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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 9 de abril de 2019

A TROLHA

A TOLHA
Rui Bandeira

A Maçonaria utiliza os artefatos e ferramentas ligados à atividade da construção como símbolos ilustrativos dos ensinamentos que procura transmitir e preservar. É o caso, por exemplo, da trolha.

A trolha, ou colher de pedreiro, é uma ferramenta do ofício da construção utilizada para separar, transportar, projetar ou colocar argamassa, massa ou cimento nas superfícies, paredes ou muros, de uma construção. Serve também para alisar a massa, argamassa ou cimento colocada, por exemplo, numa placa ou na união entre pedras ou tijolos de uma parede ou muro.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

COMPANHEIROS OCUPAM CARGOS

COMPANHEIROS OCUPAM CARGOS
(republicação)

Em 25.06.2014 o Respeitável Irmão Luis Augusto Barbieri, membro da Loja XXVI de Maio, 1.974, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Sorocaba, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte: guto1961@gmail.com

Duvida na ocupação de Cargos em Loja . Em uma sessão de nossa Loja, não tínhamos Mestres suficientes para compor os cargos de Primeiro e Segundo Experto, Cobridor Interno e Mestre de Harmonia. É correto utilizar Irmãos Companheiros para ocuparem estes cargos? Se fosse outro cargo, que tenha acesso ao Oriente como Segundo Diácono poderíamos utilizar Companheiros?

Consideração:

REFLEXÃO

REFLEXÃO
Rui Bandeira

No século XVIII, quando se expandiu a Maçonaria Especulativa, esta seguia e divulgava os princípios do Iluminismo. A Maçonaria foi então um farol que apontou o caminho da evolução social, da conceção laica, livre, igual, fraterna e tolerante do mundo, da sociedade e do lugar nela do Homem. 

O pensamento escolástico é substituído pela Ciência Experimental; racionalismo e empirismo substituem o pensamento arcaico apenas fundado nas interpretações teológicas dominantes; Locke teoriza a Tolerância como valor social; emerge o reconhecimento e proteção dos direitos humanos; o absolutismo é substituído pela submissão à Lei; a soberania por direito divino é substituída pelo conceito de que a soberania pertence ao Povo e deve ser exercida em nome do Povo, para o Povo e pelos representantes designados pelo Povo; emerge e triunfa a noção de que as sociedades devem prezar e preservar a Liberdade, assegurar a Igualdade, possibilitar a vivência em Fraternidade; o princípio da separação de poderes triunfa. Em toda esta evolução os maçons deram o seu contributo.

domingo, 7 de abril de 2019

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Jean-Jacques, de Paris nos enviou esta foto com esta explicação:

Paraty, Estado do Rio de Janeiro, julho de 2017: uma antiga cidade colonial, linda, construída segundo um plano maçônico, dimensões dos blocos urbanos aos padrões maçônicos, símbolos maçônicos em todos os lugares e, principalmente, nos principais cruzamentos para o entrada para a cidade: este magnífico trabalho!

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, você perceberá que um edifício é um objeto ou uma decoração maçônica ou alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: hiram.be

PÍLULAS MAÇÔNICAS

DESCRISTIANIZAÇÃO DA MAÇONARIA

As “Old Charges” mostram que na Maçonaria Operativa os maçons eram, sem dúvidas, Cristãos Trinitários. Entretanto após a formação da Grande Loja de Londres e Westminster, em 1717, na Inglaterra, houve uma “descristianização” durante a formação da Maçonaria Especulativa.

A mudança se concretizou em 1723 na Constituição de Anderson, onde, no Capítulo referente a “Deus e Religião” ficou estabelecido que as opiniões religiosas seriam particulares e a Ordem (Craft) teria a Religião que todos os homens concordam.

Isto, obviamente, era baseado na política dessa nova Grande Loja para evitar discussões religiosas e políticas, sendo estas os principais motivos de discórdia e destruição da harmonia na época.

Devemos observar que os maçons já tinham conhecimento, naqueles tempos, dos perigos apresentados nas discussões sobre religião e política. A Grande Loja foi formada logo após a rebelião abortiva de James Stuart, o “Antigo Pretendente” (filho de James II).

