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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 15 de março de 2020

ENSAIO: GNOSE

ENSAIO: GNOSE
José Eduardo Stamato, M∴I∴ 
ARLS Hórus 3811, REAA
Santo André – Grande Oriente de São Paulo, Brasil

Gnose – saber por excelência; ciência superior às crenças vulgares; conhecimento.

Gnóstico – seguidor do gnosticismo.

Gnosticismo – sistema teológico e filosófico que se atribui um conhecimento sublime da natureza e dos atributos divinos.
Agnóstico – relativo ao agnosticismo.

Agnosticismo (1) – do grego “a”, sem; e “gnosis”, conhecimento; doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano e professa uma completa ignorância relativamente ao princípio e à essência de todos os fenómenos físicos e morais.

Hoje, os termos gnóstico ou agnóstico não são de uso comum, não fazem parte de nossa linguagem quotidiana. Normalmente os termos de pouco uso tem o risco de terem seu conceito deformado e desviado do seu real significado, sendo deturpado e mal compreendido com o passar do tempo, principalmente quando seu significado envolve conceitos que possam sustentar opiniões divergentes dos diversos interesses particulares de estruturas sociais ou filosóficas instituídas.

Observamos no dia-a-dia o uso de termos cujo conceito desconhecemos; repetimos e damos o crédito supondo que quem o utilizou nos deu uma base suficiente. Porém isso não é o bastante, pode ser enganoso e prejudicial, pois, podemos abraçar um conceito insuficiente e por vezes desvirtuado de seu sentido original. Mesmo nos dicionários verificamos mudanças que levam a uma má interpretação de seu sentido original pela acção do tempo e o famoso “uso e costumes”.

Temos ouvido falar em agnóstico como antónimo (2) de gnóstico. Literalmente, agnóstico, significa um desconhecedor ou ignorante, mas, em sentido figurativo descreve uma pessoa sem fé religiosa, que não obstante se ressente de ser chamada de ateísta.

Gnostikoi em grego indica aqueles que possuem a gnose ou o conhecimento. O gnóstico é o conhecedor e não o seguidor de alguém que pode ser um conhecedor.

Em suas origens, os gnósticos viveram durante os 3 e 4 primeiros séculos da era cristã. O gnosticismo tornou-se um sistema definido de pensamento com sua origem num passado remoto, acumulando ao longo do tempo conhecimento das mais diversas fontes se fundindo em um sistema único. Esse sincretismo (3) vem do antigo Egipto e com maior força da Pérsia (hoje Irão) como da Babilónia.

Eram ávidos escritores deixando vários textos em sua época, porém, dado suas ideias avançadas (como livre pensadores) e como não se submetiam a dogmas temporais, não eram estimados, pois ameaçavam, ou melhor, suas ideias incomodavam e punham em risco as instituições existentes, o que causou uma incansável perseguição e destruição de sua literatura (gnóstica), pelos queimadores de livros e caçadores de hereges da Igreja.

Não se intitularam gnósticos, mas assim foram denominados por não serem cristãos, nem judeus ou seguidores de tradições de antigos cultos, mas pessoas que compartilhavam entre si certas atitudes perante a vida, consistindo isso na convicção de que o conhecimento directo, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos e que a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana. Clement de Alexandria (150 / 220 A.D., data imprecisa) designa gnose como “o conhecimento de quem somos, o que nos tornamos, onde estamos, em que lugar fomos colocados; onde fomos precipitados, onde somos redimidos; que é nascimento, que é renascimento”. É uma espécie imediata de conhecimento que penetra na consciência como um lampejo sem esforço do raciocínio, uma iluminação da consciência. Essa aquisição de conhecimento, essa revelação intuitiva pode ser possibilitada pela realização de rituais e cerimónias.

A liberdade de pensamento na sua mais abrangente conceituação leva à psicologia profunda que nos direcciona a uma transformação e visão interior capazes de nos conduzir a um conhecimento pessoal que prescinde tanto da Lei como da Fé.

A religião, a ciência, a filosofia, a arte, a literatura, a política, representam apenas abordagens parciais do grande mistério da Alma e do Homem. Cada qual apresenta uma faceta própria, mas sempre fragmentada do Todo. Todas essas abordagens buscam um equilíbrio e uma melhora na qualidade de vida e de bem-estar, e procuram de uma maneira dividida, isolada, buscar a harmonia num momento exterior a si mesmo, deixando de perceber que a única realidade é interior, que se encontra no âmago mais profundo de nossa psique.

A suprema realidade está além do alcance conceptual. A psicologia moderna nos mostra que a gnose se encontra na experiência vital da transformação psíquica pessoal. A prática ritualística (como exemplo, nossos rituais) pode induzir transformações, mas não pode ser confundida com fórmulas de sabedoria, pois cairia num terreno dogmático e nebuloso.

A experiência é sempre pessoal, e nunca conseguiremos expressa-la ou interpreta-la adequadamente, tentando organiza-la desta ou daquela forma direccionando apenas à razão, uma vez que toda conceituação tentada aponta apenas semelhanças na experiência.

NOTAS
(1) Termo criado por Huxley (Thomaz Henrique), fisiologista inglês (1825-1895).
(2) Antónimo – qualificativo das palavras de significação oposta.
Sinónimo – diz-se da palavra que tem quase a mesma significação que outra.
(3) Sistema filosófico que combina os princípios de diversas sistemas; ecletismo; amálgama de concepções heterogéneas.
Ecletismo – tendência filosófica resultante, em geral, do conflito de culturas e do embate das ideias e que a escolher em cada sistema o que parece mais consentâneo com a verdade.

