o início deste mês de agosto de 2025, um site anônimo publicado na plataforma WordPress abalou os alicerces da Maçonaria Austríaca, acusando membros influentes de corrupção, suborno e favorecimento político. O conteúdo, sem identificação legal obrigatória, foi distribuído amplamente à mídia, empresas e figuras políticas, provocando forte reação interna nas 83 lojas maçônicas do país, que somam cerca de 3.600 membros. A repercussão levou a polícia a abrir uma investigação formal sobre o caso.
O Grão-Mestre Georg Semler, no comando desde 2014, classificou as denúncias como "bombas de mau cheiro lançadas do anonimato", mas admitiu que o site revela informações internas acessíveis apenas a iniciados. A suspeita de que um ex-membro esteja por trás do ataque acentua as tensões e o debate sobre lealdade dentro da fraternidade. Apesar de Semler ter recorrido ao Tribunal Penal de Viena, a justiça austríaca enfrentou limitações legais para punir a difamação online, realçando os desafios de lidar com ataques anônimos na era digital.
O escândalo surge em um contexto já controverso: no ano anterior, o político Hans Peter Doskozil acusou a maçonaria de tentativas de aliciamento, num episódio que Semler classificou como "acerto de contas político". Entre teorias da conspiração durante a pandemia, suspeitas públicas e a tentativa de modernizar a imagem da instituição, a Maçonaria Austríaca se vê agora pressionada a redefinir sua posição na sociedade.
Para além das acusações, o caso revela os dilemas enfrentados por ordens discretas em tempos hiperconectados. A luta entre transparência e tradição, entre anonimato e responsabilidade, está no centro do debate. Sob liderança de Semler, que reforça o papel ético e espiritual da fraternidade, a Grande Loja da Áustria busca resistir ao desgaste público e manter sua relevância em um mundo que exige cada vez mais visibilidade e prestação de contas.
Fonte: Facebook_Portal da Maçonaria
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