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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 18 de abril de 2020

QUESTÕES SOBRE OS SINAIS PENAIS

QUESTÕES SOBRE OS SINAIS PENAIS
(republicação)

Em 14.07.2015 o Respeitável Irmão Maurício Antonio Pellegrino Adamowski, Loja Cavaleiros da Paz, 164, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, formula o que segue:
mauricio@pellegrino.adv.br 

Estou estudando sobre a Palavra em Loja. Vários aspectos serão abordados em uma apresentação. Mas um em específico tem me chamado a atenção, principalmente pela falta de material. Muito objetivamente: em Loja fala-se à Ordem, em pé, no uso do sinal do grau (salvo exceções próprias). São três os sinais, pois três são os graus. Perguntas: 

1. Antes da instituição do 3º Grau já se utilizava o sinal enquanto no uso da Palavra (trabalho do Irmão Hercule diz que sim)? 

2. Os sinais para os 1º e 2º Graus, antes do 3º Grau, já eram os mesmos utilizados hoje? 

3. Tem-se: garganta, coração e abdômen. Qual a explicação para que cada um destes esteja ligado ao grau que está? Por certo que o sinal penal, ou saudação, faz alusão ao juramento, mas por que cada um destes está onde está? No 3º Grau a lenda reafirma cada uma das punições auto sugeridas, mas e antes de existir o 3º Grau? Por que cada uma das penas está alocada no seu respectivo grau? Consigo entender porque maço e cinzel no 1º Grau, ou mesmo alavanca no 2º Grau. Mas não encontro liame com o específico sinal de ordem com o seu respectivo grau. Qual o específico liame entre a pena do juramento do 1º Grau e a doutrina desse Grau? E consequentemente de cada um dos demais. Comparando os três entre si, sendo o 3º Grau mais espiritualizado não seria mais “adequado” que o seu juramento/sinal referenciasse o coração? 

Creio que me fiz entender quanto à dúvida. Espero que o Irmão me possa trazer alguma luz. Tenho algo em mente, mas não gostaria de expor até receber um retorno. 

CONSIDERAÇÕES:

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


SIGNIFICADO DE BAPHOMET

SIGNIFICADO DE BAPHOMET

Baphomet ou Bafomé é uma síntese de vários conceitos mágico-místicos, mais conhecida por sua relação com os Templários e a Maçonaria. 

Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério?

História 

Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição. 

No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica. 

No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma "cabeça", um "crânio", ou de um "ídolo com três faces", nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

SAUDAÇÃO NA ENTRADA DO ORIENTE

SAUDAÇÃO NA ENTRADA DO ORIENTE
(republicação)

Em 13.07.2015 o Respeitável Irmão Perilio Barbosa Leite da Silva, Loja Arte e Virtude, REAA, GOB-MG, Oriente de Lajinha, Estado de Minas Gerais, solicita esclarecimento para o que segue: 
barbosaoilirep@gmail.com 

A saudação feita ao Venerável Mestre na entrada e saída do Oriente ela é feita somente depois da abertura do Livro da Lei? 

CONSIDERAÇÕES:

Salvo o Sinal composto por todos no Ocidente em cumprimento ao segundo dever do Vigilante por ocasião dos procedimentos de verificação para a abertura da Loja, Sinais são feitos apenas com a(s) mão(s) depois de declarada a Loja aberta pelo Venerável que ocorre imediatamente após a leitura do Livro da Lei. 

Assim, cumprindo o previsto no Ritual, a saudação somente é feita pelo Sinal ao Venerável Mestre toda vez que um Obreiro ingresse ou saia do Oriente. Em estando o protagonista com as mãos ou mão ocupada, ele fará nessa oportunidade apenas uma parada rápida e formal, porém sem inclinação do corpo ou maneios com a cabeça. 

A saudação pelo Sinal é também executada hierarquicamente às Luzes da Loja quando da execução da Marcha do Grau na entrada formal. 

Da mesma forma, se em retirada definitiva do Obreiro antes do encerramento dos trabalhos. Nesse caso o Obreiro entre Colunas e próximo à porta do Templo também saúda hierarquicamente pelo Sinal às Luzes da Loja.

Não existe nenhuma saudação e parada formal durante o deslocamento de uma para outra Coluna quando o protagonista porventura cruzar o eixo longitudinal do Templo (equador).