Opiniões políticas e religiosas eram conduzidas de modo duro e amargo, e a desunião entre os Whigs (Hanoverianos) e os Toris (Stuarts) era muito profunda. O primeiro grupo era, na maioria, Protestantes e o segundo grupo, Católicos Romanos.

Uma introdução de qualquer tendência na Política e/ou Religião na Francomaçonaria, naquele estágio, poderia ser desastrosa.

Consequentemente, essa alteração na base religiosa da Ordem permitiu que Judeus, Muçulmanos, Budistas e outros não-Cristãos, mas que acreditam em um Supremo Criador, se tornem membros da francomaçonaria.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

PARAMENTOS

PARAMENTOS 
(republicação)

Em 22.06.2014 o Respeitável Irmão Marcos Araguari de Abreu, atual Orador da Loja Cataratas do Iguaçu, 2.970, REAA, GOB-PR, Oriente de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão: marcos.araguari@hotmail.com

Gostaria de indagar ao Irmão sobre outro assunto: os paramentos (colares, faixas e fitas) utilizados no REAA. Há diferença na configuração dos mesmos para os graus de Aprendiz e Companheiro face aos utilizados em Câmara do Meio? Estou em dúvida diante do que está contido nas explicações dos Rituais, que diferem nos graus simbólicos citados. Só para exemplificar cito o uso do avental de Primeiro ou de Segundo Vigilante, adornados com suas joias, indagando se só devem ser usados no Grau de Mestre. Desculpe-me se o questionamento for pueril, mas realmente não consegui encontrar nada sobre esses aventais (e respectivos colares e punhos) no Ritual de Aprendiz de 2009. E, ademais, esse Ritual exige uso de punhos (azuis) apenas para o Venerável Mestre quando dos trabalhos no grau 1, gerando minha dúvida.

Considerações: 

sábado, 6 de abril de 2019

ESTANDARTE E SAGRAÇÃO

ESTANDARTE E SAGRAÇÃO
(republicação)

Em 17.06.2014 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Junior, membro da Loja Pioneiros de Mauá, nº 2000, REAA, GOB-RJ, Magé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimento no assunto que segue: celso.mendes.junior@hotmail.com

Solicitação de orientação Litúrgica com relação ao Irmão Porta Estandarte. Sei que a minha duvida é banal, porém ela surgiu após eu começar a fazer os meus Graus Filosóficos reparei que no momento da Sagração do Candidato o Porta Estandarte fica com o Estandarte aberto atrás do mesmo, comentei com o decano da Loja que possui uns 40 anos de ordem que tinha achado esse procedimento muito bonito, então ele me informou que era feito desta forma nos Graus Simbólicos, mas parou de ser feito em nossa Loja e que ele também não viu sendo feito em mais nenhuma outra Loja, ele não sabe informar se esse procedimento ainda deve ser feito, ou se caiu em desuso por ser um enxerto. Bom nós gostaríamos de saber se esse procedimento ainda existe ou se caiu em desuso?

Considerações: 

PRECIOSIDADES MAÇÔNICAS


O VISÍVEL LIMITE DA TOLERÂNCIA

O VISÍVEL LIMITE DA TOLERÂNCIA
Rui Bandeira

A Maçonaria, sendo algo de sério, não tem que ser sisuda. Os maçons tratam do que é sério com seriedade, mas também sabem descontrair, brincar e utilizar o humor para evidenciar pontos de vista, quando é o momento e o ambiente para tal. O episódio que vou contar é uma demonstração disso mesmo. Ocorreu recentemente, no decorrer de um ágape da Loja Mestre Affonso Domingues.

Os ágapes são importantes complementos das reuniões maçónicas. No decorrer das sessões trabalha-se de modo sério, compenetrado, concentrado e tão eficiente quanto possível, sobre os assuntos que são objeto da reunião. Finda a sessão formal, os obreiros da Loja reúnem-se então à volta de uma mesa e, partilhando uma refeição, convivem, conversam, debatem, brincam, enfim, conhecem-se melhor e reforçam os laços entre si. É frequente que, mesmo nesse ambiente descontraído, sejam colocados temas para debate ou análise que, sendo sérios, não perdem nada em serem tratados de forma mais coloquial.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

ABERTURA DO COMPASSO E CABO DO ESQUADRO

ABERTURA DO COMPASSO E CABO DO ESQUADRO
(republicação)

Em 16.06.2014 o Respeitável Irmão Gilmar Dietrich, Venerável Mestre da Loja Perseverança e Vigor, nº 2.638, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguinte:
gil@cr.cnt.br

Prezado Mano Pedro Juk. Mais uma vez venho socorrer-me da sua imensa sabedoria maçônica, a qual sou admirador.

