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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 23 de fevereiro de 2020

COLUNAS ZODIACAIS NO RITO BRASILEIRO?

Um Respeitável Irmão do Rito Brasileiro de Loja da constelação do GOB-PR me enviou, para meu parecer, uma peça de arquitetura versando sobre Colunas Zodiacais no Rito Brasileiro. Alegam os instrutores da Loja que o Aprendiz apresentou um trabalho com conteúdo inerente ao REAA e não ao Rito Brasileiro.

COLUNAS ZODIACAIS

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Jean-Marie nos enviou estas fotos:

De volta de uma recente viagem à Irlanda, uma foto tirada no local monástico de La Clonmacnoise em Connemara, em uma antiga cruz celta.

Obviamente, se a alvenaria não existisse, parece que a cadeia de união já era praticada.

Sim Jean-Marie, esse gesto de união e fraternidade entre homens deve ter sido praticado desde tempos imemoriais.

Se você também estiver perto de sua casa ou viajando, perceber um edifício, um objeto ou uma decoração maçônica ou evocar a Maçonaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

PÍLULAS MAÇÔNICAS

CARATER SOCIAL NA MAÇONARIA

Neste artigo, vou transmitir para todos aquilo que o Irmão Mestre Albert Gallatin Mackey afirma na sua “Encyclopédia of Freemasonry – vol 2”:

A Francomaçonaria atrai nossa atenção como uma grande Instituição Social.

Deixando de lado, dentro da Loja, as artificiais distinções de posição e riqueza que são, contudo, nececessárias no mundo para o progresso normal da sociedade profana, os seus membros reunem-se em suas Lojas tendo em comum um nível de fraternidade e igualdade.

Somente as virtudes e os talentos constituem títulos e merecem preeminência, sendo o grande objetivo de todos o esforço para poder trabalhar melhor e colaborar ao máximo com todos.

A forte amizade e a afeição fraternal são incultadas ativamente e são assiduamente cultivadas e, tendo estabelecido este grande vínculo místico, distingue de maneira peculiar a sociedade alí formada.

E é por isso que Washington declarou que o benevolente propósito da Instituição Maçônica é de alargar a esfera da felicidade social e de promover a felicidade da raça humana.

NOTA: Albert Gallatin Mackey, americano, foi um dos maiores historiadores maçônicos. Grande pesquisador da Ritualística e da Simbologia maçônica. Ele nasceu em Charleston, Carolina do Sul, em 12 de março de 1807, falecendo em 1881.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

TRONCO DE SOLIDARIEDADE OU TROCO DE SOLIDARIEDADE?

TRONCO DE SOLIDARIEDADE OU TROCO DE SOLIDARIEDADE?
Amaury Peleteiro MM.’. CIM-11749.

Em muitas ocasiões em visita às Lojas, fico observando quando entramos nessa ritualística. O tilintar das moedas ressoam como sinos de uma Sinagoga e a alegria por uns instantes paira no ar, porém, na hora de falar sobre o valor do Tronco, mais parece um troco.

Qual a finalidade do Tronco?

Se for para ajudar irmãos, cunhadas, sobrinhos ou alguma entidade não é uma vergonha destinarmos certos valores?

Imaginem: Uma Loja pequena, com 20 membros, por exemplo, que se reúne uma vez por semana e se cada Irmão desse um mínimo de R$ 1,00, seriam R$ 20,00/semana; R$ 80,00/mês.

Não seria uma vergonha ofertar esse valor como ajuda, certo?

Agora se cada irmão doasse R$ 10,00, seriam R$ 200,00/semana, R$ 800,00/mês.

Esse valor não seria significativo?

Até hoje não entendo o porquê muitos de nossos Irmãos ainda não entenderam a importância do óbulo.

Quando o fazemos de bom coração e colocamos com consciência, quando antes de sairmos de casa já o separamos, quando já o destinamos previamente um valor significativo, jamais irá nos fazer falta.

Há muito apego no dinheiro. Oferecemos o que sobra, o que resta e para nós também virão os restos e as migalhas. É o eco, a volta de tudo aquilo que desejamos a outrem.

O Maçom é inteligente, é trabalhador, é rico em Sabedoria, é forte, valente, destemido e jamais se deixa fraquejar. O Maçom é exemplo, é respeitado, entende e se aprofunda no plano espiritual para compreender o material e sabe que tudo o que semeia colherá cedo ou tarde.