BIBLIOGRAFIA
A Gnose de Jung – Stephan A. Hoeller – Ed. Cultrix
Enciclopédia e Dicionário Internacional – W.M. Jackson, Inc.
Os Cátaros – René Nelli – Edições 70 (Lisboa – Portugal)
Os Cátaros e a Reencarnação – Arthur Guirdham – Ed. Pensamento
Provença – Helyette Malta Rossi – FEEU (Fundação Educacional e Editorial Universalista – Porto Alegre – RGS)

Fonte: maçonaria.net

sábado, 14 de março de 2020

SINAL PENAL DE COMPANHEIRO

SINAL PENAL DE COMPANHEIRO 
(republicação)

Em 19.05.2015 o Respeitável Irmão Amandio Silva, ex-Venerável da Loja Dom Pedro de Alcântara, REAA, Delegado do SGM do Grande Oriente Lusitano para o Brasil, formula a seguinte questão e pede esclarecimento: amandiosilva7@gmail.com

Seu contato me foi facultado pelo NQI Jerónimo Borges. Analisei com muito interesse sua opinião sobre a execução do Sinal de Companheiro no REAA. Também já tive oportunidade de participar de sessões em Lojas do GOIPE, no Recife, no qual me deparei com a prática do uso exclusivo da mão direita, pelos vistos a correta. Concordo por inteiro com sua avaliação de que o GOIPE não mudou nada, apenas voltou às origens. Não consegui até agora, no entanto recolher a informação de quando, por quê e como o denominado "enxerto" começou a tomar corpo nos rituais do REAA de forma inclusive a se poder considerar amplamente maioritária sua prática, não apenas no Brasil, mas também aliás em todas as lojas do REAA no Grande Oriente Lusitano. Muito agradecia que me pudesse orientar onde devo procurar a desejada informação, até porque estou na disposição de introduzir o tema de forma acutilante no GOL (Grande Oriente Lusitano), dada a sua evidente lógica de ser a mão direita o instrumento da penalização do desrespeito aos preceitos, regras e compromissos nos três graus simbólicos. Na expetativa de seu valioso aconselhamento, peço aceite meu caloroso TFA. (*) Irmão Amandio Silva é ex-Venerável da Loja Dom Pedro de Alcântara (da qual há seis anos é representante na Grande Dieta – equivalente ao Deputado na Assembleia Legislativa- onde integrou as Comissões Nacionais de Relações Internacionais e de Solidariedade) Delegado do SGM do Grande Oriente Lusitano para o Brasil.

CONSIDERAÇÕES:

O QUE É HUZZÉ???

O QUE É HUZZÉ???
Kennyo Ismail

Não há registros de quando se começou a usar “Huzzé” nas Lojas, mas remonta à Maçonaria Operativa.

Ao contrário do que afirma um dos maiores escritores maçônicos brasileiros, Rizzardo da Camino, Huzzé não é uma palavra hebraica, e muito menos significa “Acácia”. Na verdade, “acácia” em hebraico seria “shittah”.

O termo Huzzé parece vir do árabe, e significa “Viva”, tendo sido um dos tantos termos incorporados pelos europeus como consequência da dominação e ocupação árabe na Europa, que durou quase 800 anos (711 a 1492) . É adotado em substituição ao termo latino “Vivat” e ao que foi tão utilizado na monarquia francesa “Vive”. O termo Huzzé entrou para o vocabulário inglês com o escrito “HUZZAH” e seu significado nos dicionários da língua inglesa é “aclamação medieval equivalente a Viva!”. Trata-se de uma tríplice aclamação de alegria: “Huzzé, huzzé, huzzé!” significa o mesmo que “Viva, viva, viva!”. Uma das variações derivada da tríplice aclamação Huzzé ficou popularizada como “Hip Hip Hurrah”, usado em aniversários e jogos, com o mesmo sentido original “Viva, viva, viva!”.

Há ainda a teoria de Jack Weatherford de que Huzzé derivou-se da palavra mongol “Hurree”, que significa “Aleluia”. Já de acordo com Jean Paul Rox, a origem é turca. Os turcos usavam nas guerras, quando atacavam seus adversários: “Ur Ah!”.

A tríplice aclamação de Viva era oficialmente utilizada quando da coroação de um novo Rei, tanto na França quanto na Inglaterra. 

Ao que tudo indica, o escrito “Huzzé” nos rituais de língua portuguesa surgiu para garantir a correta pronúncia do termo. Em Loja do REAA, a tríplice aclamação é usada como forma de render graças ao GADU, e por isso é realizada logo após a abertura e o fechamento do Livro da Lei. A tríplice aclamação também ocorre no Rito Moderno, no Adoniramita e no Brasileiro, como herança da influência do REAA nos mesmos. Porém, a tríplice aclamação nesses ritos varia para “Liberdade, Igualdade, Fraternidade!” no Rito Moderno, “Vivat, Vivat, Vivat!” no Adoniramita e “Glória, Glória, Glória!” no Rito Brasileiro.

Se “Huzzé” fosse realmente uma palavra hebraica que significasse “Acácia”, faria algum sentido aclamá-la, ainda mais nos graus de Aprendiz e Comapanheiro? Não faria sentido algum.

Fonte: https://www.noesquadro.com.br

sexta-feira, 13 de março de 2020

REAA - ESQUADRIA. POSIÇÃO DOS PÉS

Em 20/12/2019 o Respeitável Irmão Marcos Alberto de Paiva, Loja União e Trabalho VI, REAA, GOB-SP, Oriente de Paulínia, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

POSICIONAMENTO DO PÉS

Gostaria de saber como posso posicionar meus pés em esquadria obliquamente? pois pela Geometria esquadria só se dá pelo ângulo reto.

