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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2020

NOSSA FORÇA PERSISTE

NOSSA FORÇA PERSISTE
(Desconheço o autor)

“Quando os nossos cultos foram proibidos e fomos perseguidos, usamos chapéus de abas derreadas, balandraus com capuzes, andamos pelas sombras e ruelas menos usuais, reduzimos as velas, batemos os malhetes de leve e recitamos os rituais em surdina; quando os nazistas enviaram os obreiros da Arte Real para os campos de concentração, estes abriram Lojas em volta de mesas simples e até iniciações celebraram; mas, não deixamos de nos reunir sob o esquadro e o compasso.

Eis que a possibilidade da doença esvaziou os nossos Templos, impediu as nossas sessões, adiou as nossas iniciações, calou os risos dos ágapes, embargou os Tríplices e Fraternais Abraços, até os toques sutis e discretos de reconhecimento das mãos educadas. Todavia, não há de nos separar em corações e mentes, muito menos de nos parar, pois vamos perseverar na filantropia, nos exemplos de justiça e honradez, nos contatos constantes entre nós, na assistência mútua e nas orações ao Grande Arquiteto do Universo pela proteção divina para cada Irm:., cunhada, sobrinho e sobrinha. Nossa força persiste, nossa união é inabalável. 

Ad infinitum. Ad aeternum.”

terça-feira, 7 de julho de 2020

SUBSTITUIÇÃO DE CARGOS

SUBSTITUIÇÃO DE CARGOS
(republicação)

Em 08/10/2015 o Irmão Ícaro Bandeira Cavalcanti de Andrade, Aprendiz Maçom da Loja Academia de Suassuna Carpinense, 67, REAA, GOIPE-COMAB, Oriente de Carpina, Estado de Pernambuco, assinante da Revista A Trolha, formula as questões seguintes:
icaro_andr@hotmail.com

1. Em determinada reunião em minha Oficina, em razão de o Secretário titular estar exercendo "Ad Hoc" outra função, a secretaria ficou "sob espada", sendo incumbido a mim, Aprendiz Maçom, a digna missão de lavrar o balaústre, ocupando o cargo de Tesoureiro ad hoc naquela Sessão, posto que não poderia subir ao Oriente. Na reunião seguinte, quando o Secretário titular leu a ata elaborada por mim e submetia à aprovação, o Irmão Orador interviu, observando que havia minha assinatura no referido documento, sendo que, segundo aquela Dignidade, só o Secretário titular pode assinar as atas e documentos da Secretaria. Embora concordando em parte com o Irmão, visto que sequer este humilde Aprendiz ocupava a Secretaria na Sessão anterior (Tesoureiro em exercício temporário), gostaria de esclarecimentos no que atine à competência para apor assinaturas como ocupante do cargo Ad Hoc. Também gostaria que o estimado Irmão esclarecesse se naquela Sessão eu poderia ter assumido a Tesouraria e lavrar a ata ao mesmo tempo, considerando que naquela oportunidade só havia cinco Mestres.

2. Na minha Loja mãe, os Irmãos aduzem que só os Mestres ocupam cargos no Oriente, e quiçá, na Oficina inteira, todavia, em seu irretocável Curso de Maçonaria vol. I (para o Grau de aprendiz), o Irmão já falecido, Theoabaldo Varoli Filho, afirma categoricamente que os Companheiros podem assumir a Secretaria e a Oratória, informação que igualmente colide com o que se pratica em outras Oficinas pernambucanas, visto que, na minha região, em Lojas de Potência distinta que frequento esporadicamente, há a concordância quase unânime de que só os Mestres Instalados podem ser o representante do Ministério Público em Oficina (observação razoável, considerando a necessidade de experiência para tal exercício). Quem está com a razão, Theobaldo Varoli e outros baluartes de verve autêntica ou essa prática aparentemente herdada dos místicos?

CONSIDERAÇÕES:

POLÍTICA E RELIGIÃO NA MAÇONARIA

O PROBLEMA DA PROIBIÇÃO DA POLÍTICA E DA RELIGIÃO NA MAÇONARIA
Luciano Rodrigues

É uma das primeiras coisas que nos dizem sobre a maçonaria, seja como instrução a um novo membro ou explicando alguns princípios básicos aos profanos. 

“Não discutimos política nem religião na loja. É divisivo”. Também podemos ouvir algo do tipo: “Não há dois assuntos que dividam tanto os homens como política e religião”. 

A esperança é que, ao aderir a essas “regras”, surja uma organização mais unificada. Nós, como membros desta fraternidade, pretendemos ser irmãos, não apenas no título, mas na mais ampla importância do termo. Devemos chorar com nossos irmãos, alegrar-nos com nossos irmãos, estar intimamente ligados a eles – ter Storge. Storge é o termo grego para um amor familiar. O escritor Irlandês C.S. Lewis, autor da obra “As Crônicas de Nárnia”, considerava que: “O amor familiar é responsável por 9/10 de toda a felicidade humana sólida e duradoura”.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

A CÂMARA DO MEIO...