HISTORIA:

A nota de 20 encontrou com a nota de 10.... A de 20 foi logo perguntando, quanto tempo, onde você tem andado? A nota de 10 responde: Não tenho saído dos botecos ultimamente. Quando ia perguntar onde esta andando a de 20, eis que surge de repente a nota de 50, e vai logo cumprimentando as duas. Oi gente tudo bem, e elas curiosas diz: sim, onde é que você tem andado. Tenho andado nos cassinos e nas boates etc. E vocês? Quando a nota de 10 e de 20 ia responder-lhe, inesperadamente parece a nota de 100.

Que surpresa! foram logo dizendo: onde você tem andado? Quanto tempo nós não lhe vemos? A nota de 100, cheio de orgulho responde-lhes: Eu? Não tenho saído de Brasília, estou sempre no Congresso e vocês? A de 50 abriu a boca, a 10 abriu também, a de 20 queria falar e nesta confusão toda, chega cantarolando, dançando e pulando de alegria a notinha de 2. Oi gente! tudo bem com vocês?

Todas de boca aberta, perguntaram ao mesmo tempo: porque esta alegria toda? Onde você tem andado? Ela, logo vai respondendo: eu? Não saio da MAÇONARIA.

Portanto meus Irmãos, vamos fazer valer o Tronco, e não o troco.

Amaury Peleteiro MM.’. CIM-11749.
Adaptação do trabalho do Irmão Jairo Duppre Lacerda Filho  
Ven∴M∴ - Loja Cidade de Guarujá - 2787

sábado, 22 de fevereiro de 2020

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS 
(republicação)

O Respeitável Irmão Rossano do Lago, Loja Independência e Luz, 301, REAA, GOB, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, formula as questões seguintes: rmlago@hotmail.com

(...) corretamente, porém não sabe por que fazemos. Não consta em Ritual, manual, RGF, etc. E para uma instrução para Aprendizes o famoso "porque sim" e "porque não" não basta. Vamos a elas: 1 - Porque não se cruza os pés ou pernas durante a sessão? 2 - Existe uma maneira correta de entrar no Templo ou subir ao Oriente? Tipo entrar com o pé esquerdo ou algo do tipo? 3 - Quando subimos ao Oriente, subimos pelo nordeste e descemos pelo sudeste. Por que não pelo centro? 4 - Os Irmãos que se sentam no Oriente tem o direito de falar sentado. Como é o procedimento? Como ele saúda as Luzes e demais Irmãos? Como é feita essa saudação? 5 - Ao depositar o óbolo, retiro a mão fechada ou aberta? 6 - O Mestre de Cerimônias quando estiver parado e portando o bastão, com os braços em esquadrias, pode apoiar o bastão no chão ou ele tem que sempre ficar suspenso? Na entrada do cortejo, ele vai à frente do VM ao atrás dele? Sobe ao Oriente ou o escolta até a entrada?

CONSIDERAÇÕES:

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM

UPGRADE: 22 de fevereiro é ou não o Dia Internacional do Maçom?
Por Kennyo Ismail

Nos últimos dias e em especial no dia 22 de fevereiro, imagens e textos comemorando o suposto Dia Internacional do Maçom têm circulado pelas redes sociais. Os textos falam que as Grandes Lojas dos EUA e de outros países, reunidos na Conferência dos Grão-Mestres da América do Norte de 1994, aprovaram a escolha da data em homenagem ao nascimento de George Washington.

Apesar da afirmação, não se viu qualquer Grande Loja dos EUA postando algo em comemoração à data. Não se viu nem mesmo um respeitável irmão gringo mencionando isso em qualquer rede social.

O que se viu foi alguns norte-americanos, inclusive maçons, comemorando o aniversário de George Washington, mas não o suposto Dia Internacional do Maçom. O que também pesou contra a afirmação foi o fato de que há nos EUA, mais precisamente em Alexandria, na Virgínia, o George Washington Masonic National Memorial, mantido, principalmente, pelas Grandes Lojas norte-americanas, e que tem por objetivo justamente exaltar a imagem maçônica de George Washington. Especificamente no dia 22 de fevereiro, o Memorial estava com entrada franca em homenagem ao aniversário de George Washington. Mas não fizeram qualquer menção a Dia Internacional do Maçom.

Além disso, uma pesquisa não encontrou qualquer menção à comemoração da data por qualquer Obediência membro da Conferência dos Grão-Mestres da América do Norte, o que leva a crer que não existe o tal Dia Internacional do Maçom.