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.914 – Rio Branco (AC) – segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

JACQUES DE MOLAY

JACQUES DE MOLAY

Em 1298, Jacques de Molay foi nomeado grão-mestre dos Cavaleiros Templários, uma posição de poder e prestígio. Assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Thibaud Gaudin, no mesmo ano de 1298.

De Molay veio a falecer morto na fogueira aos seus 70 anos de idade no dia 18 de março de 1314 condenado pelo rei da França, Felipe o Belo e pela igreja de Roma, o papa Clemente V.

Nascido em Vitrey-sur-Mance, comuna francesa atualmente localizada no departamento de Haute-Saône, França, embora na época o vilarejo pertencesse ao Condado da Borgonha. Jacques de Molay nasceu no ano de 1244, em uma família da pequena nobreza francesa. Muito pouco se sabe sobre sua infância e adolescência.

E como muitos filhos da nobreza européia, de Molay entrou para a Ordem dos Cavaleiros Templários, organização sancionada pela Igreja Católica Apostólica Romana para proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre, sendo a última, à época, um importante porto no mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas, e conquistou um nome de valor e heroísmo.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

SUBSTITUTO DO SEGUNDO VIGILANTE

SUBSTITUTO DO SEGUNDO VIGILANTE
(republicação)

Em 11.07.2015 o Respeitável Irmão Perilio Barbosa Leite da Silva, Loja Arte e Virtude, REAA, GOB-MG, Oriente de Lajinha, Estado de Minas Gerais, pede o seguinte esclarecimento: barbosaoilirep@gmail.com 

No caso de substituição precária do 1º Vigilante pelo 2º Vigilante, quem substitui o 2º Vigilante? O 1º ou 2º Experto? E onde está determinado que é este Oficial que substitui o 2º Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

FRASES ILUSTRADAS


TELHAMENTO OU TROLHAMENTO???

TELHAMENTO ou TROLHAMENTO???
Por Kennyo Ismail

Muitos irmãos considerados intelectuais de maçonaria já dissertaram sobre qual o termo correto para o exame de proficiência aplicado em visitantes desconhecidos em Lojas Maçônicas. Isso porque as Grandes Lojas brasileiras adotam o termo “trolhamento” enquanto que o GOB adota o termo “telhamento”. 

Praticamente todos os que se deram o trabalho de escrever sobre o referido tema, incluindo aí José Castellani, Rizzardo da Camino, e muitos outros, concordaram que o correto é “telhamento”, justificando que “telhamento” tem relação com telhado, cobertura, que simboliza a proteção da Loja, já que o telhado protege o templo das intempéries. E isso se encaixa perfeitamente com a ação de examinar os visitantes desconhecidos, de forma a impedir a entrada de profanos. Daí, esses autores de trabalhos, pranchas, peças de arquitetura e livros reforçam ainda mais essa teoria dizendo que “trolhamento” é trabalhar com a trolha e argamassa, atividade que não teria relação alguma com “cobertura”, ou seja, com a proteção do templo. Correto? Vejamos:

quarta-feira, 15 de abril de 2020

SINAL DE ACLAMAÇÃO

SINAL DE ACLAMAÇÃO
(republicação)

Em 11.07.2015 o Respeitável Irmão Luiz Carlos do Nascimento, Loja Perseverança e Vigor, 2.638, REAA, GOB, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, pede o seguinte esclarecimento: lcnasci10@gmail.com

Entre os obreiros da nossa Loja existe uma dúvida quanto ao procedimento ritualístico, na abertura dos trabalhos: Exemplo: O V∴M∴ após a abertura do L∴ da L∴, pelo Orador diz: A mim meus IIr∴, pela Saud∴ (faz-se), pela Bat∴ (executa-se) e pela Aclam∴ Huz∴, Huz∴, Huz∴

1 - Na opinião do Irmão, como devemos proceder: A mim meus IIr∴, pela Saud∴ ( faz-se e volta a Ordem), para posteriormente executar a Bat∴, em seguida a Aclam∴.

2- Ou faz-se, a Saud∴ e em seguida sem voltar a Ordem executa a Bat∴ e a Aclam∴

3- Qual é o procedimento correto: Os que voltam à Ordem? Ou os que não voltam à Ordem? Ou tanto faz?

