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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 28 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

BALANDRAU EM SESSÕES CONJUNTAS

Em 06/10/2025 o Respeitável Irmão Marcos Amorim, Loja Misótis, 4838, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as seguintes questões:

BALANDRAU

Venho mais uma vez solicitar auxílio ao Irmão, visto que algumas dúvidas foram levantadas em sessão pelos os irmãos da Loja, sobre o uso do balandrau pelo Venerável Mestre, sendo elas:

1. O Venerável Mestre pode trajar balandrau, ao invés de traje maçônico, em sessões conjuntas ordinárias?

2. Sendo possível trajar balandrau em sessões ordinárias conjuntas, é recomendado fazê-lo?

3. O uso do balandrau dispensa o uso dos punhos?

4. O Venerável Mestre, em sessões conjuntas, sejam elas ordinárias ou magnas, deve presidir a sessão com os demais VVen∴ MM∴ ou pode trabalhar, ocupando cargos?

Mais uma vez, agradeço antecipadamente pela ajuda e atenção dispensados.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente eu gostaria de salientar que sessões maçônicas em que as Lojas trabalham em conjunto, é preciso antes terem sido incorporadas.

Nesse contexto, vale ressaltar que incorporação de Lojas somente é permitido se as mesmas forem da mesma Obediência, no nosso caso do GOB, e trabalhem no mesmo rito (vide o Ritual de Aprendiz do REAA vigente, GOB, 2024, página 74, título 2.8 - Recepção de Lojas).

Assim, Lojas que não forem da mesma Obediência, e do mesmo Rito, serão recebidas como Lojas Visitantes e não podem dividir, entre elas, os trabalhos.

Isso esclarecido, seguem as respostas solicitadas, não só para sessões ordinárias conjuntas, mas também para uma simples sessão ordinária.

Valos lá:

1 – Sim, o Venerável Mestre também pode usar balandrau negro. Não há discriminação para o seu uso no REAA, desde que seja em sessões ordinárias. Atenção: o balandrau deve estar em conformidade com as orientações previstas na página 33 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB

2 - Sendo legalmente admitida a utilização desta vestimenta (em sessões ordinárias de ritos que o admitem), fica a critério do usuário optar pelo uso do traje, que pode ser o balandrau negro, ou terno preto, ou azul marinho.

3 – Nas sessões ordinárias, o Venerável Mestre optando pelo uso balandrau, deverá estar paramentado como Venerável Mestre, ou seja, vestindo o respectivo avental, colar/joia, punhos e chapéu negro e desabado.

4 - Em Lojas incorporadas trabalhando em conjunto, não há duplicidade de cargos. Em comum acordo, as Lojas incorporadas combinam a ocupação dos cargos. Em nenhum caso haverá um mesmo cargo ocupado por dois titulares. As Lojas incorporadas deverão ser do mesmo rito, porquanto seguem o mesmo ritual.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SINAL (GESTO) DE COSTUME

Em 05/10/2025 o Respeitável Irmão Juliano Melo do Nascimento, Loja Aristides Lobo, 921, REAA, GOB-PR, Oriente de Jacarezinho, Estado do Paraná, formula as questões seguintes:

SINAL DE COSTUME

1: Por que como sinal de costume, levantamos a mão direita na altura do ombro?

2: Por que batemos com a mão direita na esquerda para pedir a palavra?

CONSIDERAÇÕES:

1 - Na verdade, não é um sinal iniciático maçônico, senão um gesto consagrado utilizado para se pedir a palavra ou demonstrar voto nas votações nominais. A questão da estender o braço direito à frente na altura do ombro é um gesto universal, nada tendo nele de iniciático ou esotérico, bem como com saudações ideológicas, é bom que isso fique bem claro. Assim esse gesto não é um sinal maçônico, até porque ele pode ser feito tanto se estando sentado, como em pé.

2 - Simplesmente para se chamar a atenção. Da mesma forma, o gesto de bater com a mão direita aberta no dorso da esquerda nada tem de iniciático e nem encerra nenhuma conduta esotérica.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PADRE EUTÍQUIO


EUTYCHIO PEREIRA ROCHA (Salvador-BA, 1820 - Belém, PA, 1880). Padre e político brasileiro. A opção do jovem Eutíquio pelo sacerdócio fora despertada ainda na infância e talvez, uma escolha motivada pela afinidade com as coisas da fé ou apenas uma maneira de superar a pobreza. A cor de sua pele foi motivo, já em sua vida adulta, de preconceito e menção a um passado de escravidão, uma vez que durante as brigas com os bispos, estes sempre se referiam a ele como o "Cônego africano", como forma de tratá-lo como um cidadão de segunda classe.

Diante das afirmações pejorativas sobre sua cor, Eutíquio em contrapartida debochava do preconceito que lhe era dirigido se autoproclamando nos jornais ser "um negro arrojado e atrevido, (...) seja esse (...) como nós (filho ou neto de africano)".

Ainda na Bahia, viveu como padre secular e mestre escola nos liceus baianos até o ano de 1851, quando se transferiu para Belém do Pará. Em fins da década de 1850 filiou-se ao Partido Liberal e participava ativamente da vida política, elegendo-se vereador em Belém nos anos de 1857 a 1860, 1861 a 1864, 1865 a 1868 e 1876 a 1879, um total de quatro legislaturas consecutivas. Faleceu aos 60 anos de idade.

Texto: Kelly Chaves Tavares (Mestra em História Social da Amazônia pela Universidade Federal do Pará (2020) @beijaflor_1991

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA – O LANDMARK DE SOCIEDADES JUSTAS

Um Landmark (marco, ponto de referência) é um objeto, característica ou evento notável que serve para identificar um local ou marcar um ponto importante, podendo ser físico (como um monumento ou prédio histórico) ou abstrato (como um acontecimento histórico decisivo). Embora não exista a fortaleza da Bastilha, pois, foi demolida após a Revolução Francesa, o local é hoje a famosa Praça da Bastilha (Place de la Bastille) em Paris, que marca o ponto histórico e homenageia os eventos revolucionários, com vestígios da fundação visíveis no metrô e na praça.

A palavra Landmark vem do inglês (land = terra, mark = marca/marco) e significa "marco de terra" ou "ponto de referência", com origem em referências bíblicas (Antigo Testamento) sobre limites territoriais invioláveis, como em Jó 24:2 e Deuteronômio 19:14. Historicamente, referia-se a objetos físicos — como monólitos gravados, montes de pedras ou valas — utilizados para demarcar os limites de uma propriedade e evitar invasões. Um sinal ou objeto proeminente na paisagem (edifício, estátua, árvore) que ajuda a localizar um lugar ou serve de guia para viajantes.