A VIRTUDE E A MAÇONARIA

A VIRTUDE E A MAÇONARIA

A Maçonaria é uma sociedade hierárquica, científica, filosófica, iniciática, de consequência religiosa, não sectária, que pesquisa a verdade, a fim de elevar os seus seguidores ao cume dos conhecimentos, da ciência, da filosofia, da moral, dos bons costumes e consequentemente da religião, mesmo que não pedindo de seus obreiros satisfação de seus credos religiosos.

A Maçonaria, baseada nos princípios democráticos, exige de seus candidatos apenas serem livres e de bons costumes, deixando a seu critério a escolha do livro da Lei moral.

A virtude, sendo inerente à alma, não se adquire, não se compra, não se aprende, apenas se educa e se aprimora em um ambiente virtuoso, onde se pratiquem boas obras.

PECULIARIDADES DE UMA LOJA

CUIDADO: O LEÃO NÃO PERDOA!

Mesmo a Maçonaria sendo uma entidade sem fins lucrativos, existe uma série de peculiaridades que devem ser observadas e levadas em consideração.

Abaixo alguns cuidados que os Veneráveis Mestres devem ter em suas Lojas:

• Toda Loja Maçônica que possuir inscrição no CNPJ apresentará as seguintes Declarações anualmente:
:: IRPJ Imunes e Isentas - até o último dia útil de maio;
:: RAIS - mesmo que a Loja não tenha empregados, deve apresentar a RAIS negativa, até o dia 25 de fevereiro;
:: Estes prazos estão sujeitos a mudanças;

• A Loja deve manter escriturada sua Contabilidade;

• No caso da não entrega das Declarações citadas, estarão sujeitas à multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) ou pela entrega fora do prazo. São necessários para o preenchimento da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica os dados do Contador responsável pela escrituração da Loja.

• Estas obrigatoriedades estão de acordo com a constituição federal de 1988, art. 115, VI, “b”, conforme texto a seguir: 
:: As Associações são isentas de imposto de renda, mas estão sujeitas as escriturações contábeis e fiscais e obrigados a conservar até que ocorra a prescrição dos direitos tributários decorrentes das operações a que se refiram e, enquanto não decorrido o prazo decadencial que é de 05 (cinco) anos, contados a partir do exercício em que ocorrer a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica “DIPJ”, os Livros Obrigatórios (Diário e Razão) deverão ser arquivados pelo prazo que a sociedade existir.

• O Novo Código Civil Brasileiro, Lei 10406 de 10.01.2002, diz que: 
:: Qualquer tipo de empresa, independente de seu porte ou Natureza Jurídica necessita manter escrituração completa para controlar o seu patrimônio e gerenciar adequadamente os seus negócios. A Escrituração Contábil esta contida como exigência expressa em diversas legislações vigentes conforme o Código Comercial e de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade - CFC.

Fonte: Ir.:. Aldemar Tapia - aldemar@escorel.com.br

quinta-feira, 4 de abril de 2019

QUITE PLACET - APRENDIZ

QUITE PLACET - APRENDIZ
(republicação)

Em 14.06.2014 o Respeitável Irmão Alexandre Carvalho, membro da Loja Mestre Hiram, 1.427, GOB, sem declinar o nome do Rito, Oriente e Estado da Federação apresenta a seguinte questão:
xandao_n1@yahoo.com.br

Quite Placet e o Aprendiz e o Companheiro. Mais uma vez venho por meio desta solicitar sua ajuda. Gostaria de saber se um Aprendiz ou Companheiro, estando em dia com a tesouraria, pode solicitar o PLACET, visto que o mesmo ainda não é Mestre. Procurei no RGF e nada encontrei que cause impedimento. Peço sua ajuda.

Consideração: 

quarta-feira, 3 de abril de 2019

SUSPENSÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

SUSPENSÃO DO TEMPO DE ESTUDOS
(republicação)

Em 13.06.2014 o Respeitável Irmão Antonio Raia, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-PE, Oriente de Recife, Estado de Pernambuco, apresenta a seguinte consulta: 
antonio_raia@hotmail.com

SUPRESSÃO DE TEMPO DE ESTUDOS? 