Entretanto, recentemente recebemos a informação de que a Grande Loja Legal de Portugal, em 2016, celebrou o “Dia do Maçom” como sendo o dia 20 de fevereiro. A comunicação, que diverge da data celebrada no Brasil em 2 dias, não faz menção ao caráter internacional da data ou mesmo de quando e como surgiu sua adoção. Mas, em compromisso com o princípio maçônico de busca da verdade, cabe aqui esta atualização, na esperança de que novas informações acerca do assunto surjam.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

GIRO DO TRONCO

GIRO DO TRONCO
(republicação)

Em 02.05.2015 o Respeitável Irmão Nonato Sampaio, Loja Vigilantes do Amazonas, nº 03, Grande Oriente do Amazonense (COMAB), REAA, sem declinar o nome do Oriente (Cidade), Estado do Amazonas, solicita o seguinte esclarecimento: 
natocar.sampaio@hotmail.com 

Tomei conhecimento de sua coluna no JB NEWS e me ocorreu a necessidade de fundamentar meu embasamento científico quanto a algumas duvidas, buscando em vosso vasto conhecimento resposta para estes questionamentos. No momento gostaria de pedir vosso esclarecimento acerca do giro das Colunas de Caridade e de Propostas e informações. 

Tenho visto que alguns Mestres em minha Potência circulam com a coluna dentro do procedimento correto e na formalidade do Rito, entretanto alguns cortam o giro ligeiramente logo após a Tábua Delinear do Grau, não fazendo assim a caminhada ate o início do ocidente. 

Em minha opinião e isso tem gerado algumas discussões é que o giro em Loja deve ser feito esquadrejando todo o ocidente, ou seja, indo até a primeira Coluna Zodiacal ou ainda até próximo da coluna do 1.º Vigilante que alude ao inicio do Ocidente, estou certo ou errado? Ou é correto cortar o giro logo após a Tábua Delinear? Lembrando que ali tem, de forma imaginária, o corpo do Irmão H∴A∴ 

CONSIDERAÇÕES:

PRONÚNCIA DO NOME JEOVÁ

PRONÚNCIA DO NOME JEOVÁ
Charles Evaldo Boller

Existe um registro na bíblia judáico-cristã, onde o deus de Moisés se materializou aos seus olhos como um fogo sobre um arbusto e disse: "eu sou aquele que é", e ainda, "eu sou me enviou até vós". Isto para uma mente não treinada constitui um absurdo, pois algo que afirma que apenas é tem sentido vago, impreciso e não pode ser associado com uma entidade de qualquer tipo. Em seu estado natural, sem a devida instrução, o homem tem pouca, ou nenhuma capacidade de lidar com o abstrato. Mas por condicionamento mental ele tem necessidade em sempre converter as informações que o rodeiam em símbolos. Tem tendência natural de nomear tudo o que encontra ao seu redor, para tudo há necessidade de criar um símbolo. E o maçom sabe muito bem o quanto os símbolos são importantes para o processo cognitivo. Pelo dicionário, deus não é nome próprio, é substantivo masculino comum, por isto é escrito em letras minúsculas; só utilizando maiúscula quando for nome próprio. Daí o deus do cristão pode ser representado por: deus, criador, o todo poderoso, o pai, o pai eterno, o onipotente, o altíssimo, e outros; até Jesus Cristo é confundido como se fosse o deus dos israelitas. Para o judeu e seus peritos religiosos, o seu deus tem um nome que pode ser vertido como Javé, Iavé, Elohím, Adhonay, Jah, e outros. Em língua portuguesa é comum encontrar-se o nome próprio Jeová.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

SE DIRIGINDO À LOJA PARA USAR A PALAVRA

Em 01/12/2019 o Respeitável Irmão Álvaro Matos da Costa Filho, Loja Fé e Perseverança, 426, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos.

SE DIRIGINDO À LOJA PARA USAR A PALAVRA

Mais uma vez venho solicitar a sua orientação em relação à saudação que ocorre em Loja estando presente o Soberano Grão Mestre quando este não estiver presidindo a sessão.

Devo saudar primeiramente o Venerável Mestre e os Vigilantes e em seguida o Grão Mestre e demais autoridades?

CONSIDERAÇÕES:

Já expliquei inúmeras vezes que conforme especifica o Ritual de Aprendiz do REAA em vigência, saudações em Loja somente são feitas ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente e às Luzes da Loja (Venerável e Vigilantes) após o ingresso pela Marcha do Grau. Também se faz a saudação quando um obreiro, antes do término dos trabalhos, for autorizado a se retirar definitivamente. 

Cabe também mencionar que saudação é feita unicamente pelo Sinal Penal do Grau. Parada formal não é saudação, porém é um artifício de comportamento quando se estiver empunhando ou conduzindo algum objeto na ocasião da saudação.

Dito isso, também já expliquei que os procedimentos ritualísticos para o uso da palavra nada têm a ver com "saudação" a alguém, justamente pelo motivo acima mencionado. 