A CÂMARA DO MEIO...
(republicação)

Em 08/10/2015 o Respeitável Irmão Aristeu Pereira Borges, Loja Amor e Sacrifício, REAA, Grande Oriente do Paraná, COMAB, Oriente de Ribeirão do Pinhal, Estado do Paraná, solicita os esclarecimentos seguintes: 
apbadvocacia@hotmail.com

Em minha Loja nominada "Amor e Sacrifício", sediada nesta cidade, filiada ao GOP, nas Sessões da Câmara do Meio, seja Econômica ou Magna, o Ocidente fica separado do Oriente por cortina, inclusive não havendo cortinas nas paredes esquerda, fundos e direita do Oriente, conforme no restante da Loja (Ocidente), o que não vemos em outras Lojas visitadas, ou justificativa para tanto.

Assim sendo, na minha pequenez peço vênia para fazer a seguinte pergunta: Está correto ou não tal procedimento? Por quê?

Esclareço ainda, que ditas reuniões são realizadas em Loja normal do Rito: iniciam e terminam no Oriente (sendo o Ocidente em plano inferior e o Oriente em plano superior)...

CONSIDERAÇÕES:

Antes de tudo, certo ou errado, primeiro segue-se a decoração que provavelmente está indicada no ritual da vossa Obediência.

De modo tradicional a Câmara do Meio (Loja do Terceiro Grau) possui todas as suas quatro paredes que a circundam (exceto o Retábulo do Oriente) pintadas de preto e decoradas proporcionalmente com grupos de llágr∴ prateadas intercaladas por figuras, também prateadas, que representam ccrân∴ e ttíb∴ cruz∴ Essa decoração procura lembrar em tudo uma Câm∴ Mort∴

O Oriente continua elevado e separado pela balaustrada como nos outros dois Graus antecedentes.

Na Loja de Mestre não mais aparecem as Colunas Zodiacais e, embora alguns rituais até preconizem a pintura do teto em negro, na realidade isso não se faz necessário – permanece mesmo a abóbada decorada.

É oportuno salientar que o Retábulo do Oriente, título anteriormente aqui mencionado, é a parede situada imediatamente atrás do Venerável onde nela se fixam o Delta Radiante, o Sol e a Lua - esses símbolos impreterivelmente ficam sempre visíveis.

As toalhas e os forros da Loja de Mestre são de cor negra e os galões prateados.

Do zênite, sobre o centro do Ocidente onde se localiza simbolicamente o e∴ vai pendente um receptáculo que serve para acondicionar a L∴ in T∴

As demais particularidades não cabem e não carecem ser aqui mencionadas.

À bem da verdade a grande e imensa maioria das Lojas, até por motivos econômicos, usam para compor a Loja de Mestre o mesmo recinto que comporta as Lojas de Aprendiz e Companheiro, empregando, porém o artifício de adaptação, forrando as paredes com cortinas negras e decoradas para a ocasião.

Agora; dividir o Oriente com cortina separando-o do Ocidente - no simbolismo é prática equivocada.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.064 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 27 de maio de 2016

FÁBULA DA VERDADE

FABULA DA VERDADE
(Conto Judaico)

Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, por que estás tão abatida? - perguntou a Parábola.

- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!

- Que disparate! - riu a Parábola 

- Não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passa era bem-vinda.

- Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.

Fonte: http://filhosdehiran.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu



Após a publicação na semana passada e duas semanas atrás de fotos de túmulos maçônicos, recebi muitas outras fotos do mesmo tipo. Então, como nesta semana é o Dia de Todos os Santos, hoje duas fotos de túmulos. O primeiro foi-nos enviado por Bernard, de Limoges:

Outro túmulo! Mas está na temporada e este é tão "conversador".
Quando cheguei ao túmulo de meus pais, descobri-o, por acaso, no cemitério onde repousam, em Firbeix, uma pequena cidade em Dordogne, nas fronteiras de Haute-Vienne.
Dada a posição das colunas J e B, podemos pensar que o falecido teve que trabalhar na AASR

A segunda foto foi enviada por Daniel:



Foto tirada no cemitério de Sevrey, município de Saône et Loire, região do Condado de Borgonha-Franche. O túmulo do ex-prefeito: Léon Gillot. Foi senador de Saône et Loire e Conselheiro Geral.

Se você também estiver perto de sua casa ou viajando, perceber um edifício, um objeto ou uma decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.
Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores de blogs. (tradução livre)



































































































































































































































































































































Fonte: Blog hiram.be

CONFERÊNCIA DO TRONCO

CONFERÊNCIA DO TRONCO
(republicação)

Em 18/11/2015 um Respeitável Irmão, se referindo a uma resposta minha dada e publicada no JB NEWS relacionada à conferência do produto do Tronco de Beneficência, formula a seguinte ponderação: 

Pareceu-me que o questionamento a seguir, bem como a sua resposta a seguir não fora dada no sentido estrito. 

No momento propício, geralmente quando da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular (o grifo é meu), assim que a palavra esteja colocada na Coluna do Norte, o Tesoureiro de posse do produto auferido pela circulação do Tronco pede a mesma (a palavra) ao Primeiro Vigilante. Autorizado ele se posiciona à Ordem mencionando protocolarmente as Luzes e os demais na forma de costume para posteriormente informar o resultado da coleta. Caso o Tesoureiro tenha outros assuntos a comunicar ele aproveita esse momento para também usar da palavra após a sua primeira comunicação de ofício (resposta publicada no JB NEWS em outubro de 2.015 – assinada por Pedro Juk). 