Para isso o pé esquerdo teria que estar à frente e não acompanhando o piso mosaico, seguindo tua orientação, o texto seria com os pés em ESQUADRO.

Obrigado desde já pela orientação!

CONSIDERAÇÕES:

Imagine o eixo longitudinal do Templo (Ocidente-Oriente) e, sobre ele, cruzando obliquamente, as linhas que constituem o Pavimento mosaico. Assim, no cruzamento das linhas oblíquas sobre o eixo, cada linha forma, em relação ao eixo, 45º para cada lado (esquerdo e direito respectivamente). Desse modo, unindo os pp∴ pelos cc∴ sobre a interseção das linhas, e tendo cada um dos pp∴ orientado pela respectiva linha oblíqua, forma-se então a esquadria (90º). Isso pode ser comprovado pela simples soma dos dois ângulos agudos internos, ou seja, 45º + 45º = 90º.

Definição de esquadria: substantivo feminino, designa o ângulo reto (90º), ou o corte em ângulo reto. Designa também a "pedra de cantaria".

No que concerne à disposição oblíqua dos ladrilhos negros e brancos que formam o Pavimento Mosaico no REAA, o mesmo se constitui por elementos quadrados dispostos de modo transverso e unidos pelos seus respectivos vértices.

Desse modo, as peças quadradas e arranjadas em diagonal regulam os passos da Marcha. Cada quadrado representa a medida do passo.

Obviamente que essa é uma indicação figurada e não precisa, na prática, possuir medida tão precisa, mas sim representativa.

Reitero, p∴ e∴ apontado para f∴ não é prática do REAA. 

Desse modo, os ppas∴ são dados normalmente de tal modo que o protagonista, ao andar, se projete andando de frente e não de lado. 

Assim, em qualquer situação, na Marcha, ou mesmo estando simplesmente à Ordem, os pp∴, uu∴ pelos cc∴formam representativamente a esq∴.

É essa a razão pela qual as "pedras lavradas" vão dispostas obliquamente no REAA, pois se assim não fosse, não faria nenhum sentido essa disposição geométrica. 

Concluindo, a soma de dois ângulos agudos que medem 45º cada um resulta na esquadria (90º).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br - 12/03/2020

DÚVIDAS DO RITUAL

DÚVIDAS DO RITUAL 
(republicação)

Em 19.05.2015 o Respeitável Irmão Simões Souza, Loja Liberdade e Glória, REAA, GOB, Oriente de Glória, Estado da Bahia, formula as seguintes questões sobre ritualística: dr.simoes@hotmail.com

Gostaria de solicitar do Irmão que me tirasse algumas pequenas duvidas sobre a ritualística do Rito Escocês, espero que seja possível, pois estaremos assumindo a próxima gestão e certamente precisaremos de todas as informações possíveis, segue abaixo: 1 - (Pagina 45) - Quando o Primeiro Vigilante ordena que todos fiquem em Pé e a Ordem, também ficam os Vigilantes, inclusive ele próprio? 2 - (Pagina 49) - Quando os Diáconos fazem a circulação em Loja para transmissão da palavra, eles devem fazer alguma saudação ao Venerável Mestre? Ou qualquer Irmão que circule antes da abertura do Livro da Lei? 3 - (Pagina 50) - Quando o Mestre de Cerimônias convida o Orador para a abertura do Livro da Lei, ele deve conduzir à frente ou atrás do Orador? 4 - (Pagina 54) - Quando houver alguma lei ou decreto para o Orador ler, os demais irmãos devem permanecer sentados também ou em pé? 5 - (Pagina 78) A palavra será dada pelo Venerável Mestre ao 1° Diácono novamente? Não deveria retornar seguindo a sequência contraria ao inicio da sessão para que haja a verificação? (a exemplo do Rito Brasileiro).

CONSIDERAÇÕES:

A MAÇONARIA EM NÓS

A MAÇONARIA EM NÓS
Charles Evaldo Boller

Recebi o comentário do Irm∴ Cláudio, abaixo, e este corrobora com minha posição que algo não anda bem em relação aos estudos dos MMestr∴ MMaç∴.

Tem muito Mestr∴ Maç∴ que esqueceu de sua principal função: o ensino.

Na maioria das vezes é apenas blá, blá, blá, blá... Ou pior, reina silêncio em ambas as CCol∴!

Não tenho tempo. Assuntos de maior importância me impedem. É complicado. É difícil. Sou tímido. Tenho receio de me expor; medo e errar; de ser criticado...

O pior caso é aquele que se considera tão sábio que, do alto de seu pedestal, majestosamente, concede chances aos outros de ensinar, e em sua incomensurável sabedoria apenas ouve e critica o Trab∴ de outros.

Numa inversão de papéis, na maioria das OOf∴, apenas AApr∴ e CComp∴ ensinam. MMestr∴ MMaç∴ apenas ouvem ou blá, blá, blá, blá... Isto quando o sábio Mestr∴ Maç∴, cansado das lides profissionais do dia, não cochila durante a apresentação!

Quando foi a última vez que você, Mestr∴ Maç∴, apresentou uma Peç∴ de Arq∴ em sua Loj∴? Algo de própria lavra, resultado do próprio esforço?

Quando foi a última vez que você, Mestr∴ Maç∴, leu um livro de assunto maçônico, de filosofia, de relações interpessoais, de sociologia, de antropologia, de psicologia, de pedagogia... Já leu alguma vez na vida um livro com um conteúdo destes?

Quando foi a última vez que você, Mestr∴ Maç∴, recolheu-se em silêncio e meditou sobre os problemas da família, da sociedade... ?