OPINIÃO:

Sem os excessos de preciosismos, entendo o seguinte: Após a abertura do abertura do Livro da Lei acatando a ordem do Venerável faz-se a Saudação pelo Sinal Penal, sem que para isso seja preciso compô-lo novamente e imediatamente se executa a Bateria do Grau com a palma da mão direita sobre a palma da mão esquerda que fica parada. Ato seguido volta-se a compor o Sinal e dessa postura assumida pronuncia-se a Aclamação na forma de costume.

Todos esses esclarecimentos (mais de duzentos) eu deixei nos provimentos que enviei ao GOB em outubro do ano de 2.013 quando eu ainda era o Secretário Geral para o REAA. Infelizmente, nenhuma resposta eu recebi. Enquanto isso permanece as dúvidas, embora eu tenha estado sempre à disposição dos Irmãos para emitir a minha opinião se ela ainda for importante

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.908 – Rio Branco (AC) – segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

MINUTO MAÇÔNICO

EQUINÓCIOS

1º - Pontos da órbita da Terra ao redor do Sol, em que a inclinação polar forma ângulo reto com uma linha traçada entre o Sol e a Terra. Resultando, nessa ocasião, ser igual a extensão do dia e da noite em todas as regiões terrestres. 

2º - Isto ocorre em dois pontos da eclíptica terrestre, chamados no hemisfério norte, respectivamente, Equinócio Vernal e Equinócio Outonal. 

3º - Equinócio Vernal, quando o Sol entra no signo de Aires em 21 de março e Equinócio Outonal quando entra no signo de Libra em 22 de Setembro. 

4º - No REAA, os equinócios e bem assim como os solstícios, marcam as datas em que reúnem, ordinariamente os Consistórios dos Príncipes do Real Segredo. 

5º - A morte e glorificação de deuses, heróis ou instrutores e inclui-se Hiram Abiff, era e é comemorado em data variável, próxima a 25 março. (Equinócio Vernal)

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A CORDA DE NÓS E A PRÁTICA DA SOLIDARIEDADE

A CORDA DE NÓS E A PRÁTICA DA SOLIDARIEDADE
J-J .Bri∴ da R∴L∴ “Thélème” do Grand Orient de France.
Tradução José Antonio de Souza Filardo M∴I∴ 

Porque ter escolhido tratar o conceito de Solidariedade como virtude maçônica tendo como único objetivo a prática da fraternidade, “A virtude chamada solidariedade, dizia Leon Bourgeois, é a união voluntária e o devotamente recíproco dos homens.” “Nada durável se constrói sem solidariedade”.

A Cadeia de União designa a corda de nós representada ao redor das paredes do Templo. Esta corda é amarrada em entrelaços, a intervalos regulares ao redor da sala, chamados “laços de amor” em forma de oito (8), símbolo do infinito em matemática, que são em número de 12 e correspondem aos signos do zodíaco. Ela também figura sobre numerosas gravuras ilustrando cenas maçônicas ou bordada sobre acessórios de vestimenta como os aventais de mestres. Ela indica que somos todos os elos pertencentes à mesma corrente. Com os antigos pedreiros, ela era a ferramenta indispensável para calcular os ângulos, em maçonaria ela simboliza a cadeia de união. A Cadeia de União, segundo sua definição, liga e une.

terça-feira, 14 de abril de 2020

ESTRELAS DA COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Em 30.01.2020 a Secretaria Estadual de Orientação Ritualística (GOB) de uma unidade da Federação apresentou a seguinte questão:

ESTRELAS

Recebi mais uma consulta cuja resposta está fora do meu alcance e tomo a liberdade de buscar socorro com o irmão: Aqui no Espírito Santo algumas lojas estão substituindo a luz de vela das estrelas por iluminação elétrica (a pilha ou bateria). Justifica-se, pois a ação do ar refrigerado apaga frequentemente muitas velas. Uma Loja vai implantar esse sistema, mas quer usar as estrelas ao pé da letra. No lugar de cada vela irá uma estrela de 5 pontas iluminada (provavelmente cor laranja) e me perguntou se pode ser dessa forma. O que o eminente irmão me orienta a responder?