Assim, um obreiro ao fazer o uso da palavra fica à Ordem e protocolarmente se dirige à Loja (isso não é saudação). Nesse sentido, ele à Ordem (sem desfazer o sinal porque não é saudação) se dirige, independente de quem esteja presente, por primeiro ao Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes (menciona apenas os cargos), em seguida às autoridades presentes, porém sem a necessidade de denomina-las individualmente e, por fim, de modo genérico aos demais Irmãos.
Outra forma bastante comum é a de que depois de já ter se dirigido protocolarmente às Luzes da Loja, nomina-se a mais alta autoridade presente (que não a Bandeira Nacional) se dirigindo, em seu nome, às demais autoridades.

Tudo isso ocorre com o obreiro à Ordem, o que não é saudação, mas a forma protocolar de como se dirigir à assembleia em Loja aberta, ressalvados os direitos daqueles que podem falar sentados, todavia esses, se preferirem falar em pé, ficam à Ordem – por óbvio, compondo o Sinal de Ordem.
Estando à Ordem e concluída a sua fala, antes de sentar, desfaz o Sinal de Ordem na forma de costume.

Concluindo e reiterando, o usuário da palavra, em qualquer circunstância se dirige à assembleia por primeiro mencionando hierarquicamente os cargos dos detentores dos malhetes. Somente depois deles é que, se estiver presente, o Grão-Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 19/02/2020

FRASES ILUSTRADAS


QUEM É VITORIOSO?

QUEM É VITORIOSO?
(Desconheço o autor)
Vitorioso não é aquele que vence os outros, e sim é o que vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos.
Sentindo a necessidade da disciplinação dos trabalhos de uma Loja maçônica, a Loja João Evangelista, de Darmstadt, na República Federal alemã, estabeleceu um Regimento Interno que poderia ser adotado por qualquer Oficina.

Os pontos que o compõem são os seguintes:

a) No decorrer dos trabalhos ritualísticos, cada qual deve cuidar de manter a decência na indumentária e em suas atitudes.

b) A exatidão é o mínimo de seus deveres. A chegada em atraso do Irmão impede de começar os trabalhos na hora prevista. De outro lado, a chegada no decorrer da sessão perturba a serenidade dos Trabalhos em Loja. A chegada com no mínimo 30 (trinta) minutos de antecedência à abertura dos trabalhos serve não somente para estreitar os Laços Fraternais que unem os IIr∴ da Oficina, mas contribui para conhecer os IIr∴ visitantes.

c) Os Encontros Fraternais fora do Templo deveriam ser multiplicados, a fim de estreitar os laços que os unem, fazendo com que os IIr∴ se conheçam melhor entre si.

d) Os IIr∴ parecem perder de vista as obrigações assumidas, quando de sua iniciação, de assistir regularmente os Trabalhos. Em caso de ausência, os IIr∴ são obrigados de justificá-la, acompanhando as suas escusas com um óbolo destinado ao Tronco de Solidariedade.

e) O conhecimento da Maçonaria implica a leitura da Literatura Maçônica. Os IIr∴ deveriam utilizar a biblioteca, internet, rituais ou consultar um catálogo de Obras Maçônicas que podem adquirir se orientando com os Mestres mais antigos da sua Loja.

f) O pagamento regular das cotizações é importante para a boa gestão de uma Oficina. Aquele que se sentiria apertado para ajustar as suas cotizações deve abrir-se com o Venerável sobre o assunto, pedindo-lhe um prazo ou uma remissão parcial ou mesmo total.

g) Os IIr∴ deveriam tomar parte nos trabalhos de outras Oficinas. Isto serve à Comunidade maçônica e ao Maçom, em particular, estreitando os laços que nos unem.

h) Multiplicar as relações particulares entre IIr∴, a fim de melhor conhecê-los e fazer-se melhor conhecer por eles. O Amor Fraterno do próximo não pode tornar-se efetivo, senão quando nos conhecemos bem. Freqüentar apenas os mesmos IIr∴ conduz à formação de “clãs” prejudiciais à Ordem.

i) O comportamento dos IIr∴ na vida profana é muito importante para a reputação da Maçonaria e sua irradiação. É necessário ter sempre no espírito estas palavras do nosso Ir∴ F. Lessing: “Deve-se reconhecer o Maçom pelos seus atos”.

Atenção, tolerância (sem covardia), generosidade, são as condições a preencher para realizar o Amor Fraterno dos Humanos. Não há melhor propaganda para a Ordem senão as relações cordiais e o exemplo dado pelos IIr∴

"O dever do maçom é comportar-se como tal, praticando a verdadeira maçonaria"

"O conhecimento só tem valor quando compartilhado"

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

SUBSTITUTO DO 1º VIGILANTE

Em 26/11/2019 o Respeitável Irmão Luiz Henrique de Carvalho, 1º Vigilante da Loja Templários da Montanha, 073, REAA, Palácio Maçônico, GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

SUBSTITUTO DO 1º VIGILANTE

Estou fazendo um trabalho para apresentar em loja, e me deparei com uma dúvida simples, mas que confunde até os mais estudiosos. 