A relevância do Landmark deriva do seu papel crucial como um ponto fixo, confiável e facilmente reconhecível em um mundo em constante mudança, seja para encontrar o caminho em uma cidade ou para manter os princípios de uma organização. Ele define o caráter e a identidade de um lugar. Monumentos famosos, como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro ou a Torre Eiffel em Paris, que são Landmarks globais que representam cidades ou nações. Vandalizar marcos históricos resulta em sanções legais: multas pesadas ou até prisão, dependendo da legislação local.

O conceito de landmark foi popularizado pelo Arquiteto Urbanista Kevin Lynch em seu livro "A Imagem da Cidade" (1960). Lynch identificou cinco elementos-chave na forma como as pessoas percebem e navegam nos ambientes urbanos, sendo o landmark um dos mais importantes. Um landmark deve se destacar de seu entorno, auxiliando no senso de direção e na criação de mapas mentais pelos indivíduos. Na arquitetura do ser humano, os Landmarks são os princípios ou pilares fundamentais que definem a essência, o caráter e a estrutura moral do ser humano.

Os Landmarks são vistos nos traços de caráter, crenças ou ações que servem como guias ou balizas para a conduta de uma pessoa, ajudando a definir sua identidade e a orientar suas escolhas. Representariam os alicerces sobre os quais uma pessoa constrói sua vida e suas relações com o mundo, como a honestidade, a empatia, a busca pelo conhecimento ou a resiliência. São elementos essenciais e distintivos que "arquitetam" (moldam, constroem) a identidade e a existência humana, vetores contumazes para estruturação da ambiência social favorável à emergência do feliz convívio humano.

Contemplar o Landmark nos faz compreender o "poder do referencial" (do landmark) enquanto capacidade de influenciar (seja por admiração, física ou estratégia) através de um ponto de vista ou essência que serve de base para percepção, comportamento e conexão. Em Marketing e Branding, por exemplo, não é apenas um conjunto de diretrizes; é a espinha dorsal da marca. É a partir do Landmark que a essência, os valores, o propósito e o posicionamento da marca são articulados, servindo de bússola orientadora de todas as decisões de design, tom de voz e iniciativas de mercado.

Sem um referencial estratégico bem definido, as ações de branding seriam fragmentadas e ineficazes, incapazes de construir a profundidade de relacionamento necessária para a verdadeira lealdade à marca. Ao fornecer parâmetros claros, o Landmark assegura que a identidade visual e as mensagens sejam unificadas em todos os pontos de contato. A consistência gera confiança, e a confiança é a base da lealdade. Perspicaz, é um "filtro" para avaliar novas ideias, garantindo que qualquer expansão ou novo produto e/ou pensamento esteja alinhado com a promessa central da marca, mantendo a relevância a longo prazo.

Nos campos da Liderança e da Psicologia Social, o Landmark destaca-se pela capacidade de influenciar outros por meio do carisma, respeito, admiração e identificação pessoal, fazendo com que desejem ser como você ou seguir seu exemplo. Ancora-se em qualidades pessoais (confiabilidade, simpatia) e não em posição ou conhecimento técnico. O ponto de referência (Landmark) é ferramenta de engajamento é brilhante e perspicaz, pois, as pessoas se conectam mais profundamente e se tornam mais leais a conceitos, marcas ou comunidades com as quais se identificam. O exemplo arrasta!

Um Landmark compartilhado cria uma base sólida para a empatia e a compreensão mútua. Ele age como um "ponto de ancoragem" emocional que une as pessoas. Um ponto de referência claro e universalmente compreendido dentro de um grupo ou organização elimina ambiguidades. Quando os indivíduos se veem refletidos no Landmark (como um valor em comum, uma memória ou uma missão), a lealdade transcende a mera transação ou obrigação, tornando-se uma adesão a um movimento ou identidade coletiva, onde todos “falam a mesma língua”.

É a síntese de princípios-chave do capital social e do engajamento humano, onde o ponto de referência (Landmark) fortalece relacionamentos, aumenta a lealdade, melhora a comunicação e a produtividade, pois, o engajamento é filho da identificação. A lealdade não é mais apenas contratual; é emocional. Quando um líder ou uma marca estabelece um ponto de referência autêntico, emerge uma comunidade de pessoas que compartilham o mesmo DNA, fortalecendo os relacionamentos a longo prazo. Isto a essência da construção de comunidades fortes e marcas resilientes.

Ser inventivo na criação de um Landmark significa não ser genérico. Não é apenas "ser o melhor" – é uma métrica competitiva exaurível –, mas "ser o único” – é uma categoria de mercado própria – a fazer X da forma Y. Não se trata do que você entrega, mas da forma inconfundível como o processo ocorre. Quando a forma Y é tão específica que se torna indissociável da marca, o cliente deixa de comparar para buscar a experiência. Assim, nasce a Cultura de Orgulho – a percepção de que se é parte de um "clube" que detém um segredo e/ou técnica que ninguém mais replica com a mesma alma.

A cultura é o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando, e elas só agem com excelência se tiverem um ponto de referência (Landmark) sólido para guiar sua intuição e esforço. Isso nos abre a visão de que a cultura é definida por comportamentos consistentes, independentemente da observação, e a excelência nesses comportamentos depende de um conjunto robusto e internalizado de valores compartilhados, que se baseiam em "balizas invisíveis" (Landmark) que permitem que cada indivíduo tome decisões rápidas e excelentes sem supervisão constante.

A cultura maçônica, tem nos Landmark – regras de conduta e princípios imutáveis, tão antigos que sua origem se perde no tempo, cruciais para a identidade da Maçonaria – suas as leis fundamentais, antigas e imutáveis, que ancorados em costumes e tradições considerados eternos e invioláveis preservam a essência desta fraternidade, A palavra Landmark surgiu pela primeira vez no contexto maçônico nos Regulamentos Gerais compilados por George Payne em 1720 (adotados em 1721 pela Grande Loja de Londres). No entanto, a lista mais influente de Landmarks foi compilada por Albert G. Mackey em 1858.

Transgredir um Landmark (marco ou limite) no âmbito Maçônico traz consequências que variam conforme a jurisdição e a gravidade. Se uma Grande Loja altera um Landmark (como remover a exigência de crença em um Ser Supremo, por exemplo), ela perde o reconhecimento de outras Grandes Lojas ao redor do mundo, tornando-se "irregular" ou "espúria" para estas. A transgressão repetida ou institucionalizada remove a natureza maçônica da organização, transformando-a em uma associação comum, sem os direitos e privilégios da fraternidade universal.