CONSIDERAÇÕES:

É perfeitamente viável que na atualidade as velas, nesse caso conhecidas como estrelas, sejam substituídas na ponta dos respectivos bastões por outros elementos que produzam luz – por exemplo, uma pequena lâmpada que se acende quando alimentada por uma pilha ou bateria.

Estrelas (conjunto de bastões com velas), nos Ritos que adotam essa prática ritualística, assumem o nome genérico das luzes que são trazidas na mão esquerda de cada componente da Comissão de Recepção. A função dessa liturgia é a de iluminar a passagem. 

Nesse caso, a estrela é sinônimo de luz e não necessariamente deve ser um objeto de forma estelar com cinco ou mais pontas. 

Assim, reitero que essas estrelas (velas ou pequenas lâmpadas) são apenas e tão somente elementos que simbolicamente iluminam a passagem dos que adentram em determinadas ocasiões no recinto. Desse modo elas não precisam ser literalmente representadas por estrelas formadas por um determinado número de pontas. O mais importante é o que a sua luz representa, não o formato estelar da lâmpada.

Cabe mencionar que a origem desse costume advém de tempos antigos. Na realidade eram archotes ou tocheiros acesos que alguns Irmãos, designados para tal, empunhavam para iluminar o caminho próximo à entrada do recinto àqueles que chegavam para as reuniões. Nesse sentido, a Moderna Maçonaria, através de alguns Ritos trouxe esse costume se fazendo valer não mais de archotes ou tocheiros, mas de bastões com velas acesas no seu topo que, além da emblemática iluminação do caminho, também sugerem as boas vindas fulguradas àqueles que, de acordo com o protocolo de recepção, passam por essa cerimônia de boas-vindas. 

Assim, em se levando em conta o caráter evolucionista da Ordem, é perfeitamente possível na atualidade também se substituir as estrelas (velas acesas) por pequenas lâmpadas alimentadas por fontes individuais de energia de modo a produzir o efeito luminoso, porém sem que essas lâmpadas obrigatoriamente devam possuir o exato formato de uma estrela tal como comumente ela é representada e ainda por cima com um determinado número de pontas. Destaque-se que a função desse objeto de trabalho é o de produzir luz para simbolicamente clarear a passagem.

Na liturgia maçônica dos ritos que adotam esse costume, explica-se que o maior número de estrelas posicionadas sempre ao Norte se deve à ideia iniciática de que o setentrião é mais escuro que o meridião, daí maior número de luzes ficar em mãos da comissão sempre ao lado Norte.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A CONVENÇÃO DE BALTIMORE

A CONVENÇÃO DE BALTIMORE DE 1843
(Aquela que mudou a cara da Maçonaria)
Por Luciano Rodrigues

Esta história começa em dezembro de 1839. Ela começou com uma resolução aprovada pela Grande Loja do Alabama, que solicitou a todas as Grandes Lojas para enviar um representante para a cidade de Washington na primeira segunda-feira de março de 1842, com a finalidade de determinar (padronizar) um modo de trabalho para todas as lojas dos Estados Unidos e para fazer outros regulamentos legais de interesse e segurança do Craft.

A Convenção foi realizada em 7 de março de 1842, no Central Masonic Hall. Dez Grandes Lojas estiveram presente e esses representantes se recusaram a aceitar um delegado da Grande Loja de Michigan, declarando que este não tinha sido estabelecido sob os princípios constitucionais. O relatório foi feito por Charles W. Moore, presidente da Comissão de Credenciais e Grande Secretário da Grande Loja de Massachusetts.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

INGRESSO NO ORIENTE

INGRESSO NO ORIENTE 
(republicação)

Em 11.07.2015 o Respeitável Irmão Perilio Barbosa Leite da Silva, Loja Arte e Virtude, REAA, GOB-MG, Oriente de Lajinha, Estado de Minas Gerais, pede o seguinte esclarecimento: barbosaoilirep@gmail.com

Na entrada do cortejo, o Mestre de Cerimônias conduz o V∴M∴ até o trono, para isso ele adentra o Oriente ou vai somente até as escadas?

CONSIDERAÇÕES:

Um dos ofícios do Mestre de Cerimônias - senão o principal - é o de conduzir, guiar, Irmãos por ocasião dos trabalhos maçônicos. Assim, quem conduz vai sempre à frente do conduzido.