OS LEGÍTIMOS SUBSTITUTOS "Essa Coluneta que representa a “beleza”, como a Coluneta do 1º Vigilante que representa a “força”, estão nas respectivas mesas, para identificar a Coluna do Norte e a Coluna do Sul. Encerrados os trabalhos, o Segundo Vigilante volta a colocar em pé a sua Coluneta. A Joia do 2º Vigilante é o Prumo, símbolo da pesquisa e da Verdade, dando à obra a... (masonic.com.br)"

Tomei a liberdade de lhe escrever.

Você saberia como proceder na ausência em uma reunião do Primeiro Vigilante? Minha pergunta se pauta em alguns textos que li, tendo alguns citando que o Segundo Vigilante não ocupa o cargo vago, já que o mesmo é Segundo de Ofício, sendo esse cargo destinado a um outro Irmão.

Também abriu uma dúvida, tendo alguns comentários que não se usa o avental do Primeiro Vigilante, caso ele falta a reunião. O ocupante do cargo, deverá utilizar a joia, porém portar o avental de mestre.

Poderia me auxiliar nestes dois questionamentos?

CONSIDERAÇÕES:

MINUTO MAÇÔNICO

VIGILANTES

1º - Denominação dos dois primeiros oficiais de uma Loja maçônica, que seguem por ordem hierárquica ao Venerável Mestre, sucedendo-o na Presidência durante os seus impedimentos. 

2º - Desde os tempos da Maçonaria Operativa, na Inglaterra, uma Loja maçônica é dirigida por um Mestre e dois Vigilantes. 

3º - Esta é uma das características da Instituição Maçônica, tendo sido universalmente adotada e pode ser considerada como um Landmarque verdadeiro. 

4º - No Rito Americano, o 1º Vigilante senta no Ocidente e o 2º Vigilante no Sul. Nos Ritos francês e escocês, ambos estão no Ocidente. O 1º no Noroeste e o 2º no Sudoeste; em todos, porém, a posição triangular dos oficiais entre si está preservada. 

5º - Os Maçons operativos escolhiam estes três Oficiais entre os mais inteligentes e peritos, vindo a sua denominação do fato destes dois oficiais terem a seu cargo a tarefa de vigiar os obreiros reunidos, velando pela ordem e pela compostura, e para que os trabalhos não sejam perturbados. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

USO DA PALAVRA?

USO DA PALAVRA?
Sérgio Quirino Guimarães

Este assunto é uma unanimidade em todas as Oficinas: - Quem fala muito atrapalha a reunião! Mas por que isto acontece? Por dois motivos: vaidade e ingenuidade. 

A vaidade é facilmente notada quando o locutor coloca os verbos na primeira pessoa, suas manifestações parecem testemunhos, ele julga que em todos os assuntos da Loja os Irmãos devem escutar sua opinião e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora e Estudo. 

A ingenuidade é aparente naqueles que saúdam as autoridades, visitantes e ainda dá as conclusões sobre a sessão (funções do Orador), também sempre se manifestam sobre as instruções (função das Luzes ou daqueles que o Venerável indicar); após a leitura do Balaústre pede a palavra, saúda nominalmente todos os presentes e questiona o Secretário sobre qualquer questiúncula que deveria fazê-lo após a sessão. 

Nós devemos entender que qualquer reunião que ultrapassa duas horas é cansativa e se torna improdutiva; temos Irmãos que trabalharam o dia inteiro e querem à noite encontrar com o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-se com o Criador. Vivemos num tempo onde o perigo é uma constante e abrirmos a porta de nosso lar após as 22:00 é um risco para toda a família. 

Observem que quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina "trava", e assim há uma quebra na egrégora espiritual da sessão. Por outro lado, quando aquele Irmão que pouco se manifesta pede a palavra, todos se voltam para ele com atenção e RESPEITO. 

Devemos nos conscientizar que se queremos contribuir na formação dos Irmãos devemos fazê-lo pelo EXEMPLO e não pela palavra! A verborréia é uma deficiência, um vício que avilta o homem! 

Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender e não para ensinar então o silêncio torna-se uma prece; nas Sessões Magnas (compreensivelmente mais longas) e sempre com a presença de visitantes, deixemos que o Orador nos apresente e fiquemos com o Sinal de Ordem, para dizer à toda Oficina que somos o nominado e estamos de P∴ e a O∴. Dar os parabéns pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de lustro na vaidade. 