O maçom que desrespeita os Landmarks está sujeito a processos disciplinares internos, que podem resultar em advertência – Uma repreensão formal por escrito –, suspensão – afastamento temporário dos direitos e privilégios da Ordem – e/ou exclusão (expulsão) – a pena mais severa, geralmente reservada para violações graves e persistentes dos princípios ou leis da Ordem. A aplicação dessas penas ocorre por meio de processos internos conduzidos por tribunais maçônicos, garantindo-se não somente o julgamento justo, como também, o direito à ampla defesa.

O branding da Maçonaria é bem fundamentado nma estratégia de simbolismo universal e consistência secular. Os principais componentes desse referencial estratégico (landmark) inclui o propósito de aperfeiçoamento moral e intelectual do indivíduo (o "lapidar da pedra bruta") para contribuir com uma sociedade mais justa; o lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade" — valores que guiam a conduta e o posicionamento público das potências maçônicas; e a promessa: suporte mútuo entre os "irmãos", além do acesso a um conhecimento filosófico transmitido por meio de rituais.

A identidade visual da Maçonaria é altamente padronizada, facilitando o reconhecimento global. O esquadro, ícone mais forte da marca, representa a retidão de conduta (ética), enquanto o compasso simboliza o equilíbrio e a justiça. A Letra "G", remete ao "Grande Arquiteto do Universo" (Deus) e à Geometria. Os Três Pontos, utilizados em assinaturas e abreviações (como S∴F∴U∴ para Saúde, Força e União), funcionam como um código visual de reconhecimento entre membros. O uso de aventais e ferramentas de construção reforça o posicionamento de uma fraternidade de "pedreiros livres".

O ponto referencial (landmark) da Maçonaria, em consonância com sua lógica de identificação e engajamento, fundamenta-se em pilares que orientam tanto o comportamento individual quanto o social dos seus membros. O alicerce da identificação maçônica é o trinômio Liberdade, Igualdade e Fraternidade, citados acima. Além disso, as "Três Grandes Luzes" servem como guia moral: O Livro da Lei, o Esquadro e o compasso, também, narrados acima. E, como referência (landmark) absoluto a crença em um Ser Supremo (o Grande Arquiteto do Universo).

No cotidiano, a ética maçônica foca na Lapidação do "Templo Interior" – a constante busca pelo aperfeiçoamento moral e retificação da consciência. A Justiça Social – o trabalho voltado para o bem-estar da sociedade e a diminuição das injustiças promovendo a inclusão social a partir do acolhimento e apoio aos desvalidos da fortuna. Esses pontos de referência não são apenas conceitos, mas ferramentas de identificação que garantem que o maçom, ao se reconhecer nesses valores, mantenha o engajamento e a produtividade no serviço à humanidade.

Neste toar, o branding maçônico enfrenta o desafio de equilibrar a tradição do segredo com a necessidade de transparência institucional. Organizações como o Grande Oriente do Brasil (GOB) e a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) têm atualizado suas identidades visuais e presença digital para combater desinformações e atrair novos membros. O posicionamento foca na filantropia e na influência positiva na sociedade, tentando desassociar a imagem de "sociedade secreta" para uma "sociedade discreta" de valores enlevados – um landmark social e político para a humanidade.

Fonte:https://brunobmacedo.blogspot.com

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

ABERTURA DA LOJA - REAA

Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

ABERTURA DA LOJA

Douto Irm∴ Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.

Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M∴ CCer∴ocupar seu lugar, o Ven∴ Mestre solicita aos IIrm∴que fiquem "em L∴" (sic).

Ora, se estamos com o L∴ L∴ fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob∴ ainda não estamos nem deveríamos estar "em L∴".

Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord∴, meus IIrm∴. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig∴ que ao conferir o Oc∴ solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord∴" e não "em L∴".

Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?

CONSIDERAÇÕES

Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.

No que diz respeito ao M∴ de CCer∴mencionar a expressão “em Loja, meus IIr∴”, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin∴ só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig∴, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol∴realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin∴ é composto antes da abertura do L∴ da L∴.

Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:

Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin∴, o Ven∴Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M∴ de CCer∴ alertando: “Em Loja, meus IIr∴!”.

A seguir o Ven∴ Mestre determina ao 1º Vig∴que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);

Depois, determina que o 1º Vig∴ cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol∴ são maçons);

Para cumprir essa missão, o 1º Vig∴ manda todos os que ocupam Oc∴ ficarem à Ord∴; em seguida comunica a certificação ao Ven∴Mestre; todos do Oc∴ desfazem o sin∴ e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin∴, até que a Loja esteja definitivamente aberta.

O Ven∴ Mestre então pergunta ao Chanc∴(que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc∴fica em pé, sem sinal e responde;

Ato continuo, o Ven∴ Mestre pergunta ao M∴de CCer∴ (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M∴ de CCer∴ fica em pé, sem sin∴ e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.

Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M∴ de CCer∴ tal como a mencionada na sua questão.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ABÓBADA DE AÇO - RECEPÇÃO DE AUTORIDADES

Em 04/10/2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA GOB-RS, Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte consulta:

ABÓBADA DE AÇO

Gostaria de obter informações suas sobre: 

1 - Abóbada de Aço:- Quando e como é formada? 

2 - Comissão de Recepção: Tenho lido que deve ser de 13 Mestres Maçons e para recepcionar o Pavilhão Nacional, e sua formação é com espadas à 45º par baixo e a direita...

Quais diferenças entre estas duas formações?

Desde já agradeço a atenção.

 CONSIDERAÇÕES:


Todos esses procedimentos podem ser encontrados no Ritual de Aprendiz do REAA vigente, dele o título 2.7 Recepção de Autoridades e Portadores de Título de Recompensas, página 66 e seguintes.

Sobre o ingresso e retirada do Pavilhão Nacional, ver páginas 111 e 174 do ritual acima mencionado.

Rege o Cerimonial para a Bandeira Nacional no GOB o Decreto 1476/2016 do Grão Mestre Geral. Este Decreto pode ser encontrado na página oficial do GOB, plataforma GOB LEX, ou nos dois volumes dos Rituais Especiais 2017 (Eventos Irrestritos e Roteiros) e Rituais Especiais 2016 (Sessões Exclusivas).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

JUSTO E PERFEITO

M∴ M∴ Estelio Guimarães Cavalcante

O Maçom sabe, que na Sublime Ordem Maçônica, existe um termo que é constantemente usado pelos seus obreiros. Refiro-me ao o termo: "justo e perfeito", termo esse que tem raízes na tradição medieval dos construtores, onde era usado para verificar a precisão e qualidade do trabalho.

