A evolução da Maçonaria para o metaverso parece inevitável, impulsionada pela tecnologia e pela necessidade de adaptação — especialmente após os bloqueios da COVID-19, que limitaram reuniões presenciais. Enquanto alguns irmãos rejeitam a ideia, alegando que "não é a Maçonaria real", outros enxergam potencial: "É a Maçonaria, mas não como a conhecemos". A discussão reflete a tensão entre tradição e inovação, já vista na história da Ordem com a criação de Grandes Lojas dissidentes quando regras como a exclusividade masculina ou a crença em uma divindade foram questionadas.
O metaverso — um universo digital gerado por computador — oferece possibilidades fascinantes: museus maçônicos virtuais com peças raras digitalizadas, NFTs para financiar acervos e até interações em salas 3D com avatares. No entanto, a Maçonaria regular enfrenta dilemas. A GLUI (Grande Loja Unida da Inglaterra) já declarou que reuniões e iniciações exigem presença física, citando a privacidade e os "Marcos Antigos da Ordem". Ainda assim, a ausência de proibição explícita no Livro das Constituições deixa espaço para debate.
Como seria uma loja no metaverso? Avatares substituiriam os irmãos, com criptografia bloqueando gravações não autorizadas e NFTs validando acesso. A tecnologia, porém, ainda é primitiva: headsets de VR e IA precisam evoluir para replicar a profundidade dos rituais. Enquanto museus e palestras podem migrar facilmente, cerimônias de iniciação esbarram em questões de legitimidade. Uma coisa é certa: assim como no século XVIII, quando a Maçonaria se fragmentou para incluir mulheres e ateus, a resistência hoje pode gerar novos caminhos. A pergunta não é se a Maçonaria entrará no metaverso, mas como.
Uma palavra de cautela. A regra 176 do Livro de Constituições da UGLE não permite que seus membros também sejam membros de organizações maçônicas não regulares. Então, se um maçom regular fosse pego sendo membro de uma organização maçônica não regular, do mundo real ou do metaverso, ele corre o risco de ser expulso da Maçonaria Regular.
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Colaboração: thesquaremagazine.com/
Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria
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