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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2020

SENDA DO APRENDIZ NO TOPO DA COLUNA DO NORTE

Em 15/05/2020 o Irmão José Cavalcanti de Carvalho, Loja Cedros do Líbano, 1.688, REAA, GOB, Oriente de Miguel Pereira, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

SENDA DO APRENDIZ NO TOPO DO NORTE.

Bom dia meu Respeitável Irmão, preciso de uma informação. Faço parte de um grupo virtual de estudo. Demos preferência ao Decreto 1784/2019. Quando chegamos no item 138 - Assinatura do Aprendiz no Livro de Presenças e condução ao seu lugar na Loja. a) Orientações item VI "...fazendo-o sentar próximo ao 1º Vigilante junto às primeiras colunas Zodiacais. Os Mestres do Grupo de Estudos não ficaram satisfeitos com a explicação. Meu Irmão, você poderia me responder este questionamento. Sou Companheiro Maçom. Grato.

CONSIDERAÇÕES:

FRASES ILUSTRADAS


AS LÁGRIMAS DOS ANJOS

AS LÁGRIMAS DOS ANJOS 

As ordens iniciáticas e as religiões existem para ILUMINAR a vida do homem. Não se trata de uma luz física, mas da LUZ DA RAZÃO.

Podemos andar na noite, dentro de uma floresta, sem perdermos a Luz Interior. No escuro do nosso quarto podemos elevar a consciência aos planos mais iluminados da existência.

As iniciações vieram para afastar outro tipo de trevas: a superstição é a principal. Ignorância, fanatismo, despotismo, são outras tantas.

O homem das cavernas temia o raio como se fosse um artefato de fogo atirado pela ira dos deuses, e o trovão – ouvido logo após – uma gargalhada ou rosnado dos maus espíritos por terem atingido o alvo desejado.

O desenvolvimento da ciência mostrou que raio e trovão são acontecimentos NATURAIS.

Todavia, ainda hoje, no século dos ciclotrons, da tecnologia digital, do laser e das pesquisas com células-tronco, muita gente que se diz instruída, ao sentir-se ameaçada, faz a persignação, beija os dedos em cruz e clama por algum santo.

Todos são extremamente religiosos e místicos na hora do aperto. Realmente o raio e as chuvas torrenciais representam perigos reais, mas não são castigos nem decorrências do mau-humor dos espíritos ou de alguma divindade.

O Monoteísmo, adotado pelas três principais religiões do mundo – cristianismo, judaísmo e islamismo – deveria ser uma atitude humana CONTRA as superstições: “há um só Deus eterno, infinito, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente bom e justo, inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas”.

Concordemos ou não com essa ideia, temos que considerar que a essência ORIGINAL dessas religiões tendia a eliminar os temores criados pelos antepassados, ou seja – as superstições.

É verdade que essas mesmas religiões resvalaram para crendices supersticiosas e causaram mais infelicidades e obstáculos na evolução humana do que iluminação. Porém, tais acontecimentos de que a história está cheia, constituíram graves exceções ao objetivo de ILUMINAÇÃO para o qual foram idealizados os livros sapienciais.

Penso que essa era a ideia de Moisés, de Jesus e de Maomé.

Para terminar, deixo esses versos de Willian Shakespeare:

“Eis uma das maiores asneiras do mundo! Quando a nossa sorte piora, frequentemente pelos excessos do nosso comportamento, culpamos o sol, a lua e as estrelas dos nossos desastres, como se fôssemos vilões por necessidade, loucos por compulsão celeste, velhacos, ladrões e traidores por conjunção das estrelas, bêbados, mentirosos e adúlteros por obediência forçada a influências planetárias. Que admirável escapatória do homem responsabilizar por sua lascívia, uma estrela! Está em nós mesmos a culpa de sermos inferiores… Homem, orgulhoso homem, vestido numa fugaz e pequena autoridade, ignorante daquilo de que mais tem certeza, como um macaco furioso, faz coisas tão fantásticas perante o céu que provoca lágrimas nos anjos!”

Autor: José Maurício Guimarães

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quarta-feira, 20 de maio de 2020

ESCRUTÍNIO E OUTROS

ESCRUTÍNIO E OUTROS
(republicação)

Em 15.08.2015 o Respeitável Irmão Arno Souza, Loja Luz do Oriente, 1.980, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimentos para as questões que seguem: arnosz@ig.com.br

Parabéns pelo magnífico trabalho que vens prestado aos nossos Irmãos, a Maçonaria e em especial ao GOB. Segue abaixo algumas dúvidas as quais venho pedir auxilio do Irmão, referentes ao REAA. 

1. Escrutínio: considerando que transcorrido 30 dias da publicação no BO de pedido de Admissão não foram apresentas oposições, por tanto satisfeito o art. 14/RGF. Seria correto colocar em votação na Ordem do Dia a deliberação do Escrutínio, e se aprovado, retroagir a execução do Ritual? 

2. Tempo de Estudo: constatamos uma visível satisfação e melhor participação de toda a oficina, ao colocarmos a Loja em família para apresentação de trabalhos. Inclusive aqueles com vista ao aumento de salário. Agindo assim, estaríamos cometendo alguma irregularidade? 

3. Saudação: o uso de Caríssimos e Caros Irmãos, após saudar as Luzes, constitui alguma exigência ou possui respaldo naquilo que preceitua o REAA? 