Atualmente esse termo é usado como cumprimento entre seus membros e representa a filosofia da ordem, que visa aprimorar o ser humano através da busca pela verdade, justiça e perfeição moral. Assim como também, na sua essência, "justo e perfeito" significa a busca pela conformidade com princípios éticos e morais elevados, tanto em ações individuais quanto em relações interpessoais.

Ser "justo e perfeito" é um ideal que nos convida a buscar a excelência moral e a construir um mundo mais justo e harmonioso. É tal qual um conceito filosófico, oriundo principalmente do hinduísmo. Esse conceito tem o nome de: "Reta ação" (ou "ação reta"), ou também, "ação correta", que se refere ao tipo de ação realizada com desapego aos seus resultados. Ou seja, uma ação movida por valores nobres e não por interesses pessoais ou desejos. Uma ação autêntica, uma expressão do verdadeiro ser, sem máscaras ou falsidades. Uma ação executada pelo dever, e não pela busca de satisfação ou prazer.

Em resumo, meus amados irmãos, conforme já falado anteriormente, a expressão "Justo e Perfeito" não se refere a um estado alcançado, mas sim a uma busca constante por esses ideais. Significa agir com retidão, honestidade e sempre buscar a excelência em todas as nossas ações, refletindo os princípios da Sublime 

Ordem Maçônica na vida pessoal e social do Maçom.

Fazer o bem, faz bem!

O bem vai, o bem vem!

Bom dia, meus Grandes Manos!

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

TOQUE

Em 02/10/2025 o Respeitável Irmão Wellington Trindade Rodrigues, Loja Alferes Tiradentes, 2101, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte pergunta:

TOQUE

Olá, meu Ir∴, como vai? Mais uma vez recorro à sua orientação. Gostaria de saber se o toque do Grau 1 serve apenas para reconhecimento, ou se também pode — e deve — ser utilizado no convívio diário com os IIr∴ já reconhecidos. Pois não vejo um consenso.

CONSIDERAÇÕES:

 

SSin∴, TToq∴ e PPal∴, não obstante o alto significado iniciático que cada um deles possui, também resguardam os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria. Na prática, por ser um costume haurido da Maçonaria primitiva (de Ofício), eles protegem a Maçonaria regular dos cowans e bisbilhoteiros.

Graças a isso, nos parece ser completamente desnecessário o uso do Toq∴ no convívio diário entre maçons conhecidos.

Obviamente que nos trabalhos em Loja e nos telhamentos previstos pelo cobridor de cada grau, é natural a sua utilização. Do mesmo modo, quando, pelas circunstâncias, seja necessário se identificar um desconhecido. Fora isso, não há o porquê do seu uso aleatório.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SAÍDA DE AUTORIDADE - SESSÃO ORDINÁRIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Antônio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

SAÍDA DE AUTORIDADE

Prezado irmão, na última sessão ordinária em minha loja tivemos a visita de uma autoridade. representando o Grão-Mestre.

A dúvida: no encerramento o Mestre de Cerimônias convidou saída o Venerável, primeiro e segundo Vigilantes e posteriormente Autoridade, Mestres Instalados, Orador, Secretário e demais irmãos do Oriente.

CONSIDERAÇÕES:


Entendo que por se tratar de Loja em trabalhos ordinários, a ação esteja correta pois, como menciona o ritual, após o encerramento dos trabalhos a retirada dar-se-á na ordem inversa da de entrada.

Todavia, essa não é uma regra rígida, levando-se em conta que os trabalhos já foram encerrados e a Loja está fechada.

Nesse caso, a ordem de saída tem apenas o sentido de organização, podendo a Autoridade também sair junto com o Venerável Mestre, se for convidada.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONARIA AUSTRÍACA SOB PRESSÃO

o início deste mês de agosto de 2025, um site anônimo publicado na plataforma WordPress abalou os alicerces da Maçonaria Austríaca, acusando membros influentes de corrupção, suborno e favorecimento político. O conteúdo, sem identificação legal obrigatória, foi distribuído amplamente à mídia, empresas e figuras políticas, provocando forte reação interna nas 83 lojas maçônicas do país, que somam cerca de 3.600 membros. A repercussão levou a polícia a abrir uma investigação formal sobre o caso.

O Grão-Mestre Georg Semler, no comando desde 2014, classificou as denúncias como "bombas de mau cheiro lançadas do anonimato", mas admitiu que o site revela informações internas acessíveis apenas a iniciados. A suspeita de que um ex-membro esteja por trás do ataque acentua as tensões e o debate sobre lealdade dentro da fraternidade. Apesar de Semler ter recorrido ao Tribunal Penal de Viena, a justiça austríaca enfrentou limitações legais para punir a difamação online, realçando os desafios de lidar com ataques anônimos na era digital.

O escândalo surge em um contexto já controverso: no ano anterior, o político Hans Peter Doskozil acusou a maçonaria de tentativas de aliciamento, num episódio que Semler classificou como "acerto de contas político". Entre teorias da conspiração durante a pandemia, suspeitas públicas e a tentativa de modernizar a imagem da instituição, a Maçonaria Austríaca se vê agora pressionada a redefinir sua posição na sociedade.

Para além das acusações, o caso revela os dilemas enfrentados por ordens discretas em tempos hiperconectados. A luta entre transparência e tradição, entre anonimato e responsabilidade, está no centro do debate. Sob liderança de Semler, que reforça o papel ético e espiritual da fraternidade, a Grande Loja da Áustria busca resistir ao desgaste público e manter sua relevância em um mundo que exige cada vez mais visibilidade e prestação de contas.

Fonte: Facebook_Portal da Maçonaria

POR QUE É PRECISO "MORRER" ANTES DE SE TORNAR MAÇOM?

Aprendiz Maçom

Calma, calma, querido leitor, a palavra “morrer” não deve ser levada bem ao pé da letra. O que acontece é que é impossível uma pessoa (ou “profano”, como os maçons chamam os que não são da ordem) tornar-se maçom sem que esta se liberte de seus defeitos e paixões profanas (esteja preso a eles), despojando-se de tudo que brilha enganosamente, do que traz proveitos fáceis, dos preconceitos, do orgulho e da vaidade, devendo, eu seu ritual de iniciação, “morrer” simbolicamente, para que dessa forma, renasça como um maçom. Se algum de vocês vierem a ter a oportunidade de perguntar à um maçom quando ele iniciou na maçonaria, ele certamente, se for bem instruído, falará que renasceu (ou nasceu como maçom) em data tal e tal. É claro que alguns preferem restringir este tipo de expressão apenas aos irmãos, já que para profanos soaria um tanto que estranho (ou você não iria fazer uma careta e perguntar: nasceu!?).