Se o Irmão quiser ocupar mais de 3 minutos (tempo salutar) ele pode agendar com o Secretário sua participação no Quarto de Hora de Estudo ou na Ordem do Dia. 

No período destinado à Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, devemos priorizar trazendo notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois deve ser feito por escrito pelo mesmo acompanhado obrigatoriamente do óbulo) e louvarmos os feitos da Ordem. 

O Livro da Lei nos ensina: Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude (1 Coríntios 4,20) Lembre-se que todos nós independente do Grau ou de Cargos somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.

Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt
Palácio Maçônico - Grande Loja
Belo Horizonte - Minas Gerais

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

PEDIDO DE QUITE PLACET EM CARÁTER IRREVOGÁVEL

Em 22/11/2019 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, Loja 11 de Outubro, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul apresenta a seguinte questão.

QUITE PLACET

Tendo surgido dúvida quanto à interpretação do art. abaixo descrito, peço a gentileza de elucidar-me.
RGF "Art. 69 - Quite placet........
§ 1º - ....
§2º - o pedido de quite placet, feito por escrito ou verbalmente, poderá ser apreciado e votado na mesma sessão em que for apresentado.
§3º- o pedido de quite placet feito em caráter irrevogável será atendido pela administração da Loja na mesma sessão em que for apresentado.
§ 4º......"

Irmãos da Loja entendem que como pedido foi em caráter irrevogável, não há necessidade de votação do pedido. Outros já entendem que o §3º é extensão do § 2º, que há necessidade de votação, pelo fato do pedido de quite placet ter sido lido e discutido na Ordem do Dia. Diz o item 56 do S. O. R. (aprendiz), que o texto editado no Ritual "Previamente organizada pelo Venerável Mestre - assuntos pendentes de discussão e votação; proposições, requerimentos, etc.".

Considerando que o pedido de quite placet foi lido na Ordem do dia, não deve obedecer ao critério a votação?

CONSIDERAÇÕES:

FALAR SENTADO NO ORIENTE E CIRCULAÇÃO DO DIÁCONO

Em 21/11/2019 o Respeitável Irmão Washington José de Almeida Aranha, Loja Obreiros de Canaan, 2.750, REAA, GOB-RJ, Oriente de Rio das Ostras, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as dúvidas seguintes:

FALAR SENTADO NO ORIENTE E CIRCULAÇÃO DO DIÁCONO

Solicito a gentileza de esclarecer as seguintes dúvidas:

1- Quem pode falar sentado no momento da Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em particular? O Orador pode falar sentado todo o tempo, mesmo quando estiver emitindo opinião ou consideração pessoal? O Secretário pode falar sentado o tempo todo, mesmo quando emitindo opinião ou consideração pessoal? Irmãos sentados no Oriente (autoridades, MI, portadores de comenda, etc.) podem falar sentados pelo fato de estarem no Oriente?

2- Sempre ouvi dizer que no REAA não existe o espaço entre o retábulo e as cadeiras do altar do Venerável Mestre, que esse espaço é característica do Rito Adonhiramita. Sendo assim, o 1°Diácono teria que receber a palavra se valendo, no momento do recebimento da mesma, do recuo da autoridade que ocupa a cadeira a direita do Venerável Mestre (a cadeira do Grão-Mestre), para poder alcançar o Venerável Mestre e este lhe dar a palavra ao ouvido. A hipótese da circulação do Diácono por detrás da cadeira do GM é inviável? Hipótese totalmente descartada? A pergunta prende-se ao fato de que a planta (do início do século 19) que originou a planta do nosso templo possuía esse espaço, e segundo li em alguns textos relativos a este tema, este espaço foi abolido mais por questão de economia de custo com obra do que por motivo litúrgico ou ritualístico. Sendo assim, qual o procedimento correto? Ou podem ser adotados ambos os procedimentos se a Loja comportar o espaço que permita a circulação por detrás das cadeiras do altar? Observei que na planta do Ritual Grau1, este espaço está bem destacado, com as cadeiras do altar do Venerável Mestre bem distantes do retábulo, ao contrário do espaço atrás das cadeiras dos vigilantes, as quais aparecem praticamente coladas nas paredes.

Agradeço antecipadamente as respostas e orientações que puder enviar.