4. Saco de Proposta e Informações: considerando que o art. 1º da Constituição do GOB, não considera a Maçonaria esotérica, seria coerente ao Venerável anunciar que foram colhidos os influxos positivos dos Irmãos?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Se entendi bem a questão, entendo que cumpridos os dispositivos e prazos regulamentares (RGF), estando tudo nos conformes com o Candidato, procede-se o Escrutínio conforme previsto no Ritual em vigência. Do seu resultado depende a expedição do placet para a Cerimônia de Iniciação. 

2 – Sob o ponto de vista legal não existe nenhuma previsão de se colocar a Loja em família. Sugiro que para não se ferir os diplomas legais competentes que a Loja num caso desses realize uma Sessão Administrativa com debates sobre o tema. 

No que concerne à peça de arquitetura para aumento de salário, a mesma deve ser apresentada na Ordem do Dia já que dessa apresentação depende no final a votação para o aumento ou não de salário, inclusive com as conclusões pontuais do Orador. 

Debates sobre esse tema podem ser realizados no período na forma de costume, não em família. É de boa geometria que durante esses debates, opiniões e votação, o Templo esteja coberto ao protagonista que aspira a mudança de Grau. Os debates devem ser objetivos, diretos e não repetitivos para o bom andamento dos trabalhos. 

3 – Em minha opinião na existe nenhum elemento que possa impedir o uso desses pronomes de tratamento (Caro ou Caríssimo) quando alguém se referir à Loja após a menção protocolar tradicional feita às Luzes por ocasião do uso da palavra. Exemplo na preferência do uso desse tratamento: Venerável Mestre, Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes, demais Dignidades, meus Caros (ou Caríssimos) Irmãos... Atenção, essa é apenas uma escolha pessoal de preferência por esse ou aquele pronome de tratamento, não uma regra de obrigação. 

É oportuno salientar que quando alguém antes de usar a palavra se dirige às Luzes e aos demais Irmãos na forma de costume, esse alguém não está saudando ninguém, senão cumprindo a regra protocolar de antes se dirigir por primeiro aos governantes da Loja (detentores dos malhetes). 

4 – Muito bem lembrado meu Irmão. Se nada foi colhido por ocasião do giro, simplesmente nada foi colhido e é só. Essa mania de “influxos positivos, bons fluídos, etc.” não fazem parte das características racionais tão comuns, sobretudo aos costumes maçônicos de uma Maçonaria que é filha espiritual da França à época do Século das Luzes (Iluminismo). 

Esse palavreado retrógrado na verdade foi apregoado por ilações pessoais hauridas dos místicos e ocultistas que não tardou a se espalhar como erva daninha de contra cultura no campo da Sublime Instituição. Infelizmente ainda hoje alguns Irmãos “acham” bonitos esses calemburgos e metáforas que não contribuem com nada para o engrandecimento da Instituição. 

Ora, se isso é crença individual de alguém, respeitosamente que esse alguém mantenha consigo o seu credo. Afinal tolerância também não pode ser confundida com indulgência. 

Finalizando, aproveito para agradecer a vossa cordial referência ao meu modesto trabalho para com a Maçonaria brasileira, muito embora ainda possam existir elementos que assim não pensam e nem se agradam com os meus escritos e com a minha sinceridade. 

Isso talvez possa ser compreendido se observada a minha negativa de nunca se tornar subserviente de certos círculos compostos por vaidosos e nem mesmo compactuar com indivíduos que se escondem na tenebrosa sombra da fatuidade.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – 
JB News – Informativo nr. 1.973– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

A COBERTO - ESTAR A COBERTO

1º - Manutenção dos segredos maçônicos e da pureza de seus princípios. 

2º - Frase maçônica indicativa de que um irmão nada deve à Oficina a que pertence. 

3º - Diz-se que o Templo, uma reunião, um documento, etc., estão a coberto, para significar que estão em segurança bem guardados e livres de toda ingerência e olhar profano. 

4º - Individualmente, deve estar o maçom precavido contra toda e qualquer indiscrição sua, que venha a revelar o sigilo maçônico ou poluir seus princípios. 

5º - Nos trabalhos maçônicos, em todos os graus, o primeiro dever dos Vigilantes é assegurarem-se se o Templo se acha coberto e em segurança, tanto interior como exteriormente.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

SÓCRATES, O JUSTO E PERFEITO

SÓCRATES, O JUSTO E PERFEITO
José Maurício Guimarães

O texto filosófico conhecido como “Apologia de Sócrates” (ou “defesa de Sócrates”) é um elogio escrito por Platão para enaltecer o seu mestre. Como todos sabem, Sócrates fora injustamente acusado por “três MAUS COMPANHEIROS”: Ânito, Meleto e Licon. Impressionante como a mesma história sempre se repete: – aquela lei terrível que impele os que foram auxiliados e instruídos a se revoltarem contra o professor. Movidos por incontrolável ira e desejo de vingança, vão da calúnia ao desejo matar o mestre, segundo a fórmula maldita: “O INICIADO MATARÁ O INICIADOR”. Foi assim com muitos outros mestres do passado, foi assim com Jesus diante do beijo de Judas.