O tema do primeiro grau maçônico é a iniciação numa nova vida, ou seja, o nascimento do profano na Arte Real. Logo, o profano deve ser iniciado nos segredos maçônicos, o que significa criar, em si, por sua vontade e pelo seu espírito, um homem totalmente novo, melhor e capaz de se elevar espiritualmente, passando a agir segundo um novo ideal de vida.

Neste grau, o maçom deve aprender a colocar em prática o primeiro dever do iniciado: trabalhar em si mesmo.

Bem como a calar, escutar, observar e meditar. Pois, na maçonaria operativa o aprendiz era o servidor dos mestres-de-obras, ele via e aprendia, e silenciosamente seguia as obras dos mestres, obedecendo-os e cuidando de seus materiais de trabalho.

Quando a Ordem maçônica tornou-se uma corporação regular o aprendiz devia submeterse ao perigo de provas físicas, que no atual Rito Escocês são em partes conservadas como um meio de exercitar a imaginação dos iniciados, para que eles sintam que os caminhos do saber são ásperos, íngremes e difíceis.

Atualmente, de acordo com os ensinamentos da maçonaria especulativa cabe ao aprendiz maçom o trabalho de desbastar a Pedra Bruta, isto é, desvencilhar-se dos defeitos e das paixões, para poder concorrer à construção moral da humanidade, o que é a verdadeira obra da maçonaria. Nosso ritual assim pontua: “Para que nos reunimos aqui? Para erigir Templos à virtude, e cavar masmorras ao vício.”

Assim, durante o interstício do grau de aprendiz os irmãos devem se dedicar a esses objetivos, ou seja, trilhar um caminho de observação e trabalho com o fito de obter o domínio de si próprio, com o único desejo de progredir na grande obra que empreendestes ao entrardes em nossa Ordem.

Para que, quando do término desse trabalho de aperfeiçoamento moral, simbolizado pelo desbastar da Pedra Bruta, tenha o aprendiz maçom conseguido pela fé e pelo esforço individual, transformá-la em Pedra Polida apta à construção do edifício social.

Nas palavras de Manly P. Hall, escritor maçom: “O aprendiz maçom precisa embelezar seu Templo. Ele precisa construir dentro dele, por suas ações, pelo poder de suas mãos e das ferramentas de seu ofício, certas qualidades que tornem possível ua iniciação nos graus mais elevados da Loja Espiritual.”Assim, quando atingido esse objetivo comum, o aprendiz pode descansar o maço e o cinzel para empunhar outros utensílios e ter a consciência de que o início de seu trabalho de edificação do seu “eu interior” foi realizado. Tendo atingido esse ponto e feito o melhor que lhe foi possível, está em posição de ansiar que as forças que agem de forma misteriosa possam considerá-lo merecedor de avanças para o segundo grau no caminho do engrandecimento espiritual.


Bibliografia:
  • Trabalho baseado na obra “O Mestre Secreto” dos irmãos Xico Trolha e José Castellani, editada pela editora “A Trolha”;
  • As Chaves Perdidas da Maçonaria, obra do irmão Manly P. Hall, editado pela Madras;
  • Ritual do Aprendiz Maçom, editado pelo GOB;
  • Manual de Dinâmica Ritualística do 1º Grau de Aprendiz, editado pelo GOB. Modificado a partir do texto do Ir∴ Rafael Luiz Ceconello da ARLS Fraternidade Universitária “Luz do Oriente”.
Fonte: JBNews - Informativo nº 298 - 22.06.2011

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PALAVRA DE PASSE III

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Ericson Simonetto, Loa Estrela da Harmonia, 2868, GOB-SC, REAA, Oriente de Criciúma, Estado de Santa Catarina, apresenta a pergunta seguinte:

PALAVRA DE PASSE

Gostaria muito de sua orientação quanto ao "telhamento" do Grau 2; quando da ação dos Vigilantes para percorrerem as colunas e buscam Sinais, Toques e Palavras, no Ritual Antigo
era solicitado de Palavra de Passe e agora no Novo Ritual é a Palavra Sagrada. Por gentileza poderia me explicar para repasse aos Irmãos.

A outra Dúvida seria a respeito da Saída da Bandeira, pois estamos de pé e a ordem, e o cobridor abre a porta para sua retirada, a pergunta que fica é a seguinte: devemos desfazer o sinal quando a porta é aberta? E voltamos ao sinal de ordem quando do retorno do Porta Bandeira e a porta é fechada?

CONSIDERAÇÕES:


No que se refere à Pal∴ de Pas∴ no 2º Grau, o ritual vigente (2024) está correto, pois no exame feito pelos VVig∴ o que é pedido é a Pal∴ Sagr∴. Isso porque a Pal∴ de Pas∴ somente é solicitada pelo examinador quando um Ir∴desconhecido pedir ingresso nos trabalhos. Em síntese, a Pal∴ de Pas∴ somente é solicitada para se ingressar no Templo, quando a ocasião exigir.

No que diz respeito à porta estar aberta para a retirada do Pavilhão Nacional, não é necessário se desfazer o Sin∴ devido a isso. Além de ser um excesso de preciosismo, isso nem mesmo está previsto no ritual, e no Decreto.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

COLUNAS ZODIACAIS - SEQUÊNCIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão José Roberto D’Abronzo, Loja Monte Hebron, REAA, GOP (COMAB), Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

COLUNAS ZODIACAIS

Sabe-se pela Astronomia que, a Terra orbita o Sol no sentido anti-horário.

Por que as CCol∴ ZZod∴ dos TTempl∴ têm sequência crescente horária iniciando em Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

CONSIDERAÇÕES:

Antes, vale lembrar que nesse caso a observação de astros, estrelas, constelações e o movimento aparente do Sol é do ponto de vista de quem do solo terrestre no hemisfério Norte olha para o firmamento.

Assim, no tocante à simbologia maçônica e os astros celestes, adaptou-se a posição de muitos desses elementos no firmamento, para o formato retangular do templo do simbolismo maçônico. O objetivo disso é estabelecer simbolicamente um comparativo entre o Zodíaco e a jornada iniciática do maçom - uma alegoria solar e os ciclos da Natureza.

Nesse contexto - simbólico por excelência - não está em discussão científica a mecânica celeste, pois se assim fosse, os nossos templos teriam que ter formato de uma elipse, onde a constelação de Áries (ponto vernal), por exemplo, estaria localizada no eixo celeste oriental da sala da Loja. Mas, ao contrário disso, Áries, por convenção se localiza no topo do Norte para determinar a primavera, marco inicial da jornada do Aprendiz. Aqui vale o sentido figurado e não o literal, pois a Loja não é, no sentido da palavra, um planetário.