Podem atirar pedras os que não pecaram...

quinta-feira, 12 de março de 2020

A ARCA DA ALIANÇA NA MAÇONARIA

A ARCA DA ALIANÇA NA MAÇONARIA
Em 17/12/2019 o Respeitável Irmão Rubem Carvalho Maia, Loja União Planaltinense, 3.854, REAA, GOB-DF, Oriente de Planaltina, Distrito Federal, solicita esclarecimentos.

ARCA DA ALIANÇA

Por favor o senhor poderia me auxiliar no entendimento do que é a Arca da Aliança? Estou desenvolvendo um trabalho nos graus superiores, mas ainda sem um entendimento para a pouca pesquisa que fiz. Que livros o Senhor indicaria?
Agradeço por demais a orientação mano.

CONSIDERAÇÕES:

PASSAR O MALHETE E OUTRAS

PASSAR O MALHETE E OUTRAS 
(republicação)

Em 17.05.2015 o Respeitável Irmão Silvino Dal Bó Neto, Deputado Federal da Loja Veiga Cabral, 3.321, REAA, Oriente de Macapá, Estado do Amapá, solicita os seguintes esclarecimentos: neto@dalbo.pro.br

Temos algumas duvidas conforme segue abaixo: 1) Aqui em nosso Oriente temos apenas uma delegacia. Quando o delegado estiver em loja o Venerável Mestre pode passar o malhete para ele? 2) O delegado pode falar após o Orador? 3) Qual seria a forma correta do Venerável Mestre e das Luzes da Loja ficarem à Ordem?
4) Qual e a ordem correta de saudar os Irmão?

CONSIDERAÇÕES:

1. Tradicionalmente, o Venerável somente passa o malhete ao Soberano Grão-Mestre, não ao seu representante.

2. Como representante na sua delegacia ele pode falar após o Orador.

3. Estando à Ordem, deixam os seus respectivos malhetes compondo o Sinal do Grau com a mão, ou mãos se for o caso.

4. O mais corriqueiro e racional segue a seguinte ordem: saúda-se primeiro as Luzes da Loja; segundo, sem precisar nominar, as autoridades se estiverem presentes; terceiro, as demais Dignidades e por fim, meus Irmãos.

Na verdade isso não é bem uma saudação, porém o modo protocolar de se dirigir à Loja por aquele que estiver fazendo o uso da palavra. Nesse procedimento o Obreiro se coloca à Ordem, menciona protocolarmente no modo mencionado, fala e, ao final desfaz o Sinal e toma de volta o seu assento.

Deve-se evitar o péssimo costume de se ficar nominando autoridades uma a uma, pois além de desnecessário, a atitude serve para contribuir com uma verdadeira perda de tempo, além de servir para massagear determinados “egos”.

Essas são as minhas considerações de “ex-secretário” dadas em agosto de 2.015, porém continuo a disposição para auxiliar nas dúvidas.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.838 – Florianópolis (SC) – segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A ESCÓCIA E AS PRIMEIRAS SUPERSTIÇÕES SOBRE A MAÇONARIA


A ESCÓCIA E AS PRIMEIRAS SUPERSTIÇÕES SOBRE A MAÇONARIA
Luciano Rodrigues

INTRODUÇÃO

Quando revelei a um amigo que estava para ingressar na Maçonaria, ele – que não era uma pessoa religiosa (muito menos um fanático) – me disse: “Tome cuidado, ouvi dizer que te penduram de cabeça para baixo e queimam os seus pés com brasa quente!”

Costuma-se associar, com toda razão, esse tipo de crendice em grande parte aos opositores da Maçonaria que, por razões políticas, desejaram persegui-la ao longo dos séculos, bem como a charlatães do passado, como Léo Taxil, ou mais modernos, como Tio Chico.

Porém, as primeiras superstições associadas à Maçonaria Especulativa são tão antigas quanto ela própria e podem ter tido origem em algo muito mais trivial.

A Maçonaria Especulativa teve sua origem nos idos do século 16. Nessa época, a Igreja e outros grupos não estavam muito preocupados com a abrangência da mesma, pois ainda não tinha atingido poder político a ponto de gerar profundos incômodos.

Sobre isso, o historiador David Stevenson afirma: “A ideia de que a Igreja da Escócia estava pronta a aceitar a existência de lojas, e os rituais dentro delas, desde que não fossem rituais religiosos, explicariam muito bem o que seria uma surpreendente falta de preocupação (com algumas exceções) na Igreja acerca das lojas. A Igreja não tinha necessidade de perseguir as lojas porque sabia que elas não eram uma ameaça para a sua autoridade religiosa exclusiva.”

quarta-feira, 11 de março de 2020

SESSÃO ELEITORAL E OUTROS PROCEDIMENTOS

SESSÃO ELEITORAL E OUTROS PROCEDIMENTOS
(republicação)

Em 16.05.2015 o Respeitável Irmão Paulo A. Valduga, Loja Luz Invisível, 219, REAA, GOERS (COMAB), Oriente de São Borja, Estado do Rio Grande do Sul, formula as questões que seguem:
paulovalduga@gmail.com

Pelo presente venho solicitar vossa Luz para o seguinte:

1. Em sessão eleitoral deve (ou não) ser lido o Balaústre da Sessão de Mestre Maçom anterior à Sessão Eleitoral?

2. Em Sessão Magna de Elevação os candidatos devem ou não ficar, quando entre CCol∴, de Pé e a Ordem (como Aprendiz) após as viagens? E após a sua sagração como Companheiro Maçom, quando entre CCol∴ como devem se portar (principalmente quando são elevados vários Aprendizes) entre o trabalho na P∴P∴ quando uns aguardam os trabalhos dos demais e a entrada, já devidamente revestidos, no Templo?