Prosseguindo a questão - salvo engano, a pergunta talvez se referisse ao momento da coleta do óbolo (Tronco de Beneficência), qual seria: Faz-se a coleta, o Venerável Mestre determina que oTesoureiro faça a contagem e aguarda. Terminada a contagem, a meu ver, compete ao Tesoureiro apenas levantar-se ficar à Ordem e informar o produto do tronco. Evidentemente, se deixado para informar na Pal. a Bem da Ordem em Geral e do quadro em Particular, concordo que no caso teria que pedir a palavra ao 1º Vigilante saudar as Luzes e os demais membros e aí informar. Submeto essa opinião à sua apreciação. 

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ARTESATA

Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como “artezata”, ou “aterzata”, é de dificil localização nos dicionários maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua inglesa). Na língua inglesa é escrito como “athersada”.

É uma palavra de origem Persa, com o significado de “mão forte, mão poderosa”. Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: “o Governador que dirige com total poder, com mão forte!”.

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias (vide “Esdras” II. 63; “Nehemias” VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem encontrar um sacerdote...
Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada... pelos nossos sacerdotes. Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de Helquias...

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é o nome do presidente do “Sublime Capítulo Rosacruz” do Rito Escocês Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12 tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruido e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de “judeus”, o queanteriormente, era usado somente para os pertencentes aos nascidos em Judá.

O titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia, provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado de templo de Zorobabel.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

INTERAÇÃO DA MAÇONARIA COM A SOCIEDADE

INTERAÇÃO DA MAÇONARIA COM A SOCIEDADE
Luiz Marcelo Viegas

Já se foi a época que a maçonaria sofria perseguições políticas e religiosas. Hoje o que encontramos é o preconceito de elementos da sociedade em relação à Sublime Ordem. A própria palavra preconceito já mostra a deficiência de quem o tem, ou seja: fazer juízo antes mesmo de tomar conhecimento da realidade: pré + conceito.

O grande problema é que o preconceito é baseado em crenças e não no conhecimento; o preconceito tem uma base irracional que só é extinto pela instrução e esclarecimento da realidade. Se há na sociedade um resquício de aversão à maçonaria, podem ter certeza que boa parte da culpa é dos maçons. Outrora nós promovemos uma segregação da Ordem junto à Sociedade, e esta levantou suspeitas de nossa idoneidade e propósitos. Como tornar feliz a Humanidade se não estivermos inseridos e interagindo com os outros segmentos da Sociedade?

Aperfeiçoar os costumes não é apenas obrigação de cunho pessoal, é preciso também descobrir na Sociedade focos de desvirtuamento (drogas, evasão escolar, violência, etc) e cumprirmos nosso papel de “Construtores Sociais”. Toda Loja tem a obrigação de promover atividades de interação com a sociedade em que ela está inserida. O apoio aos bons projetos governamentais, a parceria com outras sociedades e agremiações e a participação efetiva em campanhas fraternais promovidas por entidades de cunho religioso só nos aproxima da população e desmentem as bobagens que falam de nós.

Há também um aspecto de suma importância: cabe aos maçons deixarem de lado comportamentos falaciosos. É muito comum perguntarem a alguns maçons qualquer coisa sobre maçonaria e eles responderem: – Isto é segredo!. Eu não sei qual a dificuldade em responder ou dizer que não sabe!

O problema é que a maioria age assim para se manter envolto nas “brumas do mistério”. É o típico Irmão que não apresenta nenhum candidato, pois se apresentar um colega de trabalho e este for admitido perderá o status quo. Temos que ficar atentos, pois preconceitos podem levar a discriminações, e não desenvolvem o pensamento arcaico que isto não atinge um “Obreiro da Arte Real”. Normalmente os alvos das discriminações não serão os Irmãos, mas sim as cunhadas e sobrinhos. Não permitam o isolamento da Loja e dos maçons. Aproximem-se dos formadores de opinião, tragam esclarecimentos para os que ignoram nossa história e aspirações.

Autor: Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt, 25 – GLMMG

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

sábado, 4 de julho de 2020

DO NÍVEL À PERPENDICULAR

DO NÍVEL À PERPENDICULAR - OS INSTRUTORES DOS APRENDIZES E COMPANHEIROS - REAA

Em 20.02.2019 o Respeitável Irmão Francisco Kennedy C. de Souza, Loja Estrela da Fronteira, 2.024, REAA, GOB-MS, Oriente de Mundo Novo, Estado do Mato Grosso do Sul, apresente a seguinte questão.

DO NÍVEL À PERPENDICULAR

Estimado Ir Pedro Juk, novamente recorro aos teus conhecimentos para esclarecer uma dúvida. No início pág. 93 do ritual do REAA, grau de Comp∴ lê-se que o Aprendiz ao ser elevado, vai do Nível à Perpendicular (prumo), assim sendo não consigo compreender essa parte, pois se o 2º Vigilante porta a joia do prumo (perpendicular) e o Companheiro passou a esse instrumento, não seria o 2ºVig∴ que deveria ser o responsável pelas suas instruções?

Por favor, me diga se o equívoco está no texto, naquele que é o indicado para ser o responsável pelo Comp∴ ou se é minha interpretação?