No caso dessa condução do Venerável, o Mestre de Cerimônias à sua frente portando o bastão ingressa no Oriente, e para diante dos três degraus que conduzem ao sólio pelo lado norte do Altar. 

Ali ele dá passagem ao Venerável, aguarda que o mesmo chegue ao Altar e em seguida se dirige para o seu lugar na Loja. 

Lado norte do Altar – é apenas o emprego de expressão ambígua que serve para definir qual o lado em referência do Altar. 

Nesse caso “norte” significa o lado esquerdo daquele que vê ou observa o sólio a partir da porta de entrada do Templo (coincide mais ou menos com a parede norte do Templo).

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.905 – Rio Branco (AC) – sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

domingo, 12 de abril de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

No sábado, 26 de maio, houve manifestações em toda a França, organizadas contra a política de Emmanuel Macron. Christian destacou esta foto tirada durante o desfile de manifestantes em Grenoble, e nos faz este comentário:

A de Macron lembra algo, não é? Ouso dizer que o anti-maçonismo também está escondido nas fileiras da "esquerda" radical? O que você acha?

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber um prédio, um objeto ou decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores de blogs. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

ILUMINAÇÃO NA CÂMARA DO MEIO

ILUMINAÇÃO NA CÂMARA DO MEIO
(republicação)

Em 11.07.2015 o Respeitável Irmão Rossano do Lago, Loja Independência e Luz, 301, REAA, GOB-RJ, Oriente de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão: rmlago@hotmail.com

Querido Irmão Pedro, você não morre mais! Hoje mesmo em um debate habitual sadio entre os Irmãos de nossa Loja, seu nome foi cogitado para nos elucidar em mais uma duvida em nossa constante batalha por cada vez mais cumprir à risca o que diz em nosso Ritual. A dúvida surgiu após fazermos um balanço sobre a sessão de Exaltação realizada na última quarta-feira. A dúvida é sobre a iluminação do Templo. No Ritual de Mestre, em sua página 15, diz - "A Loja não recebendo luz exterior, é somente iluminada por nove luzes em grupos de três, nos Altares do VM e dos Vigilantes; uma lâmpada fosca, de luz tênue, penderá do teto da Loja, por sobre o t∴ ou e∴ simbólico". Nossa interpretação foi literal. Somente essas luzes permanecem acesas durante toda e qualquer sessão de MESTRE feita em Câmara do Meio, seja ela Ordinária ou Magna, independente se é de exaltação ou não. Os mais antigos de nossa Loja dizem que essa iluminação precária só é usada durante a cerimônia de exaltação e que, antes e depois da mesma ou em sessão Ordinária, as luzes da Loja estarão todas acesas normalmente assim como ocorre nas sessões de Aprendiz e Companheiro. Qual situação está correta? Luzes precárias somente durante a Exaltação ou em todas as sessões de Mestre realizadas em Câmara do Meio? Apenas informando que mesmo com essas poucas luzes acessas da para enxergar bem o que se passa no Templo, não causando nenhuma dificuldade para o desenrolar da sessão. Mais uma vez agradeço sua atenção, meu Irmão!

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

CIRCULAÇÃO EM LOJA

Referente à circulação em Loja, no R.E.A.A., praticada pelo Hospitaleiro (Tronco de Beneficência) e pelo Mestre de Cerimônias (Saco de Propostas e Informações) vamos esclarecer alguma coisa, com o texto que segue abaixo, baseado nos diversos artigos do Mestre José Castellani:

Primeiramente deve ser dito e elucidado que as “Três Luzes da Loja”, como já dito, são o Venerável Mestre, o Primeiro Vigilante e o Segundo Vigilante. Eles são também as “Dignidades” da Loja. O Orador e o Secretário são as outras “Dignidades” e os demais membros da Administração são os “Oficiais”.

Igualmente deve ser dito que o Cobridor (interno e externo) pela importância da função, pois segundo a antiga tradição, cuida da segurança da Loja, esse cargo normalmente era ocupado pelo Past Máster mais antigo, devido a experiência adquirida.

Assim, levando em consideração o escrito acima, a circulação formal começa no Venerável Mestre, seguindo em direção ao Primeiro Vigilante e ao Segundo Vigilante.