Pergunto aos psicólogos se Freud explicaria esse fenômeno, pois um dos mitos que se tornou central na psicanálise foi o de Édipo (Complexo de Édipo), inspirado na tragédia grega “Édipo Rei”, designando o conjunto de desejos amorosos que o menino (no caso, o discípulo) experimenta com relação ao Conhecimento (sua mãe) e a hostilidade em relação ao pai (figura do professor). Ou seria o caso de analisarmos pela divisão tripartite em que opera o inconsciente nos comportamentos: 1) o Id. representando os processos primitivos e reservatório das pulsões, especialmente a pulsão de morte, e pelas demandas mais primitivas e perversas; 2) o Ego, como instância da consciência ou o desejável “eu saudável” que se adapta à realidade e interage com o mundo de maneira cômoda; 3) o Superego, parte que se contrapõe ao Id, “ministrando” valores morais e éticos −seria, no caso – o mestre.

Presenciamos essa brutal realidade em todos momentos da vida atual: confirmando a triste regra, nas escolas, onde o respeito e a civilidade deveriam predominar, assistimos a cenas de alunos atacando moral fisicamente seus professores.

Fatos não faltam na história da Maçonaria (desde as alegorias primitivas) organização que primeira deveria se precaver daqueles iniciados incompletos que tentam usurpar o Conhecimento. 

Voltemos ao bom e velho Sócrates daquela anedota sobre os paradoxos do Conhecimento:

Disse Sócrates:

− “Só sei que nada sei.”

Seu discípulo Cebes retrucou:

− Por Zeus, Sócrates! Se você nada sabe, como sabe que nada sabe?

Sócrates retrucou:

− Minha mulher me disse...

Mas a realidade foi muito mais dura: houve três celerados: Ânito, Meleto e Licon; houve um julgamento, uma sentença e houve a morte.

Sócrates não deixou nada escrito. Foi Platão que redigiu as falas dos Diálogos e do discurso pronunciado pelo mestre numa tarde triste e cinzenta do ano 399 a.C..

A “Apologia de Sócrates” é o segundo livro da tetralogia formada pelos diálogos: EUTIFRON (em que Sócrates, ainda livre, discursa e ensina a caminho do tribunal para conhecer as acusações que lhe foram movidas); o CRITON (lições durante a visita de seu amigo mais querido ao cárcere) e o FEDON, que descreve os últimos instantes de vida e o discurso de Sócrates sobre a imortalidade da alma.

Sócrates foi “muito macho” para viver toda essa gloriosa tragédia. Mesmo diante dos sofrimentos morais e da morte, prosseguiu ensinando e mantendo a dignidade.

A distância entre aqueles séculos e o mundo de hoje mede-se pela estatura nanica dos que se dizem HOMENS embora lhes faltem barbas hirsutas ou aquele “fio de barba”, no mínimo, que lhes ateste a honra.

A tais imberbes aconselho a REFLEXÃO da primeira câmara: “Quanto mais fordes dissimulados, mais cedo sereis descobertos”.

terça-feira, 19 de maio de 2020

DIGNIDADES FALAM DE PÉ

DIGNIDADES FALAM DE PÉ
(republicação)

Em 15.08.2015 o Irmão Emilio Cisi Rocco, Companheiro Maçom da Loja O Esquadro, 4.042, REAA, GOB, Oriente de Porto Seguro, Estado da Bahia, solicita as seguintes informações: cisirocco@hotmail.com

Na verdade minhas duvidas não são muitas. Apenas algumas divergências entre o que se pratica em nossa Loja e o que diz o manual do GOB-MG (única fonte de informação escrita que consegui). 

a) Por serem também Dignidades, o Chanceler e o Tesoureiro, podem ou devem falar sentados, assim como o Orador e o Secretario, em apresentação de trabalhos? Alguns Irmãos da Loja acreditam que sim. 

b) Na Palavra a Bem da Ordem, ao fazer uso da palavra, os Vigilantes, o Secretario e Orador, devem falar de pé e a Ordem? O manual do GOB-MG diz que sim. 

c) Comentários ou elogios a trabalhos apresentados no Tempo de Estudos devem ser feitos dentro do próprio tempo de estudos? O Venerável deve colocar a palavra nas Colunas, nesse momento? Passado esse momento, somente o Orador deve se pronunciar a respeito? 

e) Saudações a Irmãos visitantes exclusividade do Orador, ou cada Irmão pode dizer o que bem entende? Como vê, meu Irmão, são pequenas duvidas que fazem muita diferença quando estamos em 

CONSIDERAÇÕES:

TRONO E O SÓLIO

TRONO E O SÓLIO
(Desconheço o autor)

O Venerável assenta-se no Trono ou no SÓLIO?

Se você respondeu no Trono, acertou; no Sólio, também acertou. Mas se respondeu no Trono que está no Sólio cometeu uma enorme redundância; o mesmo que, subir para cima e descer para baixo.

Certamente foi lhe instruído que, o Primeiro Diácono fica abaixo do Sólio, e o Sólio é onde fica a cadeira do Venerável, do ex-Venerável e da maior autoridade maçônica presente.

Devo abrir um parêntese para explicar que esta informação é passada principalmente no Rito Escocês, mas há alguns ritos que não fazem menção do Sólio e às vezes, nem dos diáconos e da divisão entre ocidente e oriente.

O uso do palavra SÓLIO, como mobiliário de uma Loja Maçônica é corretíssimo, pois quer disser “assento do Rei”, “Trono” se levarmos em consideração que fazemos analogia entre a Loja Maçônica e o Templo de Salomão, nada mais plausível que chamemos a cadeira do Venerável Mestre de Trono de Salomão ou se quiserem Sólio de Salomão.