CONSIDERAÇÕES:

AVENTAIS

Master Apron acacia France - séc XIX

UMA HISTÓRIA SOBRE A MAÇONARIA

UMA HISTÓRIA SOBRE A MAÇONARIA CONTADA POR UM PROFANO
*Mauro Tavares Cerdeira

Não sou maçom. Nunca fui. Eis uma organização interessante. Quase ninguém sabe exatamente o que é e qual sua importância. Um e outro chega a dizer que é uma organização secreta, ou até uma espécie de “máfia”. Não é nada disso. A maçonaria é uma sociedade de ajuda mútua. É uma organização em que homens do comércio e da indústria, profissionais liberais e outros se reúnem, para se conhecer, trocar impressões, indicações profissionais, experiências, ajudar aos que necessitam de quando em vez, fofocar um pouco, e se meter uns na vida dos outros, como de resto todos nós fazemos, em família ou fora dela.

O mistério e os segredos vem por conta de uma briga antiga com a Igreja Católica, que temia uma competição da organização, quando reinava soberana entre as sociedades civis organizadas. A crítica à maçonaria, nos dias atuais, talvez fique por conta de estar um pouco desatualizada, de conservar-se muito fechada, machista etc. Mas isso é coisa para ser resolvida lá entre os maçons. Cada um com seus problemas. Já fui indicado por um primo e um tio, muito queridos, para a maçonaria, e confesso que fiquei entusiasmado, já que gosto muito de fazer amigos, trocar idéias, de ajudar e ser ajudado. Mas nas duas vezes aconteceu de começarem a ligar para os bancos que tenho conta, para os meus amigos, e não resisti à varredura. Vai ver que valorizo mais a privacidade que a oportunidade do convívio. “Cada cabeça, uma sentença”.

Estava explicando isso tudo para meu irmão caçula, em viagem que fizemos por conta de uma audiência, quando me contou que havia sido convidado por um médico, amigo dele, a ingressar na maçonaria. E daí contei uma história antiga, que me deixou bastante comovido na época, que passo a contar agora, rapidinho, para quem quiser ler.

Morávamos no sul de Minas, em uma pequena cidade. Eu devia ter uns 11 anos. Uma prima, quatro ou cinco anos mais velha, inteligente e independente, havia tido um arranca-rabo com os pais e achou por bem pegar o dinheirinho que tinha e embarcar em um ônibus que, sete horas depois, às 22h, a deixou na rodoviária da Capital de São Paulo. Como já era crescida em tamanho, enganou bem o motorista, passando-se por maior de idade.

Havia se vingado dos pais, mas o tempo começou a passar, a madrugada se aproximava, a barra foi ficando pesada, dinheiro quase não tinha. Enquanto isso, em Muzambinho, a família enlouquecia, procurando a mocinha por todos os lugares, sem poder supor a viagem insólita. Instaurado o desespero, a menina telefonou para casa, não me lembro de que forma. A família entrou em pânico. Tinham apenas um parente na cidade de São Paulo, mas não conseguiam contato. Isso já faz mais de 20 anos, não tinha celular, nem todo mundo tinha telefone. Tudo era difícil. Confiar em polícia que não iam. Quase meia-noite. Quinze anos de idade. 450 quilômetros de péssimas estradas de distância. Um pesadelo.

Mas meu tio, pai da prima viajante, era, e é até hoje, um bom maçom. E havia uma lista de líderes maçons em cada município. Contatado o de São Paulo, este localizou um outro, que residia próximo da rodoviária, que trocou o pijama, pegou um táxi, e em menos de 40 minutos minha prima estava jogando dominó no conforto de seu apartamento, com sua filha de mesma idade.

No outro dia, o parente, que era um tio querido, então localizado, foi buscá-la. O pai se dirigiu a São Paulo e, entre beijos e abraços, encerrou-se o caso, sem processo contra a empresa de ônibus, o que se fosse hoje, certamente teria ocorrido.

O tempo leva muito de nossa memória e algumas coisas ouvi de terceiros. Não sei dizer se tudo o que conto é exatamente a verdade. Talvez seja uma mistura de ficção e realidade. Mas fiquei impressionado, na época, com o fato de haver uma organização, um elo de união, capaz de promover um ato de ajuda, humanitário, com confiança plena, entre pessoas que efetivamente não se conheciam. Até hoje dou parabéns aos maçons por isso.

E em um mundo que cada vez percebe mais um pouco, que a saída para a solução de seus constantes problemas é a união, a organização e a associação, acho que a maçonaria é um bom exemplo, assim como hoje em dia temos muitos outros.

*Mauro Tavares Cerdeira é advogado
São Paulo-SP

Fonte: omalhete.blogspot.com

sexta-feira, 3 de julho de 2020

LUGAR NO TRONO

LUGAR NO TRONO
(republicação)

Em 07/10/2015 o Respeitável Irmão Rodrigo Dreher, Loja Sepé Tiaraju, no 1.174, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita os esclarecimentos seguintes: rodrigodreher@me.com

No REAA do GOB é dito que o 1º Vigilante é o substituto do Venerável Mestre quando está ausente. Não podendo, no entanto realizar Sessões Magnas de Iniciação, Elevação etc... Minha dúvida é se numa Sessão Ordinária em que o 1º Vigilante está substituindo o Venerável Mestre ele pode ocupar o trono de Salomão?

CONSIDERAÇÕES:

A questão não é do REAA do GOB, a questão é de tradição na Maçonaria, onde de há muito o substituto imediato do Venerável sempre foi o Primeiro Vigilante.

No caso das Sessões Magnas um Ex-Venerável é necessário devido ao manuseio na sagração da Espada Flamejante. 