3. Antigamente nos rituais do GOB (fui iniciado em 1978 e operário da ARLS Cel. Aparício Mariense da Silva, GOB-RS em S. Borja por quase 20 anos) após o giro do Saco de Propostas e Informações, bem como o Tronco de Beneficência eram levados até o Irmão Chanceler para ser cerrado, hoje não é mais levado para o Chanceler cerrar (tal qual na Argentina e Paraguai); no GORGS continuamos com a antiga ritualística, qual o motivo da modificação? Não estou questionando a razão, apenas procurando entender a questão.

CONSIDERAÇÕES:

1. Pelo que eu entendo as Sessões Eleitorais possuem uma dinâmica específica para o afim da Sessão. Geralmente o expediente eleitoral trata apenas e tão somente das eleições. Daí numa Sessão Econômica o seu respectivo balaústre deve ser nela aprovada, enquanto que na Eleitoral esta possui o seu próprio balaústre (ata). Assim, cada um no seu devido espaço, não havendo razão alguma de uma Sessão Econômica ou Magna receber o balaústre eleitoral ou vice-versa.

2. Os Aprendizes mesmo em processo de Elevação (Sessão Magna) na oportunidade mencionada ainda não foram consagrados Companheiros, todavia eles estão em Loja aberta. Nesse caso eles se posicionam à Ordem ainda como Aprendizes. No prolongamento da questão, eu diria que já sendo consagrados Companheiros eles se posicionam à Ordem como Companheiros.

3. Quanto ao procedimento do Chanceler cerrar a Bolsa não é procedimento original, senão contraditório. Obrigatoriamente, todo o conteúdo das Bolsas deve ser conferido na própria Sessão após anunciado que o seu respectivo giro fora completado. Daí a contradição: se o produto será conferido na sequência, então qual seria a razão para que o mesmo fosse “cerrado”? Mais ainda: e qual seria a razão do Chanceler se envolver com a Bolsa de Propostas e o Tronco de Solidariedade?

Não sei se entendi bem as questões, mas eis as minhas modestas considerações.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.835 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O “ESQUECIMENTO” DE ADONIRAM E A RESPONSABILIDADE NA ESSÊNCIA DO MMM

O “ESQUECIMENTO” DE ADONIRAM E A RESPONSABILIDADE NA ESSÊNCIA DO MMM
(Desconheço o autor)

Uma salada filosófica sobre liderança, temperado com o sal da realidade e com o óleo da transcendência.

1 – INTRODUÇÃO:

Quando fui incumbido de construir um trabalho que verse sobre a responsabilidade do M∴M∴M∴, logo me veio à mente a questão da liderança, com todos os desdobramentos e exigências desta atitude, como nossa grande responsabilidade perante a ordem e o mundo. Sim, pois a liderança é uma atitude intrínseca ao M∴M∴M∴, dever do qual ele não pode fugir, sob o risco de ser mais um na massa, mais uma simples pedra com a marca de outrem. Como M∴M∴M∴ cada um tem a sua M∴, o seu sinal, que é sempre diferente e isto não é um simples distintivo, mas é na verdade a missão que devemos desempenhar no mundo, no qual estamos inseridos. Todos nós sabemos que, como sempre aconteceu na história da humanidade, os detentores da tríade do poder (econômico/político/informação) sempre tentaram fazer do “resto da humanidade” um grande rebanho de ovelhas que balem conforme a sua vontade, na tonalidade que lhes agrada e no tempo que lhes é aprazível. Neste contexto somos chamados a ser diferentes e a fazer o mundo diferente. Somos convocados a ser o fermento na massa (promotores da verdadeira liberdade), o sal (da justiça) que tempera e transforma a vida da humanidade, ou seja, se nos é imposta, não como opção, mas como um dever sermos os líderes que transformam a vida e as relações das pessoas na sociedade.

Esta reflexão nasceu da viva lembrança do nosso avançamento, no qual, quando o V∴M∴ não “repassou” a planta da Pedra Angular, exerceu a verdadeira liderança, como veremos mais tarde, e os supervisores não, pois tentaram ao máximo se eximir de sua responsabilidade e por medo, insegurança, ou mesmo, comodismo rejeitaram o trabalho que era fundamental para a conclusão da obra.

Destas atitudes que partimos para desenvolver este trabalho, primeiro mostrando o que não é liderança, para em seguida construir, em bases filosóficas, as atitudes que regem a vida de um verdadeiro líder. Lembramos que, como diz o próprio título, este trabalho é uma leve e rápida salada e carece de um aprofundamento, de maior substância, que só seria possível se analisássemos cada aspecto em separado e com mais calma e tempo. O que desejamos com este trabalho é dar uma visão rápida e abrangente do tema, atiçando a curiosidade e o debate.

terça-feira, 10 de março de 2020

ORAÇÃO E LUZ AZUL NO ÁTRIO

ORAÇÃO E LUZ AZUL NO ÁTRIO 
(republicação)

Em 02/10/2015 o Respeitável Irmão José Pereira de Souza Filho, Deputado Federal da Loja Liberdade e Glória, nº 4.033, REAA, GOB, Oriente de Glória, Estado da Bahia, apresenta a questão que segue solicitando com urgência esclarecimento. pereirasf@hotmail.com

O nosso Venerável Mestre viu em uma Loja da Grande Loja que no átrio se apaga a luz para se fazer a oração de entrada. Ele (o Venerável) implantou na nossa Loja a mesma pratica e mais, acrescentou uma Luz AZUL. Meu irmão, eu tenho 23 anos de Maçonaria e nunca vi essa pratica. Me corrija, isso existe? É PERMITIDO APAGAR AS LUZES DO ÁTRIO E ASCENDER UMA LUZ AZUL? E DEPOIS FAZER UMA ORAÇÃO DE ENTRADA?