Eu, particularmente, prefiro a palavra Sólio. Trono, dá-nos ideia de Realeza, Poder Temporal, Luxo, já, Sólio está mais ligado aos aspectos espirituais. Palavra de origem latina que designa assento elevado, por metonímia: poder ou autoridade real.

O mais famoso dos Sólios é o Sólio estelífero que enfeita o teto de nossas Lojas e talvez o mais poderoso seja o Sólio Pontifício que é a Cadeira de São Pedro (não se usa o termo Trono de São Pedro). Tendo a oportunidade de ir ao Vaticano, visite a Igreja de São Pedro. Conte os degraus que elevam o Sólio Pontifício, de onde o Papa celebra as missas, irá encontrar sete degraus.

Não são quatro mais três, são sete degraus diretos, mesmo assim lembram alguma coisa! Fico a pensar, em quanta Força é necessária para um homem alcançar o Sólio, não força bruta, mas, Força de Vontade, Determinação.

É possível que use a Força do Bom Propósito. Dotado dessa força, cabe estão o Trabalho. Um trabalho social e moral, onde o enquadramento do indivíduo resultará num ganho para a sociedade, para o tanto ele deverá recorrer à Ciência para transpor um nível e favorecer a disposição da alma para a pratica do Bem, que é realmente a Virtude.

Virtuoso alcançará um grau de Pureza, pois somente os puros, podem ser um foco de Luz, e fazer prevalecer a Verdade em nossa Sublime Ordem.

Apenas como curiosidade: O Trono de Salomão era grande, todo em marfim finamente trabalhado e coberto de ouro puríssimo, o espaldar do trono ao alto era redondo; de ambos os lados tinha braços junto ao assento, e dois leões junto aos braços. Também havia doze leões um em cada extremidade lateral dos degraus. Nunca houve um trono tão bonito em nenhum outro reino.

O Trono ficava sobre um estrado de seis degraus (Liv. dos Reis). O objetivo deste pequeno artigo é aguçar a curiosidade dos Irmãos, aos estudos. Qual a sua resposta para essa pergunta: - Se o Sólio de Salomão ficava no alto de seis degraus, por que o do Venerável fica no alto de sete degraus?

Faça uma pesquisa e quando ela estiver pronta, leve para sua Loja enriquecendo seu Quarto de Hora de Estudos.

Lembre-se: independente do Grau ou de Cargos somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.

Fonte: O Pesquisador Maçônico nº 21 - Set/Out-2014

segunda-feira, 18 de maio de 2020

PRANCHETA DA LOJA

PRANCHETA DA LOJA
(republicação)

Em 17.08.2015 o Irmão Ediclenis S. Silva, Companheiro Maçom, Loja José Bahia, GOB, REAA, Oriente de Conceição da Barra, Estado do Espírito Santo, solicita a minha opinião na questão seguinte: ediclenis@gmail.com 

Recentemente foi adquirida em nossa Loja uma prancheta conforme modelo observado na figura 1 abaixo (minha descrição – na figura 1 as bordas da prancheta se encontram recortadas, cavadas de modo a adorná-la). Após aquisição, dois Irmãos Mestres alegaram que a prancheta está irregular, mesmo estando sua simbologia correta, pois suas bordas não podem ser adornadas e/ou trabalhadas conforme se vê na figura 1. Alegaram que as bordas da prancheta deveriam ser em linhas simples conforme se mostra na figura 2. (minha descrição – na figura 2 as bordas da prancheta não estão recortadas, ou cavadas, porém lisas, retas). Neste contexto solicito um esclarecimento do Irmão sobre como deve ser o formato da prancheta da Loja e se o formato por nós adotado está irregular.

CONSIDERAÇÕES:

A Prancheta da Loja é uma das Joias Fixas da Loja. Contém no seu interior o símbolo do limitado – pelas paralelas cruzadas; e do ilimitado – pelo “xis”, ou a Cruz de Santo André. 

Os diagramas gravados no seu interior também servem de suporte para a o código que compõe o alfabeto maçônico. 

De construção retangular ela representa uma pequena prancha onde são simbolicamente traçados pelo Mestre os planos da Obra. 

Símbolo da Memória ela representa o projeto e a sensatez. Geralmente a Prancheta é colocada no Oriente e encostada pelo lado frontal do Altar ocupado pelo Venerável. 

Sua base é o lado menor do retângulo tendo as paralelas cruzadas na parte superior e o “xis” na inferior. 

Juntamente com a Pedra Bruta e a Pedra Cúbica (as outras duas Joias Fixas), ela fica sempre visível em Loja para representar o ideário de moral e ética destinado ao aperfeiçoamento do Maçom. 

Quanto a vossa questão, nada impede que a Prancheta seja emoldurada, ou mesmo possua as suas bordas decoradas, desde que essa decoração não assuma motivos de exagero. 

O importante é o seu formato retangular e o seu conteúdo, de tal modo que fique sempre palpável e claramente exposta à compreensão de todos. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.969 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

RELACIONAMENTO ENTRE CORPOS MAÇÔNICOS

RELACIONAMENTO ENTRE CORPOS MAÇÔNICOS
Rui Bandeira

Como resulta do texto publicado ontem, a posição da Grande Loja Unida de Inglaterra (UGLE) relativamente aos Corpos Maçónicos que considera que não preenchem as normas para que possam ser por ela considerados Regulares é a de, embora os reconheça como Maçonaria, os qualificar de Irregulares e interditar o contacto maçónico com eles. As Obediências Regulares, em todo o Mundo, devem seguir - e por norma seguem - idênticos critério e procedimento. Este procedimento aplica-se em relação, quer colectivamente ao Corpo Maçónico considerado Irregular, quer individualmente aos obreiros desse corpo.