CONSIDERAÇÕES:

SIMÓN BOLIVAR, REVOLUCIONÁRIO E MAÇON

SIMÓN BOLIVAR, REVOLUCIONÁRIO E MAÇON

Segundo os historiadores Júlio Mancini e Américo Carnicelli, o Libertador Bolívar foi iniciado na maçonaria em 1803, na Loja "Lautaro", que funcionava em Cádis, Espanha, onde também se iniciaram outros próceres da independência das colónias espanholas da América do Sul. Outro historiador, o Marquês de Villa Urrutia, assinala a mesma data, mas sustenta que a Loja não se chamava "Lautaro", mas sim "Caballeros Racionales". Ambas as Lojas existiam em Cádis em 1803. A confusão virá das visitas que Bolívar costumava fazer à Loja "Caballeros Racionales". A Loja "Lautaro" foi fundada em 1800 por inspiração de Francisco de Miranda, que residia em Londres, fazendo planos para uma expedição libertadora da Venezuela. Dizem que sugeriu esse nome em homenagem ao caudilho araucano, que venceu o conquistador Valdívia em 1554, em Tucapel (Chile). Porém, Miranda nunca esteve na Loja "Lautaro" de Cádis, porque a sua cabeça foi posta a prémio pelos espanhóis. De Londres através de amigos que viajavam para a Península Ibérica, mandava cartas e desse modo mantinha contacto com dito centro maçónico. Mais tarde, José de San Martín, fundou em Buenos Aires, Argentina, outra Loja "Lautaro", em lembrança da Loja de Cádis. Depois fez o mesmo em Santiago de Chile e Lima, onde as Lojas "Lautaro" foram centros de patriotas na luta pela independência.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

PRIORIDADE NA CIRCULAÇÃO DA BOLSA

Em 20/11/2019 o Respeitável Irmão Antônio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2.370, REAA, GOB-MG, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

PRIORIDADE NA CIRCULAÇÃO DA BOLSA

Na circulação da bolsa os irmãos ocupantes cargos (mesmos graus) tem prioridade?

CONSIDERAÇÕES:

Não entendi bem o termo "mesmos graus" escrito entre parêntesis na sua questão, até porque cargos em Loja são privativos de Mestres Maçons – Art. 229 do RGF, § 1º - Os cargos são privativos de Mestre Maçom (o grifo é meu). 

Assim, se o caso é esse, seria irrelevante qualquer distinção pertinente aos "mesmos graus", já que Aprendizes e Companheiros não assumem absolutamente nenhum cargo em Loja. 

Também não existe nenhuma distinção como grau para Mestre Instalado porque esse não é um grau, senão uma "categoria especial honorífica" conforme prescreve o RGF em seu Art. 42.

Nesse sentido, no REAA a circulação das bolsas segue prioritariamente a ordem seguinte: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes; Orador, Secretário e Cobridor Interno. Em seguida os ocupantes das duas cadeiras de honra e os demais do Oriente; os Mestres da Coluna do Sul, os da Coluna do Norte, Companheiros, Aprendizes e, por último, auxiliado pelo Cobridor Interno o próprio oficial circulante.

Note que após os seis primeiros cargos não existe prioridade entre os Oficiais durante a coleta, senão a de seguir a ordem dos que ocupam o Oriente, o Sul e o Norte. Evidentemente que o Mestre de Cerimônias ou o Hospitaleiro (conforme o caso), por serem os responsáveis pela coleta, encerram a mesma depositando por último.

Cabe destacar que os seis primeiros cargos mencionados são obrigatórios na ordem descrita, não importando quem esteja ocupando as cadeiras de honra na oportunidade. Portanto, os ocupantes dessas cadeiras somente serão abordados imediatamente após o Cobridor Interno, nunca, sob nenhuma justificativa, junto com o Venerável Mestre.

Essa orientações estão oficialmente descritas no Sistema de Orientação Ritualística em http://ritualistica.gob.org.br, destacando a sua aplicação imediata sobre o ritual em vigência conforme o Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 16/02/2020

A MAÇONARIA E SEUS FEITOS NO BRASIL

A MAÇONARIA E SEUS FEITOS NO BRASIL*

As corporações de ofício se expandiram e se consolidaram ao longo da Idade Média Baixa — no período compreendido entre os séculos 12 e 15 — como conseqüência das grandes transformações infligidas à supremacia feudalista. O fenômeno derivou da concentração de comerciantes, artistas e artesãos ao redor dos burgos formados por castelos e mosteiros, de que se originaram vilas e cidades. Buscavam proteção e segurança para viver e trabalhar ao abrigo das fortificações e muralhas que cercavam os monastérios e as residências dos barões feudais. 

Com o fim do trabalho servil, a diminuição do domínio clerical e o fortalecimento dos poderes do monarca, que se robusteciam velozmente, formou-se a burguesia, constituída de profissionais dessas corporações ou guildas e hansas — as primeiras reunindo os artesãos e artistas, e as últimas ,os comerciantes. Tais organizações tinham o escopo de resguardar seus negócios, estabelecer os preços dos serviços e disciplinar o sistema de trabalho de seus membros. As pessoas que já as integravam ou que pretendiam a elas se integrar tinham que se submeter às regras antes estabelecidas se quisessem seguir um ofício: quem desejasse ser um artesão teria que começar como aprendiz, depois passar a companheiro e, só bem mais tarde, poderia chegar a mestre. 