Nesse sentido, é preciso separar uma construção alegórica que envolve conceitos iniciáticos de Maçonaria, de estudos acadêmicos de astronomia. As noções de Astronomia são de fato muito importante para o maçom, todavia a sua aplicação no simbolismo demanda de adaptações para exprimir a mensagem filosófica desejada.

Assim, de modo tosco, mas objetivo, nos templos maçônicos a localização das constelações do Zodíaco e os respectivos alinhamentos aparentes encontram-se rebatidos nas paredes Norte e Sul do Templo.

Nessa distribuição estelar simbólica, o que de fato importa para a doutrina maçônica são os ciclos produzidos pelas estações do ano no hemisfério Norte. Nesse cenário, essa alegoria solar compara-se aos ciclos da vida do Iniciado.

Assim, é preciso se compreender que a distribuição astronômica que decora um Templo maçônico não é exatamente igual a um mapa estelar elaborado pela Astronomia para estudos acadêmicos dos movimentos dos astros. No caso das constelações do Zodíaco, simbolicamente distribuídos nas paredes do Templo pelas colunas zodiacais, constituem, a partir de Áries (equinócio de primavera ao Norte), a jornada do Iniciado no simbolismo maçônico. Na verdade, é uma representação figurada da vida, morte e renovação da Natureza.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 135 - Abobada de Aço

Abobada de Aço, também conhecida como “Abobada de Espadas” é, no Rito Escocês Antigo e Aceito, a fileira (cobertura) de honra formada por uma série de espadas erguidas e cruzadas sobre a cabeça de um dignitário, acompanhado de palmas e/ou “malhetes batendo”, quando de sua entrada no Templo Maçônico, para participar de uma Loja. Esse costume não é de origem maçônica. Foi introduzido no século XVIII, imitando cerimonial de certas Ordens nobres militares da Cavalaria

O seu caráter militar inspira-se no costume, quando do casamento de um oficial, de formar uma abobada de espadas acima do casal na saída da igreja (Alec Mellor).

A “Abobada de Aço” tem um simbolismo eloqüente. Por ela, os Maçons indicam que põem a sua força e serviço de quem honram com este cerimonial e o teto formado pelas espadas cruzadas simboliza a proteção oferecida (Nicola Aslan).

Devo lembrar, como complementação, que o Pavilhão Nacional é a maior autoridade dentro de uma Loja Maçônica, mas não devemos, jamais, formar a Abobada de Aço.

Bandeira Nacional tem presença obrigatória nos Templos Maçônicos em todas as Sessões Magnas. (Art. 1º - Dec. nº 0084 de 19/11/97 - GOB) e, portanto, devemos lhe prestar as honras previstas em nossa legislação.

O Pavilhão Nacional será introduzido no recinto do Templo, após a entrada da mais alta autoridade Maçônica presente à Sessão. Após o ingresso da Bandeira, ninguém mais entrará com formalidades, nem mesmo o Grão-Mestre Geral.

De acordo com RGF – GOB, a Bandeira será recebida por uma Comissão composta de 13 (treze) IIr.'.MM.'.MM.'., armados de Espadas e munidos de Estrelas (vide pílula nº112), e de uma Guarda de Honra, munida de Espadas, de três membros.

Estando tudo devidamente preparado, o M.'.CCer.'. faz com que primeiramente entre a Comissão de treze membros, em fila dupla, ficando sete ao Norte e seis ao Sul, parados e voltados para o eixo central do Templo, à Ordem (espada no punho direito, na altura da cintura, ponta para cima), e Estrela na mão esquerda.

Após a execução do Hino Nacional, a Comissão de recepção ao Pavilhão, deverá fazer “Continência com a Espada” para a passagem da Bandeira. Essa continência é feita apontando a espada para baixo, do lado direito do corpo, formando um angulo de 45º em prolongamento com o braço direito, voltando o olhar para a Bandeira.

Após o término do Hino Nacional, o Porta. Bandeira , sempre com a Bandeira na posição vertical, rompe a marcha com sua guarda. A Comissão de treze membros deverá acompanhar com o olhar, a passagem da Bandeira, e quando esta passar pelo último membro, todos ao mesmo tempo, voltam à Ordem com a espada.

M.'.I.'.Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

ESCALADA SIMBÓLICA DO MAÇOM

Léo G. Santos 

À Gl∴ do Gr∴ Arq∴ do Un∴
M∴ M∴
MM∴ Q∴ IIr∴

Na escala simbólica da Maçon∴, o M∴ representa muito mais que uma classificação. É um estado de consciência. É o culminar de um processo de transformação interna que não é medido pela antiguidade, mas pela maturidade da alma, pela sabedoria adquirida, por autodomínio.

Ser um M∴ não é um privilégio, mas uma responsabilidade. Não é um título a ser exibido, mas um ônus sagrado a ser carregado com humildade. O verdadeiro M∴ M∴ não é definido pelo que ele sabe, mas como ele vive o que sabe. Porque o domínio é, em última análise, uma forma de presença: uma luz serena que não se aplica, mas ilumina.

A figura do M∴ em nossos rituais está intimamente ligada a um arquétipo eterno: o de quem morre e renasce, aquele que passa pela escuridão da tumba simbólica para emergir transformada, ciente de sua missão. A lenda de Hiram Abif não é apenas uma narrativa dramática: é o espelho da alma que aceita a morte do ego para exercer orientação sem vaidade.

Portanto, todo verdadeiro M∴ é um iniciado no mistério da perda. Ele foi testado. Ele conheceu decepção, silêncio, solidão, erro. E ele emergiu de tudo isso sem ressentimento, com uma compreensão mais profunda da vida, do símbolo, dos outros.

Joseph Fort Newton nos lembra que o M∴ M∴ não é um ser acabado, mas um homem em trabalho contínuo. Ele não atingiu um ponto final, mas entendeu que o verdadeiro conhecimento consiste em serviço e que o verdadeiro poder é temperado pela compaixão.

O M∴ M∴ é uma ponte entre o ideal e a realidade. Ele é quem incorpora, em suas palavras e silêncios, a doutrina da praça, a bússola e o equilíbrio. Ele é quem sabe que esse exemplo ensina mais do que qualquer discurso, e essa verdadeira autoridade não precisa aumentar sua voz, porque fala de uma alma alinhada.