Por contacto maçónico deve entender-se exclusivamente o respeitante à actividade maçónica stricto sensu, isto é, a participação, integração ou recepção em sessões RITUAIS, exclusivamente destinadas à participação de maçons e, assim, realizadas, como os maçons referem, a coberto dos profanos.

Tudo o resto não está coberto pela interdição. Não estão nela incluídos os ágapes brancos (isto é, em que é admitida a participação de profanos) ou mesmo as sessões cerimoniais brancas, pela simples razão de que, se tais eventos são abertos a profanos, por maioria de razão não são interditos a maçons de diversa tendência; não estão incluídos pela dita interdição quaisquer eventos organizados ou dinamizados ou participados por Corpos Maçónicos, Regulares ou Liberais, destinados ou abertos a profanos; não estão cobertos pela mencionada interdição os actos, organizações, projectos, etc., organizados pelas associações cívicas profanas que constituem o suporte legal ou que são participadas pelos Corpos Maçónicos, Regulares ou Liberais, porque, por definição, são eventos profanos.

Concordo com esta orientação. Conforme escrevi no texto A Regularidade Maçónica, reconhecer as diferenças, assumir a diferente natureza destas duas grandes tendências, admitir que não há UMA Maçonaria, antes DOIS tipos de Maçonaria - e que não há mal nenhum nisso! - é, no meu entendimento, essencial para que os elementos de cada uma das tendências viva proveitosamente aquela em que está inserido e se relacione fraternalmente com a outra. Admitido isto, sem complexos, facilmente entendemos que cada uma das tendências tem algo de único, de próprio, de íntimo. Esse algo deve ser reservado a ela própria e aos seus membros. Tal como cada um de nós preserva a sua vida íntima para si próprio e para com quem a compartilha. Em Maçonaria esse nível de intimidade corresponde às sessões rituais e respectivos ágapes. Faz-me, assim, sentido que essas sejam reservadas a quem compartilha comigo exactamente os mesmos princípios. Com maçons de outras orientações, o nível de relacionamento é diverso, mas seguramente diferente e mais próximo do que em relação ao Mundo Profano. Logo, excluído o ambiente exclusivamente destinado a meus Irmãos compartilhando comigo os mesmos princípios, é gratificante, é valioso, será porventura útil, ter um relacionamento especial também com maçons de outras orientações, mas respeitando o seu espaço próprio e preservando o meu. Assim, terei oportunidade de conviver e beneficiar dos ensinamentos de meu Irmão maçon de outra tendência em ágapes brancos, em sessões cerimoniais brancas (na sua casa, ou na minha), em organizações ou eventos de carácter profano, quiçá conjuntamente organizados (porque não?).

Em termos de imagem: com os conhecimentos normais, convivo fora de minha casa; aos meus familiares e amigos, recebo-os em minha casa e com eles compartilho a minha sala; o meu quarto, esse, reservo-o para quem é meu íntimo! E os meus amigos e familiares não se ofendem por eu reservar esse Santo dos Santos para mim e com quem partilho a minha intimidade. Igualmente não é razão de tristeza para meus Irmãos maçons de tendência diferente da minha que idêntica reserva eu faça na minha Vida Maçónica e que, similarmente, respeite tal reserva em relação a eles!

Tal reserva - que apenas distingue entre íntimos e próximos, mas que a ambos privilegia em relação a todos os demais - traduz apenas a aceitação da Realidade, das Similitudes e Diferenças que existem, de forma alguma um menor respeito ou consideração para com o Maçon de tendência diversa da minha.

Do meu ponto de vista, não há que nos lamentarmos por existir um pequeno espaço reservado unicamente aos maçons da mesma Obediência; há que aproveitar o enorme espaço de convivência, de cooperação, de afirmação dos princípios comuns, de que a Maçonaria e os maçons, independentemente das suas orientações, dispõem.

Fonte: https://a-partir-pedra.blogspot.com

domingo, 17 de maio de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Michel nos enviou esta foto.

Uma foto que poderia interessar aos nossos amigos.

Em Sandefjord, na Noruega, uma van de trabalho de uma empresa de carpintaria. 

De fato, é difícil não ver uma pequena alusão a uma sociedade filosófica e filantrópica bem conhecida ...

Se você também estiver perto de sua casa ou viajando, perceber um edifício, um objeto ou uma decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores de blogs. (tradução livre)

Fonte: Blog Hiram.be

POSIÇÃO DO ESQUADRO

POSIÇÃO DO ESQUADRO
(republicação)

Em 14.08.2015 o Respeitável Irmão Reginaldo Alves, Loja União e Sigilo, REAA, GOB, Oriente de Belmonte, Estado da Bahia, formula as questões seguintes. metalves@globo.com 

Na resposta ref. a posição do Esquadro e o Compasso, eu fiquei um pouco perdido e confuso. Mais pude verificar no Ritual do R.E.A.A. 1ª Grau Aprendiz Maçom na Pág. 17 continuação na 18 que o lado correto do Esquadro sobre o Compasso na abertura do Grau 1 é lado menor do Esquadro para o lado Norte, favor enviar uma informação precisa nesse sentido, para que eu possa levar ao conhecimento da minha Loja. E também quero saber sobre o sinal de obediência (que em minha opinião, mesmo que não use no R.E.A.A. eu acho um tanto elegante essa formação). 

