei. Apesar de sua bravura e fé, nada indica que ele tenha sido reconhecido como santo ou padroeiro pelos maçons do século XVIII, até porque não há qualquer menção a ele nos documentos maçônicos da época.
Diante da ausência total de provas históricas, tanto nas fontes da Igreja quanto na literatura maçônica antiga, a hipótese mais aceita hoje é a de que São João da Escócia tenha sido uma figura simbólica — uma criação lendária, talvez inspirada em ideais de fidelidade e coragem, que ajudou a construir o imaginário espiritual do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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