Sirvo-me do presente para dirimir uma dúvida sobre a supressão de TEMPO DE ESTUDOS, em Sessão de Finanças. Sabemos que a referida sessão deve ser convocada por Edital e que dentro da Ordem do Dia, SÓ DEVERÃO SER TRATADOS os assuntos convocados pelo mesmo. Em minha opinião, parece não ser possível SUPRIMIR O TEMPO DE ESTUDOS, DE UMA SESSÃO ORDINÁRIA, mesmo em sendo de Finanças, pois estaríamos contrariando o disposto na página 12 do nosso Ritual do 1º grau de Aprendiz-Maçom que tem a seguinte redação: "Nos trabalhos litúrgicos, em qualquer sessão é proibido à inclusão de cerimônias, palavras, atos, procedimentos ou permissões que aqui não constem ou não estejam previstos, assim como é vedada a exclusão de cerimônias, palavras, expressões, atos, procedimentos ou permissões que aqui constem ou estejam previstos, sendo que as TRANSGRESSÕES DESTAS ADVERTÊNCIAS CONFIGURE ILÍCITO MAÇÔNICO SEVERO E COMO TAL SERÁ TRATADO. Desta forma, peço a vossa orientação neste assunto, para futuramente não ser penalizado por desconhecimento.

Considerações:

MINUTO MAÇÔNICO

FIO 

1º - Não convém permanecermos sempre no limite, ou estar por um fio, mas evitar esse posicionamento para a nossa própria segurança. 

2º - O Fio que compõe o prumo, firmando a testa, para deixar livre e perpendicularmente a ponta é indispensável para o funcionamento do instrumento. 

3º - O prumo é um instrumento de medida que funciona de modo perpendicular e de cima para baixo. Um dos seus símbolos nos lembra que o principal controle do homem é a sua mente. 

4º - Estar a prumo significa estar em equilíbrio, ou seja, corretamente. 

5º - O fio é maleável, delicado, sutil e frágil; sejamos todos, no prumo, o fio que o caracteriza para pautar nosso comportamento com fidelidade e verticalidade.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

AS DISCUSSÕES QUENTES

AS DISCUSSÕES QUENTES
C.E.Boller

Sinopse: Considerações ao irmão que não concorda com o pensamento do outro. 

Em qualquer discussão, aquele que concorda com seu interlocutor está apoiando a caminhada, transmitindo energia para a persistência na mesma linha de pensamento. E isto é muito bom! Discordar também é bom e salutar. Ruim é quando o pensamento de alguém é ignorado. É suficiente para deixar qualquer um triste, chateado mesmo! Isto porque, em tal circunstância, conta-se com uma grande perda, algo além do ódio, algo que nem mesmo considera o próximo igual, quanto mais companheiro, irmão. Poderá existir mal maior?

É deveras apreciado quando aportam aqueles que não concordam. A sua interpelação não é considerada ofensa, ao contrário, vê-se nisso uma demonstração de coragem, de profundo amor pelo interlocutor, algo que só o irmão faz.

Compartilho com Elie Wiesel, escritor de nacionalidade norte-americana e romena: "O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença". Partindo deste pensamento pode-se formular salutar postura diante da crítica construtiva.

terça-feira, 2 de abril de 2019

JOIA DO CARGO E O MI

JOIA DO CARGO E O MI
(republicação)

Em 11.06.2014 o Respeitável Irmão Francisco Rubenio de Oliveira, Loja Fraternidade e Harmonia, 3.655, REAA, GOB, Oriente de Macapá, Estado do Amapá solicita esclarecimento:
franrubenio@yahoo.com.br

Pode um Irmão sendo Mestre Instalado e ao ocupar qualquer um cargo em Loja ficar dispensado de usar o colar e a joia do cargo, considerando que esta portando a joia de Mestre Instalado. Gostaria deste esclarecimento, pois já tenho presenciado este caso, e não encontrei em nenhuma literatura que esclarece.