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

AS MINI COLUNAS

O que será descrito nesta Pílula não é comum a todos os Ritos, mas somente no Rito de York (Ritual Emulation).

Nesse Rito, em Loja, são mantidas sobre o Altar do Venerável Mestre e nas mesas (lembrar que Altar só existe um) dos Vigilantes umas miniaturas de colunas (colunetas), com altura variando de 20 a 40cm.

No Altar do Venerável Mestre, uma com as características de uma coluna Jônica, lembrando os atributos de Sabedoria.

Na mesa do Primeiro Vigilante, uma outra com as características de uma coluna Dórica lembrando os atributos da Força.

E, na mesa do Segundo Vigilante, uma outra coluna com as características de uma coluna Coríntia, lembrando os atributos da Beleza.

Elas ficam em pé ou abaixadas, nas mesas dos Vigilantes de acordo com o andamento da Sessão. Assim, com a Sessão em desenvolvimento, a coluna do Primeiro Vigilante permanece em pé e do Segundo Vigilante, deitada; quando a Sessão é suspensa, invertem-se as posições.

Deve-se esclarecer que no Rito Escocês Antigo e Aceito, que é o mais praticado aqui no Brasil, essa prática é inexistente! 

Como muitas vezes os templos são comunizados para a prática de Ritos, tanto de York como do Escocês Antigo e Aceito, ou outros, elas permanecem nas mesas simplesmente como elementos decorativos.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

DECADÊNCIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA

DECADÊNCIA DE UMA LOJA MAÇÔNICA
Ir∴ Valdemar Sansão

“Você não poderá resolver os problemas que tem hoje pensando da mesma maneira que você pensava quando os provocou”. (Albert Einstein)

Os responsáveis - Diz-se estar uma Loja em decadência quando os valores filosóficos e administrativos são destruídos. A Loja passará a ter seus trabalhos decadentes até “adormecer abatendo colunas”, isto é, suspendendo definitivamente os trabalhos.

Nesse caso, de quem será a responsabilidade?

sábado, 16 de maio de 2020

MESTRE INSTALADO

MESTRE INSTALADO
(republicação)

Em 14.08.2015 o Respeitável Irmão Tacachi Iquejiri, sem declinar o nome da Loja e o Rito, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos para o que segue: gobms.adm@hotmail.com

Tenho a honra de me dirigir ao ilustre Irmão, na expectativa de elucidar uma dúvida, que até então não consegui. Trata-se do seguinte: - Um profano foi iniciado, elevado e exaltado em uma Loja do GOB-MS; Por razões profissionais e de trabalho, mudou-se de Oriente para outro Estado da Federação; Lá em outra cidade, filiou-se a uma Loja da potência regular das Grandes Lojas; após cumprir o período de permanência se fez apto a candidatar-se Venerável da referida Loja; Foi eleito, instalado e empossado no cargo, e cumprir o período regular de seu mandato; mais um tempo se passou e o mesmo Irmão retornou ao nosso Oriente, vindo a filiar-se na sua Loja Mãe do GOB-MS. Pergunta-se: Se ele é Mestre Instalado por outra potencia, pode filiar-se em nossa potência, nessa qualidade, gozando de todos os direitos que o título lhe confere? 

CONSIDERAÇÕES:

Desde que ele venha de uma Obediência Regular, ele será aceito não só como Mestre Instalado, todavia com o Grau Simbólico do qual ele é detentor. Se na Maçonaria a questão é iniciática, penso que o Obreiro sendo detentor de um Grau ou de um título honorífico como é o caso do Mestre Instalado, ele será sempre um exVenerável que exerceu o mandato de uma Loja. 

Aliás, eu gostaria de ratificar mais uma vez que Mestre Instalado não é Grau, senão uma distinção honorífica dada àquele que foi eleito Venerável de uma Loja Maçônica – uma vez Venerável um dia, sempre será um ex-Venerável no futuro. 

No que concerne à validade ou não do título do Mestre Instalado oriundo de outra Obediência, eu poderia citar como exemplo o meu próprio caso, já que eu sou oriundo de outra Obediência e lá fui inclusive Instalado há aproximadamente 30 anos atrás. 

Quando ingressei no GOB, desde 1.997, permaneci com o esse título honorífico gozando das suas prerrogativas, inclusive já tendo exercido no próprio GOB o veneralato da minha Loja mãe - Estrela de Morretes, 3.159 ao Oriente de Morretes – Pr. e interventor da Loja D. Pedro II no Oriente de Guaratuba nesse mesmo Estado, além de ter participado e conduzido inúmeras Instalações pelos imensos rincões da nossa Maçonaria. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – 
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.964 – Florianópolis (SC) – quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

AVENTAIS


MAÇONARIA POR UM PROFANO

UMA HISTÓRIA SOBRE A MAÇONARIA CONTADA POR UM PROFANO
*Mauro Tavares Cerdeira

Não sou maçom. Nunca fui. Eis uma organização interessante. Quase ninguém sabe exatamente o que é e qual sua importância. Um e outro chega a dizer que é uma organização secreta, ou até uma espécie de “máfia”. Não é nada disso. A maçonaria é uma sociedade de ajuda mútua. É uma organização em que homens do comércio e da indústria, profissionais liberais e outros se reúnem, para se conhecer, trocar impressões, indicações profissionais, experiências, ajudar aos que necessitam de quando em vez, fofocar um pouco, e se meter uns na vida dos outros, como de resto todos nós fazemos, em família ou fora dela.

