Sérgio Quirino Guimarães
Este texto trata-se de um reenvio, uma vez que foi escrito e disponibilizado em março de 2015, sendo um dos meus artigos mais plagiados. Com frequência, recebo-o em grupos sob as mais diversas autorias ou com a atribuição "autor desconhecido". Dessa forma, alguém recebeu, apreciou o conteúdo, mas, como não gostou do autor, deletou a autoria e compartilhou.
Divirto-me com a situação. Assim, descubro o contato do "autor", ligo mostrando interesse no artigo, dou um lustro na vaidade do "irmão" e pergunto se ele é, de fato, o autor do texto. O fim da história vocês podem imaginar.
Concentremo-nos, no entanto, na missão deste fim de semana. No artigo passado, alertamos sobre a necessidade de SABER LER. Porém, há um "efeito colateral" nessa abordagem. Alguns Irmãos leem bastante e não avaliam bem quando e o quanto devem compartilhar o que leram. Logo, surge a situação de QUEM FALA MUITO ATRAPALHA A REUNIÃO!
E por que isso acontece? Por dois motivos: vaidade e ingenuidade.
A vaidade é notada quando o locutor utiliza os verbos na primeira pessoa. Suas manifestações parecem testemunhos. Ele julga que, em todos os assuntos da Loja, os Irmãos devem escutar a sua opinião e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora de Estudos.
Por sua vez, a ingenuidade é aparente naqueles que saúdam autoridades e visitantes e, ainda, emitem conclusões a respeito da Sessão (funções do Orador). Do mesmo modo, manifestam-se sobre as Instruções (função dos luzes ou daqueles que o Venerável indicar). Após a leitura do Balústre, pedem a palavra, saudam, nominalmente, todos os presentes e questionam o Secretário acerca de qualquer queriosúcula, o que devam fazer após a Sessão.
Convém lembrarmos que qualquer reunião, ultrapassando duas horas, é cansativa e improdutiva. Há Irmãos que trabalharam o dia inteiro e desejam, à noite, encontrar o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-se com o Criador. Vive
Portanto, quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina "trava", e, assim, há uma quebra na Egrégora da Sessão. Em contrapartida, quando aquele Irmão que pouco se manifesta pede a palavra, todos se voltam para ele com atenção e respeito.
Devemos, pois, conscientizar-nos de que, se quisermos contribuir para a formação dos irmãos, é necessário fazê-lo pelo exemplo, e não pela palavra! A verborréia é uma deficiência, um vício, que avilta o homem!
Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender, e não para ensinar. O silêncio torna-se uma prece nas Sessões Magnas, compreensivelmente mais longas e, sempre, com a presença de outros visitantes. De
Parabolizar pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de verniz no ego. Se o Irmão quiser ocupar mais de três minutos (tempo mais que salutar), pode agendar com o Secretário a sua participação no Quarto de Hora de Estudos ou na Ordem do Dia.
No período destinado à Palavra à Bem da Ordem, em Geral, e da Loja, em Particular, devemos trazer notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois isso deve ser feito por escrito, acompanhado do óbolo) e louvar os feitos da Ordem.
Nesse sentido, o Livro da Lei ensina-nos: "Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude" (1 Coríntios 4,20).
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