Assim, de modo precário o substituto imediato toma assento no mesmo lugar destinado ao Venerável, que infelizmente de modo equivocado seria tratado de trono de Salomão ao ponto de se tornar consuetudinariamente o nome dado ao sólio. 

Por assim ser é que o substituto atuará do mesmo lugar do Venerável – na cadeira central colocada no Altar. 

É oportuno salientar que na França, de onde é originário o REAA, não existe o título honorífico de Mestre Instalado, senão apenas o Venerável Mestre e os Ex-Veneráveis. Instalação lá significa simplesmente posse, sem lenda ou sinais como os por aqui enxertados, já que Instalação é mesmo ato da Maçonaria Inglesa. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.060 – Melbourne (Vic.) segunda-feira, 23 de maio de 2016

ALBERT PIKE: BREVE RELATO DE SUA VIDA E OBRA

ALBERT PIKE: BREVE RELATO DE SUA VIDA E OBRA
Cloves Gregorio

Quando se fala em personalidade do Rito Escocês Antigo e Aceito, quase todo maçom pensa automaticamente em Albert Pike. O nome deste Maçom é citado tanto por estudiosos da história e filosofia da fraternidade, quanto por seus detratores, que por sinal não são poucos. Albert Pike, nasceu em Boston, Massachusetts, no ano de 1809. Segundo uma pequena biografia, na versão em português de Moral e Dogma da Livraria Maçônica Paulo Fuchs:

Recebeu sua educação inicial em Newburyport e em Framingham, e em 1825 ingressou no Harvard College, sustentando-se e ao mesmo tempo ensinando. Tinha chegado apenas ao ginásio quando suas finanças o compeliram a continuar seus estudos sozinho, ensinando enquanto estava em Fairhaven e Newburyport, onde era professor efetivo do curso de gramática e depois teve uma escola particular. Anos mais tarde, alcançou tal distinção na literatura, que recebeu o grau de Mestre Honorário em Artes na Universidade de Harvard, da qual ele tinha sido excluído no colégio por falta de possibilidade de pagar seus estudos.

Pike era como qualquer erudito de seu tempo e atuou em diversas áreas. Desde um nômade viajante pelas terras do Oeste, de onde lhe rendeu até mesmo um Livro (Prose sketches and poems written in the western country), a jornalista para o Little Rock Advocate. Em 1835 foi autorizado a advogar no Arkansas, e o fez até a guerra do México, quando se juntou as tropas em 1846. Depois de atuar como advogado até na suprema corte dos EUA, escreveu o livro “As máximas da legislação Romana e Francesa” em três volumes. Pike tinha uma proximidade grande com os povos indígenas, e atuou representando a defesa dos mesmos, chegou a ganhar uma causa milionária em conjunto com sua equipe em favor dos índios Choctaw. A pequena biografia ainda diz que Albert Pike “Foi indicado Comissário para as tribos do Território Indígena. Como tal, conseguiu a aliança dos índios Creek, Seminole, Choctaw, Chickasaw e parte dos Cherokee com a Confederação. ”. 

Em agosto de 1861 recebeu o posto de General Brigadeiro dos Estados confederados e comandou destacamentos de indígenas, mas sua carreira de militar não foi tão espetacular quanto foi a de advogado e escritor, perdeu batalhas e foi preso. Após o término da guerra Pike morou em Memphis no Tennesse e depois fixou residência em Washington D.C. Foi advogado atuante na corte até 1880 e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para a Jurisdição Sul dos EUA por 32 anos. 

A pequena biografia termina descrevendo os dizeres da estátua de Pike, do qual reproduzirei agora: 

“Pioneiro, um cruzado da justiça para os índios americanos, brincalhão, reformador, jornalista, filósofo, advogado proeminente…

…general da Guerra Civil, violinista, cantor, compositor; realmente, um homem da Renascença”.

Algumas Curiosidades sobre a vida Maçônica de Pike e suas Obras

Maçônicamente Albert Pike é um expoente no Rito Escocês, tendo sido Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para a Jurisdição Sul dos EUA do ano de 1859 até sua morte em 1891. Além de ter contribuído com a reformulação dos graus, diversas obras são utilizadas até hoje na educação maçônica dos irmãos filiados aquele Supremo Conselho, como por exemplo o programa Mastercraftsman (mestre artesão), que compreende ensinamentos complementares do Rito Escocês e que utiliza o Esoterika, que é um livro de apoio do Módulo I – Loja simbólica, e o Moral e Dogma, versão comentada por Arturo de Hoyos no Módulo III – A filosofia do Rito Escocês.

O Moral e Dogma, considerado sua obra prima, compreende ensaios filosóficos utilizando os símbolos do Grau 1 ao 32 do REAA, com o intuito de melhorar o entendimento dos irmãos que galgam aos graus superiores. O livro também é alvo de conspiracionistas e antimaçons, do qual até inventaram um capítulo contendo o “segredo” do Grau 33 que basicamente se resume em atingir a iluminação através de Lúcifer, sendo que conforme dito anteriormente, o Livro só vai até ao Grau 32. Talvez o mais famoso antimaçom detrator do sábio maçom seja Léo Taxil, que atribuiu a figura de Pike um título equivalente a “Papa da Maçonaria” e que em suas palavras em uma conferência realizada em 19 de abril de 1897, confessa suas mentiras:

Outro motivo era que tínhamos situado nos Estados Unidos, em Charleston, o centro do Paladismo, dando-lhe como fundador o defunto General Albert Pike, Grão-Mestre do rito escocês na Carolina do Sul. Este maçom célebre, dotado de grande erudição, havia sido uma das altas luzes da Ordem; nós o convertemos no primeiro papa luciferiano, chefe supremo de todos os francos-maçons do globo, conferenciando regularmente, toda sexta-feira, As três da tarde, com o Senhor Lúcifer em pessoa.