Das corporações de ofício que atuavam na Escócia e que, para preservar seus interesses, reuniam-se secretamente, nasceu o embrião das lojas maçônicas especulativas — com similar estrutura gradativa das corporações de ofício: aprendiz, companheiro e mestre —, assim chamadas porque delas poderiam participar não apenas os membros de uma única corporação, mas outras de ofícios distintos. Para que pudessem agir sem embaraços, foram, em 1583, legitimadas pelo rei Jorge VI da Escócia. Em 1646, fundou-se a loja maçônica de Warington, na Inglaterra. Em 1689, expandiu-se a entidade para a França com a implantação de uma loja pioneira em Saint-Germain-en-Laye. 

Não pararam mais de se alastrar pela Europa. Fala-se que, na Inglaterra, todo o antigo almirantado inglês era constituído de maçons. Por motivos políticos entre a Escócia e a Inglaterra, as lojas escocesas deram início à formação do Grande Oriente e, na Inglaterra, as Grandes Lojas — potências maçônicas até hoje existentes. Os dois principais ritos maçônicos — forma pela qual se identificam, se organizam e se comunicam os maçons — são o Escocês Antigo e Aceito e o Francês ou Moderno. Em 1730, se instalaram na Filadélfia, nos Estados Unidos. A proclamação da independência americana, em 4 de julho de 1776, teve o patrocínio delas. Thomas Jefferson e Benjamin Franklin eram maçons, 14 dos presidentes americanos também. O mesmo diga-se da Revolução Francesa, que adotou a trilogia liberté, égalité ou la mort —, que, embora nada tenha a ver com o triângulo da maçonaria, teve sua inspiração e participação. 

Um de seus símbolos mais emblemáticos é o triângulo, representando cada um de seus lados os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Essa a razão de conservar-se na bandeira do Estado de Minas Gerais a mesma divisa ilustrada com a expressão latina libertas quae sera tamen — liberdade ainda que tardia — que resumia o espírito da Conjuração Mineira. 

Em Portugal, a maçonaria teria chegado pelas mãos de ingleses, conforme alvará de autorização do grão-mestre inglês lorde Weimouth, em 1730. No Brasil, há controvérsia sobre o tema. A primeira loja, com o nome de União, teria formalmente se instalado no Rio de Janeiro, em 1800. Em 1802, foi a vez da Bahia, com as lojas Virtude e Razão. Em 1804, as lojas Constância e Filantropia passaram a atuar no Rio. A partir daí, se espraiaram pelo Brasil afora. Quase todos os movimentos libertários no país tiveram inspiração e participação de maçons. A libertação dos escravos é exemplo típico, ainda que, à época, contrária aos interesses dos fazendeiros e de boa parte da Igreja. 

A Independência foi quase toda obra da maçonaria, que, sob os auspícios de Gonçalves Ledo e José Bonifácio, maçons, que, com outros, ardentemente a defenderam, e que levaram Dom Pedro a nela se iniciar com o nome de Guatimozim. José Bonifácio tornou-se o primeiro grão-mestre no Brasil. Depois, o próprio Dom Pedro. Uma das colunas internas do templo onde se reuniam tinha o sugestivo nome de “Independência ou Morte”, que serviu de mote a Dom Pedro no histórico brado proferido às margens do Ipiranga. Em decorrência dos conflitos entre o governo e a Igreja, advindos da “questão religiosa”, da insatisfação dos militares pós-Guerra do Paraguai, com suas idéias libertárias, e da franca presença dos maçons sob a liderança de Quintino Boacaiúva, Campos Salles, Prudente de Morais e tantos outros, sedimentou-se o cadinho que resultou na Proclamação da República. O marechal Deodoro da Fonseca, que era maçom, foi o agente de sua execução, compelido por militares e civis maçons. 

Por certo, o que as instituições nacionais devem à maçonaria não caberia neste espaço. No mínimo mereceria um denso ensaio. Vale o registro apenas para situar o reconhecimento do papel que exerceu. O resto fica na expectativa de que seu espírito possa orientar nossos políticos e nos faça livrar da tragédia da corrupção — praga do momento.

* “Texto de Maurício Corrêa – Advogado, publicado no jornal Correio Braziliense de 12 de fevereiro de 2006 * pág. 25, com o título: “A Maçonaria e seus feitos no Brasil”