Em termos práticos, ser um M∴ M∴ significa:
— Atingir o terceiro e último grau da Maçon∴ Simb∴, também conhecido como o grau da plenitude maçônica. É o ponto mais elevado dentro da estrutura básica da Maçon∴, onde o Maç∴ é considerado um M∴ em si mesmo, capaz de trabalhar com inteligência e força de vontade.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

A QUEM O 2º VIGILANTE ANUNCIA

Em 01/10/2025 o Respeitável Irmão Jeferson Balzan, Loja Pedro Michael Struthos, REAA, GOB-RO, Oriente de Guajará Mirim, Estado de Rondônia, solicita esclarecimento sobre:

A QUEM ANUNCIA

Bom dia meu querido irmão Pedro, estou com dúvidas neste novo ritual.

Na página 215 está escrito, conforme imagem destacada, a quem o Cobridor Interno anuncia, quando a Loja já está aberta, anuncia para o Segundo Vigilante, a dúvida é: o Segundo Vigilante anuncia direto para o Venerável Mestre ou anuncia para o Primeiro Vigilante e o mesmo anuncia para o Venerável Mestre?

Essa é minha dúvida.

CONSIDERAÇÕES:


Na condição de estar a Loja definitivamente aberta, em um eventual pedido de ingresso por um retardatário, o Cobr∴ Int∴ anuncia ao 2º Vig∴, o qual, atendendo ao giro da palavra (Sul, Norte e Oriente), anuncia ao 1º Vig∴, que, por sua vez, finalmente anuncia ao Venerável Mestre.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

USO DO CHAPÉU NO GRAU 02

Em 28/09/2025 o Respeitável Irmão Ricardo Paim Cândido dos Santos, Loja Templários de Piratini, 4395, REAA, GOB-RS, Oriente de Imbé, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

CHAPÉU

Caro e fraterno Ir∴ Pedro Juk, inicialmente me penitencio por provocá-lo por diversas vezes, quando na realidade aos M∴ M∴ a necessidade é apenas estudar o Ritual do REAA, como é nosso caso. Entretanto, a despeito de alguns estudos, talvez fracos diante da necessidade e ainda ontem nos deparamos com uma situação, salvo melhor juízo, inusitada. Em uma Sessão Magna de Elevação, o V∴ M∴ a partir do entendimento de que os paramentos do M∴ M∴ inclui o uso do Chapéu Desabado determinou que os IIr∴ 1º e 2º VVig∴ fizessem uso do chapéu, assim como ao Ir∴ Orador, sendo que este não é parte das Luzes, não devendo fazer uso do chapéu desabado. Reconheço, s.m.j. ficou uma Sessão estranha, pelo, talvez, uso indevido de chapéu, porque se regra geral se faz uso, todos os M∴ M∴, do quadro da Loja, com exceção dos visitantes que forem de outros Ritos. Então, caro Ir.´. Pedro Juk, em uma Sessão Magna de Elevação, todos os M∴ M∴ utilizam o chapéu desabado, ou somente o V∴ M∴?

Tenha um ótimo final de semana junto aos seus. Prometo não o incomodar pelo menos neste ano. Ainda, aproveitando a oportunidade, seria uma satisfação e honra, recebê-lo em nossa oficina para muitos esclarecimentos. Aliás, nesse sentido, até podemos organizar com mais Lojas, ou pelo menos a do Litoral Norte do RS para podermos ter uma visita plena e satisfatória, haja vista seu deslocamento do PR ao RS.

CONSIDERAÇÕES:

Lamentavelmente o Venerável Mestre está desrespeitando o ritual ao inventar procedimentos que nele não constam. Nesse sentido, o Orador deveria ter interpelado o Venerável Mestre no sentido de se seguir apenas o que estiver previsto no ritual vigente. Aliás, esse Venerável Mestre precisa ler com mais atenção o ritual que ele está seguindo na condução dos trabalhos.

Chapéu, preto e de aba mole, é uma cobertura para ser usada apenas pelo Venerável Mestre quando se tratar de Lojas de Aprendiz e de Companheiro do REAA, enquanto que em Loja de Mestre Maçom, todos devem usá-lo. Trocando em miúdos, não está escrito em lugar nenhum que no Grau 02, além do Venerável Mestre, outros Mestres também devam usar o chapéu. Consta sim que no grau de Companheiro, tal como no de Aprendiz, somente o Venerável Mestre se cobre.

Ora, tudo isso está bem claro nos rituais vigentes do REAA, os quais devem ser seguidos exatamente como estão. Vale lembrar que o ritual é instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral. Desrespeitá-lo, inserido práticas que dele não constem, é cometer delito maçônico, e como tal assim será tratado.

O Orador da Loja, eleito como guardião da Lei, não deve permitir essa afronta ao ritual, seja lá por parte de quem for.

O mais lamentável disso tudo é se ver o Venerável Mestre da Loja, que prometeu na sua Instalação seguir os regulamentos do GOB e preservar incólume os rituais, praticar esse desatino.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

CHARGES

EXAMINE SEU PRIVILÉGIO E O OLHAR COMPASSIVO DO INICIADO

VV.'.MM.'., Digníssimos Vigilantes e Respeitáveis Irmãos:

Que a Paz reine em nossos corações e a Luz habite em nossas consciências.

 I. Privilégio Invisível: O que não percebemos, mas carregamos
Em nossa caminhada iniciática, somos lembrados de que todos iniciamos pela mesma porta estreita. No entanto, esquecemos que cada um de nós veio de um ponto diferente do caminho profano. Alguns foram preparados pelo destino com famílias estruturadas, educação formal, exemplos éticos; outros, contudo, vieram feridos, sem referências e marcados por realidades adversas.

Devemos ter um alerta: "Corpos frágeis requerem mais cuidados". Da mesma forma, almas que não foram nutridas com valores superiores exigem mais paciência, atenção e formação. O privilégio aqui não se refere apenas ao material, mas ao simbólico e espiritual.

II. Formação Espiritual: Nem todos estão prontos ao mesmo tempo
A Maçonaria é uma escola iniciática e espiritual. É nosso dever entender que cada irmão está em um estágio de consciência diferente. Como o jardineiro que não exige que todas as flores desabrochem ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a formação da alma exige tempo, cuidado e, principalmente, empatia.

A filosofia mostra no texto, o "cuidado da alma". E isso é Maçonaria em sua essência: transformar o ser pela paciência, pelo exemplo e pela instrução contínua.

III. O Dever do Iniciado: Compreender antes de julgar
No silêncio do Templo, muitas vezes ecoa um julgamento silencioso: "Por que ele ainda não aprendeu?" ou "Por que não age corretamente?"

