O ENCERRAMENTO
Os trabalhos maçônicos encerram-se de forma ritualística; o início dos trabalhos exige atos litúrgicos precisos, uma vez que o adentrar no templo é ato relevante; a retirada constitui o retorno do “homem místico” para a vida comum, profana.
O encerramento é feito com muito respeito, os maçons retirando-se em silêncio, mantendo alfaias e aventais.
Em alguns altos graus filosóficos, os trabalhos não se encerram, mas apenas são suspensos, pois a “atividade” maçônica é permanente, constituindo-se o viver uma atitude maçônica, e o estar em templo, um ato de devoção.
O maçom, ao sair do templo, leva consigo as benesses hauridas durante a sessão, considerando “recarregadas” as suas baterias, pronto a enfrentar as dificuldades que o mundo profano impõe.
A mente do maçom deve permanecer sempre ativa e considerar-se constantemente em templo; o pensamento deve permanecer junto aos Irmãos e o conjunto de maçons lutar na sociedade para aperfeiçoá-la.
Cada sessão constitui uma novel abertura de conhecimento, e esses passam a constituir uma herança permanente, sólida e indestrutível.
Todos devemos nos conscientizar que o encerramento dos trabalhos implica a saída de um templo e não de um local comum de reuniões; a sacralidade de um templo nos acompanhará, e, por isso, seremos os “iluminados”.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 134.
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