O mistério e os segredos vem por conta de uma briga antiga com a Igreja Católica, que temia uma competição da organização, quando reinava soberana entre as sociedades civis organizadas. A crítica à maçonaria, nos dias atuais, talvez fique por conta de estar um pouco desatualizada, de conservar-se muito fechada, machista etc. Mas isso é coisa para ser resolvida lá entre os maçons. Cada um com seus problemas. Já fui indicado por um primo e um tio, muito queridos, para a maçonaria, e confesso que fiquei entusiasmado, já que gosto muito de fazer amigos, trocar idéias, de ajudar e ser ajudado. Mas nas duas vezes aconteceu de começarem a ligar para os bancos que tenho conta, para os meus amigos, e não resisti à varredura. Vai ver que valorizo mais a privacidade que a oportunidade do convívio. “Cada cabeça, uma sentença”.

Estava explicando isso tudo para meu irmão caçula, em viagem que fizemos por conta de uma audiência, quando me contou que havia sido convidado por um médico, amigo dele, a ingressar na maçonaria. E daí contei uma história antiga, que me deixou bastante comovido na época, que passo a contar agora, rapidinho, para quem quiser ler.

Morávamos no sul de Minas, em uma pequena cidade. Eu devia ter uns 11 anos. Uma prima, quatro ou cinco anos mais velha, inteligente e independente, havia tido um arranca-rabo com os pais e achou por bem pegar o dinheirinho que tinha e embarcar em um ônibus que, sete horas depois, às 22h, a deixou na rodoviária da Capital de São Paulo. Como já era crescida em tamanho, enganou bem o motorista, passando-se por maior de idade.

Havia se vingado dos pais, mas o tempo começou a passar, a madrugada se aproximava, a barra foi ficando pesada, dinheiro quase não tinha. Enquanto isso, em Muzambinho, a família enlouquecia, procurando a mocinha por todos os lugares, sem poder supor a viagem insólita. Instaurado o desespero, a menina telefonou para casa, não me lembro de que forma. A família entrou em pânico. Tinham apenas um parente na cidade de São Paulo, mas não conseguiam contato. Isso já faz mais de 20 anos, não tinha celular, nem todo mundo tinha telefone. Tudo era difícil. Confiar em polícia que não iam. Quase meia-noite. Quinze anos de idade. 450 quilômetros de péssimas estradas de distância. Um pesadelo.

Mas meu tio, pai da prima viajante, era, e é até hoje, um bom maçom. E havia uma lista de líderes maçons em cada município. Contatado o de São Paulo, este localizou um outro, que residia próximo da rodoviária, que trocou o pijama, pegou um táxi, e em menos de 40 minutos minha prima estava jogando dominó no conforto de seu apartamento, com sua filha de mesma idade.

No outro dia, o parente, que era um tio querido, então localizado, foi buscá-la. O pai se dirigiu a São Paulo e, entre beijos e abraços, encerrou-se o caso, sem processo contra a empresa de ônibus, o que se fosse hoje, certamente teria ocorrido.

O tempo leva muito de nossa memória e algumas coisas ouvi de terceiros. Não sei dizer se tudo o que conto é exatamente a verdade. Talvez seja uma mistura de ficção e realidade. Mas fiquei impressionado, na época, com o fato de haver uma organização, um elo de união, capaz de promover um ato de ajuda, humanitário, com confiança plena, entre pessoas que efetivamente não se conheciam. Até hoje dou parabéns aos maçons por isso.

E em um mundo que cada vez percebe mais um pouco, que a saída para a solução de seus constantes problemas é a união, a organização e a associação, acho que a maçonaria é um bom exemplo, assim como hoje em dia temos muitos outros.

*Mauro Tavares Cerdeira é advogado

Fonte: https://luizsergiocastro.files.wordpress.com

sexta-feira, 15 de maio de 2020

DÚVIDAS NO REAA

DÚVIDAS NO REAA
(republicação)

Em 14.08.2015 o Respeitável Irmão Silvino Dal Bó Neto, Deputado Federal da Loja Veiga Cabral, 3.321, GOB, REAA, Oriente de Macapá, Estado do Amapá, solicita os seguintes esclarecimentos: neto@dalbo.pro.br 

1) Qual seria a ordem correta de entrada em Loja? Em nossa Loja temos um Deputado Federal e constantemente temos a visita do Delegado. 

2) Na Palavra e Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, aqui em nossa Loja os Vigilantes dão uma batida de malhete para solicitar a palavra ao Venerável Mestre. Esse procedimento esta correto? 

3) Quando se fecha o Livro da Lei é necessário que o Venerável Mestre diga a Loja "desfazer o sinal" ou simplesmente os irmãos desfazem o sinal sem que o Venerável Mestre tenha que ordenar? 