Mas o Iniciado verdadeiro sabe que julgar é um instinto do ego, enquanto compreender é uma virtude da alma desperta. O privilégio de ter sido orientado, instruído, amado ou inspirado deve nos conduzir à humildade, não à arrogância.

Ser tolerante não é ser permissivo; é compreender a raiz do erro antes de aplicar o cinzel da correção. É erguer o irmão com o compasso da empatia e guiá-lo com a régua do exemplo.

IV. Trabalhar com o que se tem
Há Irmãos que chegam à Ordem com luzes já acesas. Outros ainda tateiam no escuro. Mas todos carregam uma centelha. O Iniciado deve ser aquele que, reconhecendo seus privilégios e oportunidades, transforma isso em ferramenta de serviço ao coletivo, e não em trono de julgamento.

CONCLUSÃO: O privilégio é oportunidade de servir
A reflexão que se impõe não é sobre o quanto sou melhor, mas o quanto posso ser mais útil por ter recebido mais.

A verdadeira iniciação se revela quando passamos a ver no erro do outro uma oportunidade de ensinamento, não de condenação.

Se a Maçonaria é escola, somos todos aprendizes — e os mais sábios devem ser os mais pacientes.

Se temos o privilégio da consciência, que ela nos sirva para acender a tocha daqueles que ainda caminham nas sombras.

Fonte: Facebook_Átrio do saber

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

PARAMENTOS - MESTRE INSTALADO COMO VIGILANTE

Em 28/09/2025 o Respeitável Irmão Marcelo Medeiros, Loja Acácia Candidomotense, REAA, GOB-SP, Oriente de Cândido Mota, Estado de São Paulo, solicita o seguinte esclarecimento.

PARAMENTO DOS VIGILANTES

Parabéns, meu Irmão Pedro, pelo brilhante trabalho que você desenvolve à frente da Secretaria de Ritualística do GOB.

Tenho uma dúvida referente ao REAA: o Ritual orienta que os Mestres Instalados utilizem seus paramentos, trazendo o colar do cargo por cima do de MI. Gostaria de confirmar se essa regra também se aplica quando o Mestre Instalado exerce o cargo de Vigilante, já que nesse caso o paramento do cargo é completo. Nessa situação, o Mestre Instalado deve utilizar apenas a joia de MI ou todo o paramento de MI e a joia de Vigilante?

CONSIDERAÇÕES:

 Pois é, inventaram esse paramento diferenciado para Vig∴ no REAA só para complicar os procedimentos. Infelizmente esse é um fato, e não é tão simples assim, aboli-lo de uma hora para outra.

Como os paramentos diferenciados para Vig∴ continuam presentes no ritual vigente, a Secretaria Geral de Orientação Ritualística entende que um M∴ Inst∴, exercendo o cargo de Vig∴, deveria apresenta-se paramentado com as alfaias de Vig∴. No entanto, também é preciso se levar em conta que o M∴ Inst∴, o qual por extensão também é um Ex-venerável, como tal possui paramentos próprios regulamentados, inclusive previstos no próprio ritual.

Assim, à vista dessas contradições (legalizadas), entende-se que se o M∴ Inst∴atuando como Vig∴ estiver paramentado como M∴ Inst∴, já que pelas circunstâncias isso também é possível, ele deve vestir, sobre o seu colar, também o colar com a joia distintiva do cargo de Vig∴, não obstante ele ter sido eleito como uma das Luzes da Loja, mas que nem por isso deixa de ser um M∴Inst∴ por ser uma autoridade da faixa 1, prevista no RGF).

Resumindo, um Ex-venerável é um M∴ Inst∴ ad aeternum, mas que pode ser eleito para o cargo de Vig∴ da Loja por tempo definido pela legislação.

Sendo assim, parece que pelas circunstâncias qualquer uma das duas possibilidades são plausíveis, mormente diante da criação – contraditória - de paramentos diferenciados para o REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

USO DO CHAPÉU - EM PÉ OU SENTADO?

Em 27/09/2025 o Respeitável Irmão Juan Gutierrez Garcia, Loja Semeador da Fraternidade, 2803, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo Capital, faz a pergunta seguinte:

USO DO CHAPÉU

Existe algum significado no procedimento de usar o chapéu quando sentado e remove-lo quando em pé.

CONSIDERAÇÃO:

No REAA, os momentos em que o obreiro coloca ou retira o chapéu negro e desabado da sua cabeça, durante os trabalhos, estão descritos nos rituais de 2024, vigentes.

Ressalte-se que não existe nenhum significado especial para o ato de se estar usando chapéu quando se estiver em pé ou sentado. 

Na verdade, por razões históricas, iniciáticas e místicas, é o chapéu que traz o porquê do seu uso durante os trabalhos. Nessa conjuntura, estar usando-o, em pé ou sentado, de fato é algo irrelevante. 

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A TRÁGICA IMPOTÊNCIA DOS MAÇONS

Por Jean van Win, escritor e maçonólogo belga.

Em junho de 1815, a Europa preparava-se para um dos confrontos mais decisivos da sua História: a Batalha de Waterloo. Napoleão Bonaparte, retornado do exílio na Ilha de Elba, tentava recuperar o poder e reerguer o seu império. Contra ele, uniram-se exércitos de diversas nações — britânicos, prussianos, holandeses — determinados a pôr fim, de uma vez por todas, ao ciclo de guerras que assolara o continente desde a Revolução Francesa. Foi neste cenário tenso e sangrento que um pequeno grupo de maçons tentou algo extraordinário: impedir a guerra.

Numa pousada isolada na vila de Ohain, na Bélgica, reuniu-se secretamente um grupo de generais de alto escalão, todos iniciados na Maçonaria: Wellington, Blücher, Ney, Grouchy e outros. Convocados por uma força superior, eles responderam ao apelo do Irmão Jacques Leforestier, da Loja Saint-Charles. O objetivo era claro e nobre: encontrar uma solução que evitasse o confronto iminente. Leforestier apelou à fraternidade, à moral e à razão, lembrando a todos o juramento que os unia como Irmãos — para além das fronteiras, das bandeiras e das ideologias.

Mas foi em vão. Cada general estava preso a seus compromissos nacionais e à lógica cruel da guerra. O peso das decisões políticas e o ímpeto da história revelaram-se mais fortes do que os ideais da fraternidade maçónica. Um a um, os Irmãos abandonaram a estalagem, resignados. No dia 18 de junho de 1815, a Batalha de Waterloo aconteceu. Napoleão foi derrotado, mas ao custo de dezenas de milhares de vidas. A Maçonaria tentou agir em nome da paz… mas revelou-se tragicamente impotente diante da máquina implacável da guerra.

Fonte: Facebok_Curiosidades da Maçonaria