CONSIDERAÇÕES:

AS QUATRO BORLAS - ORIGEM E SIGNIFICADOS

AS QUATRO BORLAS – ORIGEM E SIGNIFICADO
Luiz Sergio Castro

Um antigo símbolo operativo

As Quatro Borlas, que são mencionadas perto do final da instrução sobre o painel do primeiro grau em vários rituais, são ornamentos importantes da loja. Elas são de grande antiguidade e seu simbolismo merece mais explicações. Na verdade, o simbolismo das Quatro Borlas, que tem suas origens na maçonaria operativa, é de grande importância e sua omissão em muitos rituais, ou apenas uma breve referência a elas em outros, é surpreendente. Em épocas anteriores, frequentemente eram dadas explicações sobre a origem e o significado simbólico profundo das Quatro Borlas, mas hoje em dia elas são mencionadas tão raramente que muitos maçons, se não a maioria, não têm conhecimento de seu significado.

segunda-feira, 9 de março de 2020

USO DA PALAVRA

USO DA PALAVRA 
(republicação)

Em 11.05.2015 o Respeitável Irmão Antonio Raia, Loja General Abreu de Lima, 2.884, REAA, GOPE – GOB, Oriente de Recife, Estado de Pernambuco, solicita o que segue: antonio_raia@hotmail.com

Sempre que preciso, consulto o Eminente Irmão quando não encontro respostas no RGF e Constituição. É que temos recebido visitas em nossas Sessões semanais, de Irmãos regulares de outras Lojas deste Oriente, o que nos tem trazido insatisfações, pois no uso da palavra justificam que na hora do Tempo de Estudo em não havendo debates devido aos trabalhos apresentados pelos Irmãos Aprendizes, é natural que seja utilizado no momento da Palavra a Bem da Ordem em Geral, o que tem Irmãos que utilizam a palavra em até 55 minutos, o que normalmente terminamos a Sessão em 23 horas. Temos na Norma Ritualística de 2004, SEM VALIDADE, que diz "O Irmão deve procurar, ao fazer uso da palavra, ser breve e objetivo, evitando ser repetitivo e prolixo. Deve-se utilizar da palavra, quando se tem algo novo à acrescentar ao que já foi dito”. É aqui a justificativa do fato do Irmão poder fazer o que faz? Onde encontramos algo para justificar a o Irmão visitante sem que o mesmo se sinta magoado? É que o Irmão é um Mestre Instalado e Poderoso Irmão Deputado Federal.

CONSIDERAÇÕES:

O FUTURO DA MAÇONARIA – DESAFIOS E RESPOSTAS

O FUTURO DA MAÇONARIA – DESAFIOS E RESPOSTAS

Esta é uma matéria que nos remete à reflexão. Atualíssima, o autor só se engana quando pensa que o que está acontecendo nos EUA, Inglaterra e Israel não acontece no Brasil, por exemplo.

O ponto interessante é que a solução apresentada passa pela retomada dos valores filosóficos e esotéricos. O problema é o mesmo de sempre: geriatrificação da Ordem, recrutamento ruim e evasão. (O Tradutor)

Nos círculos maçônicos através do mundo, particularmente nos países de língua inglesa, a questão do futuro da Ordem tornou-se um assunto urgente. Os últimos quinze anos foram marcados por uma gradual erosão do número de maçons no mundo. Nos Estados Unidos, para dar um exemplo, dos anos 50 até o fim do século passado, os membros das 50 Grandes Lojas diminuíram mais do que quinze por cento. Esses números são motivos para uma séria reflexão. Algumas lojas tiveram que fechar, outras desapareceram e, em todos os lugares, a manutenção dos bonitos templos maçônicos, que eram nossa janela de orgulho para o mundo, tornou-se um peso, uma carga quase insuportável.

domingo, 8 de março de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Dominique nos enviou esta foto:

Lintel de porta de uma rua antiga (rue du Quartier Maitre Balanec) no porto de Rosmeur em Douarnenez em Finisterra (Bretanha, França).

Sol com rosto, lua, quadrado, bússola e pipa. Data indecifrável com o que parece ser um peixe.

O barril é uma ferramenta de carpinteiro, talvez uma porta de carpinteiro? De um armador naval? ...

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber um prédio, um objeto ou decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores de blogs. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

ORLA DENTEADA. UM DOS PARAMENTOS DA LOJA

Em 16/12/2019 o Respeitável Irmão João Batista dos Santos, Loja Luz e Caridade, 0525, REAA, GOB-MG, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais formula a seguinte questão:

ORLA DENTEADA

Fiz pesquisas e conversei com outros irmãos, porém gostaria de ter a sua posição a respeito do tema.

O que é a "Orla Dentada" e "onde ela está localizada no Templo".

Vi três opiniões diferentes.

CONSIDERAÇÕES:

PROCEDIMENTO DA ORDEM DO DIA

PROCEDIMENTO DA ORDEM DO DIA 
(republicação)

Em 11.05.2015 o Respeitável Irmão Cesar Benjamin Duarte Ferreira, Loja Cavaleiro de Hiran, 4.507, REAA, GOB-PR, sem declinar o nome do Oriente (Cidade), Estado do Paraná, solicita o esclarecimento seguinte: benjaminopy5bo@yahoo.com.br