CONSIDERAÇÕES:

1 – Quanto ao Delegado, sugiro que se consulte o RGF no que concerne ao ingresso de Autoridades e a respectiva ordem de entrada. Já o Deputado Federal, como membro da Loja, pela ordem de entrada, ingressa como Obreiro da Loja junto com aqueles que têm direito de ocupar o Oriente, antes do Venerável.

2 – Esse deveria ser o procedimento correto, muito embora ele não esteja mencionado no Ritual, sobretudo para os defensores peripatéticos do “onde está escrito”. Como costume maçônico imemorial, espontâneo e universalmente aceito (não precisa estar escrito), os Vigilantes pedem a palavra ao Venerável, em qualquer situação, percutindo uma vez o seu malhete sobre a mesa. Nesse sentido o procedimento da Loja está correto. 

3 – Assim que a Loja e declarada fechada pelo Primeiro Vigilante e consecutivamente é fechado o Livro da Lei, todos desfazem imediatamente o Sinal, sem que para tanto seja necessária ordem falada do Venerável. Como baliza desse procedimento, serve o próprio Venerável – assim que ele desfizer o Sinal na oportunidade, todos o acompanham no gesto. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
JB News – Informativo nr. 1.962 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

SETE MANEIRAS DE ARRUINAR UMA LOJA

SETE MANEIRAS DE ARRUINAR UMA LOJA
Rui Bandeira

Exposto no vestiário do Templo da Respeitável Loja Rigor, n.º 57, encontra-se um quadro com o texto que a seguir aqui transcrevo. 

Um dos fundadores da respeitável Loja Rigor, n.º 57, esclareceu que o texto exposto é uma tradução, feita pelos membros da Loja, de um texto existente no Museu da Maçonaria, em Salamanca.

O texto vale por si e não necessita de comentários. Apenas uma chamada de atenção: devidamente adaptado, vale para qualquer organização social tanto quanto para uma loja maçónica.

SETE MANEIRAS DE ARRUINAR UMA LOJA
  • Não assistir às sessões.
  • No caso de assistir, aparecer tarde.
  • Se participas nas reuniões, procura todos os defeitos possíveis nos trabalhos.
  • Nunca aceites cargos, uma vez que é mais fácil criticar que trabalhar.
  • Se não te nomearem para uma comissão, zanga-te; e, se te nomearem, não desempenhes a missão.
  • Se o Venerável Mestre te pede uma opinião acerca de um assunto importante, responde que nada tens a dizer, mas logo depois diz como se deveriam fazer as coisas.
  • Trabalhar o menos possível e, quando algum membro se disponibilizar para fazer um trabalho importante, dizer que a Loja está manipulada por uma camarilha.
Fonte: rimad.net

quinta-feira, 14 de maio de 2020

REGULARIZAÇÃO DE IRMÃO

REGULARIZAÇÃO DE IRMÃO
(republicação)

Em 11.08.2015 o Respeitável Irmão Homero Luiggi Pedrollo, Loja Acácia Joinvilense, 1.937, REAA, GOB-SC, Oriente de Joinville, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos para o que segue: h.pedrollo@terra.com.br 

Tomamos a liberdade de buscar vosso conhecimento a duvida que temos. Em nossa Loja temos um Irmão que nela foi iniciado, elevado e exaltado, após alguns anos se afastou por motivos profanos. Neste período afastado ele não se regularizou em nenhuma outra Loja. Bem como seu quitteplacet esta vencido. Pois bem, agora ele deseja voltar. Nosso Venerável sugeriu que fizéssemos uma votação para que aprovássemos o seu retorno. Porem, como Orador, informei que o processo poderia não estar de acordo com o RGF (GOB). A questão não é se queremos ou não o retorno do Irmão, até porque é Irmão conhecido, e certo que todos querem a sua volta, mas é o processo em si. Pelo que constatei no RGF: Art. 81. O Maçom poderá ter seus direitos maçônicos restabelecidos mediante a reinclusão de seu nome no Quadro da Loja, por deliberação de seu plenário, ou por ato fundamentado do Grão-Mestre Geral. Art. 82. O Maçom portador de placet ex officio poderá regularizar-se em qualquer Loja da Federação. Art. 83. Caso o quite placet, ou o placet ex officio estiver vencido o requerente deverá apresentar os documentos referidos no procedimento de Admissão. E ai surge a duvida. Os artigos 81 e 83 devem ser “somados” ou analisados isoladamente. Ou seja, devemos adotar um procedimento similar ao da Admissão (art. 5)? (Obviamente desconsiderando algumas coisas, como a própria iniciação, e até talvez a sindicância, uma vez que o Irmão em questão é conhecido da Loja, e tem aval de vários Mestres). Ou uma votação conforme sugere o artigo 81? Ou ainda, cumprir o art. 83 e na sequencia o 81? 

CONSIDERAÇÕES:

Essa não é bem a minha área de atuação relacionada ao meu ofício maçônico, ainda mais quando precisamos interpretar, e às vezes até adivinhar, o que relata o legislador.

Eu pelo menos entendo o seguinte: no caso do documento vencido, estando a Loja de acordo com a regularização por votação simples, dá-se sequência do processo conforme o Artigo 83 do RGF. 

Devo salientar que esse é apenas o meu modesto entendimento sobre o assunto, portanto não o tome como uma declaração oficial, senão como uma opinião pessoal. 

Sugiro que a oratória da Loja solicite melhores esclarecimentos sobre o assunto junto ao Ministério Público Maçônico. 

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.959 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016