Considerações:

A ORDEM NA VISÃO DE FERNANDO PESSOA

A ORDEM NA VISÃO DE FERNANDO PESSOA
Irm:. Antonio Alves Rodrigues Calado

Com a intenção de fazer mais conhecidas, entre nossos Irmãos, as idéias de Fernando Pessoa, um dos maiores escritores portugueses contemporâneos, e de todos os tempos, que nunca foi Maçom, mas que tinha um profundo conhecimento das coisas da Ordem, como aliás, também o tinha sobre espiritismo, esoterismo, ocultismo, paganismo, Cristianismo e muitos outros campos do conhecimento humano, aos quais um homem pode chegar, não por pertencer a qualquer deles mas simplesmente por muito estudá-los, desejo dar a contribuição que se segue, desejando seja ela do agrado de todos. Avaliando um projeto do deputado José Cabral de Lisboa, cuja finalidade era suprimir a Ordem em Portugal, assim se expressou, através do Diário de Lisboa, jornal dos mas respeitados do país:

Estreou-se a Assembléia Nacional, do ponto de vista legislativo, com a apresentação, por um deputado, de projeto de lei sobre "associações secretas". De tal ordem é o projeto, tanto em sua natureza como em seu conteúdo, que não há que felicitar o atual Parlamento por lhe ter sido dada essa estréia. Antes há que dizer-lhe Absit omen!, ou seja, em português, Longe vá o agouro!. Apresentou o projeto o Sr. José Cabral, que, se não é dominicano, deveria sê-lo, de tal modo o seu trabalho se integra, em natureza, como em conteúdo, nas melhores tradições dos Inquisidores. O projeto, que todos terão lido nos jornais, estabelece várias e fortes sanções (com exceção da pena de morte) para todos quantos pertençam ao que o seu autor chama "Associações secretas sejam quais forem os seus fins e organização".

segunda-feira, 1 de abril de 2019

CIRCULAÇÃO E COLETA

CIRCULAÇÃO E COLETA
(republicação)

Em 10.06.2014 o Respeitável Irmão Orlando Gladstone Albuquerque Lustosa, Venerável Mestre da Loja Dirceu Torres nº 1936, REAA, GOB-DF, Oriente de Brasília, Distrito Federal, solicita o seguinte esclarecimento: orlandogladstone@gmail.com

Ao tempo que o cumprimento parabenizando pelo brilhante trabalho de resgate da ritualística junto ao GOB consulto mais uma vez sobre o tópico circulação do Mestre de Cerimônias e do Hospitaleiro no Rito Escocês Antigo e Aceito, quando da passagem pelo trono do Venerável Mestre. A dúvida persiste em razão de colocações por parte até de um Irmão que já foi Grande Secretário de Ritualística do GOB de que a circulação no trono deve ser completa, isto é, Venerável e todos os demais presentes no local e somente depois às dignidades do Primeiro e Segundo Vigilantes. Qual é a orientação do GOB que devemos praticar? Desde já nossos sinceros agradecimentos.

Considerações:

O DEVER, CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO

O DEVER, CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO
Rui Bandeira

Os maçons falam muito de Dever. É natural. O aperfeiçoamento individual a que se dedicam implica, inevitavelmente, que identifiquem o que têm a corrigir e definam como fazer a correção, isto é, o que se deve fazer para melhorar.

O caminho do maçom não é uma avenida de direitos, é uma vereda de deveres a cumprir. Mais: um conjunto de deveres que o maçom escolhe cumprir.

Na ética maçónica, em primeiro lugar vem a obrigação, o cumprimento dos deveres - só depois se atenta nos direitos. Porque o caminho é este, não há constrangimentos nem vergonhas na reclamação ou no exercício dos direitos, porque se interiorizou que estes são o reverso correspondente aos deveres que se cumprem. Assim, o cumprimento do dever é preâmbulo do exercício do direito - nunca o oposto.

Esta postura, que é o oposto do facilitismo e do hedonismo tão propalado por certos media comummente referidos de cor-de-rosa, que insidiosamente vai influenciando as mentes mais frágeis ou menos avisadas, é, no entanto, a mais consistente com as caraterísticas da espécie humana - as caraterísticas que nos permitiram evoluir, descer das árvores, deixar de ser meros caçadores-recoletores, nos possibilitaram aprender a produzir o que necessitamos para consumir e até mais do que aquilo que necessitamos, enfim, o que nos fez chegar, como espécie, ao estádio atual (no melhor e no pior...) e nos fará, creio-o firmemente, evoluir sempre mais e mais.