Gostaria de saber, sobre a Ordem do Dia quanto a Pauta. Conforme li o manual ritualístico e procedimento estou em duvida: A Ordem do Dia todos podem enviar com antecedência ao Venerável e ao Secretario para ser montada a PAUTA, que vai vir a ser discutido e votada em Loja. No meu entendimento como fala em PAUTA todos os Obreiros devem recebê-las com antecedência, antes mesmo de começar a Loja, para estarem preparado para a discussão e devida votação e alguns assuntos são postos na Ordem do Dia a qual o correto seria na Palavra a bem da Ordem e do quadro em Particular que a antecede... Lida pelo Secretário/Venerável os itens previamente agendados (esta é minha duvida todos os Obreiros ou pelo menos os Mestres já devem saber dos assuntos que serão colocados na Ordem do Dia "para acrescentar informações ou mesmos contestar", pois no PROCEDIMENTO RITUALÍSTICO FALA EM PAUTA paginas 34/35 procedimento ritualístico). Passa para o Orador vai ver a parte legal se ocorrer debate no final antes da votação retorna ao ORADOR para sua conclusão legal e ai o Venerável coloca em votação, pelo meu entendimento estamos fazendo errado. Gostaria de um esclarecimento sobre o tema desde já agradeço a atenção.

CONSIDERAÇÕES:

PÍLULAS MAÇÔNICAS

OS PRINCÍPIOS DA MAÇONARIA

Entre os muitos Princípios que orientam nossa sublime Ordem vou destacar alguns:

A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, educativa, beneficente e progressista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade.

É uma Instituição, composta de homens adultos, livres e de bons costumes, que tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela tolerância, pela igualdade, pela liberdade e pelo respeito à autoridade e crença de cada um. 

A Maçonaria não promete nada aos Iniciados. Somente lhes fornece as ferramentas, e os ensina como desbastar a “Pedra Bruta”. Por incrível que pareça, este é um dos segredos Maçônicos que os profanos, intensamente, procuram desvendar.

A Maçonaria prima pela Liberdade. Na Maçonaria, o Maçom livre, deve submeter suas paixões e sua vontade à princípios mais elevados, como os da fraternidade, do amor ao próximo, da caridade, de extrema necessidade hoje em dia, da tolerância religiosa, motivo de tantas discórdias e guerras, como exemplos. Trilhando esse caminho, ele estará se tornando, cada vez mais, de "bons costumes". Vemos, pois, que "bons costumes" não é um mero comportamento, uma moral de conduta, mas sim um universo de práticas, que devem ser seguidas e que conduzem o ser humano a uma vida mais perfeita e aproveitável.

A Maçonaria prima pela Tolerância. É o princípio da tolerância que permite que homens de partidos políticos, religiões, crenças, raças e pensamentos diferentes, vivam em harmonia e fraternidade. Porém, como citou o Ir.'. Theobaldo Varoli Filho: "não se entendam por tolerância maçônica os afrouxos licenciosos dos deveres ou a passividade exagerada na prática do perdão. Por tolerância deve entender-se, antes de tudo, que o comportamento do Maçom deve ser de respeito a todas as manifestações de consciência e que, em Loja, o Obreiro da Paz deve conservar-se equidistante de qualquer credo".

Proclama que os homens são livres e iguais em direitos. Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

EL DEBER DE RESERVA MASÓNICO

EL DEBER DE RESERVA MASÓNICO
Mario Rolleri

La Masonería se dice depositaria de una Verdad Iluminadora y Redentora, la cual se mantiene, como es sabido, en cautelosa reserva de los Iniciados y no es accesible a Profanos. ¿Por qué tanto sigilo?

¿Acaso Jesús no dijo que “no se oculta una lámpara debajo del techo sino que se la coloca bien alto para que arda con fuerza a ilumine a todos los Hombres”, y también que “no había nada oculto que no deba ser revelado”? Pero así como expresaba eso, asimismo explicaba las Verdades no directamente sino a través de Parábolas, agradeció a su Padre porque ocultó sus Misterios a los intelectuales y se los reveló a los sencillos, y advirtió que “no debía entregarse perlas a los cerdos”.

Tanto para los masones cristianos como para los no cristianos se plantea una disyuntiva: revelar nuestras Enseñanzas y asuntos a personas que se supone pueden aprovechar, o mantenerlas a cubierto de los oídos indiscretos o no capacitados. En realidad, un adecuado balance de estas dos alternativas puede mostrarlas como complementarias. Un profano no tiene por qué conocer directamente las Doctrinas masónicas, pero podemos hacérselas conocer en forma indirecta, a través de nuestra personalidad y de nuestro ejemplo en el obrar. Hay también ciertas conductas que cualquier persona puede tomar como referencia de la masonería con provecho (el actuar solidario y tolerante, el deseo de perfeccionarse, la inquietud por los temas trascendentales, por ejemplo) sin que tenga que saber que son necesariamente masónicas.

El deber de reserva masónico está relacionado con el Deber de Discreción, que siempre ha sido una virtud preconizada desde muy antiguo en la Humanidad, y es una hermana legítima del Silencio, de la Sencillez y de la Prudencia.

De alguna manera es un ingrediente necesario de toda disciplina de perfección, y por ello no podría faltar en la masonería. Porque la discreción nos aparta del Mal, nos ayuda a gobernar nuestras palabras y a manejar mejor nuestra relación con los demás, nos hace dignos de la confianza ajena y nos permite un ambiente de tranquilidad interior donde atesorar y asimilar el aprendizaje de la vida. No debería sorprender la trascendencia que da la Orden a la virtud de la discreción, que nos es advertida en nuestra entrada a Pasos Perdidos cuando se nos dice que la Institución es una Asociación Discreta y se nos alecciona a ser discretos, lo que se reitera en la Ceremonia de Iniciacióny se sostiene constantemente a lo largo del tiempo, y es que la obligación de discreción se va acentuando a medida que avanzamos en el Sendero de la Luz al ser los secretos cada vez más importantes. Hay que acumular fuerzas de reserva operacional y moral a medida que se penetra cada vez más profundo en el “Sancta Sanctorum” del Corazón, no perder energía con la revelación o demostración. Cada uno verá por sí mismo la verdad si quiere llegar y si necesidad de que se la expliquen.