Ou seja, Léo Taxil só não passava de um embusteiro aproveitador. 

Aos que pretendem ler a famosa obra, é importante salientar que a parte que aborda o simbolismo no Moral e Dogma é referente ao trabalho Litúrgico realizado nas Blue Lodges americanas, ou seja, o Rito de York, e não ao Rito Escocês como conhecemos no Brasil. Um exemplo disso são as ferramentas apresentadas para o Grau de Aprendiz, que são o Maço e a régua de 24 polegadas, conforme imagem de apoio. Uma curiosidade a ser apresentada é que quando Falamos Rito Escocês Antigo e Aceito ou Rito de York nos EUA, refere-se aos sistemas de graus superiores.

Ainda Hoje existe uma estátua de Albert Pike que foi erigida pelo Supremo Conselho do Grau 33 do REAA para jurisdição Sul dos EUA, logo após sua morte em 1891. Segundo o site do “The El Paso Scottish Rite”, Pike é o único oficial militar confederado que tem uma estátua ao ar Livre em Washington, DC. Em 2017, o monumento foi alvo de protestos e vandalismos como denunciou Edgar Freitas em seu maravilhoso “York Blog”. Os protestos se devem ao Maçom ter sido General do exército confederado, mas como aponta o próprio autor do Blog, já aconteceu antes só que por fundamentalistas religiosos, além de ser um prato cheio para políticos aproveitadores.

Outra curiosidade sobre Pike trazida pelo site do “The El Paso Scottish Rite”, é que o mesmo em 1883 foi recebido em El Paso para instalar a primeira Loja do Rito Escocês na região e na ocasião ele próprio supervisionou e ajudou um carpinteiro local chamado John J. Stewart (Mais escocês que isso impossível) na confecção da mobília para a sala da Loja, que incluía desde o altar em redwood (Sequóia) com chifres em cobre a colunas, corrimões e candelabros de madeira. Esse mobiliário foi utilizado pela Loja de Perfeição no vale de El Paso até 1952, quando perceberam que o material se deterioraria e o separaram em uma sala para preservação e exibição dos itens. Hoje essa sala é conhecida como a “Sala de Pike”.

Referências

PIKE, Albert. Moral e Dogma. Tradução de Ladislau Fuchs.

NETO, Edgard Costa Freitas Neto. Estátua de Albert Pike no centro de controvérsia nos EUA. Disponível em: https://york.blog.br/estatua-de-albert-pike-no-centro-de-controversia-nos-eua/. Acesso em maio de 2019.

TAXIL, Leo. A conferência de Leo Taxil. Tradução de L P Baçan.

El Paso Scottish Rite. Albert Pike Room. Disponível em: http://www.elpasoscottishrite.org/albert-pike-room.html. Acesso em maio de 2019.

Fonte: http://www.maconariatupiniquim.com.br

quinta-feira, 2 de julho de 2020

ABÓBADA

ABÓBADA
(republicar)

Em 07/03/2016 o Respeitável Irmão Ivan Luiz Emerim, Lojas Duque de Caxias e Pesquisa Gênesis, REAA, GOIRS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão: ilemerim@gmail.com

Venho solicitar o seu parecer abalizado sobre o seguinte:

- Fato: Está sendo construído um novo e grande Templo em nossa cidade (REAA). Sou amigo de muitos Irmãos desta Loja e, por isto, volta e meia solicitam algum parecer uma vez que nosso Templo (Duque de Caxias) recentemente passou por uma reforma, ocasião na qual também lhe solicitei orientações, nas quais fui atendido gentilmente como de hábito. Ocorre que estão começando a fazer a Abóbada e surgiu uma dúvida para a qual solicito seus préstimos.

- Dúvida: Segundo o Ritual de Aprendiz em vigor em nosso Oriente, na descrição da Arquitetura do Templo, em certa altura menciona o seguinte: “O teto do Templo será uma representação da abóbada celeste, com a presença simbólica do Sol, da Lua e das constelações mais conhecidas (Ver Esquema). No Oriente, um pouco à frente do Trono, o Sol; por cima do Altar do 1o Vig., a Lua em quarto crescente; e do 2o Vig., uma estrela de cinco pontas...”

- Minha colocação: Li (não sei onde) que a abóbada celeste ocupa somente o teto do Ocidente, e não do Oriente, ou de uma parte deste (vide o supra grifado).

No seu trabalho publicado e intitulado Templo Maçônico – Abóbada – REAA, não faz menção a este particular. Procurei em algumas literaturas e não encontrei e nem reencontrei o que acredito tenha lido a respeito e que formou este meu entendimento. Para não ficar me enganando e nem instruindo da mesma forma, solicito este pequeno esclarecimento.

Irmão Pedro, sabedor de seus inúmeros compromissos e tarefas não me importaria de aguardar esta sua resposta, porém, como o caso é urgente (estão prestes a começar), lhe solicito encarecidamente se pudesse me mandar esta resposta, pode ser breve por enquanto, como resposta deste e-mail.