Volta ao Oriente, com o Orador, o Secretário e posteriormente, com o Cobridor. Em seguida, todos os Mestres com assento no Oriente. Continuando, os Mestres no Ocidente, com assento na Coluna do Sul seguido dos Mestres com assento na Coluna do Norte. Depois os Companheiros e finalmente os Aprendizes.

Caso o Grão Mestre, ou seu Adjunto, estarem presentes em Loja, após o Venerável, o segundo contato, na circulação, é com eles.

Como foi dito, essa é a circulação formal nesse Rito, e foi baseada na tradição.

Devido ao fato de, aparentemente, os três primeiros contatos formarem um triangulo com o ápice para cima e os outros três contatos formarem um triangulo com o ápice para baixo, formando, de modo um tanto quanto forçado, uma Estrela Hexagonal, as “corrente místicas” sugerem ser este o motivo dos seis primeiros movimentos da circulação em Loja.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

O QUE É A PÁSCOA?

O QUE É A PÁSCOA?

Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Com o êxodo, a Páscoa hebraica será a lembrança perpétua da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, através de Moisés. Assumida pelos cristãos, a Páscoa Cristã será a lembrança permanente de que Deus libera seu povo de seus "pecados" (erros), através de Jesus Cristo, novo cordeiro pascal.

O ritual da Páscoa mantém viva a memória da libertação, ao longo de todas as gerações. "Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" - (João, 1:29).

João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos "pecados", ou seja, dos erros, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Cristo como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação. Esta palavra "salvação", segundo Emmanuel, vale por "reparação", "restauração", "refazimento".

Portanto, "salvação" não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação”. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.

Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes. Como disse Celso Martins, no livro "Em busca do homem novo": "Que surja o homem NOVO a partir do homem VELHO. Que do homem velho, coberto de egoísmo, de orgulho, de vaidade, de preconceito, ou seja, coberto de ignorância e inobservância com relação às leis Morais, possa surgir, para ventura de todos nós, o homem novo, gerado sob o influxo revitalizante das palavras e dos exemplos de Jesus Cristo, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na presente sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã.

Que este homem novo seja um soldado da Paz neste mundo em guerras. Um lavrador do Bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da Justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas, políticas e/ou militares. Um defensor da Verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas e tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional. Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da Caridade, como entendia Jesus: Benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."

Por isso, nós Maçons, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta "libertação" e/ou "renovação" é diário, e não somente no dia e mês pré-determinado. Queremos nos livrar deste homem velho. Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos o animal, a natureza, quando abortamos, etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas, etc.

Postada pela Loja Maçônica Sete de Setembro








sábado, 11 de abril de 2020

A CARNE É FRACA

A CARNE É FRACA (Deus e a Páscoa!)
Por Frank Oliveira 
Março de 2007

Ontem, comi carne de frango e vocês sabem, é proibido comer carne na Sexta-Feira santa. Comi escondido, pois temia que alguém estivesse me olhando. Só Deus sabe e agora vocês. Minha sorte foi que o Deus que me observava era o Deus dos muçulmanos e ele só fica bravo se comemos algo proibido durante o Ramadã.

No ultimo Ramadã, comi uma maçã e também tive sorte, pois o Deus que me observava era o Deus dos Hindus e ele só ficaria bravo se eu estivesse comendo um Big Mac, afinal, as Vacas são sagradas para o Hinduísmo.

Mas eu como Big Mac. Gosto mesmo de hambúrguer e a sorte que tenho é que toda vez que vou lá no Macdonalds, o Deus que me observa é o Deus dos Judeus e ele só ficaria bravo comigo, se eu estivesse comendo carne de porco.

O problema é que adoro um hotdog, mas o Deus que me observa, toda vez que vou na barraquinha, é o Deus dos Pagãos e ele não se importa, se eu escolho salsicha de porco, de frango ou de soja, mas fica bem bravo quando eu como carne entre a quarta de cinzas e o Sábado de Aleluia.

Para não contrariar nenhum dos Deuses e continuar sendo devoto de todas as religiões (afinal, nenhuma delas é perfeita, todas têm os seus prós e contras e sábio seria o homem se aprendesse com todas elas), resolvi deixar os dogmas de lado e seguir a minha vontade. 