Puntualizaremos enfáticamente que lo que se encuentra en los libros que por ahí se pueden comprar no posee ni una pequeñísima parte de la Riqueza de la Obediencia. Nadie es masón por leer mucho, y si no vive la Orden interiormente, no deja de ser un conocimiento teórico. Aparte, la experiencia interior masónica, por ser muy personal y profunda, es muy difícil de transmitir con palabras a terceros y es intransferible. Nadie es masón si no pasa por la transformación de la iniciación, y lo que asimila a través suyo es algo que se atesora en el Corazón. Nadie puede acceder a una emoción o sentimiento personal, lo que ya muestra que hay elementos que no se pueden revelar. Y ni que hablar que la masonería se asimila a través de la práctica de las sesiones o tenidas.

Deber de Reserva Masónico: Las primeras doctrinas o asuntos masónicos podrán parecer muy simples, pero sepan que se vuelven más complejas e inaccesibles a medida que se profundiza en la carrera y transcurso de los grados. Si no sabemos guardar los secretos sencillos, ¿qué discreción observaremos respecto a los más importantes, necesariamente más sustanciosos? Por otra parte, mientras más los reservemos, más puros los mantendremos.

Deberemos también cuidarnos de las personas que toman a mofa nuestras tradiciones, como también de aquellas a quienes nuestra condición de masón pueda despertarles animadversión o agresividad contra nosotros, a veces por ignorancia o natural intolerancia, para no vernos en una situación de debate o malestar que bien podríamos evitar, o para cuidarnos de que no nos vean como extravagantes, dejando que ante todo conozcan el valor de nuestra persona y la calidad de nuestras obras (ante todo somos hombres y luego masones. La Discreción nos salvará de muchas situaciones escabrosas. Rechacemos también el revelar nuestra condición de masón para darnos importancia ante amigos, conocidos o damas, porque no es un título honorífico sino un pesado deber.

La obligación de Reserva (no secreto, porque cualquier cuestión masónica puede ser alcanzada si uno se hace digno) nos impone también no revelar los conocimientos del grado a los de los estadios inferiores, y por supuesto frente a los profanos. Será mejor que ellos los conozcan por sí mismos y por voluntad propia sin necesidad de nuestra “interesante” transmisión.

Nadie que no haya calibrado correctamente el deber de discreción o reserva puede entrar en el Templo de los Iniciados. Sin perjuicio del retejamiento del Cub∴ o Exp∴, o el ritual, cada uno debería hacer un examen de conciencia para determinar si aún entra al santuario con su recordatorio de reserva intacto. Ayudados por la virtud cardinal de la fortaleza anímica nos instruiremos en la obligación de ser discretos y de callar, la Cuarta Regla de Zoroastro, para hundirnos en la tierra donde germina el Espíritu nuevo y desde la cual se eleva el Templo sin las molestias y distorsiones de la vida profana y donde también son relegados los vicios, forjando un Alma Resplandeciente que será Luz por sí sola y que manifestará “seipsa loquens” a su debido momento.

El deber de reserva masónico no consiste en no revelar los Simbolos o Ritos. Estos se encuentran en libros documentados al alcance de cualquier Profano. No nos hagamos “trampas al solitario”, porque hoy toda persona puede conocer nuestras Tradiciones, que incluso se están transmitiendo por Internet.

Pero sin embargo, hay algo que debemos mantener en silencio, y que es el Sentido Profundo y la Vivenciaque encierra el vivir la Aventura de la Masonería; eso sí es intransmisible e intransferible, y tal es la verdadera y arcana enseñanza que debemos preservar. Los simbolos y ritos son mero ropaje, ceremonial exterior, cáscara; al masón místico eso no le importa. En masonería no es lo que se ve o se conoce, sino lo que se aprende y se siente. Por más que se lea y conozca, nadie, incluso algunos HH.·., nunca entenderán nada. Jesús explicó clara y sencillamente las verdades, y muchos, por sabios y piadosos que hubieren sido, no comprendieron; él se dirigía a la multitud pero apuntaba a los que podían entenderle, por éllo predicaba con tranquilidad sin perder autoridad y sin bastardear los arcanos. En la masonería es igual, por tanto podemos considerar nuestros misterios a salvo.

Podrá leerse muchos libros, podrá conocerse nuestros usos y costumbres, nuestros signos y rituales, podrá ser o no masón, pero nuestros secretos se preservan solos frente a quienes no tienen mentalidad para comprenderlos. Lo que nos corresponde, en realidad, es no vilipendiarlos y no develarlos inútilmente. Guardémoslos para quienes sepan hacer buen uso de ellos.

QQ∴ HH∴ la obligación de discreción o reserva no sólo está unida a una respetable y sabia forma de comportamiento sino que ayuda a preservar nuestras enseñanzas frente a quienes no están por diversos motivos aptos para comprenderlas con cabalidad. A su vez, nos disciplina a guardar los misterios que se profundizan no para ocultarlos, sino para conservar su pureza y asimilarlos con claridad. Cuidémonos antes y no nos engañemos; no sea que a través de la transmisión de nuestros misterios no se revele también nuestra vanagloria o nuestros errores, porque mayor será el mal que causaremos. No perdamos tiempo en entregar el rico patrimonio de nuestros secretos a quienes no les corresponde. Ser cauteloso es, pues, provecho. Recordemos a Fedro: “Los antiguos ocultaron a conciencia la verdad, para que el Sabio la reconociera y se engañara el ignorante”.

Publicado em Fenixnews 26 de abril de 2016