CONSIDERAÇÕES:

FRASES ILUSTRADAS


LÉXICO MAÇONICO - AGAPE

LÉXICO MAÇONICO - AGAPE
Rui Bandeira

Nos vários textos anteriores, foi várias vezes mencionado o termo “ágape”, aliás num deles definido como refeição tomada em conjunto por maçons, em regra depois, ou imediatamente antes, das reuniões de Loja.

Em circunstâncias ideais, as instalações onde decorrem reuniões de Lojas devem estar preparadas para ter uma sala, de tamanho adequado e devidamente mobilada, onde possa ser servida e consumida a refeição, e ainda local para a confecção desta.

Durante um ágape, são efectuados pelo menos sete brindes, dedicados ao Presidente da República, a todos os Chefes de Estado que protegem a Maçonaria, ao Grão-Mestre, ao Venerável Mestre da Loja, aos demais Oficiais da Loja, aos Visitantes (ou, nos ágapes brancos, às senhoras presentes) e a todos os Maçons, onde quer que se encontrem.

O ágape branco é um ágape em que estão presentes não maçons, em regra familiares e amigos. No ágape branco, o cerimonial é aligeirado ao mínimo, mantendo-se apenas os brindes.

O ágape ritual é considerado o prolongamento dos trabalhos em Loja. Nele, os Aprendizes e Companheiros têm oportunidade de exprimir as suas opiniões, relativamente aos assuntos debatidos em Loja (já que, em sessão de Loja, os Aprendizes e Companheiros devem observar a regra do silêncio, para mais concentradamente poderem dedicar a sua atenção ao que vêm e ouvem) ou colocados em discussão no próprio ágape.

Quando existem condições de privacidade que o permitam, o Venerável Mestre, no início do ágape, informa qual o tema sobre o qual todos os elementos presentes devem emitir as suas considerações, pela forma que entenderem. Seguidamente, cada um dos elementos presentes deve, à vez, levantar-se, apresentar-se e proferir uma alocução breve sobre o tema indicado. Esta rotina possibilita o melhor conhecimento mútuo de todos os membros de uma Loja (pois cada um expõe, em plena liberdade e perante a atenção silenciosa dos demais os seus pontos de vista), facilita a integração dos membros mais recentes (que verificam a prática da igualdade entre maçons e a aceitação das diferenças de opinião entre eles) e contribui para a superação do receio de falar em público de que sofrem algumas pessoas.

Quando existem condições para a refeição ser preparada e consumida nas instalações da Loja, por regra é nomeado um elemento da Loja, que fica com a responsabilidade de dirigir a preparação da refeição e do local onde a mesma vai ser consumida.

Quando não existem as condições de privacidade entendidas necessárias, o ritual do ágape reduz-se aos brindes ou é, mesmo, eliminado, servindo a refeição apenas (e já é bom!) para possibilitar a sã convivência entre os elementos da Loja.

Os ágapes em muito contribuem para a criação e o fortalecimento dos laços de amizade e solidariedade entre os maçons.

Fonte: rimad.net

quarta-feira, 1 de julho de 2020

CIRCULAÇÃO

CIRCULAÇÃO
(republicação)

Em 07/10/2015 o Respeitável Irmão Rodrigo Dreher, Loja Sepé Tiaraju, nº 1.174, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita os esclarecimentos seguintes: rodrigodreher@me.com

No REAA, o Mestre de Cerimônias ao sair de seu lugar e ir ao Oriente necessita fazer toda a volta no Ocidente na circulação destrocêntrica ou pode entrar diretamente sem contornar o quadro do Grau?

CONSIDERAÇÕES:

Existem dois aspectos para serem considerados.

1 – Antes da abertura dos trabalhos – assim que o Venerável chegar ao Oriente e solicitar aos Irmãos que o ajudem abrir a Loja inicia-se o processo de circulação horária, cujo procedimento é mantido até o encerramento dos trabalhos – não confundir circulação com Sinal.

2 – Quando do ingresso dos Obreiros no Templo organizados pelo Mestre de Cerimônias antes dos procedimentos de abertura e em retirada após o encerramento dos trabalhos (Loja Fechada) não existe circulação.

CIRCULAÇÃO. Na verdade é o modo de se deslocar em Loja aberta. Assim no Ocidente, do Norte para o Sul, um obreiro em deslocamento cruza obrigatoriamente o equador (eixo) da Loja entre a retaguarda do Painel e o limite com o Oriente. Do Sul para o Norte ele cruza o eixo entre a porta de entrada e a frente do Painel da Loja.

Ainda, em Loja Aberta o Obreiro ingressa no Templo a partir do Átrio passando pela Coluna do Norte e dele sai pela Coluna do Sul.

No mesmo hemisfério (mesma Coluna) não existe circulação.

No Oriente não existe circulação, porém nele se ingressa obrigatoriamente a partir da Coluna do Norte e dele em retirada passa pela Coluna do Sul.

Em relação ao Mestre de Cerimônias e a vossa questão, ele faz a circulação, inclusive quando ingressar o Oriente, até mesmo em procedimento de abertura da Loja quando ele vai conduzir o Orador para a leitura do Livro da Lei – ele circula pelo Painel e não entra direto no Oriente.

