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PERGUNTAS & RESPOSTAS

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

TRÂNSITO DO M. CC. FORA DO TEMPLO

TRÂNSITO DO M.'. CCER.'. FORA DO TEMPLO
(republicação)

Em 29/03/2017 o Respeitável Irmão Tristão Antônio Borborema de Carvalho, Loja Obreiros de Abatiá, REAA, GOP (COMAB). Oriente de Abatiá, Estado do Paraná, solicita o seguinte esclarecimento:

Minha dúvida: o mestre de cerimônias poderá circular fora do templo e, descobri-lo, saindo e retornando assim que por algum motivo necessitar? Ou sempre depende da abertura e fechamento da entrada do templo pelo irmão guarda do templo? Neste caso, toda vez que tiver que sair do templo, terá que bater maçônicamente à porta do templo, ao retornar, e aguardar o guarda do templo abri-lo?

CONSIDERAÇÕES:

Consuetudinariamente o Mestre de Cerimônias no REAA é oficial que, por dever de ofício, pode transitar livremente na Loja durante os trabalhos sem que para isso precise obter autorização. É elementar, entretanto, que essa prática somente se dá pela necessidade do seu ofício e nunca se a situação não exigir. Comento isso porque num passado não muito distante, havia o hábito equivocado de que o Mestre de Cerimônias podia se deslocar de uma para outra Coluna, ou para o Oriente, para fazer o uso da Palavra. Na verdade isso não é e nunca foi prática ritualística correta, pois se existe liberdade para esse oficial, ela é aplicada apenas à precisão do seu ofício.

No que diz respeito ao seu trânsito livre além dos limites do Templo (Loja), ele somente o tem se houver mesmo real necessidade - ou por uma situação inesperada ou para atender a liturgia.

No caso do Mestre de Cerimônia se deslocar para fora da sala da Loja, não sendo para conduzir entradas formais ou alguma outra determinação ritualística específica, então ele mesmo abre a porta para se retirar, tomando o cuidado de à sua passagem fechar a porta para manter a cobertura do recinto. Ao seu retorno, ele ingressa sem formalidade abrindo e fechando a porta à sua passagem. Num caso desses não há necessidade do Cobridor ficar a abrir e a fechar a porta para ele.

Em síntese Mano, podem surgir inúmeras situações momentâneas e que dependem do bom senso no caso de quem abre e fecha a porta nessa oportunidade, o que pode, dependendo do caso, necessitar ou não do auxílio do Cobridor.

Assim, saída e entrada formal do Mestre de Cerimônias somente se a situação a exigir devido ao cerimonial. Em circunstâncias informais ele entra e sai livremente desde que isso não se repita exageradamente para atender motivos fúteis.

Recomenda-se ainda que o Mestre de Cerimônias só porte (empunhe) o bastão quando estiver conduzindo alguém (indo à frente) ou se o ritual assim determinar. Em outras situações, preferível é que ele esteja com ambas às mãos livres, inclusive para confortavelmente poder abrir a porta - se esse for o caso.

Concluindo, a ritualística depende do equilíbrio e desenvoltura por parte de quem a executa e comanda; daí não é a toa que cargos em Loja só são preenchidos por Mestres, observados ainda as suas comprovadas competências para o cargo.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

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