Por Jean van Win, escritor e maçonólogo belga.
Em junho de 1815, a Europa preparava-se para um dos confrontos mais decisivos da sua História: a Batalha de Waterloo. Napoleão Bonaparte, retornado do exílio na Ilha de Elba, tentava recuperar o poder e reerguer o seu império. Contra ele, uniram-se exércitos de diversas nações — britânicos, prussianos, holandeses — determinados a pôr fim, de uma vez por todas, ao ciclo de guerras que assolara o continente desde a Revolução Francesa. Foi neste cenário tenso e sangrento que um pequeno grupo de maçons tentou algo extraordinário: impedir a guerra.
Numa pousada isolada na vila de Ohain, na Bélgica, reuniu-se secretamente um grupo de generais de alto escalão, todos iniciados na Maçonaria: Wellington, Blücher, Ney, Grouchy e outros. Convocados por uma força superior, eles responderam ao apelo do Irmão Jacques Leforestier, da Loja Saint-Charles. O objetivo era claro e nobre: encontrar uma solução que evitasse o confronto iminente. Leforestier apelou à fraternidade, à moral e à razão, lembrando a todos o juramento que os unia como Irmãos — para além das fronteiras, das bandeiras e das ideologias.
Mas foi em vão. Cada general estava preso a seus compromissos nacionais e à lógica cruel da guerra. O peso das decisões políticas e o ímpeto da história revelaram-se mais fortes do que os ideais da fraternidade maçónica. Um a um, os Irmãos abandonaram a estalagem, resignados. No dia 18 de junho de 1815, a Batalha de Waterloo aconteceu. Napoleão foi derrotado, mas ao custo de dezenas de milhares de vidas. A Maçonaria tentou agir em nome da paz… mas revelou-se tragicamente impotente diante da máquina implacável da guerra.
Fonte: Facebok_Curiosidades da Maçonaria
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