O termo Loja Aberta significa aquela assim declarada pelo Venerável Mestre logo após a abertura do Livro da Lei. Já no que concerne o termo “em procedimento de abertura” implica no ato em que se está providenciando a abertura da Loja conforme o Ritual. Por fim, Loja Fechada significa que os trabalhos foram encerrados estando inclusive fechado o Livro da Lei – não confundir com fechar a porta do recinto.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.055 – Melbourne (Vic.) quarta-feira, 18 de maio de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS 

1º - Emblema considerado na Maçonaria como a imagem das vinte e quatro horas do dia. 

2º - Entre os Maçons operativos, a Régua, dividida em 24 partes de uma polegada cada uma, era utilizada para tomar as dimensões da pedra que devia ser preparada. 

3º - Na Maçonaria Especulativa foi ela considerada como uma das ferramentas do Aprendiz Maçom, sendo as suas divisões vistas como representando as horas. 

4º - A Régua de 24 polegadas, pois, marca o Aprendiz, a judiciosa distribuição do tempo, representando também ele o emblema do aperfeiçoamento e da retidão. 

5º - Simboliza, para todos os maçons, a precisão na execução, a obrigação, a pontualidade e a exatidão. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

PADRES MAÇONS

PADRES MAÇONS
Lista incompleta dos Irmãos e Sarcedotes de nossa história.

Bispo Azeredo Coutinho 33∴ (Escritor português prelado de Pernambuco.)
Bispo Conde de Irajá 33∴ (Sagrador, coroador e celebrante do casamento de Dom Pedro II.)
Conego Dr. João Carlos Monteiro 3∴
Conego Francisco L. de Brito Medeiros Campos 3∴
Conego Ismael de Senna Ribeiro Nery 18∴
Frei Antonio do Monte Carmelo 18∴
Frei Candido de Santa Isabel Cunha 18∴
Frei Carlos das Mercês Michelli 7∴
Frei Francisco de Monte Alverne 33∴ (Maior pregador do século XIX.)
Frei Francisco de Santa Thereza Sampaio 7∴ (Grande polemista)
Frei Francisco de São Carlos 33∴
Frei Joaquim do Amor Divino Caneca 7∴
Frei Norberto da Purificação Paiva 33∴
Monsenhor Pinto de Campos ∴ (Escritor pernambucano.)
Padre Albino de Carvalho Lessa 3∴
Padre Antonio Alvares Guedes Vaz 18∴
Padre Antonio Arêas 3∴
Padre Antonio da Immaculada Conceição 3∴
Padre Antonio João Lessa 7∴
Padre Auliciano Pereira de Lyra 33∴
Padre Bartholomeu da Rocha Fagundes 30∴
Padre Candido Ferreira da Cunha 33∴ ( 1º Presidente da Constituinte do Brasil.)
Padre Diogo Feijó 33∴ ( Regente do Brasil, na menoridade de D. Pedro II.)
Padre Ernesto Ferreira da Cunha 17∴
Padre Francisco João de Arruda 3∴
Padre Francisco José de Azevedo 18∴ (Inventor da primeira maquina de escrever.)
Padre Francisco Marcondes do Amaral 3∴
Padre Francisco Peixoto Levante 15∴
Padre Guilherme Cypriano Ribeiro 3∴
Padre Januário da Cunha Barbosa 7∴ ( Orador sacro, fundador do Instituto Histórico Brasileiro. )
Padre João da Costa Pereira 3∴
Padre João José Rodrigues de Carvalho Celeste 7∴
Padre Joaquim Ferreira da Cruz Belmonte 33∴
Padre José Capistrano de Mendonça 30∴
Padre José da Silva Figueiredo Caramurú 32∴
Padre José Luiz Gomes de Menezes 33∴
Padre José Roberto da Silva 3∴
Padre José Sebastião Moreira Maia 3∴
Padre Lourenço de Albuquerque Loyola 3∴
Padre Manoel Cavalcante de Assis Bezerra de Menezes 3∴
Padre Manoel Telles Ferreira Pita 7∴
Padre Paulo de Maia 3∴
Padre Thomaz dos Santos Mariano Marques 3∴
Padre Torquato Antonio de Souza 3∴
Padre Vicente Ferreira Alves do Rosário 33∴
Vigário Eutychio Pereira da Costa 33∴ ( Deleg. do Grão Mestre no Pará em 1.877 – Bol G.O.B. 1.918 pág. 1.123.)

(Garantimos a autenticidade dos presentes nomes, pois se acham registrados na Grande Secretaria Geral da Ordem no Rio de Janeiro – Do Popular ( Victoria, de 16 de Maio de 1.908.)

Padre Vicente Gaudinieri ( Iniciado na Loja Modestia nº 0214, em Morretes, transferido para Palmeira-PR, onde, por coincidência em 1º/02/1.898 foi fundada a Loja Conceição Palmeirense, a qual mais tarde, mudou o nome para Loja Moria. Participou como fundador da Loja Luz Invisível, está registrado no Livro de Obreiros nº 1, na página nº 23.)

Padre Guilherme Dias (A Loja Luz Invisível nº 33 – Curitiba, possue correspondência deste irmão, quando passou a residir na cidade de Ponta Grossa.)

Padre Roberto Pratis Alvarenga, 33, Loja independência n1 e Cidade de Vila Velha n89 (GLMEES).

Pesquisa realizada por: Hiran Luiz Zoccoli modificado por Leonardo Loubak

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br