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segunda-feira, 5 de abril de 2021

NEÓFITO: ATÉ QUANDO?

NEÓFITO: ATÉ QUANDO?
(republicação)

Questão apresentada pelo Irmão Carlos Manoel de Jesus, Aprendiz Maçom da Loja Voluntas, 75, Grande Loja de Santa Catarina, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina. carlosmdj@ig.com.br

O profano após ser iniciado é tratado como NEÓFITO. Em que momento é desconsiderado esse tratamento?

RESPOSTA: 

Neófito – (do grego: neóphytos, = recém-plantado, pelo latim: neophytus). Substantivo masculino – aquele que recebeu ou acabou de receber o batismo. 

Na igreja primitiva era o elemento recentemente convertido ao cristianismo; o noviço; indivíduo há pouco admitido em uma corporação; principiante, novato.

Em termos de Maçonaria o vocábulo é usado para indicar um Aprendiz recém-iniciado. Entretanto ele não pode ser considerado como sinônimo de Aprendiz, mesmo porque o ocupante do Primeiro Grau permanece nesse patamar por um tempo que geralmente ultrapassa um ano.

Assim um Aprendiz só pode ser considerado como um neófito na Sessão que ele foi iniciado (após ter prestado o juramento e recebido a Luz), excedendo-se o tempo no máximo até uma semana após o ato iniciático. 

Nos ritos que primam por um arcabouço doutrinário embasado na investigação da Natureza comparando a senda do Maçom aos ciclos naturais, como é o caso do simbolismo do Rito Escocês Antigo e Aceito, o recém-iniciado ao passar pela Câmara de Reflexão (prova da terra) assume o elemento alegórico de uma semente recém-plantada (néo=novo; phytos=planta) que germina em busca da Luz. 

Daí a associação do Aprendiz com as seis primeiras Colunas Zodiacais colocadas no topo da Coluna do Norte que representam em linhas gerais a senda do Aprendiz (Primavera e Verão no Hemisfério Norte). A Câmara nesse caso assume a alegoria do interior da terra donde a semente germina em busca da Luz.

De maneira doutrinária de renovação a Iniciação representa o broto, a infância, o recém-nascido. Nesse caso é que o novo iniciado é tomado como um “neófito”, pois a partir desse momento ele se desenvolverá para a produção dos bons frutos (as suas obras) que se bem entendidas na “Arte” prevalecerão para sempre na mente dos pósteros. 

A verdadeira “arte” está na renovação, por conseguinte diretamente conectada à reconstrução do Homem que parte da infância, passa pela juventude em destino à maturidade. 

Esses ciclos compreendem os três graus simbólicos. Note que após a saída da Câmara (Terra) os ciclos iniciáticos são representados na Iniciação pela infância (prova do Ar), juventude (prova da Água) e maturidade (prova do Fogo). Todas essas etapas são concomitantes aos ciclos da Natureza – Primavera, Verão, Outono e Inverno. 

O Homem como elemento primário (Pedra Bruta), na Maçonaria Especulativa trabalha sobre si mesmo para desbastar as suas asperezas, daí os ciclos vão desde o nascimento (Iniciação), passam pelo aprendizado e da serventia ao Mestre, seguem pela Juventude (Meio-Dia, ação e trabalho) e por fim o conhecimento adquirido (o Mestre e o fim da vida – Meia-Noite). O Iniciado mata o Iniciador – renova-se o ciclo e as boas obras permanecem perenes. Afinal, em Maçonaria, tudo começa pelo Neófito. 

T.F.A. - PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 411 Florianópolis (SC) 16 de outubro de 2011.

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