Sei que posso comer de tudo um pouco e quando quiser, basta que eu o faça em moderação, assim como sei, que apesar de acreditar que nada deva ser proibido ou ser pecado, certas coisas não me convêm e eu posso passar bem sem elas.

A questão é que desconfio que no fundo, apesar da diversidade, todas as religiões falam da mesma coisa e refletem um único Deus que se divide em milhares de faces para agradar ao homem que ainda só consegue acreditar em um Deus que seja o reflexo do seu próprio espelho e o fato de comer ou não carne em dias santos não melhora quem você é e nem o faz uma pessoa mais consciente das lições deixadas por Jesus, Buda, Maomé, Krishna ou qualquer outro homem santo que passou por esse planetinha. O melhor sacrifício que podemos fazer não é o jejum alimentar, e sim o jejum da moderação. A melhor peregrinação que podemos realizar é o Caminho para dentro do nosso próprio coração e avaliar não só na Páscoa, mas todos os dias, se estamos sendo pessoas melhores para quem está ao nosso lado nessa vida.

Sim, eu sei, a gente só aprende pela dor. Sim, eu sei o sacrifício é exemplo mais forte que milhares de parábolas, lições e milagres. Sim, eu sei sorriso e alegria não convertem ninguém a uma religião; mas já carregamos cruzes demais, (cada um sabe quanto pesa a sua) e se há motivos para comemorar a Páscoa, vamos comemorar o fato que Jesus decidiu vir para a terra entre tantos planetas que devam existir nesse universo (tá bom, só tem vida na terra; claro, continua acreditando nisso, Mané...) e aqui deixou pegadas de amor e lições maravilhosas. Foi-se o tempo de admirá-lo pelo sofrimento e por seu sacrifício; celebre sua passagem pela terra lembrando da alegria que ele sempre deixava por onde passava e não pelos pingos de sangue que o Mel Gibson mostrou que caiu pelo chão.

É época de renovação e meditação. Lembre-se que você não é a carne ou o alface que come e sim o pensamento e as ações que pratica.

CIRCULAÇÃO

CIRCULAÇÃO
(republicação)

Em 11.07.2015 o Respeitável Irmão Perilio Barbosa Leite da Silva, Loja Arte e Virtude, REAA, GOB-MG, Oriente de Lajinha, Estado de Minas Gerais, pede o seguinte esclarecimento: barbosaoilirep@gmail.com

Antes da abertura do Livro da Lei existe padronização na circulação? Exemplo, o Mestre de Cerimônias ao ir conduzir o Irmão Orador ele pode adentrar o Oriente pelo lado Sul, ou deve circular o Painel, cruzando o eixo, entrando no Oriente pelo Norte?

CONSIDERAÇÕES:

Assim que a Loja entrar em procedimento de abertura – quando o Venerável pronuncia: “Meus Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja” – o artifício da circulação no deslocamento é normal (no sentido horário), assim o Mestre de Cerimônias e os Diáconos fazem o giro quando em deslocamento por dever de ofício nessa oportunidade. 

O que me parece é que tem havido um mistifório entre Sinal e circulação. O que é abolido, salvo a verificação de obrigação feita pelo(s) Vigilante(s), antes de a Loja ser declarada aberta são os Sinais Penais e “circulação” não é Sinal Penal. Isso precisa ficar bem claro. A circulação fica mantida no procedimento de abertura da Loja apenas como processo de uniformização ritualística.

Apenas o ingresso e a retirada do Templo, antes do início e do procedimento de abertura da Loja, assim com após o encerramento dos trabalhos é que não existe mais circulação – cada qual entra e sai pela respectiva Coluna. 

Também não existe circulação quando um obreiro, em Loja aberta, transitar na mesma Coluna – ninguém precisa dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar. 

Não existe circulação no Oriente. Apenas nele se ingressa a partir da Coluna do Norte e dele se sai em direção da Coluna do Sul – essa regra serve inclusive por ocasião dos procedimentos para abertura da Loja. 

Finalizando: em se tratando de circulação em Loja é também oportuno salientar que não existe saudação, parada formal, inclinação com o corpo ou maneios com a cabeça quando o obreiro estiver transitando no Ocidente e passar de uma para outra Coluna – cruzar o eixo ou a linha imaginária do equador.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.901 – Florianópolis – segunda-feira, 14 de dezembro de 2015